segunda-feira, julho 13, 2026

A REDENÇÃO DO CASARÃO DO CORONEL JOÃO SÁ: O Símbolo que Pode Unir o Passado, o Presente e o Futuro de Jeremoabo

A REDENÇÃO DO CASARÃO DO CORONEL JOÃO SÁ: O Símbolo que Pode Unir o Passado, o Presente e o Futuro de Jeremoabo


Por José Montalvão


Entre todos os bens históricos que ainda resistem bravamente ao tempo e ao descaso em Jeremoabo, o antigo Casarão do Coronel João Sá representa, simultaneamente, o nosso maior desafio moral e a nossa maior oportunidade de redenção cultural. A estrutura, que testemunhou o apogeu e as transformações da nossa sociedade, clama por socorro, mas também oferece ao poder público a chance de inaugurar uma nova fase de respeito à identidade jeremoabense.

Os Caminhos Legais para a Salvação do Patrimônio

Caso o Município decida finalmente liderar a recuperação desse colosso arquitetônico, o ordenamento jurídico oferece os instrumentos necessários para tirar a ideia do papel. Sob a ótica do Direito Administrativo, o caminho está traçado. Essa salvaguarda pode se concretizar por meio de:

  • Aquisição consensual (compra e venda direta entre o município e os proprietários);

  • Desapropriação por utilidade pública ou interesse social, observando rigidamente os requisitos constitucionais de justa e prévia indenização;

  • Parcerias e consórcios patrimoniais, unindo esforços públicos e privados.

Mais do que restaurar paredes, vigas e telhados, reerguer o Casarão significa devolver ao povo um pedaço insubstituível de sua própria alma. O imóvel tem vocação natural para abrigar um complexo cultural multiuso: um museu municipal moderno, um memorial da história do Semiárido, uma biblioteca histórica digitalizada ou um centro de apoio à cultura e ao turismo local.

A Caneta da História nas Mãos de Tista de Deda e Neguinho de Lié

"A política é um sopro passageiro; os mandatos têm prazo improrrogável para começar e terminar. No entanto, as obras que salvam a memória coletiva de um povo tornam-se eternas."

Se essa iniciativa histórica vier a se consolidar, é imperativo que a crônica local registre o protagonismo das autoridades que tiveram a grandeza de realizá-la. O prefeito Tista de Deda, com a caneta do Executivo e a credibilidade de uma gestão fiscal de alta performance, e o presidente da Câmara Municipal, Neguinho de Lié, com a força orçamentária e a representatividade do Legislativo, têm em mãos a oportunidade de ouro de suas trajetórias públicas.

Ao agirem conjuntamente, canalizando recursos e vontade política para este projeto, ambos deixarão de ser apenas gestores de uma época para se tornarem os guardiões definitivos do patrimônio de Jeremoabo.

Um Legado que Nenhuma Seca Pode Apagar

Recuperar o Casarão do Coronel João Sá vai muito além de salvar tijolos antigos; é um ato de soberania cultural. É demonstrar, na prática, que Jeremoabo aprendeu a valorizar suas origens rurais e urbanas.

Talvez nenhum outro investimento público neste ano de 2026 seja capaz de carregar tamanha força simbólica. Se esse projeto sair do papel, a população de hoje e as gerações de amanhã certamente lembrarão com profunda gratidão daqueles que tiveram a sensibilidade, o respeito e a coragem política de impedir que a nossa história desabasse por completo.

José Montalvão

Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI - Registro C-002025).

Blog de Dede Montalvão: Apoiando as grandes ideias e cobrando a atitude dos homens públicos de Jeremoabo, porque um povo que não protege o seu passado não tem autoridade para construir o seu futuro!

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