sexta-feira, setembro 16, 2022
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STF forma maioria para manter a suspensão do piso da enfermagem
Quinta, 15 de Setembro de 2022 - 16:40
por José Marques | Folhapress

Com voto do ministro Gilmar Mendes nesta quinta-feira (15), a maioria do STF (Supremo Tribunal Federal) votou para manter a suspensão do piso nacional da enfermagem, conforme decidido pelo ministro Luís Roberto Barroso.
O tribunal analisa, em sessão do plenário virtual, se mantém a decisão de Barroso que determinou a suspensão da lei que estabeleceu uma remuneração mínima para enfermeiros e auxiliares e técnicos em enfermagem "até que seja esclarecido" o impacto financeiro da medida para estados e municípios e para os hospitais.
Seguiram o voto de Barroso os ministros Ricardo Lewandowski, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.
A norma aprovada pelo Congresso fixou o salário de, no mínimo, R$ 4.750 para os enfermeiros. Técnicos em enfermagem devem receber 70% desse valor (R$ 3.325), e auxiliares de enfermagem e parteiros, 50% (R$ 2.375).
Em contraponto, votaram para derrubar a decisão os ministros Kassio Nunes Marques, André Mendonça e Edson Fachin. Ainda não votaram os ministros Luiz Fux e Rosa Weber.
O julgamento só será encerrado na sexta-feira (16), e os ministros podem modificar seus votos ou interromper a votação. No plenário virtual, cada integrante do Supremo deposita seu voto na plataforma, durante um período determinado de tempo.
Desde que decidiu pela suspensão do piso, Barroso tem reiterado que a sua decisão tem o objetivo de criar, de forma consensual, uma fonte de custeio que viabilize o cumprimento da lei.
"Minha posição é que é muito justa a instituição de um piso para a enfermagem e para outros profissionais de saúde. Portanto, eu estou empenhado em viabilizar a concretização desse piso", afirmou Barroso após a sessão do STF no último dia 8.
"[Mas] minha visão e a de muitos é de que, sem se construir uma fonte de custeio, seria muito difícil tirar do papel esse piso salarial", argumentou. De acordo com Barroso, havia um risco real e iminente de descumprimento geral da lei.
Em seu voto, o ministro Gilmar Mendes argumenta que, em relação ao setor privado, parece imprescindível que um piso nacional, como o que se ensaia, leve em consideração as diferenças sociais e econômicas que existem entre as regiões do Brasil: o mesmo piso, que pode ser insuficiente em um Estado como São Paulo, pode afigurar-se impraticável com a realidade de mercado de Estados menos abastados".
"Externalidades negativas, como o provável aumento das demissões no setor, bem ilustram que a violação à segurança jurídica sofrida pela parte empregadora também pode ser experimentada pelos profissionais de enfermagem."
A decisão de Barroso foi criticada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que afirmou que a suspensão foi tomada por "capricho pessoal".
"Não sei como vão votar [no plenário virtual] o Kassio [Nunes Marques] ou o André Mendonça, botei [esses ministros] lá dentro, mas acho que eles devem estar ao lado dos trabalhadores", disse em sabatina do jornal Correio Braziliense, citando os integrantes do STF que foram indicados pelo presidente.
Tanto André Mendonça quanto Kassio Nunes Marques divergiram de Barroso no julgamento do plenário virtual. Fachin também acompanhou os dois.
De acordo com Mendonça, apesar das peculiaridades do caso em julgamento, os precedentes do Supremo vão de encontro ao voto de Barroso.
Segundo o ministro, em hipóteses semelhantes, o STF reconheceu a constitucionalidade do piso salarial nacional dos profissionais do magistério público da educação básica e que, apesar de ainda estar pendente de julgamento a lei sobre piso salarial dos agentes comunitários de saúde, "não se tem notícias de decisão (...) que tenha determinado a suspensão de sua eficácia".
Já Kassio afirmou que, apesar de concordar com parte da fundamentação de Barroso, se preocupa também com os impactos da suspensão "em vista das possíveis necessidades econômicas essenciais dos profissionais beneficiados com a nova lei".
"Afigura-me bastante provável que o risco de dano inverso decorrente da concessão da liminar possa ser ainda maior do que seu indeferimento", disse Kassio.
"Não posso deixar de anotar, ainda, que a classe dos enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras enfrentaram, recentemente, com valentia, o combate à pandemia causada pelo vírus da Covid-19."
A ação pela suspensão da lei foi apresentada ao Supremo pela CNS (Confederação Nacional de Saúde), que representa hospitais e estabelecimentos da área.
O advogado da entidade, Alexandre Pacheco Bastos, afirmou que a realidade dominante no país não é a dos hospitais de ponta de capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, mas a de estabelecimentos endividados no interior e "dos mais de 825 municípios em que a respectiva Santa Casa é o único equipamento de saúde à disposição da população".
"Essas instituições, como é sabido, já têm contas bastante combalidas pela defasagem da tabela de contraprestação do SUS", afirmou o advogado.
Bahia Notícias
Ator da Globo é preso em flagrante por armazenamento de pornografia infantil
Quinta, 15 de Setembro de 2022 - 17:51
por Redação

