sexta-feira, junho 13, 2025

Condenação do STJ ao presidente da ABI, Octávio Costa, e à repórter Tábata Viapiana, é mácula à liberdade de imprensa no País

 


Condenação do STJ ao presidente da ABI, Octávio Costa, e à repórter Tábata Viapiana, é mácula à liberdade de imprensa no País


12/06/2025


Do Jornalistas & Companhia

 

Não foi uma condenação qualquer.

Abra o Link e Leia matéria completa

https://www.abi.org.br/condenacao-do-stj-ao-presidente-da-abi-octavio-costa-e-a-reporter-tabata-viapiana-por-reportagem-sobre-gilmar-mendes-e-macula-a-liberdade-de-imprensa-no-pais/

 




Nota da Redação Deste Blog  - A Liberdade de Expressão Não Pode Ser Condenada: o Caso ABI, Valente e a Justiça como Censura

A recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que condenou o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Octávio Costa, e a jornalista Tábata Viapiana, representa um duro golpe à liberdade de imprensa e à democracia brasileira. Em tempos de vigilância midiática cada vez mais seletiva, em que o poder Judiciário deveria ser o guardião da Constituição e dos direitos fundamentais, o que se vê é uma preocupante inversão de papéis: a pena como ferramenta de silenciamento.

O jornalista investigativo Rubens Valente, representado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), também foi alvo de condenação por criticar, em um livro, a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, num caso relacionado à corrupção. Para além da multa imposta, o Judiciário brasileiro ousou determinar que futuras edições da obra incluam a sentença condenatória — medida que se aproxima perigosamente da censura prévia e da reescrita forçada da narrativa histórica.

A reação foi imediata: o caso chegou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que avaliará se o Estado brasileiro violou direitos à honra, à liberdade de expressão e à propriedade intelectual do jornalista. Se confirmada a condenação internacional, ficará evidente que o Brasil não apenas tolera violações à liberdade de imprensa, como também institucionaliza o silenciamento da crítica por meio de decisões judiciais.

Esse cenário me serve de guia, de bússola, porque há muito tempo, mesmo acreditando na justiça brasileira, venho testemunhando sua transformação em uma arena de poder, vaidade e arbitrariedade. Fui condenado por republicar uma verdade notória sobre um servidor do fórum de Jeremoabo — não criei fatos, apenas repercuti o que já era público. E mesmo assim, fui penalizado. Tal como Valente, não recuarei. Se necessário for, seguirei o mesmo caminho e recorrerei à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Não abrirei mão da minha liberdade de expressão nem do meu direito de exercer a cidadania de forma plena, honesta e responsável. Quando o poder se sente ofendido pela verdade, é sinal de que não estamos diante de uma democracia saudável, mas de um sistema que premia a opressão e a intimidação.

A imprensa livre é pedra angular da democracia. Calá-la é ferir o Estado de Direito. Por isso, reitero: lutar pelos nossos direitos não é ato de rebeldia, é dever cívico. E se o Judiciário insiste em vestir a toga da censura, então que ouça a voz da consciência internacional.

A liberdade não se negocia. Se defende, com dignidade e coragem.

 



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PF cumpre mandados contra Mauro Cid em inquérito sobre passaporte; ordem de prisão foi revogada, diz defesa

 Foto: Reprodução

Tenente-coronel Mauro Cid13 de junho de 2025 | 10:10

PF cumpre mandados contra Mauro Cid em inquérito sobre passaporte; ordem de prisão foi revogada, diz defesa

exclusivas

A Polícia Federal cumpre mandados nesta sexta-feira (13) contra o tenente-coronel Mauro Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.

Inicialmente, investigadores e advogados confirmaram à TV Globo que havia uma ordem de prisão contra Mauro Cid. Mas, segundo a defesa do militar, essa determinação foi revogada e não chegou a ser cumprida.

Ainda de acordo com os advogados, Mauro Cid deve ser levado a prestar esclarecimentos ainda na manhã desta sexta.

A operação é motivada pela investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre uma suposta tentativa de Mauro Cid de obter cidadania portuguesa e, em seguida, fugir do Brasil.

