quarta-feira, junho 15, 2022

Como a revolução da Cristandade construiu o mundo que conhecemos




Maria Clara Vieira entrevista o historiador britânico Tom Holland, autor de "Domínio: o cristianismo e a criação da mentalidade ocidental":

Para qualquer roteirista ou produtor de TV, cinema ou do recém-nascido universo do streaming, contar a “maior história de todos os tempos” é um feito a ser perseguido com esmero. Em multiversos cada vez mais intrincados, grandes empresas apostam em heróis consagrados, para os quais a luta do bem contra o mal é repaginada uma vez mais. Não é de hoje que homens e mulheres se interessam por ela, afinal. Histórias sobre indivíduos sobrenaturais que sobreviveram a desafios mortais para salvar o universo povoam a imaginação do homem desde antes de seus primeiros rastros, constituindo a matéria-prima de um fenômeno exclusivo à espécie: a religião.

Germinada no coração de uma região inóspita, uma destas histórias contava com um “plot twist” inusitado. Não era incomum que filhos de deuses fossem submetidos a experiências terríveis para que, então, tomassem posse de sua divindade. Era a primeira vez, contudo, que a figura em questão, adorada como o filho do próprio Deus de Israel, passava longe do estereótipo conhecido: vivera como um miserável e fora humilhado, torturado e morto como um delinquente, antes de ressuscitar para a vida eterna. O resto... Bem. O resto é a história do Ocidente.

"Como um culto inspirado pela execução de um criminoso obscuro em um império há muito desaparecido pôde exercer uma influência tão transformadora e duradoura no mundo?". Foi sobre esta pergunta que o premiado historiador britânico Tom Holland se debruçou em seu best-seller “Domínio: o cristianismo e a criação da mentalidade ocidental”, que acaba de chegar uma versão em português, depois de angariar elogios efusivos de intelectuais à esquerda e à direita na Europa e nos Estados Unidos.

Frequentemente confundido no Twitter com seu conterrâneo que dá vida ao Homem-Aranha, Holland combina erudição, didatismo e elegância na descrição de como o mais convicto dos progressistas deve – e muito – à Cristandade que tantos almejam “desconstruir”. Sua própria saga como pesquisador ateu que se dá conta de que continua imerso em águas cristãs é narrada na introdução da obra, disponibilizada aos assinantes da Gazeta do Povo (faça aqui o download do texto).

Leia, abaixo, sua entrevista:

Como o senhor notou pela primeira vez que, mesmo sendo um historiador ateu, estava imbuído de valores não apenas associados à religião cristã, mas de toda uma visão de mundo herdada do cristianismo?

Todo mundo sabe que quem escreve ficção costuma abordar assuntos que remontam à sua própria infância e juventude, e acho que o mesmo vale para a não-ficção. Eu me tornei historiador porque queria transmitir para os leitores um pouco da empolgação que sentia, quando criança, quando eu contemplava o mundo do Mediterrâneo Antigo - a Grécia e, especialmente, Roma. Eu adorava esse universo. Gostava muito mais dos deuses gregos e estava completamente no time de Pôncio Pilatos ao invés do de Jesus, sabe? Jesus fazia o tipo perdedor barbudo, e Pilatos usava uma toga, tinha soldados, era poderoso.

Só que enquanto eu escrevia sobre Júlio César, ou sobre os espartanos, eu precisava entrar na cabeça deles. Eu tinha que trazê-los à vida para os leitores. Como pesquisador, eu queria fazer com que as pessoas realmente entendessem a forma como eles viam o mundo e sentissem alguma empatia. Ao mesmo tempo, era uma experiência perturbadora, porque conforme eu avançava nesse projeto, percebia com cada vez mais clareza o quão assustadores e impiedosos eles eram.

E embora os superpredadores sejam sempre fascinantes - não à toa as pessoas são obcecadas por eles -, você não quer um desses na sua casa. Assim, comecei a perceber o quão aterradoras eram a Grécia e a Roma antiga, e comecei a me perguntar por quê. Por que, afinal, o mundo no qual eu vivo é tão diferente? Comecei a reparar que, essencialmente, tudo se deve ao que essa grande revolução - o surgimento da Cristandade - representa.

Isso ficou ainda mais claro para mim depois de escrever dois dos meus livros. Um foi sobre o início do segundo milênio na Europa latina [N/E: a Europa “latina” se refere à parte do continente onde se falava latim]. Embora a Igreja Católica seja predominantemente vista como uma instituição engessada e conservadora, eu compreendi que a forma como o papado se estabeleceu na Europa e, portanto, no Ocidente, foi verdadeiramente revolucionária. Aquilo aguçou em mim o sentido de que a Cristandade é inerentemente subversiva. Passei a enxergá-la como um grande encontro de placas tectônicas sobre a qual grandes cidades são construídas, sabe? Como a cidade de San Francisco e a falha de San Andreas. Qualquer movimento nestas placas pode pôr tudo abaixo.

Além disso, escrevi um outro livro sobre o surgimento do Islã. Foi um livro bastante controverso porque eu questionei profundamente o que os muçulmanos pensam sobre Maomé e o Alcorão, e como você sabe, as pessoas são bem sensíveis com relação a isso. E eu me recordo que, certa vez, enquanto dava uma palestra, havia um muçulmano na plateia que disse “por que você fez isso? Você nunca questionaria suas próprias crenças desse jeito”. Achei que era um questionamento justo, inclusive porque eu já estava questionando as origens das minhas próprias crenças que eram, basicamente, seculares e progressistas. Escrevi “Domínio” porque comecei a suspeitar que se eu me perguntasse, de verdade, de onde vinham meus valores e princípios mais caros, eles me levariam para muito antes do Iluminismo.

Seu livro chegou ao Brasil com o título "Domínio: o cristianismo e a criação da mentalidade ocidental". Na versão americana, o subtítulo é “como a revolução cristã refez o mundo”. Afinal, o cristianismo é revolucionário ou é uma força que conservadora, que garante estabilidade e continuidade?

Penso que é as duas coisas. Há um ponto central e revolucionário na Cristandade: ela acredita que um único momento na história funciona como uma espécie de eixo do próprio tempo. A vida de Cristo, sua morte e ressurreição compõem um momento na história que explica tudo o que havia antes e tudo o que virá depois. Por outro lado, é claro que o desejo de que as coisas voltem a ser como eram é um instinto absolutamente primário na história da Cristandade, bem como a ideia de que você precisa nascer de novo, de que seu pecado precisa ser redimido.

