sexta-feira, julho 02, 2021

Bolsonaro tenta manter na Saúde o esquema corrupto do Centrão, mas está muito difícil

Publicado em 2 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Bolsonaro como 'boneco' do Centrão

Charge do João Bosco (O Liberal)

Carlos Newton

Um dos grandes mistérios que desafiam a CPI da Covid é identificar o mencionado “grupo” que domina os bastidores do Ministério da Saúde, agora com apoio de militares contratados para importantes cargos e que acabaram também se corrompendo. Se ouvirem as pessoas certas e conduzirem as investigações para as diretorias que realizam compras de equipamentos e remédios, os membros da CPI vão chegar a resultados surpreendentes.

Um dos detalhes mais importantes é que o esquema de corrupção existe desde sempre, não há nada de novo no front ocidental, diria o escritor Erick Maria Remarque. A corrupção na Saúde é apenas uma tradição que passa de um governo para o outro, para controlar uma dos maiores sangradores de recursos públicos – as verbas bilionárias do Sistema Unificado de Saúde.

NAS MÃOS DO CENTRÃO -No caso atual, o esquema vinha sendo controlado pelo Centrão desde o governo Michel Temer, quando o deputado paranaense Ricardo Barros foi nomeado ministro da Saúde, como representante do PP na parte que cabia ao Centrão no latifúndio da coligação governista.

Com a vitória de Jair Bolsonaro em 2018, o ministério acabou sendo transferido para outro partido do Centrão, o DEM. Para ministro, foi indicado o ex-deputado federal Henrique Mandetta, de Minas, que nomeou como seu assessor direto outro ex-deputado de seu partido, José Carlos Aleluia, da Bahia.

Ricardo Barros, que se tornou líder do atual governo, não aceitou ser afastado do esquema e se integrou ao grupo, que ganhou reforço com a nomeação de outro ex-deputado do DEM, Abelardo Lupion, herdeiro político de Moyses Lupion, duas vezes governador e que se notabilizou como o maior corrupto do regime militar, em plano superior a Paulo Maluf.

MANDETTA DEMITIDO – Abelardo Lupion, que era assessor da Casa Civil na gestão de Onyx Lorenzoni, aceitou o cargo de diretor do Ministério da Saúde e completou o “grupo”. Com a demissão de Henrique Mandetta, que vinha ganhando protagonismo, e a desistência do substituto Nelson Teich, então chegaram os militares.

A grande surpresa foi que, ao invés de erradicar os núcleos de corrupção e moralizar o Ministério para combater a pandemia, os militares fizeram exatamente o contrário e se adaptaram ao esquema.

Albergado agora no terceiro andar do Planalto, o ex-ministro Eduardo Pazzuelo segue manchando sua biografia. Devia ir logo para reserva e se defender na Justiça. Sabe que jamais será preso, porque não há mais prisão após segunda instância e os processos acabam prescrevendo. A impunidade é garantida, general, pode vestir o pijama, porque o senhor será uma ausência que preenche uma lacuna. Ninguém notará sua falta, nem mesmo Bolsonaro, o velho companheiro na Escola de Paraquedismo.

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P.S. –
 Pazuello é um general que perdeu completamente a dignidade. A manifestação que encaminhou segunda-feira à Procuradoria, no âmbito da notícia-crime contra Bolsonaro, é um primor de desfaçatez. Disse que tanto o presidente Jair Bolsonaro quanto ele adotaram providências para apurar possíveis irregularidades no caso Covaxin, mas não encontraram. No documento, ele mesmo relatou que Bolsonaro lhe passou a denúncia dia 22 de março. Ou seja, confessou não ter apurado nada, pois foi demitido no dia seguinte, 23 de março. Pazuello está emporcalhando a farda. Deveria ser preso, a bem do serviço público, para evitar que continue manchando o nome do Exército Brasileiro. (C.N.)

Se Bolsonaro sofrer impeachment, Lula não se elege e estará politicamente morto

Publicado em 2 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Amarildo (Arquivo Google)

Carlos Marchi
No Facebook

Há dois partidos que hoje são vigorosamente contra o impeachment de Bolsonaro. Um é o PFB (o Partido da Família Bolsonaro). O outro é o PT.

