sexta-feira, março 12, 2021

Mais escândalo! Emendas parlamentares ‘sem carimbo e fiscalização’ triplicam e chegam a R$ 2 bilhões


Sorriso Pensante-Ivan Cabral - charges e cartuns: Charge do dia: Emenda  parlamentar

Charge do Ivan Cabral (Arquivo Google)

Daniel Weterman
Estadão

Deputados e senadores indicaram quase R$ 2 bilhões em emendas parlamentares para repasse direto a Estados e municípios neste ano, sem intermediação dos ministérios nem pente-fino do Tribunal de Contas da União (TCU). O volume das chamadas emendas sem carimbo é três vezes maior do que o indicado em 2020, quando foram pagas pela primeira vez.

Com a transferência direta, prefeitos e governadores podem usar o recurso em qualquer área, sem prestar contas no momento do repasse, diferentemente do que ocorre com outros tipos de emendas, carimbadas para projetos específicos. A fiscalização das transferências especiais caberá aos tribunais locais.

USO POLÍTICO – Emendas parlamentares são recursos indicados todos os anos por deputados e senadores no orçamento da União e é usado por eles como ferramenta para aumentar o cacife político em seus redutos eleitorais. O pagamento é obrigatório, mas o momento da liberação é negociado com o Executivo, e serve como moeda de troca por votos em projetos de interesse do governo no Congresso.

Em 2020, essas emendas totalizaram R$ 621,2 milhões e, neste ano, ficarão em R$ 1,979 bilhão, conforme proposto pelos parlamentares no projeto de Lei Orçamentária (LOA). A proposta deve ser votada no Congresso até o próximo dia 24.

O argumento dos congressistas para escolher esse tipo de emenda é a rapidez para a chegada da verba em obras e projetos de interesse nos redutos eleitorais. Como não passam por ministérios nem precisam de atestado técnico de órgãos como a Caixa Econômica Federal, o risco de o recurso ficar “pendurado” e atrasar é menor, afirmam.

PAGAMENTO RÁPIDO – Das emendas empenhadas nos últimos seis anos, por exemplo, R$ 28,6 bilhões ainda não foram pagos. Mas no caso das transferências especiais, tudo foi pago no mesmo ano, o que ampliou a adesão do Congresso a esse tipo de indicação.

“Antes, se a obra dependia da Caixa, eram seis anos até receber o recurso. Tinha prefeito que não via a obra acontecer. Hoje, a gente manda e ele faz em sete meses”, afirmou o deputado Eduardo Bismarck (PDT-CE), que indicou R$ 7,5 milhões para o Ceará nessa modalidade. “A fiscalização na ponta é tão eficiente quanto na esfera federal. Talvez até melhor, porque os órgãos estão próximos de quem está executando a obra.”

As transferências especiais são autorizadas para emendas individuais, aquelas indicadas por cada deputado e senador no Orçamento. Uma mudança na Constituição, em dezembro de 2019, permitiu esse recurso no Orçamento para os anos seguintes.

OPOSIÇÃO REAGE – Agora, o Congresso avalia ampliar o modelo sem carimbo para aquelas indicadas coletivamente por parlamentares de um mesmo Estado. Não há consenso, porém, sobre essa ampliação porque parlamentares de oposição aos governadores de seus Estados resistem a repassar recurso livre às administrações estaduais.

O primeiro ano das emendas sem carimbo, em 2020, serviu como um teste, na avaliação dos parlamentares. Vendo os recursos chegarem com mais rapidez em relação às outras indicações, a adesão aumentou. “Realmente, só conseguirei verificar o exato uso na prestação de contas, mas espero que o dinheiro público chegue o quanto antes a quem precisa”, disse o senador Plínio Valério (PSDB-AM), autor de R$ 1,980 milhão em emendas sem carimbo.

O Tribunal de Contas da União (TCU), que fiscaliza as contas do governo federal, e o Ministério da Economia, responsável pelas transferências indicadas pelos parlamentares, ainda não verificaram onde foi gasto o dinheiro repassado por meio de emendas especiais, sem carimbo, no ano passado, quando houve eleições municipais.

