domingo, abril 21, 2024

Insatisfação com ministro Padilha na Articulação Política agora atinge o PT


O que políticos do PT dizem sobre Padilha e Lira nos bastidores | VEJA

Padilha está criando problemas,,sem encontrar soluções

Bela Megale
O Globo

A insatisfação com o ministro da Secretaria das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, chegou ao seu próprio partido. Integrantes da cúpula do PT e membros da bancada da legenda na Câmara passaram a criticar a maneira como o ministro tem exercido seu papel de articulador junto ao Congresso.

Petistas afirmam que falta uma postura mais institucional de Padilha no tratamento com o Parlamento. A avaliação é que o ministro tem adotado, com frequência, uma “conduta militante”, o que prejudica sua atuação junto aos congressistas.

SÓ ATRAPALHA – Na semana passada, ele postou um vídeo com a ministra Anielle Franco, irmã de Marielle, após a Câmara manter a prisão do deputado federal Chiquinho Brazão, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora. Petistas avaliam que gestos como esse não ajudam em seu papel de articulador do governo junto aos parlamentares.

As críticas a Padilha se acirraram após a escalada da crise com presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que chamou o ministro de “incompetente” e “desafeto pessoal”. Lira atribui a Padilha a disseminação da versão de que ele atuou para que a Câmara votasse pela soltura do deputado Chiquinho Brazão. Lira nega ter se envolvido no tema.

Após as ofensas, o presidente Lula dobrou a aposta e disse que “só por teimosia, Padilha ficará muito tempo no cargo”.

LULA EM AÇÃO – Uma semana depois, o petista decidiu entrar em campo para tentar estancar a crise. No almoço desta sexta-feira com ministros do núcleo político e líderes do governo, Lula decidiu que marcará reuniões com Arthur Lira, presidente da Câmara, e como Rodrigo Pacheco, do Senado.

O foco é buscar evitar derrotas e retaliações do Congresso.

A cúpula do PT avalia que o modelo em que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, negocia com Lira, enquanto Padilha trata com os líderes partidários, não funciona. Como informou O Globo, a leitura no partido é que essa divisão pode criar problemas, especialmente, em projetos que ainda estão em fase de comissões, pois há interesses diversos dentro do próprio governo.


No Brasil, a briga entre os três Poderes é só para dramatizar o creme chantilly


Independência e harmonia entre os Poderes

Charge do Nani (nanihumor.com)

Mario Sabino
Metrópoles

A imprensa está excitadíssima com o que chama de briga entre os três poderes. Eu chamo a briga de acerto entre os poderes. Entendo os meus colegas: é preciso cobrir a política brasileira, não tem jeito, e os atores da peça às vezes se ameaçam mutuamente quando alguém resolve emperrar o esquema que vinha funcionando perfeitamente.

É só quando a realidade concreta entra em jogo, apenas para servir de objeto de escambo.

Alguém resolve emperrar não pelo bem do país — que país? –, mas para ver se consegue aumentar o próprio cacife no toma lá, dá cá habitual. Aumentar o próprio cacife significa diminuir o do outro, mudando o que a esquerda gosta de chamar de correlação de forças.

COM CHANTILLY – Briga entre poderes me lembra uma cena que presenciei em uma famosa e movimentada sorveteria de Roma. Ao ser atendido por um dos atendentes que servia os sorvetes, o cliente pediu um de chocolate, café e creme. O atendente perguntou, como de hábito na Itália, se o sorvete era com ou sem cobertura de chantilly. O cliente respondeu que era com chantilly.

— Entendi: chocolate, café, creme, sem chantilly.

— Não, não, eu pedi com chantilly!

— Eu sei, senhor, foi só para dramatizar…

É preciso dramatizar, portanto, tanto da parte dos políticos, como da imprensa. Como nesse enfrentamento de Arthur Lira com Lula e com o PT, no qual o STF entrou de cambulhada por ser alvo da direita, que não suporta mais os transbordamentos de certos ministros do Supremo.

