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O Cafezinho



Alckmin é vaiado em evento de Lula em Natal

 Sexta, 17 de Junho de 2022 - 08:00

por Renata Moura | Folhapress

Alckmin é vaiado em evento de Lula em Natal
Foto: Reprodução

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) foi vaiado nesta quinta-feira (16) em Natal (RN) em evento da pré-campanha do ex-presidente Lula (PT), de quem será vice na chapa à Presidência da República.
 

Alckmin foi vaiado nas duas vezes em que teve o nome anunciado no início do evento, realizado no estádio das Dunas. Ele e Lula não comentaram os apupos em seus discursos. A defesa ao ex-governador coube à presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e à governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT).
 

"Nesse palanque aqui, pode ter gente que divergiu. Pode ter gente que teve diferença e que lutou. Mas está quem defende a democracia contra o Bolsonaro. É contra esse cara que nós temos que lutar", afirmou Gleisi, sem mencionar o ex-governador.
 

Fátima também saiu em defesa de Alckmin. Ela agradeceu ao ex-presidente pela "pela sabedoria e sensibilidade" da necessidade de uma frente mais ampla.
 

"Pelo senhor entender que o momento que o país vive é tão grave, mas tão grave, que se fazia necessário sim esse movimento mais amplo, de construirmos uma aliança de perfil mais progressista. Por isso seja muito bem-vindo Geraldo Alckmin, nosso pré-candidato a presidente da República", disse a governadora.
 

A petista também foi alvo de algumas vaias ao comparar a aliança com Alckmin à coligação que está formando para sua reeleição ao governo do Rio Grande do Norte.
 

"Com esse senso de responsabilidade política, inspirados no movimento que o presidente Lula fez, nós estamos fazendo um movimento mais amplo. Trouxemos, sim, o MDB com o deputado Walter [Alves] para o nosso vice, o ex-prefeito do PDT [Carlos Eduardo Alves] para ser o candidato ao Senado. É assim que se faz política. Para que a gente possa avançar e melhorar a vida do povo, a gente precisa primeiro ganhar eleição", disse a governadora, no momento em que foi alvo de vaias.
 

O deputado Walter Alves é filho do senador Garibaldi Alves (MDB), que também foi alvo do público na abertura do evento.
 

O senador Jean-Paul Prates (PT-RN) negou que haja resistências da população ao nome de Alckmin no estado e na região. "De maneira nenhuma o nome dele será barreira para Lula. É una questão de conquista gradual. Como Lula disse, tudo mundo está remando agora para um lado só".
 

As vaias foram atribuídas por ele a militantes com raiva do governo atual. Pessoas que acompanharam o evento também disseram que quem vaiou estava na ala mais radical do partido, que só aceita determinadas alianças, mas que isso tende a ser resolvido.
 

Em seu discurso, Alckmin não comentou as vaias. Num rápido discurso -que chamou de "palavras telegráficas-, com a voz rouca, disse que o presidente Jair Bolsonaro, pré-candidato à reeleição, faz críticas às urnas por temer uma derrota.
 

"O Bolsonaro, quando diz que desconfia urna eletrônica, ele não confia no voto popular. Sabe que não merece um segundo mandato pelo desastre que levou o Brasil", disse o ex-governador.
 

Lula não comentou as vaias ao seu futuro vice na chapa. Ressaltou as políticas sociais das gestões do PT no governo federal.
 

Ele deu especial atenção ao que considera o protagonismo dos governos do PT na transposição do rio São Francisco. A paternidade sobre a obra vem sendo alvo de uma tentativa de apropriação por parte do presidente Jair Bolsonaro (PL), que finalizou alguns trechos que estavam incompletos.
 

Estrategistas de Bolsonaro afirmam que a transposição e o Auxílio Brasil são os únicos trunfos que o presidente tem para tentar reduzir um pouco a enorme dianteira de Lula no Nordeste.
 

O PT, no entanto, lembra que governos do partido foram responsáveis por realizar 88% da transposição. Bolsonaro completou apenas os 2,5% finais.
 

"Agora o Bozo [Bolsonaro] está dizendo que [foi] ele quem fez. Outro dia vi um baixinho, um tal de [Rogério] Marinho. Ele é daqui? Ele estava numa TV pública dizendo que levou água. Desgraçado, não quer nem pagar pelo plágio que está fazendo. Todo mundo sabe quem construiu 88% do canal foi o governo do PT", disse o ex-presidente.
 

O evento de Lula em Natal acontece um dia antes de visita de Bolsonaro à cidade. O presidente vai lançar o programa "Internet Brasil" ao lado do ministro das Comunicações, Fábio Faria.
 

Gleisi mencionou em seu discurso a visita do presidente à cidade. "O coisa ruim vem para cá? Eu não sei o que ele vem fazer no Rio Grande do Norte".
 