Se, como ocorreu na Europa no século XI em um nível que não se reproduziu em nenhum outro lugar do mundo, propaga-se a ideia de que toda a sociedade precisa ser limpa, purificada e renascida, temos a receita para uma revolução. E, como você sabe, os radicais revolucionários de uma época se tornam os conservadores de outra. Os rebeldes que constroem a Igreja Católica romana no século XI se transformam na hierarquia que Lutero e os reformadores protestantes querem derrubar no século XVI. Então, as igrejas católicas e protestantes se tornam o “repositório de superstições” que os ícones do Iluminismo criticam no século XVIII.

Parte do paradoxo da história da Cristandade é o fato de que, porque o cristianismo é tão hegemônico - mais pessoas praticam o cristianismo do que qualquer outro tipo de visão de mundo -, quando ele é alvo de críticas, geralmente elas partem de razões cristãs, ainda que os críticos não percebam. Quando dizem que “os últimos devem se tornar os primeiros”, estão, obviamente, fazendo referência às palavras de Cristo.

Fala-se o tempo todo no "declínio da civilização ocidental". O senhor encerra seu livro afirmando que a Cristandade permanece sendo a Cristandade. Com base na sua visão do cristianismo, o senhor acredita que a ideia de uma civilização ocidental é uma idealização do passado ou há algo nela que está, de fato, morrendo, e que precisa ser salvo?

O termo “Cristandade” surge justamente no século XI, com o objetivo de descrever a mentalidade do povo cristão. Então, é claro que ela tem uma conotação ocidental, e eu penso que, no Ocidente, essa cultura cristã permanece tão viva e vibrante quanto sempre foi. As convulsões que estão acontecendo neste momento nos Estados Unidos e nos países influenciados por eles me parecem um novo espasmo daquele momento revolucionário do século XVI: uma reforma absolutamente calcada na nossa herança cristã. Simultaneamente, o cristianismo está se espalhando com uma velocidade incrível na África, no leste da Ásia e mesmo no Brasil, através dos evangélicos pentecostais.

Eu diria, inclusive, que há duas grandes forças revolucionárias na esfera religiosa no século XXI: uma delas é o islamismo radical, que é bastante evidente, e a outra é o pentecostalismo que cresce sob a superfície e também é convulsivo. Então, continuo a acreditar que é impossível entender o Ocidente sem entender o cristianismo. Contudo, é claro que há aspectos do que nós chamamos de “decadência do Ocidente” que tem mais a ver com declínio de seu poder econômico, militar e cultural.

Isso não deriva, em algum nível, da decadência da Cristandade?

Na verdade, eu diria que essa batalha deveria servir para mostrar às pessoas o quão cristãos são os pressupostos do Ocidente. Veja: um dos grandes trunfos do poder ocidental é o de disfarçar pressupostos cristãos - que são, culturalmente, muito específicos - como universais. Os direitos humanos universais consagrados pela ONU são um exemplo óbvio disso. Todos nós aceitamos que esses direitos simplesmente existem, eles servem para todo mundo. Repare que agora que o Ocidente está em recuo, eles não parecem tão óbvios: basta olhar para a China ou para qualquer outra parte do mundo que não aceite as ideias ocidentais.

Outro exemplo é o secularismo, que é uma invenção absolutamente cristã. Quando os britânicos dizem que “fizeram da Índia uma república laica”, ou quando o marechal Kemal Ataturk derrubou o Império Otomano e declarou que “agora a Turquia é uma república laica”, eles estão assumindo que a ideia de um Estado laico é algo universal, simples, que hoje entendemos que não é. Assim, conforme o poder ocidental recua, vemos Narendra Modi na Índia, ou Recep Tayyip Erdogan na Turquia. Perceba como a própria compreensão do “secular” é, especificamente, cristã. Portanto, à medida que o poder ocidental se retrai, a compreensão do que é secular também ficará sob pressão.

O legado do cristianismo está sempre no coração das guerras culturais. O que o senhor quer dizer quando afirma que há heranças cristãs dos dois lados?

Você está certa quando diz que todo o universo das guerras culturais está enraizado em diferentes interpretações do cristianismo. O aborto é um exemplo clássico: a ideia de que toda vida é sagrada é fundamental para a tradição cristã. Ela explica a abolição do infanticídio no mundo romano, que era uma prática corriqueira. Por outro lado, o que muita gente ignora é que a ideia de que todo ser humano tem uma integridade corporal a qual tem o direito de controlar também é uma ideia cristã muito fundamental.

O que eu entendo que aconteceu desde a década de 1960, certamente nos Estados Unidos e em suas “colônias” culturais, é que, embora seus instintos tenham permanecido cristãos, parte da doutrina, dos ensinamentos e das escrituras foram esquecidos, de modo que estes instintos foram por caminhos bastante estranhos aos padrões do cristianismo.

O debate sobre as questões envolvendo os direitos dos transexuais é outro bom exemplo. Por que as pessoas tendem a ter sentimentos tão intensos com relação a este assunto? Os defensores dos direitos trans sentem que essas pessoas representam o grupo mais oprimido, que sofreu os piores preconceitos. São, portanto, os “últimos que devem virar os primeiros”. Também penso que, em certa medida, os crescentes clamores por se identificar como trans ou gênero fluido derivam de um desejo de se identificar com os mais fracos – quase como São Francisco ao trocar sua riqueza pelas vestes rudes de um pobre. É um impulso cristão bastante reconhecível.

Mas, é claro, a ideia de que homens e mulheres são diferentes é um princípio absolutamente fundamental ao cristianismo que está por trás dos impulsos conservadores tradicionais ou mesmo das feministas. Há também toda a compreensão de que o corpo humano foi criado por Deus: a tradição gnóstica, que ensina que todo o corpo é mau, nunca fez parte da fé cristã ortodoxa. A essência do corpo sempre foi incrivelmente importante para a Cristandade. Trata-se, portanto, de uma discussão sobre o que é mais importante: identificar-se com aqueles que são fracos ou com o fato de que homens e mulheres foram criados separadamente. Mas como a discussão não é mais enquadrada em termos cristãos, suas expressões estão se tornando cada vez mais... Inovadoras.

