segunda-feira, novembro 07, 2022

Política atual lembra 1930, quando a imprensa também fez uma cobertura nojenta das eleições

Publicado em 7 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Eleições de 1930

Na charge, Vargas derruba Júlio Prestes da Presidência

Bruna Frascolla
Gazeta do Povo

Nos últimos dias, a geopolítica interna do Brasil só me lembra 1930. Temos um líder aclamado pelas massas urbanas, como em 30. São Paulo está rachada, como em 30. Para dar um gás na eleição daquele que é benquisto pelas massas, aposta-se nas lideranças mineiras – que acabaram entregando menos votos do que o previsto.

A base do líder popular era um verdadeiro saco de gatos que incluía militares, liberais e adeptos da luta contra a corrupção. E para assegurar o poderio, o lado contrário recorre à Bahia, que entrega os votos prometidos. Mas isso não bastou: para deter o candidato das massas, o dono da caneta usou de todas as ferramentas possíveis para impedi-lo de fazer campanha.

NA ELEIÇÃO DE 1930 – Como em 1930, a imprensa carioca e parte da paulista, que estavam no conluio, fizeram uma cobertura nojenta das eleições e revoltaram os partidários do candidato popular. Ao final, Júlio Prestes e Lula venceram, respectivamente, as eleições mais apertadas da República Velha e da Nova República. Mas em 1930 o processo eleitoral, com o engajamento do eleitorado de Vargas e Bolsonaro, levou o país a convulsões.

Algumas diferenças saltam aos olhos, porém. A primeira delas é que o Exército de hoje não é o Exército de 30. Outra é que, na cisão de São Paulo, Vargas levou a capital e Bolsonaro levou o interior. (Quando se fala de Vargas, os paulistas têm à mente a fracassada Revolução de 32, contra ele. No entanto, os mesmos que repudiaram Vargas em 32 saudaram-no em 30, e até custearam a Revolução exitosa.)

Outra diferença, também gritante, é que Bolsonaro conseguiu ser um presidente anti-establishment, coisa absolutamente impossível na República Velha.  E o crescimento do Judiciário nas democracias transferiu para o Supremo a caneta.

BAHIA ONTEM E HOJE – Last, but not least, a Bahia da República Velha ainda não tinha entrado na mais franca decadência econômica. Tinha muita gente, porém era mais um estado agrário num país agrário. A Bahia de hoje é um estado agrário pobre e arcaico dentro de um país agrário tecnológico e moderno. É bancada pelo país, mas seus coronéis acharam que seria uma boa ideia decidir a eleição contra o setor produtivo.

O eixo econômico que salva a balança comercial do país se estende do Centro-Oeste rumo ao Sul, a São Paulo e ao oeste do Nordeste (a região de divisas estaduais conhecida como Matopiba).

Como mostrou esta Gazeta, Lula venceu em 8 das 20 maiores cidades do país. No topo está São Paulo, com seus 12 milhões de habitantes. Para efeito de comparação, a Bahia, que é o maior colégio eleitoral do Nordeste, está perto de 15 milhões de habitantes. Só a cidade de São Paulo já vale quase uma Bahia inteira, em termos de população.

DIZ O PRECONCEITO – Nessas horas, sempre aparece o paulista que diz que São Paulo é cheia de nordestinos. Quanto a isso: (1) Bolsonaro venceu em Maceió, mas nenhum gênio vai dizer que paulistas infestam a capital alagoana; (2) Haddad ganhou em São Paulo nos bairros das nobres e pobres; (3) Guarulhos, Rio de Janeiro e Brasília também são cheias de nordestinos, mas ainda assim Bolsonaro ganhou nessas cidades; (4) o Nordeste foi a única região em que o PT teve menos votos do que em 2018.

Precisamos então começar a admitir que existem diferenças regionais que não podem ser limitadas a “pobres querendo auxílio que votam no PT” x “setor produtivo que quer Estado eficiente”.

