segunda-feira, abril 06, 2026

Dirceu critica o Supremo e diz que Lula ainda liderará o país, mesmo se perder

Publicado em 6 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Título de eleitor: veja a idade mínima para emitir o documento

O prazo encerra em 6 de maio

A medida permite que jovens garantam a participação no processo democrático (Foto: TRE/SE)

O título de eleitor pode ser solicitado a partir dos 15 anos de idade, desde que a pessoa complete 16 anos até a data da eleição. A medida permite que jovens garantam a participação no processo democrático.

A partir dos 16 anos, o voto é facultativo. Já para quem completa 18 anos, o alistamento eleitoral e o voto passam a ser obrigatórios, conforme estabelece a Constituição Federal.

De acordo com a Resolução nº 23.751/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para votar nas Eleições Gerais de 2026, a eleitora ou o eleitor deve ter completado 16 anos até o dia 4 de outubro, data do 1º turno. Caso contrário, não poderá votar no pleito deste ano.

Para participar do processo, é importante ficar atento ao prazo para emissão do primeiro título, transferência de domicílio eleitoral ou regularização da situação cadastral, que se encerra em 6 de maio de 2026.

Após essa data, o cadastro eleitoral será fechado, não sendo possível realizar alterações até a conclusão do pleito. Por isso, o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) reforça a importância de que eleitoras e eleitores com pendências busquem atendimento com antecedência, a fim de evitar filas e garantir a regularização dentro do prazo.

Os serviços da Justiça Eleitoral podem ser acessados de forma rápida e prática por meio do Autoatendimento do Eleitor, disponível no site do TRE-SE. Pela plataforma, é possível solicitar o primeiro título, atualizar dados cadastrais, transferir o domicílio eleitoral e regularizar pendências, sem sair de casa.

A medida permite que jovens garantam a participação no processo democrático (Foto: TRE/SE)

O título de eleitor pode ser solicitado a partir dos 15 anos de idade, desde que a pessoa complete 16 anos até a data da eleição. A medida permite que jovens garantam a participação no processo democrático.

A partir dos 16 anos, o voto é facultativo. Já para quem completa 18 anos, o alistamento eleitoral e o voto passam a ser obrigatórios, conforme estabelece a Constituição Federal.

De acordo com a Resolução nº 23.751/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para votar nas Eleições Gerais de 2026, a eleitora ou o eleitor deve ter completado 16 anos até o dia 4 de outubro, data do 1º turno. Caso contrário, não poderá votar no pleito deste ano.

Para participar do processo, é importante ficar atento ao prazo para emissão do primeiro título, transferência de domicílio eleitoral ou regularização da situação cadastral, que se encerra em 6 de maio de 2026.

Após essa data, o cadastro eleitoral será fechado, não sendo possível realizar alterações até a conclusão do pleito. Por isso, o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) reforça a importância de que eleitoras e eleitores com pendências busquem atendimento com antecedência, a fim de evitar filas e garantir a regularização dentro do prazo.Os serviços da Justiça Eleitoral podem ser acessados de forma rápida e prática por meio do Autoatendimento do Eleitor, disponível no site do TRE-SE. Pela plataforma, é possível solicitar o primeiro título, atualizar dados cadastrais, transferir o domicílio eleitoral e regularizar pendências, sem sair de casa.

O TRE-SE orienta que, sempre que possível, a população utilize os canais digitais, garantindo mais comodidade e agilidade no atendimento.

Já as(os) eleitoras(es) que solicitaram o título pela internet durante o período da pandemia devem procurar o cartório eleitoral para realizar a coleta dos dados biométricos.

Manter a situação regular junto à Justiça Eleitoral é essencial para assegurar o direito ao voto e evitar impedimentos, como restrições para emissão de documentos e participação em concursos públicos, entre outros serviços.

Fonte: TRE/SE

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domingo, abril 05, 2026

Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado deixam golpismo à mostra

 

Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado deixam golpismo à mostra

Na semana de aniversário do golpe de 64, os dois pré-candidatos se sentiram livres para desprezar a democracia.

Na semana de aniversário do golpe de 64, não faltou gente para acender as velinhas do bolo. Os presidenciáveis que pagam tributos ao golpismo saíram da toca e se sentiram livres, leves e soltos para desfilar o seu desprezo pela democracia.


Primeiro foi o candidato do golpismo, Flávio Bolsonaro, que chegou aos Estados Unidos de joelhos para oferecer as terras-raras brasileiras para bajular o golpista americano Donald Trump.