O petista, por sua vez, visita nesta sexta-feira (17) Maceió (AL) e, no sábado (18), Aracaju (SE).

Bahia Notícias

Bolsonaro diz que reajuste da Petrobras agora seria para atingir governo

 Sexta, 17 de Junho de 2022 - 09:20

por Marianna Holanda | Folhapress

Bolsonaro diz que reajuste da Petrobras agora seria para atingir governo
Foto: Reprodução Redes Sociais

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quinta-feira (16) que, caso a Petrobras conceda um novo reajuste nos combustíveis neste momento, seria para atingir o seu governo.
 

O conselho da companhia, que ele já anunciou intenção de trocar inteiramente, se reuniu nesta tarde para discutir o aumento nos preços.
 

"Espero que a Petrobras não queira aumentar diesel, aumentar gasolina nesses dias que estamos negociando aqui com o Parlamento", disse Bolsonaro na sua transmissão semanal nas redes sociais.
 

"Só posso entender que seria um reajuste agora interesse político para atingir governo federal", completou.
 

Bolsonaro não mencionou a reunião extraordinária do conselho nesta quinta.
 

Diante dos valores dos combustíveis, em especial do diesel, bem abaixo das cotações internacionais, a Petrobras vem sinalizando que fará reajustes.
 

O aumento no preço dos combustíveis é a principal preocupação do governo, que busca reeleger Bolsonaro.
 

O presidente, segundo pesquisas de intenção de voto, está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
 

Para Bolsonaro, a Petrobras deveria ao menos esperar que as medidas propostas pelo governo sejam aprovadas e sancionadas antes de realizar um novo reajuste.
 

Nos últimos quinze dias, o governo surgiu com a ideia de um projeto de lei que estabelece teto para alíquotas de ICMS sobre combustíveis.
 

A proposta foi aprovada no Congresso na quarta-feira (15), mas ainda precisa ser sancionada pelo presidente.
 

Além disso, o governo apresentou a chamada PEC dos Combustíveis, que permite zerar o ICMS sobre o diesel e o gás de cozinha, com uma compensação do governo federal aos estados.
 

A PEC será discutida pelos parlamentares na próxima semana.
 

O chefe do Executivo voltou a dizer na live que as medidas podem reduzir em R$ 2 o litro da gasolina e R$ 1 o litro do diesel, segundo suas próprias contas.
 

Bolsonaro repetiu a fórmula de crítica à Petrobras que vem utilizando nos últimos meses, e disse que um novo aumento no preço dos combustíveis seria "maldade com o povo".
 

"Quanto mais o povo está sofrendo aqui, mais felizes estão os diretores e o atual presidente da Petrobras".
 

Para o presidente, a empresa poderia ficar meses sem reajustar, ao contrário do que ele chamou de reajustes automáticos. Mas há uma "sanha" em repassar os aumentos, segundo disse.
 

"Há um interesse enorme dos minoritários, não consigo explicar, não vou cometer nenhuma injustiça aqui", disse.
 

"Porque o presidente da Petrobras, os diretores tem essa sanha de imediatamente reajustar o preço dos combustíveis. Para atender não sei o que, o interesse da empresa, de minoritários, de fundos de pensão estrangeiros que atuam lá dentro, dizer que nossa Petrobras está dando lucro e lá atrás dava prejuízo", completou.
 

Durante a semana, o governo tentou convencer a Petrobras a evitar reajustes neste momento, para que os benefícios cheguem ao bolso do consumidor antes que novos aumentos nas refinarias ofusquem os efeitos da redução de impostos.
 

O setor de combustíveis alega, porém, que o repasse demorará, já que as distribuidoras têm estoques comprados ainda com as alíquotas atuais. O benefício, porém, depende da renovação dos estoques, o que deve ocorre totalmente em dez a quinze dias.
 

A Petrobras não quis comentar o assunto. Na semana passada, em resposta a notícias sobre a pressão para segurar preços, a empresa divulgou uma nota reforçando a defesa de sua política comercial, que prevê o acompanhamento das cotações internacionais.
 

"A prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado é condição necessária para que o país continue sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diversos agentes", afirma a companhia, que vem alertando o governo para riscos de falta de produtos no segundo semestre.

Bahia Notícia

Temendo veto do TSE, o partido de Bolsonaro procura um “Plano B” para fiscalizar eleições

Publicado em 16 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Pandemia torna eleitor mais pragmático e menos ideológico - CartaCapital

PL não quer desagradar Bolsonaro ao fiscalizar as eleições

Malu Gaspar e Rafael Moraes Moura
O Globo

O presidente do partido de Jair Bolsonaro, PL, Valdemar da Costa Neto, está procurando empresas alternativas ao Instituto Voto Legal (IVL) para fazer a auditoria nas urnas exigida pelo chefe do Executivo.

