sexta-feira, agosto 16, 2019

VÍDEO: Glenn Greenwald em entrevista inédita. 50 minutos com o jornalista – ASSISTA

VÍDEO: "Os impactos da Vaza Jato" ASSISTA a 50 minutos com o jornalista Glenn Greenwald
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Ibititá: MP-BA pede afastamento de prefeito por não reintegração de professores


por Francis Juliano / Cláudia Cardozo
Ibititá: MP-BA pede afastamento de prefeito por não reintegração de professores
Foto: Reprodução / Facebook
A 6ª Promotoria de Justiça de Irecê pediu o afastamento por 180 dias do prefeito de Ibititá, na mesma região, Edicley Souza Barreto. O pleito foi relatado ao Bahia Notícias nesta quinta-feira (15) pela promotora Edna Márcia Souza Barreto de Oliveira, autora da ação civil pública. O caso se refere a não reintegração de 14 professores da rede municipal de ensino que foram afastados pelo gestor.

Os docentes, segundo a promotora, foram aprovados em concurso público em 2013 e deveriam voltar ao trabalho após decisões da Comarca de Irecê e do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-BA). As ordens, segundo ela, foram desobedecidas pelo prefeito.

Edna Márcia de Oliveira também pediu na ação a realização de concurso público e a exoneração de servidores contratados irregularmente para cargos comissionados. No final de junho passado, o prefeito teve negada uma liminar pelo TJ-BA. Edicley tentava a permissão para não fazer concurso público, o que não foi atendido. 

Bahia Notícias

PGR se manifesta contra anulação de prisão preventiva de Geddel Vieira Lima


PGR se manifesta contra anulação de prisão preventiva de Geddel Vieira Lima
Foto: Divulgação / Secretaria do Governo
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (15) manifestação contra pedido de revogação da prisão preventiva do ex-ministro Geddel Vieira Lima. É a terceira vez que Dodge se manifesta sobre o assunto.

No documento enviado ao relator do caso na Corte, ministro Edson Fachin, a procuradora-geral contesta a alegação da defesa de Geddel de que a prisão foi fundamentada por conveniência da instrução criminal. Segundo ela, a decisão unânime da segunda turma de manter o réu preso foi para resguardar a ordem pública.

Raquel Dodge diz que a decisão sobre a condenação definitiva de Geddel está próxima de ser tomada pelo STF. “Nem a autorização de prisão domiciliar em relação a ele –provou-se– foi medida capaz de resguardar a sociedade de que não cometerá novos crimes (reiteração delitiva) e de garantir que não fugirá”, disse a procuradora no despacho.

Bahia Notícias

Toffoli promete apurar tudo sobre o Coaf, mas é melhor esperarmos sentados…


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Charge do Sponholz, (sponholz.arq.br)
Carlos Newton
Infelizmente, é necessário haver tradução simultânea sempre que o ministro Dias Toffoli sai de seus cuidados para dar declarações, fazer palestras ou mesmo despachar em processo. Sem dúvida, o presidente do Supremo Tribunal Federal apresenta uma dificuldade de comunicação e precisa ser explicado. Nesta quarta-feira, por exemplo, em ofício encaminhado ao ministro Edson Fachin, Toffoli disse que inquérito que apura ataques ao STF deve agir “em toda a sua dimensão”.
Segundo a repórter Carolina Brígido, de O Globo, o ministro disse que isso significa que a investigação “abrange não apenas ações criminosas isoladamente praticadas, como também a identificação de associações de pessoas constituídas com o fim específico de perpetrar, de forma sistemática, ilícitos que vão de encontro aos bens jurídicos em questão”.
POSSÍVEL CONFUSÃO – Ainda bem que o próprio Toffoli fez a tradução simultânea, caso contrário todos iriam pensar que ele se referia à situação dos dois auditores fiscais afastados do Coaf por decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do tal inquérito interno que apura fatos externos. 
Mas o que se esperava é que o presidente do STF dissesse que a investigação também teria de apurar em profundidade por que ele e seu amigo Gilmar Mendes, acompanhados pelas respectivas mulheres, foram apanhados na malha fina da Receita, por inconsistência das declarações de renda e patrimônio.
E A MESADA? – Toffoli deveria exigir, mais especificamente, que o inquérito apurasse a mesada de R$ 100 mil que ele recebia da mulher, a bem-sucedida advogada Roberta Maria Rangel, que repassava o dinheiro dela para uma conta conjunta com o marido, no Banco Mercantil do Brasil, que era operada por um funcionário do gabinete dele no STF, com obrigatoriedade de depositar R$ 50 mil para a primeira mulher de Toffoli, Mônica Ortega.
O presidente do Supremo deveria exigir também que o relator Alexandre de Moraes apurasse com rigor as alegações do Sindicato Nacional dos Auditores (Sindifisco). A entidade garante que Toffoli e Gilmar Mendes foram apanhados numa malha fina que começou com 800 mil servidores e pessoas ligadas a eles. No pente fino, a rede inicialmente segurou apenas 799 deles. Por fim, na última triagem, o número de possíveis sonegadores foi reduzido para 134 contribuintes, com Gilmar e Toffoli estariam entre eles.
PEGA NA MENTIRA… – Se forem tomadas essas providências, realmente será alcançado o objetivo explicitado pelo ministro, de que o inquérito aberto em março para investigar ataques ao Supremo “deverá ocorrer em toda sua dimensão”.
Por enquanto, o que se sabe é que uma das partes está mentindo – ou os auditores ou os ministros.  E essa dúvida não pode persistir, pois impede que haja verdadeiramente justiça.
Parodiando a Bíblia, podemos dizer que a  verdade nos libertará, mas pode levar muito figurão para a cadeia.

