quarta-feira, dezembro 08, 2021

Processo de Helio Fernandes durou 41 anos, porque o advogado Sérgio Bermudes desprezou a causa

Publicado em 8 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet

Helio Fernandes - Página inicial | Facebook

Helio Fernandes esperou 41 anos por sua indenização

Carlos Newton

No domingo passado, dia 5, publicamos artigo sobre a saga do jornalista Helio Fernandes, que aguardou 41 anos pelo pagamento da indenização devido pela União à “Tribuna da Imprensa”, mas morreu antes do final do processo e seus herdeiros nada receberão, porque o dinheiro (cerca de R$ 39 milhões) foi inteiramente destinado a pagamento de impostos federais, credores da empresas e dívidas trabalhistas.

No artigo, julgamos ter deixado claro que o escritório de advocacia que conduziu a causa (Sérgio Bermudes & Associados) atuou de forma leniente e jamais se interessou realmente em levar ao final essa causa.  No entanto, muitos leitores entenderam o contrário e alguns até julgaram que eu estaria elogiando a atuação de Bermudes, o que jamais me passou pela cabeça. Pensei ter exercitado bem a arte da ironia, deixando as coisas subentendidas, mas parece que errei na dose.

BERMUDES FALHOU – Aproveito para me desculpar junto aos filhos do grande jornalista, Luciana, Bruno e Ana Carolina, porque, ao contrário do que ficou parecendo no artigo que escrevi domingo, o respeitadíssimo advogado Sérgio Bermudes e seu principal associado, Alexandre Sigmaringa Seixas, falharam absurdamente ao defender Helio Fernandes.

É o mais importante escritório de advocacia do país, porém jamais usou sua força e seu prestígio para pressionar a Justiça Federal a tocar o processo com a mesma velocidade conseguida por outros veículos da grande imprensa, como Jornal do Brasil e Diários Associados, que receberam milionárias indenizações sem que tivessem sofrido perseguição equivalente à da Tribuna da Imprensa, único jornal que ficou sob censura por 10 anos seguidos, de 1968 até 1978, e teve suas oficinas destruídas em atentado a bomba em março de 1981,após ter sido aprovada a Lei da Anistia no governo João Figueiredo.

CULPA DA JUSTIÇA? – Em carta a Helio Fernandes, o advogado Sérgio Bermudes tentou se esquivar da responsabilidade pela demora do processo e culpou “a caótica Justiça Federal”.

Bem, se houve falhas, jamais se poderia atribui-las apenas à Justiça Federal. Nenhum escritório de advocacia pode sair enaltecido num processo que demorou mais de 40 anos, o autor não recebeu um só centavo, mas o caixa do escritório foi engordado em R$ 3,9 milhões.

Na minha concepção, a explicação é simples. Quem defende Petrobrás, Ike Batista, grandes bancos e corporações, dificilmente não vai pôr a mão no fogo por um cliente que a todos criticava em nome da liberdade de imprensa. Essa é a grande verdade. O escritório Bermudes se omitiu claramente e não teve remorsos ao embolsar E$ 3,9 milhões e deixar a família de Helio Fernandes a ver navios, como se dizia antigamente.

###
P.S.  –
 Vou voltar ao assunto, quantas vezes quiser, em nome de minha grande amizade a Helio e aos dois filhos que partiram antes dele, Helinho e Rodolfo Fernandes. Estou aguardando autorização da família para divulgar as cartas que Helio Fernandes me mostrou, endereçadas ao advogado Sérgio Bermudes, e que jamais tiveram resposta. O texto vai emocionar ou revoltar a todos. (C.N.)  

Interferência na PF já está mais do que comprovada, porém Moraes não conclui o inquérito…

Publicado em 8 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet

Bolsonaro já retaliou 18 delegados da PF - Patria Latina

Charge do Erasmo (Arquivo Google)

Pepita Ortega e Luiz Vassallo
Estadão

A delegada da Policia Federal Denisse Dias Rosas Ribeiro considera que continua a haver possibilidade de interferência no processo de extradição do blogueiro Allan dos Santos, aliado do presidente Jair Bolsonaro. “Permanece ainda latente o risco de ocorrência de novos eventos com potencial de causar prejuízo ao fluxo normal da apuração”, registrou a delegada em documento enviado ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das milícias digitais.