Costa Neto se reuniu nesta segunda-feira com uma empresa americana e está conversando com outras firmas brasileiras para fazer a contratação. O presidente do PL tem dito a interlocutores que esse trabalho seria de fiscalização e não de auditoria.

BOLSONARO EXIGE – Costa Nero discutiu o assunto com Bolsonaro na semana passada, no Palácio do Planalto. O chefe do Executivo já avisou em conversas reservadas que “se não tiver auditoria, não vai ter eleição”.

Segundo o presidente do PL disse a Bolsonaro, a lei permite fiscalização, mas não auditoria no sistema eletrônico de votação. Embora já tenha indicado o instituto IVL ao TSE, Valdemar considera que a empresa enfrentará resistências no tribunal.

Isso porque o seu dono, o engenheiro Carlos Rocha, há alguns anos travou uma disputa com a própria Corte para ser reconhecido como inventor das urnas, conforme revelou a coluna.

PEDIDO ENCAMINHADO – O pedido de credenciamento do IVL para fiscalizar as eleições foi encaminhado ao presidente do TSE, Edson Fachin, que ainda não deu aval à empresa. “Penso que não deve ser aceito o pedido, pois o instituto não possui expertise nem notório conhecimento”, avalia um ministro do TSE, que pediu para não ser identificado.

O engenheiro Celso Rocha também já fez várias críticas ao processo de votação eletrônica. O site do IVL diz, por exemplo, que a “urna faz uma apuração secreta, quando todo ato administrativo deve ser público para ter validade jurídica”.

“Sem os instrumentos técnicos necessários, os partidos políticos não conseguem fiscalizar todas as fases da votação e apuração na urna eletrônica”, critica o instituto.

CONSTRANGIMENTO – Valdemar Costa Neto e o PL querem atender o presidente Bolsonaro, mas pretendem evitar ao máximo atrair a má vontade do TSE com o partido e seus correligionários.

A ofensiva de buscar uma empresa para fiscalizar as eleições também provocou desconforto entre parlamentares do PL, que não querem comprar briga com o TSE em pleno ano eleitoral – e muito menos verem recursos financeiros da legenda serem destinados para atender a um desejo do chefe do Executivo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O engenheiro Celso Rocha é um dos maiores especialistas do país e foi um dos líderes do grupo técnico que criou a urna eletrônica brasileira. O TSE não deveria recusar a participação da empresa dele na fiscalização da eleição, sob a falsa alegação de que não há expertise. Pelo contrário, deveria aceitar calorosamente a contratação do IVL, porque neste instituto o que não falta é justamente experiência específica. Pode-se até dizer que a expertise abunda. (C.N.)

Para ser presidente da República, é preciso respeitar os Dez Mandamentos da Política

Publicado em 17 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Conhecer o cliente não basta! - BANCO DE PALESTRANTES do CLUBE DO VENDEDOR

Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Vicente Limongi Netto e Everaldo França de Ferro

Os partidos políticos, que devem ser os guardiões da democracia, são os primeiros a inviabilizar seus possíveis candidatos, devido ao “olho grande” no Fundo Partidário de R$ 4,9 bilhões. É natural que em cada seleção a escolha tenha que obedecer a algumas regras, que na nossa concepção são básicas para pleitear o cargo de candidato a presidente da República. Alguns exemplos abaixo poderiam ajudar, mas os políticos, em sua maioria, se deixam levar pelo colossal ego, enquanto o povo paga o pato e as contas.

1) O candidato, para ter aceitação da maioria dos filiados do partido, precisa ter liderança pela sua trajetória política;

2) Além disso, o candidato precisar ter aceitação e liderança dos caciques do seu partido, para não despertar dissidências;

3) Ao mesmo tempo, necessariamente, precisa passar por uma pesquisa popular para ver se é conhecido e tem potencial;

4) O candidato precisa ter diálogo com integrante de outros partidos mostrando a capacidade de liderar as coligações;

5) O pretendente necessita de apoio dos setores produtivos, para passar confiança sobre sua capacidade de gestão;

6) O candidato precisa ter uma boa imagem perante a mídia para enfrentamento dos problemas atuais (internos e externos);

7) Deve demonstrar liderança e força em suas bases, mostrando que caso se candidate a outro cargo facilmente terá êxito.

8) Precisa também ter capacidade de influir no sucesso das candidaturas de aliados que disputem outros cargos.

9) Deve ter baixos índices de rejeição que não evidenciem a inviabilidade da candidatura a presidente da República;

10) Precisa ter notório saber e um passado ilibado, sem o menor envolvimento com corrupção ou de enriquecimento ilícito.

Se cumprissem esses 10 Mandamentos, só haveria candidatos de altíssimo nível.


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