domingo, fevereiro 14, 2010

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Corpo impõe limites para bebidas estimulantes

Bruno Ribeiro
do Agora

No Carnaval, às vezes, a folia é muito maior do que a capacidade do nosso corpo de aguentar tantas festas. O sono é necessário. Mas há aqueles que querem driblar a vontade de dormir e apelam para produtos que prometem manter qualquer um aceso por horas e horas. Usar essas substâncias, porém, pode trazer riscos se houver erro na dose.

Tomar muito café ou exagerar nas bebidas energéticas, segundo os especialistas, traz tanto risco à saúde quando ingerir remédios estimulantes, como a anfetamina. "Cada uma dessas substâncias tem uma dose que o organismo aguenta", diz a neurologista Ana Paula Pena Dias, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos.

Esses efeitos vão desde uma simples insônia (não conseguir dormir quando a festa acabar) a até problemas cardíacos graves (como taquicardia), hipertensão, falta de apetite e desidratação.

Fonte: Agora

Veja revisões do 13º do INSS aceitas na Justiça

Paulo Muzzolon
do Agora

Os aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) têm duas revisões garantidas na Justiça devido a erros do instituto referentes ao 13º salário.

Na primeira, válida para quem recebeu o benefício em 1988 e em 1989, o segurado pode receber uma diferença de até R$ 5.370,57. Na segunda, para quem se aposentou entre 1992 e 1996, o segurado consegue uma revisão de até 7,14% na aposentadoria, além de atrasados no valor de R$ 14.387,10.

Em ambos os casos, há decisões favoráveis aos segurados no TRF 3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), que atende São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Fonte: Agora

Ivete Sangalo Na Barra Ivete arrasta uma multidão com o Cerveja

Dilma Roussef foi ver o Ilê Aiyê sair

Ao lado do governador, Jaques Wagner, a ministra Dilma Roussef foi ver a saída do primeiro bloco afro da Bahia, o Ilê Aiyê, no bairro Curuzu-Liberdade, em Salvador. Eu vi pela televisão. Visitou também os camarotes da elite branca e rica. Mas, a passagem pelo Ilê tem um significado maior que a simples campanha eleitoral.

Nascido em plena ditadura, em 1974, o Ilê foi considerado pelos militares fascistas como um antro de comunistas que pregavam a liberdade e diziam que o Brasil era racista. Numa época em que os blocos de Carnaval rejeitavam a presença de negros, o majestoso Ilê surgiu como um bloco só de negros. A resistência custou a manchete do jornal A Tarde: ‘Bloco racista, nota destoante’. Tudo isso passou e hoje o jornal A Tarde rende mil homenagens ao “mais belo dos belos”.

Mae Hilda, a mae de Santo que alimentou espiritualmente os seguidores do bloco afro, na época da ditadura chegou a dizer que se alguém fosse preso ela iria junto. O bloco afro é o pioneiro na reafricanizaçao do Carnaval da Bahia. Dilma Roussef estava feliz. O que de melhor existe na Bahia estava lhe rendendo homenagens.
# posted by Oldack Miranda/Bahia de Fato

Ninguém visita Arruda, nem os caríssimos advogados. Sábado e hoje, nenhum personagem político, familiar ou causídico, quebrou o ostracismo

O governador (ainda?) José Roberto Arruda, não imaginava que sua vida pudesse inesperadamente ser “atravessada” (termo carnavalesco) ao mesmo tempo pelo ostracismo e pela repercussão nacional. Ele é o homem do dia, o personagem que todos querem apedrejar e ninguém aparece para defender.

“A mão que afaga e a mesma que apedreja”, continua eterna e consagrando o poeta popular. Mas na realidade se transforma numa verdade lancinante, que o próprio Arruda não consegue entender. Por que me abandonaram?, pergunta o governador, triste, abatido, constrangido, sabendo que seu destino não tem volta ou reviravolta.

