sexta-feira, junho 13, 2025

Bem feito! Bolsonaro será condenado pelo que não fez, mas ai de nós


Jair Bolsonaro no interrogatório conduzido por Alexandre de Moraes no STF -- Metrópoles

Bolsonaro será condenado por planejar um golpe que não houve

Mario Sabino
Metrópoles

Pelo que entendi, então, a “trama golpista” era só a pior das intenções. Jair Bolsonaro não tentou dar um golpe, apenas cogitou dar um golpe, inconformado com a derrota nas urnas que julga fraudulentas e com a negativa do TSE ao recurso do PL que pedia a anulação de uma montanha de votos dados a Lula.

Ao cogitar dar um golpe, ele queria seguir pelo caminho de decretar o estado de sítio, o estado de defesa, uma GLO apimentada, seja o que for, e examinou um texto padrão que estão chamando de “minuta do golpe”.

COM OS MILITARES – Bolsonaro convocou os milicos para apresentar a sua ideia. Disseram a ele algo como “olha, chefia, não pode usar instrumento constitucional para ferir a Constituição, não”. Não dava para bancar o João Goulart.

Sem a milicada, não tinha como dar golpe, Jair Bolsonaro não assinou decreto nenhum, mas aí havia meia dúzia de aloprados que achavam que daria para tocar a coisa adiante mesmo assim e começaram a fazer o que aloprados fazem: aloprar.

Até que aquele monte de gente biruta que estava reunida na porta dos quartéis resolveu fazer terrorismo na Praça dos Três Poderes, não porque queria dar golpe, mas porque não haveria golpe nenhum e ficou revoltada. Os aloprados acreditaram que até daria para entusiasmar os milicos, mas nada feito.

SEM LIGAÇÃO – Pelo que entendi, também, depois de um ano e meio de investigações, não surgiu um indício que ligasse diretamente Jair Bolsonaro ao 8 de janeiro. Uma ordem, uma senha, uma emissão de energia cósmica. Eu esperava que o procurador-geral da República esfregasse uma prova qualquer na cara do homem, e foi só decepção.

O que o sujeito fez foi inspirar os birutas com as suas diatribes contra as urnas eletrônicas, mas sem ser exatamente um Jim Jones. Após inspirar essa gente toda, ele estava nos Estados Unidos, morrendo de dor de barriga.

Jair Bolsonaro será condenado pelo que não fez no país que inocenta quem faz, e é até engraçada a tentativa da imprensa de criar algum suspense sobre o resultado do julgamento. Sabe do que mais? Bem feito para ele. Jair Bolsonaro que se dane. Mas ai de nós, que temos de enfrentar os precedentes da nova democracia brasileira.

 

STF retira das Câmaras Municipais o poder de julgar contas de prefeitos: entenda o que muda

 

STF retira das Câmaras Municipais o poder de julgar contas de prefeitos: entenda o que muda

STF retira das Câmaras Municipais o poder de julgar contas de prefeitos: entenda o que muda

STF: Foto: Divulgação

Em uma decisão histórica e de grande impacto para a administração pública municipal, o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu que as Câmaras Municipais não têm mais competência para julgar as contas dos prefeitos que atuam como ordenadores de despesas. A partir de agora, essa responsabilidade passa a ser exclusiva dos Tribunais de Contas.

A medida, aprovada por maioria no plenário da Corte, visa fortalecer os mecanismos de controle e fiscalização da gestão pública, dando mais autonomia e autoridade técnica aos Tribunais de Contas estaduais e municipais.

O que diz a decisão

Segundo o entendimento do STF, as contas de gestão – aquelas que se referem à administração direta de recursos públicos – são de competência exclusiva dos Tribunais de Contas. Isso significa que, caso sejam encontradas irregularidades na aplicação de verbas, cabe aos órgãos de controle aplicar sanções, como multas e ressarcimento ao erário, sem necessidade de aprovação pelas Câmaras Municipais.

Antes da decisão, as Câmaras tinham o poder de aprovar ou rejeitar as contas do prefeito, muitas vezes influenciadas por critérios políticos e não técnicos, o que gerava questionamentos sobre a efetividade da fiscalização.