Em “Domínio”, o senhor faz várias referências a uma “nova ordem” no mundo; uma completa reorganização dos atores políticos e culturais. Chamou minha atenção porque, entre os conservadores cristãos, há uma grande preocupação com o estabelecimento de uma "nova ordem mundial". A julgar pelo seu livro, parece que já houve dezenas de “novas ordens”. O que os cristãos aprenderam com as que vimos até agora?

Novamente, isso nos leva de volta ao quão diferente e estranho para nós é o mundo pré-cristão. Desde sempre, a novidade é vista com desconfiança: não à toa os cristãos são tratados com tanta suspeita no mundo romano, especialmente por serem tão novos. Mesmo os judeus possuíam raízes antigas e, portanto, eram respeitados como um povo tradicional. Eis que, então, surge um grupo religioso que não se identifica com nenhum povo em particular, reivindicando crenças universais. Isso é radicalmente novo, é profundamente inquietante.

Acontece que, uma vez que a ideia de uma identidade universal se tornou tão comum ao Ocidente, é muito difícil para nós imaginar um mundo no qual as coisas não estão sempre mudando. O impulso revolucionário não é visto simplesmente como algo perigoso e intolerável. Mesmo as figuras mais conservadoras do século XXI, da Revolução Francesa ou da Reforma não se dão conta de que foi o próprio cristianismo que forneceu, pela primeira vez, a sensação de que as coisas nasceram de novo, de que há uma nova configuração no mundo, uma nova aliança.

Além disso, é impossível haver uma sociedade sem elites. A própria existência delas, cedo ou tarde, gera uma reação, especialmente quando se está numa sociedade fundada em princípios cristãos. No fim, os revolucionários se tornam o establishment, que se torna opressivo e desperta a revolta pelas mesmas razões cristãs. Trata-se de um processo atemporal, uma revolução que dá voltas e mais voltas – e da qual os cristãos sempre fizeram parte.

O senhor defende firmemente que os direitos humanos derivam do cristianismo. Hoje, contudo, há cristãos que associam direitos humanos ao secularismo e defensores dos direitos humanos que pregam a “desconstrução” do cristianismo. Como construir essa ponte?

A origem da ideia de direitos humanos está na Igreja Católica do século II. É extremamente revelador que, quando os espanhóis chegam ao novo mundo, a tradição forneça a base para crença de que os povos nativos possuem direitos. Quando os exploradores espanhóis quiseram se opor a ela, tiveram que se basear em ideias pré-cristãs de que existem escravos “naturais”.

Mais tarde, os protestantes também desenvolvem sua forma própria de argumentar que todos os seres humanos gozam dos mesmos direitos, a partir de tradições surgidas na Inglaterra do século XVII e que serão importadas para os Estados Unidos e para o Congresso de Viena, realizado ao final das guerras napoleônicas do século XIX. O movimento abolicionista, bem como a noção de direito internacional, surgiu desta ideia de que há algo que está acima das diferenças culturais que costumavam dividir católicos e protestantes. Só assim a Grã-Bretanha, a Espanha, a França e Portugal conseguem falar a mesma língua.

Sobre estabelecer conversas: como não sou um político ou um sociólogo, não tenho nenhuma visão específica sobre como essas feridas podem ser curadas – ou mesmo se elas podem ser curadas. Eu, particularmente, apostaria no reconhecimento de como opiniões aparentemente muito díspares e contraditórias são, na verdade, geradas a partir da mesma matriz, são rastros do mesmo processo cultural. Talvez seja uma forma de reconhecer que as diferenças em nossas sociedades não são tão fundamentais quanto talvez as pessoas possam pensar. No fim das contas, estamos todos nadando nas mesmas águas.

O senhor já escreveu que ninguém seria “woke” se o Ocidente não fosse cristão. É uma frase bastante polêmica. O que quer dizer com ela?

Note que a própria expressão “woke” significa “acordar”, e a ideia de despertar para a consciência de seu próprio pecado e a necessidade de arrependimento é fundamental para o protestantismo anglo-americano ao longo dos séculos XVIII e XIX.

A ideia de que você pode ter um relacionamento pessoal com Deus sem a necessidade de um sacerdote, que o espírito descerá sobre você e você será redimido do pecado é muito, mas muito protestante. São essas as crenças que foram exportadas para a América, produzindo o ciclo de “grandes despertares” nos quais multidões se reuniam para ler a Bíblia e ouvir pregações. Tudo isso culminou do Movimento pelos Direitos Civis das décadas de 1950 e 1960 liderados pelo reverendo Martin Luther King, cuja linguagem é absolutamente cristã.

O que aconteceu desde então é que, embora o impulso para o despertar e o arrependimento permaneçam, o contexto especificamente cristão se foi. Sem a referência às Escrituras que o originaram, ele se torna controverso. Possuídas pelo espírito secular, as pessoas acreditam que seus corações foram abertos, elas enxergaram a verdade e estão enfurecidas com os que não a enxergam. E, uma vez que a herança cristã de que todos são pecadores foi abandonada, estão reimpondo as categorias raciais que King e seus companheiros trabalharam tão duro para dissolver.

Lembre-se que um dos elementos que leva ao abolicionismo é, justamente, a escala com a qual ele é testemunhado nas Américas. Embora a escravidão fosse um fenômeno global, ela nunca havia sido imposta na forma como os britânicos e americanos fizeram, e de forma racializada. E, ainda que houvesse tentativas de justificar a escravidão por meio da religião, essas desculpas nunca colaram de verdade: é muito, muito difícil para um cristão com conhecimento da Bíblia, que acredita que o homem é feito à imagem e semelhança de Deus, sustentar a ideia de que uma raça pode ser inferior a outra.

Mas assim que a abolição acontece, o darwinismo emergente fornece ao imperialismo racial uma nova justificativa para o seu poder – um argumento que, obviamente, no século XX levará ao Holocausto. É irônico como a excessiva concentração na diferença entre as raças corra o risco de importar uma ideia do século XIX, que não existia até então.

Estamos testemunhando, em algumas partes do mundo, o crescimento de correntes tradicionalistas: o aumento da procura por missas em latim, por exemplo, ou a rejeição à modernidade e ao liberalismo, especialmente no Oriente. A que o senhor atribui esse fenômeno?

Conforme já comentamos, as civilizações cristãs sempre abrigaram estes dois impulsos contraditórios. Primero, o de olhar para trás e lamentar pelo tempo em que as coisas eram melhores, quando todo o mundo era católico, ou, para os protestantes, para os tempos da Igreja primitiva, antes que cardeais sinistros chegassem e bagunçassem tudo com suas bugigangas. Ao mesmo tempo, há esse instinto revolucionário age como se um espírito tivesse possuído você e te impelido a reformar o mundo.

