sábado, junho 18, 2022

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O Cafezinho



Brasil registra 76 mortes por Covid e mais de 30 mil casos em 24 horas

 Sábado, 18 de Junho de 2022 - 08:40

por Folhapress

Brasil registra 76 mortes por Covid e mais de 30 mil casos em 24 horas
Foto: Mateus Pereira / GOVBA

O Brasil registrou 76 mortes por Covid nesta sexta (17). Com isso, o país tem uma média móvel de 137 -um aumento de 31,7% comparado ao dado de duas semanas atrás.
 

O país somou 30.424 infecções pelo Sars-CoV-2 nas últimas 24 horas. A média móvel de infecções está em 36.447-alta de 10,59% em relação aos dados de duas semanas atrás.
 

Com as informações desta sexta, o Brasil chega a 668.968 vidas perdidas e a 31.671.199 infectados pelo Sars-CoV-2 desde o início da pandemia.
 

Minas Gerais e Roraima não atualizaram os dados. Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe e Tocantins não registraram mortes.
 

Os dados do país, coletados até 20h, são fruto de colaboração entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são recolhidas pelo consórcio de veículos de imprensa diariamente com as Secretarias de Saúde estaduais.
 

O consórcio de veículos de imprensa deixou de atualizar os números de vacinados contra a Covid-19 nos fins de semana e feriados prolongados. Nos demais dias, os dados serão atualizados normalmente. A medida visa evitar imprecisões nos números informados ao leitor.
 

A mudança se deve a problemas na consolidação dos dados de vacinação pelas secretarias estaduais. Diversos estados já não atualizam o total de vacinados aos fins de semana e feriados, e mesmo os que o fazem, por vezes, informam números desatualizados, que não correspondem à realidade e costumam ser corrigidos nos dias seguintes.
 

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (PL), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.

Governo deixa vencer multas milionárias de invasores de terra indígena na Amazônia

Publicado em 17 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Floresta amazonica incendio desmatamento crime

O rebanho avança sobre as áreas que sofrem queimadas

Paulo Cappelli
Metrópoles

Durante o governo de Jair Bolsonaro, o Ibama deixou prescrever multa de R$ 6 milhões que havia sido aplicada pelo Ibama ao agropecuarista Jair Roberto Simonato. Documentos do Ibama mostram que a infração é referente a desmatamento de 14 mil hectares de mata nativa dentro da reserva Amazônia Legal, no município de Costa Marques, em Rondônia.

A Superintendência estadual do Ibama emitiu o ato de infração em 25 de outubro de 2004, em um processo que se arrastou por meio de recursos. O governo declarou a prescrição em 26 de abril de 2021.

OUTRA MULTA – O Ibama também estipulou multa de R$ 15,4 milhões a Simonato, em 2017, por ter impedido a regeneração de 3 mil hectares dentro da terra indígena Kayabi, no município de Apiacas, no Mato Grosso, também na região amazônica. Esse processo ainda está correndo.

Outras duas multas, que somam mais de 1 milhão, dizem respeito ao descumprimento do embargo de atividade pecuária no mesmo território indígena e ao fato de o empresário ter apresentado “informação enganosa nos sistemas oficiais de controle de defesa de sanitária animal”.

Simonato também foi condenado a pagar multa por transportar madeira em toros, sem licença válida para todo o tempo da viagem. A multa, de R$ 7 mil, já foi considerada prescrita. Procurado por meio de sua assessoria de imprensa, o Ibama não se manifestou. A coluna não conseguiu contato com Simonato.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Não é a primeira nem será a última multa ambiental cancelada pelo Ibama por prescrição (decurso de tempo). Já publicamos aqui na TI outra matéria de Paulo Capelli revelando que prescreveu sob a gestão de Jair Bolsonaro uma multa de R$ 94,754 milhões aplicada pelo Ibama à Agropecuária Santa Bárbara Xinguara S/A. A punição havia sido aplicada porque a empresa agropecuária impediu a regeneração de uma área de 6.316 hectares desmatada em Eldorado dos Carajás, no Pará, na Amazônia Legal. Apesar de duas instâncias administrativas do Ministério do Meio Ambiente concordarem com a aplicação e o valor da multa, Bim divergiu da proposta elaborada alegando prescrição do processo. A empresa pertence ao banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, aquele que só teme juiz de primeira instância, porque sabe dar um jeito lá em cima. Ah, Brasil… (C.N.)