O que ainda cabe ao Legislativo Municipal

Apesar da mudança, a Câmara Municipal continua responsável por julgar as contas de governo – aquelas que avaliam a conformidade das políticas públicas com os objetivos estabelecidos no plano de governo. Além disso, permanece com os vereadores a competência de declarar a inelegibilidade de prefeitos, conforme previsto na Lei Complementar nº 64/1990. Ou seja, mesmo diante de um parecer negativo do Tribunal de Contas, a perda de direitos políticos ainda precisa ser confirmada pelo Legislativo local.

Reflexos nos municípios

A decisão já está em vigor e deve afetar diretamente centenas de processos em andamento nas cidades brasileiras. Prefeitos que tiverem as contas reprovadas pelos Tribunais de Contas podem ser penalizados com multas ou obrigados a devolver valores ao erário sem depender de uma votação na Câmara Municipal.

Municípios onde a influência política vinha sendo usada para blindar prefeitos poderão ver uma mudança significativa no equilíbrio institucional entre Legislativo e órgãos de controle externo.

A decisão do STF marca um novo capítulo na fiscalização da administração pública no Brasil. Ao retirar das Câmaras Municipais a prerrogativa de julgar contas de gestão, a Corte busca garantir maior rigor técnico e imparcialidade no controle dos gastos públicos. Resta agora aos Tribunais de Contas o desafio de exercer essa competência com responsabilidade, transparência e foco no interesse público.

https://jornaldiariodarepublica.com.br/stf-retira-das-camaras-municipais-o-poder-de-julgar-contas-de-prefeitos-entenda-o-que-muda/

Nota da Redação Deste Blog --  Fim da Mamata: STF Tira das Câmaras Municipais o Poder de Julgar Contas de Prefeitos

Por muito tempo, prefeitos espertos e vereadores coniventes formaram uma simbiose nada republicana no interior do Brasil: de um lado, gestores municipais com contas questionáveis; de outro, vereadores sem preparo técnico algum — alguns que mal assinam o próprio nome — “analisando” prestações de contas recheadas de irregularidades. Mas esse enredo típico da política miúda e dos arranjos de conveniência acaba de sofrer um duro golpe: o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que as Câmaras Municipais não têm mais competência para julgar as contas de gestão dos prefeitos, transferindo essa atribuição exclusivamente aos Tribunais de Contas.

A decisão histórica põe fim ao que se pode chamar de "mamata institucionalizada": vereadores que, muitas vezes por afinidade política, troca de favores ou até promessas de cargos e vantagens, livravam prefeitos de rejeições escandalosas. Bastava o prefeito manter sua base sob controle que as contas, por mais comprometedoras que fossem, eram aprovadas com facilidade.

Agora, esse jogo muda. A partir dessa decisão, somente os Tribunais de Contas, que possuem estrutura técnica, corpo de auditores, engenheiros, analistas e critérios objetivos, poderão julgar as contas de gestão dos prefeitos — aquelas que envolvem diretamente a aplicação de recursos públicos. As câmaras seguem com a competência para analisar as contas de governo (as mais gerais), mas não mais aquelas que revelam o cotidiano da execução orçamentária e financeira.

O que muda na prática?

  1. Fim da blindagem política: Prefeitos já não poderão contar com o "voto amigo" de vereadores que lhes devem favores.

  2. Maior rigor técnico: Tribunais de Contas têm expertise para identificar superfaturamentos, fraudes em licitações, uso indevido de recursos da educação e da saúde, entre outras irregularidades.

  3. Redução da impunidade: A manobra comum de aprovar contas “reprovadas” pelo TCM/TCU deixa de ser possível.

  4. Responsabilização real: Com relatórios técnicos mais sólidos, o Ministério Público poderá atuar com mais segurança em ações de improbidade e outras sanções.

A resposta à velha política

Essa decisão do STF responde diretamente ao descrédito generalizado da população quanto à atuação das Câmaras Municipais. É comum em centenas de cidades brasileiras encontrarmos vereadores que não compreendem uma planilha de orçamento, não sabem interpretar relatórios contábeis e muito menos possuem compromisso com a moralidade administrativa.

O que estava em jogo não era apenas a eficiência da fiscalização, mas sim a credibilidade das instituições democráticas. Quando contas com evidências de corrupção eram aprovadas por vereadores omissos, o recado era claro: vale tudo na política local, desde que se tenha a maioria na Câmara.

