quinta-feira, julho 01, 2021

Na CPI, Dominguetti tentou envolver Luís Miranda na venda de vacinas, mas foi desmentido na hora

 

Em pronunciamento, à mesa, representante da empresa Davati Medical Supply, Luiz Paulo Dominguetti Pereira

Dominguetti tentou uma manobra, mas foi logo desmentido

Julia Chaib, Renato Machado e Raquel Lopes
Folha

A CPI da Covid ouviu nesta quinta-feira (1º) o depoimento do vendedor Luiz Paulo Dominguetti Pereira, oficial reformado da PM de Minas, que afirmou em entrevista à Folha ter recebido pedido de propina de US$ 1 por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde do governo Jair Bolsonaro.

Dominguetti atuou como representante da empresa Davati Medical Supply. Ele afirma que o então diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, cobrou a propina em um jantar em um restaurante em Brasília no dia 25 de fevereiro. Dias foi exonerado do cargo na última terça (29).

ÁUDIO ANTIGO – Durante o depoimento à CPI, Dominguetti reafirmou a oferta de propina e apresentou um áudio que teria recebido de outro representante da Davati e disse que o deputado Luis Miranda tentava intermediar a compra de vacina.

Ao saber que tinha sido citado, o deputado Luis Miranda (DEM-DF) foi à CPI e afirmou a jornalistas que o áudio apresentado é antigo e se trata de uma negociação para vender luvas e não comprar vacinas.

Miranda explicou a jornalistas que o áudio é datado de 15 de outubro do ano passado. E se refere a uma negociação envolvendo sua empresa nos Estados Unidos e se tratava do fornecimento de luvas para o mercado americano. “Resta saber quem plantou esse cara na CPI”, disse.

PEDIR A PRISÃO – Miranda afirmou que vai fazer uma ata notarial do áudio e que em seguida vai pedir a prisão de Luiz Paulo Dominguetti Pereira.

Luís Miranda e seu irmão, o servidor da Saúde Luís Ricardo Miranda, estão no centro das denúncias de irregularidades na contratação da vacina Covaxin, que atingiram o governo. O parlamentar disse à CPI da Covid que levou as suspeitas ao presidente Jair Bolsonaro e implicou o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR). (Julia Chaib, Renato Machado e Raquel Lopes)

APREENSÃO DO CELULAR – O senador Renan Calheiros (MDB-AL) pediu a apreensão do celular do empresário Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que prestou depoimento nesta quinta-feira (1) à CPI da Covid.

Dominguetti  se apresenta como representante da empresa Davati Medical Supply, e disse em entrevista exclusiva à Folha na terça-feira (29) que o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, cobrou a propina em um jantar no restaurante Vasto, no Brasília Shopping, região central da capital federal, no dia 25 de fevereiro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A manobra de Dominguetti para blindar Bolsonaro e desqualificar os irmãos Miranda foi bastante ardilosa, mas o depoente não esperava que o deputado Luís Miranda comparecesse imediatamente à CPI para desmenti-lo. E a guerra das versões vai ficando cada vez mais emocionante. (C.N.)


Alcolumbre vetou demissão de chefe da Logística da Saúde, pedida em outubro por Pazuello


Imagem da Matéria

Charge do Kacio (kacio.art.br)

Jussara Soares e Paula Ferreira
O Globo

As suspeitas sobre a atuação do ex-diretor de logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias já eram conhecidas do governo desde o ano passado. O ex-ministro Eduardo Pazuello chegou a decidir demitir Dias após suspeitas de irregularidades na aquisição de testes da Covid-19, mas ele foi mantido após pressão política.

Nesta quarta-feira, a exoneração de Dias foi publicada após denúncias de que ele teria pressionado pela aprovação célere da Covaxin. O ex-diretor também foi acusado por um empresário de ter pedido propina para facilitar contratos de vacina com o ministério, segundo o jornal “Folha de S. Paulo”.

