domingo, agosto 30, 2020

Infectologistas avisam pela enéssima vez – a cloroquina não tem comprovação científica contra covid-19


Charge do Duke (Arquivo Google)
Deu no Correio Braziliense
O Palácio do Planalto recebeu, nessa semana, um grupo de médicos que defende o uso da hidroxicloroquina. Eles discursaram no evento Brasil vencendo a covid-19 e contestaram o fato de que não há comprovação científica da medicação no tratamento de pessoas com o novo coronavírus, citando que “temos evidência 2-A” para a utilização da cloroquina.
“Para os técnicos que estão nos escutando, vocês sabem que isso é uma evidência que nos sustenta para tratar com total propriedade e convicção o que a gente faz. Nós já temos evidência 2-A, então, podemos e devemos medicar”, afirmou a médica Raissa Oliveira Azevedo, na presença do presidente Jair Messias Bolsonaro.
EVIDÊNCIA 2-A – A expressão “evidência científica 2-A” passou, então, a ser repetida por parte da população que defende o uso do medicamento contra a covid-19. Mas é preciso muita calma para não confundir o nível de evidência com uma comprovação científica, como explicam especialistas.
David Urbaez, diretor científico da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal e infectologista do Laboratório Exame, detalha que é preciso compreender o campo da medicina embasada em evidências para entender o assunto.
“Essa área foi a grande resposta para anularmos, nas pesquisas, todos os desvios advindos da subjetividade do pesquisador, que sempre quer comprovar que aquilo que ele diz funciona mesmo, além de barrar interesses comerciais, que podem estar atrás de qualquer pesquisa de medicamento”, explica.
VIÉS DE PERCEPÇÃO – Apesar de chegar ao nível 2-A, os estudos sobre a cloroquina como medicação eficaz contra o novo coronavírus estão em um campo frágil, segundo Urbaez, pois tratam-se de trabalhos observacionais, que não utilizam um grupo de controle para comparar conclusões.
“Esses trabalhos servem só como janela para chamar a atenção que aquilo poderá, eventualmente, ser algo que vale a pena ir a fundo, que vale a pena investir com mais rigorosidade científica. Nesse sentido, pode-se chegar a uma evidência até 2-A, que são evidências de estudos de corte, ou seja, de grupo que se observa, mas que não têm grupo controle”, explica.
Mais detalhadamente, pode-se dizer que esses testes não passaram por uma importante etapa de observação científica, os ensaios clínicos randomizados, que dividem os pacientes em grupos que recebem a medicação e outros que tomam placebo, sem que eles ou os pesquisadores saibam quais receberam o quê.
REAL E IRREAL – “O efeito placebo é real. Apenas pelo fato de alguém estar cuidando das pessoas, elas podem ter melhora no quadro clínico. Isso anula totalmente o viés de percepção do pesquisador”, pontua David.
Em suma, não é possível concluir a eficácia de um medicamento que não passou por essas etapas. “Nos ensaios clínicos randomizados duplo-cego com placebo, são anulados quaisquer tipos de desvios resultantes da vontade do grupo de pesquisa de mostrar que aquilo é real. Isso é o que representa, então, a evidência 1-A”, classifica o especialista.
David Urbaez conclui que, atualmente, para propor um protocolo de medicamento, é exigida a evidência 1-A, que seja decorrente desses ensaios clínicos. “Infelizmente, a população geral, inclusive os próprios médicos têm pouquíssima formação em termos de interpretação da produção da verdade científica por meio da metodologia da medicina baseada em evidências. Por isso, temos essa confusão lamentável, dolorosa e condenável, com a cloroquina”, avalia.
ATÉ AGORA, NADA – A infectologista Ana Helena Germoglio ressalta o que vem sendo repetido pelos especialistas: “Não temos, hoje, nenhuma droga eficaz no tratamento da covid”. Ela explica que a cloroquina, em casos de novo coronavírus, encaixa-se no chamado medicamento off label, remédio utilizado para algo que não existe indicação prévia na bula.
“Para prescrever isso, devemos apontar os riscos e os benefícios desse tipo de tratamento, já que esse remédio não nasceu para esse tratamento”, ressalta a especialista. Ela lembra que há estudos avançados que procuraram responder aos questionamentos de benefícios e malefícios desse uso.
“Alguns estudos, bem iniciais, apontaram que o uso da cloroquina poderia ter efeito in vitro na redução da carga viral. Entretanto, um dos estudos de maior evidência que temos em relação à cloroquina são os RCTs, aqueles randomizados controlados. Já existem várias pesquisas assim que provam que o paciente não tem um benefício e pode até ter um malefício quando administrados”, pontua. Ana Helena conclui, detalhando que “os RCTs têm um nível de evidência acima dos estudos 2-A”, pois são de evidência A, enquanto os de nível 2 são de evidência B.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLO
– A discussão científica deve ser travada exclusivamente pelos cientistas. Leigos – como eu, você e o presidente Jair Bolsonaro ou o falso ministro intendente general Eduardo Pazzuelo – precisam sair de cena, o mais rápido possível. (C.N.)

