domingo, janeiro 16, 2011

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INSS dará aumento de R$ 185 na revisão pelo teto

Gisele Lobato (enviada especial)
do Agora

BRASÍLIA - O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) dará um aumento médio mensal de R$ 184,86 no benefício para quem tem direito à revisão pelo teto. Cada segurado deverá receber, em média, R$ 11.586 de atrasados (diferenças que não foram pagas nos últimos cinco anos).

Os números são dados oficiais de um estudo preliminar da empresa de tecnologia e informações da Previdência Social-- chamada de Dataprev.

O documento foi entregue ao Agora, com exclusividade, pela AGU (Advocacia-Geral da União), órgão que defende o INSS na Justiça. A data de pagamento da grana só sairá após a publicação da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que garantiu a revisão que pode beneficiar aposentados entre 1988 e 2003.

  • Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora neste domingo

A agonia do neoliberalismo

Carlos Chagas

Vale, por um dia, começar além da política nacional, arriscando um mergulho lá fora. O que continua a acontecer na França, onde montes de carros, escolas, hospitais e residências comuns estão sendo queimados e saqueados? Qual a razão de multidões de jovens irem para as ruas, enfrentando a polícia e depredando tudo o que encontram pela frente? Tornando quase impossível a vida do cidadão comum, não apenas em Paris, mas em muitas cidades francesas, onde instaurou-se o caos. Por quê?
¼br /> É preciso notar que o protesto vem das massas, começando pelas massas excluídas, de negros, árabes, turcos e demais minorias que buscaram na Europa a saída para a fome, a miséria e a doença onde viviam, mas frustraram-se, cada vez mais segregados, humilhados e abandonados. Exatamente como em seus países de origem.
¼br /> Não dá mais para dizer que essa monumental revolta é outra solerte manobra do comunismo ateu e malvado. O comunismo acabou. Saiu pelo ralo. A causa do que vai ocorrendo repousa precisamente no extremo oposto: trata-se do resultado do neoliberalismo. Da consequência de um pérfido modelo econômico e político que privilegia as elites e os ricos, países e pessoas, relegando os demais ao desespero e à barbárie.

Porque sempre que se registra uma crise econômica nas nações neoliberais, a receita é a mesma, seja na França ou na Grécia, em Portugal ou na Espanha: medidas de contenção anunciadas para reduzir salários, cortar gastos públicos, demitir nas repartições e nas fábricas, aumentar impostos e taxas.¼br /> ¼br /> Fica evidente não se poder concordar com a violência. Jamais justificá-la. Mas explicá-la, é possível. Povos de nações e até de continentes largados ao embuste da livre concorrência, explorados pelos mais fortes, tiveram como primeira opção emigrar para os países ricos. Encontrar emprego, trabalho ou meio de sobrevivência. Invadiram a Europa como invadem os Estados Unidos, onde o número de latino-americanos cresce a ponto de os candidatos a postos eletivos obrigarem-se a falar espanhol, sob pena de derrota nas urnas.
¼br /> Preparem-se os neoliberais. Os protestos não demoram a atingir outras nações ricas. Depois, atingirão os ricos das nações pobres. O que fica impossível é empurrar por mais tempo com a barriga a divisão do planeta entre inferno e paraíso, entre cidadãos de primeira e de segunda classe. Segunda? Última classe, diria o bom senso.
¼br /> Como refrear a multidão de jovens sem esperança, também de homens feitos e até de idosos, relegados à situação de trogloditas em pleno século XXI? Estabelecendo a ditadura, corolário mais do que certo do neoliberalismo em agonia? Não vai dar, à medida em que a miséria se multiplica e a riqueza se acumula. Explodirá tudo.
¼br /> Fica difícil não trazer esse raciocínio para o Brasil. Hoje, 40 milhões de brasileiros vivem abaixo da linha da pobreza, sobrevivendo com a metade desse obsceno salário mínimo que querem elevar para 540 reais. Os bancos lucram bilhões a cada trimestre, enquanto cai o poder aquisitivo dos salários. Isso para quem consegue mantê-los, porque, apesar da propaganda oficial, o desemprego continua presente. São 15 milhões de desempregados em todo o país, ou seja, gente que já trabalhou com dignidade e hoje vive de biscates, ou, no reverso da medalha, jovens que todos os anos gostariam de entrar no mercado sem nunca ter trabalhado.
¼br /> Alguns ingênuos imaginam que o bolsa-família e sucedâneos resolveram a questão, mas o assistencialismo só faz aumentar as diferenças de classe. É crueldade afirmar que a livre competição resolverá tudo, que um determinado cidadão era pobre e agora ficou rico. São exemplos da exceção, jamais justificando a regra de que, para cada um que obtém sucesso, milhões continuam na miséria.¼br /> ¼br /> Seria bom o governo Dilma olhar para a França. O rastilho pegou e não será a polícia francesa que vai apagá-lo. Ainda que consiga, reacenderá maior e mais forte pouco depois. Na Europa, nos Estados Unidos e sucedâneos. Até ou especialmente entre nós. Ainda agora assistimos a tragédia na serra fluminense, com os ricos e os remediados fugindo, mas com a população pobre, majoritária, submetida à morte e à revolta. ¼br /> ¼br /> A globalização tem, pelo menos, esse mérito: informa em tempo real ao mundo que a saída deixada às massas encontra-se na rebelião. Os que nada tem a perder já eram maioria, só que agora estão adquirindo consciência, não só de suas perdas, mas da capacidade de recuperá-las através do grito de “basta”, “chega”, “não dá mais para continuar”.
¼br /> Não devemos descrer da possibilidade de reconstrução. O passado não está aí para que o neguemos, senão para que o integremos. O passado é o nosso maior tesouro, na medida em que não nos dirá o que fazer, mas precisamente o contrário. O passado nos dirá sempre o que evitar.
¼br /> Evitar, por exemplo, salvadores da pátria que de tempos em tempos aparecem como detentores das verdades absolutas, donos de todas a soluções e proprietários de todas as promessas.

