sábado, janeiro 08, 2022

Covid-19: Prefeitura alerta pais sobre recadastramento de crianças para vacinação


Covid-19: Prefeitura alerta pais sobre recadastramento de crianças para vacinação
Foto: André Carvalho / Smed

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) alerta aos pais e responsáveis residentes em Salvador para que façam o recadastramento do SUS de crianças de 5 a 11 anos de idade, público elegível para vacinação contra Covid-19. A atualização deve ser feita de forma on-line, através do site da SMS (clique aqui) , ou presencialmente nas 155 unidades básicas da rede municipal, de segunda a sexta-feira, a partir das 8h.

 

Aquelas que já realizaram o recadastramento serão estarão automaticamente na lista de habilitados para vacinação. As crianças que não possuem o Cartão SUS de Salvador ou têm o cadastro vinculado a algum outro município, o pai ou responsável deve procurar qualquer uma das unidades da Prefeitura-Bairro para obter o documento ou fazer a transferência de domicílio. O agendamento para o serviço deve ser feito através do site Hora Marcada (acesse aqui).

 

A documentação exigida dos pais é a carteira de identidade, CPF, comprovante de residência e Cartão SUS. Para as crianças, é necessário apresentar certidão de nascimento e Cartão SUS (se houver).

Bahia Notícias

VÍDEO: Rocha desliza e atinge embarcações em Minas Gerais

VÍDEO: Rocha desliza e atinge embarcações em  Minas Gerais
Foto: Reprodução Redes Sociais

Uma rocha deslizou e atingiu três lanchas com turistas no Lago de Furnas, em Capitólio, no Centro-Oeste de Minas Gerais, neste sábado (8). Para o G1, o Corpo de Bombeiros de Piumhi informou que há de 10 a 20 vítimas. Não há informações sobre óbitos.

 

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento do acidente. O local, que é um conhecido ponto turístico de Minas, é bastante visitado por causa dos canions.  

 

Segundo o Corpo de Bombeiros, a princípio, uma "tromba d'água” junto a pedras fez com que elas caíssem de uma altura de mais de 5 metros, atingindo as embarcações.

Bolsonaro se irrita com ordem de vacinação de militares, e Exército deve fazer esclarecimento

Publicado em 8 de janeiro de 2022 por Tribuna da Internet

Altamiro Borges: Bolsonaro faz novos agrados aos militares - PCdoB

Charge do Nani (nanihumor;com)

Jussara Soares
O Globo

A recomendação do Comando do Exército para que militares se vacinem para o retorno ao trabalho presencial e a proibição sobre a disseminação de fake news irritaram o presidente Jair Bolsonaro. Diante da reação, o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, em uma reunião na tarde desta sexta-feira com representantes das três Forças expôs a contrariedade com a repercussão da diretriz assinada pelo comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, que se choca com posicionamentos do presidente. Bolsonaro não se vacinou e é contrário à exigência do comprovante de imunização.

Na reunião, segundo apurou O Globo, foi discutida a divulgação de uma nota do Exército pontuando que a imunização não é uma obrigação nem condição para retornar ao trabalho.  A expectativa no governo era que o comunicado fosse publicado ainda na sexta-feira.

MAIS DESGASTE – Uma versão do texto chegou a ser preparada, mas não houve um consenso sobre o teor do comunicado entre Ministério da Defesa e o Exército.  Sem um acordo, a divulgação da nota foi suspensa nesta sexta, embora o tema ainda esteja em debate.

Militares contrários à divulgação de um esclarecimento argumentam que uma nota poderia aumentar um desgaste e desencadear uma nova crise. Além disso, observam que o comandante do Exército tem autonomia de sua gestão para publicar a diretriz, embora todas as regras sigam orientações do Ministério da Saúde, da Economia e do próprio Ministério da Defesa.

O documento de oito páginas, assinado pelo comandante no último dia 3, reconhece que o avanço da vacinação permite a possibilidade da normalização das atividades.  Entre os 52 itens do texto, o Exército destaca que o retorno ao trabalho deve ser avaliado desde que respeitado o período de 15 dias após a imunização.