Se o impeachment vier e Bolsonaro ficar fora da eleição, Lula está morto politicamente.

Para continuar existindo, Lula precisa desesperadamente manter Jair Bolsonaro como presidente e candidato à reeleição.

Os dois campeões de rejeição só sobrevivem um contra o outro, um alimentando o outro, um emulando o outro. Só sobrevivem no quadro da polarização entre os extremos.

Isoladamente, um ou outro perdem para qualquer candidato.

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OBS:
 Depois de publicar este post dei-me conta de que meu amigo Edilson Martins escreveu muito parecido. E Chico Caruso e Amarildo publicaram charges maravilhosas(C.M.)

(artigo enviado por José Carlos Werneck)

Governistas mobilizam-se contra Dominguetti, mas evitam contestar a denúncia


Senadores governistas chegaram a pedir a prisão de Dominguetti

Pedro do Coutto

Os senadores do bloco do governo, presentes na sessão de ontem na CPI da Pandemia, mobilizaram-se e partiram para o ataque contra o denunciante Luiz Paulo Dominguetti, buscando desacreditar o seu relato e levantando uma série de fatos negativos sobre o integrante da Polícia Militar de Minas Gerais.

Foi colocada a questão sobre quais motivos ele não formalizou a denúncia à PMMG e deixou para revelá-la na entrevista de terça-feira desta semana na Folha de São Paulo. A ofensiva do governo, sem dúvida, abalou a presença de Dominguetti na CPI, mas não o conteúdo da proposta, segundo ele apresentada pelo então diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, na base de US$ 1 de propina para cada dose de vacina negociada

COMISSÃO – O preço da unidade estava em US$ 15, muito superior ao dos demais laboratórios fabricantes. A proposta foi considerada como um exagero na medida em que prometia um fornecimento de 400 milhões de doses da Astrazeneca para o Ministério da Saúde. A comissão seria assim, de acordo com Luiz Paulo Dominguetti, de US$ 400 milhões.

Despertou perplexidade toda a negociação e os seus aspectos. A acusação contra Ferreira Dias permaneceu na atmosfera de Brasília porque em momento algum os apoiadores do governo Bolsonaro contestaram o conteúdo da denúncia do intermediário Dominguetti. Assim, a crise permanece.

Senadores governistas chegaram a pedir a prisão de Dominguetti, mas o presidente da CPI, senador Omar Aziz, não acolheu a proposta. Promoverá na próxima semana uma acareação entre os personagens citados no relato de ontem.

PRODUTO INTERNO BRUTO – Eis aí uma questão a ser explicada pelo IBGE e pela Fundação Getúlio Vargas. Como pode haver perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto este ano na escala de 3% a 4%, se a taxa de desemprego ficou em 14,7% no trimestre encerrado em abril, de acordo com reportagem de Carolina Nalin e Alex Braga, O Globo ?

São milhares de brasileiros e brasileiras lutando sem conseguir retornar ao mercado de trabalho. Fica evidente que os que conseguirem se empregar encontrarão salários muito menores do que a média que encontrariam se a situação entre demanda e oferta fosse de equilíbrio. Além disso, os repórteres, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) do IBGE, revelaram que a mão-de-obra desperdiçada no Brasil chega a 33,2 milhões de pessoas, uma elevação de 2,7% no último trimestre.

Não faz sentido, na minha opinião, projetar um crescimento do PIB numa escala muito superior à taxa demográfica se o desemprego continua subindo e sufocando grandes parcelas da população.  O IBGE e a FGV fariam um trabalho bastante útil à sociedade analisando o processo que coloca em posições antagônicas a previsão de crescimento do PIB e o número de desempregados no Brasil.


Rolo compressor para blindar Bolsonaro na Covaxin ainda não deu o menor resultado

 Publicado em 2 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

A Pista

Charge do Miguel Paiva (Arquivo Google)

Merval Pereira
O Globo

O superpedido de impeachment, entregue ontem por um grupo suprapartidário de parlamentares, não terá o condão de convencer o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), mas coloca mais pressão sobre o presidente Jair Bolsonaro. As manifestações de rua devem recrudescer à medida que a CPI da Covid for evoluindo.