ABUSO DE AUTORIDADE – Até as tampas com o governo do PT, que tirou o emprego de um primo seu no Incra a pedido do MST e não quer que o próximo presidente da Câmara seja aliado seu, Lira ameaçou abrir investigação sobre abuso de autoridade das excelências do STF, como quer a direita, para mandar recado a Lula, que tem no tribunal o seu maior aliado político.

Os ministros ficaram apreensivos e recorreram ao presidente para ver o que podia ser feito, e um deles foi até o parlamento para um olho no olho com Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, e com o presidente da Câmara rebelde.

Lira conta também com outros itens no seu pacote de maldades, expressão usada em Brasília que costuma me causar bocejos. Ameaça, assim, dificultar a vida do governo Lula — como se o governo Lula já não se dificultasse por si só.

PARA DRAMATIZAR – É um repetição, perceba você, da mesma história de sempre. A única novidade, e reconheço que não de pouca monta, é que agora a briga inclui o Judiciário, que virou poder político.

Mas são todos brasileiros, graças a Deus, e tudo deverá se resolver como sempre, pelo menos neste momento em que o caos econômico ainda está em seus primeiros anúncios. O esquema só sofre abalo real quando o dinheiro começa a faltar para todo mundo. Aí, então, é preciso mudar para que tudo volte a ser como sempre foi, tal como ocorreu no caso do impeachment de Dilma Rousseff, para usar exemplo recente.

Se não houver fator novo, o que seria muito surpreendente, essa briga entre poderes vai acabar em sorvete com chantilly. O sorvete sem chantilly foi só para dramatizar, senhor.


A crise já se delineia. E agora? Como faremos para financiar a dívida? Será via inflação?

Publicado em 21 de abril de 2024 por Tribuna da Internet

Inflação, juros e crescimento

Charge do Alves (Arquivo Google)

José Antonio Perez

Em quase tudo nessa vida, para dar certo, tem que haver continuidade. É preciso traçar projetos muito bem elaborados, metrificados, quantificados, com avaliações periódicas de resultados para eventuais mudanças de rumo, porque o cenário nacional é instável e o internacional, pior ainda.

Por exemplo, preparem os bolsos, porque o petróleo certamente irá subir. Irä e Arábia Saudita são os maiores produtores e no Oriente Médio e a torneira pode fechar. A Petrobras já trabalha com defasagem, mas agora não terá mais como segurar os preços dos derivados por aqui.

AUTOSSUFICIÊNCIA  –Por isso, a Petrobras precisa trabalhar para manter a autossuficiência não só na extração, mas também na capacidade de refino, para evitar importações e impedir a influência dos combustíveis importados na inflação, que sempre ameaça e prejudica nossa economia.

Aqui no Brasil, os cidadãos não conseguem fazer relação entre causa e efeito. Só o que importa é “picanha com cerveja”, repetem aleatoriamente, imitando o grande líder.

Na verdade, o brasileiro  já nasce devendo, embora os sucessivos governos procurem ocultar essa realidade. Está ficando difícil financiar e rolar essa dívida trilionária, que chegará a 86% do PIB, segundo o FMI.

ERROS CRUCIAIS – Primeiro, aumentamos muito nossa carga tributária (entre 9 e 10%). Depois, deixamos crescer exponencialmente nossa dívida bruta, que era bilionária antes da era FHC para trilionária hoje em dia, um aumento em bola de neve, segundo o ex-ministro Paulo Guedes, que conseguiu dois anos seguidos de superávits primários (2021 e 2022), é preciso reconhecer.

E agora,  como faremos para financiar a dívida? Será via inflação? Certamente, porque já estamos no limite do endividamento e a sociedade não aguenta mais tanta  espoliação. Já vimos esse filme antes.

Para aprovar seus projetos, daqui para frente a fatura a ser paga à Câmara de Arthur Lira será inédita e astronômica, certamente. Os deputados vão sugar o sangue ou arruinar a vida de Lula e do PT. O criador de Lira foi Eduardo Cunha, e o deputado alagoano aprendeu depressa.


sábado, abril 20, 2024

Negociando Ideais: A Leilão dos Princípios na Dança das Cadeiras

 


"Na dança das cadeiras só enxergamos fragilidade de princípios...