PEDIDO DE ALCOLUMBRE – O Globo apurou que a exoneração, que já havia sido comunicada à Casa Civil, foi revertida a pedido do então presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) diretamente ao Palácio do Planalto. A informação foi antecipada pela CBN.

Segundo relatos ao Globo, o então secretário-executivo da Saúde, Élcio Franco, chegou a conversar com o ministro da Casa Civil à época, Walter Braga Netto, hoje à frente do Ministério da Defesa, que teria concordado com a exoneração. Procurado o ministro, ele não se manifestou.

Interlocutores do senador Davi Alcolumbre afirmam que ele tinha apenas uma relação amistosa de trabalho com Dias, quando o parlamentar procurou o diretor para levar insumos para o enfrentamento à Covid para o Amapá. Porém, negam que Alcolumbre tenha agido para segurar Dias no cargo.

DOIS DEMITIDOS – Na época, Dias foi poupado, mas dois de seus principais assessores na Diretoria de Logística (Delog) foram exonerados no dia 28 de outubro.  Coordenadora-geral de Aquisições de Insumos Estratégicos para Saúde, Meri Helem Rosa de Abreu Hansel, era considerada o braço-direito de Dias e, assim como ele, também é do Paraná.  a ocasião, o servidor Franklin Martins Barbosa, servidor de carreira pasta desde 2014, perdeu a função de coordenador de Licitações e Análise de Mercado de Insumos Estratégicos para Saúde. Barbosa, porém, foi reconduzido ao posto em 13 de maio pelo atual ministro Marcelo Queiroga.

No dia 22 de outubro de 2020, O Globo revelou que a Diretoria de Integridade (Dinteg) do Ministério da Saúde observou suspeitas de irregularidades em um contrato da pasta para aquisição de 10 milhões de kits de reagentes usados em testes para detecção de Covid-19. Na época, a Dinteg reportou a suspeita ao Tribunal de Contas da União (TCU). Dias foi um dos signatários do contrato suspeito no valor de R$ 133,2 milhões. 

Um relatório produzido pelo Tribunal mostrava que um pedido de reconsideração feito pela empresa que ficou em segundo lugar na disputa não foi levado adiante pelos departamentos responsáveis, entre eles o Departamento de Logística, sob coordenação de Roberto Dias.

GOVERNO RECUA – No dia 27 daquele mês, cinco dias após o caso vir a público, o presidente Jair Bolsonaro retirou a nomeação de Dias para o cargo de diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Dias havia sido indicado para substituir a diretora Alessandra Bastos também com o apoio de Alcolumbre, mas não chegou a assumir.

Dias estava no Ministério da Saúde na gestão do ex-ministro Henrique Mandetta, em janeiro de 2019.  O diretor ganhou o cargo com o apoio do ex-deputado Alberto Lupion (DEM-PR), então indicado a um cargo na Casa Civil na gestão de Onyx Lorenzoni. Dias também teria o apoio do atual líder do governo Ricardo Barros (PP-PR), que nega o apadrinhamento.

A permanência de Dias no Ministério da Saúde já causava estranheza em servidores desde antes dos relatos de irregularidades. Quando Pazuello assumiu a pasta, segundo relatos, houve tentativa de retirar do Ministério todos aqueles considerados pelo gestor como próximos ao ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. Dias seria um deles, mas seu cargo acabou sendo mantido.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Em tradução simultânea, quem manda na Saúde é o Centrão. Além de Pazuello não conseguir a demissão de Roberto Dias, um servidor afastado da área de licitações foi reconduzido pelo ministro Queiroga. Para os mais antigos, nem é preciso explicar nada quando aparece envolvido alguém da famiglia paranaense Lupion. Como dizia Ibrahim Sued, em sociedade tudo se sabe. (C.N.)  

