domingo, junho 19, 2022

Combustíveis: Desordem no governo abala candidatura de Bolsonaro à reeleição

Publicado em 19 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

TRIBUNA DA INTERNET | Aliados de Bolsonaro avisam que o governo tem de  evitar nova alta do preço do diesel

Charge do Jota A (O Dia/PI)

Pedro do Coutto

As últimas 48 horas marcaram ao mesmo tempo uma tempestade que abala fortemente a candidatura de Bolsonaro à reeleição e também coloca em relevo a desorganização que fica flagrante sobre a atuação administrativa do governo, transformando-se num abalo seguido de uma explosão sobre a candidatura do presidente da República nas urnas de outubro.

A desorganização ficou absolutamente flagrante. O presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho, com o apoio do Conselho da Administração, cujos membros foram nomeados pelo presidente da República há cerca de um mês, estabeleceu um novo aumento de preço para a gasolina e para o óleo diesel.  

REFLEXOS – A desorganização administrativa, inevitavelmente refletindo-se no quadro político, está flagrante a partir do momento em que o presidente da Câmara, Arthur Lira, ameaçou o  presidente da Petrobras com a criação de uma CPI caso ele não adie o aumento até a votação final do projeto que unifica os valores do ICMS nos Estados. Lira pediu também a renúncia de José Mauro Ferreira Coelho, mas este já disse que não renuncia.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, também ameaçou com uma medida sem base na lei que determina  que a metade dos lucros obtidos pela Petrobras sejam revertidos para um fundo de apoio à famílias de baixa renda e usado também para conter novos aumentos de preços da gasolina e do diesel.

Várias outras ações se verificaram, como a do ministro chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, que disse que o presidente da Petrobras não pode ignorar a vontade de Bolsonaro. Mas nenhuma reação acentua tanto  a descoordenação que surgiu no horizonte do país quanto às providências determinadas à Petrobras pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

PRAZO – Em decisão isolada, sem que tenha surgido nenhuma ação na Corte Suprema, ele determinou que a Petrobras suspenda o aumento que prejudica a população e também a economia nacional, além de dar prazo de cinco dias para que o presidente da estatal forneça os resultados e as medidas relativas aos preços da gasolina e da óleo diesel ao longo dos últimos 60 meses.

Como se constata, um ministro do STF tomou a iniciativa de exigir providências da Petrobras, agindo individualmente e assumindo, portanto, uma postura, neste caso incompatível, com as atribuições do Judiciário. O quadro político brasileiro ingressou numa fase extremamente crítica, não podendo-se assim prever no momento qualquer linha de retorno, sobretudo porque esse só poderia partir do Planalto.

DESABASTECIMENTO – Mesmo se Bolsonaro conseguir rapidamente obter a demissão de José Mauro Ferreira Coelho e do Conselho de Administração da estatal, a suspensão dos preços acarretará o desabastecimento principalmente do óleo diesel, cujos preços do mercado internacional encontram-se defasados em relação às importações brasileiras.  As ações da Petrobras desabaram na última sexta-feira e a Bovespa também recuou, prejudicando diretamente os milhares de acionistas da empresa.

É o tal negócio, tudo está vinculado ao espaço político, e não há nada que ocorra num país que não produza reflexos na estrutura e na mecânica do poder. A posição de Bolsonaro em relação às urnas está cada vez mais longe. Os erros são seus e não dos outros.

(IN) SEGURANÇA – Muito bom o artigo da jornalista Flávia Oliveira, no O Globo, sobre a segurança, ou melhor dizendo, sobre a insegurança na Amazônia. Ninguém está seguro naquela região, da mesma forma que ninguém se sente seguro no Rio de Janeiro, nas áreas dominadas pelo narcotráfico e pelas milícias que extorquem as populações de menor renda.

Na Amazônia atuam forças que, digo, parecem ter se unido.Garimpeiros ilegais em busca do ouro, pescadores ilegais, desmatadores e, mais recentemente, narcotraficantes que penetram no território brasileiro. Como a Amazônia é muito extensa, mas pouco povoada relativamente, os narcotraficantes, é evidente, percorrem milhares de quilômetros de rodovias para levar o produto sinistro aos mercados de poder aquisitivo. Essas rotas são inevitáveis e é necessário que o governo ocupe tanto a Amazônia sob o império da lei, quanto fiscalize as cargas rodoviárias que intoxicam a sociedade.

