Bolsonaro desdenha diz que pode virar um ditador | Brasil tem média móvel de 1705 mortes | Bolsonaro apela e fala sobre suposto suicídio por causa de lockdown
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Bolsonaro desdenha diz que pode virar um ditador | Brasil tem média móvel de 1705 mortes | Bolsonaro apela e fala sobre suposto suicídio por causa de lockdown
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Charge do Nando Motta (Arquivo do Google)
Ana Mendonça
Correio Braziliense
O presidente Jair Bolsonaro fez um breve comunicado, nesta quarta-feira, dia 10, para falar sobre a vacinação contra covid-19. A cerimônia foi realizada no Palácio do Planalto após o discurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Essa é a primeira vez que Bolsonaro e seus ministros aparecem todos no salão do Palácio do Planalto utilizando máscaras.
“O Brasil está fazendo sua parte. O governo federal está fazendo seu trabalho. Já entregamos vacina para 100% dos idosos acima de 85 anos de idade. Entre eles, minha mãe com 93 anos de idade”, disse o presidente.
“EXEMPLO” – Em outra parte do discurso, Bolsonaro citou o Brasil como “exemplo” para o mundo. “Fomos e somos incansáveis desde o primeiro momento na luta contra a pandemia, que é um exemplo para o mundo”.
“O governo federal não poupou esforços e não economizou recursos para atender todos os estados e municípios. Fizemos uma campanha para atender os quatro cantos do país”, completou.
Bolsonaro também citou o auxílio emergencial, no qual ele chamou de “maior programa social do mundo”. “Atendemos aqueles que são conhecidos como invisíveis. Não disparamos contra o povo brasileiro. Não se tem notícias no mundo de um projeto social de tamanha envergadura”, disse.
O presidente voltou a frisar os acordos com a Oxford/Astrazeneca. Apesar disso, Bolsonaro não citou a Coronavac, vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Bolsonaro pensa (?) que alguém ainda acredita em suas narrativas fantasiosas, com exceção de seus seguidores em número cada vez mais reduzido. Ele não se dá nem o trabalho de enfeitar o pavão que tenta vender e consegue se contradizer explicitamente, sem o menor pudor. Acaba que ficamos na dúvida se é estratégia, ignorância ou psicopatia mesmo. (Marcelo Copelli)

Wajngarten acumulou atritos dentro e fora do governo
Jussara Soares
O Globo
Após ser retirado do comando da Secretaria Especial de Comunicação (Secom), o empresário Fabio Wajngarten, decidiu não seguir no governo Jair Bolsonaro. Foram oferecidos a ele três cargos diferentes, mas o agora ex-secretário recusou as opções, embora tenha se comprometido a seguir aliado do presidente.
A exoneração de Wajngarten foi confirmada na edição desta quinta-feira no Diário Oficial da União (DOU). A publicação também trouxe a nomeação do secretário de Assuntos Estratégicos (SAE), o almirante Flávio Rocha, como chefe interino da Secom. Ele acumulará as duas secretarias.
TROCA – Definida há duas semanas, a troca na Secretaria Especial de Comunicação foi oficializada após Wajngarten voltar da viagem com a comitiva brasileira que esteve em Israel para firmar acordos para testes do spray nasal contra Covid-19 no Brasil. A delegação chegou em Brasília na noite desta quarta-feira.
Antes de embarcar no último sábado para Israel, Wajngarten já havia decidido não seguir no governo. Ele recusou as opções de ocupar uma função na Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e como assessor especial do Ministério do Meio Ambiente. Inicialmente, foi cogitado que ele pudesse assumir um cargo na Presidência da República em São Paulo, mas não avançou. A dificuldade de encontrar um posto para o secretário no governo atrasou a substituição.
APROXIMAÇÃO – Dono da empresa Controle da Concorrência e ex-funcionário do SBT, Wajngarten se aproximou de Bolsonaro durante a campanha de 2018 e foi apresentado como um homem capaz de abrir portas em emissoras de televisão para o então candidato. Acabou ganhando força após o Bolsonaro ter levado uma facada em um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Wajngarten providenciou a transferência para o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
O empresário chegou ao governo em abril de 2019. Ao longo de sua permanência, acumulou atritos com a imprensa, no governo e mais recentemente com o ministro das Comunicações, Fábio Faria, a qual a Secom é subordinada.