Os jornais, rádios e televisões, que se serviram dele e a quem serviu publicitária e servilmente, só procuram atingi-lo, denegri-lo, diminuí-lo, destruí-lo, carregá-lo para o fundo do poço. Relacionam então os privilégios que lhe foram concedidos, destacando e incluindo a televisão a cabo.

E nessa televisão a cabo vão passando episódios de sua vida atormentada e tumultuada. Isolado, trancafiado, abandonado, é obrigado a ver e a comparar episódios, que agora, exibidos maldosamente, se assemelham prodigiosamente. Na prisão, vê, revê e compara com o que a televisão a cabo vai mostrando. E relembra a fraude no painel do Senado, para piorar, com a cumplicidade criminosa e nada saudosa de ACM-Corleone.

Tudo começou (e Arruda vai revendo e lembrando) com ele na tribuna do Senado, NEGANDO COM VEEMÊNCIA, qualquer violação do painel. Mas a evidência é tão grande, os apartes condenatórios e indefensáveis levam o então senador ao choro e à confissão. Com o complemento: A RENÚNCIA PARA NÃO SER CASSADO.

A tevê a cabo, interrompe a exibição, para mostrar novas contradições e condenações, mas apenas teóricas.

Arruda tenta impedir o choro de antes e de anos, está tão amargurado que não sai uma lágrima. Os olhos estão secos, o coração insensível, dá a impressão de que nada se repetirá. Não resta a possibilidade de renúncia para preservar o futuro. Se conseguir abandonar a vida pública, mantendo a liberdade para a atividade privada, já está considerando dádiva de Deus.

O segundo episódio, o do SUBORNO GRAVADO, EXIBIDO COM SOM E IMAGEM, correu o Brasil todo, e a defesa de Arruda não comoveu ninguém. “Sou inocente, meus adversários não deixam de me perseguir”.

Ninguém acreditou, passou à intimidação dos correligionários do DEM, baseado no que o Procurador Geral da República chamaria de CONTAMINAÇÃO. Só que os CONTAMINADOS reagiram. Arruda desmentiu, “não era nada disso que eu queria dizer”.

Os sinais negativos para Arruda e seu grupo foram se acumulando, com o protesto e a revolta (e não apenas da capital) dos mais diversos grupos. O processo continuava, 8 deputados distritais foram cassados, golpe duro na CONTAMINAÇAO política. E legalmente o processo andava, mas nem todos percebiam.

E muito menos alguém acreditava, que um governador no cargo pudesse INAUGURAR A GALERIA HISTÓRICA dos que dariam à opinião pública a impressão (pelo menos a impressão) de que a IMPUNIDADE E A IMUNIDADE ESTAVAM SENDO GOLPEADAS MORTALMENTE.

Agora, todos os louvores ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). O Ministério Público pediu a PRISÃO DE ARRUDA, o relator Fernando Gonçalves ATENDEU, (que os jornalões e televisões dizem, DECRETOU) a Comissão Especial de 14 Ministros, confirmou a decisão do relator, Arruda foi preso.

E o relator Marco Aurélio Mello, um dos mais importantes Ministros do Supremo, confirma a prisão, consagra o STJ, e afirma que se baseou fundamentalmente no julgado e decidido pelo relator e a Comissão Especial do STJ.

Até quarta ou quinta-feira, Arruda continuará preso, E o Supremo, com o voto dos outros 9 Ministros (dois Ministros já têm posições definidas) só poderá libertar Arruda, com uma reviravolta, que será na certa CONDENADA pela opinião pública.

Mesmo presidido por Gilmar Mendes, o Supremo Tribunal Federal deve respeito a ele mesmo.

PS – Dizem que o Supremo JULGARÁ e LEGISLARÁ. Libertará Arruda, mas IMPEDIRÁ SUA POSSE, CONSIDERARÁ SEU MANDATO ENCERRADO.

PS2 – Se isso acontecer, será bem recebido por todos. ATÉ PELO INSTÁVEL E INSENSATO PRESIDENTE LULA. O processo CONTRA ARRUDA continuará na Justiça comum, apenas para definir sua situação futura.