Em despacho datado do último dia 29, Denisse indicou que as medidas relativas à extradição ativa de Allan ‘abrem o caminho para que novas ações ou omissões’, no âmbito da Secretaria Nacional de Justiça, ‘prejudiquem a tramitação’ do processo, ‘diante da possibilidade de eventual pedido de complemento de informações, ou por inobservância de prazos, ou por retardo nas comunicações aos órgãos executores’. Nessa linha, a delegada, chegou a defender a necessidade da adoção de ‘ações mitigadoras e desestimuladoras de tentativas de interferência no fluxo normal do processo’.

AFASTAMENTOS SUSPEITOS – Desde o pedido para inclusão do nome do blogueiro na lista de Difusão Vermelha da Interpol, as tratativas de extradição do blogueiro são marcadas por suspeitas de interferência.

A delegada da Polícia Federal Silvia Amelia da Fonseca foi exonerada do cargo de diretora do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) após andamento do pedido de extradição do bolsonarista.

Além dela, a delegada Dominique de Castro Oliveira, que processou a determinação para incluir nome de Allan dos Santos na lista de foragidos internacionais, recebeu uma ordem da PF para deixar posto na Interpol e retornar à superintendência da corporação em Brasília.

RELATO A MORAES – O documento remetido a Alexandre de Moraes detalha informações colhidas em depoimentos após notícias de suposta tentativa de embaraço à efetivação da extradição de Allan dos Santos, no âmbito da Secretaria Nacional de Justiça.

A PF diz ter identificado que o atual secretário da Secretaria Nacional de Justiça, José Vicente Santini, ao tomar ciência do pedido de extradição de Allan dos Santos, solicitou a Sílvia Amélia Fonseca de Oliveira, ex-diretora do DRCI, acesso à caixa de documentos restritos da unidade, além de determinar a alteração do fluxo de referidos processos de extradição ativa para incluí-lo como instância de decisão.

Os investigadores dizem ainda que a então diretora não acatou imediatamente o comando referido por ‘ausência de previsão normativa’, sugerindo o encaminhamento do pedido para análise jurídica.

EXONERAÇÃO DESMOTIVADA – Nessa linha, a PF diz que os depoimentos colhidos durante as apurações, indicam que a exoneração da delegada do DRCI está ligado ao ‘fato de não ter dado ciência tempestivamente ao SENAJUS (medida não prevista em norma) da existência do pedido de extradição, tendo dado prosseguimento normal ao procedimento com o encaminhamento da demanda’.

Em razão das informações, a Polícia Federal chegou a elaborar uma ‘hipótese criminal’, indicando que Santini, ao determinar a ‘alteração do fluxo necessário para tramitação de processos de extradição ativa, incluindo a etapa de submissão do pleito ao Secretário Nacional de Justiça, com o propósito de criar instância, até então inexistente, no pedido de extradição de Allan dos Santos aos Estados Unidos’, poderia vir a configurar embaraço às investigações sobre as milícias digitais.

COMPASSO DE ESPERA – A hipótese em questão, no entanto, acabou suspensa pelos investigadores ‘enquanto se aguarda o fim da tramitação do processo de extradição’ de Allan dos Santos. A PF entendeu que as medidas realizadas por Santini acabaram não impedindo o envio do pedido de extradição aos EUA, uma vez que se deram após o DRCI cumprir sua função.

Ainda segundo a corporação, os atos subsequentes realizados pelo secretário ‘não incidiram, até o presente momento, de maneira a interferir efetivamente na tramitação, mesmo porque a demanda ainda se encontra sob o crivo das autoridades americanas’. “A interferência, portanto, apesar de presente o risco, ainda é uma cogitação”, diz o relatório.

INTERFERÊNCIAS CLARAS – Entre os depoimentos colhidos para apurar a suposta tentativa de embaraço à extradição de Allan dos Santos, a PF ouviu Silvia Amélia, ex-diretora do DRCI. Ela relatou à PF que a unidade atua como autoridade central nos casos de extradição, sendo que não há participação do Secretário do Senajus nos processos e que somente tem acesso ao sistema onde tramitam os pedidos de extradição os servidores lotados na Coordenação de Extradição e Transferência de Pessoas Condenadas e a diretoria do DRCI.

