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Valdemar Costa Neto corre risco de ser presso de novo
Gustavo Uribe
CNN
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, vítima de operação da Polícia Federal nesta sexta-feira, sobre desvio de recursos das emendas parlamentares, diz que não praticou nenhuna irregularidade. Tenta fingir que não está acontecendo nada e prefere comentar que não acredita em uma mudança de partido da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O dirigente partidário afirmou ainda confiar que a mulher de Jair Bolsonaro será convencida a manter a candidatura ao Senado Federal pelo Distrito Federal.
“Eu acredito. Vamos aguardar. Eu já falei com ela”, ressaltou o dirigente de direita. A mudança de sigla chegou a ser aventada por Michelle, como uma filiação ao Republicanos. Uma alteração, contudo, não permitiria que ex-primeira-dama fosse candidata neste ano, já que o prazo de filiação já foi encerrado.
PRESERVAÇÃO – Após repercussão negativa sobre vídeo com críticas a Flávio Bolsonaro, Michelle decidiu submergir. A estratégia tem sido a de preservar a imagem da ex-primeira-dama.
Em conversa com o presidente nacional do PL, Michelle já disse que não pretende participar da campanha eleitoral do enteado, após desentendimento sobre palanques estaduais. No mesmo encontro, Michelle colocou em dúvida a pretensão de se candidatar ao Senado Federal e até mesmo aventou a possibilidade de se desfiliar da legenda.
ATUAÇÃO DE BOLSONARO – A ideia do dirigente de direita é se reunir com Michelle até o final do mês, antes do prazo final de registro de candidatura, em agosto. Valdemar acredita que a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro será importante. A ideia de que Michelle fosse candidata partiu do próprio marido.
Segundo relatos feitos à CNN, Bolsonaro sabia que Michelle gravaria um vídeo, mas não tinha conhecimento sobre o conteúdo da filmagem. Bolsonaro teria manifestado insatisfação com as críticas ao filho, mas ponderou que é possível superar o episódio até o início da campanha eleitoral.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Valdemar Cota Neto já cumpriu pena no Mensalão e agora corre novamente risco de voltar à prisão, envolvido em desvio de recursos das emendas parlamentares. É aquele tipo de político que não vai parar nunca de se corromper. Ficou viciado nisso. (C.N.)