quarta-feira, janeiro 13, 2021

Prefeito eleito de Goiânia, Maguito Vilela morre por complicações da Covid-19

Bahia Notícias

Prefeito eleito de Goiânia, Maguito Vilela morre por complicações da Covid-19
Foto: Divulgação

Eleito e já empossado, o prefeito de Goiânia, Maguito Vilela (MDB), veio a óbito nesta quarta-feira (13), aos 71 anos. Ele estava licenciado do cargo, já que estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, tratando complicações decorrentes da Covid-19. Como a diplomação ocorreu antes, o vice-prefeito eleito, Rogério Cruz (Republicanos), deve assumir a prefeitura da cidade de forma definitiva.

 

O óbito foi confirmado pelo secretário de Comunicação da capital goiana, Bruno Rocha Lima, que disse que a "família está providenciando o traslado do corpo de São Paulo para Goiás e ele deve ser sepultado em Jataí, sua terra natal".

 

O G1GO lembra que Luiz Alberto Maguito Vilela foi diagnosticado com coronavírus no último 20 de outubro, quase um mês antes do primeiro turno da eleição. Dois dias depois, ele foi internado num hospital de Goiânia até que no dia 27 daquele mês o político já tinha 75% de inflamação nos pulmões e um alerta para o nível crítico e saturação do oxigênio no sangue. Diante desse quadro, ele foi transferido para o hospital de São Paulo, onde foi entubado três dias depois.

 

De acordo com a publicação, Vilela chegou a ser extubado em 8 de novembro, mas no dia 15 daquele mês, quando foram realizadas as eleições em primeiro turno, precisou novamente ser entubado. Seu quadro de saúde, no entanto, não impediu que ele fosse eleito para gerir a capital de Goiás no segundo turno. Vilela conquistou 52,60% dos votos contra o senador Vanderlan Cardoso (PSD).

 

Durante todo esse tempo, o emedebista permaneceu internado, mas chegou a ser transferido para um leito de UTI comum do hospital, em 3 de dezembro. Já no dia 11, Vilela apresentou um sangramento nos pulmões e passou por cirurgia. Ele voltou a ter um quadro estável, com redução de sedativos, mas depois de 80 dias internado, o prefeito sofreu uma infecção nos pulmões, provocada por bactérias e fungos, e não mais resistiu.

 

A publicação lembra que, em agosto, duas irmãs do político também morreram por Covid-19 num intervalo de menos de 10 dias. Assim como ele, elas eram idosas, com 82 e 76 anos.

 

Natural de Jataí, no sudoeste de Goiás, Vilela era advogado de formação. Na política, foi vereador, deputado federal, deputado estadual, governador e senador. Ele também comandou a cidade de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana, por dois mandatos. Em 2007, assumiu o Banco do Brasil. Vilela deixa quatro filhos, esposa e uma enteada.

CNJ abre nova investigação contra desembargadores do TJ-BA por beneficiar OAS

Bahia Notíicias

CNJ abre nova investigação contra desembargadores do TJ-BA por beneficiar OAS
Desembargadora Dinalva Laranjeira | Foto: Reprodução / TV Bahia

A corregedora nacional de Justiça, Maria Thereza de Assis Moura, abriu um procedimento para investigar possíveis infrações funcionais cometidas por desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) em processos de grilagens de terras em Itapuã, em Salvador.

 

O pedido de providências foi feito ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pela subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, responsável pelas investigações da Operação Faroeste. O pedido de providências aponta que as desembargadoras Maria da Graça Osório Pimentel Leal, Dinalva Laranjeira e Maria do Socorro Santiago, além dos desembargadores Gesivaldo Britto e Salomão Resedá teriam cometidos infrações disciplinares. 

