domingo, outubro 25, 2026

Imagem mostra clima de derrota entre aliados de Flávio Bolsonaro, que pode questionar resultado da eleição

 

Imagem mostra clima de derrota entre aliados de Flávio Bolsonaro, que pode questionar resultado da eleição

Por Redação

25/10/2026 às 22:25

Foto: Reprodução/Redes sociais

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Ambiente de tensão entre integrantes do grupo político de Flávio Bolsonaro (PL)

Uma imagem que circula nas redes sociais na noite deste domingo (25) mostra o ambiente de tensão entre integrantes do grupo político de Flávio Bolsonaro (PL), após a derrota do candidato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Enquanto a imprensa aguarda um pronunciamento do senador, aliados discutem os próximos passos, incluindo a possibilidade de contestar judicialmente o resultado.

Flávio acompanhou a apuração em um escritório em Brasília, ao lado de integrantes da campanha e de lideranças políticas que viajaram à capital federal para acompanhar a disputa. Entre os participantes da reunião estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o candidato a vice-presidente da chapa, Alfredo Gaspar (PL), o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial, e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG)

A expressão de abatimento registrada na imagem contrasta com a confiança demonstrada pelo grupo durante a campanha, especialmente depois que Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula. A expectativa era de que o bolsonarista conseguisse manter a vantagem na votação decisiva, o que não aconteceu.

Tarcísio de Freitas, um dos principais aliados políticos de Flávio, participou da mobilização em favor do candidato e esteve presente em atos de campanha, inclusive em Salvador. O governador paulista é considerado uma das principais lideranças da direita brasileira e teve papel importante na tentativa de ampliar o apoio ao senador.

A derrota, entretanto, pode não encerrar imediatamente a disputa política. O deputado federal Nikolas Ferreira sinalizou que o resultado poderá ser questionado, especialmente em razão da decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação do horário de votação até as 19h.

A medida foi adotada após pedidos de ampliação do prazo motivados por dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar aos locais de votação. O PT denunciou problemas no transporte público, especialmente em Salvador, enquanto a campanha de Flávio também solicitou a extensão do horário em municípios afetados por chuvas e alagamentos.

A decisão provocou controvérsia porque foi divulgada muito perto do horário inicialmente previsto para o encerramento da votação, às 17h. Posteriormente, a Justiça Eleitoral esclareceu que a prorrogação seria aplicada apenas às seções que ainda permaneciam abertas, sem reabertura das urnas já encerradas.

Questionado pela imprensa sobre a possibilidade de Flávio contestar o resultado, Nikolas respondeu: “Uai, você tem alguma dúvida?”. O parlamentar também criticou a atuação do STF e levantou suspeitas sobre os efeitos da prorrogação, sem apresentar provas de irregularidades capazes de alterar o resultado eleitoral.

O próprio coordenador da campanha, Rogério Marinho, já havia manifestado insatisfação com a decisão judicial, classificando a intervenção como um risco à normalidade do processo eleitoral.

Até o momento, porém, não há comprovação de fraude na votação. A possibilidade de apresentação de questionamentos judiciais não significa que a Justiça Eleitoral tenha identificado irregularidades capazes de comprometer a validade da eleição.

A expectativa agora se concentra no pronunciamento de Flávio Bolsonaro. A manifestação deverá indicar se o candidato reconhecerá a derrota ou se acompanhará os aliados que defendem uma contestação do resultado.

Politica Livre

Diferenças próprias da democracia não devem impedir construção de caminhos comuns, diz Fachin

Diferenças próprias da democracia não devem impedir construção de caminhos comuns, diz Fachin

Por Lavínia Kaucz e Flávia Said / Estadão Conteúdo

25/10/2026 às 22:45

Foto: Alejandro Zambrana / STF

Imagem de Diferenças próprias da democracia não devem impedir construção de caminhos comuns, diz Fachin

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, disse que após a disputa eleitoral, "é momento de serenidade, responsabilidade e compromisso com o País". Ele divulgou nota após a divulgação do resultado do segundo turno das eleições, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito para um quarto mandato.

Para Fachin, após as eleições é preciso "reafirmar o respeito à vontade soberana do

povo brasileiro, livremente manifestada nas urnas". Ele ainda destacou que a "República se fortalece quando reconhece e respeita a soberania popular, fundamento da legitimidade democrática e expressão da cidadania".

"As diferenças próprias da democracia não devem impedir a construção de caminhos comuns para enfrentar os grandes desafios nacionais. O Brasil precisa de paz, estabilidade institucional e respostas concretas às legítimas aspirações da sociedade", afirmou Fachin.

O ministro também disse que a democracia "também se fortalece quando se revigoram as instituições republicanas" e que os três Poderes "encontram no respeito recíproco, no diálogo institucional e na fidelidade às suas competências o fundamento de sua atuação".