PS3 – A vida pública? Encerrada para sempre. A esperança é de ganhar a LIBERDADE. ABSOLVIÇÃO? Não obterá de maneira alguma. A não ser como já aconteceu: CASSADO, PERDENDO OS DIREITOS POLÍTICOS, MAS SEM RESTRIÇÃO À LIBERDADE.

Helio Fernandes/Tribuna da Imprensa

Até DEM apoia intervenção no DF e vice admite renunciar

Agência Estado

A intervenção no Distrito Federal pedida pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, tem apoio até de dirigentes do DEM, partido ao qual recentemente era filiado o governador José Roberto Arruda (sem partido), preso na quinta-feira acusado de tentar subornar testemunha no inquérito Caixa de Pandora. A medida, defendida pelo grupo do senador Demóstenes Torres (GO) e do deputado Ronaldo Caiado (GO), pode livrar o DEM do constrangimento de ver outro integrante, agora o governador em exercício, Paulo Octávio, ser removido do poder.

O próprio Paulo Octávio admitiu ontem que, diante dos problemas de governabilidade, pode renunciar ao cargo. "Não está descartada (a hipótese de renúncia). Nada está descartado", afirmou o governador em exercício, depois de visita às obras da Linha Verde - reforma de um complexo viário de 13 quilômetros que liga Brasília a Taguatinga e outras cidades satélites. Nos próximos dias ele faz uma reunião com 12 partidos, inclusive os da oposição, para definir politicamente os próximos passos do governo do DF. "Estou colocando toda a minha carreira política em jogo", afirmou.

Apesar de ter renunciado à presidência do DEM-DF, Paulo Octávio é do partido e está ligado à fundação da legenda na capital do País. Em menos de 24 horas no cargo - assumiu na quinta-feira à noite, quando Arruda se entregou à Polícia Federal -, tornou-se alvo de quatro pedidos de impeachment, um deles assinado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). "Não pode haver um processo de impeachment de quem nem assumiu o governo", Octávio ontem. "Se eu cometer algum deslize, no meu governo, aí sim, é possível. Daqui a 15 dias, um mês." Os pedidos, na avaliação dele, foram feitos "com muita pressa".

O próprio DEM, contudo, está com pressa. "Não há nenhuma possibilidade de qualquer personagem envolvido nesse caso se sair bem e qualquer proximidade do partido com eles vai reforçar essa história de mensalão do DEM", afirmou Demóstenes, defensor da intervenção.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo./A Tarde

sábado, fevereiro 13, 2010

Exclusivo: 150 parlamentares têm processo no STF

QUEBRADO O GALHO DE ARRUDA E O GALHO DE ARRUDA NÃO FOI QUEBRADO.

Foto
MANIFESTANTES FORAM À SEDE DA PF CELEBRAR A PRISÃO DE ARRUDA.
(Foto do site sudoeste Hoje).


O Superior Tribunal de Justiça – STJ -, por decisão do Ministro Fernando Gonçalves, decretou a prisão preventiva do Governador do Distrito Federal, Arruda, que vem sendo investigado em processo policial que tramita no STJ, uma medida sem precedente porque é o primeiro caso no Brasil de um Governador, no exercício do mandato, ter prisão preventiva decretada.

Arruda bateu as portas do Supremo Tribunal Federal – STF – e teve pedido de concessão de liminar negado em Habeas Corpus, pelo Ministro Marco Aurélio que ao longo de sua história na Corte tem um pensamento liberal, admitindo prisão preventiva somente nos casos de extrema e imperiosa necessidade, vedando sua aplicação a granel. Depois do Carnaval o Plenário do STF (composto pelos Ministros da Corte) irá apreciar o pedido.