Em conversa com amigos, fiquei surpreso com tantas idas e vindas que nada somam, ou seja, pagar pela volta de quem se foi é gastar para ter o que já tinha, elimina a perda, mas nada soma, apenas demonstra uma quebra de braço entre os que ficaram e aqueles que se foram, entretanto, uma coisa é certa, tem gente pondo preço em si, como se algo valesse! Tendo em vista que aquele que se vende, qualquer moeda tem mais valor, não importando quanto valha, já que está auto definida para aquele valor, no entanto, o ser humano é valorizado em razão do seu conhecimento e caráter, tendo seu valor aferido pela reputação que lhe é dada, diferente de ter preço, pois é o custo de quanto pagam por quem se vende, fragilizando o processo, permitindo se corromper e comprando graves consequências para si, que por tabela chegará aos familiares e entorno. Cuidado com as ofertas em período eleitoral, o que te oferecem não é um valor, mas tão somente o preço do seu caráter, dignidade e respeito que tinha enquanto visto como sendo um cidadão, já que recebida a oferta, tudo acaba, pois nada mais vale, é mercadoria vencida. Quem pagou descarta; quem vê já não quer, perdeu a serventia! (Mensagem enviada através WhatsApp)


Nota da redação deste Blog - A "dança das cadeiras" que você descreve, com idas e vindas sem progresso real, levanta questões cruciais sobre princípios e valores na política. É preocupante presenciar a fragilização desses princípios em nome de interesses pessoais ou de grupos.

1. Fragilidade dos princípios:

  • Negociações: A troca constante de posições, sem convicções sólidas, demonstra fragilidade nos princípios. Parece que a fidelidade a ideais é substituída por barganhas oportunistas.
  • Falta de compromisso: A rotatividade nas cadeiras indica falta de compromisso com projetos de longo prazo. A busca por vantagens imediatas parece sobrepor-se à construção de um futuro sólido.
  • Ausência de coerência: As idas e vindas geram incoerência nas ações e decisões, confundindo o público e dificultando a avaliação dos políticos.

2. Valorização individual em xeque:

  • Autodefinição por preço: A ideia de "vender-se" por um preço definido é problemática. O valor de um ser humano reside em seu conhecimento, caráter e reputação, não em um valor monetário fixo.
  • Corrupção: Vender-se abre portas à corrupção, pois a fidelidade é substituída pela busca por vantagens pessoais. Isso pode ter graves consequências para o indivíduo, seus familiares e a sociedade como um todo.
  • Mercadoria vencida: A visão do ser humano como "mercadoria vencida" após receber uma oferta é desumanizante. Ignora a capacidade de crescimento e mudança que cada indivíduo possui.

3. Cuidado com ofertas eleitorais:

  • Preço do caráter: Ofertas em período eleitoral podem mascarar tentativas de compra de caráter, dignidade e respeito. É preciso estar atento a promessas que parecem boas demais para ser verdade.
  • Perda de valor: Ao aceitar uma oferta, o indivíduo pode perder a confiança e o respeito daqueles que o rodeiam. A reputação é um bem valioso que deve ser preservado.
  • Mercadoria descartável: A visão do eleitor como "mercadoria descartável" após o voto é antiética. É fundamental escolher candidatos com base em seus princípios e propostas, não em ofertas passageiras.

Conclusão:

A "dança das cadeiras" na política revela a fragilização de princípios e valores. É preciso que os cidadãos estejam atentos e cobrem dos seus representantes coerência, compromisso e ética. O voto consciente é a ferramenta mais poderosa para combater a compra e venda de princípios na política.

Lembre-se:

  • Valores acima de tudo: Valorize seus princípios e não os negocie por vantagens passageiras.
  • Avalie com critério: Analise as propostas e o histórico dos candidatos antes de votar.
  • Cobrança constante: Exija dos seus representantes políticos transparência, ética e responsabilidade.
  • Participação ativa: Participe da vida política da sua comunidade e cobre mudanças positivas.