Creio que duas coisas tiveram peso inegável na queda do eleitorado de Bolsonaro no Sudeste: a inflação e a imprensa. Pessoas mais esclarecidas sabem que o governo foi ótimo na gestão da inflação porque têm em vista o cenário internacional.

“EMENDAS DE RELATOR” – No entanto, num país continental como o Brasil – e sobretudo numa região que não faz fronteira com outro país –, as pessoas tendem a comparar a situação atual à situação passada; não à situação dos vizinhos.

Quanto à imprensa, limito-me a apontar que um importante jornal do Sudeste passou a chamar o “orçamento secreto” de “emendas de relator”. Quando as redes sociais confrontaram o perfil do jornal no Twitter, ele mentiu que só as colunas de opinião usavam a expressão “orçamento secreto” e correu para editar as matérias informativas passadas. Quando é Bolsonaro, é “orçamento secreto”; quando é Lula, a mesma coisa virou “emendas de relator”.

No mais, Bolsonaro era genocida por causa da Covid e ia acabar com as girafas da Amazônia. Se a imprensa quisesse, poderia ter mostrado Lula agradecendo à natureza pela criação do coronavírus.

(Artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)

General Villas Bôas, o mentor de Bolsonaro, diz que novo governo Lula destruirá o país

Publicado em 7 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Villas Bôas divulga carta com suas expectativas para eventual governo do PT  | O Antagonista

Mensagem de Villas Bôas foi divulgada pelas redes sociais

José Carlos Werneck

Circula nas redes sociais uma mensagem que o general Villas Bôas, ex-comandante do Exército brasileiro, publicou falando de suas expectativas sobre a vitória do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. O documento foi divulgado um dia antes do resultado da eleição.

A propósito de analisar “o que podemos esperar de um governo da oposição”, o militar reformado fala em “destruição do civismo, ridicularizarão do patriotismo e dos símbolos nacionais, desrespeito à Constituição e apoio a ditaduras”.

DESTRUIÇÃO DO PAÍS – O general Villas Bôas disse ainda que Lula será responsável pelo desemprego e pela destruição do país, acrescentando que o ensino será contaminado ideologicamente pela esquerda, “impondo a aceitação de verdadeiras perversões às crianças”.

O general falou também em “destruição do civismo” e “ridicularização do patriotismo”, prevendo também a “desmontagem das estruturas produtivas que tão arduamente foram recuperadas, criando uma base capaz de sustentar-se sem depender de governos”.

Villas Bôas alega também que haverá “a volta do aumento do desemprego, compensado por programas sociais demagógicos”, salientando que ocorrerá submissão ao globalismo com a consequente perda da identidade nacional.

DISSE O GENERAL – “A destruição do civismo; a ridicularizarão do patriotismo e dos símbolos nacionais; a contaminação

ideológica do ensino, impondo a aceitação de verdadeiras perversões às crianças; o retorno do estelionato nacional que os jovens encontram ao enfrentar o mercado de trabalho; a perda do valor da palavra e da vida; a substituição da verdade pelas narrativas; a perda de pruridos pelo uso da mentira; a disfunção das instituições”, prevê o ex-comandante do Exército, acrescentando que haverá também:

“O desrespeito à Constituição; a relativização da soberania da Amazônia; a natureza acima das pessoas; os índios como ferramentas de ONGs e organismos internacionais; a política externa orientada por simpatias ideológicas; o apoio a ditaduras; o desaparecimento do culto e à honra, à pátria e a liberdade; a desesperança das pessoas que vestem verde — amarelo.”

Diferentes tribos trabalham a proposta de Lula para criar o Ministério dos Indígenas


Lula se reúne com lideranças indígenas em Brasília, nesta terça | Partido dos Trabalhadores

Lula prometeu várias vezes criar o Ministério dos Indígenas

João Gabriel
Folha

Lideranças da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) já começam a esboçar uma proposta do que pode vir a ser o Ministério dos Povos Indígenas, promessa de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em campanha, mas que não chegou ao seu plano de governo.