Fonte: Tribuna da Imprensa

A denúncia da Folha sobre a tragédia, é a oficialização da irresponsabilidade: “O governo do RJ sabia, desde 2008, dos riscos na região serrana”. Respondem, se defendem, ou têm que ser acusados e punidos.

Helio Fernandes

Não é apenas mais uma tragédia, essa de proporções inimagináveis, já considerada até por respeitáveis órgãos internacionais, como “a maior da nossa História”. É a catástrofe da imprudência oficial, do descaso, da desatenção, do descuido e da cumplicidade.

Acusam os que “construíram” nas encostas, em lugares de perigo mais do que visível, correndo todos os riscos, mas queriam o quê? Que não “morassem”, que ficassem nas ruas, enquanto o governo cuida apenas da politicalha estadual?

(Como conto com dados, números, detalhes, no artigo seguinte. Vejam e leiam as prioridades do governo Sergio Cabral. Tem três metas que cumpre rigorosamente. Viajar, enriquecer e tratar da própria carreira, que está sendo carregada pela “enxurrada”).

Quando falo em CUMPLICIDADE na catástrofe, preciso ressaltar, registrar e ressalvar, que as autoridades do Estado do Rio estão nas duas pontas dessa irresponsabilidade. Como culpar cidadãos que querem apenas existir, coexistir, viver, sobreviver, Deus sabe como?

Desde que começou esse desastre espantoso (repetição de outros, não tão catastróficos, mas que já haviam acontecido), venho colocando todas as chamadas autoridades no banco dos réus, mostrando fatos, fatos, fatos, e cobrando punições para os que abandonaram aqueles que tanto “perseguiram” pedindo votos.

(O prefeito Fiorello La Guardia, de Nova Iorque, comparecia às 3 da manha para ver um incêndio de bairro. E para os assessores, que diziam, “não é nada, prefeito”, respondia: “Tenho que estar presente, ninguém me pediu para ser prefeito, fui eleito e reeleito pela minha própria vontade”. Se fosse governador ou prefeito aqui, La Guardia não sairia das cidades serranas).