FISCALIZAÇÃO PRECÁRIA – As transferências especiais, segundo o TCU, ainda não foram tratadas em nenhum processo específico, mas serão contempladas na análise das contas do presidente Jair Bolsonaro, a ser enviada ao Congresso em junho. Na prática, porém, a fiscalização depende da prestação de contas feitas por Estados e municípios. “Como o controle do atendimento dessas condições fica a cargo do governo local, a prestação de contas pelo ente beneficiário torna-se crucial na verificação e na fiscalização do cumprimento da legislação”, disse o TCU.

Em resposta ao Estadão, o Ministério da Economia classificou esse tipo de emenda como um “marco inovador, uma vez que essa nova modalidade proporciona mais simplicidade na transferência desses recursos”. A pasta criou uma plataforma na internet para acompanhar os repasses para prefeitos e governadores – eles não são obrigados, porém, a prestar contas de como gastaram o dinheiro nesse portal. “O acompanhamento da execução desses recursos deve ser realizado pelos órgãos de controle competentes, como os Tribunais de Contas Estaduais e Municipais.”

CHEQUE EM BRANCO – Pela Constituição, as emendas sem carimbo passam a pertencer aos municípios e Estados no momento da transferência. Pelo menos 70% precisam ser aplicados em investimentos e não podem entrar na conta de arrecadação a ponto de aumentar as despesas com o pagamento de servidores. Quem recebe pode aplicar o recurso onde quiser, o que é criticado por órgãos de controle por representar um “cheque em branco”.

 “Nunca acompanhei prestação de contas. Isso é feito pelos prefeitos para os tribunais. É uma novidade muito recente”, afirmou o deputado Júlio Cesar (PSD-PI), que colocou R$ 6,1 milhões em emendas livres para municípios do Piauí.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A surpreendente matéria foi enviada à TI pelo comentarista José Antonio Perez, que aproveitou para fazer um desabafo: “Vejam que absurdo. Após inventarem as emendas de relator, que somam bilhões e o parlamentar destina como quer e para onde quer, agora surge essa nova modalidade de emenda sem carimbo, sem parecer técnico do ministério específico ou fiscalização do TCU. Além disso, as distorções na representação parlamentar fazem com que a maior parte do dinheiro vá para o Norte e o Nordeste. Está tudo errado, com dinheiro público distribuído a rodo e sem critérios ou fiscalização, em troca de apoio parlamentar ao presidente. Uma vergonha, mesmo!”.

Moraes nega pedido de liberdade de Daniel Silveira e STF adia julgamento sobre recebimento de denúncia


Defesa perdeu a data limite para enviar manifestação ao tribunal

Rayssa Motta e Rafael Moraes Moura
Estadão

Em um início de sessão conturbado, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu adiar a análise da denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ). A matéria estava prevista na pauta desta quinta-feira, 11.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso e responsável por determinar a prisão preventiva do parlamentar, explicou que reabriu o prazo para a defesa prévia depois que os advogados perderam a data limite para enviar sua manifestação ao tribunal. De acordo com ministro, assim que a defesa se manifestar, o caso será levado novamente ao plenário.

NOVO PRAZO – “O prazo para defesa preliminar do eminente deputado findou sexta-feira passada sem nenhuma manifestação. Solicitei a pauta, até porque o denunciado encontra-se preso, e foi marcada a pauta. Somente na data de ontem (quarta-feira), o que muito me estranhou, a defesa peticionou solicitando a abertura de novo prazo de 15 dias, sob argumentação de que precisaria agora ter também contato com os inquéritos 4828 [atos antidemocráticos] e 4781 [fake news], que são simplesmente citados na denúncia exemplificativamente e não fazem parte dos fatos imputados”, explicou o relator na abertura da sessão.

Moraes ainda disse que o prazo foi reaberto em ‘homenagem ao princípio da ampla defesa’ e por envolver outro Poder da República. “Apesar da defesa ter se quedado inerte no prazo, apesar da preclusão, da extemporaneidade da petição, pois o denunciado e sua defesa deixaram escoar o prazo legal, mas em homenagem ao princípio da ampla defesa, do contraditório, e aqui é uma questão envolve os Poderes da República, determinei a devolução do prazo de 15 para apresentação da defesa preliminar. Assim que a defesa por apresentada, imediatamente solicitarei nova pauta para que possamos analisar a denúncia”, disse.

