/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2022/J/S/iXH2tcROaiLXLMX26o2g/101134896-mariz-pa-brasilia-09-11-2022-luiz-inacio-lula-da-silva-rodrigo-pacheco-almoco-transicao.jpg)
Cúpula do PT dá como certo o acordo entre o PSB e Pacheco
Lauriberto Pompeu
Letícia Pille
O Globo
O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) negocia a filiação ao PSB para disputar o governo de Minas Gerais. A ideia é montar um palanque para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado. Integrantes do PSB dizem que ainda não há um martelo batido, mas trabalham para acertar os últimos detalhes e anunciar a entrada dele na legenda até a próxima segunda-feira.
A cúpula nacional do PT, que também acompanha a negociação para o palanque de Lula em Minas, dá como certo que Pacheco irá se filiar ao PSB. Por sua vez, o entorno do ex-presidente do Senado nega que o futuro partidário dele já tenha sido definido. O presidente do PSB, João Campos, deve falar com Pacheco nesta semana para tratar do assunto.
ARTICULAÇÕES – Pacheco precisará trocar de legenda para disputar o governo de Minas Gerais, já que o PSD filiou o governador Matheus Simões no final do ano passado com a intenção de lançá-lo candidato. Nas últimas semanas, Pacheco conversou com integrantes do MDB e do União Brasil, mas não houve acordo.
No início de março, o senador conversou com dirigentes do MDB e ficou estabelecido que o partido não é, neste momento, uma opção para sua eventual filiação, por já ter o ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo como pré-candidato ao governo de Minas Gerais em 2026. Segundo interlocutores do MDB mineiro, a legenda chegou a cogitar filiar o senador, mas somente se isso acontecesse depois do dia 4 abril, período que, pela Justiça Eleitoral, impossibilitaria Pacheco de ser candidato pelo partido.
A hipótese acabou descartada por ambos os lados durante a conversa e o parlamentar não chegou a ser formalmente convidado para entrar no partido. Da mesma forma, o presidente do PP, Ciro Nogueira, disse no último final de semana que a provável futura federação União Brasil-PP deve embarcar na candidatura de Simões, do grupo do ex-governador Romeu Zema (Novo).
RESISTÊNCIA – O MDB e o PP de Minas Gerais são mais próximos da oposição do que de Lula e resistem a dar palanque para o petista no estado. O principal empecilho no PSB é o tamanho do partido, que é menos expressivo que as outras alternativas estudadas para Pacheco se filiar.
Há o fato de o fundo partidário da legenda ser pequeno na comparação com as outras legendas e o montante ter que ser dividido entre candidaturas a deputados federais e a governador. Por outro lado, outros partidos maiores da coligação, como o PT, podem ser uma solução para viabilizar a campanha de Pacheco.
De acordo com relatos, Pacheco não demonstra resistência a ser candidato em Minas e abrir palanque para o petista, mas ele quer ter a certeza que a entrada dele na disputa é viável antes de tomar a decisão. Uma definição precisa acontecer até o final da semana que vem, já que a partir do dia 4 de abril, quem quiser ser candidato não poderá mais trocar de partido