Juntos, podemos construir uma política mais justa e baseada em valores sólidos.

Ministro Salomão: independência, competência e coragem

 Corregedor do CNJ desempenha função vital ao desvendar a farsa da operação Lava Jato e enfrentar estrutura que instrumentalizou o Judiciário

Por KAKAY

Publicado em 19/04/2024 às 09:52

Alterado em 19/04/2024 às 10:01




O corregedor nacional de justiça, Luiz Felipe Salomão Foto: Sergio Lima/Poder360


'Se começar nesse tom comigo, 

a gente vai ter problema'

                       Juíza Gabriela Hardt para o

 presidente Lula, exercendo a arrogância do Judiciário

 

O julgamento dos desembargadores 

Eduardo Thompson Flores e Loraci Flores de Lima,

 do TRF 4ª Região, do juiz Danilo Pereira

 Júnior e da juíza Gabriela Hardt pelo Conselho

 Nacional de Justiça foi o anúncio do 

sepultamento definitivo da República de Curitiba e

 da operação Lava Jato. Ainda que por 8 

votos a 7 o plenário tenha revertido o afastamento

 dos juízes, que havia sido determinado pelo

 corregedor, o ministro Luis Felipe Salomão, o

 que foi revelado é a comprovação dos 

abusos que denunciamos há anos. Para reverter o

 afastamento, foi levado a cabo um dos

 maiores lobbies já promovidos pelo corporativismo

 judiciário. Que fracassou ao fim e ao cabo. 

O voto do presidente do STF, Roberto 

Barroso, antecipado para influenciar o colegiado, foi

 uma defesa ampla e corajosa da operação como um todo. 

Lembrou as grandes defesas que  fazia na Corte Suprema

 quando pontificava como advogado.

Ele chegou a ler as cartas de apoio de várias entidades

 de classe. Pouco importa se essas entidades não

 conhecessem absolutamente nada do processo, 

o que interessava era proteger os magistrados.

 Ainda assim, foram mantidos os afastamentos

 dos desembargadores.

Mas é necessário olhar esses processos com 

um olhar mais amplo do que está acontecendo.

 O relatório que foi elaborado para dar~

 suporte à correção feita pelo CNJ na 13ª Vara de

 Curitiba é arrasador. A apuração confirmou

 que o ex-magistrado Sergio Moro, o

 ex-procurador Deltan e a juíza Gabriela

 Hardt agiram em conluio para desviar 

R$ 2,5bilhões provenientes da Lava Jato

 para criar uma fundação privada.

O delegado afirmou que os 3 atuaram junto

 com outros procuradores da República,

 com auxílio de agentes públicos

 norte-americanos e gerentes da Petrobras, para 

desviar R$ 2.567.756.592,09, que seriam

 destinados ao Estado brasileiro. Além de

 documentos, foram ouvidas mais de 10

 pessoas. A abordagem do relatório é sob o

 prisma criminal.

É bom lembrar-nos de uma frase muito

 usada pelo então juiz Sergio Moro: “O DNA

 do combate à corrupção está no meu sangue”.

 Na verdade, está comprovado que não

 era o DNA do combate que estava em seu

 sangue, mas o da própria corrupção.

Ou seja, o que o Conselho Nacional de

 Justiça está julgando é se houve irregularidade

 funcional por parte dos desembargadores

 e juízes. Com a abertura dos processos

 administrativos disciplinares, o máximo,

 e é muito, que pode acontecer é a 

aposentadoria dos magistrados.

Como o senador Sergio Moro não

 é mais juiz, sequer poderia ter sido

 aplicada a ele  qualquer medida cautelar

, mas o CNJ ainda vai decidir sobre a

 sua conduta administrativa e ele deverá

 sofrer sanções.

Mas o jogo mesmo vai começar a ser

 jogado quando todo o material levantado

 chegar à  Procuradoria Geral da República.

 O Ministério Público tem o dever de analisar,

 sob a perspectiva criminal, a atuação de toda

 República de Curitiba. Há indicativos, apontados

 com técnica e precisão pelo ministro Luis Felipe

 Salomão, do cometimento de vários tipos penais

 como corrupção passiva, corrupção privilegiada,

 peculato e prevaricação.