Em uma explicação bastante reducionista, eu diria que a Igreja Católica, geralmente, está mais interessada em manter suas tradições, enquanto o protestantismo tende a se entregar ao espírito do tempo e ver onde dá. Mas percebo que, em certo sentido, as tendências opostas são, de fato, as mais vibrantes dentro das próprias religiões: seja na forma de pessoas voltando às missas em latim ou orando em línguas.

Isso é um reflexo do fato de que vivemos em uma época na qual tudo está mudando tão rápido que, de certo modo, as opções mais “emocionantes” sejam embarcar no discurso “yeah, vamos mudar tudo, uhul” ou “meu Deus, deu tudo errado, vamos voltar”. Novamente, acho que daqui a 200 anos os historiadores vão olhar para este período que estamos vivendo desde a década de 1960 como a segunda reforma da Cristandade. E é muito difícil estar no centro de uma reforma, praticamente não existe a opção “me deixe quieto no meu canto”. No fim, trata-se do quando você aguenta o chacoalhão sem cair para um dos lados.

Última pergunta. Talvez o senhor já tenha ouvido de algum parente querido que "grandes poderes vêm com grandes responsabilidades"...

Ah, não. Nunca ouvi essa frase (risos).

Eu precisava fazer essa piada. Desculpa.

Tudo bem. Foi muito original. Já faz algum tempo desde que ouvi pela última vez em 463 antes de Cristo. Mas como o perdão é uma virtude cristã, eu te desculpo.

Muito obrigada. O que eu queria saber é: na sua opinião, qual é o grande poder do cristianismo, e qual é, atualmente, sua maior responsabilidade?

Eu realmente acredito que o grande poder subversivo, inesperado e inestimável do cristianismo é o reconhecimento de que o fraco pode vencer o forte. Que a vítima pode ser maior do que o opressor. É uma proposta tão contra intuitiva, tão radicalmente oposta a tudo o que veio antes dela. Você sabe, a cruz, para os romanos, era um cruel instrumento de tortura, e servia como símbolo desse poder. O cristianismo vira esse significado de ponta cabeça. Sua grande responsabilidade reside no fato de que ele tem sido, e presumivelmente continuará sendo por um longo tempo, a maneira mais eficaz e mais culturalmente aceita de explicar por que os seres humanos nascem, por que o mundo existe. Isso é de um poder inestimável e, como você diz, ou outra pessoa por aí disse, com grandes poderes vêm, mesmo, grandes responsabilidades.

Gazeta do Povo (PR)

Ataque cardíaco pode ser previsto em exame oftalmológico, diz estudo

 Terça, 14 de Junho de 2022 - 19:40


Ataque cardíaco pode ser previsto em exame oftalmológico, diz estudo
Foto: Freepik

O exame oftalmológico pode mostrar quais pessoas podem desenvolver problemas no coração, segundo pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia.

 

Conforme o portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, o estudo analisou dados sobre sexo, idade, pressão sanguínea e peso de 500 mil indivíduos e os comparou com o padrão de vasos sanguíneos na parte de trás do olho do paciente.

 

“Descobrimos que a dimensão fractal inferior – padrões simplificados de ramificação dos vasos – está relacionada à doença arterial coronariana e, portanto, ao infarto do miocárdio, comumente conhecido como ataque cardíaco”, explicou a pesquisadora Ana Villaplana-Velasco. 

 

Com a descoberta, os especialistas esperam que os padrões dos vasos na retina também funcionem para determinar as chances de desenvolver diabetes, ou ter um AVC.

Bahia Notícias

Câmara aprova texto-base de projeto que limita ICMS de combustíveis e energia

 Terça, 14 de Junho de 2022 - 21:13

por Nicole Angel, de Brasília

Câmara aprova texto-base de projeto que limita ICMS de combustíveis e energia
Foto: Michel Jesus/ Câmara dos Deputados

Os deputados aprovaram na noite desta terça-feira (14) o texto-base do projeto (PL 18/22) que limita a alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis, energia, gás natural, comunicações e transportes coletivos. O texto foi aprovado pelo Senado na segunda-feira (13) (lembre aqui).

 

Pelo texto da proposta, esses itens passam a ser classificados como essenciais, e assim os estados ficam proibidos de cobrarem taxa superior à alíquota geral do ICMS, que varia entre 17% e 18%.

 

O projeto já havia sido aprovado em maio pela Câmara (lembre aqui), mas retornou para nova apreciação dos deputados por conta das mudanças feitas pelos senadores. O relator do texto, na Câmara, deputado Elmar Nascimento (União-BA) apresentou parecer favorável a 9 das 15 emendas do Senado ao texto aprovado pelos deputados.

 

Uma das emendas que está no relatório do deputado Elmar é a concessão de crédito presumido de PIS/Cofins e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) incidentes sobre etanol e gasolina e que garantem a manutenção, pela União, dos níveis de investimento em saúde e educação previstos constitucionalmente para estados e municípios devido à perda de arrecadação com o ICMS, que é o principal imposto que sustenta tais despesas.

 

Após a análise dos destaques, o texto seguirá para a sanção do presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

ESFORÇO CONCENTRADO

A aprovação do projeto vem de um esforço concentrado tanto do Executivo, quanto do Senado e Câmara. Antes do projeto ir para nova votação nesta terça, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), se reuniu com líderes partidários para negociações na tentativa de viabilizar votação ainda nesta terça. Além disso, Lira também se encontrou com o presidente Bolsonaro e com com representantes da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), no Palácio da Alvorada.

 

Antes da votação no Senado, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, também se encontrou não só com líderes partidários, mas também com governadores para poder colocar a matéria em pauta em um ambiente propício para a votação. O esforço rendeu a aprovação do projeto por parte dos senadores na noite de segunda, apesar de inúmeras discussões e tentativas de adiar a análise e votação da matéria por parte da oposição

Bahia Notícias

EXAME/IDEIA: Lula lidera pesquisas em SP com 39% das intenções de voto

 Terça, 14 de Junho de 2022 - 21:40

por Leonardo Almeida

EXAME/IDEIA: Lula lidera pesquisas em SP com 39% das intenções de voto
Foto: Reprodução/PT

Em pesquisa realizada pela EXAME/IDEIA com o eleitorado do Estado de São Paulo, o pré-candidato do PT à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, liderou as intenções de voto no primeiro turno com 39% no levantamento estimulado, superando o atual mandatário e candidato Jair Bolsonaro (PL), que registrou 35%.