O ator José Dumont, de 72 anos, foi preso em flagrante na tarde desta quinta-feira (15) por armazenamento de pornografia infantil.
De acordo com o Polícia Civil do Rio de Janeiro, foram encontradas imagens de sexo envolvendo crianças. A investigação segue sob sigilo por envolver menores de idade.
De acordo com o Notícia da TV, o artista de 72 anos é investigado por ter supostamente mantido um relacionamento com um fã de 12 anos. Ainda conforme informações do portal, José teria oferecido ajuda financeira a menor de idade e, a partir, desse envolvimento, teria iniciado uma troca de beijos e carícias íntima
Essa aproximação foi registrada por câmeras de segurança e usadas como base para a abertura da investigação policial. Os oficiais realizaram um mandado de busca e apreensão na casa de Dumont, cumprido nesta quinta.
Na Globo, o ator atuou em novelas como Nos Tempos do Imperador (2021), Onde Nascem os Fortes (2018), Velho Chico (2016) e América (2005). Na RecordTV, ele trabalhou na série Milagres de Jesus (2014) e em novelas como Caminhos do Coração (2007) e Ribeirão do Tempo (2010).
Lei nota na intégra:
"De acordo com a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), o autor foi preso em flagrante pelo crime de armazenamento de imagens de sexo envolvendo crianças. A investigação está sob sigilo".
Após cortes no Farmácia Popular, Bolsonaro diz que governo pode recompor valores em 2023
Quinta, 15 de Setembro de 2022 - 19:20
por Matheus Teixeira | Folhapress

O presidente Jair Bolsonaro (PL) indicou que trabalhará para reverter o corte de 50% das verbas da Farmácia Popular (veja aqui) que consta na proposta de Orçamento para 2023 enviada pelo governo ao Congresso.
A ideia de reduzir o programa acendeu um alerta na equipe de campanha à reeleição do mandatário, que reagiu e disse que "ninguém será prejudicado" em seu governo.
"Temos recursos porque não roubamos, tem dinheiro sobrando para atender a tudo isso. E será refeito agora pelo parlamento brasileiro e, se não for possível, nós acertaremos essa questão ano que vem", afirmou em entrevista à CNN divulgada nesta quinta-feira (15).
O chefe do Executivo disse que "ninguém precisa ficar preocupado porque jamais" abandonaria os "mais humildes na busca de um remédio na Farmácia Popular".
Está previsto no orçamento para o próximo ano elaborado pelo Executivo o corte de ao menos 50% no Farmácia Popular e também e no programa Mais Médicos e na saúde indígena.
A medida orçamentária atingirá programas centrais no atendimento à população e deflagrou o temor de repercussão negativa nas urnas. Bolsonaro decidiu acionar os ministros Marcelo Queiroga (Saúde) e Paulo Guedes (Economia) para tentar rever o corte no Farmácia Popular.
Diante da repercussão negativa das reduções, Guedes saiu a campo e citou o programa ao sinalizar, nesta quarta-feira (14), uma recomposição dos recursos da Saúde por meio de mensagem modificativa do orçamento.
Apesar do pedido de Bolsonaro e da sinalização de Guedes, ainda não foi enviada qualquer comunicação formal ao Congresso. Técnicos ressaltam que isso só deve ser feito após as eleições.
A redução significativa nos recursos do Mais Médicos -rebatizado pelo atual governo de Médicos pelo Brasil- também já entrou no radar do Ministério da Saúde como um ponto de alerta, embora os dois programas não sejam os únicos atingidos.
Como mostrou a Folha, a verba da Saúde para custeio e investimentos sofreu um corte de 42% na proposta para 2023. Para cumprir o gasto mínimo assegurado pela Constituição, o Executivo vai depender das chamadas emendas de relator, instrumento usado como moeda de troca nas negociações com o Congresso. Procurada, a pasta não se manifestou sobre os cortes.
Bahia Notícis
'Qual decreto? Me apresente', diz Bolsonaro sobre acusação de sigilo em informações
Quinta, 15 de Setembro de 2022 - 20:00
por Redação

