domingo, novembro 10, 2019

Desigualdade avança no governo Bolsonaro; 70 milhões são pobres ou extremamente pobres

Depois que os programas de combate a pobreza começaram a ser enxugados ou extintos pela gestão Bolsonaro, o número de pessoas pobres subiu de 52,8 milhões para mais de 54 milhões.
Depois que os programas de combate a pobreza começaram a ser enxugados ou extintos pela gestão Bolsonaro, o número de pessoas pobres subiu de 52,8 milhões para mais de 54 milhões.
Dados mapeados pela Síntese de Indicadores Sociais (SIS) e divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, hoje, 70 milhões de brasileiros vivem na pobreza e na extrema pobreza.  Em 2017, o percentual de pobres subiu para 26,5%.
Crise avança e desigualdade no Brasil é a maior desde 2012

Retrato da desigualdade: 44,2% dos jovens negros não terminaram o ensino médio
Em 2017, a linha de extrema pobreza corrigida tinha como patamar o valor de R$ 102,44 e da pobreza o valor de R$ 204,88
Em números absolutos, o contingente aumentou de 52,8 milhões para 54,8 milhões de pessoas, no período. Já o número de brasileiros na extrema pobreza eram 13,5 milhões de pessoa,s em 2016, (6,6%). Em 2017, esses números aumentaram para 15,2 milhões (7,4%).
Impacto do desemprego
Ao analisar o avanço da desigualdade no Brasil, o economista Francisco Menezes, que é um dos coordenadores da equipe técnica do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), alerta que a extrema pobreza cresce de forma mais acelerada do que a pobreza, em boa parte causada pelo desemprego, já que milhões de famílias perderam toda a sua fonte de renda num curto período.
Para ele os sucessivos cortes em programas sociais, a ausência de um projeto de combate ao desemprego e congelamento dos investimentos com a aprovação da Emenda Constitucional 95 penaliza o país, sobretudo os mais pobres.
“Temos a Emenda 95, que congelou por 20 anos os investimentos públicos, a reforma Trabalhista que não gerou os empregos prometidos, que só retirou direitos e proteção social; a possibilidade de aprovar uma reforma da Previdência, também prejudicial aos trabalhadores, e o desmonte de políticas públicas sociais como as de segurança alimentar e nutricional. Tudo isso não provoca crescimento econômico e joga a população na miséria”, afirma.

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