 

O caso teria chegado até a subprocuradora através de José Carlos Brandão, Cristiane Marcel Brito e Leda Maria Brandão. Eles noticiaram ao Ministério Público Federal (MPF) supostas infrações dos desembargadores para “grilar as terras do falecido Manoel da Purificação Galiza, por meio de decisões judiciais forjadas” e de “anular os registros de suas terras em favor do Grupo OAS”. Os reclamantes afiram que a família é dona do “Sítio Parimbamba” situado em Itapuã, Salvador, desde 1902, “quando pagavam arrendamento para o seu proprietário, João Antunes Rodrigues Costa – das terras Mussurunga (de onde foi desmembrado o Sítio Parimbamba em 1933, quando da sua aquisição)”.  

 

Dizem que a escritura do imóvel foi registrada no Cartório do 2º Registro de Imóveis em 28 de setembro de 1933. No entanto, relatam que “o Estado da Bahia (...) modificou, alterou a continuidade do Registro que era de ‘Terras Próprias desde 1907, passando-as pata “domínio útil’ prejudicando (...) a família dos adquirentes com consequências até os dias atuais”. A família relata que, em 1984, Galiza ingressou com uma ação de usucapião para o corrigir o registro de 1933 e que a ação foi julgada pela 15ª Vara Cível de Salvador, tendo transitado em julgado em 1989. Após 23 anos, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) interpôs um recurso, distribuído em agosto de 2012 para ser julgado no TJ-BA. O argumento era de “prejuízo a particulares”, no caso, o espólio de Edmundo Visco, sucedido pela OAS. Os reclamantes destacam que Galiza faleceu em julho de 1989.  

 

A família também declarou que o MP-BA não participou da ação de usucapião encerrada em 1989 e aduziram que, quando a ação foi desarquivada em 2012, a Justiça retirou os cinco apensos que integravam o processo para alegar na fraude que o espólio não foi citado, que o MP-BA não participou da Usucapião, que não houve planta e memorial da área usucapiada, que a participação da Litisconsorte Helenita Galiza foi irregular, e, tantas outras facilidades “acobertadas” pela ausência dos documentos, “onde se encontravam a verdade dos fatos”. 

 

Na época, o recurso foi distribuído para a desembargadora Dinalva Laranjeira, integrante da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, a qual “levou adiante o processo e a fraude, sabendo da impossibilidade de se julgar a questão já apreciada antes pelo Tribunal, em 2 agravos, uma vez que estes agravos foram subtraídos do processo”; que, mesmo diante de inúmeros requerimentos, “nunca recebeu os denunciantes e seus patronos em seu gabinete; e que conduziu os autos sendo que a parte apelada já era falecida há mais de 20 anos”.

 

Sustenta que o início da questão surgiu em 2010, quando ajuizaram uma ação de indenização por danos morais contra o Grupo OAS, por ter a empresa “incorporado as terras do Sítio Parimbambas nos limites da Fazenda Itapuã, de sua propriedade”. Afirmaram que o desembargador Salomão Resedá, relator do recurso de indenização, considerou que o caso estava prescrito, além de ter analisado os autos em três meses, sendo que, em outros processos da OAS, o prazo médio é de três anos. Já sobre Maria do Socorro, Gesivaldo Britto e Maria da Graça, os requerentes alegam que eles não admitiram a remessa de recursos para os tribunais superiores “para que não fossem apreciadas as ilegalidades acerca de um defunto ter participado de um recurso, como parte apelada, em oposição à Lei, sob fraude processual e ideológica, em que esses desembargadores produziram decisões acolhendo e acobertando fraudes sórdidas e hediondas, como aquela onde se depravou o processo subtraindo cinco apensos, e, fizeram o julgamento, ainda assim, com omissões e decisões dos desembargadores agasalhando todo esse esquema de fraudes”. 

 

Para a conselheira, há uma linha tênue que separa os fatos e, por isso, pediu informações a 1ª vice-presidência do TJ-BA para intimar os desembargadores para se manifestarem sobre os fatos narrados. 

