quinta-feira, agosto 15, 2019

A vulgaridade é lixa áspera, que marca a deselegância da política em tempos de cólera


Resultado de imagem para marina colasantiMarina Colasanti
A vulgaridade é lixa áspera em que me ralo toda. E a vulgaridade está comandando o momento. Tento entender como queimamos as pontes que nos ligavam a comportamentos mais elegantes. Somos seres de rituais. Do café da manhã ao casamento, tudo é ritualizado. E cada rito é um combo que vem com seus próprios trajes e linguagem. Não participamos dos rituais com as mesmas roupas com que enfrentamos o batente. Nem com o mesmo espírito. Como um instrumento, o ritual exige embocadura.
Os juízes do Supremo usam togas, os padres usam batina, os generais usam fardas. Os trajes dizem do cargo. E, quando no cargo, quem os veste fala linguagens condizentes.
ESTRATÉGIA – Mas o presidente fala à nação envolto na capa do barbeiro e com voz displicente diz inverdades ofensivas, enquanto o profissional faz seu serviço de tesoura cuidando para não encobrir o cliente. Não se trata de acaso nem descuido. A cena bem concebida faz parte da estratégia “gente como a gente”.
Produto dos tempos modernos, essa estratégia destina-se a falar diretamente com o eleitor que gosta de se ver representado ipsis litteris, quase como em uma caricatura, e busca entre os candidatos aquele que replica não só seus pensamentos como suas próprias atitudes, que diz frases de botequim como ditas diante do balcão. É o eleitor que ainda não assimilou o conceito de representação simbólica. E, ao que parece, há muitos.
CORES POPULARES – Estratégia idêntica comanda frases como: “Os caras vão morrer na rua igual baratas, pô. E tem que ser assim”, em que o desleixe da frase veste de cores populares a ferocidade do conteúdo, e angaria seguidores a favor da “retaguarda jurídica”, porta aberta para os policiais matarem livremente.
É o mesmo princípio da propaganda que, em frases destinadas ao grande público, comete erros propositais de português para facilitar a identificação e garantir a aquisição do produto.
As redes sociais, veículo favorito do clã presidencial, aninham alto grau de estratégia e de vulgaridade. A estratégia mais frequentada consiste em mostrar-se melhor do que se é na realidade. Chama-se a isso “construir a imagem”. Arriscada arquitetura que põe na fachada somente o belo, e deixa o feio escondido, corroendo as estruturas – bom exemplo disso está na novela das nove, com a vilã construindo imagem impecável enquanto peca nas coxias. “Construir a imagem” tornou-se lícito, não sendo considerado imoral ou sequer expediente enganoso.
EXIBIÇÃO – A vulgaridade vai por conta da exibição. No passado remoto em que fui educada, exibir-se ou gabar-se era deselegante. Hoje é dever de cada um, atalho certo no caminho que conduz aos tapetes vermelhos e aos milhões de seguidores. Fomos engolidos pela multidão, só ganha destaque e dinheiro aquele que consegue emergir. E todos os meios para isso são considerados válidos, legítima defesa contra a escuridão do anonimato. Mais brilha quem mais se exibe.
Tenho me perguntado para que porta-voz oficial se quem porta a voz do presidente é ele mesmo, galopando desenfreado no dorso do Twitter ou em situações nada oficiais. O palavreado chulo, grosseiro, que não faz questão de disfarçar o ódio, brota inesperado e nos cobre de vergonha.
As pontes para a elegância foram queimadas há tempos em favor do mercado, e progressivamente cada um queimou as suas. Parafraseando o poeta, a elegância é só um quadro na parede, mas como dói a sua ausência.
(Crônica enviada por Carmem Lins)