DIA DE PORTUGAL – Por iniciativa da vereadora Teresa Bergher, como faz todos os anos, no dia 13 de junho, segunda-feira, a Câmara Municipal do Rio comemorou a passagem do Dia de Portugal e também de Santo Antônio, santo mais popular de Lisboa.

Teresa Bergher lembrou a importância de Portugal para o mundo, destacando o ciclo das grandes descobertas lideradas por portugueses e também por navegantes, como é o caso de Cristóvão Colombo, formados pela Escola de Sagres. Descortinaram novas faces do mapa mundial, destacando-se pela grande importância para que se abrissem novos espaços no planeta.

Na última missão, Bruno Pereira avisou às autoridades que o crime já domina o Javari

Publicado em 19 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Bruno com integrantes da Univaja — Foto: Univaja

Bruno Pereira dando instruções aos indígenas da Unijava

Daniel Biasetto
O Globo

Semanas antes de desaparecer no Vale do Javari (AM) com o jornalista inglês Dom Phillips, o indigenista Bruno Pereira fez uma série de contatos com O GLOBO. “No rio Jandiatuba, foram encontradas 20 balsas no leito do rio, sendo cinco delas dentro da TI Vale do Javari, a menos de 5 km da base da Funai”, disse o indigenista em mensagem de 16 de março, um dia após sobrevoar com a Equipe de Vigilância da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (EVU) o curso dos rios Curuena e Jandiatuba.

Bruno e a EVU mapearam na região 11 pontos de invasão com ao menos 32 balsas ao longo dos três rios, informações que foram enviadas à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal. O indigenista disse, à época, ter convencido a PF da necessidade de uma operação para destruir as balsas. A operação prometida não aconteceu. E Bruno não viveu para cobrar.

PLANEJAMENTO – Durante três meses, a reportagem do GLOBO acompanhou o planejamento do que seria a sétima e última missão de Bruno pela Univaja.

Para além das invasões de caçadores e pescadores ilegais que saqueavam toneladas de carnes de animais da floresta e peixes dos rios da Terra Indígena Vale do Javari, Bruno estava preocupado com o avanço descontrolado do garimpo ilegal pela região nos últimos dois anos. E que já chegava bem perto de onde está o último grupo de indígenas isolados da etnia Korubo, entre outros povos que vivem no entorno dos rios Curuena e Jandiatuba.

A ideia do indigenista era de que o documento enviado às autoridades servisse de base para reconhecimento dos pontos de ação do garimpo ilegal por forças do governo.

ÍNDIOS ISOLADOS – Ao GLOBO, Bruno contou que, em um primeiro voo, identificaram quatro balsas dentro do rio Curuena. No leito do rio Jandiatuba, foram avistadas 20 balsas, cinco delas dentro da TI Vale do Javari. “Bem no território dos korubo isolados”, disse o indigenista licenciado da Funai na ocasião.

Segundo Bruno, a Univaja e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) já haviam solicitado uma barreira sanitária nesta localidade, com uma arguição de descumprimento de direito fundamental enviada ao Supremo Tribunal Federal que cobrava do governo federal proteção aos indígenas durante a pandemia de Covid-19.

— Iremos agora voar sobre um afluente do Jandiatuba atrás de dragas de ferro e mais balsas — contou o indigenista no retorno da primeira expedição. —É gravíssimo isso. Vem sendo denunciado pela Univaja há um bom tempo. A construção de barreiras sanitárias na região não foi feita.

IMPÉRIO DO CRIME  – “Houve um concurso temporário da Funai em que contrataram mais de 700 pessoas, e ninguém foi destinado para a região. Aí está o resultado. O espaço que não é ocupado pelo Estado é ocupado pelos bandidos” — disse Bruno ao GLOBO, dois meses e meio antes de se juntar a Dom Phillips na embarcação em São Rafael, dia 5 de junho.

O indigenista conhecia bem a região que sobrevoava. Havia liderado em 2019, quando ainda era coordenador-geral de Índios Isolados e de Recente Contato da Funai, uma expedição de contato de povos isolados, a maior dos últimos 20 anos. Também em 2019, Bruno montou uma operação da Funai, em conjunto com o Ibama e a Polícia Federal, que resultou na destruição de 60 balsas do garimpo ilegal.

Bruno contou que a Univaja vinha pedindo providências à Superintendência da PF no Amazonas para conter o garimpo desde 2020.

