sexta-feira, abril 15, 2022

TCU está investigando superfaturamento e “desvio de finalidade” na compra de Viagra

Publicado em 15 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

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Charge do Miguel Fraga (Gaúcha/Zero Hora)

Mariana Muniz
O Globo

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu nesta terça-feira uma representação para apurar a suspeita de superfaturamento de 143% na compra de 35.320 comprimidos de Viagra pelas Forças Armadas. Dados do Portal da Transparência e do Painel de Preços do governo federal mostram que oito pregões foram realizados por unidades ligadas aos comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. A informação foi revalada pela colunista Bela Megale.

De acordo com o TCU, o objeto do processo é apurar “desvio de finalidade em compras de 35.320 comprimidos de Citrato de Sildenafila, popularmente conhecido como Viagra, e a comprovação de superfaturamento de 143%”.

PROCESSOS DE COMPRA – O caso está sob a relatoria do ministro Weder de Oliveira e será conduzido pela Secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas (Selog).

As informações sobre as compras obtidas pelo deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) mostram que os processos de compra foram homologados em 2020 e 2021 e seguem válidos neste ano.

Nesses processos de compra, o medicamento é identificado pelo nome do princípio ativo Sildenafila, composição Sal Nitrato (Viagra), nas dosagens de 25 mg e 50 mg. O maior volume, de 28.320 comprimidos, tem como destino a Marinha. Outros cinco 5 mil comprimidos foram aprovados para Exército e outros 2 mil, para Aeronáutica. Após a revelação, a Marinha e a Aeronáutica informaram que as licitações são para tratamento de pacientes com Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), e o Exército não respondeu.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Além do superfaturamento, o processo no TCU vai investigar ‘desvio de finalidade’ na aquisição dos medicamentos usados para disfunção erétil. Ou seja, a Marinha e a Aeronáutica alegam que era para ser usado contra “hipertensão”, mas o Exército se cala, por saber que a finalidade era mesmo causar “hipertesão”, desculpem a franqueza. (C.N.)


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