Conservadorismo é tentar aplicar um freio na evolução do tempo e na distribuição de renda


Resultado de imagem para CONSERVADORES E PROGRESSISTAS chargesPedro do Coutto
O deputado Eduardo Bolsonaro, indicado para embaixador nos Estados Unidos, anunciou na quarta-feira que de 11 a 12 de outubro vai se realizar em São Paulo uma conferência sobre ação política que reunirá as lideranças conservadoras de vários países, inclusive com a presença dessa corrente de pensamento dos Estados Unidos. A matéria foi publicada na Folha de São Paulo de quinta-feira.
O pensamento conservador, como disse no título, é um esforço para que não haja mudança alguma no processo de redistribuição de renda em particular e no desenvolvimento em geral.
CONFRONTO – Não se trata de contestar o regime democrático, mas os progressistas defendem princípios e teses que estejam voltados para a população  – portanto, para o ser humano. O confronto ideológico, na realidade, não mais se situa entre o capitalismo e o comunismo. Mesmo porque o comunismo desapareceu no contexto internacional, transformando o conflito entre o reformismo e o conservadorismo.
Os reformistas, hoje, são considerados de centro-esquerda, enquanto os conservadores como de centro-direita ou a própria direita,
O espaço sensível da discussão está entre a concentração e a distribuição de renda. Em todo o mundo, poucos países praticam o comunismo: Coreia do Norte, Cuba e talvez ainda o Vietnã. A Rússia e a China têm regimes ditatoriais internos e ações capitalistas externas.
DIREITA E ESQUERDA – Não se deve confundir ditadura, que pode ser de esquerda ou direita com posições econômicas que ostentam. A Rússia já sepultou o comunismo até mesmo não se denominando mais assim. A China se diz comunista, mas participa do comercio internacional usando todos os lances do capitalismo. Vale acentuar que tanto a Rússia quanto a China são países com grande número de bilionários que adquirem obras de arte por milhões de dólares e com a liberdade econômica disfarçam seus rumos ditatoriais.
Esse é o panorama universal, mas tanto a Rússia quanto a China não suportam quaisquer campanhas e manifestações que contrariem o exercício do poder centralizado tanto em Moscou quanto em Pequim.
REFORMAR É PRECISO – Na realidade não se deve confundir as coisas. Porém, impõe-se no mundo uma onda voltada para a reforma. Antonio Houaiss e eu escrevemos o livro “Brasil, o fracasso do conservadorismo”.
Nem por isso nós defendemos em qualquer momento o fim da propriedade privada; defendemos, isso sim, uma nova política capaz de enfrentar e resolver, mesmo num longo processo, o reformismo como meio capaz de, pelo menos, considerar a miséria uma maldição a ser superada.
E A FOME? – Um fato chocante é a fome que assassina todos os anos um número enorme de seres humanos que sofrem as consequências da miséria.
Ser conservador é um esforço para frear a própria justiça social. No conservadorismo, afunda a ideia de qualquer reforma. A reforma, entretanto, nasce da dúvida. Se não houvesse a dúvida e se os cientistas fossem conservadores, rejeitando quaisquer mudanças, a evolução de todas as coisas teria esbarrado numa autêntica cortina de ferro.
O progresso nasce da dúvida e não da certeza.

quinta-feira, agosto 15, 2019

Campanha pela embaixada no Senado ‘cheira’ a acordo

A indicação de Eduardo Bolsonaro pelo pai, Jair Bolsonaro, condicionada à aprovação de o 'máximo' de senadores sugere mais um acordo sujo em Brasília.
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Lula sobre Dallagnol: “conselho do MP tinha que ter tirado esse moleque

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Em entrevista ao jornalista Bob Fernandes, o ex-presidente Lula disse que o coordenador da Lava Jato já deveria ter sido afastado desde o famigerado powerpoint contra ele; “Desde o dia que ele deu uma coletiva dizendo que não tinha provas contra...