Arruda é velho conhecido da maracutaia. Quando Senador da República se envolveu com o ex-senador Antonio Carlos Magalhães na violação do painel eletrônico do Senador Federal. Para fugir de um processo de cassação de mandato e evitar sua inelegibilidade, renunciou ao cargo, voltando a exercer cargo de Deputado Federal e agora Governador.

No caso de Arruda, na condição de Governador Distrital (porque governa o Distrito Federal onde a República do Brasil tem sua sede), tem maioria na Assembléia Distrital, aparentemente vinha interferindo nas investigações parlamentares, detém sob guarda o erário público e foi noticiado tentando subornar testemunhas.

A prisão preventiva é uma medida excepcional por subtrair a liberdade do cidadão antes do trânsito em julgado de uma decisão pena condenatória, quando a regra constitucional é a preservação do “jus libertatis” (direito a liberdade). Por não ser uma prisão decorrente de sentença, a pessoa presa não deverá assim ser mantida, dada sua finalidade. Em razão disso, o STF firmou o entendimento de que o condenando em 1ª instância tem o direito de recorrer em liberdade.

Pelas notícias que tem chegado pela imprensa, Arruda quase escancaradamente, tentou influir nas investigações. Findas as investigações não deverá ser a prisão mantida, salvo para preservar ele fora do exercício do mandato.

Já antes e agora com a prisão de Arruda o DEM perdeu sua galinha de ovos de ouro. Arruda era apontado como exemplo de administrador público e até teve o seu nome cogitado como possível candidato a Presidente da República caso a legenda resolvesse lançar candidato próprio. Tanto no DEM, quanto no PMDB a política é de compor para negociar cargos. Serra, oponente futuro de Dilma sofreu sério revés. Perdeu o palanque que tinha em Brasília e terá que montar outro às pressas.

Depois do caso do ex-presidente Collor começou um efeito marola (pequena onda do mar) que não foi ainda totalmente assimilado. De lá para cá Ministros de Estado e do Poder Judiciário, juízes nas diversas instâncias, administradores públicos foram alcançados e mesmo assim parece que Arruda entendia que estava acima de qualquer suspeita. Deu no que deu.

Bom, pelo menos, temporariamente, o galho de Arruda foi quebrado e o galho de Arruda não foi quebrado. Arruda planta a que se atribui o poder de atrair sorte. Galho quebrado, expressão que se traduz em dar um jeito nas coisas. Arruda ameaçou de não cair só e parece que o omertá (código de honra da máfia siciliana) resolveu sacrificá-lo mesmo porque no caso de Arruda valeu que a Praça é do Povo.

Paulo Afonso, 13 de fevereiro de 2010.

Montalvão.

Montalvao.adv@hotmail.com

Fotos do dia

A Imperador do Ipiranga abriu o desfile do Grupo Especial de São Paulo A escola da zona sul falou sobre a evolução da medicina Adriana Lessa, madrinha de bateria da Imperador do Ipiranga Dani Sperle, destaque da escola do Ipiranga, antes de retirar a fantasia
A segunda escola a entrar na avenida foi a Leandro de Itaquera No samba-enredo, a agremiação exaltou suas cores: o vermelho e o branco A ex-BBB Íris Stefanelli, madrinha de bateria da Leandro A Leandro pintou o Sambódromo do Anhembi de vermelho e branco

Resgate da normalidade institucional

STF recebe pedido de intervenção Federal no DF e presidente pede informações sobre caso de corrupção

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apresentou ao STF pedido de Intervenção Federal (IF 5179) no DF. De acordo com ele, a medida busca resgatar a normalidade institucional, a própria credibilidade das instituições e dos administradores públicos, bem como resgatar a observância necessária do princípio constitucional republicano, da soberania popular – atendida mediante a apuração da responsabilidade dos eleitos – e da democracia. O presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, solicitou informações ao governo do DF, que deverão ser prestadas no prazo de cinco dias.