Boletim de Urna que TSE alega exibir em cada Seção não serve para auditar a votação

Publicado em 18 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Boletim de Urna com QR Code - Eleições 2016

Esta é a foto do Boletim de Urna, que o TSE exibe na Seção

Carlos Newton

Nesta quinta-feira, dia 16, o jurista Jorge Béja escreveu mais um importante artigo na Tribuna da Internet, desta vez sobre a falta de transparência no sistema de votação eletrônica adotado pelo Brasil, circunstância que motiva a gravíssima crise entre o presidente Jair Bolsonaro e os ministros do Tribunal Superior Eleitoral.

Esse inquietante embate institucional se arrasta desde o início do governo, quando Bolsonaro começou a denunciar que teria vencido a eleição de 2018 no primeiro turno. E certamente a crise se arrastará após a eleição deste ano, sem que se chegue a uma solução. E, afinal, o que falta para um entendimento?

GRANDE PERGUNTA – Bem, o que basicamente falta é informação transparente e detalhada, conforme o Dr. Béja afirmou em seu artigo.

Aqui na TI, ele questionou o ministro Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, por te declarado, repetidamente, que na eleição de 2 de outubro qualquer eleitor, logo após o término da votação, poderá comparecer à seção eleitoral e conferir o boletim da urna eletrônica, que estará apregoado na porta da Seção, com a totalização dos votos nela depositados.

“Entende-se, portanto, que o eleitor saberá quantos votos tiveram os candidatos na urna daquela Seção na qual foi fazer a verificação”, assinalou o Dr. Béja, dizendo que Fachin também apontou outra alternativa – a do eleitor acessar a página do TSE na internet e conferir o mesmo boletim que a sessão eleitoral afixou para dar-lhe publicidade. Tudo isso no mesmo dia, tão logo a votação termine e a urna seja lacrada.

TUDO RESOLVIDO? – O jurista carioca percebeu que a declaração de Fachin resolve tudo, desmonta completamente as suspeitas de Bolsonaro e de qualquer outro cidadão-contribuinte-eleitor, como dizia Helio Fernandes. E justamente por isso, desafiou Fachin a provar que esta explicação é de fato verdadeira.

Bem, até agora o ministro não se manifestou e certamente jamais responderá a esse repto do jurista, porque suas repetidas declarações como presidente do TSE não correspondem à verdade. Pelo contrário, são enganadoras e ardilosas.

Diz, oficialmente, o TSE que “o Boletim de Urna traz o total de votos por partido; total de votos por candidato; total de votos nominais; total de votos de legenda, quando for cargo proporcional; total de votos nulos e em branco; total de votos apurados”. Ou seja, tudo resolvido, todas as informações estão lá impressas e a eleição poderia ser auditada por qualquer um, assim que encerrada a votação.

APARÊNCIAS ENGANAM – Na realidade, porém, as coisas não funcionam bem assim. Esse sistema de auditagem somente é possível em eleições municipais e apenas nas cidades pequeninas, com poucas zonas eleitorais. Funciona também no segundo turno, quando há apenas dois candidatos.

Mas as eleições gerais são diferentes, têm milhares de candidatos e cada urna traz votos para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual, além dos votos na legenda, em branco e nulo.

Assim, numa seção comum, com 200 eleitores, se o Boletim de Urna tiver todas as informações elencadas pelo TSE, voto a voto, sua lista impressa ficaria do tamanho de um rolo de papel higiênico, digamos assim, pendurado na porta da Seção Eleitoral, como um monumento à imundície política em que vivemos.

RACIOCÍNIO CARTESIANO – Esta é a realidade das eleições gerais, e o raciocínio do Dr. Jorge Béja é cartesiano e inquestionável. Portanto, o presidente do TSE deveria vir a público e responder ao questionamento, inclusive exibindo um exemplar da impressão do boletim de urna, que mostre a votação em cada candidato a presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual, além dos votos nos números dos partidos, os brancos e os nulos.

É claro que logo surgirão aqui na TI algum protestos veementes dos adoradores do ministro Fachin e de suas decisões nada democráticas e pouco republicanas, como o cancelamento das condenações de Lula da primeira à terceira instância, porque o ilustre ministro repentinamente chegou à conclusão de que os crimes poderiam ter sido julgados no endereço errado, embora no julgamento nem soubesse indicar qual seria o endereço certo…

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P.S. –
 E vida que segue, diria nosso amigo João Saldanha, que faz muita falta ao país. (C.N.)

sexta-feira, junho 17, 2022

Os países que têm a gasolina mais cara e a mais barata - e onde o Brasil fica no ranking

 

Frentista enche frasco com gasolina
Brasil tem atualmente a segunda gasolina mais cara entre países sul-americanos

Apesar do petróleo ser um commodity, ou seja, uma matéria-prima que tem o preço determinado uniformemente pela oferta e demanda internacional, o preço final para o consumidor da gasolina — e de outros derivados de petróleo, como diesel e gás GLP — varia imensamente ao redor do mundo.