ABANDONO TOTAL – “Há ofícios pedindo atenção para região, que denunciam atuação do garimpo na RDS Cujubim. O Curuena também fica nesse local, e é limítrofe com a TI Vale do Javari. A Univaja já tem pedidos há mais de um ano e meio enviados à PF, ao Exército, ao STF, e deixam chegar nesse nível” — disse Bruno, enquanto narrava o esforço empregado para convencer a PF da necessidade de uma nova operação para expulsar os garimpeiros.

O GLOBO teve acesso aos ofícios e aos e-mails enviados pela Univaja desde outubro de 2020, confirmando as denúncias às autoridades. O ofício de número 72, destinado ao delegado Alexandre Saraiva, já apontava para registros da presença do garimpo ilegal e de missionários na aldeia Jarinal, outra preocupação de Bruno.

A Univaja voltou a procurar a Superintendência da PF em 16 de março deste ano. A PF acusou recebimento do ofício duas semanas depois, informando a abertura de processo e envio à delegacia de Tabatinga “para conhecimento e providências”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A advertência de Bruno Pereira, um brasileiro de verdade, deveria ser inscrita na entrada da sede da Funai: “O espaço que não é ocupado pelo Estado é ocupado pelos bandidos”. E isso tem de acabar, para que o Brasil volte a ser uma nação respeitável perante o resto do mundo. (C.N.)

Caso Dom e Bruno: 'Pelado', suspeito preso, se diz arrependido de cometer os crimes

 

Amarildo da Costa de Oliveira confessou ter matado o indigenista Bruno Pereira E Dom Phillips.
Amarildo da Costa de Oliveira confessou ter matado o indigenista Bruno Pereira E Dom Phillips.



assassino confesso do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips declarou estar arrependido de cometer os crimes, segundo informações do jornal O Estado de São Paulo.

Amarildo da Costa Oliveira, 42 anos, conhecido como “Pelado”, está preso em Atalaia do Norte (AM) e para a polícia alegou ser um pescador comum do Vale do Javari. Entretanto, as Polícias Civil e Federal, além dos indígenas, têm informações de que ele faz parte de uma rede criminosa envolvida em comércio ilegal de espécies raras de peixes, tráfico de armas e drogas.

Pelado atua junto com um homem apelidado de Colômbia, um peruano casado com uma brasileira e com dupla cidadania. De acordo com apurações do repórter Vinícius Valfré, o peruano é dono de propriedades em Benjamin Constant, cidade do extremo oeste do Amazonas, sendo o responsável por vender os peixes que Amarildo pescava. Esse esquema abastece, inclusive, comércios, hotéis, restaurantes e cafés do Alto Solimões, mas também de cidades mais distantes como Tefé e Manaus.

As investigações policiais também trabalham com a suspeita de que ele seria um intermediário de cartéis de narcotraficantes e comprador de recursos explorados por pescadores no território indígena do Vale do Javari. A polícia procura por Colômbia.

Quem é Amarildo?

Amarildo ganhou o apelido de Pelado porque nasceu sem cabelos. Filho de pais ribeirinhos, ele tem sete irmãos, sendo quatro homens que foram iniciados no ofício da pesca. Ele era um adolescente em 1996, quando o governo criou o território indígena do Javari, após uma série de assassinatos de isolados por pescadores e madeireiros. A medida estipulou que os ribeirinhos estavam autorizados a pescar apenas nos rios e lagos próximos de suas comunidades. Desse modo, os cursos da área demarcada, que engloba as cabeceiras do Itaquaí, ficariam restritos aos indígenas. Pelado é muito conhecido por indígenas e indigenistas que denunciam a exploração ilegal e chegou a ser citado em relatórios que Pereira produzia sobre invasões a terra indigenas. De acordo com os investigadores, Pelado teria tentado obter alguma vantagem para confessar o crime. “A porra da Justiça é foda”, teria revelado aos agentes.

Bolsonaro ficou contrariado com cobrança da PF ao Telegram

 Foto: Alan Santos/PR/Arquivo

Presidente reclamou a auxiliares que 'nossa PF' deveria ter outra postura19 de junho de 2022 | 08:09
BRASIL

O presidente Jair Bolsonaro (PL) ficou contrariado com o parecer, revelado pela Folha, no qual a Polícia Federal (PF) afirma que o Telegram não tem colaborado as investigações que envolvem a plataforma no Brasil.