UMA RESSALVA – “Os casos omissos sobre cobertura vacinal deverão ser submetidos à apreciação do DGP (Departamento Geral do Pessoal), para adoção de procedimentos específicos”, diz o texto. 

Apesar da irritação do Planalto, a diretriz do Exército segue uma portaria de 29 de novembro do próprio Ministério da Defesa.  Assinada pelo general Braga Netto para entrar em vigor no dia 3 de janeiro, a portaria, no parágrafo 3, destaca que os servidores e militares da administração central do Ministério da Defesa, com exceção de pessoas com comorbidades e outros casos específicos, “retornarão às atividades presenciais quinze dias após terem se imunizado contra a COVID-19″.

Na Defesa, a avaliação é que o documento assinado pelo general Paulo Sérgio teve uma “má redação” e, por isso, seria necessário um esclarecimento. A pasta, segundo apurou O GlobO, não teve acesso à diretriz do Exército antes de ser publicada. 

NÃO VACINADOS – Antes mesmo da reunião desta sexta-feira no Ministério da Defesa, já havia um receio da repercussão no Planalto e o Exército já estudava como será o retorno daqueles que se recusarem a tomar as doses.

A questão se concentra principalmente entre os civis que atuam na Força, uma vez que, com exceção de casos de militares em atividades administrativas, a maior parte seguiu a atuação em campo.

A diretriz do Comando do Exército também orienta a continuidade de medidas protetivas como o distanciamento social, o uso de máscaras e a higienização das mãos. Segundo o Exército, as regras seguem as orientações dos ministérios da Defesa, Saúde e da Economia, mas também as particularidades e legislação regionais, no âmbito dos Comandos Militares de Áreas. Bolsonaro, que circula frequentemente sem máscara, dá reiteradas declarações contra a imunização e ainda não se vacinou. Ele também é contrário à exigência do comprovante da vacina. 

FAKE NEWS – Outro ponto que incomodou o governo é o trecho em que trata sobre a disseminação de fake news. O documento destaca que “a prestação de informação falsa sujeitará o militar ou o servidor às sanções penais e administrativas previstas em Lei”.  A recomendação do Exército é que familiares também sejam orientados a checarem a veracidade das informações

“Não deverá haver difusão de mensagens em redes sociais sem confirmação da fonte e da  veracidade da informação. Além disso, os militares deverão orientar os seus familiares e outras pessoas que compartilham do seu convívio para que tenham a mesma conduta”, diz o texto.

O alerta sobre fake news não é uma novidade da diretriz publicada nesta semana pelo comandante Paulo Sérgio. No início da pandemia, uma diretriz assinada pelo então comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, em 30 de março de 2020, já fazia a menção sobre informações falsas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Bolsonaro pensa (?) que é comandante-em-chefe das Forças Armadas, mas isso só ocorre em tempos de guerra. Mesmo assim, os comandantes militares são instruídos a não acatarem ordens que não estejam de acordo com os regulamentos e o discernimento de cada um. Apenas isso. Apesar das milhares de nomeações, da preservação da previdência privilegiada e dos aumentos salariais, os oficiais superiores já estão “por aqui” com as asneiras de Bolsonaro, como dizia o grande ator Orlando Drummond na Escolinha do Chico Anysio. (C.N.)

Tristeza e decepção num final de ano na aldeia guarani, em plena cidade de São Paulo

Publicado em 8 de janeiro de 2022 por Tribuna da Internet

Guaranis driblam ordem de reintegração de posse em São Paulo e ganham tempo contra construtora | Atualidade | EL PAÍS Brasil

A especulação imobiliária avança nas terras dos guaranis

Augusto Tomazini

Vou contar um final de ano guarani, em plena cidade de São Paulo, a metrópole que abarca praticamente tudo, é um monstro de muitas cabeças e um ventre pujante, eternamente fértil. O barulho dos motores e das buzinas traz um som constante, dia e noite… uma fumaça eterna sombreia o horizonte… hoje está nublado e frio; os paulistanos saíram, salvo raríssimas exceções, agasalhados; os mendigos não largam os seus cobertores, após acordar andam cobertos com eles.