ATRITO COM MILITARES – Antes de Faria, Wajngarten entrou em conflito com o ex-ministro da Secretaria de Governo (Segov) Carlos Alberto dos Santos Cruz e com o atual chefe da pasta, Luiz Eduardo Ramos, quando a secretaria era subordinada ao ministério. Como O GLOBO mostrou, Bolsonaro autorizou a demissão de Wajngarten alegando que o secretário “não sabe respeitar hierarquia” e citando a lista de atritos com ministros.
O novo chefe da Secom, Flávio Rocha, chegou ao Planalto no início de 2020 para assumir a SAE e se tornou um dos principais auxiliares de Bolsonaro. O almirante é apontado como um “administrador de conflitos” no governo e tem atuado também como uma espécie de relações públicas, organizando encontros do presidente com parlamentares e integrantes de outros poderes, e participando de tratativas com autoridades de outros países.
em 11 mar, 2021 14:30

O Governador de Sergipe, Belivaldo Chagas, anunciou durante coletiva a imprensa no início da tarde desta quinta-feira, 11, que irá adiar o retorno das aulas da rede pública de ensino, previstas para retornar presencialmente no dia 22. Com essa determinação, a previsão é que as aulas retornem no dia 5 de abril.
As aulas de rede particular também serão suspensas, retornando apenas no dia 5 de abril. De acordo com o governador, apenas as creches e o ensino fundamental menor poderão funcionar nos próximos dias.
“As escolas da rede particular de ensino terão que manter os alunos do ensino fundamental maior e ensino médio em aulas remotas. As aulas presenciais ficam permitidas apenas para creches e para o ensino fundamental menor. Não seria justo anunciar medidas mais restritivas para reduzir a circulação de pessoas, adiar o retorno das aulas da rede estadual e manter as escolas particulares funcionando normalmente”, explica Belivaldo.
Na próxima semana, no dia 18, uma nova reunião do Comitê Técnico-Científico acontece para avaliar o avanço da doença e a ocupação dos leitos de UTI. De acordo com o governador as medidas podem ser revistas. Tudo dependerá da situação epidemiológica do Estado.
Por Karla Pinheiro
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Bolsonaro usa adjetivos que descrevem o seu próprio desgoverno
Ricardo Della Coletta e Daniel Carvalho
Folha
Em resposta ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que nesta quarta-feira, dia 10, criticou a atuação do governo federal na pandemia da Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro disse que o petista “agora inicia uma campanha” política e que ele “não tem nada para mostrar de bom”.
“Não justifica essa crítica do ex-presidente Lula, que agora inicia uma campanha. Como não tem nada para mostrar de bom, essa é uma regra no PT, a campanha deles é baseada em criticar, mentir e desinformar”, afirmou Bolsonaro.
“DESGOVERNO” – Em sua primeira manifestação após ter tido seus direitos políticos reabilitados, Lula classificou de “desgoverno” a resposta de Bolsonaro na crise sanitária.
“Demos todos os meios para prefeitos e governadores, até na questão do oxigênio em Manaus. Nas primeiras 48 horas estavam chegando os primeiro cilindros na região, isso graças ao trabalho da Força Aérea e a ligação direta que o ministro [Eduardo] Pazuello [da Saúde] tem com o ministro da Defesa [Fernando Azevedo]”, respondeu Bolsonaro. “Falar de desgoverno, ele [Lula] tá fazendo acusação sem qualquer fundamento”, complementou.
Bolsonaro disse ainda que o governo de Lula era baseado em corrupção e citou como exemplo a delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci.As declarações foram transmitidas pela CNN Brasil. “O que foi devolvido por delatores, mais de R$ 2 bilhões, comprova que era um governo voltado para corrupção”, disse Bolsonaro.
ATAQUE – “Imagine a pandemia com Lula presidente da República. Se roubaram e muito alguns governadores e prefeitos com esses recursos [federais], imagine se o PT estivesse no governo. Seria roubado no mínimo 90% do que foi entregue para esses entes federados”, acrescentou.
Com a inesperada recolocação de Lula no tabuleiro da eleição de 2022, Bolsonaro foi aconselhado por auxiliares a ignorar as declarações do petista. A avaliação do entorno presidencial é que, devido ao recrudescimento da pandemia, o governo precisa abraçar o “Plano Vacina” e tentar se descolar do rótulo de negacionista —imagem conquistada por Bolsonaro após diversas declarações questionando imunizantes e o isolamento social e defendendo tratamentos ineficazes para a doença.
OFENSIVA – “Plano Vacina” é como aliados de Bolsonaro apelidaram uma ofensiva deflagrada para tentar estancar a perda de popularidade do mandatário diante do aumento de mortes por Covid-19 e pela lenta evolução na imunização no país.