O delegado Cléo Mazzotti, chefe da divisão de Repressão a Crimes Fazendários da PF, área na qual fica o setor responsável pelo combate aos crimes cibernéticos, afirmou em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) que, apesar de reuniões com os representantes da empresa, as respostas dentro das investigações ainda são insuficientes.

Bolsonaro reclamou a auxiliares que “a nossa PF”, referindo-se à corporação na gestão de seu governo, não deveria ter uma postura de cobrança em relação ao Telegram.

O presidente aposta no Telegram como ferramenta para sua campanha à reeleição ao Planalto. Como mostrou a Folha, ele se reuniu recentemente com representantes da empresa para saber o que foi tratado numa reunião, na véspera, entre o Telegram e o comando do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro acusou Bolsonaro de tentar interferir indevidamente na Polícia Federal quando deixou o governo e um inquérito foi aberto para apurar a denúncia.

Moro disse que o mandatário afirmou na frente de ministros presentes que, se ele não concordasse com a substituição do superintendente da Polícia Federal do Rio, seria demitido.

O ex-ministro relatou que o presidente chegou a errar a função do superintende ao cobrar a troca do comando da PF fluminense. “Se eu não posso trocar o diretor de segurança do Rio, eu troco o DG [diretor geral]. Se eu não puder, em troco o ministro”, teria dito Bolsonaro segundo afirmou Moro em depoimento à PF.

O Painel procurou a Secretaria de Comunicação da Presidência para abrir espaço para a manifestação, mas não houve retorno até a publicação desta nota.

As informações são da coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo.

Folha de S. Paulo

Combustíveis: Desordem no governo abala candidatura de Bolsonaro à reeleição


TRIBUNA DA INTERNET | Aliados de Bolsonaro avisam que o governo tem de  evitar nova alta do preço do diesel

Charge do Jota A (O Dia/PI)

Pedro do Coutto

As últimas 48 horas marcaram ao mesmo tempo uma tempestade que abala fortemente a candidatura de Bolsonaro à reeleição e também coloca em relevo a desorganização que fica flagrante sobre a atuação administrativa do governo, transformando-se num abalo seguido de uma explosão sobre a candidatura do presidente da República nas urnas de outubro.

A desorganização ficou absolutamente flagrante. O presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho, com o apoio do Conselho da Administração, cujos membros foram nomeados pelo presidente da República há cerca de um mês, estabeleceu um novo aumento de preço para a gasolina e para o óleo diesel.  

REFLEXOS – A desorganização administrativa, inevitavelmente refletindo-se no quadro político, está flagrante a partir do momento em que o presidente da Câmara, Arthur Lira, ameaçou o  presidente da Petrobras com a criação de uma CPI caso ele não adie o aumento até a votação final do projeto que unifica os valores do ICMS nos Estados. Lira pediu também a renúncia de José Mauro Ferreira Coelho, mas este já disse que não renuncia.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, também ameaçou com uma medida sem base na lei que determina  que a metade dos lucros obtidos pela Petrobras sejam revertidos para um fundo de apoio à famílias de baixa renda e usado também para conter novos aumentos de preços da gasolina e do diesel.

Várias outras ações se verificaram, como a do ministro chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, que disse que o presidente da Petrobras não pode ignorar a vontade de Bolsonaro. Mas nenhuma reação acentua tanto  a descoordenação que surgiu no horizonte do país quanto às providências determinadas à Petrobras pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

PRAZO – Em decisão isolada, sem que tenha surgido nenhuma ação na Corte Suprema, ele determinou que a Petrobras suspenda o aumento que prejudica a população e também a economia nacional, além de dar prazo de cinco dias para que o presidente da estatal forneça os resultados e as medidas relativas aos preços da gasolina e da óleo diesel ao longo dos últimos 60 meses.

Como se constata, um ministro do STF tomou a iniciativa de exigir providências da Petrobras, agindo individualmente e assumindo, portanto, uma postura, neste caso incompatível, com as atribuições do Judiciário. O quadro político brasileiro ingressou numa fase extremamente crítica, não podendo-se assim prever no momento qualquer linha de retorno, sobretudo porque esse só poderia partir do Planalto.

DESABASTECIMENTO – Mesmo se Bolsonaro conseguir rapidamente obter a demissão de José Mauro Ferreira Coelho e do Conselho de Administração da estatal, a suspensão dos preços acarretará o desabastecimento principalmente do óleo diesel, cujos preços do mercado internacional encontram-se defasados em relação às importações brasileiras.  As ações da Petrobras desabaram na última sexta-feira e a Bovespa também recuou, prejudicando diretamente os milhares de acionistas da empresa.