PEDIDO NEGADO – Na quarta-feira, dia 10, o ministro negou um pedido de liberdade do deputado. No despacho, afirmou que só iria reavaliar a prisão após o tribunal decidir se recebe ou não a denúncia contra o parlamentar. Com o adiamento do julgamento, Moraes se comprometeu a analisar a possibilidade de flexibilização da detenção.

Na sessão desta quinta, o decano Marco Aurélio Mello chegou a sugerir que os ministros votassem a substituição da prisão por medidas cautelares. “É a consideração que faço, até em deferência ao Parlamento, ao Congresso Nacional”, disse.

“XERIFE” – O ministro Alexandre de Moraes não gostou e disse que o pedido era um ‘desrespeito’ ao princípio da relatoria. Recebeu então de Marco Aurélio a alcunha de ‘xerife’. “O relator tem os atos submetidos ao colegiado e no caso ao verdadeiro Supremo, que é o plenário”, afirmou. 

A prisão de Daniel Silveira, determinada por Alexandre de Moraes, foi confirmada em seguida pelo plenário do Supremo. A Câmara também referendou a detenção. Na sequência, a PGR denunciou o deputado no inquérito dos atos antidemocráticos por ameaças contra ministros do STF divulgadas em vídeos nas redes sociais.

Em outra frente de investigação, sobre a disseminação de ‘fake news’ contra o tribunal, a Procuradoria sugeriu a aplicação de medidas restritivas alternativas à prisão, como a proibição de se aproximar das dependências do Supremo e uso de tornozeleira eletrônica.

Aras diz ao STF que apura notícias contra Bolsonaro e ministros por defesa da cloroquina no combate à covid-19


Tanto Bolsonaro quanto a cloroquina não têm eficácia comprovada

Pepita Ortega e Rayssa Motta
Estadão

O procurador-geral da República, Augusto Aras, encaminhou manifestação ao Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira, dia 10, informando que tramitam na instituição, para apuração disciplinar, quatro notícias de fato contra o presidente Jair Bolsonaro e ministros do governo federal em razão da defesa da utilização da cloroquina, da azitromicina e da ivermectina no tratamento da covid-19, sem comprovação científica.

A indicação foi feita à ministra Rosa Weber, que encaminhou à PGR uma notícia-crime do PDT contra o presidente. Aras indicou que a instituição já estava a par das questões levantadas pelo partido e pediu que a queixa-crime fosse negada, em razão das apurações preliminares já abertas.

MEDIDAS CABÍVEIS – “Os fatos narrados pelo noticiante já são de conhecimento da Procuradoria-Geral da República, no âmbito da qual tramitam, para apuração preliminar, a Notícia de Fato 1.00.000.014993/2020-01, instaurada em desfavor do noticiado, bem como outros procedimentos instaurados em desfavor de Ministros de Estado em tese envolvidos nos fatos. Caso surjam indícios mais robustos da possível prática de ilícitos pelo requerido, serão adotadas as medidas cabíveis”, registrou o PGR no documento.

Como mostrou a repórter Célia Froufe, na notícia crime apresentada ao Supremo, o PDT acusou Bolsonaro de expor a vida ou a saúde de pessoas a perigo direto e iminente. ““Houve excessiva difusão da cloroquina, com prováveis ilegalidades no gasto do dinheiro público, quando não há sequer estudo científico que comprove a eficácia do medicamento no combate e prevenção ao novo coronavírus”, alegou a legenda.

Governo recua e lança uma campanha desesperada para disfarçar a sabotagem de Bolsonaro ao combate à Covid

Publicado em 12 de março de 2021 por Tribuna da Internet

Bolsonaro volta a usar máscara e diz que “não desamparou o povo” | Política | Valor Econômico

O “capitão Cloroquina” de repente virou adepto da máscara

Bruno Boghossian
Folha

O governo lançou uma operação desesperada para disfarçar a sabotagem de Jair Bolsonaro aos esforços de combate à pandemia. O estrago está feito, mas o presidente abriu um baú de mentiras, distorções e omissões para fingir que jamais criou embaraços à vacinação ou desestimulou medidas de proteção.