No entanto, no caso de Allan dos Santos, o chefe de gabinete da Senajus, Alexandre Rabelo Patury, e a assessoria de comunicação do órgão teria procurado o coordenador o CETPC, Rodrigo Sagastume para ‘esclarecimentos sobre tal pedido de extradição’. Na ocasião, Silvia orientou Rodrigo a informar que o processo já havia sido encaminhado ao Ministério das Relações Exteriores.

Ainda segundo a ex-chefe do DRCI, o chefe de gabinete do ministro da Justiça Anderson Torres, Antônio Ramirez Lorenzo, teria solicitado a Priscila Campelo – que atuou na diretoria do DRCI durante as férias de Silvia – informações sobre os trâmites de pedidos de extradição ativa.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A matéria cita outros depoimentos, mas vamos parar por aqui, pois já se constata que a interferência na PF está mais do que comprovada, e não se sabe o motivo da indecisão do relator Alexandre de Moraes. Certamente, está aguardando a chegada do Messias, como fazem os cristãos fundamentalistas. Mas é possível que o Messias não chegue tão cedo e, mesmo assim, o inquérito precisa ser concluído – talvez no Dia de São Nunca, como se dizia outrora. (C.N.)

Ao desmentir Bolsonaro, a direção da Petrobras prejudica sua campanha à reeleição

Publicado em 8 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet

Estatal, presidida por Luna e Silva, desmentiu Bolsonaro

Pedro do Coutto

Numa entrevista ao Portal 360, publicada no sábado pela Folha de SP, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a Petrobras estava preparando reduções nos preços dos combustíveis, versão imediatamente contestada pela própria Petrobras já na manhã de sábado pelo portal G1.

Nesta terça-feira, a empresa divulgou um comunicado oficial dizendo que a Petrobras segue as políticas comerciais e não tem fundamento versões de que reduziria os preços dos combustíveis. Assim, a estatal, presidida pelo general Luna e Silva, na realidade desmentiu diretamente o presidente da República, causando sem dúvida um abalo em relação à sua campanha para reeleição nas urnas de 2022.

ABERTURA DE PROCESSO – No episódio, Bolsonaro perdeu votos e autoridade política. Bruna Rosa, Stephanie Tondo e Vitor da Costa, O Globo, e Nicola Pamplona, Folha de S. Paulo, em edições de ontem, publicaram reportagens detalhadas sobre o episódio, inclusive focalizando o fato de a CVM ter aberto processo para investigar se Bolsonaro baseou-se ou não numa informação privilegiada.

O desmentido pela Petrobras afasta tal hipótese, já que a estatal mantém a sua política de preços, pela segunda vez negando e rebatendo afirmações do Palácio do Planalto. A Petrobras está empenhada, como os fatos comprovam, numa política voltada para os acionistas, com base nas movimentações de seus papéis na Bovespa.

DESPREOCUPAÇÃO – A administração do general Silva e Luna a mim parece não se revestir de preocupações sociais e problemas decorrentes do reflexo do aumento dos preços do diesel e da gasolina, e também do gás de cozinha, nos cálculos do IBGE relativos à inflação e ao custo de vida.

O comando da Petrobras, de outro lado, não demonstra estar interessado na reeleição de Jair Bolsonaro. Pelo contrário, vem seguindo um rumo que pode ser economicamente positivo, mas que eleitoralmente, de fato, retira votos do chefe do Executivo. A Petrobras segue o rumo tradicional de política financeira, visando o lucro, e deixando para segundo plano as consequências políticas e eleitorais.

DORIA E MORO – O governador João Doria em entrevista a Pedro Venceslau, o Estado de S. paulo, edição de segunda-feira, causou surpresa ao dizer que ele e o ex-juiz Sergio Moro estarão no mesmo campo nas eleições de 2022. Portanto, ou João Doria se dispõe a apoiá-lo num eventual segundo turno, ou conta com o apoio de Moro para o desfecho final, acentuando com isso esperar que o segundo turno esteja com ele ou com Moro, e não com Jair Bolsonaro.