O desafio agora é outro

Se por um lado a medida inibe a impunidade, por outro lança sobre os Tribunais de Contas a responsabilidade de exercer seu papel com isenção, rigor e independência. Não se pode permitir que os Tribunais se tornem apenas novas arenas de politicagem. A sociedade civil, o Ministério Público, a imprensa e os cidadãos atentos precisarão acompanhar de perto as decisões desses órgãos.

Conclusão

O STF acertou em cheio. A decisão é um avanço civilizatório e um duro golpe contra o compadrio político que reinava nas pequenas e médias cidades do país. Os prefeitos terão que prestar contas de verdade e os vereadores, que antes faziam vista grossa por conveniência, agora precisarão buscar outro papel — de preferência o que a Constituição lhes atribui: legislar com decência, fiscalizar com responsabilidade e representar o povo, não interesses escusos.

É o fim de uma era de faz de conta. Agora, ou se administra com responsabilidade, ou se enfrentará a justiça de verdade.

Condenação do STJ ao presidente da ABI, Octávio Costa, e à repórter Tábata Viapiana, é mácula à liberdade de imprensa no País

 


Condenação do STJ ao presidente da ABI, Octávio Costa, e à repórter Tábata Viapiana, é mácula à liberdade de imprensa no País


12/06/2025


Do Jornalistas & Companhia

 

Não foi uma condenação qualquer.

Abra o Link e Leia matéria completa

https://www.abi.org.br/condenacao-do-stj-ao-presidente-da-abi-octavio-costa-e-a-reporter-tabata-viapiana-por-reportagem-sobre-gilmar-mendes-e-macula-a-liberdade-de-imprensa-no-pais/

 




Nota da Redação Deste Blog  - A Liberdade de Expressão Não Pode Ser Condenada: o Caso ABI, Valente e a Justiça como Censura

A recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que condenou o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Octávio Costa, e a jornalista Tábata Viapiana, representa um duro golpe à liberdade de imprensa e à democracia brasileira. Em tempos de vigilância midiática cada vez mais seletiva, em que o poder Judiciário deveria ser o guardião da Constituição e dos direitos fundamentais, o que se vê é uma preocupante inversão de papéis: a pena como ferramenta de silenciamento.

O jornalista investigativo Rubens Valente, representado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), também foi alvo de condenação por criticar, em um livro, a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, num caso relacionado à corrupção. Para além da multa imposta, o Judiciário brasileiro ousou determinar que futuras edições da obra incluam a sentença condenatória — medida que se aproxima perigosamente da censura prévia e da reescrita forçada da narrativa histórica.

A reação foi imediata: o caso chegou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que avaliará se o Estado brasileiro violou direitos à honra, à liberdade de expressão e à propriedade intelectual do jornalista. Se confirmada a condenação internacional, ficará evidente que o Brasil não apenas tolera violações à liberdade de imprensa, como também institucionaliza o silenciamento da crítica por meio de decisões judiciais.

Esse cenário me serve de guia, de bússola, porque há muito tempo, mesmo acreditando na justiça brasileira, venho testemunhando sua transformação em uma arena de poder, vaidade e arbitrariedade. Fui condenado por republicar uma verdade notória sobre um servidor do fórum de Jeremoabo — não criei fatos, apenas repercuti o que já era público. E mesmo assim, fui penalizado. Tal como Valente, não recuarei. Se necessário for, seguirei o mesmo caminho e recorrerei à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Não abrirei mão da minha liberdade de expressão nem do meu direito de exercer a cidadania de forma plena, honesta e responsável. Quando o poder se sente ofendido pela verdade, é sinal de que não estamos diante de uma democracia saudável, mas de um sistema que premia a opressão e a intimidação.

A imprensa livre é pedra angular da democracia. Calá-la é ferir o Estado de Direito. Por isso, reitero: lutar pelos nossos direitos não é ato de rebeldia, é dever cívico. E se o Judiciário insiste em vestir a toga da censura, então que ouça a voz da consciência internacional.

A liberdade não se negocia. Se defende, com dignidade e coragem.

 



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PF cumpre mandados contra Mauro Cid em inquérito sobre passaporte; ordem de prisão foi revogada, diz defesa

 Foto: Reprodução

Tenente-coronel Mauro Cid13 de junho de 2025 | 10:10

PF cumpre mandados contra Mauro Cid em inquérito sobre passaporte; ordem de prisão foi revogada, diz defesa

exclusivas

A Polícia Federal cumpre mandados nesta sexta-feira (13) contra o tenente-coronel Mauro Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.