No pedido, Roberto Gurgel faz um histórico do escândalo de corrupção no DF desde o ano de 2009, com investigações relativas a crimes como fraude a procedimentos licitatórios, formação de quadrilha e desvio de verbas públicas. Ele aponta episódios como a deflagração da operação Caixa de Pandora no dia 27 de novembro do ano passado e o pedido de impeachment do governador e de afastamento dos deputados distritais envolvidos pela OAB.

Conforme explica, passados meses desde que deflagrada a operação da Polícia Federal, em conjunto com o STJ, nenhuma medida concreta foi adotada pela Câmara Legislativa para promover a apuração das responsabilidades. "Em vez disso, prodigalizam-se as discussões, tumultos, divergências e ações judiciais – diversas ações já foram ajuizadas, tendo poucas surtido algum efeito -, sem que sequer tenha-se posto um fim na questão relativa à própria formação das comissões que analisarão a possibilidade de recebimento da petição da ação de responsabilidade formulada contra o governador e o vice-governador do DF", afirmou.

Segundo Roberto Gurgel, a intervenção é necessária já que foram esgotadas as inúmeras medidas tendentes a recompor a ordem e a conferir legitimidade às decisões da Câmara Legislativa do DF no curso da apuração das responsabilidades e a restaurar um mínimo de compostura numa administração distrital em que governador, vice-governador e secretários de Estado aparecem envolvidos nos crimes.

Conforme explica, não é suficiente que o DF adote, nos moldes da CF/88 (clique aqui), um procedimento legislativo para a apuração da responsabilidade do Governador bem como dos integrantes da Câmara Legislativa. "É necessário, sobretudo, que se consiga entrever no caso a efetiva aplicação de tais normas e a devida apuração das responsabilidades, sob pena de afronta ao princípio republicano", disse.

Ao final, o PGR pede ao presidente do STF que requisite ao presidente da República a decretação da intervenção federal necessária ao restabelecimento dos princípios constitucionais afrontados.

Despacho

O presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, solicitou informações ao governo do DF, que deverão ser prestadas no prazo de cinco dias.

  • Clique aqui e leia a íntegra do pedido de Intervenção Federal do procurador-geral da República.

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Fonte: Migalhas

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Família de inadimplente tem direito a seguro

Livia Wanchowiak Junqueira
do Agora

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) determinou que a família de um inadimplente receba o valor de seu seguro de vida, de R$ 60 mil. O homem ficou hospitalizado e, por isso, deixou de pagar três parcelas de seu plano.

Ele morreu nesse período e a Aplub (associação dos Profissionais Liberais Universitários do Brasil) não quis pagar o preço do seguro à sua esposa e às duas filhas. "Para não pagar a cobertura, a empresa deveria ter notificado a família sobre a quebra do contrato, o que não aconteceu", disse a advogada do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Daniela Trettel.

A ação foi originada no Ceará, onde o TJ (Tribunal de Justiça) local entendeu que o atraso de prestações não acarreta a suspensão automática do contrato. A empresa recorreu judicialmente e, no STJ, o relator do processo considerou abusiva a postura da companhia.

Fonte: Agora

A prisão do governador do DF

Edson Khair

A recente prisão efetuada pela polícia federal do governador José Roberto Arruda determinada pelo STJ que acatou o pedido de prisão, feito pelo procurador geral da República é fato virgem na história do Brasil.

Quando o pedido da prisão foi acolhido pelo ministro Fernando Gonçalves relator do inquerito contra Arruda classificando o ministro de organização criminosa o bando do governador do DF. Tal fato politico é indiscutivél avanço das instituições democráticas no processo brasileiro de aprimoramento da democracia.

Sim, os politicos ladrões e não são poucos causam grande retrocesso na luta pela ainda distante democracia no país. A após a queda da ditadura militar , a excesão do presidente Itamar Franco, desde de Collor de Mello até o atual do presidente Lula todos o seus governos estiveram e ainda estão comprometidos com quadrilhas organizadas em torno de seus governos.