Na última semana (de 7 a 13 de junho) o preço do litro da gasolina para o consumidor ia de US$ 0,02 (R$ 0,11) na Venezuela a US$ 3 (R$ 15,4) em Hong Kong, segundo o ranking Global Petrol Prices, que pesquisa os preços em 168 países, semanalmente na maioria deles.

Além da Venezuela, os países onde a gasolina está mais barata são Líbia (2° lugar), Iran (3°), Síria, Argélia, Kuwait, Angola, Nigéria, Turcomenistão e Malásia.

E os lugares onde ela está mais cara são Hong Kong (168º na ordem do mais barato para o mais caro), Noruega (167°), Dinamarca (166º), Finlândia, Islândia, Grécia, Países Baixos, República Central Africana, Mônaco e Cingapura.

E o Brasil? Fica no meio, em 83º lugar, com a gasolina a US$ 1,41 (R$ 7.25) na média — ou pelo menos ficava na semana passada, antes do reajuste anunciado pela Petrobrás de 5,2% no preço do combustível na refinaria (que compõe 38% do valor para o consumidor final). O ranking com os preços para o consumidor desta semana deve sair na segunda (20).

Motivos da variação

O preço do barril de petróleo — definido internacionalmente — é determinado por dois tipos de fatores. "Os fatores endógenos, ou seja, que têm a ver com a própria indústria, como oferta e demanda", explica o economista Maurício Canêdo, professor da Fundação Getúlio Vargas, "e fatores exógenos, como guerras, ataques terroristas etc."

"No momento, o mundo todo está pagando caro pelo barril de petróleo por causa da guerra (na Ucrânia)", afirma o economista.

Mas por que, então, a gasolina varia tanto de país para país?

"O preço varia de acordo com o câmbio da moeda local para o dólar — e no momento o real está muito desvalorizado em relação ao dólar", diz Canêdo, "e de outros fatores como a lógica tributária e as políticas de subsídios de governos nacionais."

Bico de abastecimento de combustível vertendo uma gota
Brasil tem atualmente a 3ª gasolina mais cara entre países sul-americanos, mas uma queda de preços nesse momento é improvável, dizem economistas

Transição energética

Os países que estão no topo do ranking das gasolinas mais baratas são produtores de petróleo ou têm o combustível quase totalmente subsidiado pelo governo. Ou as duas coisas, como é o caso da Venezuela.

Além disso, a variação tem outro padrão: a gasolina tende a ser mais barata em países em desenvolvimento e mais cara em países desenvolvidos — com exceção dos EUA (76°) e da Austrália (77°).

"A carga de impostos sobre o combustível é maior nesses países com o objetivo de desincentivar o seu uso, torná-lo menos competitivo e permitir a transição para energias renováveis", explica Canêdo.

De maneira geral, os países do ranking onde a gasolina mais cara é resultado de políticas públicas de redução do impacto ambiental "são países onde não há uma desigualdade tão grande como no Brasil, onde a população mais vulnerável é desproporcionalmente afetada pela alta nos combustíveis, especialmente o preço do gás de cozinha".

O preço da gasolina no Brasil

No Brasil, durante muito tempo, o preço da gasolina não tinha paridade com o preço internacional do barril.

"No passado, o que se fazia era o que chamamos de controle ortodoxo: usar o balanço da Petrobras como ferramenta de controle de preços", explica Canêdo.

Ou seja, se o preço do barril ou o da gasolina refinada que importamos — porque o Brasil não têm grande capacidade de refino e precisa importar — estivesse muito alto, a Petrobras vendia mais barato do que comprava, ficando no vermelho.

Desde que foi instaurada a política de paridade de preços internacionais (PPI), a Petrobras tenta parear o preço da gasolina na refinaria com o preço internacional.

Mas o valor ainda está defasado, explica Pedro Rodrigues, sócio do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), e deve continuar mesmo com o aumento anunciado nesta sexta (17).

A defasagem média do preço médio da gasolina em relação ao mercado internacional na última semana estava calculada em cerca de 19%, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). E segundo o banco Goldman Sachs, o reajuste não foi suficiente para zerar essa defasagem.

É possível segurar os preços?

Com a política de PPI, o governo perdeu a capacidade que tinha antes de controlar os preços da gasolina, do diesel e do gás praticados pela Petrobras, explicam os analistas.