Curiosamente ainda existem aldeias indígenas na cidade. Estive na comunidade Jaraguá, perto do pico de mesmo nome; nela cerca de seiscentos índios estão confinados em menos de dois hectares, ao lado de uma estação ecológica. Apesar do artesanato e empregos na cidade, acabam dependendo da ajuda de governos, ONGs, religiosos e ambientalistas.

CASA DE REZA – Haveria uma cerimônia de ano novo guarani. Cheguei na aldeia Jaraguá e procurei a casa de reza, a Opy, mas antes de chegar lá me deparei com um galpão imenso e bem construído onde se realizava uma cerimônia estranha aos costumes da tribo.

Várias pessoas indígenas e não indígenas, sentadas em cadeiras assistiam à um ritual, em que um indígena declamava, na língua guarani, frases num tom sofrido. Parecia uma cerimônia evangélica, mas na língua guarani. A seguir, um não-indígena tomou a palavra e passou a falar em português; assim, tive certeza que era uma cerimônia cristã.

Saí do galpão assustado com essa invasão cultural, que chegava ao mais medonho colonialismo. Mas logo a seguir, lá estava a casa de reza Opy. Foi um alívio! Me mandaram esperar. Somente um pouco…

MAIS CRISTIANISMO – Ali dentro, outro universo. Uma cerimônia alegre, repleta de música e canções na língua guarani celebrava o ano novo.

Mas por certo, vale registrar que a humildade daquela casa de barro, a Opy, possuía muito mais da essência do cristianismo do que aquele grande galpão em que se realizava a cerimônia evangélica em plena aldeia.

Aqui no Brasil, criamos muitos cultos sincréticos, nesta terra já existia uma forte base indígena, depois houve a contribuição de africanos e europeus. As religiões brasileiras são exuberantes na felicidade e … na dor.

VITÓRIA E DERROTA – Em uma breve pesquisa na rede mundial de computadores pode-se ver que  ainda persistem denúncias do Ministério Público contra o descaso dos governos federal, estadual e municipal, quanto aos cuidados e a assistência que precisam ser garantidos aos habitantes da Reserva Indígena Jaraguá, os verdadeiros donos da terra.

Em 2015, no governo Dilma Rousseff, a Portaria 581 do Ministério da Justiça passou de 1,7 hectare para 532 hectares a reserva Jaraguá. A vitória, porém, não perdurou. No governo Michel Temer, o próprio Ministério da Justiça derrubou a decisão, substituindo-a por outra Portaria: a 683/2017, que reduziu o território de 532 hectares para apenas 3 hectares, sem que houvesse apresentação de estudos técnicos e sem consulta prévia à comunidade do Jaraguá.

Agora já é ano novo e hoje começou a esquentar.

Chapa Lula-Alckmin comprova ‘teatro das tesouras’ criado por Lênin, alegam os bolsonaristas


21 - Blog do QG do Enem

Teoria conspiratória indica Lênin com autor da armação

Fábio Zanini
Folha

Os acenos mútuos entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (ex-PSDB) para compor uma chapa única na disputa presidencial reavivaram em líderes da direita a tese do “teatro das tesouras”.

A expressão, também chamada de “estratégia das tesouras”, foi mencionada nos últimos dias, por exemplo, pelo filósofo Olavo de Carvalho e pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

ANTISSISTEMA – “O sistema cria suas próprias dicotomias para que você imagine viver numa democracia saudável, mas na verdade é o teatro das tesouras. Bolsonaro é a única oposição a tudo isso aí, o verdadeiro antissistema”, tuitou o filho do presidente, em 18 de dezembro.

Variações destas críticas foram replicadas aos montes por bolsonaristas em redes sociais desde que o flerte entre Lula e Alckmin, ex-adversários ferozes na disputa presidencial, ganhou corpo, no final do ano passado.