O silêncio comprometedor do empresário Carlos Wizard na CPI demonstra que ele tem muito o que esconder. A permissão do Supremo para que ficasse calado se referia às perguntas que pudessem fazê-lo incriminar-se. Como se recusou a responder a todas as perguntas, vê-se que qualquer passo em falso poderia tê-lo prejudicado.

ALENCAR SE ACHANDO – (Um parêntese para chamar a atenção, mais uma vez, para a atitude arrogante e prepotente do senador Otto Alencar, que exorbita de seus poderes de xerife na CPI. A possibilidade, embora remota, de vir a ser aventado como candidato à Presidência da República por seu sucesso midiático parece que lhe subiu à cabeça).

Voltando ao caso em si, a narrativa desconexa do governo sobre a compra da vacina Covaxin, cujo contrato foi suspenso três meses depois da primeira denúncia de irregularidade (que, segundo a primeira versão, não existia), é a prova evidente de que não há caminho fácil para demonstrar a lisura dos contratos do Ministério da Saúde.

A mais recente denúncia sobre a tentativa de propina na compra de vacina é impressionante. Mais de 250 mil mortes, e um funcionário público negociava US$ 1 por dose de um contrato de compra de 400 milhões de vacinas AstraZeneca. Desta vez, o governo foi rápido, demitiu imediatamente o servidor, diferentemente da primeira denúncia, que até agora tenta negar.

BARROS NÃO SAI – Sinal de que estão querendo se livrar das pessoas que podem trazer mais problemas, mas não conseguem se livrar de outras, como o deputado Ricardo Barros, que já avisou que sabe se defender. O caso é muito mais grave, pois mostra que há uma indústria de propinas para a compra de insumos médicos dentro do Ministério da Saúde, que precisa sofrer uma ampla devassa.

Pelo visto, a passagem do deputado Ricardo Barros por lá deixou rastros difíceis de apagar. Todos os servidores envolvidos nessas falcatruas foram nomeados no tempo dele e, pela denúncia de diversas pessoas, montaram um esquema que viu a chance de ganhar muito dinheiro com a pandemia.

As explicações que o governo vai dando são ridículas, e o papel do senador Fernando Bezerra para defender o presidente é lamentável. Como é possível sustentar uma versão tão frágil quanto a que ele apresentou, e em seguida o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello confirmou?

NÃO HOUVE INVESTIGAÇÃO – Se houve uma investigação, teriam tido tempo para investigar corretamente uma denúncia de fraude num contrato de R$ 1,6 bilhão em tão pouco tempo? Claro que não. Pazuello ficou um dia no cargo depois do suposto pedido do presidente para averiguar, e seu sub, o coronel Elcio Franco, mais três ou quatro. A maior prova é a primeira reação pública do governo, quando o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, chorou, clamou pela justiça divina e disse que o documento apresentado pelo deputado Luis Miranda havia sido falsificado.

Tivesse havido uma investigação, ele saberia que o documento de compra não só não era fraudado, como estava no site do ministério. Além disso, o responsável pela suposta investigação, o coronel Elcio, estava a seu lado e não deu uma palavra sobre essa investigação que ele teria feito, mas que, na verdade, é uma estratégia para tentar evitar que o presidente Bolsonaro seja acusado de prevaricação.

Há um esforço para tirar o presidente da história, mas não há um só documento que prove que a investigação realmente foi pedida e realizada. Diante do que vem sendo revelado, é difícil tirar Bolsonaro disso. Se ele recebeu a denúncia e não fez nada — e, ao contrário, manteve Ricardo Barros na liderança do governo e nomeou a mulher dele para o conselho de Itaipu—, é evidente que, no mínimo, prevaricou.

Um pote da arrecadação que representa o símbolo da corrupção. e a fraude como uma metáfora legal para o comportamento imoral. e Antirrepublicano.

 


Foto Divulgação - Redes Sociais - Qualquer semelhança é mera coincidência.

Assassinaram uma árvores centenária para implantarem nessa encruzilhada um diabólico pote que simboliza muito bem a corrupção implantada no município de Jeremoabo.

Esse pote com a boca aberta para cima, além de tirar a  autoridade dos Agentes de Saúde quando no exercício de sua honesta e competente função fiscalizam as residência na tentativa de eliminar o mosquito da dengue, o prefeito implanta em via pública um criadouro para toda espécie do mosquito.

