segunda-feira, fevereiro 23, 2026

De volta para o passado

 

Arte: Marcelo Chello

Trump anunciando um tarifaço mundial e Lula dizendo para a Índia que não precisamos usar o dólar. Estamos de volta a julho, junho, maio, sei lá, nem lembro mais que mês certinho, de 2025? Socorro, BRASEW, estamos de volta ao passado. Mas a vida real é essa mesmo. E, já que é sexta e ainda é carnaval, hoje vamos fazer um éNoite ao ritmo de bloquinhos. Bloquinhos de notícias, claro.

O tarifaço eterno

A treta é a seguinte. A Suprema Corte americana derrubou as tarifas globais de Donald J. Trump (J de João, juro) porque o presidente não estava dentro da lei ao fazer o tarifaço. O que fez Trump? Chamou alguns ministros supremos americanos de cães de colo. Aff. E ainda disse que o tribunal foi influenciado por “interesses estrangeiros”. Só faltou dizer que foi o Xandão. Cada um que lute com o seu Supremo.

Lula na Índia

Do outro lado do mundo, em Nova Déli, Lula deu uma entrevista dizendo que Brasil e Índia não precisam fazer comércio em dólar. Ele disse que não é uma fantasia, mas que precisamos começar a pensar. Sim, BRASEW, no ano passado também o papo era esse, e aí veio aquele mega tarifaço contra o Brasil, com o Trump dizendo que queria justiça a Bolsonaro, e logo se suspeitou que o Trump estava indignado mesmo era com Lula estimulando o BRICs a não usar mais o dólar. Lula ficou meses sem falar disso, mas hoje tem tríplice conjunção astral, então bora falar disso de novo.

Siga na Papudinha

O procurador nem tão amigo-geral da República disse que é contra a prisão domiciliar de Bolsonaro. A PGR disse que a Papudinha tem assistência médica 24 horas e que alimentação não é motivo para nosso ex ir para casa.

O leão na Receita

Kléber Cabral, presidente da Unafisco Nacional, aquele sindicato dos auditores da Receita, foi ouvido hoje pela Polícia Federal como investigado no inquérito das fakes. Sim, darling. Ele foi defender o povo da operação do Xandão na terça de carnaval, e deu nisso. Não ajudou muito ele ter dito em entrevistas que era menos arriscado fiscalizar os membros do PCC do que altas autoridades.

Janja sambando

Janja vai de avião da FAB para o Rio para visitar o barracão da Acadêmicos de Niterói junto com outras ministras. Dinheiro público para visitar barracão de escola de samba que ia homenagear o marido? Não foi muito bom.

Janja expulsa filha de Lula e ministros da sala onde estava o presidente na Marquês de Sapucaí.

Janja desiste de desfilar na Acadêmicos de Niterói para não prejudicar a eleição de Lula.

Não sei, olhando assim de longe, não pareceu um carnaval muito positivo.

O PL e o plano Flávio

Flavitcho está se movimentando e negociando palanques em todos os estados. A ideia é que o PL tenha candidatos aos governos ou ao Senado em todos os estados. E Bolsonaro que vai decidir, um por um, os candidatos ao Senado. Então tá. Os nomes para os governos estaduais ficam com Valdemar Costa Neto. Democracia familiar em pleno funcionamento.

Adeus sigilo do Vorcaro

O supremo André Mendonça mandou que o Alcolumbre devolva à CPI do INSS as provas obtidas com a quebra de sigilo de Daniel Vorcaro, o banqueiro das festinhas de Trancoso que era dono do Master. Essas provas tinham ficado travadas com a estrela-mor do Senado por determinação do supremo Toffoli. O Cine Vorcaro continua em cartaz.

O vice de Tarcísio e os dólares em Andorra

Felício Ramuth. Sim, o Tarcísio tem um vice-governador, e esse é o nome dele. Adivinha de qual partido ele é? Sim, do PSD do Kassab. E adivinha a notícia de hoje? O site Metrópoles revelou que ele é investigado por suposta lavagem de US$ 1,6 milhão em Andorra. Ramuth garante que a origem foi comprovada à Justiça de Andorra e que tudo está declarado no Brasil. Andorra, Panamá, São Paulo. Muita milha acumulada aí.

