quarta-feira, fevereiro 25, 2026

Silas Malafaia enquadra Eduardo no racha no bolsonarismo: “Calado, ele ajuda mais”


CPI do INSS vai colocar informações sigilosas sobre Vorcaro em sala-cofre


Tribuna da Internet | Archives | 2025 | maio

Charge do Emerson (Arquivo Google)

Vinícius Valfré e Gustavo Côrtes
Estadão

Presidente da CPI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) afirmou nesta segunda-feira, 23, que pretende colocar informações sigilosas do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, solicitadas pelo colegiado, em uma sala-cofre. O tratamento será diferente ao dispensado pela comissão a outros alvos, caso se concretize a medida.

Os dados oriundos das quebras de sigilos fiscal e telemático estavam sob custódia do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por ordem do ministro Dias Toffoli.

Com a mudança de relatoria do caso Master, o novo relator, ministro André Mendonça, determinou a entrega dos documentos à CPI. Há uma cadeia de custódia para o tratamento desses papéis. Cabe à Polícia Federal entregá-los à comissão, o que ainda não ocorreu.

ACESSO RESTRITO – A sala-cofre é um local onde os parlamentares que integram a CPI do INSS podem acessar os documentos remetidos pela PF. Ao acessá-la, cada deputado e senador registra sua entrada, observa as versões físicas dos dados e não pode levá-los.

O método de tratamento das informações é diferente daquele conferido aos demais itens de investigação, que são entregues em formato digital a todos os membros da CPI.

Segundo Viana, os dados ficarão nesta sala-cofre “até a gente ter chance de analisar o que está lá”. O presidente da comissão disse que a decisão cabe exclusivamente a ele. “Eu pretendo fazer isso”, disse, antes da reunião da CPI realizada nesta segunda-feira, 23.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O nó está sendo apertado na garganta de Toffoli. Para proteger Lulinha e Frei Chico (filho e irmão de Lula), o ministro do STF entregou as informações a Davi Alcolumbre, que sentou em cima das provas, para tirar proveito próprio, é claro. Mas o novo relator André Mendonça acabou com a brincadeira e logo teremos grandes novidades sobre o envolvimento do banqueiro Daniel Vorcaro também no escândalo do INSS. Aliás, desviar dinheiro de aposentado pobre deveria ser crime hediondo, com penas rigorosíssimas. (C.N.)


Já vai tarde!!

 em 24 fev, 2026 3:31

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
      “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

Para os leitores mais jovens, um lembrete útil sobre como operam os bastidores da política: Leonel Brizola, governador do Rio de Janeiro nos anos 1980 e uma das figuras mais marcantes da história brasileira, conhecido pela oratória incisiva e pela defesa da educação e da soberania nacional, costumava repetir uma máxima impiedosa: “a política ama a traição e odeia o traidor”.

Ontem, 23, aqui  no blog: “Sobre (o senador) Alessandro (Vieira) no grupo governista, o blog já manifestou opinião antes mesmo do atual imbróglio envolvendo a declaração maldosa dele contra o companheiro de chapa.” E não foi por acaso. Em 11 de fevereiro, quando Fábio Mitidieri anunciou como vice Jefferson Andrade e, sobretudo, empacotou o neo-aliado Alessandro Vieira como seu “segundo” candidato ao Senado — integrando a chapa governista ao lado de André Moura —, blog já havia registrado: estava procurando sarna para se coçar.

Não deu outra!

Alessandro Vieira, na leitura deste espaço, sempre cultivou a pose de puritano — desses que remam conforme a maré — e tratou de transformar André Moura na sua antítese política. Usou como palanque a chamada “CPI do Crime Organizado”, da qual é relator, e chegou ao ponto de convidar para depor um criminoso já condenado, o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, para, dali, tentar alvejar André.

O problema é que o tiro saiu pela culatra. O próprio depoente deixou claro que teria combinado o “mise en scène” com o senador. Semanas depois, o próprio Alessandro acabou admitindo, na prática, que não havia nada contra o colega de chapa que justificasse sua convocação.