Manchete da Folha, transcrita por exigência do interesse público: “O governo do Estado do Rio, sabia desde 2008, dos riscos na região da tragédia”. E mostra a razão das denúncias, com o crédito para os repórteres Evandro Spinelli e Hudson Correa. O que está nas duas linhas da Primeira, é desvendado, detalhado e denunciado com a palavra de especialistas que estudaram a questão.

Os estudos localizam os maiores perigos na falta de MAPEAMENTO e PREVENÇÃO, o que dissemos aqui diariamente, com base nas afirmações de outros especialistas, a quem demos os créditos, pois estudaram a questão. Segundo eles, as cidades que corriam mais riscos e perigos eram precisamente Petrópolis, Friburgo e Teresópolis.

Estarrecedor na denúncia da Folha, e no trabalho dos repórteres: “Esses estudos foram pedidos e pagos pelo próprio governo do Estado do Rio”. Fizeram alguma coisa? O Secretário de Meio Ambiente do Estado do Rio, diz candidamente: “Priorizamos outras áreas”. Qual a razão? É preciso saber como o Secretário explicará por que desviou o foco dessas cidades, alertadíssimas para as “autoridades”, que desviaram os recursos para outras áreas. ESPANTOSO, mas que precisa ser esclarecido.

Outro Secretário, diz sem o menor remorso, o que estava no relatório pago pelo governador: “Não basta dizer onde é proibido morar, é preciso definir locais adequados para moradia”. Nem esse óbvio foi cumprido pela relação enorme de “autoridades” que sabiam e deviam estar cuidando do problema.

O relatório (assinado por especialistas competentes e das mais diversas áreas) enfatiza: “É preciso cadastrar as famílias, cuidar da remoção, enquanto feitas as obras indispensáveis”. Nenhum dos três itens foi cumprido, nenhuma obra, cadastramento, remoção.

Mas “autoridades” ineptas e inaptas têm que ser investigadas, responsabilizadas, punidas. Esse trabalho pode ser feito pela Polícia Federal e a Procuradoria Federal. A Polícia Federal, nos últimos meses, tem feito trabalho importante, denunciando e prendendo “figurões”. E a Procuradoria Federal, também.

O assunto é infindável, as acusações não podem ficar esquecidas ou escondidas. Já que apontamos os órgãos que podem investigar os crimes (é de crime que se trata), indiquemos os maiores criminosos, por ordem hierárquica.

1 – O governador do Estado do Rio. 2 – O Secretário de Obras, cargo acumulado (?) pelo vice Pezão. 3 – Outros secretários do governo, que tenham obrigatoriamente, ação e atuação sobre os fatos. (Principalmente o do Meio Ambiente, que confessou o conhecimento dos problemas e o desvio dos recursos. 4 – Prefeitos de Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo, com o mesmo grau de responsabilidade. Os três até agora em silêncio, não apareceram para nada, parece que nem existem.

5 – Os Secretários de Obras das três cidades, responsáveis, não seria melhor logo usar a palavra certa, com um I bem grande na frente? Não podem ficar IMPUNES e IMUNES, a catástrofe foi grande e terrível para ficar sequestrada pelo esquecimento.

sábado, janeiro 15, 2011

QUESTÕES DE ESTADO E O JEGUE


Estava preparado para tratar das Questões de Estado como a concessão do asilo político a Cesare Batista (o italiano que participou de organização política clandestina armada contra o Governo italiano) com minha visão jurídica e política do ato Presidencial e do caso dos passaportes diplomatas concedidos a pessoas não diplomatas e não representativas da República (caso dos filhos de Lula e familiares de deputados). Como sempre, a grande imprensa que fez oposição a Lula nos últimos oito anos e não se satisfez com o Brasil Grande caiu de pau tentando manchar a biografia vitoriosa do ex-presidente. Eticamente condenável a ação e juridicamente embasado na obscuridade da letra da lei.

Quando me preparava para escrever vieram às chuvas torrenciais que se abateram sobre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro causando uma das maiores calamidades do País. Segundo o Estado de São Paulo (13.01) foi à maior tragédia natural dos últimos 44 anos. Somente no Rio de janeiro são mais de 500 mortos. Com as mortes ocorridas em São Paulo os números são desoladores. Cidades como Nova Friburgo ficaram quase que totalmente destruídas.