Durante participação em um convescote da extrema direita americana, o filho do ex-presidente golpista manteve o legado entreguista do seu pai e ofereceu o Brasil como solução para os EUA. “O Brasil é a solução para que os Estados Unidos não dependam mais da China em terras-raras e minerais críticos”, disse, enquanto balançava o rabinho para o Tio Sam.


É incrível a capacidade que o bolsonarismo tem de nos surpreender, mesmo quando já estamos esperando o pior.


Nem os ditadores militares chegaram nesse nível de sabujice! Havia alguma dignidade patriótica nos velhos facínoras, ainda que meramente performática. Já os seus herdeiros não sentem a menor vergonha em rastejar e desnudar o seu patriotismo de fachada. 


O discurso inteiro foi essencialmente entreguista e golpista. O bolsonarista implorou para que os EUA voltem a impor as sanções contra o país: “Apliquem pressão diplomática para que nossas instituições funcionem adequadamente”.


Ele não diz o que seria exatamente essa “pressão diplomática". Seria a volta do Xandão para a Lei Magnitsky? Seriam aqueles bombardeios no Rio de Janeiro que ele pediu? Ou seriam as bombas atômicas caindo em solo brasileiro, coisa que ele já cogitou?


Aproveitou para atacar o ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, dizendo que ele interferiu nas eleições brasileiras para “instalar um socialismo que odeia a América" — um devaneio bem ao gosto dos maluquinhos do MAGA. O sabujo estava mesmo desesperado por alguma migalha de atenção de Trump.


A focinheira invisível da grande imprensa


Na imprensa, o discurso de Flávio deveria ser tratado como escândalo, afinal de contas, temos um pré-candidato à presidência da República, muito bem posicionado nas pesquisas de intenção de votos, prometendo entregar um tesouro brasileiro para uma potência estrangeira em troca de interferência nas eleições.


Golpismo, entreguismo e palavras similares deveriam estar em todas as manchetes e análises sobre o assunto. Mas, como sabemos, a onda na imprensa agora é tratar "Flávio” como um homem moderado, o mais equilibrado da família, um Bolsonaro de focinheira.


Mesmo assim, eu esperava alguma contundência jornalística diante do absurdo. O que se viu foi o mais puro jornalismo declaratório, com manchetes que reproduziam com naturalidade um crime de lesa-pátria sendo preparado à luz do dia.


Vejamos algumas manchetes: “Flávio Bolsonaro segue os passos do pai e planta sementes da desconfiança eleitoral”; “Nos EUA, Flávio Bolsonaro pede pressão diplomática para que eleições tenham 'valores de origem americana’”; “Nos EUA, Flávio Bolsonaro compara pai a Trump, critica Lula e diz liderar corrida eleitoral”. Tudo foi suavizado nas manchetes.


Foi um evento gravíssimo, perigoso para a soberania do país e ameaçador à democracia. Mas, como diria Gilmar Mendes, foi tratado como “um domingo no parque".


O único veículo que não seguiu a boiada foi o site Meio, que manchetou: “Flávio Bolsonaro pede intervenção dos EUA no Brasil”. Fez o arroz e feijão do jornalismo e destacou a única coisa que merecia ser destacada.


Caiado quer anistiar golpistas


Outro evento escandalosamente golpista e que também foi tratado como algo corriqueiro foi o lançamento da candidatura presidencial de Ronaldo Caiado. No seu discurso, ele prometeu que seu primeiro ato como presidente eleito será a “anistia ampla, geral e irrestrita”, incluindo para o líder da gangue golpista Jair Bolsonaro.


Temos aqui o governador do estado de Goiás prometendo soltar os bandidos que destruíram os prédios dos Três Poderes e tentaram um golpe de estado. Isso não deveria ser tratado como algo normal, mas é.


As poucas críticas que se veem geralmente são cheias de dedos, com muita moderação, por medo de desagradar a parte relevante da população que chafurda nessa lama ideológica. Vivemos tempos em que um governador, historicamente alinhado aos golpistas de 64, não se sente constrangido em defender a soltura de golpistas que a democracia prendeu.


Caiado disse que a anistia servirá para pacificar o país e livrá-lo da tal “polarização”. É como se ele fosse um outsider e não alguém que está alinhado à direita mais reacionária desde o início da carreira política.