Membros da articulação se reuniram em Brasília nos últimos dias e aprovaram a criação de um grupo de trabalho que atuará, nos próximos dois meses, debruçado sobre estudar as possibilidades para a nova pasta, incluindo sua estrutura.

CONVERSA INICIAL – Integrantes do movimento, ouvidos pela Folha, sob anonimato, dizem que o encontro foi apenas uma conversa inicial. A partir de agora, esse grupo, que deve ter cerca de 20 membros, irá aprofundar o debate. Ainda não houve conversa formal sobre nomes para ocupar cargos no Executivo a partir de 2023.

Os indígenas demandam, por exemplo, ter integrantes no comitê de transição chefiado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) —até agora, no entanto, ninguém foi formalmente procurado. A ideia é que o grupo de trabalho municie esses representantes, para que eles possam articular o ministério junto ao governo eleito.

O debate entre as lideranças girou em torno de dois pontos. Um é trabalhar, desde agora, no Congresso, para garantir que haja orçamento para as políticas indígenas, inclusive da nova pasta. Outro é garantir que a participação indígena no governo não se limite a este setor, mas se espalhe por diversas instituições.

BAGUNÇA OFICIAL – Existem hoje, distribuídos por diferentes instâncias do Executivo, alguns órgãos que cuidam de questões relativas aos povos. Por exemplo, a Funai (Fundação Nacional do Índio), a principal instância sobre o tema e que é subordinada ao Ministério da Justiça.

Há um debate se a Funai deve, ou não, ser incorporada ao Ministério dos Povos. Na conversa, segundo pessoas presentes, surgiu até a ideia de que apenas uma parte seja incorporada —por exemplo, a que cuida de questões sociais.

Ainda segundo esses interlocutores, há uma maioria que defende que a Secretaria de Saúde Indígena, a Sesai, siga dentro do Ministério da Saúde. Em ambos os casos, há o consenso sobre a importância de que os órgãos, assim como o de educação indígena (hoje, competência de uma secretaria no Ministério da Educação), sejam chefiados por representantes indígenas.

HÁ CONTROVÉRSIAS – Segundo essas lideranças, o dilema para a criação da estrutura do novo ministério é garantir que a participação indígena não seja limitada a ele, mas aconteça em outras instâncias, e ao mesmo tempo cuidar para que seu organograma não absorva órgãos grandes demais —que correriam o risco de ficar inoperantes em uma pasta recém criada.

Além disso, o grupo elaborou uma carta pública, na qual vai propor metas para os primeiros dias do governo Lula. Por exemplo, a revogação de atos e decretos prejudiciais aos direitos indígenas, bem como a conclusão do processo demarcatório de 17 Terras Indígenas que, segundo levantamento da Apib, já passaram por todo o seu trâmite burocrático e dependem apenas de uma assinatura para serem validados.

 

Finalmente, segundo essas lideranças, foi ressaltada a importância da retomada de uma política nacional voltada aos povos indígenas e dos conselhos nacionais dos povos indígenas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É preciso dar todo o apoio aos indígenas, mas deve-se ter em mente que o principal objetivo das lideranças é o cumprimento do tratado assinado no segundo governo Lula na ONU, em 2007, reconhecendo o direito de independência das nações indígenas. É aí que mora o perigo, como se dizia antigamente(C.N.)

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Manifestações dos bolsonaristas estavam planejadas e acertadas antes das eleições

Publicado em 7 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Manifestantes pedem intervenção federal em frente a quartéis

Combinaram até usar a expressão “Intervenção Federal”

Vicente Limongi Netto

Tudo indica que Jair Bolsonaro não dará trégua ao futuro governo. Não facilitará a vida do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. Lamentável e degradante que Bolsonaro continue agindo como político mesquinho, dissimulado, com sangue nas ventas, que não sabe perder. É óbvio que as atuais manifestações dos bolsonaristas já estavam programadas antes dos resultados do segundo turno.