Convenções partidárias em novo formato abrem corrida partidária a partir desta segunda-feira

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TSE autorizou convenções partidárias realizadas virtualmente
Alice Cravo e João Paulo Saconi
O Globo
Depois de levar ao adiamento das eleições municipais deste ano, a pandemia da Covid-19 instala, a partir da semana que vem, um “novo normal” na corrida dos partidos políticos até a votação. Com o isolamento social e outras medidas necessárias para conter o contágio, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou, em julho, que as convenções partidárias sejam realizadas virtualmente, o que acontecerá a partir desta segunda-feira em capitais como Rio e São Paulo.
Nas duas cidades, ao menos 12 legendas vão optar por reuniões virtuais com o objetivo de oficializar suas candidaturas. Nas últimas duas semanas, as convenções dos partidos Democrata e Republicano, nos Estados Unidos, país com maior número de mortos na pandemia, contrastaram nos cuidados com o coronavírus.
AGLOMERAÇÃO – Os democratas ungiram Joe Biden numa reunião majoritariamente virtual, com a presença de poucos delegados junto ao candidato. Já Donald Trump lançou-se à reeleição provocando aglomeração no jardim da Casa Branca.
No Brasil, as convenções podem ser realizadas até 16 de setembro, conforme o calendário da Justiça Eleitoral. O presidente da Comissão Nacional de Direito Eleitoral da OAB, Eduardo Damian, considera que, apesar de serem uma opção do partido, as convenções virtuais são recomendáveis para evitar aglomerações. “Os partidos precisam ter consciência e cautela, (encontros presenciais) podem depois ter notícia de que ali foi um foco de propagação do vírus “, afirmou.
DIFERENTES FORMATOS – Nos encontros, os filiados autorizados a votar, chamados “convencionários”, deliberam sobre os nomes que irão compor a chapa ou que serão apoiados pelo partido. Em seguida, como em outros anos, as siglas lançam a ata da convenção no sistema da Justiça Eleitoral. Algumas legendas, como o partido Novo, contrataram empresas para operar a virtualização do processo.
“O voto será sigiloso, como determina o TRE. Em uma das salas de Zoom será a recepção, com os discursos. Na outra sala, que terá um link individual, com senha, e entrarão apenas os aptos a votar”,  disse Rodrigo Rezende, presidente do diretório municipal do Novo. O PSDB também criou uma dinâmica para realizar convenções na internet, através de um portal disponibilizado pela executiva nacional aos filiados. Fizeram opções semelhantes, no ambiente digital, PSOL, PSL, PT, PSD, PRTB, Patriota e PCdoB.
CUIDADOS REDOBRADOS – Entre os que optaram por manter a tradição das convenções exclusivamente presenciais, há promessa de redobrar os cuidados.  Entre eles, está o PL e o PSC, que só permitirá a presença dos pré-candidatos à prefeitura do Rio Glória Heloiza e Otoni de Paula, bem como os pré-candidatos a vereadores e os convencionais com direito a voto. O PTB já tem data e hora marcada para o encontro, mas segue em busca de um lugar em que seja possível garantir a segurança dos participantes.
“Segurança sanitária é a prioridade, estamos vendo o melhor lugar para isso. Mas vamos limitar o número de pessoas, colocar álcool em gel, máscara, higienizador de sapato, distanciamento, vamos ter empresa especializada para isso”, conta Cristiane Brasil, deputada federal e pré-candidata à prefeita do Rio pelo partido.