De acordo com a pesquisa espontânea, a vantagem de Lula sobre Bolsonaro cai para apenas 1% de diferença, com o petista recebendo 31% dos votos, enquanto o atual presidente possui 30%.


Em relação às eleições estaduais, o candidato à presidência em 2018, Fernando Haddad (PT), lidera as pesquisas com 31% das intenções de voto no primeiro turno, seguido de Tarcísio Freitas (PRB), com 17%. O ex-prefeito da capital paulista também lidera os índices de rejeição, recebendo a negativa de 35% dos entrevistados.


Sobre um possível segundo turno, o petista também leva vantagem sobre a maioria de seus adversários com, pelo menos, 36% das intenções de voto. A única exceção, de acordo a pesquisa, seria um segundo turno entre Haddad e França, em que ambos possuem 34% das intenções de voto.

 

Para ocupar a única vaga disponível no Senado nas eleições deste ano, José Luiz Datena (PSC) lidera as pesquisas para a casa legislativa com 19% das intenções de voto.

 

O levantamento da EXAME/IDEIA foi feito entre os dias 3 a 8 de junho deste ano e realizou entrevista com cerca de 1200 pessoas. O grau de confiança do estudo é de 95%, com uma margem de erro de 3%, para mais ou para menos.

 

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-01734/2022.

Bahia Notícias

Apesar de pedido da PGR, Moraes não tem pressa em aplicar indulto a Daniel Silveira

 Quarta, 15 de Junho de 2022 - 07:00


por Juliana Braga | Folhapress

Apesar de pedido da PGR, Moraes não tem pressa em aplicar indulto a Daniel Silveira
Foto: Antonio Augusto / TSE

Em que pese o pedido da subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes indicou a interlocutores que não tem a menor pressa em aplicar o indulto concedido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ).
 

A Procuradoria-Geral da República pediu ao STF nesta terça-feira (14) para declarar a extinção da pena do parlamentar de oito anos e nove meses de prisão. Quer ainda que sejam revogadas todas as medidas cautelares, como o uso da tornozeleira eletrônica, e, por conseguinte, as multas aplicadas pelo não cumprimento da determinação.
 

Segundo argumenta a PGR, o decreto de graça continua válido mesmo sendo objeto de questionamento no STF e, por isso, se impõe a extinção da pena.
 

Como nunca houve um indulto individual antes da conclusão de um processo, não há precedentes para balizar o momento da aplicação de seus efeitos.
 

Moraes, contudo, sinalizou a interlocutores entender que só poderá revogar a pena e seus efeitos após o trânsito em julgado da ação penal, ou seja, depois de vencidas todas as etapas. E isso pode demorar.
 

Para se ter uma ideia, é possível ainda a apresentação de embargos do julgamento do plenário pela defesa. Eles só podem ser protocolados, no entanto, após a publicação do acórdão, o que deve acontecer em agosto. Aliados do próprio Silveira preveem uma longa espera antes do fim desta novela.

Bahia Notícias

Rogério e Alessandro não têm nada a perder

 

em 15 jun, 2022 7:59

A grosso modo pode-se dizer que, diferente dos demais pré-candidatos a governador de Sergipe, os senadores Rogério Carvalho (PT) e Alessandro Vieira (PSDB) não têm nada a perder nas eleições deste ano. Eleitos em 2018, o petista e o tucano vão para a disputa de outubro já com quatro anos de mandato garantidos no Congresso. Além do mais, ambos aproveitarão a campanha que se avizinha visando propagar seus nomes junto ao eleitorado e, caso não se elejam para o governo agora, se cacifar para os futuros embates eleitorais, quem sabe a Prefeitura de Aracaju em 2024 ou a reeleição em 2026. Ao contrário de Rogério e Alessandro, o deputado federal Fábio Mitidieri (PSD) vai precisar se virar nos trinta para se eleger governador em outubro próximo, pois do contrário ficará ao menos dois anos sem mandato, como aconteceu em 2012 quando não conseguiu se reeleger vereador de Aracaju. Misericórdia!

Pernas pro ar

Esta quarta-feira tem cara de sexta para os servidores do estado e da Prefeitura de Aracaju: terminado o expediente de hoje, eles só voltarão ao batente na próxima segunda-feira. Ô vidão! É que tanto o governo de Sergipe quanto a gestão da capital decretaram ponto facultativo na sexta-feira, portanto, um dia após o feriado de Corpus Christi. Mas quem não é servidor público deve ficar ligado, pois passado o dia santo, tudo volta ao normal. Um bom exemplo é a rede bancária, que fecha amanhã e reabre na sexta-feira normalmente. Aff Maria!

De volta à Câmara

Márcio Macedo (PT) reassumiu, ontem, o mandato de deputado federal em substituição a Valdevan Noventa (PL), que teve a cassação confirmada pelo Supremo Tribunal Federal. Graças a uma liminar do ministro do STF, Nunes Marques, o político liberal recuperou o mandato na semana passada tendo, inclusive, sido reempossado na cadeira que já vinha sendo ocupada por Márcio Macedo. Dois dias depois, o Supremo derrubou a liminar e mandou reempossar o petista. Em seu discurso após a reposse, Macedo disse que o seu mandato está a serviço do povo sergipano e da democracia brasileira. Então, tá!

Energia em debate

Aracaju vai sediar hoje o Seminário ‘Sergipe Oil & Gas 2022’, evento realizado pelas empresas Brainmarket e Eolus, em parceria com o governo de Sergipe, visando discutir o setor energético brasileiro. As discussões giram em torno, principalmente, do momento que passa o nosso estado em relação ao segmento de óleo e gás. Sergipe se prepara para dar um salto na sua produção destes dois combustíveis, tornando-se um dos maiores pólos de exploração do país. Segundo o deputado federal Laércio Oliveira (PP), esta será a segunda redenção de Sergipe: “A primeira foi em 1963, com a descoberta da reserva de petróleo em Carmópolis”, lembra o pré-candidato a sanador. Supimpa!

Do TCE para a Sefaz

Não é competência do Tribunal de Contas de Sergipe calcular a distribuição das cotas do ICMS para os municípios. Quem pensa assim é o deputado estadual Zezinho Guimarães (PL). Ele vai apresentar uma emenda à Constituição Estadual transferindo para a Secretaria da Fazenda a função de dizer quanto dos 25% do tributo estadual cabe para cada Prefeitura. Segundo Zezinho, o TCE deve permanecer com a função de fiscalizar a distribuição do ICMS, porém o cálculo da divisão é papel da Sefaz. Ah, bom!