Jornalista demitida da Globo diz ter sido 'prejudicada' por denunciar assédio de chefe

 Bahia Notícias

Jornalista demitida da Globo diz ter sido 'prejudicada' por denunciar assédio de chefe
Foto: Reprodução / Globo

Demitida no último dia cinco de janeiro da Globo em Minas Gerais, a jornalista Carina Pereira desabafou nas redes sociais, nesta terça-feira (12), Ela, que estava à frente do noticiário esportivo do matinal "Bom Dia Minas", disse ter sofrido assédio moral por parte de seus superiores.

 

"Aconteceram algumas coisas que já estavam somando. Enfrentei uma redação de esporte e não sabia que seria tão desafiador assim. Enfrentei muito preconceito por ser mulher e por não ser desse meio", iniciou.

 

Ela ficou na empresa por sete anos. "No começo eram piadinhas dos colegas, algum tratamento diferenciado porque eu não era dali, mas depois foi o meu chefe. Ele dizia: 'Ah, a Carina consegue essa exclusiva porque é mulher, tem o que você não tem, oferece o que você não oferece...' Quando era colega, eu retrucava, mas quando era o chefe, não, porque era alguém que eu admirava. E as coisas foram piorando", lembrou.

 

Em seguida, a comunicadora revelou que chegou a fazer uma denúncia no RH da afiliada. "O que ele fazia comigo, ele fazia com outros colegas. A gente resolveu denunciar. Primeiro, a gente foi no RH. Não resolveu muito. Depois a gente fez uma denúncia na ouvidaria da empresa. Fui mudada de horário, de função. Para mim, as coisas pioraram. Eu era a única mulher dessa galera que denunciou e sinto que fui a única prejudicada. Aquilo me entristecia. Aquilo ficava na minha cabeça. Por que para mim as coisas eram mais difíceis?", refletiu.

 

De acordo com o UOL, ela chegou à Globo Minas em 2014 depois de se destacar na TV Integração, afiliada da emissora no interior do estado. Foi setorista do Atlético-MG até 2017, quando virou apresentadora do "Globo Esporte Minas" após a saída da jornalista Maira Lemos. Em julho de 2019, quando um novo comando assumiu o jornalismo global na capital mineira, Carina saiu do esportivo e foi escalada para o "Bom Dia Minas", programa em que trabalhava até a demissão.

Demissões no Banco do Brasil e na Ford afetam arrecadações do INSS, do FGTS e do IR


TRIBUNA DA INTERNET | Crise do desemprego exige solução rápida, o país não  pode esperar

Charge do Jean Galvão (Arquivo Google)

Pedro do Coutto

O Banco do Brasil divulgou segunda-feira que abriu plano de demissões voluntárias com objetivo de reduzir 5 mil empregados de seu quadro, hoje calculado em 93 mil em todo o país. Reportagem de Fábio Pupo e Isabela Bolzani focaliza o assunto. Por coincidência, haverá outras 5 mil demissões com o fechamento das unidades da Ford em nosso país.

O Globo e a Folha de São Paulo destacam mais essa redução no mercado de trabalho. No Globo assinam a matéria Henrique Gomes Batista, João Sorima Neto e Bruno Rosa. Na Folha, a reportagem é de Eduardo Sodré, Fernanda Brigatti e João Valadares.

EFEITOS NEGATIVOS – Os reflexos vão se fazer sentir tanto no plano econômico quanto na área social. Falei em área social e acentuo que Guedes e sua equipe não atribuem importância a esse segundo reflexo. Mas vamos destacar os principais aspectos que aliás estão no título deste artigo.

Com as demissões, cai a receita do INSS, já abalada pelo desemprego que atinge 14 milhões de brasileiros. O BB deixará de recolher a parte de 20% sobre os salários, que é a contribuição empresarial para com o INSS. Deixará também de recolher 8% mensais para o FGTS.

Cada emprego que se perde reflete também na parte do desconto na folha de cada trabalhador. Como se constata esses são os reflexos diretos na receita da Previdência Social e do FGTS. A parte do IR vai se fazer sentir quando da declaração anual do exercício deste ano de 2021 a ser pago em 2022.