Mas, para quem escolhe a hostilidade como método, recuar não é opção — ainda mais diante de um André Moura que, nas pesquisas, segue resiliente, mantendo-se sempre entre os três primeiros colocados. Na semana retrasada, Alessandro mirou novamente em André, mas acertou em cheio Fábio Mitidieri. Ao dizer, numa entrevista, que acordava com um despertador e o colega com a possibilidade de a polícia bater à porta cedo da manhã, atingiu o governador no coração do seu próprio comando político. No mesmo dia, Mitidieri se solidarizou com André Moura.

No dia seguinte, André afirmou que a linha vermelha da tolerância havia sido cruzada. Disse que família e amigos próximos o pressionavam para não aceitar mais ataques virulentos e anunciou que não permaneceria no grupo ao lado de Alessandro Vieira. O senador, por sua vez, reconheceu que, de fato, havia se excedido — mas já era tarde. Restou ao governador fazer uma escolha objetiva: entre um político tarimbado, articulado e com a força de 26 prefeitos que o apoiam, e um senador que depende do próprio Mitidieri para angariar votos, lideranças e gestores de cidades relevantes.

Ontem, exatamente no aniversário de 54 anos de André Moura, depois de um telefonema para cumprimentá-lo, Fábio Mitidieri publicou no Twitter o desligamento de Alessandro Vieira da chapa. Foi o desfecho esperado. Alessandro se comportou como um kamikaze político: desrespeitou o líder do grupo que o acolheu — e que pregava o amor por Sergipe como “a cola que os unia” —, desrespeitou o próprio grupo, a família de André Moura e, no fim, o eleitorado que deseja ver Mitidieri reeleito.

Alessandro tentou atrapalhar a vida política de André Moura, mas acabou traindo o esforço e a autoridade de Fábio Mitidieri. E como nenhum líder tolera desafio público de um liderado — ainda mais quando é um liderado altamente dependente —, foi o senador quem acabou “complicado”. Ele não percebeu o básico: “a política ama a traição, mas odeia o traidor”.

Já vai tarde!

Movimento em defesa da redução da jornada der trabalho é sintoma que PT, PV e PCdoB estão unificados em Sergipe  Na última sexta-feira, 20, no Sindicato dos Bancários, as lideranças da Federação PT, PV e PCdoB em Sergipe deram uma demonstração que estão unificadas em Sergipe, não só em torno do Movimento em defesa da redução da jornada de trabalho, pelo fim da escala 6×1, mas também em torno da pré-candidatura à reeleição do senador Rogério Carvalho.

 Diálogo e mobilização O senador Rogério Carvalho fez questão de destacar que a proposta foi aprovada na CCJ do Senado e agora para no plenário. “Com diálogo e mobilização, vamos conquistar essa vitória para o povo brasileiro. Reduzir a jornada é gerar empregos, melhorar a qualidade de vida e garantir mais dignidade para milhões de trabalhadores”, ressaltou nas redes sociais.

 Caminhada difícil  Rogério reconheceu também que foi o começo de uma Hoje é o começo de uma caminhada difícil. “Mas que precisa da força de cada pessoa, precisa do empenho e da mobilização nas redes e nas ruas. Faço o convite para que você faça parte desse momento histórico. Juntos e juntas, a escala 5×2 se tornará realidade para todos. Chegou a hora de darmos fim nessa escala perversa aos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. Não podemos mais aceitar que trabalhar 6 dias e folgar apenas 1 seja algo aceitável”, disse.

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/ja-vai-tarde-4/

Defensoria Pública abre vagas de estágio a partir de quinta-feira

  O estudante terá até às 12h do dia 9 de março para se inscrever

Mais informações podem ser consultadas no edital disponível no site institucional (www.defensoria.se.def.br) ou pelo telefone (79) 3205-3800 (Subdefensoria-Geral). (Foto: Ascom Defensoria Pública)

A Defensoria Pública do Estado, por meio da Comissão de Processo Seletivo de Estágio, abre nesta quinta-feira, 26, a partir das 8h, as inscrições para o processo seletivo para estágio remunerado nos cursos de direito, administração e engenharia civil.