Após expulsão do PSL, Bolsonaro diz não conhecer Alexandre Frota


“Sei nem quem é esse”, declarou o presidente
Geovanna Gravia
G1
Questionado nesta quinta-feira, dia 15, sobre a expulsão do deputado Alexandre Frota (SP) do PSL, o presidente Jair Bolsonaro disse que não conhece o parlamentar. “Sei nem quem é esse”, declarou o presidente. Bolsonaro, que também é filiado ao PSL, conversou com a imprensa nesta manhã, na portaria do Palácio da Alvorada, antes de seguir para a agenda do dia no Palácio do Planalto.
Na última terça-feira, dia 13, o PSL decidiu, por unanimidade, expulsar o deputado Alexandre Frota. A expulsão não acarretará na perda do mandato de Frota, que poderá permanecer como deputado em outra sigla. Ele já tem convites de filiação a outros partidos. O pedido de expulsão de Frota partiu da deputada Carla Zambelli (PSL-SP). Segundo a parlamentar, a situação de Frota no partido era “insustentável”.
DECLARAÇÕES – Nos últimos dias, Frota passou a criticar publicamente o governo e o presidente, e chegou a declarar que estava decepcionado com Bolsonaro e com a falta de articulação do presidente com os parlamentares. Em mais de uma ocasião, o parlamentar criticou, por exemplo, a iminente nomeação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, para a embaixada do Brasil nos Estados Unidos.
Um dos principais articuladores do PSL na votação da reforma da Previdência na Câmara, Alexandre Frota decidiu se abster na análise da proposta em segundo turno, contrariando a orientação do partido, depois de ter sido retirado da vice-liderança do partido na Câmara e do comando de três diretórios municipais a pedido de Bolsonaro. Frota foi eleito para o primeiro mandato de parlamentar com 155 mil votos, sendo o 16º candidato mais bem votado do estado de São Paulo.
A CONVERSÃO – Frota filiou-se ao PSL em 4 de abril do ano passado, informa o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre a eleição de 2018, em outubro, e a expulsão do partido, a tônica dos comentários do deputado nas redes sociais mudou. De apoiador dedicado, converteu-se em crítico que foi subindo o tom cada vez mais.
Logo após a confirmação de sua vitória na eleição para presidente do ano passado, por exemplo, Bolsonaro fez um discurso e uma oração acompanhado de pessoas que deveriam formar o núcleo duro de seu governo. Alexandre Frota estava entre delas. De acordo com o colunista do G1 Valdo Cruz, Bolsonaro determinou a Luciano Bivar, presidente do PSL, que fizesse o trabalho para expulsar o deputado do partido.
###
AS CRÍTICAS DE FROTA:
“Exemplo do que há de mais velho na política”
No início de agosto, Alexandre Frota assinou uma carta aberta a Bolsonaro, na qual critica ampla e abertamente a indicação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada dos EUA. O deputado afirmou que o filho do presidente não era qualificado o suficiente para o cargo e classificou a nomeação como um “mimo”. “A diplomacia nesse nível pressupõe notórios conhecimentos de política internacional, amplos relacionamentos e, sobretudo, profundas habilidades de negociação. Eduardo nada tem de diplomático, haja vista ter aventado até mesmo o fechamento do STF por ‘um cabo e um soldado'”, escreveu Frota.
“Temos que ficar limpando as cagadas do governo”
Em abril, Frota publicou uma série de mensagens em sua conta oficial no Twitter, afirmando que o PSL já havia sido ameaçado pelo governo e atacando o guru ideológico de Bolsonaro, Olavo de Carvalho. “O PSL é dividido entre a tropa de choque, os olavos amestrados e os coisas. Querem saber quando vamos nos entender? Todos os dias temos que ficar limpando as cagadas do governo e aí temos que ouvir um monte de merda que não é culpa nossa”, escreveu.
Mais críticas a Eduardo Bolsonaro
A indicação de Eduardo Bolsonaro para a Embaixada dos EUA não foi o único episódio estrelado pelo filho do presidente e criticado por Frota. Ele também declarou publicamente que se opunha à indicação do colega para o comando do PSL em São Paulo, aderindo ao grupo que apoiava a escolha de Joice Hasselmann para essa função. “Estou aguardando há dez dias os documentos de prestações de conta do diretório estadual e até agora não me enviaram”, afirmou o deputado. Na mesma semana, ele publicou em suas redes sociais uma matéria especial do Estado sobre os seis meses do caso Queiroz.
“Só duas vezes tivemos paz: quando o Twitter ficou fora do ar e quando o Bolsonaro tirou o dente”
No final de julho, depois de já ter criticado algumas falas do presidente em seu Twitter, o deputado expressou mais uma vez a sua indignação com o comportamento de Jair Bolsonaro, afirmando que os aliados do governo só tiveram paz em dois momentos, desde a posse: “quando o Twitter ficou fora do ar e quando Bolsonaro tirou o dente”. A declaração foi dada em entrevista à Folha.
“Para governar precisa contar com os deputados”
Frota foi um dos principais articuladores e estrategistas do PSL durante o primeiro turno de votações da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. Na época, ele criticou a falta de empenho do presidente em aprovar o texto, ao não estabelecer uma base de apoio maior no Congresso: “Bolsonaro precisa agora entender que para governar precisa contar com os deputados, não é o Olavo de Carvalho que vota a Previdência, ele não é deputado”.

É proibido praticar esporte em Jeremoabo

A imagem pode conter: 6 pessoas, pessoas sorrindo, texto.

Enquanto o esporte em Jeremoabo não conta com nenhum incentivo, Coronel João Sá já está inaugurando seu Estadio, assim como Adustina e outros municípios.