Depois de incentivar aglomerações e ignorar o uso de máscaras, Bolsonaro apareceu com o nariz e a boca cobertos durante um evento oficial nesta quarta (10). No início do ano, ele dizia que a eficácia daquele equipamento era “uma ficção”.

BELA ENCENAÇÃO – A cerimônia foi o mais recente ato da encenação que tenta encobrir o desprezo do governo na busca por imunizantes. Num discurso, Bolsonaro listou ações burocráticas e omitiu as dificuldades que ele mesmo fabricou no caminho.

A trama começou há pouco mais de um mês. No início de fevereiro, o presidente alegou que nunca fora “contra a vacina”. O passado desmente Bolsonaro. Ele já afirmou que pegar o vírus era “a melhor vacina” e fez propaganda de remédios ineficazes contra a Covid ao sugerir que seria “mais barato investir na cura”.

O objetivo do governo é não só abafar as declarações de Bolsonaro mas convencer o país de que o presidente fez o possível para garantir a imunização dos brasileiros. Basta lembrar, porém, que o ministro da Saúde desdenhou da angústia pela vacinação e que o presidente recomendou comprar doses “na casa da tua mãe”.

METAMORFOSE AMBULANTE – Bolsonaro sentiu o aperto dos números vacilantes da economia, as pesquisas eleitorais e a pressão de empresários impacientes com a demora na imunização. Também decidiu testar a variante enganadora ao enxergar um discurso pró-vacina do lado oposto da arena política, com o ex-presidente Lula.

A mutação de Bolsonaro é uma anomalia. Ele nunca se mostrou interessado em criar um plano para o país e, agora, só pensa em preservar a própria imagem. Ao menos uma coisa não mudou: o presidente não disse uma única palavra para reconhecer a tragédia de um país com 2.349 mortos num único dia, como aconteceu nesta quarta-feira.

Relator do TRF-4 enfrenta a sanha de Fachin e sai em defesa da Operação Lava Jato

Publicado em 12 de março de 2021 por Tribuna da Internet

Relator vota por aumentar para 17 anos a pena de Lula no caso do sítio

Julgamos 1.300 recursos da defesa de Lula, diz Gebran Neto

Felipe Bächtold
Folha

Relator na segunda instância, o juiz João Pedro Gebran Neto, do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) leu em sessão da corte um texto em desagravo à investigação após novas derrotas da operação  Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal) nesta semana. Gebran, na quarta-feira (10), disse que a operação desvelou o “maior escândalo de corrupção da história” do país e que os prejuízos à Petrobras são estimados em R$ 30 bilhões.

As declarações ocorrem após a decisão do ministro Edson Fachin de anular, na segunda-feira (8), duas condenações do ex-presidente Lula que já tinham sido referendadas no TRF-4, o que devolveu ao petista os direitos políticos. Um dia depois, os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram, em julgamento ainda não finalizado, pela suspeição do ex-juiz Sergio Moro em um dos casos, o do tríplex de Guarujá.

SEMPRE NA FORMA DA LEI – Na sessão de quarta, Gebran disse que se via na obrigação de reafirmar que ele e colegas sempre agiram em compromisso com as leis.

“Por vezes decisões podem ser reformadas, porém, nenhuma revisão de decisões tem o apanágio de sombrear a qualidade e a retidão daquilo que foi desenvolvido nesta corte. Muito menos trazer conotações ou ofensas pessoais, mas tão somente indicar a interpretação diversa sobre o direito pleiteado”, disse o juiz.

Também lembrou que a operação completa sete anos neste mês e disse: “Não temos nada a comemorar, somente destacar o sentimento de termos dignamente cumprido a Constituição”.

1.300 RECURSOS – Gebran listou o trabalho realizado pela corte, com julgamento de 1.300 recursos relativos à Lava Jato, e disse que as muitas decisões confirmadas na instância seguinte, o STJ (Superior Tribunal de Justiça), mostram que ele e colegas atuaram “com o mais elevado espírito de justiça”.

O relator ainda afirmou que sempre escutou em gabinete acusação e defesa. Uma das maiores críticas a Moro era justamente o contato próximo com procuradores da República, como mostrado em mensagens hackeadas no aplicativo Telegram.

Disse que houve na corte “acurado exame das provas licitamente obtidas” e que o trabalho provocou “sacrifício e renúncias” pessoais.