É lógico. Caso contrário, o governador de São Paulo não colocaria a questão da forma apresentada. E como Lula da Silva lidera a corrida eleitoral, de acordo com o DataFolha, João Doria só pode estar considerando Bolsonaro fora de um segundo turno na escolha para o novo presidente do país. É uma aposta arriscada. Mas, de qualquer forma, para um candidato de oposição ao governo, o único caminho é tirar votos de Bolsonaro, uma vez que a distância de Lula é muito grande e se baseia também na avaliação negativa do atual governo.

O governo, aliás, tem obstáculos pela frente, com reflexos nas urnas do próximo ano: usar o FGTS para dar crédito a negativados. Eis aí o primeiro obstáculo criado pelo governo para si próprio, conforme revela Geralda Doca, O Globo de ontem. Com o apoio do ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni, e do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, a ideia é movimentar R$ 13 bilhões do FGTS para reabrir crédito (absolutamente incrível) a negativados, entre eles microempresários,  fornecendo-lhes recursos, independentemente de suas dívidas não quitadas.

ALUCINAÇÃO – A ideia parece uma alucinação. E é, no meu modo de ver. Se microempresários ficaram endividados, como lhes fornecer um novo crédito sem analisar sequer os seus projetos Geralda Doca destaca que são 20  milhões de pequenos empreendedores. Acho muito. São empreendedores demais. E se chega a tal conclusão levando-se em conta que existem dívidas de R$ 500, e agora o presidente da CEF estuda liberar empréstimos que vão ser – acreditem os leitores – de R$ 500 a R$ 15 mil.

Há necessidade de Medida Provisória ou de Projeto de Lei, pois os recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, que somam R$ 570 bilhões,  só podem ser destinados ao setor da construção civil, a projetos de saneamento e a obras de infraestrutura urbana.

USO DO FGTS –  O ponto principal está no uso do FGTS, afinal o projeto prevê uma iniciativa eleitoral para o governo com base em recursos alheios. A matéria de Geralda Doca aborda também uma intenção do Ministério do Trabalho e Previdência Social de aumentar o empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do INSS. Só que embute uma elevação dos juros mensal de 2,2% para 2,7%.

Mas, 2,7% ao mês significa, considerando o cálculo dos montantes, uma taxa superior a 30% ao ano, três vezes o valor da inflação estimada pelo IBGE. Os aposentados e pensionistas não aguentam pagar os juros dessa ordem.

PRIVATIZAÇÃO – O segundo obstáculo político eleitoral que o governo Bolsonaro enfrenta, não bastassem os demais acumulados ao longo da sua caminhada, refere-se à Eletrobras. Manoel Ventura, O Globo de ontem, focaliza reunião marcada para hoje pelo Tribunal de Contas da União para realizar o primeiro exame da ideia de privatização da estatal com base em projeto do ministro Paulo Guedes.

Pelo projeto, aliás, na minha opinião, a privatização no caso se refere apenas ao comando da holding, uma vez que ela já é privatizada na medida em que possui ações na Bovespa. Quem desejar se associar ao capital da Eletrobras basta adquirir ações do mercado. Mas o projeto do governo é muito mais de privatizar o comando da empresa, entregando-o a um grupo privado, do que privatizar o seu capital.

TRANSFERÊNCIA DE COMANDO – O que o governo deseja é passar o controle da administração, fazendo com que a participação do Tesouro na estatal recue dos atuais 51%, passando para cerca de 45% e entregando a maioria a quem assumir as ações a serem emitidas. O governo lançaria as ações até o dia 13 de maio de 2022 e a partir daí ocorreria a transferência do comando. O Estado ficaria minoritário na empresa.

O lançamento de ações novas no mercado da Bovespa faria com que o preço descesse, é claro, em função do volume dos papéis colocados. Os que os adquirirem, evidentemente, ficarão com as ações, sejam elas ordinárias ou preferenciais. As ações dias após o lançamento, de acordo com os passos programados pela equipe econômica, subiriam.

SALDO FINANCEIRO – Com isso, os que a compraram no lançamento de 13 de maio teriam se capitalizado com a operação e assumiriam o controle da holding, ainda recebendo um saldo financeiro por tal operação. O governo não receberia nada efetivamente. Ou mesmo a Eletrobras. Haveria apenas uma troca de comando e uma nova política de pessoal colocada em prática, como já ficou claro com a iniciativa da Eletrobras em promover os desligamentos voluntários.