O atual caracterizou-se sobretudo pelo escândalo do mensalão.
O chefe da casa civil de Lula, José Dirceu foi denunciado pelo procurador geral da República Antônio Fernando de Suoza como chefe da quadrilha do mensalão. Tal denúncia aguarda decisão do STF.

Assim, a oligarquia cabocla segue seu curso histórico de saque dos cofres públicos. Elegeu se um presidente ex-operário, grande parte dos intelectuais teve orgarmos pseudos ideológicos. Estava salvo o Brasil, segundo tais paspalhos. Não foi o que ocorreu. O PT no passado grande esperança de mudanças no Brasil é hoje o que se vê. Quadrilhas de pelegos sindicais aparelhando o estado caracteriza o atual processo politico nacional.

É triste, sobretudo porque Lula que sempre combateu os pelegos oriundos do varguismo introduziu na cena nacional os pelegos multinacionais. Seu governo feito para os banqueiros nacionais e internacionais, assistencialista, deixou intocados os principais problemas seculares tais como; como a educação, a saúde, o transporte liquidado em outros governos com a extinção da malha ferroviária iniciada na dcada de sessenta e finalmente extinta pelos governos militares.

Portanto, o Judiciário brasileiro tão atacado atualmente com muita razão em linguagem popular finalmente parece ter feito um gol de placa.

Fonte: Tribuna da Imprensa

A intervenção vai demorar

Carlos Chagas

Custou mas foi adotada pelo governo a única solução eficaz para superar a crise da roubalheira em Brasília: a intervenção federal. Coube ao Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, sustentar a medida diante de um presidente Lula indeciso, mas, afinal, atropelado pela iniciativa do Superior Tribunal de Justiça. O Executivo não poderia ficar de braços cruzados, aparentando inércia.

Pela Constituição, o pedido precisa passar pelo Supremo Tribunal Federal e, depois, pelo Congresso. Só então o presidente da República nomeia o interventor.

Pela gravidade dos acontecimentos, com um governador preso por decisão da Justiça, a intervenção federal já deveria ter sido aprovada, mas, como estamos no Brasil, vai demorar. Importa menos saber se a prisão de José Roberto Arruda aconteceu às vésperas do Carnaval, quando tudo se interrompe. Não poderia ser assim, no caso do mensalão do DEM e sua seqüência. Afinal, o domicílio dos ministros do Supremo é Brasília, assim como o local de trabalho de deputados e senadores. Como os meretíssimos estão fora, e os parlamentares, mais ainda, fica tudo adiado. Falta aos presidentes do STF, do Senado e da Câmara, coragem para convocar todo mundo. O mais provável é que Gilmar Mendes, José Sarney e Michel Temer também se tenham ausentado ou, no mínimo, estarem de malas prontas.

Fim da impunidade?

Muita gente acha emblemática a decisão do Superior Tribunal de Justiça, mandando o governador José Roberto Arruda para a cadeia. Os otimistas celebram a decisão como uma espécie de marco em nossa história política porque, a partir de agora, todos os corruptos acertarão contas com o Judiciário.

Infelizmente, não é bem assim. O episódio Arruda pode ter sido uma exceção. Junto com montes de políticos e administradores corruptos que passeiam sua impunidade pelo país encontram-se, também, legiões de empresários tão culpados quanto eles. Aqueles que super-faturam o preço de obras e encomendas públicas, distribuindo parte do roubo por prefeituras, governos estaduais, ministérios e sucedâneos.

Tratou-se de um bom começo, mas longe de equiparar o Brasil com países como o Japão e os Estados Unidos, onde quem rouba vai para atrás das grades.

Democracia no PMDB

O sol parece estar nascendo no horizonte do PMDB. O presidente do partido, Michel Temer, vem recomendando a todos os diretórios estaduais que abram as portas para as diversas correntes posicionadas em torno da sucessão presidencial. Traduzindo: que recebam com as devidas honras Dilma Rousseff, se a candidata manifestar o desejo de ser recebida, assim como José Serra, Marina Silva, Ciro Gomes e, também, o correligionário Roberto Requião.