PRÉ-CAMPANHA – Assim como as convenções, eventos realizados no período de pré-campanha, antes realizados corpo a corpo, foram transformados em lives e videochamadas, como mais um efeito da pandemia. Apesar da falta do contato físico, pré-candidatos ouvidos pelo GLOBO relatam que estão se adaptando positivamente ao meio digital.
Martha Rocha, pré-candidata pelo PDT à prefeitura do Rio, destaca que sua ausência nas ruas foi uma opção pessoal pelo “respeito aos eleitores”. Entre lives, podcasts, encontros populares e reuniões com a equipe de campanha, ela pontua que sente falta da proximidade, mas que se acostumou com o formato depois de um tempo.
“Quero respeitar as pessoas, ainda não estamos em um momento bom. Estamos em flexibilização, mas as mortes estão altas e a contaminação é uma realidade. Eu não me sinto autorizada a fazer alguém me ouvir presencialmente. Como todo carioca, gosto de estar junto, da proximidade, de apertar a mão. No início eu achava difícil, achava que era distante falar olhando para uma câmera, mas em acostumei e hoje acho que trabalho até mais”, afirmou.
VANTAGENS – Eduardo Bandeira de Mello, pré-candidato pela Rede em coalizão com o PDT de Martha e o PSB, já consegue ver vantagens na vida digital, como a economia de tempo. No entanto, ele destaca que o alcance, por vezes, é reduzido.
“Fiz tudo online e acho que hoje não conseguiria fazer boa parte do que fiz se estivesse encontrando presencialmente. A gente fala pra um grupo mais reduzido. Antes, eram 100 ou 200 pessoas, mas é difícil colocar isso numa sala do Zoom. Por outro lado, você ganha tempo, faz mais reuniões, não perde tempo com deslocamentos e atrasos “, pondera.
Clarissa Garotinho, pré candidata à prefeita do Rio pelo PROS, acredita que, em contrapartida às limitações, as lives têm gerado engajamento significativo.
“Fiz uma live que tinham 900 pessoas ao vivo me vendo. Depois, esse conteúdo ainda fica disponível. É um alcance muito grande, embora a gente perca no afetivo. Mas não tive dificuldade de me adaptar. Não consigo ver as pessoas na rua pegando folheto, conversando, tirando foto. Infelizmente, uma parcela do eleitorado ainda não tem acesso à internet, computador, mas podemos sim alcançar mais pessoas nas redes.
SAUDADES DAS RUAS – Benedita da Silva, do PT, relata estar sentindo saudades das ruas, mas também pretende evitar aglomerações. A ideia da deputada federal e pré-candidata é deixar sua casa, na capital fluminense, apenas para agendas seguras e pré-programadas. No isolamento, ela tem superado o desafio de se habituar à nova rotina sem a ajuda presencial da equipe e de familiares.
“Não tinha feito nada disso antes, com toda franqueza. Sem as pessoas por perto, foi preciso me readaptar. Meus netos ainda me ajudam bastante: eles acompanham as novidades e eu me esforço para acompanhá-los. Estou me virando nos trinta e tem funcionado: construí uma rotina digital intensa”, afirma a petista. Já o pré-candidato do MDB, Paulo Messina, ainda está definindo a data e o formato da convenção.
O PSD no Rio lançou um curso de campanhas digitais, cujo objetivo é, segundo a legenda, orientar os candidatos sobre a “importância do bom uso das redes sociais numa campanha, a boa importância da boa comunicação”. O curso apresenta os meios digitais que podem ser utilizadas e a legislação eleitoral sobre o tema.

Em campanha, Bolsonaro retoma obras que o aproximam do eleitor de Lula e Dilma Rousseff