Justiça determina leilão de lancha, casa e dois carros de luxo de senador Romário


Lancha do senador, avaliada em R$ 812 mil, fica ancorada na Marina da Glória. A Justiça do Rio determinouo leilão de bens do senador Romário (PL-RJ), avaliados em R$ 8 milhões Foto: Reprodução

Lancha avaliada em R$ 812 mil fica ancorada na Marina

Marco Grillo e Thiago Prado
O Globo

 A Justiça do Rio determinou o leilão de bens do senador Romário (PL-RJ) avaliados em R$ 8 milhões. A lista é composta por uma casa em um condomínio na Barra da Tijuca, Zona Oeste, uma lancha e dois carros de luxo — um Porsche e um Audi. O valor arrecadado será usado para abater uma dívida do parlamentar com uma empresa com a qual rompeu um contrato há 20 anos, na época em que era sócio do restaurante Café do Gol.

Os interessados já podem apresentar os lances, de forma on-line — o prazo se encerra na próxima quarta-feira. Caso os valores pedidos não sejam atingidos, uma nova rodada será aberta por mais uma semana. Nesta segunda etapa, se necessária, os lances mínimos cairão à metade.

PATRIMÔNIO OCULTO – Em 2018, O Globo mostrou que o senador ocultava patrimônio em nome de terceiros. Àquela altura, dois apartamentos em um prédio na orla da Barra já haviam sido leiloados, também para quitar passivos judiciais. Os imóveis permaneceram em nome da construtora que fez a venda, mas a empresa confirmou à Justiça que Romário era o comprador.

O artifício de deixar bens registrados formalmente com terceiros, o que torna mais difícil a busca e, consequentemente, a penhora, foi registrado durante a longa batalha judicial — um dos processos data de 2001 — por uma das magistradas responsáveis pelo caso.

“O expediente é tal flagrante que não pode ser ignorado. Não é preciso maior dilação para se concluir pela ocultação de patrimônio para fraudar credores”, escreveu a juíza, em um despacho de outubro de 2017.

VERSÃO DESMONTADA – De todos os bens que estão sendo leiloados, o de maior valor é uma casa, com lance mínimo de R$ 6,5 milhões. O terreno tem 1.575 metros quadrados e conta com piscina e campo de futebol — a edificação, por sua vez, tem 896 metros quadrados. Em resposta ao GLOBO, em 2018, o senador negou ser dono do imóvel, que dizia pertencer à irmã — versão desmontada por documentos e pelo depoimento da vendedora da casa, que disse em entrevista ter vendido o imóvel a Romário.

No curso do processo, Zoraidi alegou que morava no imóvel, que seria um bem de família e, portanto, não poderia ser leiloado. A Justiça, no entanto, determinou que o real dono é o senador.

Após a compra ser efetivada, uma obra no local chegou a ser embargada, por não ter autorização, e houve um pedido da área técnica da Secretaria Municipal de Urbanismo para que fosse demolida. Então prefeito, Marcelo Crivella reverteu a decisão.

LOCAL DE FESTAS – Também fazem parte do acervo uma lancha, que fica na Marina da Glória, e está avaliada em R$ 812 mil; um Porsche, de R$ 338 mil; e um Audi, de R$ 397 mil. Procurado, Romário não se manifestou.

A decisão judicial, além de selar mais uma etapa do reconhecimento da dívida, cujo pagamento vem sendo postergado há mais de uma década, é o elemento definitivo de confirmação da real propriedade do imóvel, dos veículos e da embarcação. Todos os bens estavam em nome de Zoraidi Faria, irmã do parlamentar — documentos colhidos em juízo evidenciaram que ela não tinha lastro financeiro para as aquisições.

O passivo de Romário com a empresa gira em torno de R$ 20 milhões e é decorrente de perdas e danos pela rescisão e multas sequenciais em função do descumprimento de ordens de pagamento.

Os 40 anos do livro brasileiro condenado pelo Vaticano que até hoje inspira o papa Francisco


É um dos livros religiosos mais lidos em todo o mundo

Edison Veiga  
BBC News Brasil

Aquele padre já estava incomodando bastante os círculos mais conservadores da Igreja Católica. No comecinho dos anos 1980, a atuação do então frade franciscano Leonardo Boff repercutia social e politicamente, justamente pela atuação à frente da Teologia da Libertação, corrente cristã que enfatiza como necessária a opção preferencial pelos pobres.