A exemplo de outras expressões, como “marxismo cultural”, o “teatro das tesouras” é uma imagem usada pela direita para apontar uma suposta estratégia de dominação esquerdista.

TERIA SIDO LÊNIN – A expressão teria origem numa tática elaborada por ninguém menos que Vladimir Lênin, embora não haja registro de que o pai da revolução bolchevique a tenha mencionado com esse nome. A expressão é comumente atribuída ao escritor ucraniano Anatoliy Golitsyn (1926-2008), desertor da KGB soviética.

A metáfora não é difícil de entender. Uma tesoura, quando fechada, é um objeto único. Abertas, suas lâminas parecem estar em oposição, mas na realidade cortam para o mesmo lado, e obedecendo ao mesmo comando (a mão).

NA MESMA DIREÇÃO – Transpondo para a política, é como se forças aparentemente opostas (PT e PSDB, por exemplo) operassem de forma coordenada, avançando na mesma direção, que pode ser chamada de social-democrata, progressista ou até comunista, ao gosto do freguês.

Haveria apenas uma ilusão de competição, com o objetivo real de deixar fora do jogo os representantes da verdadeira mudança: a direita, os liberais, os conservadores, os bolsonaristas.

Como prega Olavo, Lênin inaugurou esse sistema na antiga União Soviética, estimulando uma “estratégia das tesouras” em que uma lâmina seria a de León Trótski e a outra de Josef Stálin. Inimigos mortais (literalmente), mantiveram o objetivo maior de consolidar o regime comunista e impedir a tomada de poder pela burguesia capitalista.

COMPETIÇÃO ILUSÓRIA – Mesmo a Revolução de 1917, que derrubou o regime czarista, teria sido possível a partir de uma ilusão de competição entre as facções comunistas menchevique e bolchevique, uma espécie de “teatro das tesouras” que Lênin soube muito bem explorar, segundo essa visão.

No Brasil, o termo foi popularizado em 2018 por uma série de sete vídeos da produtora conservadora Brasil Paralelo (que, aproveitando o flerte Lula-Alckmin, relançou o material, disponível no YouTube).

Cada filme, que tem de 30 a 40 minutos, trata de uma eleição presidencial entre 1989 e 2014, argumentando que nunca houve competição real fora do espectro que vai do PT ao PSDB.

DIZ FERRUGEM – “Durante algumas décadas, a maior parte dos brasileiros teve a ilusão de que podia pensar em diferentes ideias e votar em diferentes propostas. Não era verdade. Não existia campo de debate liberal, conservador etc. Todas as propostas possuíam diferenças sutis de discurso e de prática, mas encaminhavam para as mesmas políticas e valores”, diz Lucas Ferrugem, produtor da série “O Teatro das Tesouras”, da Brasil Paralelo.

Segundo ele, isso fica cabalmente demonstrado no movimento de aproximação entre o ex-presidente e o ex-governador de São Paulo.

“Não há oposição ideológica, moral ou de ideias concretas entre Alckmin e Lula. Eles se xingaram publicamente no passado por um único motivo: disputavam o mesmo cargo de poder”, argumenta.

NÃO HAVIA DISPUTA – Para Ferrugem, “a briga era teatro das tesouras, a união política entre eles é o que corresponde de fato à realidade”.

Mais do que isso, afirma, o balé entre Lula e Alckmin é prova inconteste de que petistas e tucanos são na verdade uma coisa só. “O PT é um partido socialista. E o PSDB também. A social-democracia é o socialismo democrático”, afirma.

Ainda não está certo que a união entre Lula e Alckmin vá vingar. Se realmente ocorrer, oferecerá um discurso pronto para os bolsonaristas, para quem é possível enxergar uma linha de ação que parte de Lênin e chega até o picolé de chuchu.

NÃO SE CALE DIANTE DA INJUSTIÇA!