"Mesmo diante de divergências, é nos limites da Constituição que devem buscar as respostas, preservando o equilíbrio entre os Poderes e a integridade do Estado Democrático de Direito", acrescentou.

A nota ainda diz que o STF "continuará a exercer suas atribuições com independência, imparcialidade, e fidelidade à Constituição, assegurando a proteção dos direitos fundamentais, a segurança jurídica e o acesso à justiça, sempre nos limites de sua competência".

"É hora de transformar a legitimidade das urnas em compromisso com o futuro, as divergências em diálogo republicano e os desafios em oportunidades de construção coletiva. A Constituição é o nosso ponto de encontro. A democracia é o nosso compromisso permanente", concluiu.

Politica Livre 

Lula promete mudar o jeito de governar, ataca Flávio e diz que venceu intromissão externa

 

Lula promete mudar o jeito de governar, ataca Flávio e diz que venceu intromissão externa

Por Folhapress

25/10/2026 às 22:47

Foto: Bruno Peres/ Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Lula promete mudar o jeito de governar, ataca Flávio e diz que venceu intromissão externa

Petista teve 64 milhões de votos e governará pelo quarto mandato

Em discurso após a vitória nas urnas, neste domingo (25), o presidente Lula (PT) prometeu mudar seu jeito de governar no novo mandato, atacou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e afirmou que precisou vencer a intromissão na eleição por meio de plataformas digitais.

O petista derrotou no segundo turno Flávio, de virada, para um quarto mandato inédito na história brasileira. Às 21h32, com 99,89%% das urnas apuradas, o presidente marcava 51,77% dos votos, ante 48,23% do adversário.

No discurso, Lula agradeceu aos eleitores, aos coordenadores de sua campanha e ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Também exaltou a juventude, os idosos e as pessoas que, mesmo enfrentando doenças, foram votar.

O petista afirmou que a eleição foi marcada por interferência de plataformas digitais e defendeu a regulamentação dessas empresas.

Ele disse que a eleição foi "uma derrota do negacionismo e da mentira" e que se sentiu constrangido em ter feito debates junto de Flávio Bolsonaro, a quem chamou de representante do milicianismo.

O petista também exaltou o tamanho das manifestações no segundo turno, em especial a da avenida Paulista deste sábado (24). Ele disse que pediu para tocar o Hino da Independência e se emocionou ao ver os manifestantes cantando "ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil" e que isso significa que o país não aceita ser quintal de ninguém. Ele também rememorou a frase de Chico Buarque de que o Brasil não falava grosso com a Bolívia e nem fino com os Estados Unidos.

"Essa eleição me ensinou muitas lições. Posso dizer que vamos mudar o jeito de governar esse país. Vamos fazer o povo participar mais dessas decisões. E quero dizer a vocês que a comunicação digital vai ganhar espaço muito grande. Eu inclusive jà ganhei um celular [...] e pode ficar certo que daqui pra frente eu vou conversar muito com o povo diretamente todo dia."

Ele ainda agradeceu ao deputado federal André Janones (Rede-MG), que comandou um grupo de WhatsApp com mais de 10 milhões de apoiadores no segundo turno, e o chamou de "general".

Lula chegou por volta das 19h50 deste domingo no hotel, onde acompanhou a apuração ao lado do filho Luís Cláudio, da primeira-dama Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), de ministros, ex-ministros, membros da campanha e outros aliados.

Petistas reunidos no local demonstravam otimismo com a possibilidade de uma virada de Lula sobre Flávio. Integrantes do partido afirmavam que o presidente estaria avançando em cidades onde perdeu no primeiro turno e avaliavam que o público nas manifestações em São Paulo surpreendeu.

Apesar da confiança, havia a expectativa de que o resultado fosse acompanhado de contestações e questionamentos sobre decisões judiciais relacionadas à eleição.

Este domingo de segundo turno foi marcado por denúncias de falhas no transporte público em diferentes cidades, incluindo São Paulo e Salvador, que levaram a campanha de Lula a pedir a ampliação do horário de votação. A equipe de Flávio também solicitou a extensão em determinados municípios.

Ao longo do dia, aliados petistas criticaram a demora do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, em deliberar sobre os pedidos das campanhas para prorrogar o prazo. A coordenação da campanha viu boicote por parte da prefeituras que dificultaram a viabilização do transporte público.

O presidente também conversou com a imprensa em frente à sua casa, no Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Na ocasião, ele incentivou que as pessoas fossem às urnas: "Quero pedir que o povo não desista de votar. E nós estamos deixando o pedido para a Suprema Corte para que ela possa prorrogar o processo eleitoral, para que as pessoas que foram proibidas de votar por sacanagem de prefeito compareçam a votar".