A se lastimar as ocorrências e os dramas vividos pelos nossos co-irmãos lastima-se a inércia inicial dos Governantes, da Presidente que gosta ser chamada de Presidenta (ambas as palavras são corretas) Dilma e os Governadores dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Eles deveriam ter apreendido com Lula. Em meio aos acontecimentos deveriam mostrar a cara, calçar botas, pisar na lama e convocar ministros e Secretários para enfrentamento dos problemas imediato e não dias depois quando premidos pela opinião pública. Na quarta feira (12.01) é que resolveram por as caras. Dilma na quinta desceu de helicóptero no RJ e pisou na lama. Por outro lado é revoltante quando as câmeras das televisões centram seus focos nos rostos das pessoas chorando quando deveriam retratar apenas as ocorrências e relatar os dramas sem exploração do homem. No jornal da Globo (13.01) um repórter entrevistou uma criança entre 07 e 10 anos perguntando pelo irmãozinho quando sabidamente estava morto. É o fim da picaretagem, da falta de escrúpulo e o mais teatro negro da vida.

Em meios a tantos tormentos leio no jornal A Tarde (edição de 13.01 – primeira página) que o juiz da 6ª Vara da Fazenda Pública de Salvador concedera liminar proibindo a presença de eqüinos (jegues e burros) na Lavagem do Senhor do Bonfim, tradicional festa popular de Salvador, em ação ajuizada por ONGs protetoras dos animais e a OAB, é isso mesmo, a OAB de meu amigo Saul Quadro esquece a situação caótica do Judiciário baiano e em particular de Paulo Afonso para se preocupar com os muares. É difícil de acreditar mais é verdade. Ao mesmo tempo o mesmo juiz em cautelar suspendia a travessia Salvador-Mar Grande-Salvador nas lanchas de transporte coletivo de passageiro.

Confesso que o caso do jegue não seria para mim, reservando-o para Janinho, Secretário Municipal e escritor, pessoa que tem uma imaginação fértil e irônica, ou que se retroagisse no tempo para se deixar para o Barão de Itararé. Desculpe-me Janinho que as Questões de Estado não são Cesare Batisti e nem os passaportes de diplomatas, é o jegue.

Parece que a fome no mundo e para milhões de brasileiros, as guerras tribais e nacionalistas, a homofobia, a falta de solidariedade, a violência e o desamor entre as pessoas que são causas de criminalidade deixaram de ter importância em razão do Jegue, esse fiel companheiro do homem nordestino impedido de frequentar as escadarias de senhor do Bonfim com chapéu panamá e cahecol no abrasivo verão de salvador.

O Jegue sempre seguiu pari passu com o homem. Foi assim no Domingos de Ramos quando Jesus Cristo entrou em Jerusalém cercado por multidões e foi com ele que os tropeiros fizeram o transporte das riquezas nacionais e desbravaram sertões e veredas. A presença dos muares nos festejos populares (festas de largos – Festa do Bonfim e nas Mudanças do Garcia e da Massaranduba no Carnaval, se é que ainda existam) e eventos religiosos tem um real significado para os negros brasileiros, a vitória do fim da escravatura quando a força empregada era dos africanos trazidos para o Brasil ou os filhos, segundo o antropólogo Ubiratan Cardoso.

Segundo o historiador e antropólogo Alberto Albergaria retirar os muares das festas populares é extinguir um elemento da memória (A Tarde – 13.11). O Pe. Antonio Batista Vieira nascido no Ceará escreveu “O jumento nosso irmão” e participou da “Trilogia do Ciclo do Jumento” com mais Luiz Gonzaga, José Clementino, Patativa do Assaré.