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Este vídeo já havia assistindo há bastante tempo, porém, hoje ()8.01)recebi encaminhado por vários participantes do  grupo do WhatsApp que terminou despertando a curiosidade e por analogia levou-me a comparar com os eleitores da ex-prefeita Anabel juntamente com os vereadores da oposição, que por omissão e por ausência de coragem, não exercem seu direito de cidadania.
Estou referindo-me aos comentários generalizados de insatisfação devido a leniência concernente a AIJE Número: 0600512-30.2020.6.05.0051 Classe: AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL Órgão julgador: 051ª ZONA ELEITORAL DE JEREMOABO BA - : Abuso - De Poder Econômico, Abuso - De Poder Político/Autoridade - DIRETORIO MUNICIPAL DO PARTIDO SOCIAL DEMOCRATICO EM JEREMOABO -BA (AUTOR) BARBARA MARQUES PUTRIQUE (ADVOGADO) DERISVALDO JOSÉ DOS SANTOS (INVESTIGADO) JOSE FABIO DOS SANTOS (INVESTIGADO) PROMOTOR ELEITORAL DO ESTADO DA BAHIA (FISCAL DA LEI), onde todos indignados lamentam, porém, temem buscar os canais competentes.
Nos meus passeios pela internet li uma matéria de 

Editor-Executivo onde  o Desembargador Cláudio de Mello Tavares, presidente do TJRJ, faz balanço dos primeiros meses de gestão, comenta temas sensíveis do Judiciário e fala sobre a “magistratura que queremos”, cujo título da matéria é:  “Juiz não é herói, é servidor público”. (/www.editorajc.com.br/juiz-nao-e-heroi-e-servidor-publico/)

Não são os juízes servidores públicos, ainda que devam bem servir ao público na função de julgar. São os magistrados agentes políticos do Estado, órgãos do Poder Judiciário, pilares da Democracia, garantias do indivíduo frente ao Poder Público e guardiães da própria legalidade e da harmonia entre os Poderes do Estado."

Com isso quero dizer que reclamar em mesa de bar, pontas de esquinas ou grupos de WhatsApp não leva a nada, os prejudicados e os insatisfeitos, que lutem por seus direitos, para isso é que existe: Corregedoria, Conselho Nacional de Justiça e Conselho Nacional do Ministério Público - CNMP

"Justiça atrasada não é Justiça, senão injustiça qualificada e manifesta. Porque a dilação ilegal nas mãos do julgador contraria o direito das partes e, assim, as lesa no patrimônio, honra e liberdade".(Andrey Cavalcante)

Pedimos a gentileza de observar que este conteúdo pode, sim, ser compartilhado na íntegra. Todavia, deve ser citado o link: https://www.migalhas.com.br/depeso/252901/protagonista-da-historia---ii

Pedimos a gentileza de observar que este conteúdo pode, sim, ser compartilhado na íntegra. Todavia, deve ser citado o link: https://www.migalhas.com.br/depeso/252901/protagonista-da-historia---ii

O Cafezinho

 

O Cafezinho


Hospitais privados registram aumento de 655% nos casos de Covid-19 e 270% de Influenza, aponta Anahp

Blog da Noelia Brito

Posted: 07 Jan 2022 08:03 AM PST

 

Foto: Divulgação 

Pesquisa revela que 88% das instituições associadas tiveram aumento de pacientes positivos para os quadros. Hospitais privados de Pernambuco não responderam à consulta da própria Associação 


Com o intuito de entender o aumento de casos de Covid-19 e de Influenza entre os associados, a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) realizou uma pesquisa com seus membros na última quarta-feira, 05/01, tendo como respondentes instituições dos estados de: SP, RJ, RS, GO, MG, PB, PR, DF, ES, MT e BA.

 

Dentre os 33 hospitais que responderam à pesquisa, 88% registraram aumento de casos positivos de Covid-19 e de Influenza em suas instituições. O aumento no número de casos de Covid-19 foi, em média, de 655% desde dezembro de 2021, sendo que algumas instituições relataram aumentos maiores que 1000%. Já o crescimento no número de casos de Influenza foi, em média, de 270%.

 

As instituições respondentes registraram neste período 13.040 casos positivos para Covid-19, o que representa um percentual de positividade de 21% sobre o total de testes realizados. Ainda de acordo com a pesquisa, desde dezembro, 32% desses casos resultaram em internação.