Inicialmente, investigadores e advogados confirmaram à TV Globo que havia uma ordem de prisão contra Mauro Cid. Mas, segundo a defesa do militar, essa determinação foi revogada e não chegou a ser cumprida.

Ainda de acordo com os advogados, Mauro Cid deve ser levado a prestar esclarecimentos ainda na manhã desta sexta.

A operação é motivada pela investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre uma suposta tentativa de Mauro Cid de obter cidadania portuguesa e, em seguida, fugir do Brasil.

O plano teria a ajuda do ex-ministro do Turismo Gilson Machado, que comandou a pasta na gestão Bolsonaro. Mais cedo, Gilson Machado foi preso em Recife por conta da mesma investigação, como revelou o blog da Andréia Sadi.

Cid, Bolsonaro e outros 29 são réus por uma tentativa de golpe de Estado que, segundo a PGR, tinha o objetivo de manter o ex-presidente no poder após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022.

Passaporte português

Conforme a Polícia Federal, Gilson Machado teria atuado junto ao Consulado de Portugal em Recife (PE), em maio de 2025, a fim de obter a emissão de um passaporte português para Cid, o que teria a finalidade de viabilizar a saída de Cid do território nacional.

A Polícia Federal diz ainda que encontrou no celular de Cid arquivos que mostram que o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro tentou, em janeiro de 2023, a obtenção da cidadania portuguesa.

Com informações do G1Politica livre

Fala de Bolsonaro no STF foi mera formalidade para condenação certa, avaliam defesas

Foto: Ton Molina/STF/Arquivo
O ex-presidente Jair Bolsonaro13 de junho de 2025 | 13:11

Fala de Bolsonaro no STF foi mera formalidade para condenação certa, avaliam defesas

brasil

O depoimento de Jair Bolsonaro (PL) no STF (Supremo Tribunal Federal) foi visto por advogados de réus da trama golpista como uma mera formalidade, com pouco impacto na situação do ex-presidente.

A avaliação é que o caminho de Bolsonaro à condenação pelos crimes contra o Estado é certo. O clima ameno do interrogatório, sem se aprofundar nas contradições do ex-presidente, reforça a tese de que a audiência não mudará o desfecho do processo, segundo a defesa de três réus.

Bolsonaro prestou depoimento por pouco mais de duas horas na terça-feira (11). O interrogatório foi cercado de expectativas por ser a primeira vez que o ex-presidente falaria com Moraes sobre a investigação que pode levá-lo à prisão.

A postura de Moraes foi diferente da adotada em outros momentos do mesmo processo. Nos depoimentos das testemunhas, o ministro ameaçou de prisão por desacato um ex-ministro da Defesa e deu bronca em ex-comandante do Exército por entender que o general havia suavizado sua versão da trama.

A incisividade do ministro do Supremo deu lugar à tolerância para ouvir de Bolsonaro respostas longas e, em alguns casos, sem relação com o processo. Em pelo menos três ocasiões durante os depoimentos Moraes destacou que não caberia a ele contraditar os réus, explicando sua postura.

Dois ministros do Supremo consideram que o interrogatório de Bolsonaro foi importante por confirmar que o ex-presidente teve acesso a um documento com “considerandos” (parte inicial de um decreto que sugeria a adoção de medidas de exceção após as eleições presidenciais) e o apresentou aos chefes das Forças Armadas em reunião no Palácio da Alvorada, segundo interlocutores ouvidos pela Folha.

Apesar de Bolsonaro minimizar a relevância das discussões com militares e aliados, a análise feita no STF é que os principais pontos da denúncia acabaram robustecidos pelas declarações do ex-presidente.

“As conversas eram bastante informais, não era algo proposto aqui, ‘vamos decidir’, nada disso aconteceu. Era conversa informal, ver se existia alguma hipótese de um dispositivo constitucional para nós atingirmos um objetivo que não tínhamos atingido no TSE. Isso foi descartado logo na primeira, segunda reunião”, disse Bolsonaro.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também teve uma atuação discreta no depoimento de Bolsonaro. Ele fez nove perguntas, já que algumas que tinham preparado foram feitas antes por Moraes.