"Projeto contra abuso de autoridade desagrada somente aos canalhas", diz Requião

Senador Roberto Requião (PMDB-PR) propõe debate sobre reforma agrária e remessas de lucros

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"O projeto que criminaliza o abuso de poder não impede o combate à corrupção", rebateu o ex-senador e relator do projeto que combate o abuso de autoridade, Roberto Requião

MP determina que PF colha depoimento de Flávio Bolsonaro por suspeita de crime eleitoral

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O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho de Jair Bolsonaro, terá que dar explicações num inquérito na Justiça Eleitoral do Rio que apura indícios de falsificação na declaração de bens do parlamentar

Criminosos e sonegadores vibram com a onda de ataques aos auditores fiscais


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Charge do Tiago Recchia (arquivo Google)
Juracy SoaresEstadão
Na contramão de valorizar quem busca as receitas públicas e combate à sonegação fiscal para que o Estado cumpra seu papel social, é contraditória a situação de enfraquecimento da administração tributária e de desvalorização do auditor fiscal.
Recentemente no Ceará, a Secretaria da Fazenda do estado publicou uma norma de execução prejudicando sobremaneira a atividade de auditoria fiscal, ao expor ilegalmente os auditores fiscais à suspeição vexatória e sem qualquer tipo de motivação.
“TESTEMUNHA” – A norma proíbe reuniões entre os auditores fiscais, os contribuintes e seus representantes – advogados, contadores e consultores – passando a exigir a presença de uma terceira pessoa, preferencialmente, o supervisor, de modo a “fiscalizar” a reunião.
Daí surge uma série de questionamentos acerca da real aplicabilidade da norma. O primeiro tem a ver com a motivação. Qual a intenção dessa exigência?
Ora, ao recair tal exigência exclusivamente sobre o auditor fiscal, a determinação ilegal da Sefaz/CE trata de forma discriminatória, pois até dentro do próprio órgão os servidores detentores de Carreira Típica de Estado, que possuem atribuições tão relevantes como as dos procuradores, juízes, promotores públicos e delegados de polícia, por exemplo, em relação a esses servidores não há essa exigência de que algum terceiro venha a “fiscalizar” suas reuniões com quaisquer interlocutores, cumprindo suas funções de Estado.
SIGILO FISCAL – Outro ponto importante que precisamos destacar é que as informações fiscais, contábeis e sobre atos envolvendo os negócios da empresa fiscalizada devem ser preservados pelo Sigilo Fiscal. E essa responsabilidade recai, obviamente, sobre o auditor fiscal que tem acesso especificamente conferido em Ato Designatório, com os limites impostos pela designação.
O auditor será responsabilizado se ocorrer um “vazamento” do levantamento. Nesse ponto, a norma escancara o sigilo fiscal das empresas ao permitir que um terceiro tenha acesso a essas informações que deveriam ser sigilosas.
E, ainda, há que se levar em conta que a referida norma estabelece que o contribuinte, antes da lavratura de eventual Auto de Infração, seja cientificado de toda a documentação que servirá de base ao lançamento tributário, conferindo-lhe o direito de anexar documentos.
ACUSA E JULGA – Ou seja, na prática há uma “importação” da fase de defesa (que deve ser exercida no Tribunal Administrativo) para a fase de Auditoria Fiscal. Na prática, quem acusa terá também que julgar.
Enfim, o fato é que para o contribuinte cumpridor de seus deveres, a referida norma não trará benefícios ou sequer criará dificuldades. Contudo, para o contribuinte que quiser fazer uso desse instrumento para burlar a ação do Estado, prolongando indefinidamente a recuperação do que deve aos cofres públicos, será uma fantástica ferramenta.
E NA RECEITA? – Situação bastante complicada vivem também os auditores fiscais da Receita Federal, com as recentes decisões do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal de Contas da União impondo duro golpe às ações de verificação de ilícitos tributários, que são desenvolvidas de forma objetiva, sem que determinado sujeito passivo venha a ser “escolhido”, senão por meio de uma sequência de cruzamento de dados.
Esses cruzamentos, após uma série de filtros, é que acabam apontando indícios de irregularidades que demandam apuração de infrações tributárias que requerem um exame acurado por parte, aí sim, de um auditor fiscal da Receita Federal.
Não é factível que qualquer autoridade esteja acima do que dispõe nosso ordenamento jurídico. Ao fim e ao cabo, somos todos contribuintes.
TODOS SÃO IGUAIS – Um trabalhador da iniciativa privada – qualquer que seja – declara seus rendimentos e se submete à verificação por parte do órgão competente para tal (no caso, a Receita Federal). Da mesma forma, um servidor público, seja Auditor, Promotor, Procurador, Juiz, Ministro etc., todos se submetem ao crivo da regularidade tributária.
Se está tudo certo, tudo certo! Se há infração, eis que dali deve surgir a competente, oportuna e cabível ação de recuperação do crédito tributário, na conformidade do que estabelece nosso ordenamento legal aplicável. E se há divergência, o contribuinte (trabalhador ou servidor público) tem os seus sagrados direitos à ampla defesa e ao contraditório plenamente assegurados nos tribunais administrativos e judiciais, se for o caso.
Infelizmente, o País vive um clima de intenso ataque ao servidor público, e ao que parece, isso está contaminando autoridades que devem se submeter à lei, exatamente da mesma forma que qualquer outro trabalhador se submete. A autonomia do Fisco é uma garantia da sociedade.

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