 

Ao analisar apenas os dados de Influenza, foram registrados 7.943 casos confirmados, o que representa um percentual de positividade de 42% sobre o total de testes realizados. Dados da pesquisa mostram ainda que 22% dos casos confirmados desde dezembro resultaram em internação.

 

Recomendações Anahp para a população:

 

De acordo com as orientações de Vania Rohsig, Superintendente Assistencial e de Educação do Hospital Moinhos de Vento e Coordenadora do Grupo de Trabalho Organização Assistencial da Anahp, e Priscila Rosseto, Gerente-executiva de Qualidade, Segurança e Práticas Assistenciais da BP -- A Beneficência Portuguesa de São Paulo e Coordenadora do Grupo de Trabalho de Melhores Práticas Assistenciais da Anahp, a busca pelo atendimento no pronto-socorro dos hospitais deve acontecer em casos específicos:

 

·Devem procurar o pronto-socorro apenas os pacientes com sintomas persistentes ou sinais de acometimento mais grave (falta de ar, febre persistente, tosse intensa) ou com doenças crônicas pré-existentes.

·De uma forma geral, a população deve manter rígidos os cuidados com a utilização correta de máscara, o distanciamento social e a higienização adequada das mãos.

·Aqueles que estiverem com sintomas leves ou assintomáticos devem priorizar a busca por atendimentos ambulatoriais como, por exemplo, consultas médicas, preferencialmente via telemedicina. A orientação visa proteger o paciente de uma exposição desnecessária dentro de ambientes como hospitais, que devem ser utilizados para o atendimento de pessoas com sintomas mais severos.

·Ao passar por uma consulta, o paciente será avaliado clinicamente e terá a indicação médica correta sobre a necessidade ou não de testagem, assim como de qual tipo de teste é o mais adequado de acordo com os sintomas que apresenta e, dessa forma, fará a coleta de exame mais indicado para seu quadro clínico.
 

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Brasil pode ter 1 milhão de casos diários de Covid em duas semanas, projetam cientistas

por Isabela Palhares e Júlia Barbon | Folhapress

Brasil pode ter 1 milhão de casos diários de Covid em duas semanas, projetam cientistas
Foto: Camila Souza / GOVBA

Em duas semanas, o Brasil pode chegar a um milhão de pessoas infectadas por dia com Covid. A projeção, feita pela Universidade de Washington (EUA), considera que os casos são muito superiores aos dados oficiais e devem mais do que dobrar em 15 dias.
 

O país vive um apagão de números sobre a doença, portanto não se sabe o tamanho da onda de contaminações impulsionada pela variante ômicron atualmente. Isso porque os sistemas de notificação do Ministério da Saúde estão instáveis há um mês, após ataques hackers, e não há uma política ampla de testagem.
 

A universidade estima que 468 mil pessoas tenham sido infectadas no Brasil apenas nesta sexta (7), incluindo aquelas que não fizeram exames. A quantidade é quase nove vezes superior aos testes positivos registrados pelos estados nas últimas 24 horas (53.419, segundo o consórcio de veículos de imprensa).
 

Seguindo a projeção, o país deve chegar a 1 milhão de infectados no dia 23 de janeiro e a um pico de 1,3 milhão em meados de fevereiro.
 

A estimativa é dez vezes maior do que o número registrado no auge da doença no Brasil, em março do ano passado, quando foram quase 100 mil casos positivos por dia.
 

Segundo a epidemiologista Fátima Marinho, integrante da rede de pesquisadores que envia os dados brasileiros à Universidade de Washington, a projeção é baseada num cálculo complexo, considerando vários fatores de cada país, e é bastante confiável a curto prazo.
 

"Esse aumento para 1 milhão em duas semanas é plausível, porque o modelo aplica o que já se sabe da doença nos EUA e na Europa, por exemplo, que têm números muito apurados. Na Inglaterra o teste é gratuito em qualquer farmácia e vai direto para o sistema do governo", diz.
 