Contra Bolsonaro


Mais de 1,1 mil economistas subscreveram o manifesto “Movimento dos economistas pela democracia e contra a barbárie”. Quase 20 profissionais dessa área em Sergipe assinaram o documento. Entre os signatários estão o ex-diretor do Banco Mundial Otaviano Canuto, dos Estados Unidos, a professora da Universidade Federal de Sergipe, Maria Lúcia Falcon, que está na Espanha, e o também professor da UFS e assessor do governo de Sergipe, Ricardo Lacerda de Melo. Segundo o manifesto, “o projeto político de Bolsonaro é de implantação de um sistema político autoritário, uma ditadura neofascista que pretende se perpetuar armando as polícias e milícias”. Home vôte!


Liderando a greve

Mesmo licenciado da presidência do Sindimotoristas, o ex-deputado federal Valdevan Noventa (PL) participou da assembleia dos rodoviários que decidiu pela greve da categoria, ocorrida ontem em São Paulo. Os motoristas e cobradores exigiam um reajuste salarial de 12,37%, retroativo a maio. As empresas até topavam pagar o percentual, mas só a partir de outubro, numa afronta à data base da categoria. No final do dia de ontem, patrões e empregados chegaram a um acordo e a greve foi encerrada. Valdevan Noventa foi cassado pela Justiça Eleitoral por compra de votos nas eleições de 2018. Só Jesus na causa!

Mandou a vice

O governador Belivaldo Chagas (PSD) não vai ao encontro com o presidenciável Lula da Silva (PT), agendado para amanhã, em Natal. O pessedista pediu à vice Eliane Aquino (PT) para representá-lo na reunião-almoço, onde o líder petista discutirá com os governadores do Nordeste sobre o agravamento da fome no Brasil, em particular na região nordestina. Logo depois da reunião com os governadores, Lula participará da 1ª Feira Nordestina da Agricultura Familiar e Economia Solidária, no Centro de Convenções de Natal. Marminino!

Grana festejada

O prefeito de Laranjeiras, José de Araújo Leite Neto, o popular “Juca de Bala”, (MDB), comemorou o novo percentual do ICMS para Laranjeiras. Segundo ele, com estes recursos será possível realizar novos investimentos para os laranjeirenses, principalmente no pagamento do piso salarial dos professores e de reajuste para os demais servidores. “Graças a Deus e por conta de um recurso, conseguimos que a BR Distribuidora e a Unigel fossem consideradas no rateio do ICMS para os municípios agora em 2022”, comemora o gestor emedebista. Legal!

Bate boca

O senador Rogério Carvalho (PT) quase foi ao empurra-empurra com o prefeito de Umbaúba, Humberto Maravilha (MDB). Foi durante a visita da comissão do Senado ao município para saber detalhes sobre a morte de Genivaldo de Jesus, ocorrida dentro de uma viatura da Polícia Rodoviária Federal. Em dado momento do entrevero, o petista perguntou se o prefeito estava lhe provocando. Há quem diga que tudo não passou de um bate-boca entre adversários políticos, coisa normal nessa época de pré-campanha eleitoral. Crendeuspai!

Adiberto de Souza

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Dia 18, Lula em AJU.Ele será autêntico?Ou será hipócrita por Rogério?

 15 jun, 2022 4:00

 Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
                    “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

Nas recentes andanças pelo País, o ex-presidente Lula pede duas coisas: para não votar em quem aprovou o impeachment de Dilma e quem aprovou o orçamento secreto. Um dos vídeos, este em Salvador em 31 de março:

Tocador de vídeo
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“…não podemos votar em senador que fez o impeachment de Dilma, não podemos votar em senador que aprovou um tal de orçamento secreto.. Se é secreto é porque é desonesto. Se fosse honesto todo deputado gostaria de falar as emendas que ele fez…”


A mídia nacional estará voltada para Aracaju no próximo dia 18, quando Lula chegar. Todos querem saber qual a desculpa que Lula dará para pedir o voto em Rogério Carvalho, PT, que deu o voto decisivo para a aprovação do orçamento secreto de Bolsonaro.

Lula será autêntico? Vai criticar o orçamento ao lado de Rogério? Ou será hipócrita por Rogério? Pode até agradar parte do povão, mas a classe média, não apenas em Sergipe mas em todo país, não deixará por menos: Lula passará por dissimulado por interesses eleitorais. Pedirá voto para quem aprovou o que ele considera desonesto? Será uma incoerência tamanha.

Algumas das armas poderosas do homem são a humildade e a resistência de falar a verdade, doa a quem doer.

Lula preferirá em Aracaju ser hipócrita e sentir a dor da humilhação nacional? Uma certeza: o professor Déda, se vivo, depois do voto decisivo para o orçamento secreto, Rogério já estaria em outro partido. Ou seria expulso!

O menor estado do País, Sergipe, poderá ser o definidor de águas da campanha de Lula. Se disser a verdade sobre o orçamento secreto dirá não a Rogério. Se for acometido de amnésia eleitoral momentânea tentando camuflar a verdade intolerável denunciada por ele mesmo será a tormenta eleitoral que vai tirá-lo milhares de votos por conta da dissimulação e da hipocrisia por conta de um “companheiro” que pensa apenas no interesse eleitoral.



Feriado Corpus Christi 2022 Devido ao feriado de Corpus Christi em 2022, nesta quinta-feira, 16, o blog só retornará a ser atualizado na próxima segunda-feira, 20. Um bom descanso para todos. O governo do Estado e diversas prefeituras e outros poderes decretaram ponto facultativo na próxima sexta-feira, 17.

Arraiá do Chico está de volta com grandes atrações em prol do Externato São Francisco de Assis  O Externato São Francisco de Assis vai realizar mais uma edição do Arraiá do Chico, sábado, 18, a partir das 14h na sede da instituição, em Aracaju. O evento vai ser comandado por Zanny – A Braba do Piseiro, Maraísa – A Dama do Forró, Otávio Neto, que está lançando a sua carreira solo e Mário do Forró, com direito a comidas típicas, barraca do beijo e muitas surpresas. O evento solidário que ocorreu nos dois últimos anos em formato de Live, agora retorna presencial para comemorar os 58 da instituição que atende cerca de 100 crianças e necessita de doações para manter o trabalho social. A festa vai ser apresentada pelos jornalistas Fredson Navarro e Marcele Machado e os ingressos já podem ser adquiridos da sede do Externato por R$ 20. A sede do Externato São Francisco de Assis que fica na Avenida Edézio Vieira de Melo, 585 – Suissa, Aracaju. Outras informações através do número (79) 3224-3509.