ERRAMOS. E temos que corrigir nosso erro imperdoável com Eduardo Paes. Dissemos que ele seria candidato a vereador. Sei lá, pode ser que isso aconteça em algum momento. Mas neste ano, nem ele nem Carluxo serão candidatos a vereador, até porque nem tem eleição municipal. Paes será candidato ao governo do Estado. Hoje ele é prefeito do Rio.

Então é isso. Acorda, BRASEW, que vou ali dormir um pouco.

Flávio Bolsonaro ocupa a sala do pai e transforma a sede do PL em seu QG eleitoral


Disputa pela herança do bolsonarismo expõe fissuras internas na direita


Eduardo criticou Michelle e Nikolas por falta de apoio a Flávio

Pedro do Coutto

O mais recente embate envolvendo Eduardo Bolsonaro, ainda nos Estados Unidos, contra Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira revela muito mais do que um desentendimento pontual: expõe a disputa silenciosa pela liderança do campo conservador no Brasil após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro. Ao acusar ambos de não apoiarem com a devida ênfase a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, Eduardo não apenas defende o irmão; ele sinaliza a tentativa de consolidar uma linha sucessória familiar dentro do bolsonarismo, algo que, na prática, enfrenta resistências internas cada vez mais visíveis.

A cobrança pública dirigida especialmente a Michelle carrega um simbolismo político relevante. A ex-primeira-dama construiu capital próprio junto ao eleitorado conservador, especialmente entre evangélicos e mulheres, e sua postura cautelosa — evitando declarar apoio explícito a qualquer candidatura — preserva uma autonomia estratégica que a mantém como potencial alternativa eleitoral. Essa ambiguidade, comum em lideranças que buscam manter viabilidade política, é interpretada pelo núcleo familiar como um possível risco à centralidade do projeto que pretende alçar Flávio ao posto de principal herdeiro político do bolsonarismo.

REAÇÃO – No caso de Nikolas Ferreira, a reação às críticas evidencia outro elemento importante: a nova direita digital não se submete automaticamente à lógica da sucessão familiar. Com forte presença nas redes sociais e influência direta sobre uma parcela expressiva do eleitorado jovem conservador, o deputado representa um tipo de liderança que dialoga com o bolsonarismo, mas não depende exclusivamente dele para sobreviver politicamente. Sua defesa pública de Michelle e a contestação às declarações de Eduardo indicam que o campo conservador começa a operar com múltiplos polos de poder.

O episódio, portanto, expõe uma fragilidade estrutural do bolsonarismo: a ausência de um comando unificado após o afastamento eleitoral de Jair Bolsonaro. Sem a figura do ex-presidente como candidato natural, abre-se uma disputa por legitimidade que envolve não apenas a família, mas também aliados e lideranças emergentes que buscam espaço próprio. Nesse cenário, a tentativa de consolidar Flávio como sucessor encontra obstáculos naturais em um ambiente político competitivo e em transformação.

REARRANJO – Mais do que um conflito pessoal, o atrito revela um rearranjo em curso na direita brasileira. A defesa enfática de Eduardo pela candidatura do irmão funciona como movimento de pressão interna para evitar a fragmentação do eleitorado conservador e preservar a lógica de continuidade familiar. Contudo, a reação de Michelle e Nikolas sugere que a hegemonia do clã Bolsonaro já não é absoluta e que novas lideranças pretendem participar da definição dos rumos do campo conservador.

A disputa pela sucessão do bolsonarismo, portanto, já começou — e dificilmente será resolvida apenas pelo peso do sobrenome. Como ocorre em ciclos políticos marcados por lideranças personalistas, a herança do capital eleitoral dependerá menos da genealogia e mais da capacidade de mobilização, articulação e aceitação popular. Nesse processo, os embates internos tendem a se intensificar, revelando que a direita brasileira vive, hoje, um momento decisivo de redefinição de comando e identidade política.

Água Branca e Lajes: raízes de uma história que floresceu no sertão de Jeremoabo

 

Água Branca e Lajes: raízes de uma história que floresceu no sertão de Jeremoabo

Por José Montalvão

Falar do povoado de Água Branca e da comunidade de Lajes, em Jeremoabo, é revisitar minha própria juventude, minhas origens e as lições que moldaram meu caráter. Foi ali, entre o cheiro da terra molhada e o cantar dos pássaros ao amanhecer, que aprendi o valor do trabalho, da simplicidade e da dignidade.

