terça-feira, dezembro 07, 2021
Confira o que abre e fecha no feriado de Nossa Senhora da Conceição
em 7 dez, 2021 18:30

O feriado de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da capital sergipana, celebrado nesta quarta-feira, 8 de dezembro, provoca alterações no funcionamento de órgãos públicos e estabelecimentos comerciais. Confira o que abre e fecha no feriado:
Shoppings
Riomar e Jardins – Em virtude do feriado, o horário de funcionamento dos shoppings Jardins e RioMar Aracaju será diferenciado na quarta-feira, 8 de dezembro. As praças de alimentação dos dois centros de compras e os restaurantes Ferreiro Grill, Camarada Camarão, Madero, Senzai, Tio Armênio, Austrália e Azougue abrirão das 12h às 21h. Grandes lojas irão operar das 13h às 21h; demais lojas e quiosques, das 14h às 20h.
As operações de lazer, como Game Station, Balacobaco e Puppy Play, funcionarão das 12h às 21h. O Cinemark irá operar normalmente com sessões a partir das 12h30. A programação completa está disponível no site cinemark.com.br.
No Shopping Jardins, o GBarbosa irá abrir das 7h às 20h e as clínicas Oftclin e Saúde Center estarão fechadas. No RioMar, o hipermercado Gbarbosa abrirá das 9h às 20h e a academia Smart Fit das 9h às 15h.
Prêmio – A data não é feriado no município de Nossa Senhora do Socorro e com isso, o Shopping Prêmio funciona em horário normal, das 10h às 22h.
Aracaju Parque Shopping – O shopping vai abrir da seguinte maneira: lojas satélites e quiosques – das 14h às 20h; Lojas Âncoras – das 14h às 20h; Praça de alimentação, das 14h às 22h e Cinema Centerplex – conforme programação da rede.
Supermercados
A Associação Sergipana de Supermercados (Ases) informa que os supermercados podem abrir no feriado, mas o horário será de acordo com o estipulado por cada estabelecimento.
Mercados e Feiras
De acordo com informações da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), os mercados centrais (Antônio Franco e Thales Ferraz e Maria Virgínia Leite Franco), assim como os demais setoriais, abrirão das 6h às 12h. Já as feiras livres dos conjuntos Dom Pedro, Augusto Franco, Orlando Dantas e do Bugio, ocorrem, normalmente, no período da tarde.
Agências bancárias
As agências bancárias não funcionarão nesta quarta-feira, 8.
Centro de Aracaju
As lojas estão autorizadas a funcionar no feriado a partir das 8h, segundo informações da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).
Hemose
O Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose) informa que nesta quarta-feira, 8 de dezembro, feriado da padroeira de Aracaju, Nossa Senhora da Conceição não haverá atendimento na sede e no posto de coleta no shopping Riomar. A liberação de sangue e demais hemocomponentes para rede hospitalar prossegue em regime de plantão 24 horas.
Na quinta-feira, 9, as unidades retornam o funcionamento, na sede do Hemose, no horário normal das 7h30 às 17h, e no posto no Riomar das, 13h às 17h. “Aproveitamos para convidar todas as pessoas em bom estado de saúde para fazer a sua doação de sangue”, convidou a enfermeira da Coleta, Andréa Miranda Oliveira Nascimento.
Ferreira Costa
O Home Center Ferreira Costa vai funcionar das 10h às 16h. Mas, para quem quiser continuar comprando no conforto do lar, o www.ferreiracosta.com estará entregando com todos os cuidados necessários.
Parques, praias e orlas
O Parque Governador Augusto Franco (Sementeira), no bairro Jardins, abrirá para caminhadas, atividades esportivas e de lazer, das 5h às 21h30. Neste dia, o drive-thru da vacinação não funciona;
O Parque Ecológico Poxim, no Inácio Barbosa, funcionará normalmente, das 6h às 18h;
O Centro de Artesanato Chica Chaves, no bairro Industrial, estará aberto ao público das 9h às 18h;
Os serviços de embarque e desembarque na Orla Pôr do Sol (Mosqueiro) ocorrerão sem qualquer alteração, das 8h às 17h;
As equipes de fiscalização irão atuar na extensão das orlas da praia da Atalaia, dos bairros Industrial, Porto Dantas e Mosqueiro (Orla Pôr do Sol).
