A fase final da janela partidária, que se encerra nesta sexta-feira, 3, consolida o novo desenho político na Câmara dos Deputados e antecipa movimentos estratégicos para as eleições de 2026. Às vésperas do fim do prazo, parlamentares intensificam trocas de legenda, enquanto partidos buscam ampliar bancadas e fortalecer posições regionais. Nesse cenário, o Partido Liberal (PL) se destaca como a sigla que mais cresceu durante o período. A legenda alcança a marca de 100 parlamentares e supera o desempenho obtido nas eleições de 2022, o que reforça seu protagonismo no Congresso Nacional.
Em sentido oposto, o União Brasil lidera as perdas, com 18 saídas e apenas duas adesões. Para conter o esvaziamento, a sigla aposta na formação de uma federação com o Progressistas (PP), em uma tentativa de recompor a força política e manter a competitividade no cenário nacional. Outros partidos também registram movimentações relevantes. O PSDB aparece como o segundo em número de adesões, com nove novos deputados, o que indica tentativa de recuperação de espaço político. Já siglas como PSD, MDB e Republicanos apresentam trocas equilibradas, enquanto legendas menores registram movimentações pontuais.
Paralelamente, a pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta quinta-feira, 2, mostra que PL e PT concentram a preferência de 52,4% dos eleitores. O PL lidera com 27%, seguido pelo PT, com 25,4%. Ainda, o levantamento aponta que 23,7% dos entrevistados afirmam não ter partido preferido. O estudo também revela um ambiente de forte polarização. A direita lidera a identificação ideológica com 36,6%, enquanto a esquerda soma 25,9%. Além disso, 47,1% dos brasileiros dizem ter mais medo ou preocupação com a reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 46,3% afirmam temer mais a eleição do Senador Flávio Bolsonaro (PL). Outros 6,5% declaram preocupação igual com ambos os cenários, o que reforça o equilíbrio e a tensão na disputa.