Meu saudoso pai, João Isaías Montalvão, era praticante do esporte da caça e da pesca. Ainda adolescente, eu o acompanhava nessas jornadas pelo sertão, hospedando-me na residência da também saudosa Emiliana, figura marcante pela hospitalidade e generosidade. Eram tempos difíceis, mas repletos de significado. Posteriormente, meu pai adquiriu um terreno em Lajes e também uma fazenda, fortalecendo nossos laços com aquela terra abençoada.

Se a memória não me falha, entre os pioneiros plantadores e cultivadores de algodão na região estavam os Ribeiros — Amaro Ribeiro, João Ribeiro e outros desbravadores. Foram homens que, enfrentando sol escaldante e estiagens severas, apostaram na força do braço e na coragem para transformar a paisagem árida em campo produtivo.

Água Branca sempre foi marcada por um povo alegre, honesto e trabalhador. Seus moradores sobreviviam da agricultura primária, cultivando milho, feijão e algodão. Criavam também bovinos, caprinos e ovinos de forma rudimentar, mas com dedicação. Era o suor derramado no roçado que garantia o sustento das famílias e o desenvolvimento da comunidade.

O progresso veio a passos firmes. Hoje, Água Branca produz tomate, banana, melão e uma agricultura diversificada que abastece não apenas Jeremoabo, mas também outros municípios e até estados. A comunidade inicia agora um novo ciclo com a piscicultura, ampliando as oportunidades e demonstrando que o sertanejo não desiste — ele se reinventa.

Não se pode falar do avanço de Água Branca sem reconhecer a contribuição de gestores que ajudaram a pavimentar esse caminho, como os ex-prefeitos José Lourenço e João Ferreira, e o atual prefeito Tista de Deda, que tem demonstrado compromisso com o desenvolvimento rural e a valorização do homem do campo.

Outro ponto que merece destaque é a abundância de água de boa qualidade, garantida por poços artesianos, fator essencial para o crescimento agrícola e a qualidade de vida da população.

Entretanto, é preciso avançar ainda mais. A Secretaria de Agricultura tem papel fundamental nesse novo momento. É necessário ampliar o apoio com maquinários, assistência técnica e políticas públicas que fortaleçam o pequeno produtor. A implantação de uma cooperativa é urgente e estratégica: permitirá organizar a produção, garantir melhores preços, ampliar mercados e fortalecer a economia local.

Água Branca e Lajes não são apenas povoados — são símbolos de resistência, trabalho e superação. São páginas vivas da história de Jeremoabo. Que o passado de luta continue inspirando o presente de progresso, e que o futuro seja ainda mais promissor para esse povo que nunca teve medo de enfrentar o sertão de cabeça erguida.

BlogDedeMontalvao: Onde a verdade não tem mordaça.

 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025

O presidente Lula anunciou a criação e o aperfeiçoamento de um programa de incentivo e apoio às pessoas que necessitam de tratamento contra o câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 


Por José Montalvão 

O presidente Lula anunciou a criação e o aperfeiçoamento de um programa de incentivo e apoio às pessoas que necessitam de tratamento contra o câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa fortalece mecanismos já existentes dentro da política nacional de assistência oncológica e amplia o suporte para pacientes que, além de enfrentarem a doença, lidam com a dificuldade de acesso aos grandes centros de tratamento.

O câncer não é apenas um desafio médico. É um drama humano, social e econômico. Quem mora na zona rural ou em municípios do interior sabe o que significa receber um diagnóstico e precisar se deslocar para cidades como Salvador ou Aracaju em busca de atendimento especializado. Muitas vezes, a viagem acontece em ônibus antigos, com longas horas de estrada, imprevistos no caminho e, ao chegar ao destino, o sofrimento continua: dias esperando retorno, despesas com alimentação, hospedagem improvisada e, em casos mais dramáticos, pessoas sem ter onde ficar.

Essa sempre foi uma realidade dura para famílias de baixa renda. E é justamente sobre essa realidade que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu agir ao ampliar o auxílio transporte para o paciente e seu acompanhante, além de garantir apoio para hospedagem e alimentação durante o período de tratamento fora do domicílio.