Saúde
Os serviços de Saúde da Prefeitura de Aracaju sofrerão alteração em seu funcionamento. Na Rede de Atenção Primária (Reap), as Unidades Básicas de Saúde estarão fechadas na quarta-feira, dia 8, feriado de Nossa Senhora da Conceição, voltando ao normal na quinta-feira, 9.
Na Rede de Urgência e Emergência (Reue), os hospitais municipais Fernando Franco e Nestor Piva seguem com serviço 24 horas para atendimento de síndromes gripais e suspeita de covid-19. Além da urgência clínica, a urgência odontológica ofertada no Hospital Fernando Franco também funcionará 24 horas.
Na Rede de Atenção Psicossocial (Reaps), o atendimento dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) segue de porta aberta, entretanto, no feriado funcionará apenas o acolhimento noturno.
O Centro de Especialidades Médicas (Cemar Siqueira Campos), inserido na Rede de Atendimento Especializado (Reae), não funciona aos finais de semana, feriados e ponto facultativo. Desta forma, o serviço retorna na quinta-feira, dia 9, das 7h às 18h.
*A matéria foi alterada às 11h15 para acréscimo de informações dos Shoppings Riomar e Jardins
INFONET
Reale Jr. apresentará pedido de impeachment de Bolsonaro com base em CPI da Covid
por Mônica Bergamo | Folhapress

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior, um dos autores do processo que levou ao impedimento de Dilma Rousseff (PT), protocolará nesta quarta (8), na Câmara dos Deputados, um pedido de impeachment contra Jair Bolsonaro (PL).
A petição será baseada nos crimes apontados pela CPI da Covid, que encerrou os trabalhos em outubro deste ano.
Entre as hipóteses que devem ser citadas estão o desrespeito ao valor da vida e da saúde e a falta de decoro praticados por Jair Bolsonaro ao longo da pandemia de Covid-19.
Também estão na mira a propagação da ideia de imunização de rebanho e a campanha contrária a medidas para evitar o contágio pelo novo coronavírus —como a contenção de aglomerações, a adoção do uso de máscaras e a adesão à vacina.
"Eu não posso pautar as minhas ações pelas reações eventuais do presidente da Câmara", afirma Reale sobre o aceite do pedido na Casa.
Aliado de Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), é a figura a quem cabe fazer uma primeira análise dos pedidos de impeachment contra o presidente da República, podendo aceitar ou rejeitar esses pedidos.
No entanto, a exemplo de Rodrigo Maia (sem partido-RJ), que deixou o posto em janeiro deste ano, Lira não opta por nenhum dos dois caminhos, mas por um terceiro: os pedidos seguem indefinidamente em análise, ou seja, na gaveta.
"Em face do que foi constatado pela CPI, não era possível não formular o pedido. Cada um compõe a sua história. Nós compomos a nossa agindo de acordo com a nossa consciência. O [Arthur] Lira comporá a história dele agindo ou se omitindo", afirma Miguel Reale Júnior.
"Da mesma forma como não se sabia se teria potencial ou não [o pedido de impeachment] da Dilma, não se sabe [o que ocorrerá com o pedido contra Bolsonaro]. Mas nós não estamos preocupados com ter ou não ter [potencial], mas em cumprir com nossa obrigação", segue o jurista.
O pedido de impeachment é oriundo de parecer elaborado por um grupo de juristas coordenado por Reale, ainda durante os trabalhos da CPI da Covid no Senado. Eles chegaram a sugerir tipificações para os crimes que foram apurados pelo colegiado.
Assinam a petição nomes como José Carlos Dias, Belisário dos Santos Junior, Walter Maierovitch, Floriano de Azevedo Marques, José Rogério Cruz e Tucci, Miguel Jorge, Aloyso Lacerda Medeiros, Clito Fornaciari Júnior e Mario Barros García.
A entrega do pedido à Câmara deve contar com a presença dos senadores Omar Aziz (PSD-AM), Renan Calheiros (MDB-AL), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Simone Tebet (MDB-MS), que integraram a CPI da Covid.