Quando foram pagas indenizações, incluindo antigos servidores, que além de indenizados se aposentaram em seguida. O custo da medida foi alto para a Eletrobras, mas diminuiu o passivo trabalhista para quem assumir o seu controle como quer o Ministério da Economia. Isso no plano econômico. No plano político, Bolsonaro perderá grandes parcelas de votos nas eleições de outubro de 2022, pois está evidente que os atuais empregados atingidos pela privatização votarão contra o governo.

Os predadores da liberdade de imprensa de Jeremoabo tornaram-se famosos também na imprensa de Brasília.



https://www.brasilpopular.com/os-ataques-continuam-a-cobranca-tambem/

Nota da redação deste Blog - Como os senhores poderão observar, abrindo o Link acima irá deparar-se com a matéria dessa vez com Publicação no site Brasil Popular com sede em Brasília

Os predadores da liberdade de imprensa de Jeremoabo, tornaram-se famosos também na imprensa de Brasília, inclusive com o nome de todos com os detalhes de cada mazela.

Faço minhas as palavras dos Repórteres Sem Fronteiras (RSF) quando se expressou:  

O desafio é fazer com que hoje esses predadores paguem o preço mais alto possível por essa repressão. Não deixemos que sua maneira de agir se torne 'o novo normal'", diz a publicação. "(https://www.correiobraziliense.com.br/)

"A imprensa amordaçada é nação escravizada".

Vale o repúdio a toda e qualquer tentativa de calar a imprensa!

Para encerrar tenho a grata satisfação de informar que hoje está sendo publicado também    no JGB com sede em Feira de Santana.

https://www.jornalgrandebahia.com.br/2021/12/ataques-e-acoes-na-justica-objetivam-intimidar-a-imprensa-por-fabio-costa-pinto/






terça-feira, dezembro 07, 2021

Acordo irregular da PEC dos Precatórios está criando uma nova emenda, com outro número

Publicado em 7 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet

TRIBUNA DA INTERNET | Encontro entre Bolsonaro, Fux, Lira e Pacheco é  ilegal, trata-se de “arranjo” e não pode acontecer

Charge do Duke (O Tempo)

Roberto Nascimento

Acaba de sair o Acordo da PEC dos Precatórios (ou PEC do Calote) entre os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco. Será promulgada uma PEC com um número do texto aprovado de comum acordo entre as duas Casas Congressuais.

E aos pontos divergentes serão dados outro número de PEC, que tramitará com urgência na apreciação, sem passar pela obrigatória Comissão de Constituição e Justiça.

TEMPO RECORDE – Arthur Lira teria dado garantias a Pacheco, assegurando que as inovações do Senado sobre o tema serão apreciadas em tempo recorde pelos deputados.

Enfim, saiu o acordo, completamente fora das regras dos regimentos da Câmara, do Senado e do Congresso, tudo fora da lei, conforme está em moda.

Quando os políticos querem, tudo pode, desde que se trate de projetos e emendas do interesse dos próprios parlamentares.

EM CAUSA PRÓPRIA – Na verdade, está mais do que comprovado que deputados e senadores somente entram em acordo quando se trata de legislar em causa própria, o que é ilegal e antiético.

Não se mobilizam assim quando se trata de ações para reduzir a imensa pobreza dos brasileiros ou aumentar a oferta de empregos, é sempre uma apatia absoluta. Só querem saber de emendas e reformas destinadas a prejudicar os servidores públicos, aumentar impostos das atividades produtivas e avançar sobre os direitos adquiridos.

Este é o pior Congresso do país, desde a Proclamação da República. Tenho medo do próximo, pois há indícios de que vai piorar, conforme dizia Ulysses Guimarães.

Esse senador merece todo respeito e admiração do povo de Jeremoabo

https://fb.watch/9LPClUvAt7/ 


Não sou de elogiar políticos, porém, abro um parênteses para aplaudir o Senador OTTO ALENCAR, porque está aprovando   uma emenda de 316 milhões que se posta em prática pelo  Governo Federal, será o maior benefício que um político já prestou para o município de Jeremoabo.

Digo sem medo de errar será a independência econômica do Município de Jeremoabo, principalmente no agronegócio, já que irá beneficiar e desenvolver tanto a agricultura e piscicultura quanto a pecuário, beneficiando também uma das regiões mais importantes de Jeremoabo que é o Sertão.