INCENTIVOS PARA DEMITIR – No caso do Banco do Brasil as despesas com desligamentos serão adicionadas em função dos incentivos ofertados pelo banco. Tenho a impressão de que as demissões chamadas voluntárias têm como objetivo reduzir o passivo trabalhista e com isso, segundo Paulo Guedes proporcionar menor desembolso para a empresa que poderá assumir o BB no projeto de privatização.

Aliás de voluntárias as demissões só têm o nome, como aconteceu por exemplo em Furnas. Ou seja, quem não aderir será desligado sem os incentivos que seduzem as demissões.

É o caso também da Ford, com a diferença de que a montadora vai apenas pagar as indenizações previstas na CLT que são o aviso prévio, salário mensal, 13º proporcional, ferias proporcionais e multa de 40% sobre o saldo acumulado do FGTS.

DRAMA SOCIAL – A repercussão das demissões na Ford, destaque em todos os jornais de terça-feira, revela em cores fortes o drama social que está desencadeado em todo o país, com repercussões no exterior.

Afinal a montadora é uma multinacional americana, cujo fundador Henry Ford destacava a necessidade vital do emprego, inclusive para assegurar parcelas de crescimento do PIB e a capacidade de consumo de modo geral, vital para quem pretende vender veículos.

Ao contrário do que pensa Paulo Guedes. Henry Ford era considerado um capitalista, mas tinha preocupações sociais.                   O pensamento de Henry Ford é absolutamente contrário à atual política econômica no governo Jair Bolsonaro.

Entenda o que Olavo de Carvalho pensa dos bilionários capitalistas que hoje financiam a nova esquerda


Frases do Carvalho - Home | FacebookMário Assis Causanilhas

Na segunda parte de sua análise, o antropólogo social Flávio Gordon explica as teorias do filósofo Olavo de Carvalho sobre globalismo e socialismo. A seu ver, os maiores empresários do mundo, que ele chama de metacapitalistas, investem na esquerda para conseguir se livrar da submissão ao mercado e ficar imunes a crises.

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O SOCIALISMO DOS GRÃOS-SENHORES E DOS ENGENHEIROS SOCIAIS A SEU SERVIÇO

Flávio Gordon     Gazeta do Povo

A ideia de que ricos de esquerda são uma impossibilidade é um vício de raciocínio contaminado com elementos de marxismo, a começar pela teoria da determinação material da consciência A hipótese acima resumida não é minha, mas do filósofo Olavo de Carvalho. Há quase duas décadas, Olavo já refletia sobre o tema, que até hoje soa inverossímil para a nossa provinciana classe falante.

Para qualificar tipos como Soros, Rockefeller, Ford – e, numa escala menor, talvez até o nosso Lemann –, o filósofo cunhou o termo metacapitalistas.

O NOVO SOCIALISMO – No artigo “História de quinze séculos”, publicado no Jornal da Tarde em 2004, os metacapitalistas são definidos como “a classe que transcendeu o capitalismo e o transformou no único socialismo que algum dia existiu ou existirá: o socialismo dos grãos-senhores e dos engenheiros sociais a seu serviço”.

Segundo Olavo, ao contrário do burguês capitalista clássico, que tinha na fortuna acumulada a base exclusiva de seu poder, os metacapitalistas fundamentam o seu poder também no controle do aparato político, burocrático e militar, assemelhando-se, nesse sentido, às velhas aristocracias europeias, apenas que, ao contrário delas – cujo poder era socialmente legitimado pelo prestígio conquistado graças aos triunfos militares contra os invasores bárbaros, ao tempo do colapso do Império Romano –, a nova aristocracia metacapitalista detém um poder tão substancial quanto ilegítimo, baseado unicamente no autointeresse e na formação de oligopólios financeiros e políticos.