Instalada para investigar as ações e omissões no enfrentamento da pandemia mais letal da história, que soma mais de 600 mil mortes no Brasil, a CPI da Covid chegou ao fim com a aprovação de relatório que atribui crimes ao governo federal e pede a responsabilização de vários agentes, sobretudo do próprio presidente da República, Jair Bolsonaro.
O relatório de Renan Calheiros (MDB-AL) foi aprovado por sete votos a favor e quatro contrários.
A versão final do documento contém a proposta de indiciamento de 78 pessoas e duas empresas (Precisa Medicamentos e VTCLog).
O parecer aponta que há provas de que o governo Jair Bolsonaro foi omisso e escolheu agir "de forma não técnica e desidiosa" no enfrentamento da pandemia.
A CPI ainda vê ações intencionais do governo para expor a população ao vírus e afirma que Bolsonaro era assessorado por uma espécie de gabinete paralelo, com membros que disseminavam fake news e promoviam tratamento ineficaz.
O parecer também cita irregularidades em negociações de vacinas, demora para compra de imunizantes eficazes e omissão para evitar o colapso sanitário no Amazonas.
Os senadores pedem o indiciamento de empresas, além de nomes ligados à operadora Prevent Senior, que teriam submetido pacientes a procedimentos ilegais.
Bahia Notícias
Rodrigo Pacheco não vai para lugar nenhum', diz Adolfo sobre pré-candidato de seu partido
por Rebeca Menezes / Lula Bonfim

Foto: Rebeca Menezes / Bahia Notícias
Para Adolfo Menezes (PSD), presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), não há uma terceira via viável na disputa pela presidência da República em 2022. De acordo com ele, até mesmo o nome do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), que é do seu partido, não será páreo para a disputa, que se encaminha para confrontar o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Eu não vejo uma terceira via. Estamos vendo aí Rodrigo Pacheco, que eu acredito que não vai para lugar nenhum, que é do nosso partido, PSD. Ciro, eu acredito que desidrata com a entrada do Moro, que eu também acredito que tem um limite. Então resumindo, ao meu ver, vai ficar a mesma polarização, do presidente Lula e Bolsonaro”, comentou Menezes.
Em agosto, durante uma visita de Lula à AL-BA, Adolfo já havia explicitado a decisão do PSD-BA de apoiar o petista em 2022, independentemente do posicionamento do diretório nacional da legenda (veja aqui).
O presidente da AL-BA ainda usou uma metáfora futebolística para falar de sua relação com o governo Bolsonaro. Ele, apesar de ser torcedor do Vitória, diz que torceu pelo Bahia nos jogos do Tricolor contra o Atlético-MG e Fluminense-RJ nos últimos dias, pois deseja ver o futebol baiano bem.
“Graças a Deus, me tornei um torcedor light. Torço pelo Vitória, mas como o Bahia estava jogando primeiro contra o Atlético, depois contra o Fluminense, eu torci pelo Bahia. Então, eu não votei em Bolsonaro, mas torcia para que ele acertasse, porque é aqui que nós vivemos e é aqui que nós temos nossa família”, comparou Adolfo.
Menezes aproveitou para criticar a gestão bolsonarista na presidência da República e disse que o Brasil perdeu o prestígio que já teve no exterior, citando uma publicação da revista inglesa The Economist em 2010, que ilustrava o crescimento brasileiro com um Cristo Redentor delocando.
“A gente se sentia orgulhoso no passado, quando a gente viajava. Houve uma época assim, em que as pessoas perguntavam pelo que fizeram no Brasil. Tanto é que saiu [na revista inglesa The Economist] o Cristo Redentor com o foguete. Agora, mudaram, emborcando o foguete. Infelizmente, o quadro é esse aí”, criticou.
Bahia Notícias
Congresso cancela sessão deliberativa sobre vetos presidenciais
por Felipe Dourado, de Brasília

Foto: Felipe Dourado
Prevista para analisar 26 vetos presidenciais e 16 Projetos de Lei (PLN) com início na tarde desta quarta (07), a sessão deliberativa em conjunto da Câmara e do Senado foi desmarcada minutos antes do horário em agenda. O motivo: faltou acordo entre os deputados e senadores acerca da apreciação de cada item da pauta.
