quarta-feira, dezembro 03, 2025

Lewandowski demite Ramagem e Anderson Torres dos quadros da PF para cumprir decisão do STF

 

Lewandowski demite Ramagem e Anderson Torres dos quadros da PF para cumprir decisão do STF

Por Guilherme Caetano, Estadão Conteúdo

03/12/2025 às 14:52

Foto: Carlos Moura/STF/Arquivo

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, demitiu nesta quarta-feira, 3, o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) e o ex-ministro Anderson Torres dos quadros da Polícia Federal (PF).

A decisão é um cumprimento à decisão proferida pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a perda do cargo público do réus na ação da trama golpista.

As portarias devem ser publicadas no Diário Oficial da União (DOU) na quinta-feira, 04. A perda do cargo não interfere nos processos administrativos disciplinares pelos quais respondem Ramagem e Torres, segundo Lewandowski, uma vez que se tratam de esferas distintas, a criminal e a administrativa.

Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e deputado federal, Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, e Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, a 24 anos de prisão.

Os dois foram condenados na ação penal que condenou também o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão, no chamado "núcleo crucial" da organização criminosa que tentou interromper a transição democrática no País para manter Bolsonaro no poder, segundo a Procuradoria-Geral da República.

Politica Livre

Prisão de presidente da Alerj : Moraes aponta captura do Legislativo por facção criminosa



Presidente da Alerj é preso pela PF por suspeita de vazar operação contra TH Jóias

Presidente da Alerj é preso pela PF por suspeita de vazar operação contra TH Jóias

Por Redação

03/12/2025 às 12:29

Atualizado em 03/12/2025 às 15:29

Foto: Divulgação/Arquivo

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A prisão de Bacellar e os novos mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), foi preso pela Polícia Federal nesta terça-feira, acusado de vazar informações sigilosas da Operação Zargun — investigação que havia levado à prisão do deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Jóias. Segundo a PF, o vazamento comprometeu a ação policial e obstruiu o andamento das apurações. A suspeita surgiu porque TH Jóias deixou sua residência horas antes da operação, levando a crer que fora alertado. A informação é do jornal O Globo.

A prisão de Bacellar e os novos mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal. A PF afirma que o envolvimento do presidente da Alerj foi identificado após análise de materiais apreendidos em setembro. A investigação integra um conjunto de determinações do STF no contexto da ADPF das Favelas, que orientou a PF a aprofundar o combate aos grupos criminosos e às suas conexões com agentes públicos no estado.

TH Jóias, preso em setembro em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, é acusado de atuar como facilitador do crime organizado, intermediando drogas, armamentos e equipamentos para o Complexo do Alemão. Ele também teria usado o mandato para beneficiar aliados ligados ao tráfico. Na operação que o deteve, foram cumpridos dezenas de mandados de prisão e busca, revelando uma rede de influência criminosa dentro e fora da Alerj.

Politica Livre 

Gilmar Mendes decide que só PGR pode pedir impeachment de ministros do STF

Gilmar Mendes decide que só PGR pode pedir impeachment de ministros do STF

Por José Marques/Folhapress

03/12/2025 às 10:52

Foto: Carlos Moura/Arquivo/STF

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Gilmar Mendes

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu nesta quarta-feira (3), em decisão liminar (provisória), trechos da Lei do Impeachment que tratam do afastamento de ministros da corte.

A lei é de 1950, e Gilmar considerou incompatível com a Constituição, por exemplo, um artigo que permite a qualquer cidadão apresentar denúncia para abertura de impeachment contra magistrados do Supremo.

Segundo ele, essa atribuição cabe apenas ao chefe da PGR (Procuradoria-Geral da República), atualmente a cargo de Paulo Gonet.

O ministro do STF disse que a regra da Lei do Impeachment estimula denúncias motivadas por interesses político-partidários, sem rigor e baseadas em discordâncias políticas ou divergências interpretativas das decisões do tribunal.

"O chefe do Ministério Público da União, na condição de fiscal (CF, art. 127, caput) da ordem jurídica, possui capacidade para avaliar, sob a perspectiva estritamente jurídica, a existência de elementos concretos que justifiquem o início de um procedimento de impeachment", afirmou Gilmar.

Nos últimos anos, partidos têm discutido a possibilidade de formar em 2026 uma composição no Senado que permita o impeachment de ministros do STF. Os principais defensores são aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado e preso no processo da trama golpista.

A decisão de Gilmar Mendes será levada ao plenário do STF em sessão virtual agendada para começar no próximo dia 12 e se encerrar no dia 19.

Gilmar também suspendeu outros artigos da Lei do Impeachment, que considerou incompatíveis com a Constituição de 1988.

Um deles é o quórum para a abertura do processo. Atualmente, a lei prevê maioria simples, o que permitiria que apenas 21 senadores abrissem o processo. O ministro diz que o número adequado é o de dois terços, para proteger a imparcialidade e independência do Judiciário.

"O Poder Judiciário, nesse contexto, em especial o Supremo Tribunal Federal, manteria não uma relação de independência e harmonia, mas, sim, de dependência do Legislativo, pois submeteria o exercício regular de sua função jurisdicional ao mais simples controle do Parlamento", disse, em sua decisão.

A liminar foi proferida a partir das ADPFs (Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental) 1259 e 1260, apresentadas pelo partido Solidariedade e pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros).

Como mostrou a Folha, Solidariedade, comandado pelo deputado Paulinho da Força (SP), direcionou a Gilmar a ação que propõe maior blindagem contra processos de impeachment no Senado.

A ação foi apresentada em setembro, quando já corria na Câmara a informação de que Paulinho seria o relator do PL da Anistia, em uma articulação para que a Casa aprovasse apenas uma redução de penas, não um perdão total, a condenados pela tentativa de golpe no governo Bolsonaro.

Paulinho é um dos deputados mais próximos dos ministros do Supremo.

Pelas regras atuais, qualquer cidadão pode apresentar a denúncia contra ministros do STF. Os processos, porém, dificilmente avançam no Senado porque dependem exclusivamente de despacho do presidente da Casa.

Politica Livre 

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