É o tal negócio, tudo está vinculado ao espaço político, e não há nada que ocorra num país que não produza reflexos na estrutura e na mecânica do poder. A posição de Bolsonaro em relação às urnas está cada vez mais longe. Os erros são seus e não dos outros.

(IN) SEGURANÇA – Muito bom o artigo da jornalista Flávia Oliveira, no O Globo, sobre a segurança, ou melhor dizendo, sobre a insegurança na Amazônia. Ninguém está seguro naquela região, da mesma forma que ninguém se sente seguro no Rio de Janeiro, nas áreas dominadas pelo narcotráfico e pelas milícias que extorquem as populações de menor renda.

Na Amazônia atuam forças que, digo, parecem ter se unido.Garimpeiros ilegais em busca do ouro, pescadores ilegais, desmatadores e, mais recentemente, narcotraficantes que penetram no território brasileiro. Como a Amazônia é muito extensa, mas pouco povoada relativamente, os narcotraficantes, é evidente, percorrem milhares de quilômetros de rodovias para levar o produto sinistro aos mercados de poder aquisitivo. Essas rotas são inevitáveis e é necessário que o governo ocupe tanto a Amazônia sob o império da lei, quanto fiscalize as cargas rodoviárias que intoxicam a sociedade.

DIA DE PORTUGAL – Por iniciativa da vereadora Teresa Bergher, como faz todos os anos, no dia 13 de junho, segunda-feira, a Câmara Municipal do Rio comemorou a passagem do Dia de Portugal e também de Santo Antônio, santo mais popular de Lisboa.

Teresa Bergher lembrou a importância de Portugal para o mundo, destacando o ciclo das grandes descobertas lideradas por portugueses e também por navegantes, como é o caso de Cristóvão Colombo, formados pela Escola de Sagres. Descortinaram novas faces do mapa mundial, destacando-se pela grande importância para que se abrissem novos espaços no planeta.

Lances da Alvorada de Jeremoabo 2022

 

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Fonte Facebook - 

Jeremoabo Sertão da Bahia

Queiroz, Pazuello e Waldir focam Bolsonaro por vaga na Câmara

 




Aliados de Jair Bolsonaro vão tentar se associar ou reforçar a proximidade com o presidente em busca de uma de vaga na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro, berço do bolsonarismo. Entre os pré-candidatos estão o ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz (dir.), que foi alvo de investigação em esquema de rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro; Waldir Ferraz (esq.), um dos idealizadores das motociatas pelo País; e o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello (centro).

Os "nomes de Bolsonaro" no Rio, como Waldir costuma chamar os pré-candidatos, buscam repetir o fenômeno de 2018 e surfar na onda bolsonarista rumo a Brasília. A cartilha a ser seguida pelos aliados do presidente é a mesma defendida por congressistas alinhados ao governo: investir em pautas de costumes, no sentimento antipetista e no confronto com as instituições.

CHOPE GRÁTIS

Uma mostra de como será a campanha eleitoral se deu em um bar na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, com a presença de Waldir e Pazuello.

A poucos metros do condomínio Vivendas da Barra, residência do clã Bolsonaro, cerca de cem apoiadores do presidente, a maioria homens brancos de meia-idade, repetiram teorias da conspiração contra o processo eleitoral, fizeram ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao PT, além de exaltarem "o capitão".

Ao som de clássicos da MPB, com uma rodada de chope e salgados liberados, o encontro, na noite da quinta-feira da semana passada, tinha como tema o debate sobre a "formação da base política da direita conservadora contra o ativismo político e judicial".

Amigo do presidente desde os anos 1980, Waldir já atuou como assessor de Bolsonaro e foi candidato a vereador em 2020, não sendo eleito. "Com a minha ajuda é que o presidente está lá. Nós começamos a fazer campanha em 1987 para vereador", afirmou Waldir, que busca uma vaga na Câmara pelo PL, partido de Bolsonaro.

Pazuello foi ovacionado e aplaudido por bolsonaristas ao chegar ao Beco do Alemão. Enquanto os companheiros de mesa e convidados inflamavam o restante da plateia com críticas ao PT, a Lula e ao STF, o general disse que os militantes deveriam focar a reeleição do presidente: "Não merecemos rompimentos constitucionais", afirmou o ex-ministro, que cogitou pré-candidatura ao Senado, mas deve disputar uma vaga na Câmara. Ele se filiou ao PL.