No entanto, na entrevista improvisada em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro ignorou os conselhos e respondeu a todas as perguntas sobre Lula. O mandatário reeditou a fórmula adotada no dia em que o ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu anular as sentenças contra Lula: o de ressaltar os escândalos de corrupção que marcaram os governos do PT.
Ele criticou ainda as medidas de distanciamento social, como o fechamento de comércios, e disse que elas têm “adesão total por parte de governadores ligados a Lula e ao PT”. “Isso leva o cidadão a uma situação de miserabilidade”, afirmou.
“SEM ARGUMENTOS” – “Ele [Lula] não sabe o que fala, não tem argumentos e, no meu entender, vai ficar ai tagarelando não sei quanto tempo”. Bolsonaro também disse que o governo Lula foi “estatizante” e que suas declarações desta quarta foram “plena campanha política”.
“A parte que eu vi é plena campanha politica. Para ele [Lula] tudo é fácil, tudo pode ser resolvido. Em nenhum momento ele falou que os seus governadores de esquerda destruíram milhos de empregos em seus estados, obrigando o povo a ficar em casa”, disse.
Por último, Bolsonaro disse acreditar que Lula está “comemorando cedo” a decisão judicial de Fachin, uma vez que ela precisará ainda ser analisada pelo plenário do STF.
ALIANÇA – No Congresso Nacional, a fala de Lula foi vista por alguns como uma sinalização de que ele pretende não apenas criar uma frente de esquerda contra Bolsonaro mas também avançar na base de apoio do atual governo. Muitos lembram a eleição de 2002, quando Lula assumiu compromissos com setores conservadores para conseguir ser eleito presidente.
Em reservado, um líder de uma grande bancada do Senado afirmou que o efeito Lula e sua disposição de negociar com diferentes partidos pode resultar em mais concessões do atual governo, seja com cargos ou com recursos. No discurso, continuarão leais ao governo, mas saberão tirar proveito da situação.
O senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da importante CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), afirma que o ex-presidente Lula sinalizou que vai buscar uma união nacional, com partidos de esquerda, centro e direita, embora não tenha se apresentado como candidato.
UNIÃO NACIONAL – “Para quem foi preso injustamente, não vimos um discurso raivoso, de divisão. Ele busca uma união nacional, aproximação com centro e direita, além de sinalizar ao mercado. Lembra o ‘Lulinha Paz e Amor'”, afirma, em relação ao mote da eleição de 2002.
“O presidente Lula sempre dialogou bem com o Congresso, desde a Constituinte. Seu governo foi de centro-social e não de esquerda. Quantos ministros do governo foram de centro? Então é natural ele buscar esse diálogo”, completou.
MAIA – Na Câmara, deputados, inclusive do centro inclusive do centro ou de centro-direita , elogiaram o discurso do petista. Ex-presidente da Casa, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) ressaltou a diferença entre Lula e Bolsonaro. “Um tem visão de país; o outro só enxerga o próprio umbigo. Um defende a vacina, a ciência e o SUS; o outro defende a cloroquina e um tal de spray israelense”, escreveu, em uma rede social.
“Um defende uma política externa independente; outro defende a subserviência. Um defende política ambiental; outro a política da destruição. Um respeita e defende a democracia; o outro não sabe o que isso significa.”
FARSA – O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) afirmou que o discurso de Lula “atesta que a história é de fato implacável, mentiras não se sustentam, apesar dos estragos que fazem”. “A farsa jurídica que condenou Lula foi a mesma que elegeu Bolsonaro. O esquema do Moro está sendo desmontado, logo será a vez do facínora”, criticou.
Alguns adversários, por outro lado, se mostram irredutíveis e pouco abertos ao diálogo com o ex-presidente. O líder do PSDB no Senado, Izalci Lucas (PSDB-DF), afirma não ter dúvida e lembra que a decisão do STF não analisou o mérito da condenação e apenas qual seria o fórum de julgamento adequado.
Izalci afirma que, caso a situação de seus direitos não seja resolvida nos tribunais, considera “importante a derrota dele nas urnas”. “A decisão foi sobre o fórum e não o mérito . No mérito, ele continua respondendo e espero que isso seja resolvido antes das eleições , mas, não resolvendo, não tenho dúvidas que os eleitores lembrarão. Acho importante a derrota dele nas urnas”.