O governo ainda é acionista majoritário da empresa, portanto, indica o presidente e 6 dos 11 membros do conselho de acionistas.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) tentou em maio demitir o presidente da Petrobras, José Mauro Pereira Coelho, que ele mesmo havia indicado, e os conselheiros apontados pelo governo, mas a mudança precisa ser aprovada na empresa, o que não é imediato.

No entanto, mesmo se o presidente e os conselheiros forem trocados, os executivos que os substituírem não têm mais espaço para evitar a paridade de preços por causa de uma série de regras de compliance (conjunto de normas para fazer com que a empresa cumpra regras legais e internas) adotadas pela Petrobras, afirma Pedro Rodrigues, do CBIE.

"O governo tem todo o direito de trocar o presidente da empresa e os conselheiros por pessoas mais próximas, mas os novos não podem simplesmente ignorar as regras. Eles podem responder legalmente como indivíduos se fizerem isso", explica o analista. "Também causa estranhamento que a troca seja tão frequente (como tem sido no governo Bolsonaro)."

No entanto, o governo ainda pode influenciar o preço para o consumidor através de políticas públicas. Na quarta, o Congresso aprovou um projeto de lei para limitar a 17% a cobrança de ICMS (imposto estadual que incide sobre mercadorias e serviços). O projeto deve ser sancionado por Bolsonaro.

"É uma política pública válida, mas que tem impacto na entrada de recursos. O que precisa ser questionado é se é nossa prioridade nesse momento usar recursos públicos para conter os preços para todo mundo", afirma Canêdo.

O economista defende que, para proteger as pessoas mais vulneráveis que são desproporcionalmente afetadas pela alta, o governo crie políticas de transferência de renda. "Como um vale-gás, por exemplo", diz.

Refinaria da Petrobras vista de fora
A Petrobras tem tentado manter a politica de paridade de preços

Privatizar a Petrobras diminuiria os preços?

Para Maurício Canêdo, a privatização não faria os preços da gasolina caírem — muito pelo contrário.

"Com a privatização os preços seriam totalmente pareados, seria totalmente PPI", explica ele. "Ou seja, sem a defasagem que temos hoje, eles na verdade iriam aumentar."

"Há uma série de motivos para fazer a privatização, mas a diminuição dos preços não é um deles", diz.

Já Rodrigues afirma que, no longo prazo, poderia haver uma série de vantagens no sentido de resolver problemas estruturais que encarecem o combustível no país — mas seria preciso que a privatização fosse feita com muito cuidado e planejamento.

"Com a vinda de investimento privado, é possível conseguir suprir a necessidade de capacidade para refino e criar infraestrutura de transporte", diz ele. "Mas se a privatização foi feita de qualquer jeito, você corre o risco de substituir o modelo atual por um monopólio privado — o que não traz absolutamente nenhuma vantagem."

- Este texto foi originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-61849319

https://br.financas.yahoo.com/

É impressionante que a multinacional Google consiga ver um Brasil que os brasileiros não enxergam

Publicado em 17 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Fábio Coelho, da Google Brasil, entra na lista dos 10 melhores CEOs do país  | IT Forum

Fábio Coelho, da Google, dá aos brasileiros uma aula de Brasil

Pedro Doria
O Globo

Na última terça-feira, executivos do Google no Brasil reuniram imprensa, sociedade civil, academia, gente de tecnologia em geral para um evento que realizam todo ano. Assim como fazem empresas digitais por todo o mundo, os responsáveis de cada área alternam-se no palco para falar dos planos nos próximos meses, expor a visão que o Google tem para suas atividades no país.

Possivelmente passou despercebido para muitos presentes que, nas entrelinhas, estava ali também uma visão de Brasil que pouco enxergamos. Não havia, neste ano eleitoral, políticos na plateia. É uma pena. Esquerda e direita teriam muito a aprender.

CRIAR ENDEREÇOS – Um dos primeiros planos anunciados pela empresa é criar endereços numéricos, georreferenciados por mapas, para aqueles lugares que não têm endereço. São, principalmente, casas pequenas e pobres nas muitas favelas brasileiras.

A gente não costuma pensar que exista lugar no Brasil sem endereço, mas em nosso país há mais gente com celular do que com endereço, tantas são as ruelas e becos sem nome ou registro nas prefeituras da vida. Ter endereço quer dizer poder fazer buscas de preços mais baixos para comprar on-line. Integração ao mercado de consumo.

O Google também mapeou os restaurantes gratuitos no Brasil que passa fome, uma parceria com a Ação da Cidadania. É para que uma busca simples ajude a localizar o mais próximo para quem deseja doar alimentos, também para quem precisa comer.