Pois bem! O jegue virou “Questão de Estado” sim Sr. É preciso protegê-lo e faltou o MM Magistrado baixar o “Édito Imperial do Jegue” onde se deveria ler:

“Faço saber aos Ministros das Cortes Superiores, aos Desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados, Federais e do Trabalho e aos que deste tomarem conhecimento, que declinando do princípio da dignidade da pessoa humana, decreto a dignidade do jegue, devendo este ser tratado como cidadão de direito, dispensado das obrigações e deveres, ficando vedada sua utilização como força do trabalho e, principalmente, nas festas populares de Salvador, de chapéu, fralda e cachecol ou não, devendo o cidadão tratá-lo a pão de , reservando-se a ele o melhor cômodo de sua casa, considerando-se crime empregá-lo nas festas populares ou como força de trabalho, salvo se para sua utilização não for usado freio, cangalhas ou selas e nem se lhe impuser castigos corporais, cominando-se as penas de desterro, banimento, cassação dos direitos políticos, castigos corporais e até pena de morte a quem o presente não respeitar, considerando-se ainda como ficha suja e inelegível pelo resto de sua existência. Dado e passados o presente aos 13 dias do mês de janeiro do ano de nosso senhor Jesus Cristo de dois mil e onze passado o presente a pedido das ONGS dos jegues e da OAB-BA.”

Embora não se tenha a mesma relevância do Jegue ou dos temas menores das Questões de Estado como do asilo de Cesare Batisti e os passaportes para não diplomatas, o mesmo juízo do jegue proibiu a utilização das lanchas de transporte de passageiros que fazem a travessia Salvador-Mar Grande.

Quem estuda direito administrativo ou tenha uma noção dele sabe que o ato administrativo é da competência de cada órgão da administração pública e o Poder Judiciário somente poderá nele intervir em razão da inobservância das formalidades (ilegalidade) e, excepcionalmente, poderá apreciar o mérito quando houver desvio de finalidade. Quem diz se o transporte marítimo poderá ou não prosseguir e as condições é a Capitania dos Portos (Marinha do Brasil). O juiz achou pouco tratar da Questão de Estado, o Jegue, para intervir na travessia Salvador-Mar Grande.

Segundo a AGERBA mais de 10 mil pessoas fazem a travessia nas lanchas de transporte coletivo e o sistema ferryboat não suporta a demanda entre Salvador-Bom Despacho, responsável pelo transporte pelos nativos e pelos moradores do recôncavo em paralelo as lanchas. Segundo o mesmo jornal A Tarde cada lancha empregada no transporte é vistoriada pela Marinha e recebe o CSN – Certificado de Segurança da Navegação cuja armada não foi ouvida pelo magistrado. Anota o diário que a ASTRAMAR acha que a TWB que opera o ferryboat colocou carne no angu.

Se alguém pretender judicialmente interditar um hospital, o juiz dependerá de laudo técnico da Vigilância Sanitária, o mesmo acontecerá quando a proibição for de transporte de passageiros, quando deverá ouvir o órgão responsável de cada um.

Portanto a Grande Questão de Estado da semana na Bahia foi o Sr. Jegue.

SERVIÇO PÚBLICO DE SAÚDE. Na política impera aos de oposição o quanto pior melhor como forma de obter rendimento em eleições futuras. Foi assim quando o PT era de oposição e é assim pelos que estão nas oposições. Já o cidadão sem ligação partidária deverá apostar quem esteja no poder para lhe prestar serviços eficientes e se isso não acontecer em eleições futuras terá como dar sua resposta. Aureliano assumiu a Secretaria da Saúde do Município e subiu a bolsa de apostas em mais uma área de atritos para o Governo Anilton. Pelo que leio na imprensa e alguns depoimentos de insatisfação ele começou a combater os vícios da administração de ganhar sem trabalhar, exigindo pontualidade, assiduidade e compromisso com a coisa pública. Parte da oposição resolveu não analisar as medidas tomadas para dar destaque à colocação de pessoa por Aureliano, de sua ligação pessoal, o que não vejo relevo se a pessoa for competente, especialista para área e se submeter como os demais aos mesmos rigores da direção da Secretaria. Aliás, todo Secretário de Governo deveria dizer aos seus subordinados que todos são empregados públicos do povo e obrigados a prestar bons serviços à comunidade e quem não entender isso peça para sair ou será posto no olho da rua. As primeiras medidas são fortes e o remédio é sempre amargo. Depois de se assimilar a filosofia do trabalho as coisas ficarão em seu lugar sem se transigir a princípios. Ponto para Aureliano.