Hélio Fernandes morreu na madrugada desta quarta-feira (10/3), aos 100 anos, de causas naturais, conforme informou a família. O corpo será nesta quinta-feira (11/3), e não haverá velório aberto.
Carioca do Méier, quando o Rio de Janeiro era capital da República, cedo perdeu os pais e precisou trabalhar em diversas atividades, sem terminar os estudos. O irmão Millôr Fernandes abriu-lhe as portas da revista O Cruzeiro, onde galgou postos, chegou a diretor de Redação, e fez amizade com Carlos Lacerda. Publicou ali artigos em que defendia interesses contrários aos de Assis Chateaubriand, dono da publicação, e, assim, deixou o emprego.
Depois de um ano de andanças pela Europa, de volta ao Brasil foi para o Diário Carioca chefiar a seção de esportes. Com a Copa de 1950, contratou cronistas como Fernando Sabino e Paulo Mendes Campos. Não sendo comentaristas esportivos especializados, eles começaram a tratar o assunto uma nova forma. Em 1952, assumiu a direção da recém-criada revista Manchete, e lá permaneceu por cerca de dois anos, saindo depois por divergências com Adolpho Bloch, dono da editora.
Em 1955, assumiu a assessoria de imprensa da campanha eleitoral de Juscelino Kubitschek à Presidência da República. Depois da posse do candidato vencedor, foi convidado para dirigir o jornal A Noite, do governo. O temperamento difícil de Fernandes levou-o a fazer oposição ao presidente e, mais uma vez, deixou o emprego.

O jornal Tribuna da Imprensa fora fundado por Carlos Lacerda, que depois o vendeu a Manoel Francisco do Nascimento Brito, genro da condessa Pereira Carneiro, dona do Jornal do Brasil. Foi de Nascimento Brito que Hélio Fernandes comprou o jornal.
Em entrevista, afirmou não ter pago um centavo pela empresa, mas, ao assumir ativo e passivo do jornal, teria livrado Brito de um enorme prejuízo. Combativo, provocador, Fernandes foi considerado por Elio Gaspari, em seu livro A ditadura escancarada, um dos mais perseguidos pela ditadura militar. Esteve à frente do jornal até que deixou de circular na versão impressa, em 2008. Dali em diante, antigos colaboradores mantiveram uma versão online, com articulistas como Sebastião Nery.
Hélio Fernandes Filho deu seu depoimento daquela fase para o livro Jornalistas brasileiros, editado em 2005 pela Mega Brasil, com organização de Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal. Fernandes Filho era então editor responsável pela Tribuna da Imprensa: “Os censores trabalhavam na Redação, junto com os jornalistas, com as pistolas em cima da mesa e mais de uma vez os nossos profissionais sofreram ameaças de morte por parte deles. Meu trabalho, nessa fase, foi mais de guerrilha: depois que os censores saíam, recolocávamos tudo o que tinham censurado de volta, obrigando-os a apreender o jornal nas bancas. No dia seguinte, eram horas de depoimento na Polícia Federal e, à noite, voltávamos à mesma operação. Eram tempos nos quais não podíamos nos dar ao luxo de grandes matérias, já que o objetivo principal era sobreviver. Mas mesmo assim, em 1979, ganhamos um dos primeiros prêmios Vladimir Herzog com a primeira matéria sobre a guerrilha no Araguaia”. Em 1981, uma bomba explodiu na sede do jornal, na rua do Lavradio.
Um exemplo do estilo ácido de Fernandes. No dia seguinte ao acidente aéreo em que morreu Castelo Branco, em 1967, escreveu no editorial: “Com a morte de Castelo Branco, a humanidade perdeu pouca coisa, ou melhor, não perdeu coisa alguma. Com o ex-presidente, desapareceu um homem frio, impiedoso, vingativo, implacável, desumano, calculista, ressentido, cruel, frustrado, sem grandeza, sem nobreza, seco por dentro e por fora, com um coração que era um verdadeiro deserto do Saara”. Em consequência, Fernandes permaneceu 30 dias preso em Fernando de Noronha e mais um mês em Pirassununga (SP). No mesmo ano, publicou o livro Recordações de um desterrado em Fernando de Noronha.

Essa estirpe de jornalistas teve, além do irmão Millôr Fernandes, os filhos Rodolfo Fernandes, ex-diretor de Redação do Globo, e Hélio Fernandes Filho, que administrou a Tribuna por algum tempo. Ambos morreram em 2011. Ele deixa outros três filhos, Isabella, Ana Carolina e Bruno, e dois netos, Felipe e Letícia.
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