DOIS PRODÍGIOS – Contra o Vento
Charge de Ivan Cabral (ivancabral.com)
Pedro do Coutto
Reportagem de Camila Mattoso, Mariana Carneiro e Natália Garcia, manchete principal da edição deste domingo da Folha de São Paulo, revela que o presidente Jair Bolsonaro e sua assessoria política montaram um roteiro de retomada e inaugurações de obras iniciadas pelos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff.
O objetivo parece claro. Uma aproximação com os eleitores do PT, partido que por ele foi derrotado nas urnas de 2018. Política é assim.
APROXIMAÇÃO – Não há distanciamentos que não possam ser encurtados, como não existem aproximações que não possam ser desfeitas. É o caso típico do ministro Paulo Guedes, conforme o artigo de Elio Gaspari, publicado também domingo em O Globo e na Folha.
A aproximação entre Lula e Bolsonaro, a meu ver, ficou nítida a partir do momento em que o ex-presidente citou o exemplo de Cristina Kirchner na Argentina, quando ela retornou à política como vice de Alberto Fernandez. Escrevi na ocasião, dizendo que Lula lançou no ar uma proposta não muito cifrada de possível adesão a candidatura daquele que, no fundo, usou o PT como adversário ideal para conquistar votos.
REJEIÇÃO AO PT – E Bolsonaro sem dúvida conquistou esses votos, tanto assim que derrotou Fernando Haddad por 57% a 43%. Os governos do PT tiveram grande rejeição da maior parte do eleitorado, sobretudo em face da corrupção que devorou a Petrobras. Mas isso pertence ao passado, embora recente, mas sempre é passado.
Agora nos encontramos num amanhecer do futuro e a atuação do presidnte está se demonstrando bastante pragmática, na medida sobretudo em que foi buscar o apoio da antiga bancada característica do Centrão, que adota uma política fisiológica e clientelista que Bolsonaroatacou fortemente na campanha  vitoriosa de 2018.
Tão fundos foram os reflexos que o candidato ao Planalto elegeu seus filhos com grande votação e também levou à vitória muitos estreantes que despertaram para a política surfando na onda de quem liderava a oposição no país.
GRANDE ELEITOR – Na realidade, indiretamente o PT transformou-se no grande eleitor de Bolsonaro. Não esqueçamos que as manifestações pelo impedimento de Dilma Rousseff incluíram um milhão de pessoas na Av. Paulista e 600 mil nas areias de Copacabana. Nenhum governo pode resistir a um protesto endossado por um milhão de pessoas, uma multidão verdadeiramente impressionante.
A reportagem da Folha de São Paulo relaciona todas as obras interrompidas de Lula e Dilma que serão retomadas por Bolsonaro. Vão criar a oportunidade que Bolsonaro deseja para citar nominalmente a autoria fixadas nos projetos de seus adversários de ontem.  Caso de sensibilidade política. Aliás, sensibilidade que faltou ao ministro Paulo Guedes, considerado por Gaspari no rumo de se tornar o ex-ministro múltiplo da Economia, Fazenda, Trabalho e da Previdência Social.
Portanto, as surpresas na política são uma rotina que existe no próprio processo humano.

Supremo rejeita ação dos partidos, que tentavam (?) se livrar de prestar contas do Fundo Partidário

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TRIBUNA DA INTERNET | Desgraçadamente, os partidos não têm mais diretrizes  nem programas de governo
Charge do Jorge Braga (site Charge Online)
Rosanne D’AgostinoG1 — Brasília
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu rejeitar ação de 17 partidos que pretendiam afrouxar regra sobre a apresentação de esclarecimentos em processos de prestação de contas partidárias. A ação foi apresentada em abril pelo PSB, DEM, MDB, PCdoB, PDT, PL, PP, PSD, PSDB, PT, Solidariedade, PSOL, PSL, PTB, Cidadania, Republicanos e Podemos.
As siglas questionaram resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determina que os órgãos partidários apresentem explicações para sanar irregularidades nas prestações quando forem questionados por juízes eleitorais. Se não o fizerem no prazo estabelecido, perdem o direito de se manifestar depois.
Segundo os partidos, isso limita a apresentação de provas à Justiça Eleitoral, ferindo a ampla defesa.
DECURSO DE PRAZO – Na sexta-feira (21), o relator da ação, ministro Gilmar Mendes, votou para rejeitar o pedido, afirmando que “bastaria a apresentação de provas, em grande quantidade documental, às vésperas do decurso do prazo legal de julgamento de contas pela Justiça Eleitoral para que o comando constitucional da prestação de contas fosse inteiramente esvaziado”.
O caso foi julgado no plenário virtual da Corte. Os demais ministros concordaram com o entendimento do relator para rejeitar o pedido.
“O dever de prestação de contas pelos partidos políticos, além de contar com expresso assento no texto constitucional, constitui aspecto relevante e sensível para a higidez do sistema democrático e representativo”, considerou o ministro Alexandre de Moraes.
FUNDO PARTIDÁRIO – A ação também discutia a suspensão do recebimento de cotas do Fundo Partidário. Segundo a resolução contestada, a suspensão já pode ocorrer após a publicação da decisão que rejeitou as contas.
As siglas afirmam que o TSE vem punindo os diretórios nacionais que repassam cotas do fundo aos órgãos estaduais e municipais sem terem sido comunicados das decisões dos tribunais regionais. Segundo o TSE, essa norma já foi revogada e, em 2019, o prazo passou a contar partir da juntada da citação ou intimação realizada ao órgão partidário superior.
Sobre esse tema, Gilmar Mendes votou para que essa norma não atinja processos que ainda não tenham sido encerrados. Isso porque, segundo o ministro, mesmo após a revogação ainda há casos em que esse entendimento vem sendo aplicado. Os demais ministros divergiram, formando maioria para rejeitar também essa alegação.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Enquanto o Brasil continuar sustentando partido político e seus candidatos, a política brasileira jamais terá um herói como Ali Baba e continuará nas mãos dos quarenta ladrões. O assunto é importantíssimo e vamos voltar a ele. (C.N.)