O plano teria a ajuda do ex-ministro do Turismo Gilson Machado, que comandou a pasta na gestão Bolsonaro. Mais cedo, Gilson Machado foi preso em Recife por conta da mesma investigação, como revelou o blog da Andréia Sadi.

Cid, Bolsonaro e outros 29 são réus por uma tentativa de golpe de Estado que, segundo a PGR, tinha o objetivo de manter o ex-presidente no poder após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022.

Passaporte português

Conforme a Polícia Federal, Gilson Machado teria atuado junto ao Consulado de Portugal em Recife (PE), em maio de 2025, a fim de obter a emissão de um passaporte português para Cid, o que teria a finalidade de viabilizar a saída de Cid do território nacional.

A Polícia Federal diz ainda que encontrou no celular de Cid arquivos que mostram que o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro tentou, em janeiro de 2023, a obtenção da cidadania portuguesa.

Com informações do G1Politica livre

Fala de Bolsonaro no STF foi mera formalidade para condenação certa, avaliam defesas

Foto: Ton Molina/STF/Arquivo
O ex-presidente Jair Bolsonaro13 de junho de 2025 | 13:11

Fala de Bolsonaro no STF foi mera formalidade para condenação certa, avaliam defesas

brasil

O depoimento de Jair Bolsonaro (PL) no STF (Supremo Tribunal Federal) foi visto por advogados de réus da trama golpista como uma mera formalidade, com pouco impacto na situação do ex-presidente.

A avaliação é que o caminho de Bolsonaro à condenação pelos crimes contra o Estado é certo. O clima ameno do interrogatório, sem se aprofundar nas contradições do ex-presidente, reforça a tese de que a audiência não mudará o desfecho do processo, segundo a defesa de três réus.

Bolsonaro prestou depoimento por pouco mais de duas horas na terça-feira (11). O interrogatório foi cercado de expectativas por ser a primeira vez que o ex-presidente falaria com Moraes sobre a investigação que pode levá-lo à prisão.

A postura de Moraes foi diferente da adotada em outros momentos do mesmo processo. Nos depoimentos das testemunhas, o ministro ameaçou de prisão por desacato um ex-ministro da Defesa e deu bronca em ex-comandante do Exército por entender que o general havia suavizado sua versão da trama.

A incisividade do ministro do Supremo deu lugar à tolerância para ouvir de Bolsonaro respostas longas e, em alguns casos, sem relação com o processo. Em pelo menos três ocasiões durante os depoimentos Moraes destacou que não caberia a ele contraditar os réus, explicando sua postura.

Dois ministros do Supremo consideram que o interrogatório de Bolsonaro foi importante por confirmar que o ex-presidente teve acesso a um documento com “considerandos” (parte inicial de um decreto que sugeria a adoção de medidas de exceção após as eleições presidenciais) e o apresentou aos chefes das Forças Armadas em reunião no Palácio da Alvorada, segundo interlocutores ouvidos pela Folha.

Apesar de Bolsonaro minimizar a relevância das discussões com militares e aliados, a análise feita no STF é que os principais pontos da denúncia acabaram robustecidos pelas declarações do ex-presidente.

“As conversas eram bastante informais, não era algo proposto aqui, ‘vamos decidir’, nada disso aconteceu. Era conversa informal, ver se existia alguma hipótese de um dispositivo constitucional para nós atingirmos um objetivo que não tínhamos atingido no TSE. Isso foi descartado logo na primeira, segunda reunião”, disse Bolsonaro.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também teve uma atuação discreta no depoimento de Bolsonaro. Ele fez nove perguntas, já que algumas que tinham preparado foram feitas antes por Moraes.

A avaliação na PGR foi de que os depoimentos dos réus —como Mauro Cid, Bolsonaro, o ex-ministro Paulo Sérgio Nogueira e o ex-chefe da Marinha Almir Garnier— confirmaram os principais pontos apresentados pela denúncia.