OPINIÃO 

As máscaras caíram muito cedo!  Antônio Carlos Sobral Sousa*

Passada a terceira onda da Covid-19, protagonizada pela variante Ômicron, começaram a vigorar as medidas de flexibilização tanto para o uso de máscaras, como para o distanciamento físico. O clima de festas foi tomando conta da população, que estava sedenta por grandes eventos e até carnaval fora de época aconteceu, nas duas maiores cidades do país. Para muitos a pandemia havia acabado…

Todavia, nos últimos 30 dias o Brasil registrou uma alta de quase 80% de casos novos da virose. Estes números podem estar subestimados, em decorrência da redução das testagens, mesmo na presença de sintomas sugestivos da doença e da disponibilidade dos autotestes em farmácias, cujos resultados não são oficialmente contabilizados. A presença de cepas com alta transmissibilidade, o relaxamento de medidas preventivas e a redução da imunidade meses após a vacinação podem explicar o aumento de casos, caracterizando, provavelmente, a quarta onda da Covid-19. Segundo boletim epidemiológico da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), quase metade dos casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) ocorridos em meados de maio, foram de Covid-19. No entanto, é bom frisar que os imunizantes contra o SARS-Cov-2 continuam a funcionar para a prevenção de casos mais graves da doença, responsáveis por hospitalização e morte.

Pesquisas realizadas em diferentes centros demonstraram que o esquema completo de imunização reduz em 20 vezes a chance de um indivíduo morrer da virose. Apesar desta constatação, tem sido verificada, com preocupação, uma estagnação no crescimento vacinal da população brasileira, além da desaceleração da curva de cobertura de terceira dose, especialmente pela adesão substancialmente menor de adultos à aplicação da dose de reforço. Por outro lado, o uso de máscara, mesmo em ambientes fechados, vai se tornando cada vez mais raro, fazendo com que aqueles que insistem em utilizar o valioso instrumento de proteção se sinta um verdadeiro “estranho no ninho”!

Uma percentagem significativa de partículas infecciosas exalada por uma pessoa doente fica retida na máscara, diminuindo a propagação viral. Portanto, quanto maior a quantidade de “mascarados”, mais seguro se torna o “baile”! Vale ressaltar que existem evidências de que a máscara protege o usuário, mesmo que aqueles ao seu entorno não a estejam usando. Considere-se ainda que o grau de proteção depende, também, da qualidade da máscara (as N95 são as mais eficazes) e do seu uso adequado.

Os mais de dois anos de pandemia, com as sucessivas ondas, deixaram como legado para a humanidade a necessidade de se respeitar tanto o ardiloso SARS-Cov-2, como a Ciência, que conseguiu demonstrar a importância das vacinas como principal arma de combate ao vírus. Finalizo citando o francês Louis Pasteur: “Os benefícios da ciência não são para os cientistas, e sim para humanidade”.

 

*Professor Titular da UFS e Membro das Academias Sergipanas de Medicina, de Letras e de Educação/Publicado no JC e no Jornal do Commércio (PE).

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Nova pesquisa, na revista Veja, diz o que falta para Lula vencer no primeiro turno

Publicado em 14 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Charge do Duke (O Tempo)

José Carlos Werneck

Reportagem do jornalista Matheus Leitão, publicada nesta segunda-feira na Revista Veja, detalha a nova rodada de pesquisas realizadas pela FSB mostrando que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que Lula está a um ponto de ganhar as eleições no 1º Turno. O petista soma 44 % das intenções de voto.

Se conseguir 50% mais um voto, Lula vencerá o pleito sem a necessidade de um outro turno para decidir quem será o próximo presidente da República.

EMPATE TÉCNICO – Apesar de ainda não cravar a vitória no primeiro turno, como mostraram o DataFolha e a Genial/Quaest, o Instituto FSB Pesquisa corrobora a tese de que o PT pode vencer na primeira etapa, pois há um empate técnico entre Lula e outros nomes da disputa.

Isso tudo considerando uma eventual margem de erro e no levantamento estimulado, em que o entrevistador exibe a lista de candidatos ao eleitor, ao invés de simplesmente indagar em quem ele pretende votar. O resultado é que assim diminui muito o número de indecisos.

OS RESULTADOS  – Na pesquisa estimulada, o levantamento mostra, ainda, que Lula lidera a disputa com 44% das intenções de voto contra 32% de Bolsonaro, com Ciro Gomes marcando 9%, Simone Tebet 2%, André Janones 1% e Felipe D’Ávila 1%.

Encomendado pelo BTG Pactual, o levantamento também traz a informação de que os eleitores que não querem nenhum desses nomes, ou não responderam, somam 7% do número de votantes, o que pode fazer a diferença na eleição de outubro, à medida que fica cada vez mais acirrada a disputa.

Invasão da floresta pelo crime organizado é a verdadeira ameaça à soberania nacional

Publicado em 15 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Vale do Javari, região estratégica para o narcotráfico na Amazônia

Pedro do Coutto

Sem dúvida alguma, a jornalista Miriam Leitão, em artigo publicado no O Globo desta terça-feira, focalizou o verdadeiro ponto dramático que marca a invasão do crime organizado na Floresta Amazônica e nas áreas indígenas, incluindo uma facção de assassinos que acrescentam agora à lista de suas vítimas o jornalista inglês Dom Phillips e o indigenista brasileiro Bruno Pereira.

A comparação que Miriam Leitão faz entre esta dramática ameaça que evolui e as afirmações do general Paulo Sérgio Nogueira, identificando o processo eleitoral a cargo do TSE revela nitidamente a diferença enorme entre uma preocupação real do Exército brasileiro com a hipótese imaginária que se choca com os fatos.

REVELAÇÕES – Miriam Leitão assinalou que em meio à bruma que cerca a morte de Dom Philips e Bruno Pereira vão surgindo revelações que cada vez mais se completam e conduzem à certeza de que o que se passa na Amazônia é uma ofensiva não só pelo desmatamento, que já seria um crime hediondo, mas também pelos crimes de narcotráfico, violação de mulheres, saques a propriedades privadas e sobretudo a propriedade pública, que no caso cabe às Forças Armadas garantir em face da ramificação internacional contida no cada vez maior tráfico de entorpecentes e também o de armas.

