Publicado em 6 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

José Mauro, ao que parece, não tem conflitos de interesses
Manoel Ventura
O Globo
José Mauro Ferreira Coelho foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir a presidência da Petrobras, informou nesta quarta-feira o Ministério de Minas e Energia. Ele foi secretário de Petróleo do próprio ministério e é uma pessoa de confiança do ministro Bento Albuquerque.
O governo também definiu a indicação de Marcio Andrade Weber, que já é conselheiro da estatal, para assumir a presidência do Conselho de Administração.
BASTANTE EXPERIÊNCIA – José Mauro é presidente do Conselho de Administração da PPSA, estatal que cuida da comercialização de óleo e gás que o governo tem direito em contratos do pré-sal. Foi ex-secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia.
“O governo renova o seu compromisso de respeito a sólida governança da Petrobras, mantendo a observância dos preceitos normativos e legais que regem a Empresa”, disse o MME.
José Mauro foi diretor da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), onde é funcionário concursado. Ele é bacharel em Química Industrial, mestre em Engenharia dos Materiais pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e doutor em Planejamento Energético pelo Programa de Planejamento Energético (PPE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
ATUAÇÃO NO SETOR – Em sua carreira, José Mauro acumula mais de 25 anos de experiência profissional, atuando nos setores de petróleo, gás natural e biocombustíveis.
Atuou também, por vários anos, na área docente de graduação e pós-graduação, com três livros publicados e mais de 30 trabalhos científicos apresentados ou publicados em periódicos ou anais de congressos nacionais e internacionais.
O governo também indicou novos conselheiros para a Petrobras: Luiz Henrique Caroli; Carlos Eduardo Lessa Brandão e Eduardo Karrer.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Parece ter sido uma boa solução caseira para uma questão nacional. Se não fosse a reação interna, com servidores da empresa vazando importantes informações à imprensa, sobre os inconvenientes da indicação de Adriano Pires e Ricardo Landim, com gravíssimos conflitos de interesses, os dois indesejáveis teriam sido nomeados. Agora, resta saber se o novo presidente vai manter a insana política de preços que está realimentando a inflação descontroladamente. Se mantiver essa política, Bolsonaro vai perder a eleição. (C.N.)