Lembro-me muito bem que nos governos anteriores principalmente da ex-prefeita Anabel, alguns artistas que conseguiram um emprego temporário na atual administração, procuravam esse Blog para através de " Off" denunciar quase que semanalmente aquela gestora por falta de apoio, falta de recursos e falta de incentivo para com o esporte; hoje que estão temporariamente no poder ficaram surdos e mudos, esqueceram que esporte também é saúde e lazer.
Antes desse governo existia o campeonato municipal e intermunicipal, e hoje nem isso tem, o esporte de Jeremoabo está entregue as traça, as baratas.
Porém, o abandono não fica só no esporte, vamos olhar para a zona rural, lembrada no período eleitoral, hoje esquecida, desprezada sem estrada, sem saúde, sem educação e sem esporte.
Até uma cavalgada, diversão e orgulho para quem reside na zona rural, colocaram dificuldades para liberar um simples alvará; o cidadão abandona seu lar, perde dia de trabalho, comparece a prefeitura atrás de um alvará e não sei se por incapacidade, irresponsabilidade, ou vendendo dificuldades para colher facilidade,o alvará não sai.
Esse povo pensa que estão com o rei na barriga, que esse empreguinho é eterno, esse Blog já documentou a passagem de vários governos e desgovernos, todos eles passaram e continuarão passando, já o Blog continua com toda firmeza, independência e imparcialidade e credibilidade.  


Mais dinheiro do povo jogado fora...

A imprensa é a vista da Nação. Por ela é que a Nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tram... Frase de Rui Barbosa.


Como diz Rui Barbosa, a imprensa é a vista da nação, enquanto esse Blog estiver funcionando estamos fiscalizando e levando informação para a população, não só do  prefeito mas dos três poderes, ninguém está imune a fiscalização nem acima da lei.
Estamos diante de mais dinheiro público jogado fora unica e exclusivamente por serviços mal feito, não importa se de responsabilidade de governos anteriores ou desse, sei apenas que tentaram enganar o povo e a chuva rasgou a máscara, o engodo, a mentira, a insensatez. 
Só lamento que os únicos prejudicados são o pessoal residente na zona rural que ainda não conseguiram entender o valor do seu voto, quem vota errado vota contra si próprio.
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, atividades ao ar livre e natureza

A imagem pode conter: árvore, planta, carro, atividades ao ar livre e natureza

As fotos não mentem, não adianta culpar a chuva; faço a seguinte pergunta: CADÊ O CASCALHO?

Essa é a estrada da Canabravinha da Quixabeira.

Exército libera pistolas calibre 9mm e 45 para cidadão comum - Blog de Jamildo

O Comando do Exército Brasileiro classificou as pistolas calibre 45 e 9mm como de uso permitido para o cidadão comum. Com isso, as armas possíveis de serem compradas por não-militares foi ampliada.

Lei de abuso de autoridade é troco da oligarquia

Lei de abuso de autoridade é troco da oligarquia
A Câmara aprovou nesta quarta-feira o projeto que torna mais draconianas as punições para o crime de abuso de autoridade. Prevê punição para 30 condutas, inclusive prisão para juízes, procuradores e investigadores. Já havia passado pelo Senado. Teve o apoio de deputados de 18 partidos. Vai à sanção presidencial. Alega-se que o súbito interesse dos deputados não teve nada demais. Mas em política nada às vezes é uma palavra que ultrapassa tudo.
Sobre este site
JOSIASDESOUZA.BLOGOSFERA.UOL.COM.BR

TSE apura se Bolsonaro fraudou eleições por meio de whatsapp

O Tribunal Superior Eleitoral apura se a chapa de Jair Bolsonaro impulsionou ilegalmente mensagens de whatsapp contra o PT: testemunhas são ouvidas.

Ministério Público brasileiro realiza operações simultâneas para combater o crime organizado em todo o país Nove Grupos de Atua

Juiz mantém ordem para governo recontratar fiscais de órgão contra tortura Em uma derrota do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o desembargador Guilherme Calmon Nogueira negou um pedido da Advocacia Geral da União (AGU) e manteve a obrigação do Exe


NOTICIAS.UOL.COM.BR
Em uma derrota do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o desembargador Guilherme Calmon Nogueira negou um pedido da Advocacia Geral da União (AGU) e manteve a obrigação do Exe

Gilmar Mendes diz que lei de abuso valerá para todas autoridades O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse hoje (15) que a lei de abuso de autoridade, aprovada pela Câmara dos Deputados, não está voltada para uma determinada categoria e de…

DIARIODOPODER.COM.BR
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse hoje (15) que a lei de abuso de autoridade, aprovada pela Câmara dos Deputados, não está voltada para uma determinada categoria e de…

Em destaque

Quaest aponta paradoxo na direita: Flávio Bolsonaro perde força, mas rivais não avançam

  Quaest aponta paradoxo na direita: Flávio Bolsonaro perde força, mas rivais não avançam Por Redação 13/06/2026 às 15:00 Foto: Divulgação/A...

Mais visitadas