SÃO TANTOS OS SANTOS. Confesso que sou de família católica, temente a Deus, mesmo não sendo um frequentador da missa dominical, o que supro pela televisão nas missas e pregações transmitidas e não sei por porque da tantos Santos na Igreja Católica. O Papa Bento XVI aprovou um milagre atribuído a João Paulo II, seu antecessor, e terminado o processo que permite a beatificação do ex-Papa, cerimônia marcada para 1º de Maio, seguirá a canonização. Irmã Dulce o “anjo bom da Bahia”, freira baiana que devotou sua vida aos pobres tem um processo que se arrasta por anos a fio e somente agora em 27.10.2010 se anunciou sua beatificação. Sabe de uma coisa, como sou de Jeremoabo sou devoto de São João Batista, padroeiro do Município, e como tenho no meu nome Antonio, embora já casado, também sou devoto de Santo Antonio (lá em Jeremoabo na casa de meus pais, já falecidos, tem um santuário e entre os dias 1º e 13 do mês de junho de cada ano, depois de jantar, a família se reunia para a reza (trezena) de Santo Antonio), portanto, sou devoto de dois Santos, para mim basta. Pesquisando na Wikipédia tomo conhecimento que são mais de 10.000 Santos entre várias Igrejas e transcrevo: ”Há mais de dez mil santos e beatos católicos. Entre as Igrejas ortodoxas e as Igrejas ortodoxas não-calcedonianas (ex: Igreja Ortodoxa Copta), os números podem ser ainda maiores, uma vez que não há um processo fixo de "canonização" e cada jurisdição nestas duas comunidades ortodoxas mantém listas paralelas de santos que podem ou não coincidir parcialmente”. É santo pra todo lado. Santos brasileiros temos Madre Paulina e Frei Galvão, sendo que São Roque Gonzalez e Santo Afonso Rodrigues são considerados santos paraguaios. Ainda como outras nações temos os Beatos, Veneráveis, Servos de Deus e os populares como a Escrava Isaura, Pe. Cícero e mais alguns. Vou perguntar ao Bispo a razão de tantos santos quando podemos orar diretamente a Deus.

FRASE DA SEMANA: "Deficientes são aqueles que não acreditam na eficiência de seus semelhantes." (Joelton Belau).

Paulo Afonso, 15 de janeiro de 2011.

Fernando Montalvão.

Titular do escritório Montalvão Advogados Associados.

Classe C deve atingir 56% da população em 2014

Segundo o IBGE, no fim de 2009 o segmento reunia 95 milhões de brasileiros, ou 50% da população

14/01/2011 | 19:00 | Agência Estado

A chamada classe C deve englobar 56% da população brasileira em 2014, de acordo com documento apresentado hoje pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, à presidente Dilma Rousseff. Segundo projeção do ministério, a classe C deve chegar a 113 milhões de pessoas daqui a quatro anos. Segundo o IBGE, no fim de 2009 o segmento reunia 95 milhões de brasileiros, ou 50% da população.

No mesmo período, as classes A e B devem reunir 31 milhões de brasileiros, equivalentes a 16% da população. Em 2009, as camadas mais ricas da sociedade aglutinavam 20 milhões de pessoas, ou 11% dos habitantes do País.

Com a ascensão social projetada pela Fazenda, a classe D deve recuar para 40 milhões de pessoas em 2014, sendo 20% dos brasileiros, ante 44 milhões (24%) em 2009.

Já a classe E, que deve ser o foco das ações sociais do governo Dilma, deve passar dos 29 milhões de pessoas em 2009 para 16 milhões em 2014. Segundo a estimativa, a proporção da população mais pobre em relação ao total deve cair de 15% para 8% no período.

Fonte: Gazeta do Povo

Ação contra parecer da AGU sobre Battisti será analisada pelo relator

Presidente do STF remeteu processo ao relator do caso, Gilmar Mendes. Parecer da AGU sugeriu a não extradição do ex-ativista italiano

14/01/2011 | 16:40 | G1/Globo.com atualizado em 14/01/2011 às 19:40

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, determinou nesta sexta-feira (14) que seja remetida ao relator do caso, ministro Gilmar Mendes, a ação do DEM contra parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre o ex-ativista de esquerda Cesare Battisti. O documento sugeriu a não extradição do italiano.

