
PT quer ir além de alianças com diretórios do Nordeste
Clarissa Oliveira
CNN
Com a confirmação da entrada de Ronaldo Caiado na corrida presidencial, o time do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai reforçar a aposta nas dissidências do PSD. A escolha por Caiado, confirmada nesta semana, veio acompanhada de um sinal verde para que os diretórios estaduais do partido posicionados à esquerda possam se alinhar à gestão petista na eleição.
Lula, segundo interlocutores ouvidos pela CNN, espera ir além da já esperada aliança com líderes do PSD no Nordeste. Há na campanha petista o entendimento de que mesmo diretórios que não possuem alinhamento histórico com o PT oferecem potencial para um acordo, dado o movimento à direita expresso na candidatura de Caiado.
ANISTIA – Em seu primeiro discurso, Caiado aproximou o discurso do bolsonarismo, prometendo a “anistia ampla, geral e irrestrita” como seu primeiro ato de governo. O gesto foi entendido na campanha petista como uma confirmação de que o governador servirá como linha auxiliar de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial.
O PT olha com atenção especial para São Paulo. Com o naufrágio da aliança de Gilberto Kassab com Tarcísio de Freitas, há na campanha de Fernando Haddad quem veja um potencial de um acerto no maior colégio eleitoral do país.
O presidente do PT no estado, Kiko Celeguim, chegou a ventilar que Gilberto Kassab poderia ocupar a vice de Lula. Nos bastidores, líderes petistas descartavam essa possibilidade nesse sentido, mas apontavam como viável outra alternativa: convidar Kassab para a vice de Fernando Haddad.