De acordo com ela, é esperado que a doença siga neste ano o mesmo caminho dos últimos dois anos: um aumento durante o inverno no hemisfério norte, depois uma alta nas transmissões no Brasil em janeiro e fevereiro, com um pico em março.
 

"Vamos repetir, como temos repetido todo ano. Não tem por que o cenário ser diferente dos outros anos e dos outros países. É impressionante que o governo não faça nada, sabendo antecipadamente o que vai acontecer", critica a professora da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
 

O ritmo de crescimento projetado para as mortes, porém, é muito inferior. Os cálculos indicam que o país pode chegar a 313 óbitos diários por Covid em duas semanas, apenas 12% a mais do que as 279 mortes estimadas para esta sexta. Ainda assim, a projeção é bastante superior ao registro oficial dos estados, que foi de 148 nas últimas 24 horas.
 

Segundo especialistas, a menor letalidade da doença está ligada à menor gravidade da variante ômicron e ao avanço da cobertura vacinal no país. O Brasil tem 78% da população com ao menos uma dose da vacina, 68% com o primeiro ciclo de imunização completo e 13,4% com o reforço.
 

Os dados registrados pelos estados indicam que, enquanto a média móvel de casos cresceu 477% em relação aos dados de duas semanas atrás, a média de mortes continua estável, ou seja, não teve variações superiores a 15% nesse período.
 

"Felizmente, temos a vacina para evitar uma tragédia como a que vimos no ano passado, em relação às mortes. Mas, se quisermos o controle da situação e evitar que novos óbitos ocorram, precisamos saber a quantidade de casos. Com a política atual de testagem, não teremos esse controle", diz Domingos Alves, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP.
 

Para os especialistas, exatamente pela falta de testagem no país, os dados oficiais não devem alcançar os da projeção. No entanto, eles dizem que, mesmo com a subnotificação, o registro de casos confirmados deve dobrar até a próxima semana.
 

"O dado oficial nunca vai chegar nem perto do número real de infectados porque não testamos. As informações que teremos nos próximos dias serão apenas daquelas pessoas que se infectaram e tiveram sintomas mais graves e, por isso, foram testadas", diz Wallace Casaca, coordenador do Infotracker, projeto da USP e Unifesp que monitora a pandemia.
 

Os especialistas explicam que a subnotificação ocorre principalmente pela falta de testagem em massa, o que leva, em geral, à contabilização apenas dos sintomáticos moderados a graves, e a um atraso, ou, muitas vezes, à ausência completa do registro dos casos.
 

O sanitarista Christovam Barcelos, um dos coordenadores da plataforma MonitoraCovid19, da Fiocruz, também chama a atenção para o enorme gargalo que se formou a partir do apagão dos sistemas de notificação desde 10 de dezembro. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, prometeu normalizar a situação até a próxima semana.
 

"O apagão não foi só o ataque às nuvens. Está na origem, atrasando a entrada de notificações nas unidades de saúde privadas e públicas. Então mesmo que todos os sites voltem, existe ainda muito dado represado. Portanto, nas próximas semanas, veremos uma explosão de casos que pode ser falsa também, porque são números de dezembro que só foram digitados em janeiro", diz.
 

Ele ressalta que já se percebia um aumento de infecções desde o início de dezembro, apesar de isso não ter transparecido nas estatísticas oficiais. Dados de hospitais particulares, alta na positividade de testes e até um questionário aplicado pelo Facebook aos usuários indicaram mais pessoas com sintomas naquele momento.
 

"Isso piorou principalmente com as festas de fim de ano, a partir de 20 de dezembro. As pessoas esquecem que festa não é só uma noite de Natal ou Ano-Novo, é uma sequência de eventos e viagens", lembra.
 

Ainda que os dados oficiais não deem conta de dimensionar o tamanho do surto, diversas localidades do país já registram pressão nos sistemas de saúde e voltaram a adotar medidas emergenciais.
 

O governo do Ceará, por exemplo, suspendeu cirurgias eletivas e a Prefeitura de São Paulo voltou a montar tendas para atendimento de pacientes.

Bahia Notícias

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