Quarenta anos atrás, Boff lançou um livro até hoje considerado sua obra máxima, constante de bibliografias de cursos de teologia e presente nas cabeceiras de muitos pensadores influentes — e, há quem diga, até mesmo do papa Francisco. Trata-se de “Igreja: Carisma e Poder” (Vozes), um compilado de 13 densos ensaios cuja primeira edição foi publicada em 1981.

DIREITOS HUMANOS – Ao longo de mais de 200 páginas, o teólogo afirma existirem violações aos direitos humanos no interior da Igreja Católica, questiona a engessada hierarquia eclesiástica e entende a teologia como resultado das experiências de fé vividas pelo povo — e não o contrário.

Se o jeito de ser religioso de Boff, militando junto aos pobres, causava desconforto em setores católicos, o livro serviu como prova concreta para os que viam nele um dissidente, alguém fora do padrão instituído.

O caso foi analisado primeiro pela Arquidiocese do Rio de Janeiro. Em seguida, encaminhado para a Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), órgão do Vaticano, herdeiro histórico do temido Tribunal da Inquisição, conhecido por perseguir aqueles considerados hereges até o século 19.

UM FUTURO PAPA – No comando do tribunal eclesiástico estava o então cardeal alemão Joseph Ratzinger, que mais tarde se tornaria o papa Bento 16, sucessor de João Paulo 2º (1920-2005).

Sua decisão sobre o caso Boff foi publicada em 11 de março de 1985. No julgamento, a congregação entendeu que o livro era uma afronta a pelo menos quatro pontos da doutrina católica.

“Examinadas à luz dos critérios de um autêntico método teológico […] certas opções do livro de L. Boff manifestam-se insustentáveis”, pontua o documento final. “Sem pretender analisá-las todas, colocam-se em evidência apenas as opções eclesiológicas que parecem decisivas, ou seja: a estrutura da Igreja, a concepção do dogma, o exercício do poder sagrado e o profetismo.”

FOI CONDENADO – Entendendo que as reflexões de Boff “são de tal natureza que põem em perigo a sã doutrina da fé”, a congregação condenou o religioso brasileiro. Coube a ele um ano do chamado “silêncio obsequioso”, uma espécie de “cala-boca” oficial que o proibiu de emitir opiniões ou mesmo exercer publicamente suas atividades religiosas.

Por e-mail, Boff afirmou à BBC News Brasil que “a intenção originária do livro era aplicar as intuições da teologia da libertação às relações internas na Igreja, em setores da Igreja”.

“Uma igreja que prega a libertação na sociedade não pode ser um fator de opressão nas suas relações internas”, argumenta ele. “A razão reside neste fato: todo o poder sagrado está nas mãos de um pequeno grupo clerical; os leigos, que são as grandes maiores, não participam dele e as mulheres são completamente excluídas. Uma Igreja que assim se organiza e exige libertação na sociedade se desmoraliza porque, internamente, não dá mostra de ser libertadora.”

HIERARQUIA TIRÂNICA – Recordando seu próprio livro, o teólogo sustenta que “na medida em que a Igreja hierárquica se assenta sobre o poder em sua forma absolutista e até tirânica na figura do papa, não há a possibilidade de se converter”.

“Este tipo de poder centralizado necessariamente é excludente e, por isso, sua natureza viola direitos dos fiéis”, diz Boff, que vê os leigos reduzidos a uma cidadania inferior, e as mulheres encaradas como “força auxiliar do clero”, a despeito de serem numericamente a maioria.

“O ponto crítico e extremamente sensível para as autoridades eclesiásticas foi a crítica que fiz ao poder sagrado, sobre o qual se constrói toda a compreensão da Igreja”, acrescenta.