A iniciativa do parlamentar paulista deve-se ao fato de que, nos diretórios estaduais, vinham prevalecendo tendências e idiossincrasias. Importa menos se a direção nacional do PMDB inclina-se por Dilma Rousseff. Nem por isso os companheiros nos estados devem ignorar ou até hostilizar Roberto Requião ou qualquer outro candidato. Até porque, só em junho o partido formalizará sua posição. O leque deve ficar aberto antes da convenção nacional. Depois, tomada a decisão, a unidade se tornará palavra de ordem.

Falcão

A idade nos faz menos irascíveis e mais tolerantes. Talvez mais injustos. Mas é preciso evitar conceitos estratificados. Morreu Armando Falcão. Não haverá que esconder, bem como condenar, o fato de ter sido ministro da Justiça da ditadura. Agiu de forma radical, cerceando direitos políticos e até sustentando a censura. Ficou marcado.

No entanto, é bom lembrar que também foi ministro da Justiça de Juscelino Kubitschek. Como deputado, defendeu o respeito à Constituição quando da tentativa de golpe contra a posse de JK. Era, como parlamentar, uma das fontes mais pródigas do jornalismo político. Informava como poucos, e sempre com precisão. Talvez por isso, quando mudou de lado, tenha preferido o “nada a declarar”, chavão que marcou a fase final de sua carreira.

Fonte: Tribuna da Imprensa

O governador Arruda, que vivia fantasiado de democrata, no carnaval põe roupa de prisioneiro. Lula, que na quinta, pedia “respeito com Arruda”, na sexta, diz: “Como isso acontece no Século XXI?

A situação de Brasília é de muita complicação, desculpe, de CONTAMINAÇÃO. (Royalties para o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel). Não se trata de saber se Arruda é corrupto, e preso antes do carnaval, passa a ser livre e acima de qualquer suspeita, depois dessa festa, que será ainda mais satisfatória para o cidadão-contribuinte-eleitor.

Não é apenas a prisão inédita mas não injustificada ou injusta de um governador corrupto, mas as questões subseqüentes, complicadas, entrelaçadas, que terão que ser resolvidas, T-O-D-A-S, pelo mesmo Supremo Tribunal, uma atrás da outra.

Arruda deve continuar preso (a partir de quarta ou quinta) ou deve ser libertado pelo plenário do Supremo? São os Ministros que decidem.

Libertado (hipótese), assume o governo? Afinal foi eleito para isso. São os ministros que decidem.

Se Arruda não PODE ASSUMIR, Paulo Octavio, vice eleito para substituir o efetivo, continuará no cargo, ou terá que deixá-lo? São os ministros que decidem.

IMPEDIDOS Arruda e Paulo Octavio, continuará a derrubada em cascata ou com efeito dominó? São os ministros que decidem.

Essas quatro questões enumeradas, de uma certa maneira já foram colocadas perante o TSE, que na sua composição tem três Ministros do Supremo. Esse importante TSE, nos casos examinados, acertou 50 por cento, errou os outros 50 por cento. Afastou do cargo os governadores eleitos, mas considerados corruptos. Só que entregou os governos aos derrotados, que além do mais, PARTICIPAVAM do mesmo jogo insano.

Espero que nas quatro questões que coloquei, o Supremo, completo, acerte 100 por cento. Mesmo porque, da DECISAO DO SUPREMO NÃO CABE RECURSO PARA QUALQUER ORGÃO, NEM PARA OS 11 MINISTROS QUE VOTARAM, POR UNANIMIDADE OU MAIORIA SIMPLES.

(Precisamos chamar atenção para a MULTIFACETADA e quase incompreensível votação do Supremo, nos últimos e mais importantes casos, SURPREENDENTEMENTE, NÃO HOUVE MAIORIA. Isso mesmo: com um número IMPAR de Ministros, não encontraram a METADE MAIS UM DESSES MINISTROS).