A avaliação na PGR foi de que os depoimentos dos réus —como Mauro Cid, Bolsonaro, o ex-ministro Paulo Sérgio Nogueira e o ex-chefe da Marinha Almir Garnier— confirmaram os principais pontos apresentados pela denúncia.

Essa foi a primeira vez que Paulo Sérgio e Garnier falaram sobre as acusações. Os dois confirmaram que estiveram em reunião no início de dezembro de 2022 em que Bolsonaro apresentou aos militares um documento com os “considerandos” que dariam base ao golpe de Estado.

Garnier tentou minimizar a gravidade do assunto discutido na reunião.

“Não houve deliberações nem o presidente abriu a palavra para nós. Ele fez as considerações dele, pareciam mais preocupações e análises de possibilidades do que propriamente uma intenção de conduzir alguma coisa em determinada direção”, disse.

Mesmo sem falar em golpe, Paulo Sérgio disse ter ficado “preocupadíssimo” com o conteúdo do documento apresentado por Bolsonaro.

“Depois que terminou a reunião, eu cheguei ao presidente —eu pessoalmente, acho que o Freire Gomes estava do meu lado— alertando da seriedade, da gravidade se ele tivesse pensando em estado de defesa, estado de sítio”, disse o ex-ministro.

“A gente foi conversando ali, numa tempestade de ideias, [sobre] as consequências de uma ação futura que eu imaginava que poderia acontecer se a evolução realmente das coisas fosse em frente”, completou.

Com as declarações dos dois, todos os ex-chefes militares que participaram da reunião confirmaram o conteúdo do documento, apesar de cada defesa ter sua estratégia própria para afastar os réus das discussões golpistas.

O ex-presidente escreveu nas redes sociais, após o depoimento, que respondeu às perguntas no Supremo “de cabeça erguida, com a consciência tranquila e o espírito sereno de quem sabe que é inocente e que jamais traiu os valores da Pátria”.

“A história julgará cada um de nós. Que ela me encontre, como sempre estive, fiel à verdade, ao nosso Deus e ao povo brasileiro. Hoje, saio do tribunal tranquilo e mais confiante de que serei o próximo Presidente da República para ajudar a tirar nosso país dessa bagunça”, concluiu.

O Supremo caminha para a fase final do processo sobre a trama golpista. O ritmo acelerado adotado por Moraes tem como foco garantir que o caso seja encerrado ainda em 2025, para evitar que o processo seja contaminado pelo calendário eleitoral de 2026.

Na fase atual do processo, as defesas dos acusados têm cinco dias para pedir ao Supremo a realização de diligências, como a inclusão de provas e o depoimento de novas testemunhas.

A etapa seguinte do processo será a das alegações finais. Cada uma das partes apresentará ao STF suas últimas considerações para a condenação ou absolvição dos acusados.

A PGR será a primeira parte do processo a se manifestar, em até 15 dias. O delator Mauro Cid será o segundo a apresentar suas alegações finais, com o mesmo prazo. Por último, as defesas dos demais réus serão chamadas a falar.

A fase de alegações finais é a última antes de Moraes preparar o relatório do processo e seu voto. Quando tudo estiver pronto, ele pedirá uma data para julgamento. A expectativa no Supremo é que o caso vá ao plenário da Primeira Turma a partir de setembro.

Cézar Feitoza, Folhapress

Politica Livre 

PF descobre localização de Carla Zambelli na Itália

 Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados/Arquivo

Deputada federal Carla Zambelli (PL-SP)13 de junho de 2025 | 13:35

PF descobre localização de Carla Zambelli na Itália

brasil

O paradeiro da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) foi descoberto e a Polícia Federal (PF) e as autoridades italianas já identificaram seu endereço na Itália.

Zambelli deixou o Brasil para evitar a execução de sua prisão após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de falsidade ideológica e invasão do sistema de informática do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Na semana passada, o nome da deputada licenciada foi incluído na difusão vermelha da Interpol, lista de procurados e foragidos internacionais. Desde então, as autoridades buscam seu endereço na Itália.

Fontes da corporação avaliam que a prisão depende, neste momento, das autoridades italianas.

Paralelamente, está em tramitação o pedido de extradição de Zambelli. O embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca, entregou nesta quinta-feira (12) o pedido ao “Farnesina”, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Itália, equivalente ao Itamaraty brasileiro.

CNN Brasil

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