O povo não precisa de migalhas, nem de emendas politiqueiras a exemplo dos R$ 7 milhões que o vereador Bino já anda rouco de perguntar cadê o dinheiro?

O Rio Vaza Barris sendo beneficiado com as águas do São Francisco é como diz o ditado popular: " acabou tempo ruim".

Parabéns Senador  OTTO ALENCAR você merece o respeito, o reconhecimento e a gratidão do povo de Jeremoabo.

A ferrenha defesa de um legado



.

O vereador Eriks não mede esforços para defender o legado do seu pai, não importa as consequências; já que seu pai partiu para o outro mundo, não tem condições de se defender, portanto o vereador luta insistentemente para que pelo menos tenham dignidade e respeitem a memoria do seu ente querido.
Esquece o pessoal do grupo do prefeito, que o vereador Eriks até ontem fazia parte do grupo, e sabe de muita coisa que aos poucos já começou a soltar, aliais, a fedentina da podridão já começa a tornar o ambiente insuportável.
O tempo regulamentar da desinteligência é disputado na Tribuna da Câmara, já a prorrogação é complementada nos corredores.
Quem não tem argumento para defender as improbidades do prefeito e seus os súditos beneficiados, sempre apela para ignorância na tentativa de intimidar com ações esdrúxulas a fim de manter vivo um cabresto para que o "Poderoso Chefão" siga como sempre foi: um cabide de empregos político e palanque de autopromoção.

Pularam o alfabeto grego inutilmente, para justificar a exigência do passaporte da vacinação

Publicado em 7 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Zé Dassilva: passaporte da vacinação | NSC Total

Luís Ernesto Lacombe
Gazeta do Povo

Pularam a 14ª letra do alfabeto grego, “xi”. Pronuncia-se, mais ou menos, assim: “csi”, mas a grafia… Vai que o ditador chinês não gosta. Foram direto para outra letra: “ômicron”. Essa nova variante do coronavírus nem tinha sido batizada e já viajava pelo mundo, com passaporte sanitário em punho. Exatamente. Quem está espalhando a ômicron pelo planeta tem o tal passaporte vacinal, exigido no embarque internacional.

Os não vacinados não podem viajar para outro país. Não há lógica nisso, mas fingem que é combate à Covid.

POR “JUSTA CAUSA”? – Há pouca resistência à exigência do comprovante de vacinação para acesso até a locais de trabalho. Demitir um funcionário deve ser um direito de todo empregador. Não quer tomar vacina? Seu patrão pode mandá-lo embora, mas deveria parar aí.

A questão é que tribunais do trabalho e o STF resolveram permitir a demissão por justa causa de profissionais que se recusem a tomar a vacina. E até sindicatos de trabalhadores aplaudem! É combate à Covid.

Enquanto os não vacinados forem considerados o grande perigo, seremos todos reféns de uma ditadura segregacionista.

ESTÁ SE ESPALHANDO – O passaporte sanitário se espalha pelo país, como mostrou a Gazeta do Povo em matéria assinada por Jocelaine Santos e publicada na última segunda-feira. Já é adotado em 17 estados, além do Distrito Federal, e “contaminou” quase 20% dos municípios brasileiros.

Dependendo do lugar em que você está, é possível que, sem comprovar que tomou as doses da vacina, não possa ter acesso a alguns serviços, a alguns eventos, a alguns espaços… Bares, restaurantes, museus, teatros, casas de espetáculo, estádios, ginásios, até parques, até rodoviárias. Talvez você não possa nem pegar um ônibus urbano. Todos contra o coronavírus!

O passaporte sanitário não protege ninguém de nada. Não vou ficar aqui repetindo que os vacinados também se infectam, também transmitem o vírus, também adoecem e também morrem de Covid… A obrigatoriedade da vacina, porque é isso que se estabelece, não salva ninguém. A variante ômicron é só mais uma prova. A medida, excessiva e ilegal, vem mal disfarçada de incentivo à vacinação. Não é, nunca será.

Justiça Federal anula maior condenação contra Eduardo Cunha

por José Marques | Folhapress

Justiça Federal anula maior condenação contra Eduardo Cunha
Foto: Marcelo Camargo/ Agencia Brasil

O TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), no Distrito Federal, anulou nesta terça-feira (7) o processo que condenou o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ) à sua maior pena criminal, e enviou os autos à Justiça Eleitoral.
 