No último dia 31 de dezembro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acatou parecer da AGU e decidiu não extraditar Battisti, contrariando os apelos do governo italiano.

No entanto, em novembro de 2009, por cinco votos a quatro, o STF autorizou a extradição do italiano, mas deixou a palavra final para o então presidente Lula.

Na ação, o DEM afirma que o parecer da AGU é incostitucional e faz críticas ao documento, segundo o qual, o presidente teria "poder discricionário” de decidir sobre o destino de Battisti. Para o partido, uma decisão do STF não poderia ser reformada pelo presidente.

Peluso remeteu o processo ao relator por entender que não há urgência na demanda da legenda. O STF está de recesso até 1º de fevereiro, quando o ministro Gilmar Mendes e os demais integrantes da Corte retornam ao trabalho.

Em entrevista ao G1, nesta quarta-feira (12), o advogado-geral da União, ministro Luís Inácio Lucena Adams, defendeu a decisão do ex-presidente Lula e rebateu críticas do DEM. Para ele, o Supremo autorizou extraditar o italiano, mas deixou a palavra final para o presidente da República.

“É um despropósito dizer que o [ex-]presidente [Lula] revogou a decisão do STF. A decisão que o Supremo tomou em 2009 foi de que competia ao presidente a última palavra”, afirmou Adams. Segundo ele, o STF não deverá aceitar os argumentos do DEM.

Battisti foi condenado à prisão perpétua em seu país por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, época em que integrava o grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC).

Fonte: Gazeta do Povo

Acre, Pernambuco e Amazonas, os campeões de falta

Proporcionalmente, essas três bancadas tiveram o maior número de ausências nas sessões de votação no plenário da Câmara na legislatura. Veja a distribuição das faltas por estado

Os deputados do Acre somam o maior número de faltas nos quatro anos da legislatura que termina

Renata Camargo e Edson Sardinha

As bancadas do Acre, de Pernambuco e do Amazonas são as campeãs em faltas na legislatura. Proporcionalmente, os deputados desses estados foram os que mais faltaram às sessões destinadas a votações nos últimos quatro anos, aquelas consideradas pela Câmara na hora de descontar o salário dos parlamentares. Os representantes acreanos, por exemplo, faltaram em média a 91 dos 422 dias de sessões reservadas a votações no período. É como se cada um dos oito deputados do estado tivesse faltado a quase um ano de mandato. Das 645 acumuladas pela bancada, 84 ficaram sem qualquer explicação.

Veja a lista completa das faltas da legislatura por estado

Veja a média de faltas por estado e região

As bancadas do Distrito Federal, de Mato Grosso e Tocantins foram as que tiveram, proporcionalmente, menos faltas. Os deputados da capital federal deixaram de registrar presença, na média, em 21 dias.

Norte e Nordeste

Se a análise for feita por região, Norte e Nordeste encabeçam a lista de bancadas menos assíduas. Os 79 deputados que representaram o Norte em algum momento da legislatura tiveram 64 dias de faltas, em média. Ao todo, eles somaram 5.073 ausências. Os 182 deputados que representaram os nove estados nordestinos faltaram, em média, 63 dias de sessão. Ao todo, foram 11.477 registros de ausência. Entre fevereiro de 2007 e dezembro de 2010, a Câmara teve 422 dias com sessões deliberativas.

Os 99 deputados que exerceram mandato nesse período por algum dos estados do Sul acumularam 5.933 ausências. Na média, cada um faltou a 60 dias com sessões. Os 217 deputados que representaram o Sudeste somaram 12.814 faltas, média de 59 faltas. Região onde está instalado o Congresso Nacional, o Centro-Oeste teve, proporcionalmente, menos falta de seus representantes: 40 na média.

Os 28 deputados que responderam por Pernambuco tiveram, em média, 75 faltas. As ausências sem justificativa dos pernambucanos chegaram, no total, a 101. No caso de faltas injustificadas, o parlamentar deixa de receber um percentual de seu salário.

