EDITORIAL: Trinta Dias de Saudade – A Partida de Nando e o Vazio que o Tempo Não Cura
O tempo, dizem, é o senhor da razão. Mas, para quem fica, o tempo é apenas o marcador de uma ausência que dói. No próximo dia 25 de março, completará exatamente um mês que meu irmão, Antonio Fernando Dantas Montalvão, partiu para a eternidade. Um mês desde que o mundo perdeu um homem íntegro e eu perdi uma parte de mim mesmo.
Somente Deus, em Sua infinita misericórdia, conhece a intensidade da dor que habita o interior de quem sofre essa perda. A verdade nua e crua é que a saudade não é algo que desaparece; ela apenas se acomoda, transformando-se em uma companhia silenciosa que nos visita a cada lembrança, a cada café, a cada pensamento.
O Irmão, o Mestre e o Amigo
Você, Nando, foi meu companheiro de jornada. Ao longo da vida, você me ensinou tantas coisas... Ensinou o valor da retidão, a importância da família e a força da resiliência. Foram lições preciosas que moldaram quem eu sou hoje. Mas, em meio a tantos ensinamentos, você esqueceu do principal: você não me ensinou a viver sem você.
A morte é uma mordaça definitiva no diálogo físico, mas não consegue calar o que foi construído em vida. O nome Montalvão carrega a sua história, e o meu coração carrega o seu legado.
Convite à Oração: Missa de Trigésimo Dia
Para aqueles que compartilharam da amizade e do convívio com Antonio Fernando Dantas Montalvão, convido para um momento de fé e de homenagem à sua memória. Vamos nos reunir para elevar nossas preces e pedir que o Pai Celestial o acolha em Seus braços de luz.
Data: 25 de março (Quarta-feira)
Local: Catedral Nossa Senhora de Fátima
Endereço: Rua Lindalva Cabral, Paulo Afonso – Bahia
Horário: 19:00
Conclusão: Um Até Breve
Não é uma despedida, pois quem vive no coração de quem fica, nunca morre de verdade. A dor de agora é o preço de termos amado alguém tão especial. Que a sua alma descanse em paz, meu irmão. Aqui, continuaremos honrando seu nome e sua trajetória, guardando com zelo cada ensinamento que você nos deixou — menos esse, o de viver sem a sua presença física, que continuaremos tentando aprender, um dia de cada vez.
Blog de Dede Montalvão: Em memória de um grande homem. Descance em paz, Nando.