De acordo com o petista, a medida permitiria que eleitores afetados pela falta de transporte público durante a manhã tivessem mais tempo para chegar aos locais de votação.

"Não é possível, em pleno século 21, você ter prefeito tentando coibir o povo de exercer o seu livre direito democrático de votar", disse. "É inexplicável numa cidade como São Paulo."

À tarde, o ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu estender o horário das eleições em todo o Brasil até às 19h. Como mostrou a Folha, a decisão é inédita ao menos desde a adoção da urna eletrônica.

As taxas de abstenção e de votos inválidos registraram uma queda recorde em relação ao primeiro turno e atingiram os níveis mais baixos desde 2002, ano em que a urna eletrônica foi universalizada no país. No segundo turno, 3 milhões de pessoas que não votaram na primeira etapa compareceram às urnas. O número total de abstenção neste domingo foi de 30,4 milhões.

Lula ainda afirmou que pretendia pedir a prisão de prefeitos que tenham atuado para dificultar o deslocamento de eleitores. "Depois das eleições, o próximo passo é pedir a prisão desse prefeito por crime eleitoral", declarou.

Antes do resultado, o ex-ministro José Dirceu (PT) foi questionado se o PT demorou a solicitar a prorrogação. O petista disse que achou o tempo de duas horas correto e que a interferência de Zanin se fez necessária.

"Achei estranho um comentarista dizendo que o PT tinha tumultuado a eleição, que é um absurdo o Zanin tomar essa medida, mas quem ia tomar a medida, o Kassio Nunes?"

Em Salvador, a Justiça Eleitoral mandou prender o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. Em São Paulo, a Federação Brasil da Esperança —que reúne PT, PC do B e PV— pediu a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte e do presidente da SPTrans. O juízo negou, contudo.

Mais cedo, Lula votou em colégio estadual em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Ele voltou a elogiar a mobilização no segundo turno.

No dia anterior, o petista reuniu apoiadores na avenida Paulista, em São Paulo, com extensão de pelo menos 12 quarteirões. Na ocasião, o presidente comparou a disputa deste ano com a de 1989.

"Do ponto de vista sociológico foi quase inexplicável. Não foi partido político, não foi sindicato, não foi igreja, não fui eu nem Alckmin. O povo foi pra rua para defender suas conquistas", afirmou Lula na manhã deste domingo. "Só estou aqui cumprindo esse papel por causa do povo brasileiro. E o povo brasileiro sempre foi muito generoso comigo", acrescentou.

O petista também criticou o adversário e disse que a sociedade não permitiria um "miliciano no comando do Palácio do Planalto".

"Todo mundo sabe a relação dele com [Daniel] Vorcaro, [ex-dono do Banco Master,] todo mundo sabe a relação dele com um policial que matou uma menina de cinco anos", disse.

Politica Livre

Lula promete mudar o jeito de governar, ataca Flávio e diz que venceu intromissão externa

 

Lula promete mudar o jeito de governar, ataca Flávio e diz que venceu intromissão externa

Por Folhapress

25/10/2026 às 22:47

Foto: Bruno Peres/ Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Lula promete mudar o jeito de governar, ataca Flávio e diz que venceu intromissão externa

Petista teve 64 milhões de votos e governará pelo quarto mandato

Em discurso após a vitória nas urnas, neste domingo (25), o presidente Lula (PT) prometeu mudar seu jeito de governar no novo mandato, atacou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e afirmou que precisou vencer a intromissão na eleição por meio de plataformas digitais.

O petista derrotou no segundo turno Flávio, de virada, para um quarto mandato inédito na história brasileira. Às 21h32, com 99,89%% das urnas apuradas, o presidente marcava 51,77% dos votos, ante 48,23% do adversário.

No discurso, Lula agradeceu aos eleitores, aos coordenadores de sua campanha e ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Também exaltou a juventude, os idosos e as pessoas que, mesmo enfrentando doenças, foram votar.

O petista afirmou que a eleição foi marcada por interferência de plataformas digitais e defendeu a regulamentação dessas empresas.

Ele disse que a eleição foi "uma derrota do negacionismo e da mentira" e que se sentiu constrangido em ter feito debates junto de Flávio Bolsonaro, a quem chamou de representante do milicianismo.

O petista também exaltou o tamanho das manifestações no segundo turno, em especial a da avenida Paulista deste sábado (24). Ele disse que pediu para tocar o Hino da Independência e se emocionou ao ver os manifestantes cantando "ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil" e que isso significa que o país não aceita ser quintal de ninguém. Ele também rememorou a frase de Chico Buarque de que o Brasil não falava grosso com a Bolívia e nem fino com os Estados Unidos.