O estudante terá até às 12h do dia 9 de março para se inscrever, por meio do site: www.defensoria.se.def.br. A taxa de inscrição é de R$ 20.

As vagas destinadas ao curso de Direito contemplam as unidades da Defensoria Pública localizadas em Aracaju e no interior do Estado. Já para os cursos de Engenharia Civil e Administração, as oportunidades são destinadas exclusivamente às unidades da capital.

Para concorrer, o candidato deverá estar regularmente matriculado em instituição de ensino superior reconhecida pelo MEC, no curso correspondente à sua inscrição para o estágio; ter cumprido, comprovadamente, pelo menos, 20% da carga horária do curso no ato da convocação e estar até o limite de seis meses da data prevista para a conclusão do curso no ato da convocação.

O estudante receberá bolsa mensal no valor de R$ 700, além de auxílio-transporte de R$ 121 para uma jornada de quatro horas diárias, totalizando 20 horas semanais. O estágio terá duração de um ano, podendo ser prorrogado por igual período.  

Fonte: AScom Defensoria Pública do Estado

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Abertura do Ano Legislativo 2026 em Jeremoabo: Democracia, Metas e o Equilíbrio dos Poderes

 

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Abertura do Ano Legislativo 2026 em Jeremoabo: Democracia, Metas e o Equilíbrio dos Poderes

Por José Montalvão

A noite desta terça-feira (24/02) marcou o retorno das atividades na Câmara Municipal de Jeremoabo. A sessão solene de abertura dos trabalhos legislativos de 2026 não foi apenas um rito protocolar, mas o ponto de partida para um ano que se desenha estratégico para o município. Reunindo vereadores, o Executivo e a sociedade civil, o evento reafirmou o plenário como o coração das decisões democráticas da cidade.


O Legislativo: União e Prestação de Contas

O presidente da Casa, vereador Neguinho de Lié, abriu os trabalhos com um balanço positivo e um olhar atento ao futuro. Ao destacar a aprovação de 52 projetos no período anterior, o presidente reforçou que a produtividade da Câmara tem impacto direto na vida dos cidadãos.

Sua fala foi pautada por três pilares fundamentais:

  1. Fiscalização: O compromisso de observar de perto as ações do Executivo.

  2. Harmonia: O pedido de união aos seus pares, respeitando a pluralidade de ideias, mas mantendo o foco no bem comum.

  3. Transparência: A garantia de que os debates deste ano serão acessíveis e voltados aos interesses da população.


O Executivo: Tecnologia, Autonomia e Serviços Públicos

O prefeito Tista de Deda, em sua mensagem à Câmara, trouxe um discurso focado na superação de desafios e na modernização do município. Para o gestor, o momento é de consolidação, especialmente  visando colocar Jeremoabo em uma posição estratégica na região.

Tista destacou que a gestão está "ouvindo as pessoas" e resgatando a autoestima da população através de avanços práticos:

  • Saúde: Expansão da cobertura com novas unidades e programas.

  • Educação: Garantia de dignidade aos alunos com a entrega de kits escolares.

  • Infraestrutura: Melhorias na iluminação pública e na mobilidade.


A Democracia em Movimento: O Diálogo Participativo

O ponto alto da sessão foi o reconhecimento mútuo da importância do diálogo participativo. Quando o Executivo se predispõe a ouvir o Legislativo e a sociedade civil, o erro diminui e a eficiência aumenta. A democracia, como frisado nos discursos, não se faz apenas com votos, mas com a prestação de serviço público de qualidade no dia a dia.


Análise do Blog: O Desafio de 2026

O reinício dos trabalhos ocorre em um clima de cordialidade, o que é positivo para a estabilidade do município. No entanto, o papel do vereador como "fiscalizador", citado por Neguinho de Lié, será o grande teste deste ano.