Ontem (06), o Bahia Notícias enumerou os vetos mais polêmicos presentes na agenda. Além da quebra de patente das vacinas de Covid-19, da distribuição de absorventes a meninas carentes e a acessibilidade de usuários de plano de saúde a tratamentos contra o câncer, o veto que trata da privatização da Eletrobras também teve de ser adiado.
Em coletiva à imprensa, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), informou que, além da falta de acordo entre os parlamentares, outro motivo também pesou para o cancelamento da sessão. "Vamos nos reunir ainda hoje com o presidente da Câmara [deputado Arthur Lira (PP-AL) para tentarmos agilizar a promulgação da PEC dos Precatórios", comentou à imprensa.
Quando questionado sobre o prazo para as análises e da própria PEC, o senador foi enfático em dizer que o esforço será concentrado para "concluir a pauta dentro do período legislativo", ou seja, antes mesmo do Natal. "Nós temos que usar agora todos os dias úteis para conseguirmos cumprir com toda a pauta que ainda tem que ser posta em mesa. Nossa expectativa até com a promulgação [dos trechos comuns] da PEC [dos precatórios] é de até o dia 17, quando haverá a reunião sobre o orçamento, ou até 22", pontuou.
Apesar do texto-base ter sido aprovado, a PEC teve alguns trechos alterados e outros inseridos. Com isso, o texto deverá voltar à Câmara para que possa ser novamente apreciado. No entanto, o "texto comum" pode ser publicado ainda este ano. A expectativa é de que os trechos adicionados e alterados nominalmente.
Bahia Notícias
André Mendonça não é 1º evangélico no STF; 'crente fiel' chegou à corte em 1957
por Anna Virginia Balloussier | Folhapress

Foto: Isac Nóbrega/PR
André Mendonça não foi o primeiro a chegar lá. Ainda que a narrativa vitoriosa sustente que o pastor presbiteriano, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro, será o primeiro evangélico no STF (Supremo Tribunal Federal), o marco foi alcançado há mais de seis décadas, com a nomeação de Antônio Martins Villas Boas (1896-1987).
A chegada do diácono da Primeira Igreja Batista de Belo Horizonte à mais alta corte do país foi destaque da primeira página da publicação O Jornal Batista no dia 21 de fevereiro de 1957. Sob a foto do novo ministro, uma legenda louvava aquele que, "como é sabido, é um crente fiel em Jesus Cristo".
"Não somente o ministro Villas Boas está de parabéns, mas de modo indireto nós os evangélicos, pela honra que nos cabe", dizia a edição. "Salvo equívoco, é a primeira vez que tal honra cabe a um cristão evangélico."
Dois batistas lançam nesta semana um artigo para desmontar a versão de que Mendonça é pioneiro nesse sentido.
Coordenadores da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, de uma minoritária ala progressista no segmento, o pastor Ariovaldo Ramos e a crente Nilza Valéria Zacarias assinam o texto crítico ao desembarque de Mendonça no STF.
"Só para constar -continuaremos gritando que chegamos antes. Chegamos republicanamente, e bem. Quem chegou depois, dizendo que chegou antes, chegou usurpando um lugar na história. Como isso é feio para quem se diz cristão", dizem no material.
Villas Boas conquistou uma cadeira no Supremo por indicação de Juscelino Kubitschek. Não consta que o então presidente tenha levado em conta suas credenciais religiosas para fazê-lo.
O novo ministro não limou sua cristandade no discurso de posse. Ele citou Cristo na ocasião e terminou evocando o que via como sua maior bússola moral.
"Em tudo quanto fizer, e para isso invoco a permanente proteção divina, hei de pôr a nota inconfundível do meu Eterno Senhor, o Mestre incomparável da ternura humana."
A fala de Villas Boas, contudo, prestou-se sobretudo a repisar seu compromisso com os ditames constitucionais. Ao defender um Supremo intérprete da Constituição, num Brasil ainda sob a névoa do suicídio de Getúlio Vargas, atentou à turbulência social daqueles tempos.
"Uma declaração dessa ordem coincide, por vezes, com fases particularmente delicadas da vida de um povo, em que a divisão dos espíritos e o ímpeto das paixões turvam a clara visão das coisas", declarou. "Daí não ficar o próprio Supremo a cavaleiro de censuras."