TRANSPARÊNCIA TOTAL – “Ouvimos em gabinete, e em reuniões virtuais, todos os advogados, nas milhares de vezes em que nos procuraram, bem como atendemos os procuradores da República quando igualmente vieram aos gabinetes despachar. E sempre houve mútuo, elevado e republicano respeito, cortesia e decoro.”

O TRF-4, com sede em Porto Alegre, julga desde 2014 apelações da vara da Lava Jato em Curitiba, incluindo pedidos de habeas corpus.

Ao longo da operação, os juízes de segundo grau geralmente mostraram alinhamento com as decisões da primeira instância, embora também tenham, nos últimos anos, decidido enviar para outros estados casos sobre quais consideraram que não eram de atribuição da Vara Federal no Paraná.

AMPLIAÇÃO DA PENAS – Nas duas condenações de Lula, os juízes da corte decidiram ampliar as penas que tinham sido fixadas em primeira instância.

Nesta quinta-feira (11), a direção do TRF-4 divulgou uma nota para afirmar que, por conta da Lei Orgânica da Magistratura, tem o dever de “não manifestar opinião sobre processos pendentes, nem juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças de quaisquer órgãos judiciais”.

Disse ainda que todos os julgamentos “seguem o devido processo legal e atendem o dever de fundamentação/motivação das decisões judiciais, assim como observam os princípios da colegialidade e da livre apreciação das provas e o predicado da independência da magistratura”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Até que enfim aparece um operador de Direito para enfrentar a insanidade de Edson Fachin. Infelizmente, porém, o desembargador Gebran se manifestou genericamente, sem entrar no mérito da decisão errada de Fachin sobre a questão da competência da 13ª Vara de Curitiba, leia-se: juiz Sérgio Moro. (C.N.)

Bolsonaro adota discurso ameaçador e diz que poderá ocorrer invasão a mercados, fogo em ônibus e greves


Charge do Duke (domtotal.com)

Deu no Correio Braziliense

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender, nesta quinta-feira, dia 11, a vacinação da população para conter o avanço da covid-19 no Brasil, mas criticou as medidas de isolamento social. Durante participação virtual em reunião da Frente Parlamentar Mista das Micro e Pequenas Empresas, Bolsonaro citou a possibilidade de invasões e greves em função do lockdown.

Bolsonaro criticou diretamente as medidas adotadas pelos governadores de São Paulo, João Doria, e do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Doria anunciou nesta quinta-feira novas restrições, inclusive toque de recolher no Estado, medida também aplicada no Distrito Federal. Bolsonaro comparou o isolamento a um “sapo fervido”, ou seja, depois de aumentada a temperatura, “não sai mais da panela”.

AMEAÇA – “Até quando? Até quando nossa economia vai resistir? Se colapsar, vai ser uma desgraça. O que poderemos ter brevemente? Invasão a supermercado, fogo em ônibus, greves, piquetes, paralisações. Onde vamos chegar? Será tarde para o sapo sair da panela”, disse Bolsonaro. No discurso do presidente da República, enquanto o governo federal combate o desemprego, prefeitos e governadores estão “destruindo” a economia.

Nas últimas duas semanas, o Brasil viu a média diária de óbitos saltar 43%. Em 25 de fevereiro, o número estava em 1.150. Agora está em 1.645, o maior da pandemia. Na quarta-feira, 10, o Brasil registrou 2.349 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com dados do consórcio formado por veículos de imprensa.

“Lamento todas as mortes que ocorrem, todas as mortes. Lamento essa desgraça que se abateu sobre o mundo, mas nós temos que olhar para frente, buscar minimizar a dor dessas pessoas, buscar minimizá-la com vacina. Toma vacina. Abrimos para comprar praticamente de todos os laboratórios depois de aprovado pela Anvisa.” O presidente afirmou que nunca negou a vacina. Em dezembro, porém, ele afirmou que não tomaria o imunizante.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
Bolsonaro deveria seguir o exemplo de outros verdadeiros líderes mundo afora que buscam minimizar diferenças e focar na proteção de suas populações, promovendo a coesão. Mas, por aqui, o mandatário mente, defende ações para expor a população ou faz discursos em tom de ameaça para aumentar ainda mais o clima de pavor.  (Marcelo Copelli)

