quinta-feira, abril 07, 2022

Ciro Gomes aproveita que PSD está sem candidato e pede apoio a Rodrigo Pacheco

Publicado em 7 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Após almoço, Ciro diz ser cedo, mas que apoio de Pacheco o alegraria

Cid, Pacheco e Ciro, após a reunião e o almoço em Brasília

Camila Zarur
O Globo

Em busca de apoio, o ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência pelo PDT, se reuniu nesta quarta-feira com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em Brasília. O pedetista se movimenta para aproveitar que o partido do senador está sem presidenciável desde que o próprio parlamentar desistiu da disputa e após a legenda não conseguir atrair o ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite, que preferiu permanecer no PSDB.

Após a conversa, Ciro disse a jornalistas que gostaria de ter o apoio do PSD a sua candidatura, mas que ainda é cedo para formar alianças. O pedetista mantém conversas com o partido presidido por Gilberto Kassab. Em fevereiro, ele esteve com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, que disputará o governo de Minas pelo PSD.

É MUITO CEDO — “Sobre alianças, vamos tentar para o tempo próprio. É muito cedo. Ele pertence a um partido que está sendo conduzido de forma muito correta pelo meu amigo Gilberto Kassab. É evidente que ficaria bastante feliz se pudesse ter apoio deles, mas é preciso dar tempo ao tempo para que se amadureça as coisas de forma segura” — disse Ciro.

O ex-ministro e o senador conversaram sobre os problemas do Brasil. A interlocutores, Pacheco disse que Ciro apresentou “soluções interessantes e que ficou impressionado”. A conversa também contou com a presença do irmão de Ciro, o senador Cid Gomes (PDT-CE).

Pelo Twitter, o presidente do Senado escreveu: “Na conversa, apresentei os encaminhamentos dados pela Presidência do Senado no sentido de buscarmos soluções, e o ex-governador Ciro Gomes demonstrou profundo conhecimento dos temas e apontou possíveis caminhos para o desenvolvimento do país”.

PALANQUE EM MINAS – A aproximação de Ciro com Pacheco também tem como objetivo buscar um palanque em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. Kalil, de quem o pedetista é próximo, tem, até momento, uma chapa pura com nomes do PSD.

Na posição de vice está o presidente da Assembleia Legislativa de Minas (ALMG), Agostinho Patrus, que migrou recentemente para o partido. Já para o Senado, o candidato é o senador Alexandre Silveira, braço direito de Pacheco e bastante próximo a Kassab.

No entanto, para consolidar um palanque com Kalil, Ciro enfrenta como obstáculo a aproximação do ex-prefeito com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Kassab já aceitou extraoficialmente uma aliança “Lulil”. O cacique do PSD, porém, resiste as tentativas de Lula de colocar o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como candidato ao Senado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Ciro se vira como pode, na tentativa de abrir palanques nos Estados, mas é muito difícil, porque Lula e Bolsonaro têm maior estrutura e procuram ganhar espaço em todos os Estados. A terceira via só tem possibilidades de passar ao segundo turno se Ciro participar da candidatura única. O resto é silêncio, como diria o genial escritor Érico Veríssimo(C.N.)

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