Além do mais, um fato da maior importância, ainda não levantado por nenhum dos comentaristas, mais arrogantes do que competentes: o plenário do Supremo não pode VOTAR QUESTÃO ALGUMA, sem o parecer do Procurador Geral da República.

Podem até votar contra ele, não levar em consideração o que escrever ou falar, mas têm que lê-lo ou ouvi-lo. E o Procurador de agora, Roberto Gurgel, está no centro dos acontecimentos, de forma POLÍTICA ou LEGAL. (Constitucional).

Foi o Procurador Geral que levantou a questão tumultuada, complicada, mas que agradou à opinião pública, da INTERVENÇÃO. É a parte com mais CONSEQUENCIAS DIVISÓRIAS, de todo esse processo. E Roberto Gurgel, altamente competente, estará no plenário, divergindo ou convergindo dos Ministros. Não me lembro de votação que prometa ser tão acintosamente dividida como essa.

Outra questão que terá o Procurador Geral como parte importantíssima, é a da CONTAMINAÇÃO. Foi o próprio Roberto Gurgel, que DESCOBRIU a palavra, e com ela, ROTULOU o processo de INVALIDAR, EM MASSA, todos que DIRETA ou INDIRETAMENTE conhecem tudo o que aconteceu, mesmo não roubando, são partes criminosas.

Alguns desses, estão há anos no palanque das decisões, mesmo sem ocuparem cargos. Mas jamais denunciaram qualquer caso, se tornaram CÚMPLICES por omissão, ou vá lá, silêncio culposo, como cidadãos descuidados, sabem e sempre souberam de tudo, mas não DENUNCIARAM NADA A NENHUMA AUTORIDADE.

***

PS – Se for aprovada a tese da CONTAMINAÇÃO, o presidente Lula terá que mudar de posição mais uma vez. pois todos os nomes que indicar para interventor, estarão CONTAMINADOS. Dos 6 nomes citados ou aventados, dois (Roriz e seu suplente Gim Argello) não podem nem aparecer na lista. Os outros quatro, participam de tudo, vá lá, menos da corrupção. Mas não poderiam fazer coisa alguma em matéria de LIMPEZA.

PS2 – Acho que esse assunto Arruda-Brasília-intervenção-contaminação-posse-não-posse, continuará durante todo o carnaval.

PS3 – Para examinar a liminar a respeito do Habeas-Corpus pedido pelo Governador, já votaram DOIS MINISTROS. Marco Aurélio NEGOU, Gilmar Mendes CONCEDERÁ. Não é possível que o ínclito e ilustre presidente do Supremo, considere Arruda MAIS CORRUPTO, do que Daniel Dantas. Nesse caso, a jurisprudência condena.

Helio Fernandes/Tribuna da Imprensa

Prisão de Arruda é uma vitória da Justiça,diz Protógenes

Agência Estado

O ex-delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, considerou a prisão do governador afastado, José Roberto Arruda (sem partido), um "importante precedente" na Justiça brasileira, que contribui para revitalizar a ideia de que a lei vale para todos. "É uma vitória da Justiça e das instituições. Demonstrou responsabilidade daquela corte e contribui para recuperar a imagem desgastada da Justiça brasileira", firmou.

Sobre seus planos de candidatar-se a algum cargo eletivo, o ex-delegado afirmou que está "à disposição do partido", o PCdoB. Segundo ele, uma hipótese seria a candidatura ao Senado Federal. "O partido está avaliando as forças políticas", afirmou. Ele disse ainda que tem conversado sobre o assunto com o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, com o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alkimin e também com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, virtual candidato ao governo do Estado pelo PSB.

Protógenes desfilou esta manhã na escola de samba paulistana Vai-Vai, a convite do presidente da escola, Edmar Thobias. "O enredo tem tudo a ver comigo, pois sou uma das pessoas do País que combateu a corrupção no futebol", afirmou o ex-delegado que nunca tinha participado, nem assistido a um desfile de carnaval. (Lucinda Pinto)
Fonte: A Tarde

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