CEO da Fictor é alvo da PF em operação sobre fraudes bancárias de meio bilhão e ligação com o CV
Por Estadão
25/03/2026 às 09:31
Foto: Fictor
O CEO e fundador do Grupo Fictor, Rafael Góis, é um dos alvos da Polícia Federal nesta quarta
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 25, a Operação Fallax, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em crimes contra a Caixa Econômica Federal, além de estelionato, lavagem de dinheiro e fraudes bancárias que superam R$ 500 milhões. O CEO e fundador do Grupo Fictor, Rafael Góis, é um dos investigados e foi alvo de busca e apreensão nesta manhã.
O Estadão pediu manifestação da Fictor sobre o caso. O espaço está aberto.
A investigação foi iniciada em 2024, quando a Polícia Federal identificou a existência de um esquema estruturado voltado à prática de fraudes bancárias e lavagem de capitais.
O ex-sócio do Grupo Fictor Luiz Rubini também é alvo de buscas da Polícia Federal. O Estadão busca contato com o executivo.
A organização criminosa atuava mediante a cooptação de funcionários de instituições financeiras e a utilização de empresas de fachada, valendo-se, inclusive, de estrutura financeira associada para a movimentação de recursos ilícitos. Há indícios de que parte desses valores tinha origem em células criminosas vinculadas ao Comando Vermelho.
Os criminosos, segundo a PF, estruturavam suas atividades por meio da criação em larga escala de pessoas jurídicas fictícias, com padrões previamente definidos - como capital social simulado, objeto social genérico e sócio único -, destinadas à obtenção fraudulenta de crédito junto a instituições financeiras.
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