"Essa eleição me ensinou muitas lições. Posso dizer que vamos mudar o jeito de governar esse país. Vamos fazer o povo participar mais dessas decisões. E quero dizer a vocês que a comunicação digital vai ganhar espaço muito grande. Eu inclusive jà ganhei um celular [...] e pode ficar certo que daqui pra frente eu vou conversar muito com o povo diretamente todo dia."

Ele ainda agradeceu ao deputado federal André Janones (Rede-MG), que comandou um grupo de WhatsApp com mais de 10 milhões de apoiadores no segundo turno, e o chamou de "general".

Lula chegou por volta das 19h50 deste domingo no hotel, onde acompanhou a apuração ao lado do filho Luís Cláudio, da primeira-dama Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), de ministros, ex-ministros, membros da campanha e outros aliados.

Petistas reunidos no local demonstravam otimismo com a possibilidade de uma virada de Lula sobre Flávio. Integrantes do partido afirmavam que o presidente estaria avançando em cidades onde perdeu no primeiro turno e avaliavam que o público nas manifestações em São Paulo surpreendeu.

Apesar da confiança, havia a expectativa de que o resultado fosse acompanhado de contestações e questionamentos sobre decisões judiciais relacionadas à eleição.

Este domingo de segundo turno foi marcado por denúncias de falhas no transporte público em diferentes cidades, incluindo São Paulo e Salvador, que levaram a campanha de Lula a pedir a ampliação do horário de votação. A equipe de Flávio também solicitou a extensão em determinados municípios.

Ao longo do dia, aliados petistas criticaram a demora do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, em deliberar sobre os pedidos das campanhas para prorrogar o prazo. A coordenação da campanha viu boicote por parte da prefeituras que dificultaram a viabilização do transporte público.

O presidente também conversou com a imprensa em frente à sua casa, no Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Na ocasião, ele incentivou que as pessoas fossem às urnas: "Quero pedir que o povo não desista de votar. E nós estamos deixando o pedido para a Suprema Corte para que ela possa prorrogar o processo eleitoral, para que as pessoas que foram proibidas de votar por sacanagem de prefeito compareçam a votar".

De acordo com o petista, a medida permitiria que eleitores afetados pela falta de transporte público durante a manhã tivessem mais tempo para chegar aos locais de votação.

"Não é possível, em pleno século 21, você ter prefeito tentando coibir o povo de exercer o seu livre direito democrático de votar", disse. "É inexplicável numa cidade como São Paulo."

À tarde, o ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu estender o horário das eleições em todo o Brasil até às 19h. Como mostrou a Folha, a decisão é inédita ao menos desde a adoção da urna eletrônica.

As taxas de abstenção e de votos inválidos registraram uma queda recorde em relação ao primeiro turno e atingiram os níveis mais baixos desde 2002, ano em que a urna eletrônica foi universalizada no país. No segundo turno, 3 milhões de pessoas que não votaram na primeira etapa compareceram às urnas. O número total de abstenção neste domingo foi de 30,4 milhões.

Lula ainda afirmou que pretendia pedir a prisão de prefeitos que tenham atuado para dificultar o deslocamento de eleitores. "Depois das eleições, o próximo passo é pedir a prisão desse prefeito por crime eleitoral", declarou.

Antes do resultado, o ex-ministro José Dirceu (PT) foi questionado se o PT demorou a solicitar a prorrogação. O petista disse que achou o tempo de duas horas correto e que a interferência de Zanin se fez necessária.

"Achei estranho um comentarista dizendo que o PT tinha tumultuado a eleição, que é um absurdo o Zanin tomar essa medida, mas quem ia tomar a medida, o Kassio Nunes?"

Em Salvador, a Justiça Eleitoral mandou prender o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. Em São Paulo, a Federação Brasil da Esperança —que reúne PT, PC do B e PV— pediu a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte e do presidente da SPTrans. O juízo negou, contudo.

Mais cedo, Lula votou em colégio estadual em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Ele voltou a elogiar a mobilização no segundo turno.

No dia anterior, o petista reuniu apoiadores na avenida Paulista, em São Paulo, com extensão de pelo menos 12 quarteirões. Na ocasião, o presidente comparou a disputa deste ano com a de 1989.

"Do ponto de vista sociológico foi quase inexplicável. Não foi partido político, não foi sindicato, não foi igreja, não fui eu nem Alckmin. O povo foi pra rua para defender suas conquistas", afirmou Lula na manhã deste domingo. "Só estou aqui cumprindo esse papel por causa do povo brasileiro. E o povo brasileiro sempre foi muito generoso comigo", acrescentou.

O petista também criticou o adversário e disse que a sociedade não permitiria um "miliciano no comando do Palácio do Planalto".

"Todo mundo sabe a relação dele com [Daniel] Vorcaro, [ex-dono do Banco Master,] todo mundo sabe a relação dele com um policial que matou uma menina de cinco anos", disse.

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