Essa foi a primeira vez que Paulo Sérgio e Garnier falaram sobre as acusações. Os dois confirmaram que estiveram em reunião no início de dezembro de 2022 em que Bolsonaro apresentou aos militares um documento com os “considerandos” que dariam base ao golpe de Estado.

Garnier tentou minimizar a gravidade do assunto discutido na reunião.

“Não houve deliberações nem o presidente abriu a palavra para nós. Ele fez as considerações dele, pareciam mais preocupações e análises de possibilidades do que propriamente uma intenção de conduzir alguma coisa em determinada direção”, disse.

Mesmo sem falar em golpe, Paulo Sérgio disse ter ficado “preocupadíssimo” com o conteúdo do documento apresentado por Bolsonaro.

“Depois que terminou a reunião, eu cheguei ao presidente —eu pessoalmente, acho que o Freire Gomes estava do meu lado— alertando da seriedade, da gravidade se ele tivesse pensando em estado de defesa, estado de sítio”, disse o ex-ministro.

“A gente foi conversando ali, numa tempestade de ideias, [sobre] as consequências de uma ação futura que eu imaginava que poderia acontecer se a evolução realmente das coisas fosse em frente”, completou.

Com as declarações dos dois, todos os ex-chefes militares que participaram da reunião confirmaram o conteúdo do documento, apesar de cada defesa ter sua estratégia própria para afastar os réus das discussões golpistas.

O ex-presidente escreveu nas redes sociais, após o depoimento, que respondeu às perguntas no Supremo “de cabeça erguida, com a consciência tranquila e o espírito sereno de quem sabe que é inocente e que jamais traiu os valores da Pátria”.

“A história julgará cada um de nós. Que ela me encontre, como sempre estive, fiel à verdade, ao nosso Deus e ao povo brasileiro. Hoje, saio do tribunal tranquilo e mais confiante de que serei o próximo Presidente da República para ajudar a tirar nosso país dessa bagunça”, concluiu.

O Supremo caminha para a fase final do processo sobre a trama golpista. O ritmo acelerado adotado por Moraes tem como foco garantir que o caso seja encerrado ainda em 2025, para evitar que o processo seja contaminado pelo calendário eleitoral de 2026.

Na fase atual do processo, as defesas dos acusados têm cinco dias para pedir ao Supremo a realização de diligências, como a inclusão de provas e o depoimento de novas testemunhas.

A etapa seguinte do processo será a das alegações finais. Cada uma das partes apresentará ao STF suas últimas considerações para a condenação ou absolvição dos acusados.

A PGR será a primeira parte do processo a se manifestar, em até 15 dias. O delator Mauro Cid será o segundo a apresentar suas alegações finais, com o mesmo prazo. Por último, as defesas dos demais réus serão chamadas a falar.

A fase de alegações finais é a última antes de Moraes preparar o relatório do processo e seu voto. Quando tudo estiver pronto, ele pedirá uma data para julgamento. A expectativa no Supremo é que o caso vá ao plenário da Primeira Turma a partir de setembro.

Cézar Feitoza, Folhapress

Politica Livre 

PF descobre localização de Carla Zambelli na Itália

 Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados/Arquivo

Deputada federal Carla Zambelli (PL-SP)13 de junho de 2025 | 13:35

PF descobre localização de Carla Zambelli na Itália

brasil

O paradeiro da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) foi descoberto e a Polícia Federal (PF) e as autoridades italianas já identificaram seu endereço na Itália.

Zambelli deixou o Brasil para evitar a execução de sua prisão após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de falsidade ideológica e invasão do sistema de informática do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Na semana passada, o nome da deputada licenciada foi incluído na difusão vermelha da Interpol, lista de procurados e foragidos internacionais. Desde então, as autoridades buscam seu endereço na Itália.

Fontes da corporação avaliam que a prisão depende, neste momento, das autoridades italianas.

Paralelamente, está em tramitação o pedido de extradição de Zambelli. O embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca, entregou nesta quinta-feira (12) o pedido ao “Farnesina”, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Itália, equivalente ao Itamaraty brasileiro.