Cunha havia sido condenado em 2018 a 24 anos e dez meses de prisão pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara em Brasília, que o havia considerado culpado pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional.
 

A acusação era de que houve desvios na Caixa Econômica Federal. A denúncia do Ministério Público Federal, baseada na Operação Sépsis, apontava um suposto esquema de pagamento de propinas milionárias ao grupo de Cunha, por parte de grupos empresariais, em troca da liberação de aportes do Fundo de Investimentos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), gerido pela Caixa.
 

Essas liberações, segundo a acusação, eram manipuladas por aliados de Cunha na Caixa, entre eles o ex-vice presidente do banco Fábio Cleto, primeiro a fechar acordo de delação premiada sobre o caso.
 

Por unanimidade, a terceira turma do TRF-1 acolheu pedido da defesa que afirmava que a Justiça Federal era incompetente para julgar o processo. Com isso, a ação foi anulada e os autos enviados à Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte. O relator é o juiz federal do TRF-1 Ney Bello.
 

Além de Cunha, também havia sido condenado no mesmo processo o ex-ministro e ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (MDB-RN).
 

Em nota, os advogados de Cunha afirmam que a decisão "reconhece, mais uma vez, as gravíssimas irregularidades praticadas no âmbito da Operação Lava Jato".
 

"Eduardo Cunha foi injustamente condenado, por um juiz absolutamente incompetente. Ficou quase quatro anos preso ilegalmente por conta deste processo agora anulado. Além da grave violação do devido processo, a defesa sustenta a inocência de Eduardo Cunha, acusado e condenado injustamente, com base apenas nas declarações não comprovadas de corréus delatores", dizem os advogados Aury Lopes Jr. e Délio Lins e Silva Jr.
 

"Espera a defesa que agora, anulado o processo e remetido para a justiça eleitoral competente, possa efetivamente demonstrar a inocência de Eduardo Cunha", acrescentam.
 

Cunha também foi condenado duas vezes em ações criminais pela Justiça Federal do Paraná, no âmbito da Operação Lava Jato. Uma delas, decidida pelo então juiz Sergio Moro e confirmada pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), foi anulada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em setembro.
 

Nesta ação, ele havia sido condenado por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Os autos foram enviados à Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro.
 

Segundo o Ministério Público Federal, ele recebeu e movimentou US$ 1,5 milhão em contas secretas na Suíça --dinheiro, de acordo com a Lava Jato, oriundos do preço pago pela Petrobras pela compra de parte de um campo de petróleo em Benin, na África, em 2011. A pena aplicada pelo TRF-4 era de 14 anos e seis meses de prisão.
 

Ainda resta ao ex-deputado outra condenação, também no âmbito da Lava Jato do Paraná. O ex-deputado foi condenado em 2020 pelo juiz Luiz Antônio Bonat, sucessor de Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba, a 15 anos e 11 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
 

Segundo a decisão, ele havia recebido R$ 1,5 milhão em vantagens indevidas decorrentes dos contratos de fornecimento de navios-sonda.
 

Cunha teve o mandato cassado da Câmara dos Deputados em 2016, após ser o pivô do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), por quebra de decoro parlamentar. Ele tem os direitos políticos cassados até 2027 sob acusação de mentir sobre ter "qualquer tipo de conta" no exterior, mas tenta obter uma decisão judicial que derrube o impedimento.
 

Ele foi detido preventivamente ainda em 2016 e teve a prisão revogada este ano. Apoiador do presidente Jair Bolsonaro, o ex-presidente da Câmara e faz ofensiva para reverter a sua situação jurídica e tem afirmado que pretende se lançar candidato a deputado federal por São Paulo no ano que vem.
 

Sua filha, Danielle Cunha, deve ser candidata ao mesmo cargo no Rio de Janeiro, reduto eleitoral do ex-deputado.

Bahia Notícias

Em destaque

Lula abre agenda no G7 com bilateral com Macron e descarta reunião com Trump

  Lula abre agenda no G7 com bilateral com Macron e descarta reunião com Trump Presidentes brasileiro e francês abordam cooperação em defesa...

Mais visitadas