Com essa imoralidade e via pública o prefeito desmoraliza a Vigilância Sanitária em Jeremoabo, já que estamos diante de um crime contra a saúde pública.

São inúmeros os significados que esse pote simboliza, a exemplo das improbidades com os amarelinhas, simboliza o imoral nepotismo pratica na administração municipal de Jeremoabo, superfaturamento do pescado distribuído na semana Santa, o escândalo do Ticket Combustível,  a impunidade dos Fura- Filas, a fraude  com a Casa de Apoio em Salvador,  o  engodo dos 4000 empregos em véspera de eleições, e outras centenas de improbidades que deixo de citar para não cansar o leitor.

Que a madrugada  de 2 de Julho de 1823, também aconteça na Colônia Jeremoabo para libertar  de governantes inoperantes e improbos.

quinta-feira, julho 01, 2021

Viva a vacina! Média de mortes por covid-19 desaba e é a menor dos últimos 113 dias

Publicado em 1 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Adão (Arquivo Google)

José Carlos Werneck

O esforço conjunto entre a vacinação acelerada, que já ultrapassou as 100 milhões de doses, e atuação dos profissionais de saúde fez a média de mortes por covid no Brasil desabar e praticamente decretar o fim da segunda onda e, ao que tudo indica, o início do fim da pandemia.

Segundo dados fornecidos pelo Conass, a média diária atual é de 1.565 e, apesar de alta, é a menor desde 8 de março, quando no Brasil eram registradas 1.540 mortes por dia.

MENOS CONTAMINAÇÃO – Outra excelente notícia é a queda da média de casos registrados, que caiu para 55,2 mil, a menor em quatro meses, ainda segundo o painel do Conass,

Com a média atual de mais de um milhão de doses aplicadas por dia, há expectativa de que as mortes caiam abaixo de mil em algumas semanas.

Segundo o vacinabrasil.org, o Brasil já vacinou mais de 74 milhões de pessoas, e imunizou mais de 26 milhões com a 2a dose ou dose única.

USE A MÁSCARA – Os EUA reduziram casos para 36,6 mil e mortes para 627 por dia, além de vacinar 46,2% da população, antes de suspender o uso de máscaras.

É importantíssimo continuar com as medidas profiláticas como rigor nos hábitos de higiene, esterilização com álcool, distanciamento social e o uso de máscaras.

E pensar que tem gente que ainda insiste em negar a importância das vacinas!

Decisão interlocutória - Representante do Polo Ativo Igor Matos Montalvão

 

Apontado como ‘testemunha plantada’, Dominguetti se enrola todo e tem celular apreendido

Publicado em 1 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

1º.jul.2021 - Luiz Paulo Dominguetti, representante da Davati Medical Supply, em depoimento à CPI da Covid - Edilson Rodrigues/Agência Senado

Dominguetti, ex-PM, tentou armar contra deputado  Miranda

Beatriz Borges
G1 — Brasília

Após quase sete horas de inquirição na CPI da Covid, o policial militar de Minas Gerais Luiz Paulo Dominguetti, que se apresentou como representante da empresa Davati Medical Supply, reafirmou a denúncia sobre pedido de propina de um diretor do Ministério da Saúde, teve o celular apreendido e foi acusado por senadores de ser uma “testemunha plantada”.

O policial militar foi chamado a depor após ter concedido entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, publicada nesta terça (29), na qual disse que em fevereiro deste ano o então diretor de Logística do ministério, Roberto Ferreira Dias, pediu propina de US$ 1 por dose de vacina que seria adquirida pelo Ministério da Saúde. Conforme a reportagem, a negociação envolvia 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca.

EXCLUSIVAMENTE  – Dominguetti disse à CPI que o pedido de propina partiu “exclusivamente” do então diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias. O policial afirmou ainda que foi solicitado o pagamento de US$ 1 por dose.

Dominguetti relatou que o contrato não foi celebrado por ser “imoral” e porque seria difícil incluir o dólar extra no contrato e nas notas fiscais.

Roberto Dias enviou nota protestando: “É importante frisar que ao contrário do que é alegado pelo Dominguetti, o tema propina, pedido de dinheiro, facilitação… NUNCA foi tratado a mesa ou em qualquer outro ambiente em que eu estive presente”, disse Dias em nota.