CRÍTICA AO PODER – “Jesus fez uma arrasadora crítica ao poder como centralização e busca de privilégio. O poder só se legitima evangelicamente como serviço e não como privilégio e elemento de criação de diferenças na comunidade. A Igreja dos primórdios se construía sobre a categoria da comunhão de todos com todos, no sentido de uma comunidade fraternal de iguais, embora com funções diferentes.”

“Uma semana antes de minha convocação [para prestar esclarecimentos], a congregação [CDF] havia publicado um documento crítico a este tipo de teologia, acusando-a de politização da fé e do uso de categorias marxistas.

O segundo motivo político dizia respeito às chamadas comunidades eclesiais de base — grupos ecumênicos em que pessoas com necessidades comuns são incentivadas a se reunir para leituras bíblicas e debates sociopolíticos. Como diz Boff, lugares “onde se praticava e ainda se pratica a Teologia da Libertação”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Há pessoas cuja grandeza só é reconhecida post mortem. Leonardo Boff é desse tipo. A Igreja Católica tem um encontro marcado com a Teologia da Libertação. Mas apenas os verdadeiros cristãos têm essa certeza. (C.N.)

Desinformado, Bolsonaro pode ficar no Planalto, mas perde o poder de governar

À deriva, Bolsonaro comprova que é o maior adversário de si mesmo

Pedro do Coutto

Os fatos comprovaram a investida do Ministério da Saúde para montar e operar uma corrupção gigantesca, como ficou comprovado na encomenda da vacina produzida na Índia. O presidente da República não sabia o que estava se passando e com isso enfraqueceu-se politicamente, confirmando o princípio não só político, mas da vida humana de que não adianta lutar contra os fatos. Eles ressurgem com efeitos ainda mais arrasadores.

O projeto de corrupção que culminou com o afastamento  do encarregado da compra da Covaxin era maior e mais concreto do que se poderia pensar. O representante da Saúde queria que a intermediação por uma empresa participante da articulação pagasse uma propina de US$ 1 por dose de vacina.

ESCÂNDALO –  A intermediação em casos assim já é esquisita em si. As demais produtoras com preços muito inferiores ao de US$ 15 a unidade não incluíram nenhuma intermediação em suas ofertas. A reportagem de Constança Rezende, Folha de São Paulo de ontem, manchete da edição, destaca com nitidez o aspecto dramático do escândalo que estava sendo preparado.

Não fosse a imprensa e a CPI do Senado, o estranho caso teria se realizado com um prejuízo total para o Brasil, proporcionando indiretamente talvez  mais 100 mil mortes, justamente em consequência de um fornecimento  que pelo preço tornar-se-ia mais restrito e pela demora ainda mais fatal. No O Globo, Paula Ferreira, Jussara Soares, Melissa Duarte e Paulo Cappelli acentuam a decisão tardia, mas inevitável, do governo Bolsonaro de suspender o contrato com a fabricante e comercializadora da Covaxin.

Logo, o presidente da República e o ministro Marcelo Queiroga reconheceram tacitamente a existência de um contrato que previa até um adiantamento no valor de US$ 45 milhões. Uma outra reportagem da Folha, da Natália Cancian, focaliza o recuo que destaca a fraqueza de um governo que, na campanha eleitoral de 2018, apresentou como compromisso de honra exatamente o combate  à corrupção que se instalou sob o patrocínio da bancada do Centrão, fisiológica ao extremo, e o endosso por parte do líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros.

RASTROS – A derrota do governo foi total, seja no aspecto da improbidade, no aspecto político e no efeito eleitoral para 2022. O panorama hoje na Esplanada de Brasília é o de um desabamento que deixa rastros quase impossíveis de se apagar e cujos efeitos intoxicam toda a administração federal.

Aliás, já fortemente intoxicada pelo ex-ministro da Educação Abraham Weintraub que na reunião de maio de 2020 bradou pela prisão, sem motivo, dos ministros do Supremo Tribunal Federal, classificando-os de “vagabundos”. A mesma reunião, cujo vídeo se encontra nas redes, liberação determinada pelo ministro Celso de Mello do STF, representa um momento de tristeza porque fica na história como registro de uma falta de administração.