Sua religiosidade não era segredo para contemporâneos, como fica evidente em sessão plenária realizada em homenagem ao seu centenário, 1996.
À época ministro do STF, Carlos Velloso se apresentou como amigo e admirador do colega antes de resgatar o dia em que o batista se despediu do tribunal, por chegar à idade da aposentadoria compulsória.
"O presidente da corte, ministro Cândido Motta Filho, depois de dizer que Villas Boas jamais encobriu, com sua toga austera, o seu invejável coração, cheio de ternura humana, acrescentou: 'Cada vez que o vimos a julgar, mestre do direito e das coisas divinas, percebíamos, sempre, a sua repugnância pelos pretorianos truculentos contra os quais sempre se ergueu a meiga indignação da sua fé religiosa'."
Outro ministro, Gonçalves de Oliveira afirmou na ocasião que Villas Boas "votava como um apóstolo, queria fazer justiça, mas sobretudo, queria fazer o bem".
Velloso destacou, ainda, o que definiu como "quase indignada reação às prisões e processos militares arbitrários" que se promoveram na primeira fase do golpe de 1964.
"Foram centenas os réus sem crime ou sem culpa formada que dele obtiveram numerosas ordens de habeas corpus."
O primeiro evangélico do STF foi também precursor em sua liderança, como rememoram Ramos e Zacarias, autores do artigo a seu respeito.
"É bom que todos saibam (que nossa voz ecoe longe) que o ministro Antonio Martins Villas Boas, crente batista, exerceu a presidência da corte de 9 de março de 1965 até 15 de novembro de 1966."
"Como podem apagar uma história dessa?", questiona a dupla que recuperou o pioneirismo de Villas Boas como ministro evangélico.
"Talvez porque ele não ocupou um lugar tão importante como um lacaio do fascismo tupiniquim que tem provocado fome e morte", continuam os coordenadores do grupo evangélico de esquerda.
"Pelo que lemos da bela biografia de Antônio Martins, ele não concordaria com nada disso [da agenda bolsonarista]. Ele lia a Bíblia todos os dias e entendia, como entendemos, que não se governa para um grupo. O governo é para um país inteiro. Para todas as pessoas, sejam de que credo for."
Bahia Notícias
Foi breve a ilusão de vitória do Congresso e do governo sobre o STF
Alegria dos líderes do Centrão durou pouco. Acabou quando leram a decisão da juíza Rosa Weber. Perceberam que haviam caído na armadilha da ilusão da vitória
Por José Casado Atualizado em 7 dez 2021, 1..
Rosa Weber libera emendas, mas Congresso dificilmente aceitará revelar o orçamento secreto
Publicado em 7 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Zé Dassilva (Portal NSC)
Mariana Muniz
O Globo
A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido do Congresso e liberou a execução das emendas de relator. A vice-presidente da Corte, no entanto, solicitou maiores informações do Legislativo antes de liberar o mérito do julgamento da ação sobre o chamado “orçamento secreto”.
A decisão da ministra, nesta segunda-feira, ocorreu após um recuo do Congresso sobre as medidas de transparência para as emendas de 2020. A decisão destrava o pagamento de R$ 13 bilhões. A ministra também reduziu de 180 para 90 dias o prazo pedido pelo Senado para a adequação às medidas de transparência para as emendas passadas, sem prejuízo de uma nova prorrogação.
MEDIDAS EFICIENTES – Rosa Weber considerou “eficientes” as medidas de maior transparência incluídas no projeto de resolução aprovado pelo Congresso com promessa de mais transparência para o repasse futuro das verbas por meio das emendas de relator (RP-9).
Por isso, de acordo com sua decisão, os pagamentos devem seguir as normas aprovadas. A decisão liminar de Rosa deverá ser confirmada pelos demais ministros da Corte em uma data que ainda será definida pelo presidente do STF, ministro Luiz Fux. A expectativa é que essa análise ocorra ainda esta semana.
“Embora o Congresso Nacional tenha conferido efeitos prospectivos ao novo modelo de detalhamento da execução orçamentária, afastando sua incidência em relação aos atos anteriores à sua publicação, certo é que as verbas cuja execução estava paralisada em decorrência da decisão cautelar proferida por esta Corte passarão, agora, a ser executadas em conformidade com as regras do novo sistema”, disse a ministra.