DISSE O EX-PM – De acordo com o relato de Dominguetti, o pedido de propina ocorreu em 25 de fevereiro, em um restaurante em um shopping de Brasília.

O policial afirmou que, além do diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, um empresário e o tenente-coronel Marcelo Blanco também participaram do jantar. “Havia o Coronel Blanco no momento e mais um empresário de que eu não me recordo. Ele ficava com uma prancheta, anotando alguns dados, fazendo alguns cálculos. Mas eu não me recordo do nome dele”, afirmou.

Blanco perdeu nesta quarta (30) uma das funções que desempenhava no Ministério da Saúde – a de substituir, eventualmente, o diretor do órgão, até então Roberto Dias, que foi exonerado nesta terça -feira (29).

REUNIÕES NO MINISTÉRIO – Ainda, segundo o policial, participaram dos encontros Roberto Dias, o secretário-executivo da gestão do ministro Eduardo Pazuello, Elcio Franco, e uma pessoa que ele identificou com Laurício.

“Eu tive a oportunidade de estar com três executivos do Ministério da Saúde: Elcio Franco, Roberto Dias e Laurício. Estive três vezes ofertando as vacinas”, relatou.

Dominguetti disse ainda que, quando se encontrou com Elcio Franco, o secretário-executivo não sabia da proposta de venda de 400 milhões de doses da vacina que havia sido feita ao então diretor de Logística da pasta, Roberto Dias. “Quando estivemos com o Elcio Franco, o que nos espantou [foi] uma proposta de 400 milhões de doses e o coronel não ter conhecimento dessa proposta, que tinha sido protocolada pelo Roberto Dias. Ele [Roberto] não tinha informado o ministério sobre a proposta”, disse.

CELULAR APREENDIDO – Durante a sessão, o policial militar apresentou um áudio à comissão que seria supostamente do deputado Luis Miranda (DEM-DF) e teve o celular apreendido. Miranda foi o deputado que, junto com o irmão dele, denunciou suspeita de corrupção no contrato de aquisição da vacina indiana Covaxin.

Após a divulgação do áudio apresentado por Dominguetti, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), se reuniu por alguns minutos com outros senadores da CPI e com o deputado Luis Miranda.

Após a reunião, Aziz afirmou que Miranda disse que o áudio seria de 2020 e que não dizia respeito às vacinas. “O que ele diz é que esse áudio é de 2020, que é uma negociação nos Estados Unidos, não tem nada a ver com Brasil. É um áudio em que nem se falava em vacinas ainda e que está editado aqui para prejudicá-lo. Ele foi agora à polícia levar o áudio completo, fazer denúncia-crime e que irá dispor para gente a edição do áudio”, afirmou Aziz.

TESTEMUNHA PLANTADA – Após a apresentação do áudio, o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) afirmou que Dominguetti seria uma testemunha “plantada” para confundir os trabalhos.

“Com todo respeito, essa testemunha foi plantada aqui. Ela foi plantada, ela está em estado flagrancial do artigo 342. Tem que dar voz de prisão a esse depoente”, disse Contarato.

“Com base em que o senhor fala isso? Plantada por quem?”, questionou o senador governista Marcos Rogério (DEM-RO). “Com base em quê? Olha aí qual é a conversa, a conversa anterior a esse áudio. Esse áudio se refere a quê? Ele se refere à Walmart, a pequenos contratos, ele nunca fez contrato nenhum com o Ministério da Saúde, pelo amor de Deus”, respondeu Contarato.

PRECISA MEDICAMENTOS – Nesta quinta-feira (1º) estava previsto o depoimento de Francisco Maximiano, sócio-presidente da Precisa Medicamentos. A empresa atuou como intermediária nas negociações do governo para aquisição da Covaxin, vacina contra a Covid-19 produzida por um laboratório na Índia.

No entanto, Maximiano obteve no Supremo Tribunal Federal (STF) uma decisão da ministra Rosa Weber que lhe concedeu o direito de ficar em silêncio e de não responder a perguntas dos senadores. Com isso, a CPI decidiu antecipar o depoimento de Dominguetti, inicialmente previsto para sexta (2).


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