O ex-ministro Ricardo Salles, demitido do Meio Ambiente, usou a expressão “passar a boiada” quanto à liberação de investimentos na Amazônia independentemente de licença ambiental. Na mesma reunião, o ministro Paulo Guedes defendeu a venda do Banco do Brasil, esquecendo que o principal estabelecimento de crédito brasileiro tem grande parte de seu capital colocado através de ações no mercado da Bovespa.

IMPEACHMENT – Thiago Resende e Daniele Brand, Folha de São Paulo, sustentam que Jair Bolsonaro ainda tem base no Congresso para obstruir a tramitação das dezenas de pedidos de impeachment que se encontram no arquivo de ferro do presidente da Câmara, deputado Arthur Lira.

Conforme disse no início deste artigo, Bolsonaro pode permanecer em Brasília até as eleições de 2022, mas o seu poder de governar está flutuando junto às nuvens da desinformação e do desinteresse em saber e ter conhecimento. A informação é, em última análise, tanto a fonte quanto o poder de administrar o país. Na ausência de qualquer projeto de governo, a impressão que se tem é a de uma nau sem rumo enfrentando mares revoltos e tornando o chefe do Executivo no maior adversário de si mesmo.

Acrescente-se ao quadro desolador mais um fato de grande amplitude: o aumento das tarifas de energia elétrica. Sobem os custos da indústria, do comércio e dos serviços através da eterna cadeia de repasses. Só nós, os consumidores, não temos para quem repassar, pois estamos no final da linha. O ministro Paulo Guedes deve saber disso.


Que os vereadores perante o assassinato dessa árvore, usem o mesmo peso e a mesma medida usada contra o ex-prefeito Spencer.










 Infelizmente nesse atual (des)governo sem noção, Jeremoabo está tornando-se uma ilha isolado da civilização, dos bons costumes, da razoabilidade e do bom senso, onde tudo é feito de acordo com a vontade do proprietário da ilha, o todo poderoso;  e dane-se o resto.

Resolveram a revelia da lei, assassinar uma árvore centenária mesmo com  benefícios trazidos pela árvore, apenas , para colocar no seu lugar não sei de um pote ou mesmo um " membro" pela foto não dá para discernir. 

Para assassinar essa árvore, seria necessário um laudo de um especialista e não de um leigo ou charlatão, informando; que para isso, antes um técnico tinha que visitar o local, analisar a necessidade e o risco que a árvore poderia causar.

A avaliação é bastante minuciosa, sendo que o profissional avalia diversos aspectos e preenche um relatório com informações detalhadas sobre a árvore como um todo – tronco, galhos, folhas etc. – que serve para definir se será necessária alguma intervenção como uma poda ou até mesmo a supressão.

A realidade é que os vereadores jogando para a plateia conversam muito, porém de concreto a produção em benefício da população é mínima, é de pior para acabou.

Lembro-me, que quando o Dr. Spencer estava prefeito, para beneficiar a Praça do Forró, resolveu derrubar se não me falha a memória velhas algarobas, onde os vereadores daquela ocasião através do seu assessor jurídico ingressaram com uma representação perante o Ministério Público;  foi aberto o inquérito, onde o Dr. Spencer depois de muito trabalho teve que se virar " nos trinta" para se livrar de uma condenação.

Hoje estamos diante de um assassinato muito mais grave,  os vereadores dão calados como resposta, o povo mais uma vez que dane-se.

Hoje não se elege vereadores como antigamente!

A realidade é que cada povo tem o prefeito e vereador que merece

 


          Com todo respeito, respondam-me: essa foto é de :

                             " Um Pote ou um PÊNIS???"


Nota da redação deste Blog -  Sugiro ao vereador A. Chaves, Bino e demais vereadores que denunciaram o ex-prefeito Spencer, que a bem dos jeremoabenses  usem a copia da denuncia contra Spencer com as devidas adaptações,  ingressem também com uma representação perante o Ministério Público a respeito desse crime.


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