Queiroz, do PTB e ex-assessor do senador Flávio, não esteve presente ao encontro, mas, em entrevista recente, afirmou estar confiante em um apoio direto da família Bolsonaro para a sua candidatura a deputado federal. "Em qualquer lugar que eu vou: ‘E aí, eles (Jair e Flávio) vão te apoiar’? Eu falei: ‘Cara, é um absurdo se não apoiarem’."

Estadão / Dinheiro Rural

AIEA não pode interferir no projeto de submarino nuclear brasileiro, dizem especialistas




Instalações da Itaguaí Construções Navais (ICN) dentro do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), da Marinha do Brasil

Solon Neto - O Brasil abriu diálogo com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre o início da produção de combustível para o projeto de seu submarino de propulsão nuclear. 

Desde 2008 o Brasil desenvolve seu primeiro submarino nuclear, em parceria estratégica com a França. O projeto é parte do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), que prevê ainda a fabricação de quatro submarinos convencionais. A construção de um submarino nuclear é um sonho de décadas dos militares brasileiros e um dos principais projetos tecnológicos do país.

Isso porque o desenvolvimento do Submarino Convencional de Propulsão Nuclear (SCPN) Álvaro Alberto pode aumentar o poder de dissuasão brasileiro no Atlântico e colocar o Brasil em um grupo seleto. Dos membros do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), ratificado pelo Estado brasileiro, apenas Rússia, China, Estados Unidos, Reino Unido e França operam submarinos do tipo. Entre os países fora do TNP, a Índia é o único com submarinos nucleares.

Dessa forma, o Brasil pode ser o primeiro país sem bombas atômicas a desenvolver esse tipo de embarcação. Isso se não for ultrapassado pela Austrália, que entrou na corrida recentemente após acordo de parceria com os Estados Unidos e o Reino Unido no âmbito do pacto trilateral AUKUS, em meio à crescente rivalidade entre Pequim e Washington.

Na semana passada, o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, anunciou que o Brasil contatou a organização para comunicar o início da produção de combustível necessário para os testes da fase de desenvolvimento do submarino nuclear brasileiro. Grossi deve elaborar um relatório sobre o assunto nos próximos meses.

Apesar do comunicado enviado à AIEA, o Brasil não precisa de autorização da agência para produzir combustível nuclear, tanto no caso dos submarinos como no das usinas de Angra dos Reis. A premissa de comunicar a agência é parte do TNP. Portanto a consulta à AIEA não gera atrasos ao projeto e nem pode impedir seu andamento.

"A agência não tem jurisdição na autorização desse tipo de combustível. Os submarinos movidos a energia nuclear podem ficar submersos e no mar por muito mais tempo do que os demais. Eles representam um desafio particular de proliferação, porque operam fora do alcance dos inspetores da AIEA", explica à Sputnik Brasil a pesquisadora Inaya Lima, professora de engenharia nuclear da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Lima ressalta que a agência tem como função fiscalizar o desenvolvimento de materiais nucleares com o objetivo de impedir a construção de armamento atômico. Segundo a professora da UFRJ, apesar do desafio de fiscalização, o projeto do submarino é parte de um programa nuclear pacífico brasileiro e tem pouca semelhança com o desenvolvimento de bombas.

"Construir reatores nucleares, como no caso dos submarinos, exige desenvolvimento que pouco se assemelha em qualificação ao desenvolvimento de armas nucleares. Basicamente, projetar um reator não exige um teste de explosão como se espera no processo de desenvolvimento de artefatos nucleares", aponta a pesquisadora.

Além de dominar a tecnologia de enriquecimento, o Brasil tem uma das maiores reservas de urânio do mundo. O minério é a principal matéria-prima para fazer combustível nuclear, atualmente usado nas usinas nucleares brasileiras.

"Hoje o Brasil domina praticamente todas as tecnologias envolvidas no ciclo dos combustíveis. A mineração do urânio é a primeira etapa do processo, e existem interesses comercial e militar na mineração do urânio e na fabricação do combustível nuclear com a retomada de políticas de incentivo à energia nuclear no país. A Indústrias Nucleares do Brasil [INB] responde pela exploração do urânio desde a mineração até a montagem dos elementos combustíveis", diz Lima.