CNN Brasil

O silêncio de Augusto Heleno é de quem demonstra medo e culpa


STF: Augusto Heleno respondeu apenas às perguntas da defesa

Augusto Heleno foi o único que não foi interrogado

Wálter Maierovitch
do UOL

Durante muito tempo, o interrogatório judicial era meio de prova. O réu recebia advertência do juiz alertando que seu eventual silêncio poderia ser interpretado contra seu próprio interesse. Com as mudanças legislativas processais penais, o interrogatório, que era ato inicial da instrução, passou a ser final. Virou, no processo, meio de defesa.

O silêncio não pode mais gerar presunção a prejudicar o réu —uma decorrência do “nemo tenetur se detegere” (ninguém está obrigado a se autoacusar).

HELENO CALA – O general Augusto Heleno, preferiu, perante o STF (Supremo Tribunal Federal), silenciar diante da Justiça. Mais ainda, Heleno quis responder as perguntas feitas por ele mesmo.

Sim, por ele mesmo, pois réu é defensor técnico, os dois são processualmente a mesma pessoa (pessoa processual): o defensor técnico supre a capacidade processual e é da sua livre escolha.

Enfim, Heleno não quis responder à Justiça e ao Ministério Público. Fechou-se à Justiça e ao representante da sociedade. Preparou antecipadamente as perguntas que queria e as respostas que lhe interessavam para se livrar da acusação. Toda essa pantomima, que é legal, não possui força de credibilidade. Em termos de convencimento dos julgadores, tem valor mínimo, quase zero. Na verdade, o silêncio de Heleno é eloquente, de quem tem medo e culpa. Uma vergonha, pura pantomima.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Existem poucas provas contra Heleno, que teve mínima participação no golpe. Condená-lo será um contrassenso. Porém Moraes pode tudo(C.N.)


Zambelli diz que prisão na Itália é provável, mas acredita em habeas corpus


A imagem mostra uma mulher com cabelo ruivo e ondulado, usando óculos. Ela está vestindo uma blusa de cor escura e um colar com um pingente. A mulher está olhando para a frente com uma expressão séria, enquanto se apoia em uma janela. A luz natural entra pela janela, iluminando parcialmente seu rosto e o ambiente ao redor.

Advogado revela que Carla Zambelli está morando em Roma

Deu na Folha Continue reading 

Trump repete regimes totalitários com campanha para delatar vizinhos

Publicado em 12 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Divulgação/Casa BrancaJamil Chade
do UOL

Num estilo que se assemelha ao de propagandas de regimes totalitários, o governo de Donald Trump iniciou uma campanha para incentivar americanos e estrangeiros que estejam vivendo de forma regular nos EUA a denunciar vizinhos, companheiros de trabalho ou qualquer imigrante que não esteja com seus documentos em dia.

Na página oficial da Casa Branca, um cartaz foi postado mostrando o personagem Tio Sam, criado para propagandas de guerra do país, pregando um anúncio sobre como delatar seu vizinho.

ALCAGUETAÇÃO – “Ajude seu país e a si mesmo”, diz o poster. “Delate todos os invasores estrangeiros”, completa a mensagem, que traz ainda um telefone para onde a pessoa pode ligar com as informações.

Desde a inquisição espanhola ou o regime nazista o sistema de delação passou a ser usado por autoridades totalitárias.

A nova ofensiva da Casa Branca ampliou o temor entre a comunidade de estrangeiros de que a ofensiva não irá poupar ninguém. A coluna apurou que um dos temores é de que, além da campanha, o governo Trump esteja dando incentivos ou benefícios para empresas que façam as delações.

3 MIL POR DIA – Com a meta de prender 3 mil pessoas por dia, a operação deixou de ser apenas uma ofensiva contra “criminosos perigosos”. Qualquer um que seja pego, inclusive sem histórico de problemas na Justiça, será deportado.

Para isso, as ações começaram a ocorrer nos locais de trabalho, nos campos de colheita, nas portas de igrejas, hospitais e em tribunais e varas de justiça.

É uma situação verdadeiramente deplorável e vergonhosa.


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