Cartórios da Bahia passam a recepcionar procurações para acesso os serviços digitais da Receita Federal

 

Amanda Christina Pereira de Jesus

Cartórios da Bahia passam a recepcionar procurações para acesso os serviços digitais da Receita Federal

Serviço terá início nesta sexta-feira (12.03) nas 701 unidades de Registro Civil do Estado, possibilitando aos cidadãos que não possuem certificados digitais acessarem documentos para a Declaração do Imposto de Renda

Cidadãos que necessitem da 2º via de suas Declarações de Imposto de Renda ou outros documentos da Receita Federal do Brasil (RFB), e não possuem certificados digitais para utilizar a plataforma de serviços do Órgão, podem agora se dirigir a qualquer um dos 701 Cartórios de Registro Civil presentes em todos os municípios da Bahia para outorgar procuração a pessoa de sua confiança, que possua acesso a certificado digital, para agir em seu nome e solicitar documentos perante a Receita.

A novidade se dá dias depois da abertura do prazo para fazer a Declaração do Imposto de Renda 2021, momento em que muitas pessoas necessitam de diversos documentos originários da própria Receita, como a declaração do ano anterior, para preencherem o formulário anual. Neste ano, a declaração poderá ser entregue até o dia 30 de abril e atinge todos aqueles que receberam um total de rendimentos tributáveis (salário, bônus na empresa, etc) igual ou maior a R﹩ 28.559,70 em 2020.

O novo convênio firmado entre a Receita Federal do Brasil (RFB) e a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) tem como base a Lei Federal nº 13.484/17, que transformou os Cartórios de Registro Civil, presentes em todos os municípios e distritos do País, em Ofícios da Cidadania, podendo realizar parcerias com Órgãos Públicos para a solicitação e entrega de documentos de identificação.

Para emitir essa procuração e ter acesso ao sistema e-CAC da Receita Federal, o usuário deverá acessar o site da Receita Federal e preencher o documento, indicando quais serviços o procurador poderá acessar, ou indicar todos os serviços. Com o documento preenchido, basta se dirigir ao Cartório de Registro Civil mais próximo, que fará a validação do documento e o enviará à Receita. O processo até a liberação do procurador poderá ser acompanhado eletronicamente pelo usuário.

Para o presidente da Arpen-BA, Daniel de Oliveira Sampaio, a presença dos cartórios em todos os municípios do Estado é uma facilidade que começa a ser melhor explorada pelo Poder Público. "Com esse recurso, juntamente a Receita Federal, conseguimos ampliar os serviços disponíveis nos cartórios e o alcance, para que qualquer cidadão seja beneficiado."

Para a Receita Federal do Brasil (RFB), o convênio amplia em 2.704% sua rede de atendimento no Estado, até então composta por 25 unidades físicas. Segundo o José Humberto Valentino Vieira, coordenador-Geral de Atendimento da RFB, "esta parceria, este trabalho colaborativo oferece ótimas perspectivas para a oferta de serviços públicos, possibilitando mais alternativas para que a população possa ser assistida pelos serviços prestados pela Receita Federal do Brasil".

Para fins de sustentabilidade dos serviços prestados, os Cartórios de Registro Civil poderão cobrar do solicitante uma tarifa no valor de R﹩ 14,00. Já os principais serviços feitos em Cartórios permanecem gratuitos: inscrição no CPF realizada no ato do registro de nascimento e cancelamento no caso de óbito.

Sobre a Arpen/BA

A Associação dos Registradores Civis das Pessoas Naturais do Estado da Bahia (Arpen/BA) conta com 217 associados, do total de 286 titulares de Registro Civil do Estado da Bahia distribuídos por todos os municípios e distritos baianos, responsáveis pelos principais atos da vida civil dos cidadãos, entre eles os registros de nascimentos, casamentos e óbitos. Associação legítima representante da categoria no âmbito estadual e nacional.

Assessoria de Comunicação da Associação dos Registradores Civis das Pessoas Naturais do Estado da Bahia (Arpen/BA)

Assessores de Comunicação: Alexandre Lacerda,

Amanda Pereira e Deborah Viveiros

Tel: (11) 99614-8254 / (61) 99137-0575/ (11) 95650-7500

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