Na realidade, o que está sendo desvendado e

 colocado ao público é aquilo que venho 

denunciando há anos: a Lava Jato foi uma

 operação que tinha um projeto de poder.

 Para tanto, uniu-se a grupos estrangeiros,

 contou com o apoio da grande mídia,

 instrumentalizou parte do Poder Judiciário

 e do Ministério Público e corrompeu o

 sistema de Justiça.

Sem nenhum escrúpulo, empenhou-se na

 aventura fascista de Bolsonaro e foi seu 

principal cabo eleitoral. Chegou a assumir

 o poder com a vitória bolsonarista. Como

 são despreparados e indigentes intelectuais,

 acreditaram nas histórias criadas pela 

imprensa sobre eles. Julgavam-se 

semideuses e heróis nacionais.

A vaidade e a ganância por poder e

 dinheiro dominaram, com facilidade,

 personalidades tíbias e sem estrutura intelectual. 

Demorou muito, mas estão começando a sentir o peso de

 ter agido como uma verdadeira organização criminosa.

Por isso, a importância vital do trabalho desenvolvido

 pelo corregedor do CNJ, ministro Salomão.

 Com independência, competência, determinação e

 coragem, ele está enfrentando toda uma estrutura

 montada dentro do próprio Poder Judiciário.

Essa estrutura vai cair de podre, mas,

 naturalmente, vai resistir enquanto puder.

 Com tod a força acumulada em anos de

 poder e do seu uso sem escrúpulos.

 Uma apuração como essa, com uma

 Polícia Federal séria e técnica, vai

 aprofundar e desvendar os labirintos por

 onde se escondiam essas figuras nefastas

 que se julgavam donos do Brasil.

Ao indicar a “gestão caótica” feita 

pelos heróis da Lava Jato, a investigação

 levanta a tampa do esgoto. Fizeram de

 golpe de bilhões até o sumiço de obras

 de arte, bens e recursos apreendidos. Não havia

 um inventário para identificar todos os itens confiscados.

 Certamente, deve ter muita madame lavajatista com

 joias que deveriam ter sido  devolvidas ao

 verdadeiro dono. É assustador.

O que nos resta é acompanhar, com lupa, 

o desenrolar desses inquéritos. Dando a

 eles os direitos que sempre negaram 

quando eram os donos da caneta, das

 chaves da cadeia e do cofre. Mas

 mostrando a todos que é chegada

 a hora de colocar um ponto final

 nessa operação farsesca e corrupta. 

'Antes de mim coisa alguma foi criada.

Exceto coisas eternas, e eterno eu duro.

Deixai toda esperança, vós que entrais!'

Canto 3, A porta do Inferno -Vestíbulo Rio Aqueronte – 

  Caronte / Dante Alighieri

 – Divina Comédia. 

(artigo originalmente publicado no site Poder 360)

Alexandre de Moraes diz que justiça eleitoral defenderá eleitor contra manipulação das redes sociais

 

Por JORNAL DO BRASIL com Agência Estado
redacao@jb.com.br

Publicado em 20/04/2024 às 07:45

Alterado em 20/04/2024 às 07:45


                          Ministro Alexandre de Moraes Foto: STF

Gabriel Vasconcelos - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, subiu o tom há pouco contra o que chamou de “irresponsáveis mercantilistas das redes sociais” que se unem a políticos extremistas no Brasil.

Em discurso no lançamento do projeto do Museu da Democracia, no Rio de Janeiro, Moraes não citou o bilionário Elon Musk, dono da rede social X, mas usou a parte final de sua fala para responder indiretamente às suas provocações em uma espécie de aviso, também endereçado ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Moraes citou “políticos autoritários e extremistas”, que se unem por conveniência ao poder econômico das redes sociais. A fala vem na antevéspera do ato convocado por Bolsonaro para domingo, na orla da praia de Copacabana, também no Rio.