UM EPISÓDIO EFÊMERO – Em comparação com a longa duração das ordens medieval e absolutista – que, juntas, somam quase 15 séculos –, a ordem liberal-burguesa propriamente dita, fundada no livre mercado, teria sido um episódio efêmero na história humana. Parecendo descrever precisamente o cenário atual do ano 2021, em que os donos das maiores fortunas ocidentais investem pesado no fomento ao radicalismo de esquerda e no cortejo à ditadura comunista chinesa, Olavo explica:

“Um século de liberdade econômica e política é suficiente para tornar alguns capitalistas tão formidavelmente ricos que eles já não querem submeter-se às veleidades do mercado que os enriqueceu. Querem controlá-lo, e os instrumentos para isso são três: o domínio do Estado, para a implantação das políticas estatistas necessárias à eternização do oligopólio; o estímulo aos movimentos socialistas e comunistas que invariavelmente favorecem o crescimento do poder estatal; e a arregimentação de um exército de intelectuais que preparem a opinião pública para dizer adeus às liberdades burguesas e entrar alegremente num mundo de repressão onipresente e obsediante (estendendo-se até aos últimos detalhes da vida privada e da linguagem cotidiana), apresentado como um paraíso adornado ao mesmo tempo com a abundância do capitalismo e a ‘justiça social’ do comunismo. Nesse novo mundo, a liberdade econômica indispensável ao funcionamento do sistema é preservada na estrita medida necessária para que possa subsidiar a extinção da liberdade nos domínios político, social, moral, educacional, cultural e religioso”, diz o filósofo.

“CONTROLE DO PROCESSO” – Com isso, os megacapitalistas mudam a base mesma do seu poder. Já não se apoiam na riqueza enquanto tal, mas no controle do processo político-social. Controle que, libertando-os da exposição aventurosa às flutuações do mercado, faz deles um poder dinástico durável, uma neoaristocracia capaz de atravessar incólume as variações da fortuna e a sucessão das gerações, abrigada no castelo-forte do Estado e dos organismos internacionais…”, salienta Olavo de Carvalho, acrescentando:

“Essa nova aristocracia não nasce, como a anterior, do heroísmo militar premiado pelo povo e abençoado pela Igreja. Nasce da premeditação maquiavélica fundada no interesse próprio e, através de um clero postiço de intelectuais subsidiados, se abençoa a si mesma”.

Também em 2004, em palestra proferida na OAB de São Paulo, Olavo explica o problema de maneira ainda mais clara, esclarecendo o porquê de o establishment financeiro mundial (Wall Street, Davos, Fundação Rockefeller, Fundação Ford, Fundação Open Society etc.) apoiar invariavelmente movimentos e organizações de viés estatizante e socialista.  

SEM SUBMISSÃO AO MERCADO – “Para entender isso” – diz Olavo – “é preciso investigar um mecanismo que é gerado pelo próprio capitalismo, e que funciona assim: o sujeito, dentro da economia de mercado, prospera e enriquece de tal maneira que, quando chega num ponto, percebe não ter mais motivos para continuar submetido às oscilações do mercado. O mercado que o produziu, daí por diante, se torna uma ameaça. Então é preciso cair fora das leis de mercado para garantir a permanência da grande fortuna pelas gerações seguintes. O indivíduo, então, entra com um tipo de consideração que já não é capitalista, mas que é de ordem dinástica… A partir desse momento, a abordagem que essas pessoas fazem da sociedade já não corresponde a uma perspectiva capitalista, mas a uma perspectiva de tipo aristocrática… Quando essas grandes fortunas começam a raciocinar em termos dinásticos, elas têm de vencer o próprio mecanismo da economia de mercado que as constituiu, e só tem um jeito de fazer isso: você tem de dominar o Estado. Isso quer dizer que o poder dessas grandes organizações é econômico até certo ponto, mas depois se converte num poder político-militar que independe do curso dos assuntos econômicos porque detém os meios de dirigir, dominar e estrangular o mecanismo do mercado. A essas pessoas [donas das grandes fortunas] eu chamo de metacapitalistas. Metacapitalistas são aqueles que começaram como capitalistas, mas já transcenderam essa condição e se tornaram uma espécie de nova casta aristocrática”.