Enquanto o prefeito foca na entrega de obras e serviços — essenciais para a "autonomia e autoestima" da gente jeremoabense — cabe aos vereadores garantir que esses avanços ocorram dentro da legalidade e com o melhor uso do dinheiro público.

Conclusão: A sessão de hoje mostrou uma Jeremoabo que quer crescer. Se a harmonia pregada na tribuna se transformar em trabalho sério nas comissões e nas ruas, quem ganha é o povo. O ano legislativo começou, e a sociedade agora deve ocupar seu lugar de direito: o de vigiar e cobrar os resultados prometidos.

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 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025

A Verdade como Fundamento da Nova Jornada Legislativa em Jeremoabo

 

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A Verdade como Fundamento da Nova Jornada Legislativa em Jeremoabo


Por José Montalvão

Na abertura da primeira sessão ordinária do primeiro período legislativo, realizada em 24 de fevereiro de 2024, a Câmara Municipal de Jeremoabo viveu um momento que foi além do rito formal. Sob a presidência de Neguinho de Lié, os trabalhos foram iniciados com um gesto simbólico e significativo: a palavra foi concedida ao Padre Neto, que, com serenidade e firmeza, falou sobre um tema essencial para a vida pública — a Verdade.

O sacerdote foi direto ao ponto. Exortou os vereadores a deixarem de lado as “cigas” partidárias, as disputas menores e os interesses pessoais, para que o bem do município prevaleça. Não se trata apenas de um apelo moral, mas de um chamado à responsabilidade histórica. Quando a política se distancia da verdade, o povo paga o preço.

Falar com profundidade sobre a verdade exige ir além do senso comum de simplesmente “dizer o que aconteceu”. A verdade é um dos grandes temas da filosofia, da teologia e da ciência. Ela representa a busca humana por correspondência entre o pensamento e a realidade, ou, mais profundamente, por um horizonte de sentido que dê coerência às ações humanas.

A Verdade como Correspondência

A definição clássica da verdade, formulada por Aristóteles e posteriormente desenvolvida por Tomás de Aquino, afirma que a verdade é a adequação do intelecto à coisa (adaequatio rei et intellectus). Algo é verdadeiro quando o que pensamos ou dizemos corresponde à realidade objetiva.

Na tradição grega, a palavra Aletheia significa “o não-oculto”, o “não-escondido”. Verdade é, portanto, aquilo que se revela, que se desvela. Na política, isso significa transparência. Significa governar e legislar à luz dos fatos, sem dissimulação, sem maquiagem dos números, sem manipulação do discurso.

Verdade e Perspectiva

No entanto, pensadores como Friedrich Nietzsche questionaram a ideia de uma verdade absoluta e imutável. Para ele, a verdade seria um “exército de metáforas”, construções históricas e linguísticas que aceitamos por conveniência. Não haveria fatos, apenas interpretações.

Essa visão nos convida à prudência: reconhecer que todo ser humano enxerga a realidade a partir de um ponto de vista. Porém, também nos alerta para o perigo do relativismo extremo. Se tudo é relativo, inclusive a própria afirmação de que “tudo é relativo”, caímos em um paradoxo. A sociedade precisa de referências sólidas para não se perder na confusão moral.

Verdade Absoluta ou Relativa?

O debate filosófico permanece atual: existe uma verdade universal ou tudo depende do observador? No campo científico, certos fatos são independentes da opinião — leis físicas, dados concretos, evidências verificáveis. Já no campo cultural, há interpretações variadas.

Para o legislador, essa distinção é crucial. Opiniões podem divergir, mas fatos não devem ser manipulados. A responsabilidade do vereador é fiscalizar com base na realidade, não em narrativas convenientes.

A Verdade na Vida Pública

Falar a verdade tem um custo. Muitas vezes ela confronta interesses, desagrada aliados e expõe erros. Contudo, é a mentira que constrói realidades artificiais e destrutivas. A mentira gera desconfiança, rompe laços e corrói instituições.