“O Museu da Democracia vai combater abuso de poder político e poder econômico que reiteradas vezes querem ameaçar a democracia brasileira. Essa antiquíssima mentalidade mercantilista que volta a atacar a soberania do Brasil e a Justiça Eleitoral, com a união de irresponsáveis mercantilistas ligados às redes sociais com políticos brasileiros extremistas”, disse Moraes.

“A Justiça Eleitoral continuará a defender a vontade do eleitor contra a manipulação do poder encômio das redes sociais, algumas que só pretendem o lucro e exploração sem qualquer responsabilidade”, continuou

O ministro terminou o discurso dizendo que o judiciário brasileiro e sua fileira eleitoral estão “acostumados” a combater “mercantilistas estrangeiros que tratam o Brasil como colônia” e “políticos extremistas” que “preferem se subjugar a interesses internacionais do que defender o desenvolvimento do Brasil”.

Moraes, que veio ao Rio na condição de presidente do Tribunal Superior Eleitoral, discursou ao lado do governador do Rio, Claudio Castro (PL), correligionário e aliado de primeira hora de Bolsonaro, do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), e do ministro do Superior Tribunal de Justiça e corregedor nacional de Justiça, Luís Felipe Salomão. Também estavam presentes uma dezena de desembargadores e políticos locais.

O museu, que será concebido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) ficará sediado no Centro Cultural da Justiça Eleitoral, no centro do Rio, para contar a história das eleições livres e relembrar traumas da vida republicana, como as ditaduras Vargas e Civil-Militar, além da presumida tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2024.

Malafaia promete ‘subir o tom’ contra Supremo no ato de Bolsonaro no Rio

Publicado em 20 de abril de 2024 por Tribuna da Internet

Malafaia volta a ameaçar Moraes e confessa que ato no Rio será para atacar  STF: "vai chegar sua hora" | WSCOM

malafaia ameaça usar a liberdade de expressão no limite

Mônica Bergamo
Folha

O pastor Silas Malafaia, que está organizando o ato em apoio a Jair Bolsonaro (PL) no Rio de Janeiro, no domingo (21), afirmou que vai “subir o tom” contra o Supremo Tribunal Federal (STF) em seu discurso.

Ele afirma que as críticas que já fez ao STF em fevereiro, no ato pró-Bolsonaro na avenida Paulista, em São Paulo, foram suaves perto das que pretende fazer no próximo fim de semana.

ÁGUA COM AÇUCAR – “Em São Paulo meu discurso foi água com açúcar”, diz o religioso. Na ocasião, ele criticou Alexandre de Moraes e disse que era “uma vergonha” e “uma afronta” declarações do presidente do STF, Luís Roberto Barroso, afirmando que “nós derrotamos o bolsonarismo”.

Bolsonaro também subiu o tom ao convocar aliados para o ato. Em um vídeo divulgado na quinta (18), ele afirmou que “o mundo todo toma conhecimento de o quanto está ameaçada a nossa liberdade de expressão e do quanto estamos perto de uma ditadura”.

RELATÓRIO – Nos Estados Unidos, parlamentares republicanos aliados a Donald Trump divulgaram na quinta (18) um relatório com ofícios de Alexandre de Moraes determinando a suspensão de contas do X (ex-Twitter). O ato coincidiu com ataques do dono da plataforma, Elon Musk, ao magistrado.

Ele divulgou também um vídeo do português Sérgio Tavares, que foi detido no aeroporto de Guarulhos em fevereiro ao desembarcar em São Paulo para ir ao ato de Bolsonaro.

“O Brasil vive uma ditadura. Tem censura, perseguição política, violações constantes dos direitos humanos, tudo à luz do dia”, afirma Tavares no vídeo, afirmando que estará presente no palanque do Rio de Janeiro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A reação do Comitê Jurídico da Câmara norte-americano imobilizou Alexandre de Moraes, que não sabe o que fazer nem o que dizer. A pretexto de salvar a democracia, ele tomou tantas iniciativas ditatoriais, que agora a situação está se invertendo. Foi ‘’bestial’’, como dizem os portugueses. (C.N.)

 

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