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TEORIA DE OLAVO DE CARVALHO EXPLICA ASCENSÃO
DA CHINA COMO POTÊNCIA CAPITALISTA E SOCIALISTA

Bolsonaro nunca falou tanto quanto agora sobre o risco de perder a eleição em 2022


jair bolsonaro: Últimas Notícias | GZH

Jair Bolsonaro aparenta temer a disputa no segundo turno

Bruno Boghossian
Folha

Jair Bolsonaro nunca falou tanto sobre o risco de perder a próxima eleição quanto nos últimos meses. A campanha do presidente para desacreditar o sistema de votação com falsas suspeitas de fraude carrega o aparente receio de sofrer uma derrota nas urnas em 2022.

A aliança de Bolsonaro com o centrão e a redução dos atritos com outros Poderes diminuíram as chances de um processo para removê-lo do cargo antes do fim do mandato. Seu foco exclusivo de sobrevivência política passou a ser a reeleição.

TEORIAS CONSPIRATÓRIAS – Se tivesse a expectativa de uma vitória arrasadora em 2022, o presidente não precisaria alimentar semanalmente teorias conspiratórias sobre as urnas eletrônicas. Ele mesmo, afinal, já disse que venceu uma eleição que considera enganosa porque teve “muito voto” em 2018.

Aliados de Bolsonaro podem até manter a fantasia e alegar que a ameaça existe porque seus adversários devem ampliar a falsa fraude na próxima disputa. O mais provável, no entanto, é que o capitão tenha percebido que a conjunção de fatores da última campanha pode não se repetir e que ele talvez não tenha “muito voto” no ano que vem.

ESTÁ NO SEGUNDO TURNO – A popularidade de Bolsonaro cresceu durante a pandemia. Os 37% de aprovação registrados pelo Datafolha são confortáveis o suficiente para levá-lo ao segundo turno, mas ele sabe que precisará atravessar um ano pedregoso na economia para sustentar seus números.

O presidente lança alertas a seus seguidores sobre os perigos da derrota para evitar que eles se afastem. Com frequência, ele se compara ao argentino Maurício Macri. “O que o pessoal fez? Porrada nele o dia todo. O que aconteceu? Voltou a ‘esquerdalha’ da Cristina Kirchner”, disse.

Na reunião ministerial que expôs as entranhas do governo, em abril do ano passado, Bolsonaro deu pistas sobre seu temor em deixar o poder. “Se for a esquerda, eu e uma porrada de vocês aqui tem que sair do Brasil, porque vão ser presos”, declarou. “E eu tenho certeza que vão me condenar por homofobia.”

Deputados bolsonaristas são acusados de infidelidade partidária por apoio a Lira e poderão ser expulsos do PSL

Publicado em 13 de janeiro de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)

Luiz Calcagno
Correio Braziliense

O grupo de bolsonaristas do PSL que decidiu divergir da posição do partido e apoiar Arthur Lira (PP-AL) para a presidência da Câmara pode sofrer um baque e ficar mais fraco. É que 20 dos 36 da bancada assinaram apoio ao candidato de Jair Bolsonaro para sucessão de Rodrigo Maia (DEM-RJ) na Casa.

Os infiéis respondem por um processo de infidelidade partidária e, se condenados, podem até perder o mandato. A executiva nacional da legenda aprovou, por unanimidade, nesta terça-feira, dia 12,  uma representação do grupo ao Conselho de Ética da agremiação.

EXPULSÃO – A expectativa é que o processo chegue ao fim com a expulsão dos parlamentares da legenda antes de fevereiro. O Conselho de Ética se reúne nesta quarta-feira, às 9h, para receber as representações, de autoria do 2º vice-presidente do PSL, o deputado Júnior Bozzella (SP). Após a apreciação, o colegiado encaminhará as notificações aos parlamentares processados, e eles terão um prazo de cinco dias para se defenderem. Então, em posse das representações e da defesa, o conselho vai proferir um parecer.