Nota de Salles expõe racha com ala militar e coloca sua permanência no governo em risco


Ministro
Ricardo Salles é um estorvo no governo e precisa sair
Bela Megale e Gustavo MaiaO Globo
A avaliação de integrantes do núcleo duro do governo Bolsonaro é que a nota divulgada pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, coloca sua permanência no cargo em risco. Na sexta-feira, Salles emitiu um comunicado afirmando que, por falta de verbas, a pasta do Meio Ambiente vai paralisar todas as ações de combate ao desmatamento na Amazônia e no Pantanal a partir de segunda-feira (31).
A nota pegou os integrantes do governo de surpresa e acirrou ainda mais o clima ruim entre Salles e a ala militar. O ministro colocou o bode na sala ao afirmar que “o bloqueio atual de cerca de R$ 60 milhões de reais para IBAMA e ICMBIO foi decidido pela Secretaria de Governo/SEGOV e pela Casa Civil”, pastas comandadas por Luiz Eduardo Ramos e Braga Netto.
CANSADO DE APANHAR – A interlocutores, Salles mostrou que está cansado de “apanhar sozinho” nos assuntos da sua pasta. Há alguns meses ele confidenciou a pessoas próximas que vinha sendo “fritado” pela ala militar. Chegou-se a fazer uma tentativa de mudar o ministro de área na Esplanada, mas o presidente Bolsonaro quis mantê-lo à frente do Meio Ambiente.
A nota desta sexta-feira (28) revoltou os militares do governo e as articulações do alguns ministros pela saída de Salles ganharam força.
MOURÃO CRITICA SALLES – Chefe do Conselho Nacional da Amazônia, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou na noite desta sexta-feira que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, “se precipitou” ao anunciar, no fim da tarde, que todas as operações de combate ao desmatamento ilegal e queimadas na Amazônia Legal e no Pantanal serão suspensas a partir da próxima segunda-feira (31).
A pasta alegou o bloqueio de orçamento determinado pela Secretaria de Orçamento Federal de cerca de R$ 60,6 milhões para Ibama e ICMBio. Segundo Mourão, o valor não será bloqueado.
— O ministro se precipitou, pô. Precipitação do ministro Ricardo Salles. O que é que tá acontecendo? O governo está buscando recursos para poder pagar o auxílio emergencial, é isso que eu estou chegando à conclusão. Então, está tirando recursos de todos os ministérios. Cada ministério oferece aquilo que pode oferecer, né? Então, o ministro teve uma precipitação aí e não vai ser isso que vai acontecer, não vai ser bloqueado os R$ 60 milhões aí, entre Ibama e ICMBio, que são exatamente do combate ao desmatamento e a queimada ligada à area do ministério — declarou o vice-presidente, na saída do Palácio do Planalto.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Ricardo Salles é um estorno. Oriundo do tucanalhismo de São Paulo, enriquecido ilicitamente, jamais deveria ser sido nomeado para o Ministério. É tão cara-de-pau, que desde o mês passado vem falando em “mudar de Ministério”. Sua sobrevivência na estratégica pasta do Meio Ambiente é um mistério indecifrável, que nem Freud explica. (C.N.)