A verdade, ao contrário, é libertadora. Ela fortalece a credibilidade, constrói confiança e sustenta relacionamentos políticos e sociais baseados no respeito. “Ser de verdade” é agir com autenticidade, independentemente de pressões ou conveniências.

A Dimensão Espiritual e o Poder

Na tradição cristã, a verdade não é apenas um conceito abstrato, mas um princípio moral absoluto. E, como analisou Michel Foucault, também pode se tornar instrumento de poder. Existem “regimes de verdade”, estruturas que determinam o que pode ou não ser considerado aceitável em determinada época.

Por isso, o compromisso com a verdade exige vigilância constante. Não basta proclamá-la; é preciso praticá-la.

A Palavra ao Delegado e aos Vereadores

Na mesma sessão, foi concedida a palavra ao novo delegado de Polícia, reforçando a importância da integração entre os poderes e instituições para a manutenção da ordem, da justiça e da segurança pública. A fala dos vereadores também marcou o início de um ciclo que se espera pautado pela responsabilidade, pelo diálogo e pela transparência.

A sessão de abertura, portanto, não foi apenas o começo formal de um período legislativo. Foi um convite à reflexão. Se os parlamentares assumirem a verdade como princípio orientador — acima das disputas partidárias — Jeremoabo poderá trilhar um caminho de maturidade política e respeito ao cidadão.

A verdade não é apenas um conceito filosófico. É uma prática diária. E quando ela orienta o Legislativo, fortalece a democracia e honra o povo que confiou seu voto aos seus representantes.

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 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025

Da Porta do Quintal ao Gabinete do Povo: Jeremoabo Resgata a Dignidade no Exercício do Poder


Por José Montalvão 


Em uma República verdadeira, governar não é favor — é dever. E quando o gestor público cumpre esse dever com respeito, dignidade e civilidade, isso precisa, sim, ser reconhecido e divulgado. Bons exemplos devem ser comentados, porque ajudam a consolidar uma cultura administrativa mais humana e mais democrática.

Durante um período recente da vida política de Jeremoabo, o cidadão que tivesse o desprazer de procurar o então prefeito precisava se submeter a uma situação, no mínimo, constrangedora. Era obrigado a se deslocar por quilômetros para ser atendido no fundo do quintal da residência particular do gestor. Quem possuía veículo próprio usava; quem não possuía, caminhava ou pagava transporte alugado. Uma prática que não apenas desrespeitava o cidadão comum, mas também expunha autoridades a uma postura institucionalmente inadequada e incompatível com o cargo.

Prefeito não é proprietário da prefeitura. O cargo não pertence à sua casa, nem ao seu quintal. O espaço legítimo de atendimento é a sede do Poder Executivo, símbolo da administração pública e da igualdade entre todos perante o poder constituído.

Felizmente, essa realidade mudou.

Hoje, sob a gestão do prefeito Tista de Deda, o atendimento ocorre de forma institucional e republicana. O cidadão é recebido no gabinete oficial, dentro da Prefeitura, com respeito, atenção e urbanidade — independentemente de sua posição social, condição financeira ou alinhamento político. Essa postura não é apenas uma mudança de endereço; é uma mudança de mentalidade.

Receber no gabinete é reconhecer que o poder emana do povo. É compreender que o gestor é servidor da coletividade, não senhor de vontades pessoais. É devolver à Prefeitura o seu verdadeiro significado: a casa do povo.

Jeremoabo vive um novo momento administrativo, em que a liturgia do cargo volta a ser respeitada. E isso precisa ser dito com clareza: tratar bem o cidadão não é luxo, não é marketing — é obrigação constitucional e moral.

Ainda bem que o povo soube escolher diferente. Ainda bem que Jeremoabo decidiu mudar para melhor. Porque quando a gestão pública se torna mais humana, quem ganha é toda a sociedade.

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