Bolsonaro não tem grandeza de atitudes para admitir que as eleições foram limpas e democráticas.

FALTA POSTURA – Deveria ter educação, civismo e postura digna de chefe da nação. Não amesquinhar o cargo, tripudiando no vencedor do pleito. Não haverá terceiro turno. O esperneio é livre.

Nessa linha, são oportunas e sensatas as ponderações do senador Oriovisto Guimarães(Podemos-PR) na atenta “Coluna do Estadão”( 06/11):  “Se Bolsonaro for sábio, pode capitalizar esse descontentamento com a eleição de Lula e voltar em 2026, mas não com cantoria em quartel, nem com bloqueios de estradas”.

OMISSÃO DA OAB – A atual OAB Nacional é uma tristeza. Peca por se omitir, diante dos graves problemas brasileiros. Antigamente a entidade era respeitada, presidida por expressivos e vigilantes juristas que não se escondiam e protestavam contra desmandos. Era uma trincheira das liberdades individuais e coletivas. 

Hoje a OAB é lamentável e patética. Um retrato amarelado, caindo da parede, diria Drummond.  Acomodada, não reflete mais os anseios populares. Não protesta, não repudia nem participa dos debates que interessam a sociedade e a nação. 

O atual presidente da classe é enfadonho e obscuro desconhecido. Só não é barrado nas solenidades porque usa o broche da entidade na lapela.

SELEÇÃO MAL ESCALADA – Lista de Tite agride o bom senso. É capenga, deplorável e injusta.  Não convocar o meia Paulo Henrique Ganso afronta o bom futebol. Entristece torcedores e a bola.

Tite e seus áulicos optaram manter a patotinha de jogadores afilhados. Será duro conquistar o hexa. Falsa humildade e empáfia de Tite não entram em campo. Não ganham o jogo.

Oposição afaga Lula| Guilherme de Pádua ficava nu e era complexado| Tite divulga jogadores convocados

 

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Simone Tebet quer um ministério em que possa deixar sua marca e ganhar projeção

Publicado em 7 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Simone Tebet vota no Mato Grosso do Sul

Simone Tebet será ministra, mas não sabe qual o Ministério

Paulo Cappelli

Aliados de Simone Tebet no MDB recomendaram que a senadora se articule para tentar assumir um ministério em que possa imprimir uma marca pessoal. O entorno de Tebet avalia que a Agricultura é uma pasta que caminha sozinha, dando pouca margem para que se deixe uma marca própria, que ajude a alavancar Tebet para 2026.

Entre as opções em que isso seria possível, estão o Ministério do Meio Ambiente, o da Cidadania ou a Educação, todos com forte entrega de políticas públicas e, não à toa, também no raio de interesse do PT.

APROXIMAÇÕES – A presença de Tebet já é dada como certa pelo entorno de Lula. Além de prestigiar uma aliada importante no segundo turno contra Bolsonaro, a participação dela no governo ajudará na relação do governo com forças políticas majoritariamente avessas ao PT, como o agronegócio.

No final da campanha, Tebet foi fundamental para ganhar a confiança e o apoio de figuras influentes, como o apresentador global Luciano Huck e sua mulher Angélica.

Luciano Huck chegou a compartilhar no Instagram o registro de uma reunião que teve com Simone Tebet antes do segundo turno.

MESMOS OBJETIVOS – Na legenda da foto, o apresentador da TV Globo reforçou que os dois tem os mesmos objetivos para o futuro do país. A declaração foi entendida como apoio a Luiz Inácio Lula da Silva, já que a senadora aliou-se ao petista na disputa no segundo turno.

 

 

“Remando na mesma direção. Pela democracia e por um Brasil mais afetivo e eficiente”, escreveu Huck.

A esposa do apresentador, Angélica, fez postagens nas redes sociais declarando apoio a Lula e foi elogiada por ele: “Orgulhoso de você”, escreveu o apresentador do Domingão nos comentários do post.

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