Poucas explicações foram dadas pelos parlamentares do Amazonas. Das 697 faltas, distribuídas de maneira desigual entre os dez deputados que representaram o estado, 152 não foram esclarecidas. Os amazonenses tiveram, em média, 73 faltas.

Esses números fazem parte de levantamento elaborado pelo Congresso em Foco, com base em dados da Câmara dos Deputados. Desde quarta-feira (12), o site divulga os resultados dessa pesquisa, mostrando que, em toda a legislatura, apenas um deputado compareceu a todos os dias de sessão deliberativa. Entre os dez mais ausentes, estão Nice Lobão (DEM-MA), Jader Barbalho (PMDB-PA), Vadão Gomes (PP-SP) e Ciro Gomes (PSB-CE).

Bancadas assíduas

O ranking por bancada teve como critério a média de faltas, construída a partir do número total de faltas e o número de deputados que exerceram mandato ao longo da legislatura por cada estado.

Na relação dos mais assíduos, os deputados do Distrito Federal – unidade federativa onde está localizado o Congresso Nacional – foram os mais presentes. Os 14 parlamentares que votaram em nome dos eleitores do DF acumularam 298 faltas na legislatura.

Puxaram para cima a média do DF os deputados Jofran Frejat (PR) e Tadeu Filippelli (PMDB), que ficaram na lista dos mais assíduos. Eles estiveram presentes, respectivamente, em 99,1% e 97,4% dos dias de sessões. O maior número de faltas na bancada ficou com o deputado Rodovalho (DEM), que esteve ausente em 79 dias de sessão.

Mato Grosso vem em segundo lugar na lista das presenças. Na média, os 16 deputados que representaram o estado tiveram 30 dias de falta. Apenas três parlamentares exerceram o mandato pelos quatro anos completos: Carlos Abicalil (PT), Eliene Lima (PP) e Valtenir Pereira (PSDB). Entre eles, Eliene foi o mais assíduo nos dias de sessões. Esteve presente em 411 dos 422 dias com sessão deliberativa. A bancada de Tocantins teve média de 43 faltas. O mais assíduo do estado foi o deputado Lázaro Botelho (PP). Ele registrou presença em 407 dos 422 dias de sessão.

Leia ainda:

Eles são os mais ausentes da legislatura

Quatro dos mais faltosos não apresentaram projeto

Na legislatura, só um deputado em todas as sessões

Os deputados que mais faltaram sem justificar

Veja a lista completa das faltas em toda a legislatura

Fonte: Congressoemfoco

Divulgada foto oficial da presidenta Dilma

Roberto Stuckert Filho/Planalto
Foto oficial de Dilma Rousseff presidenta da República

Rudolfo Lago

O Palácio do Planalto divulgou a foto oficial da presidenta Dilma Rousseff. Na foto, feita pelo fotógrafo da Presidência, Roberto Stuckert Filho, Dilma aparece com um blazer branco, talvez o mesmo, ou parecido, com o que usou na cerimônia de posse. Discreta, a presidenta usa um batom vermelho e brincos de pérola. A sessão de fotos durou uma hora e meia e aconteceu no último domingo (9), no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.

Servidor escolherá banco para consignado

Livia Wachowiak Junqueira, Carol Rocha e Folha de S.Paulo
do Agora

A partir de agora, servidores na ativa ou aposentados podem escolher o banco onde querem contratar um empréstimo consignado. Ontem, o Banco Central publicou uma resolução que impede que as instituições financeiras --públicas e privadas-- façam parcerias com empresas para que os funcionários peguem empréstimos descontados em folha apenas no banco parceiro.

Porém, enquanto o contrato entre o órgão público e o banco não terminar, o servidor que tentar um empréstimo só conseguirá o crédito no banco conveniado. Quando esses contratos acabarem, os consumidores poderão fazer novos empréstimos nas instituições que quiserem.

Atualmente, cerca de 1 milhão de servidores no país têm consignados em bancos que firmaram convênio de exclusividade, segundo a ABBC (Associação Brasileira de Bancos). Outros 3 milhões têm contratos sem exclusividade.

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