Márcio Falcão Brasília
Diante de um cenário incerto, assombrado pela crise dos cartões corporativos, a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva recuperou a força exibida no início de seu governo. Pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem mostra que a avaliação positiva do governo Lula foi a melhor desde a sondagem realizada em janeiro de 2003. O desempenho pessoal do presidente também foi o melhor desde dezembro de 2003. Mas o peso de Lula ainda não foi capaz de dar fôlego aos possíveis candidatos petistas na corrida ao Palácio do Planalto em 2010.
Os dados da pesquisa - que ouviu 2 mil pessoas, entre 11 a 16 de fevereiro, em 136 municípios - apontam: a avaliação positiva do governo Lula passou de 46,5% em outubro de 2007 para 52,7% neste mês. Em janeiro de 2003, o índice foi de 56,6%. A avaliação do desempenho pessoal do presidente passou de 61,2% para 66,8%, entre outubro de 2007 e fevereiro deste ano. Em dezembro de 2003, esse índice foi de 69,9%. Os entrevistados também derrubaram a desaprovação do presidente, que caiu de 32,5% para 28,6%.
- A melhora da avaliação positiva do governo Lula e do presidente foi registrada em todas regiões do país e em todas as faixas etárias dos entrevistados em função do desempenho da economia aliado aos bom desempenho dos programas sociais do governo - explica o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes.
O prestígio do presidente ainda foi confirmado nas especulações sobre a disputa presidencial de 2010. Mesmo sem poder concorrer a um novo mandato, Lula foi o mais lembrado na chamada pesquisa espontânea, quando não há apresentação da lista de candidatos. Recebeu 18,6% das menções.
- O presidente tem um estilo popular, carismático, com o qual o brasileiro se identifica. É preciso levar ainda em consideração o sucesso dos programas sociais e o bom desenvolvimento da economia - avalia o líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE).
Apesar de ser considerado um excelente cabo eleitoral para as eleições municipais de outubro - segundo a pesquisa, 36,8% dos entrevistados poderia votar, ou votaria, no candidato apoiado pelo presidente - Lula terá um desafio: transferir aos candidatos do governo poder de fogo para lutar contra o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que lidera as intenções de voto em todas as listas apresentadas aos entrevistados, tanto no primeiro turno como no segundo.
Questionado sobre o desempenho de Serra e dos ministros-presidenciáveis na pesquisa, que não chegam a dois dígitos, o presidente Lula desconversa:
- Pesquisa para valer para mim, é a de dezembro de 2010 - declarou o presidente.
Nas simulações contra o PSDB, participam a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o ministro da Justiça, Tarso Genro, e o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias. Dilma, que foi testada em dois quadros, foi quem alcançou o maior índice, com 5,4% da intenção de votos em um deles. Do lado governista, até agora, foi o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), considerado do bloco independente ao Planalto, foi quem mais se destacou na briga com os tucanos Serra e Aécio Neves.
A indicação dos ministros-presidenciáveis está sendo estimulada por Lula em conversas reservadas no Planalto. Como há um longo tempo até as prévias eleitorais, a idéia palaciana seria incentivar o maior número de pré-candidaturas aliadas para observar quem voa mais alto. O presidente não esconde que tem uma certa predileção por Dilma. A ministra, que comanda o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), principal pacote de investimentos do governo, publicamente nega a candidatura, mas tem se empenhado em demonstrar mais jogo de cintura.
Luz própria
Para petistas, ainda é cedo para falar em um candidato governista. O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (RS), reconhece que o apoio do presidente Lula será decisivo, mas defende que o indicado tenha luz própria.
- O PT tem um plano de governo e está trabalhando nele. Vamos pensar 2010 com calma, sem pressões - disse Fontana.
Fonte: JB Online
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