FALTA DE INFORMAÇÕES – Rosa também explicou que a paralisação na execução das emendas nunca foi o objetivo principal de sua decisão, mas sim “impedir irregularidade na aplicação de verbas públicas em face do quadro de absoluta falta de informações até então disponíveis quanto à forma como a Administração Pública vinha empregando esses recursos financeiros”.
No despacho, a ministra ainda citou dados que recebeu do Congresso informando que, em 2021, as despesas das emendas de relator beneficiaram 96,30% dos estados e 86,89% dos municípios, “evidenciando equilíbrio na distribuição das verbas federais entre todas as regiões do território nacional”.
“A necessidade de proteger a continuidade dos serviços públicos prestados à comunidade em geral em orientado a jurisprudência desta Suprema Corte, especialmente em situações em que a intervenção judicial mostre-se suscetível de ocasionar a suspensão ou a interrupção de atividades públicas essenciais à população”, disse.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O Congresso, ao pedir 180 dias para revelar os segredos das emendas, exercita o “jus embromandi”. A ministra reduziu o prazo para 90 dias, mas dificilmente será atendida, podem apostar. Se os segredos forem revelados, a desmoralização do Planalto e do Congresso será absurda, em ano eleitoral. (C.N.)
Jair Bolsonaro ridiculariza Moro, que responde dizendo: “O presidente está com medo”
Publicado em 7 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet

Moro afirma que o governo de Bolsonaro é “muito ruim”
Thays Martins
Correio Braziliense
O ex-ministro da Justiça no governo Bolsonaro Sergio Moro (Podemos) criticou a atual gestão do Planalto e disse que o “governo é muito ruim”. Em entrevista à Nova Brasil FM, na manhã desta terça-feira (7/12), Moro respondeu a uma provocação de Bolsonaro, feita nesta segunda-feira (6/12), perante apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada
O presidente afirmou que o rival “não aguenta 10 segundos de debate” e ainda disparou contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “Ele se elegeu na onda do real do Itamar Franco. Daí ele comprou a (emenda da) reeleição”, disse o chefe do Executivo.
META NO SENADO – Bolsonaro também revelou sua meta de senadores aliados na próxima legislatura: apenas doze. Questionado por uma simpatizante sobre quantos parlamentares a base aliada deveria eleger para o Senado, Bolsonaro respondeu: “Uma dúzia está bom”.
Nesta terça-feira, Moro aproveitou a entrevista para responder a Bolsonaro: “Não quero ser ofensivo com ninguém. Esse governo é muito ruim. Esse governo é tão ruim porque, normalmente, é muito fácil um governo se reeleger. Você está na máquina. Se você faz um governo minimamente bom, você consegue se reeleger. O presidente está com medo. Com isso, quer ficar desviando o foco das pessoas. Por isso, fica lá ofendendo”, disse Moro.
O pré-candidato ao Planalto em 2022 também disse que quando aceitou ser ministro da Justiça no governo Bolsonaro ainda acreditava nas falas do presidente. “Tinha toda uma expectativa de que o governo poderia dar certo. Tudo bem, o presidente era uma pessoa controvertida. Mas aquelas declarações eram tão malucas que ninguém acreditava que aquilo poderia virar uma política pública”, afirmou.
SEM ARREPENDIMENTO – Ainda assim, Moro disse não se arrepender de ter feito parte do governo. “Tinha uma energia, uma visão de que estávamos caminhando para um país melhor. Tinha uma chance da dar certo”, disse. “Hoje, o país não tem projeto, não tem liderança, não tem princípios, nem valores, nem diálogo. A gente quer tudo isso de volta”, finalizou.
Moro também comentou a declaração de que Bolsonaro teria comemorado a soltura do ex-presidente Lula. De acordo com o ex-ministro, Lula não está preso era benéfico para Bolsonaro.
“Todo mundo em Brasília sabe disso. O presidente foi eleito com o discurso de ser contra a corrupção, mas todo mundo sabe que ele não fez nada. Quando foi revista a execução em segunda instância, a voz corrente no Planalto era de que a soltura beneficiava o presidente. Era interessante para ele”, afirmou.
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