Apesar da parceria com a França no projeto, a tecnologia nuclear é totalmente brasileira. Os europeus participam do desenho do submarino, principalmente em relação a dados de equipamentos a bordo, para garantir a precisão de cálculos sensíveis de gravidade e flutuabilidade relacionados à capacidade do submarino de submergir e voltar à superfície em segurança.

Projeto de submarino está atrasado, diz fonte

Segundo especialistas, o combustível nuclear em questão terá como destino o Laboratório de Geração Nucleoelétrica (Labgene), o protótipo em terra da planta nuclear do submarino nuclear brasileiro. O Labgene fica localizado em Iperó, no interior de São Paulo.

Uma fonte familiarizada com o tema afirmou que o projeto está atrasado devido à falta de recursos. Segundo a fonte ouvida, a ideia de conclusão do submarino até o fim da década é razoável, apesar de depender de futuros investimentos. Os atuais testes do protótipo do submarino devem durar entre dois e três anos.

Jornal do Brasil

A grande família - Editorial




Conhecido como Queiroguinha, o estudante de 23 anos é pré-candidato a deputado federal e tem se apresentado como representante do governo federal

Sem cargo oficial, ‘Queiroguinha’ fala não só em nome do pai, mas como ‘representante’ do governo

O estudante de medicina Antônio Cristovão Neto, de 23 anos, é filho do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Por essa razão, é conhecido como “Queiroguinha” – e essa é sua credencial para circular por municípios do interior da Paraíba falando não só em nome do pai, mas “enquanto representante do governo”. 

Foi o que aconteceu recentemente durante visita de “Queiroguinha” à cidade de Sumé (PB). Como “representante” do Ministério da Saúde, o filho do ministro Queiroga participou de um ato político em que foi anunciada a liberação de R$ 12 milhões em recursos da pasta para a região do Cariri, no sul paraibano. “Queiroguinha” estava tão confortável no papel que concedeu entrevistas como se membro do governo fosse, sem qualquer constrangimento, embora não exerça qualquer cargo público. Como não foi desautorizado pelo pai ministro ou pelo presidente Jair Bolsonaro, presume-se que, para os padrões bolsonaristas, filhos de ministro ou do presidente são automaticamente considerados parte do governo. 

O princípio da impessoalidade na administração pública, referido no caput do art. 37 da Constituição, tem sido pisoteado pelo governo Bolsonaro, a começar pelo comportamento do próprio mandatário. Bolsonaro nem sequer se esforça para disfarçar o modo obsceno com que sobrepõe seus interesses particulares e familiares ao interesse público. Exemplos dessa mixórdia não faltam.

Na ausência de um referencial superior de probidade, e com suas próprias bússolas morais descalibradas, alguns ministros de Estado se sentem autorizados a fazer o mesmo, ou seja, usar os cargos públicos para defender interesses próprios, de familiares ou de amigos. Assim sucedeu com Milton Ribeiro, que, quando era ministro da Educação, conforme revelou o Estadão, franqueou o acesso ao MEC a uma dupla de pastores obscuros – os “amigos do pastor Milton” – que, como se também fossem representantes do governo, agiam como intermediários de prefeitos no acesso aos bilionários recursos da Educação.

Agora, ao que parece, é a vez de Marcelo Queiroga fazer o mesmo, tendo o filho na posição de intermediário privilegiado. “Queiroguinha”, recém-filiado ao PL, partido de Bolsonaro, é pré-candidato a deputado federal pela Paraíba. Com evidente interesse eleitoral, o rebento tem usado o livre acesso ao gabinete do pai, em Brasília, para organizar caravanas de prefeitos que querem despachar suas demandas com o ministro da Saúde. A informação foi revelada pelo jornal O Globo. Como contrapartida, é lícito inferir, esses prefeitos atuariam como cabos eleitorais de “Queiroguinha” em sua campanha por um assento na Câmara dos Deputados em 2023.

Faz parte do trabalho de ministros de Estado receber prefeitos e governadores e ouvir suas demandas, atendendo aos pleitos, quando possível, ou negando, quando for o caso. Tudo com a mais absoluta transparência e respeito às leis e à moralidade pública. O que é inconcebível é essa relação, que deve ser institucional e republicana, ser estabelecida por laços familiares ou de amizade. É a esculhambação da administração pública.

O Estado de São Paulo

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