Não se trata de favor. Trata-se de política pública. Trata-se de reconhecer que saúde não é apenas consulta e remédio, mas também acesso digno ao tratamento. O SUS é um patrimônio do povo brasileiro, criado para garantir universalidade, integralidade e equidade. E quando o governo aperfeiçoa programas que reduzem o sofrimento de quem já está fragilizado, está cumprindo seu papel constitucional.

Quando alguns políticos e politiqueiros de Jeremoabo afirmam que Lula “não faz nada pela pobreza”, é preciso perguntar: desconhecimento ou má-fé? Porque quem acompanha a realidade do interior sabe que a pobreza não é discurso, é vivência diária. É a mãe que acompanha o filho em quimioterapia sem saber onde vai dormir. É o trabalhador rural que vende o pouco que tem para custear passagens. É o idoso que depende da solidariedade para não abandonar o tratamento.

Criticar é legítimo. Mas negar avanços concretos que beneficiam os mais vulneráveis é fechar os olhos para a verdade. Ou é fanatismo ideológico, ou é interesse próprio — muitas vezes travestido de discurso político para manipular consciências e tentar transformar a dor alheia em moeda eleitoral.

Jeremoabo já viveu situações em que pacientes precisavam enfrentar verdadeiras peregrinações por falta de estrutura e apoio. Hoje, ao menos no âmbito federal, há um esforço claro de reduzir esse sofrimento. O auxílio transporte, hospedagem e alimentação para paciente e acompanhante não é luxo — é dignidade.

A política deve servir para melhorar a vida das pessoas. E quando uma ação pública alcança justamente quem mais precisa — o cidadão fragilizado, seja da zona rural ou da própria cidade — ela precisa ser reconhecida com responsabilidade.

Afinal, quem já viu de perto o sofrimento de um paciente oncológico sabe: cada quilômetro percorrido com segurança, cada refeição garantida, cada noite dormida com dignidade fazem parte do próprio tratamento. E isso, sim, é política voltada para o povo.  

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TJ-BA abre inscrições para 831 vagas de Juiz Leigo com salários de até R$ 11,1 mil

 

TJ-BA abre inscrições para 831 vagas de Juiz Leigo com salários de até R$ 11,1 mil

Por Redação

23/02/2026 às 08:40

Foto: Divulgação

Imagem de TJ-BA abre inscrições para 831 vagas de Juiz Leigo com salários de até R$ 11,1 mil

Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) abre nesta segunda-feira (23) as inscrições para o processo seletivo simplificado destinado ao preenchimento de até 831 vagas para o cargo de Juiz Leigo nos Juizados Especiais do estado.

Os interessados poderão se inscrever até as 18h do dia 26 de março, exclusivamente pelo site da Fundação Getulio Vargas(FGV), instituição responsável pela organização do certame.

As provas estão previstas para o dia 31 de maio, das 13h às 18h, em Salvador e em outras 16 comarcas polo do interior baiano.

Para participar da seleção, o candidato deve possuir graduação em Direito, inscrição ativa na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e comprovar, no mínimo, dois anos de exercício da advocacia.

A remuneração pode chegar a R$ 11.135,67 para jornada de até 30 horas semanais, em turno a ser definido pela unidade de atuação. O regime jurídico seguirá resoluções do próprio Tribunal e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Das 831 vagas ofertadas, 540 são destinadas à ampla concorrência, 42 para pessoas com deficiência e 249 para candidatos negros, seguindo a política de ações afirmativas.

A taxa de inscrição é de R$ 120. Poderão solicitar isenção apenas os candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), conforme regras previstas no edital.

O processo seletivo será composto por prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, com 100 questões de múltipla escolha, além de avaliação de títulos, que poderá somar até 10 pontos à nota final.

Para aprovação na ampla concorrência, será exigido o mínimo de 50% de acertos no total da prova objetiva. Para candidatos com deficiência e candidatos negros, será considerada classificação com pontuação 20% inferior à nota mínima estabelecida para a ampla concorrência.

O processo seletivo terá validade de dois anos, contados a partir da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado por igual período, a critério do Tribunal.

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