quarta-feira, março 25, 2026

EDITORIAL: O TCM/BA e a "Genealogia do Poder" – Quando o Prestígio Político Atropela o Mérito Técnico


TCM/BA - a casa de mãe Joanna

Bob Charles DRT BA 3.913
Divulgação

O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM), promove um verdadeiro show de generosidades  dentro da instituição, ao indicar nomes que definitivamente estão caminhando para o fim de carreira política, caso de ex-ministro Mário Negromonte (PP), que se afastou recentemente e já pleiteia entrar na vida publica novamente, como candidato a deputado estadual, o ex-deputado estadual, detentor de cinco mandatos consecutivos, Paulo Rangel(PT), o ex-deputado federal, Josias Gomes(PT), o Jojoba, a esposa do ex-governador e atual ministro Jaques Wagner(PT), a esposa do igualmente ex-governador da Bahia e atual, ministro, Rui Costa(PT) e pasmem, acaba e reforçar o esquadrão o ex deputado federal, Otto Filho (PSD), inclusive ex-caçador de votos em Paulo Afonso, com apenas 35 anos de idade. 

Parte desses cargos poderia ter sido ocupado por figuras de destaque que atuam em Paulo Afonso, a exemplo  do ex-prefeito, ex-vice-prefeito, ex-procurador, Dr. Flávio Henrique Maglhães Lima, Dr. Igor Montalvão e dr. José Luiz de Oliveira Neto. Tão simples!

  • Nota da redaçãp deste Blog - 

EDITORIAL: O TCM/BA e a "Genealogia do Poder" – Quando o Prestígio Político Atropela o Mérito Técnico


Por José Montalvao

  • O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM) deveria ser, por definição constitucional, o guardião da moralidade administrativa. É lá que as contas das prefeituras são analisadas, onde o dinheiro do povo é rastreado e onde o rigor técnico deveria ser a única lei. No entanto, o que assistimos hoje é a consolidação de uma imagem bem diferente: a de um "Tribunal de Faz de Conta", que mais parece um luxuoso "cabide de empregos" para políticos em fim de carreira ou parentes de figuras influentes.

    Como bem pontuou o colega Bob Charles, o TCM/BA tem se tornado uma espécie de "Casa de Mãe Joana" da política baiana, onde o critério de escolha não é o currículo acadêmico ou a experiência em auditoria, mas sim o sobrenome e a lealdade partidária.


O "Show de Generosidades" com o Dinheiro Público

  • A lista de indicações recentes é um verdadeiro "quem é quem" do poder na Bahia. O esquadrão de conselheiros e cargos de confiança parece uma extensão do gabinete dos governadores e ministros. Vejamos o cenário:

    • Políticos em Transição: Figuras como o ex-ministro Mário Negromonte e os ex-deputados Paulo Rangel e Josias Gomes utilizam o Tribunal como uma sala de espera confortável para seus próximos passos eleitorais.

    • A "Cota das Esposas": É assustador notar que os critérios de "notório saber" parecem ter sido substituídos pelo laço matrimonial, com as esposas dos ministros Jaques Wagner e Rui Costa ocupando espaços estratégicos.

    • O Herdeiro Político: A chegada de Otto Filho, aos 35 anos, reforça a ideia de que o Tribunal serve para abrigar herdeiros políticos que, apesar da juventude, já gozam dos privilégios das cúpulas de poder.


Onde Está o Espaço para a Competência de Paulo Afonso e Região?

  • Enquanto o TCM se fecha em um círculo de nepotismo cruzado e favores políticos, figuras de destaque técnico e jurídico da nossa região são sumariamente ignoradas. Se o critério fosse meritocracia e conhecimento profundo da máquina pública, nomes de Paulo Afonso estariam encabeçando qualquer lista de indicações séria.

    Poderíamos citar nomes com envergadura moral e técnica de sobra para moralizar aquele Tribunal, como:

    • Dr. Flávio Henrique Magalhães Lima: Com sua experiência como ex-prefeito, vice e procurador, conhece as entranhas da administração municipal como poucos.

    • Dr. Igor Montalvão: Advogado com atuação brilhante e técnica refinada, capaz de dar um parecer jurídico com a isenção que falta naquelas cadeiras.

    • Dr. José Luiz de Oliveira Neto: Outro quadro de competência inquestionável que daria ao TCM o brilho que hoje está ofuscado pelo jogo político.


Conclusão: O Mérito no Banco de Reservas

  • É triste constatar que, na Bahia, o "prestígio" vale mais que o "saber". Quando um Tribunal de Contas se torna um retiro para políticos ou um presente para familiares, quem perde é o cidadão, que vê o órgão fiscalizador perder sua independência.

    Não aceitaremos que o TCM continue sendo visto como um prêmio de consolação ou um seguro-desemprego de luxo para a elite política. O povo quer fiscalização de verdade, feita por técnicos de carreira e juristas de renome, e não por quem vai julgar as contas dos próprios aliados.

    No tribunal da opinião pública, o veredito já foi dado: queremos mérito, não privilégio.


    Blog de Dede Montalvão: Onde o prestígio não compra o silêncio e a verdade não tem dono.
    José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)

     

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