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Em meio a ataques de Trump, empresa americana passa a aceitar pagamentos por Pix nos EUA

 Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil/Arquivo

Pix23 de julho de 2025 | 22:00

Em meio a ataques de Trump, empresa americana passa a aceitar pagamentos por Pix nos EUA

economia

Brasileiros que forem aos Estados Unidos poderão pagar compras usando Pix em algumas lojas. A Verifone, uma empresa de processamento de pagamentos americana, firmou um contrato com a PagBrasil, de Porto Alegre, para que seus clientes possam receber recursos via Pix.

Para receber pagamento com a ferramenta, os lojistas terão que usar um equipamento da Verifone. Na operação, haverá uma conversão em tempo real de dólares para reais. O comerciante não precisará atualizar os sistemas para começar a receber, diz o texto. “Os vendedores podem ativar o Pix no ponto de venda [maquininha] usado a API [interface de programação] de pagamentos alternativos do equipamento.”

Ainda segundo a Verifone, as transações têm uma taxa de cerca de 2% —os cartões de crédito cobram de 2% a 3%. A Verifone afirma que como o Pix é uma transferência bancária imediata, o comerciante não corre risco de ter a compra contestada (“chargeback”, no jargão do setor).

Em sua página, a PagBrasil afirma que o Pix internacional é processado por ela, que faz a conversão e repassa o valor em moeda estrangeira ao comerciante internacional.

Madhu Vasu, vice-presidente de Produtos Globais da Verifone, disse que isso vai mudar o cenário do comércio em estados que recebem muitos turistas brasileiros, como a Flórida e Nova York.

Ele afirma que hoje há cerca de 1,9 milhão de pessoas do Brasil que visitam os EUA, gastando mais de US$ 4,1 bilhão (cerca de R$ 22,6 bilhões, pela cotação atual) no país. A expectativa é que esses números sejam bem maiores no ano que vem, porque a Copa do Mundo será disputada em parte no território americano (EUA, Canadá e México serão a sede).

Pelas estatísticas mais recentes do Banco Central, mais de 168 milhões de pessoas já fizeram transações usando o Pix.

O método de pagamento é um dos temas das recentes reclamações comerciais que o governo dos EUA fez sobre o Brasil.

Na carta que o presidente Donald Trump reclamou do destino de Jair Bolsonaro (PL), ele também anunciou um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros e disse que mandou o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) abrir um procedimento contra o Brasil.

Pelas regras dos EUA, o governo pode retaliar outros países por práticas que os americanos consideram injustificadas.

No último dia 15, o USTR abriu uma investigação comercial contra o Brasil. No documento que justifica essa apuração, aponta-se que há supostas práticas desleais em relação aos serviços de pagamento eletrônico, incluindo o favorecimento de serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo brasileiro, como o Pix.

Felipe Gutierrez/Folhapress

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