A “polarização” é um conceito tão banalizado pela imprensa que Caiado não teme a contradição de prometer livrar golpistas da cadeia e, ao mesmo tempo, se apresentar como uma terceira via. Em tempos de golpismo, a polarização essencial é entre democratas e golpistas, o resto é perfumaria. O polo do Caiado sempre foi bem claro.


Ninguém mais tem vergonha de ser golpista no Brasil. Desde a redemocratização até a chegada do bolsonarismo, essa direita que odeia a democracia não tinha coragem de colocar as asinhas pra fora.


Hoje temos pelo menos duas candidaturas presidenciais cujo principal projeto de governo é livrar da cadeia os canalhas que tentaram destruir a democracia. Mas na imprensa parece que está tudo normal.


O noticiário segue neutro. o colunismo segue majoritariamente isentão e covarde. E, assim, o golpismo vai sendo naturalizando como corrente política.

ANTI CURADORIA

O nada excelente Rogério Marinho


De uns tempos pra cá, peguei a péssima mania de almoçar assistindo ao UOL News. O programa é bom, tem o sempre excelente Leonardo Sakamoto e o nem tão excelente Josias de Souza.


Nesta semana, o programa entrevistou o nada excelente Rogério Marinho, do PL. O senador, que hoje é líder da oposição no Senado e um dos principais articuladores políticos do bolsonarismo, se sentiu à vontade para disseminar uma mentira grotesca. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria afirmado que “quem rouba celular pra tomar uma cervejinha não merece ser preso”.


O boato é antigo e já foi desmentido por diferentes agências de checagem. Marinho sabe muito bem disso, a mentira foi deliberada. A última campanha eleitoral de Jair Bolsonaro — da qual o senador foi um dos principais articuladores — teve a veiculação de uma propaganda proibida pelo TSE justamente por disseminar o boato da “cervejinha”.


Nada de novo no front. Sabemos que as mentiras são a base da estratégia eleitoral do bolsonarismo. O espantoso é ver que nenhum dos bons jornalistas presentes se dignou a corrigi-lo. Os colegas evitaram a fadiga, e a audiência do UOL ficou com a desinformação.


Ora, a coisa é grave, não estamos falando de uma mentirinha qualquer. É um ataque de um senador contra o presidente da República em ano eleitoral. Marinho é o coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro e lançou mão de um boato contra o seu principal adversário.


Isso não deveria passar batido por quem tem o dever de combater a desinformação. O silêncio complacente do jornalismo do UOL é só um aperitivo do que nos espera nas próximas eleições.

O antipetismo alucinado de Mário Sabino


Durante os anos da Guerra Fria, os reacionários brasileiros disseminaram um delírio: o de que o país corria sério risco de ser tomado por uma revolução comunista. Essa mentira, meticulosamente fabricada, pavimentou o caminho para o golpe de 64.


Como se sabe, o medo do comunismo ainda está presente no imaginário reaça. Só mudou de roupa. Lula seria um líder comunista que quer fazer a revolução proletária, estatizar o eu Corolla 2013 e comer criancinhas. Não importa que esses fatos não encontrem eco na realidade. Para quem está entorpecido por essa ideologia fuleira, nem os três ministérios na mão do União Brasil o fazem acordar.


Nesta semana, o colunista Mário Sabino falou no Metrópoles: “Qualquer candidato é melhor que o Lula”. Bom, isso significa que ele considera a candidatura golpista de Flávio Bolsonaro melhor que a de um democrata.


O texto é claro e não há margem para outra interpretação. Para esse antipetismo alucinado, Lula é pior que o candidato que defende que o próximo presidente use a força contra o Supremo Tribunal Federal, o STF — leia-se golpe —, se necessário. Num provável segundo turno entre o petista e o golpista, me parece claro que Sabino não terá uma “escolha difícil”, afinal “qualquer candidato é melhor que o Lula”. 


Sabino se justifica: “Lula tem uma visão atrasada de Estado, de economia e despreza a iniciativa privada”. Olha aí o camarada Lula pronto pra revolução! Qualquer coisa é melhor que isso. Até mesmo o candidato fascistóide que vive espetando a faca no pescoço da democracia…


O pior é que Sabino nem bolsonarista é. Pelo contrário, costuma ser crítico do bolsonarismo. Mas você sabe como operam as cabecinhas dos nossos liberais, não é mesmo? Quando estão assustados, sempre piscam para a cadela do fascismo no cio. É como alguém disse certa vez: o liberal não pode ver o cavalo do fascismo passando que logo quer montar. 


Você também sente que a imprensa está 'suavizando' o terreno para 2026?

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