O presidente Jair Bolsonaro (PL) rebateu as acusações de que teria decretado sigilo para informações do governo federal. Bolsonaro participou de live, nas redes sociais, nesta quinta-feira (15), diretamente do Rio de Janeiro.
"Qual decreto? Me apresente. Não existe nenhum decreto, decretando sigilo, nada. Tem uma lei de 2011 que diz que os assuntos de natureza particular, eu não preciso ceder a lei de acesso a informações. A imprensa pediu meu cartão de vacina. Por essa lei, de 2011, de Dilma. Por minha parte não tem problema. O que mais a imprensa quer saber que eu não mostrou, praticamente nada", disse Bolsonaro.
Bolsonaro apontou ainda que que as gestões petistas também decretaram atos de acordo com a lei citada. "Tem uma diferença muito grande, quando se fala que decretei sigilo. Não tem decreto, você pode usar a lei, para informações pessoais. O que tem é o cartão de vacina. Quem quiser pode olhar, já falei para a assessoria", finalizou.
O governo Bolsonaro e instituições federais já solicitaram 9 vezes a imposição de sigilo a informações por 100 anos desde o início do governo do presidente, entre elas, sobre os gastos com o cartão corporativo (veja aqui). O candidato à reeleição, porém, decretou sigilo sobre outros assuntos via ministérios e instituições do Estado.
Bahia Notícias
Datafolha: Lula segue líder na disputa presidencial com 45%; Bolsonaro cai para 33%
Quinta, 15 de Setembro de 2022 - 21:20
por Redação

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue liderando a corrida pela presidência do Brasil, de acordo com a nova pesquisa do instituto Datafolha, divulgada na noite desta quinta-feira (15) pela TV Globo. O petista manteve o percentual do levantamento anterior e tem 45% das intenções de voto.
Em segundo lugar, continua o atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), que possuía 34% no levantamento da última semana e agora tem 33% da preferência dos eleitores brasileiros.
O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), em terceiro lugar, tinha 7%, oscilou positivamente e agora aparece com 8%. Já a senadora Simone Tebet (MDB) tem 5%, o mesmo percentual da pesquisa anterior.
A senadora Soraya Thronicke (União), que tinha 1% na última semana, agora aparece com 2% das intenções de voto. Felipe D’Ávila (Novo), Sofia Manzano (PCB), Vera Lúcia (PSTU), Léo Péricles (UP), Eymael (DC) e Padre Kelmon (PTB) não pontuaram.
De acordo com o instituto, se as eleições fossem hoje, Lula e Bolsonaro provavelmente disputariam o segundo turno, pois a soma dos pontos dos adversários (48%) supera as intenções de voto do petista (45%).
O Datafolha entrevistou presencialmente 5.926 eleitores em 300 municípios brasileiros entre os dias 13 e 15 de setembro. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04099/2022.
TSE: Toffoli é eleito para vaga de ministro substituto
Quinta, 15 de Setembro de 2022 - 21:40
por Redação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli é o novo ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão responsável pela organização das eleições. A votação foi feita, nesta quinta-feira (15), de forma simbólica pelo plenário do STF.
No TSE, as vagas de ministros são ocupadas em forma de rodízio entre os membros, sendo composto por sete ministros, sendo três do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados nomeados pelo presidente da República. Toffoli presidiu o tribunal entre 2014 e 2016.
As cadeiras efetivas do STF no tribunal eleitoral são ocupadas pelos ministros Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Os ministros Nunes Marques e André Mendonça completam a lista de substitutos.
Bahia Notícias
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