Jeremoabo COVID-19 só faz aumentar, 279 casos confirmados.

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Quem pratica aglomeração é irresponsável



Quem pratica aglomeração é um irresponsável, a mim pouco importa o lado, é como o repórter  Raimundo Varela diz, está praticando um ato de genocídio, esses  elementos deveriam respeitar a vida do outros.
Além de desobedecerem os protocolos internacionais, está cometendo um crime contra a saúde pública.
O povo que no dia das eleições julguem os governantes que irão querer.

Se estão desgostosos com a própria vida, resguardem a vida das pessoas


O Covid-19 não corre atrás de ninguém, ele simplesmente fica satisfeito e agradece as aglomerações, os abraços e os gritos, principalmente sem o uso de mascara.
As pessoas têm o direito de ir e vir, direito de propriedade e o direito à vida. E, desses, o único direito que não se pode relativizar, que não se pode deixar em meio termo, é a vida. Não existe meia vida”.
 Ninguém tem o direito de por em tisco a vida de quem quer que seja.
 O direito à vida, o maior direito de todos”. politiqueiros não tem poder nem autoridade de praticar o contrário.
Em Jeremoabo o prefeito e seu grupo não estão levando a sério o risco da contaminação, aliás ele foi o primeiro a não respeitar um seu decreto


"Porém, sempre cabe o alerta: que essas desavisadas condutas não sejam motivos para o alastramento da epidemia de COVID-19 em nosso meio e que seus nefastos efeitos não alcancem o grupo de risco que todos invariavelmente queremos proteger: idosos, crianças, portadores de doenças crônicas, diabéticos etc. É o que se almeja e espera neste momento de forte conturbação social."
"O alastramento do coronavírus, condutas puníveis com penas de detenção e até mesmo de reclusão (de até 15 anos) consideradas as gravidades. 
Isto porque o Código Penal é bastante claro ao estabelecer que configura-se crime contra a saúde pública o fato do agente propagar germes patogênicos que possam causar epidemia ou agir com conduta que impeça o poder público de adotar medidas efetivas de contenção e mitigação da doença contagiosa, no caso, o alastramento do coronavírus, condutas puníveis com penas de detenção e até mesmo de reclusão (de até 15 anos) consideradas as gravidades. " 

 Outro exemplo está aí exposto. seu pré candidato a vice prefeito, nem máscara está usando, e o pior se abraçando com o povo.

 É péssimo começo.

Estão brincando com a saúde do povo, que vale mensos do que uma foto eleitoreira

A imagem pode conter: texto que diz "AVISO QUANDO o CANDIDATO OFERECER ALGUMA COISA PEGUE E VOTE CONTRA. AI ELES APRENDEM"


Em Jeremoabo para que PSF, para que serve Posto de Saúde, para que serve Secretaria de Saúde, se o doente para conseguir uma simples consulta ou um tratamento médico, tem que acordar pela madrugada, ficar de plantão na frente da casa do prefeito para quando o mesmo aparecer mendigar o que é de direito.
Observe no PRINT a condição " Sine qua non" para mendigar um atendimento:
"Meu esposo pedi ajuda a ela ai ela vai consegui ajudar mais ele estam querendo tira foto eu men sei mais o que fazer"(sic).
Essa chantagem, essa covardia, essa desonestidade. além de ser infração eleitoral é crime de prevaricação.
Acordem vereadores da oposição, levem ao conhecimento do Ministério Público.

No cata voto vale tudo:
A imagem pode conter: texto que diz "9:07 +55 75 9993-9078 Agora mesmo UTILIDADE PÚBLICA! vc CONHECE ALGUMA MULHER EM JEREMOABO QUE ESTEJA QUERENDO LIGAR (LAQUEAR) PARA NÃO TER MAIS FILHOS? FILHOS? 18:07"
Foto Divulgação do ZAP

A VAIDADE DOS SOBERBOS CONSEGUE SUPERAR A SUA INOCÊNCIA!

