quarta-feira, julho 07, 2021

Ex-cunhada que acusa Bolsonaro nas rachadinhas está desempregada em Juiz de Fora

Publicado em 7 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Andrea Siqueira Valle é fisiculturista e irmã de Ana Cristina Valle

Andrea Siqueira Valle é fisiculturista e faz bicos em academias

Bela Megale
O Globo

Sem dinheiro para advogado, desempregada e fazendo bicos eventuais em academias de Juiz de Fora (MG). É assim que tem sido a vida da ex-cunhada do presidente Bolsonaro, a fisiculturista Andrea Siqueira Valle. É irmã de Ana Cristina Valle, ex-mulher de Bolsonaro e mãe de seu filho caçula, Jair Renan.

Andrea ganhou os holofotes nesta semana, após o site “UOL” revelar uma gravação em que aponta envolvimento direto do presidente Bolsonaro no caso da “rachadinha”.

PASSANDO DIFICULDADES – A rotina de Andrea está longe de qualquer glamour. Desde de que se mudou para a cidade mineira, está desempregada e só fez trabalhos pontuais em academias. Com a pandemia, até esses serviços minguaram.

Hoje é uma das poucas integrantes da família Siqueira Valle que não têm dinheiro para pagar os R$ 500 mensais cobrados pelo advogado que os defende no caso Queiroz. Por isso, está sem apoio legal.

Em situação financeira muito difícil, ela avalia retornar a Resende (RJ), onde mora boa parte do seus parentes que figuraram como funcionários fantasmas nos gabinetes da família Bolsonaro.

FEZ 50 ANOS – Andrea e Ana Cristina mantém contato. Recentemente, a ex-mulher de Bolsonaro deu parabéns para a irmã em uma rede social por seu aniversário de 50 anos. Depois que sua gravação veio à tona, a fisiculturista fechou seu Instagram, que era aberto até semana passada. Para fugir de jornalistas, troca constantemente o número de telefone.

Nos últimos dias, Andrea não escondeu sua apreensão para pessoas próximas. Ela sabia que sua gravação citando Bolsonaro estava prestes a ser revelada pelo site “UOL”. No áudio, a fisiculturista afirma que o presidente demitiu seu irmão, André Siqueira Valle, porque ele se recusou a entregar a maior parte de seu salário a Bolsonaro, que na época era deputado federal.

Disse ainda que “não é pouca coisa” que sabe sobre Bolsonaro e que pode “ferrar a vida” do presidente, além de Flávio Bolsonaro e da própria irmã, Ana Cristina.


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