As armas nas mãos de assassinos deveriam, como ressaltou a jornalista, preocupar o general Paulo Sérgio Nogueira, ministro da Defesa. Miriam Leitão, no O Globo de ontem, e André Trigueiro, na GloboNews, na noite de segunda-feira, destacaram firmemente o risco da ocupação de áreas do país pelo crime organizado com os seus tentáculos, ocupando uma área com a intenção de substituir o Estado.

Trigueiro foi quem recebeu primeiro a informação da morte do jornalista inglês e do indigenista brasileiro. Alessandra Sampaio, mulher de Dom Phillips, foi quem na madrugada forneceu a notícia a Trigueiro dizendo ter sido avisada por um alto funcionário da Embaixada do Brasil em Londres.

OBJETOS – No decorrer de segunda-feira, apareceram objetos  dos desaparecidos, mas os seus corpos não apareceram. Uma névoa de mistério ainda não dissipada, oculta os dois assassinatos.

A repercussão nacional e internacional tem sido imensa e vai aumentar ainda mais, seja pelo desaparecimento dos corpos, seja pela sua identificação mais de uma semana depois da ação dos assassinos.

SELIC PODE SUBIR – Reportagem de Clayton Castelani, Folha de S. Paulo de ontem, revelou a existência de expectativa que o Banco Central do Brasil e o Federal Reserve dos Estados Unidos elevem as taxas da Selic do Brasil e dos juros bancários nos EUA.

No Brasil, os juros, ontem, quando escrevi esse artigo, estavam em 12,75% ao ano, percentual que incide sobre uma dívida interna de R$ 6 trilhões. Como costumo dizer, o aumento de 1% em nosso país, na Selic, significa um comprometimento de mais de R$ 60 bilhões. Mas esse número e seus efeitos não preocupam o ministro Paulo Guedes, da Economia. Tanto assim, que ele nada diz sobre esse processo.

REAJUSTE – O que preocupa o Ministério da Economia é o aumento dos servidores federais da ordem de 5%, representando R $16 bilhões. Alguns comentaristas sustentam que a porcentagem maior da Selic é para combater a inflação. Uma farsa patrocinada pelo silêncio de grandes especialistas na matéria financeira.

O aumento da Selic é para permitir a colocação no mercado dos títulos do tesouro que lastreiam a dívida interna. Compreende-se que os papéis só podem ter aceitação se os juros embutidos neles superarem a inflação do país. Com a inflação de 12% ao ano, a rentabilidade dos grandes bancos, dos fundos de investimentos e dos fundos de pensão das empresas estatais não podem perder para o índice inflacionário. No Brasil só quem pode perder para a inflação são os assalariados.

CRIPTOMOEDAS –  Reportagem do Financial Times, de Londres, publicada na edição de ontem da Folha de S. Paulo, revela que o mercado de bitcoins desabou na segunda-feira numa escala de 20% em apenas um dia, consequência da empresa Celsius, credora de criptomoedas, ter bloqueado o resgate dos depósitos por parte dos detentores dos créditos digitais.

A empresa alegou condições extremas de mercado. O fato serve como exemplo, digo, de propaganda no Brasil oferecendo rentabilidades mais altas a aplicações de capital e estabelecimentos sem maior base financeira. Em muitos casos, os investidores em potencial devem considerar que ao tentarem o resgate vão sofrer um corte enorme no valor investido. E, em muitos casos, o valor investido passa a ser igual a zero.

É muito fácil no Brasil vender-se uma empresa por preço baixo, transferindo-se o passivo alto para alguém inexequível. Os casos se repetem e fica tudo por isso mesmo.

AÇÕES DA ELETROBRAS – Matéria de Letycia Cardoso, O Globo de ontem, revelou que no primeiro pregão da Bovespa, o valor das ações ordinárias da Eletrobras desceu 2,2%, fechando a R$ 40,1. Já as ações preferenciais sem direito a voto, caíram 0,8%, fechando em R$ 38,39. Já em Nova York, os recibos de ações, no caso das ordinárias, recuaram 4,5%.

Para Vicente Koki, analista do setor de energia da Mirae Asset, o resultado reflete um comportamento em grupo, não especificamente contra a Eletrobras, mas que atingiu o mercado de ações em geral.

Também no O Globo, Letycia Cardoso analisa o panorama de Nova York e sustenta que o temor de um juro maior nos Estados Unidos causou a queda do mercado acionário.

NOVAS REGRAS –  No Estado de S. Paulo, edição de segunda-feira, Marlla Sabino, Ludmila Rocha e Luciana Collet, publicaram reportagem muito importante sobre as novas regras de concessão das hidrelétricas brasileiras. Num primeiro lance, vão ser relacionadas 22 hidrelétricas.

O processo é o seguinte: vão ser firmados novos contratos de concessão permitindo que essas usinas possam vender energia a preços de mercado no sempre chamado ambiente de comercialização livre. Nos novos contratos, uma parte sairá do atual regime de cotas que só remunera a operação e no qual não está incluído o risco hidrológico para o regime de produção independente, transferindo esse risco para os consumidores.

Sobre a privatização, o comando atual da Eletrobrás, ainda não substituído pelo novo controle acionário, baixou essas normas tarifárias que causam surpresa justamente porque garantem um prazo de 30 anos para as novas concessões, que na verdade são renovações de concessões vigentes, permitindo a elevação tarifária.

APROVAÇÃO DO NOVO ICMS –  Reportagem de Fernanda Trisotto, Manoel Ventura e Alice Cravo, O Globo, focaliza com destaque o resultado da aprovação do novo ICMS para todos os estados no percentual de 17%. O projeto que terá a sua continuidade prevista por meio de matéria de Emenda Constitucional estabelece compensações para os estados.

Como a aprovação se deu sem resistências, vamos considerar que nos bastidores está acertada uma compensação federal que transforme o corte aparente em um lance tributário lucrativo. Em matéria política, uma nova face do problema das candidaturas estaduais surgiu. No O Globo, Bolsonaro queixa-se que o ex-líder do governo no Senado Fernando Bezerra não está citando o seu nome. É porque o candidato dele ao governo de Pernambuco tem o apoio de Lula da Silva.

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