Decreto para criação da Delegacia Especial de Combate à Corrupção é  publicado | Folha de Alagoas

Por: Marcelo do Sindicato

A vaidade que é algo muito pobre e fora da razão e, de qualquer outro princípio bom é, também a identidade de homens que vivem uma vida terrena como se nunca fossem morrer. Muito distante do princípio da humildade a vaidade é a razão de muitas condenações e desastres de vidas humanas que, em sua maioria são vítimas de tropeços em sua caminhada, mesmo que por equívoco em obstáculos de sua própria autoria.
Ninguém está acima das leis, pois as mesma funcionam como um filtro ou mesmo um controle social. Acaso um dia as leis fossem extintas a própria sociedade poderia até deixar de existir em razão da desordem que este fato poderia ocasionar.
Mesmo existindo a constituição e as leis infraconstitucionais que, são aquelas que estão presentes nos demais códigos e que, estão abaixo da nossa constituição, ou seja as mesmas são regidas pela a nossa carta magna de 88.
O que me chama a atenção é, que, mesmo existindo tais leis punitivas que, vigoram na atualidade em nosso meio social, ainda há quem de fato erre por vaidade ou até mesmo por ignorância, sem se quer se dá conta de quê, vivemos em um país onde há pouco tempo assistimos de camarote figuras importantes na política brasileira contemplando a sela de uma prisão, como foi caso do então: ex-presidente Lula, os ex-governadores Sérgio Cabral, Antony Garotinho, Luiz Pezão, Rosinha Matheus ambos do Rio de Janeiro e, tantos outros políticos brasileiros renomados como foi a caso do ex-deputado Federal e ex-ministro baiano Geddel Vieira Lima do MDB da Bahia.
Diante dos exemplos que citei acima algo me chamou muito atenção aqui em Jeremoabo/BA que é, o caso das inúmeras ações judiciais protocoladas em face do atual prefeito de Jeremoabo/BA, o Sr. "Derisvaldo José dos Santos", tanto nas esferas da justiça Estadual como também na esfera da Justiça Federal, chegando a superar todos os ex-prefeitos de Jeremoabo/BA em quantidades de ações judiciais em apenas dois anos de governo.
Ao citar o nome do atual prefeito de Jeremoabo/BA como referências em ações judiciais não estou aqui condenando o mesmo de forma alguma, pois tenho ciência de que, ninguém poderá ser declarado culpado ou mesmo inocente antes do trânsito em julgado, assim determina a Constituição Federal em seu art. 5° inc. LVII, o que chamamos também de - princípio da presunção da inocência que, está entre as garantias constitucionais do cidadão brasileiro.
Mesmo antes do trânsito em julgado a grande interrogação é a seguinte : será que o atual prefeito de Jeremoabo/BA irá se safar de todas essas reclamações judiciais que, são em grande quantidade e, entre elas está o obstáculo do processo dos amarelinhos onde o mesmo foi intimado a prestar esclarecimentos na Justiça Federal de Paulo Afonso/BA com apenas 4 meses de gestão..? O caso dos amarelinhos hoje está sendo investigado pela Justiça Federal, agora é aguardar pra vê o que de fato irá acontecer no final de tudo isso.
Diante do exposto não temos nada, mais absolutamente nada a comemorarmos, pois estamos diante de uma catástrofe administrativa implanta através do voto direto influenciado por discursos demagogos que, garantiam dias melhores no futuro onde estaríamos livres de qualquer ato improbo contra o erário público que, foi algo que de fato não aconteceu.
A melhor parte é que o tempo está nos dando mais um rascunho pra que, possamos substituir por aquele que rabiscamos por impulso em um passado recente, onde fomos encantados pelo canto melodioso da sereia capaz de levar marinheiros a morte.

Quem acredita na conversa de um desmoralizado, de um traíra desse , é pior do que ele.





Nota da redação deste Blog - Irei comentar esse PRINT apenas fazendo uma pregunta?

Qual a moral e a credibilidade que esse CRIMINOSO,  que juntamento com o prefeito tentaram omitir documentos para enganar a Justiça de Jeremoabo, tentado de forma fraudulenta, imoral e ilegal, anular um processo Administrativo perfeito?
Um pilantra puxa saco do prefeito, que  pelas costas de Deri vai perante outras pessoas falar que o prefeito nem "bunda tem".

"Quem vive de passado é museuquem vive de futuro é cartomante e quem vive de ilusões é mágico"!
v

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