OUTRA INOVAÇÃO – A empresa distribuirá bolsas de estudo a quem quiser dominar tecnologia digital, aprendendo no nível técnico profissões do século 21, como gerência de nuvem, análise de dados e design de interfaces. Há investimento também em capacitação voltada para mulheres, pessoas negras e LGBTQIA+.

—Quando comecei — contou o presidente local da companhia, Fabio Coelho —, multinacionais vinham ao Brasil atender às camadas mais ricas da sociedade. Mudou.

Sim, mudou, porém é mais que isso. A ação do Google é política, e existe uma ideologia que a sustenta. Há duas ideologias dominantes no Vale do Silício de hoje.

MENTES LIBERADAS – Mark Zuckerberg, Elon Musk e investidores como Peter Thiel ou Marc Andreessen representam um libertarismo cada vez mais hostil ao Estado, mais hobbesiano na visão de que tudo deveria ser possível para quem consegue.

E existe ainda, vivo, o tradicional liberalismo hippie do norte da Califórnia, preocupado com inclusão social, sonhando um mundo sem fronteiras e buscando tornar compatíveis capitalismo e civilidade. Mais Locke, menos Hobbes. É a ideologia de Tim Cook, Bill Gates — e da turma do Google.

O Google não está sendo “bonzinho”. Está criando mercado consumidor para seus produtos. Mas a ideologia conduz a ação. Quando olha para o Brasil, não vê só o andar de cima; vê, isto sim, um universo de gente com sonhos que, com algum estímulo e um tanto de ajuda, se levanta por conta própria.

DIREITA CARICATA – Por aqui, entre nós, a direita vai se tornando lentamente uma caricatura do pior de si mesma, aprovando, mesmo que envergonhada, a barbárie das incursões policiais nos morros e nas periferias.

Enquanto isso, num preconceito quase infantil com o sistema capitalista, a esquerda se recusa a ver que, nas periferias, um dos sonhos vivos é empreender. É montar um negócio, ser o próprio patrão, empregar gente. Há um mar de startups pulsando para nascer no Brasil, precisando apenas de um empurrão. É o tipo da política pública que nem nossa direita nem nossa esquerda enxergam.

A gente joga PIB fora com educação ruim e políticas de incentivos voltadas só pra quem já é rico. Por que é preciso uma multinacional para enxergar o evidente?


Recuo no nome do vice na sua chapa mostra preocupação de Jair Bolsonaro com derrota

Publicado em 17 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Mourão diz que Tereza Cristina, cotada para vice, é "diferenciada"

Tereza Cristina, cotada para vice, sabe fazer política

Paulo Cappelli e Eduardo Barretto
Metrópoles

A maior prova do pessimismo que acometeu Jair Bolsonaro após pesquisas eleitorais é o recuo do presidente na escolha do vice. Nesta quarta-feira (15/6), em entrevista a Leda Nagle, Bolsonaro afirmou que Tereza Cristina também é cotada para a vaga, a exemplo de Walter Braga Netto.

Em abril, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, ao comentar a escolha de Braga Netto para o posto, disse que o presidente não precisava escolher um vice pensando em atrair mais votos. Afirmou Faria na ocasião: “Bolsonaro escolheu um nome de confiança. Se soubesse que essa eleição precisaria de um vice que agregasse voto, buscaria um perfil mais político. Como sabe que não interfere no resultado da eleição, escolheu um vice que seja de sua confiança. Um general do Exército”.

TEREZA CRISTINA – A articulação do Centrão para que Jair Bolsonaro aceite indicar a ex-ministra Tereza Cristina como sua vice, no lugar do general Walter Braga Netto, conta com o apoio do senador Flávio Bolsonaro e do deputado Eduardo Bolsonaro. O plano do grupo é que os filhos do presidente atuem para quebrar as resistência do pai à proposta.

A ideia de uma mulher ser a vice de Bolsonaro voltou a ganhar tração em meio ao pessimismo na campanha de reeleição, diante do risco de derrota no primeiro turno para Lula. Além de diminuir a rejeição de Bolsonaro entre as mulheres, o Centrão defende que o presidente não ganharia nenhum voto novo entre militares por ter Braga Netto na vice.

Entre os líderes do Centrão, o temor está na atuação de outro filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro. O receio é que o responsável pelo marketing da campanha rejeite as negociações e peça que o pai faça o mesmo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O raciocínio é cartesiano. O general Braga não acrescenta um só voto, enquanto Tereza Cristina traz apoio do agronegócio. Nada mal. (C.N.) 


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