terça-feira, novembro 04, 2025

China derrota Trump no tarifaço e Brasil fica entre duas frentes


Donald Trump: a relação de 'amor e ódio' entre futuro presidente americano  e Xi Jinping - BBC News Brasil

Xi Jinping deu um show de diplomacia em Donald Trump

William Waack
CNN

Donald Trump adotou uma postura dura em relação à China, impondo tarifas tão elevadas que praticamente equivaleram a um embargo comercial. Além disso, restringiu o acesso do país asiático a tecnologias ocidentais, partindo para uma verdadeira guerra econômica com o conhecido ar de autoconfiança que o caracteriza.

No entanto, a China reagiu. Retaliou os Estados Unidos ao suspender a venda de terras raras e interromper a compra de soja de produtores americanos — justamente parte do eleitorado de Trump.

TUDO COMO ANTES – Após meses de hostilidades mútuas, Donald Trump e Xi Jinping anunciaram uma trégua de um ano, pela qual tudo voltaria ao que estava antes.

À primeira vista, poderia parecer que toda essa disputa resultou apenas em um retorno ao ponto de partida. Contudo, na realidade, a situação ficou um pouco pior: os Estados Unidos saíram mais enfraquecidos e a China, mais fortalecida, pois demonstrou na prática que Trump foi o primeiro a recuar.

Atualmente, Estados Unidos e China continuam dialogando, mas cada um mantém uma “pistola de grosso calibre” sobre a mesa, prometendo apenas não apontá-la para o outro nos próximos 12 meses.

SEM DEPENDÊNCIA – O que ambos deixaram claro é o desejo de reduzir gradualmente a dependência mútua. Esse processo de desacoplamento econômico, porém, é considerado arriscado, complexo e potencialmente disruptivo para a economia mundial.

Os pontos centrais que alimentam o confronto entre as duas potências — por ora restrito ao campo comercial e econômico — permanecem inalterados.

Para o Brasil, o cenário também se mantém delicado e perigoso, já que, nessa guerra entre gigantes, nossas principais exportações têm como destino a China, enquanto grande parte dos insumos que sustentam o agronegócio brasileiro vem dos Estados Unidos. Assim, o país tenta, com dificuldade, evitar ter de escolher um lado.

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