Segundo uma nota do partido, a decisão final do Conselho de Ética “ainda precisará ser referendada pela Executiva Nacional e, posteriormente, pelo diretório nacional do PSL”. Para a eleição na Câmara, a agremiação fechou posição, oficialmente, com Baleia Rossi (MDB-SP), candidato do presidente da Casa, Rodrigo Maia, e que tem posição pela independência ao Executivo. Porém, embora não ocupe a liderança da legenda na Câmara, o grupo de dissidentes bolsonaristas ainda forma maioria.

Embora a legenda lute para caçar os 20 mandatos, os parlamentares querem que o partido os expulse para que possam mudar de agremiação. Respondem ao processo administrativo General Girão (RN), Bia Kicis (DF), Carlos Jordy (RJ), Chris Tonietto (RJ), Sanderson (RS), Bibo Nunes (RS), Eduardo Bolsonaro (SP), Guiga Peixoto (SP), Coronel Tadeu (SP), Major Fabiana (RJ), Daniel Silveira (RJ), Vitor Hugo (GO), Carla Zambelli (SP), Alê Silva (MG), Helio Lopes (RJ), Aline Sleutjes (PR), Caroline de Toni (SC), Filipe Barros (PR), Junio Amaral (MG) e Márcio Labre (RJ).

MANDATOS –  Bozzella explica que há indícios suficientes para que os dissidentes sejam condenados por infidelidade partidária. O último episódio aconteceu nas eleições, quando os bolsonaristas fizeram campanha contra os candidatos do próprio partido. Porém, de acordo com o parlamentar, a perda do mandato é um segundo processo, dessa vez, judicial, em que o partido ou o suplente pedem a legislatura para si.

“Toda perda de mandato é relativa. O suplente tem que pedir. É um processo que corre na Justiça. Eu fiz as representações com relação aos 20. Temos elementos suficientes ao longo dos últimos dois anos. E eles são reincidentes. Nas eleições, por exemplo, apoiaram candidaturas contrárias ao PSL. Tivemos candidaturas vítimas desses deputados fazendo complô e declaração pública contra candidatos. Isso confunde o eleitor. Na minha opinião, tem que expulsar. Não dá para esses deputados mais infiéis, radicais, permanecerem. Eles rasgaram o dinheiro público que o PSL investiu nessas candidaturas”, disse.

Questionado sobre pedir os mandatos dos dissidentes, o deputada afirmou que acredita que eles pertencem ao partido e aos suplentes, e não aos deputados processados.

Derrocada da Ford já era esperada num mercado que os EUA não dominam mais


24 mil famílias serão afetadas por fechamento de Fábrica da Ford no ABC | SBT Brasil (20/02/19) - YouTubeGuilherme Almeida

As montadoras americanas há anos não estão conseguindo competir com as japonesas, coreanas, alemãs e chinesas. A Chrysler já foi comprada pela Fiat. A Ford tem vários processos no mundo devido alguns modelos terem pegado fogo devido erro de projeto e os custos dos recall. Em 2016 a Ford fechou as fabricas da Indonésia e Japão.

Nos EUA, em 2019/2020, a Ford resolveu parar a produção de automóveis e só manter picapes. O mesmo que estão fazendo na América do Sul.

OUTRAS MUDANÇAS – A General Motors começou a transferir suas montadoras para a China. Fiat-Chrysler, Peugeot e Citroën estão se fundindo.

As alemãs Volkswagen, Mercedes Benz, BMW, Porsche, Audi agora são um grupo só. E a Renault, a Nissan e a Mitsubishi formam outro grupo.

Este é o resultado do mundo globalizado. Precisamos ir nos acostumando.

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FORD DEVE R$ 335 MILHÕES AO BNDES

Bruno Rosa     /      O Globo

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) afirmou nesta terça-feira que já pediu esclarecimentos à Ford sobre sua decisão de fechar suas fábricas e encerrar a produção de veículos no Brasil, o que deve levar à demissão de cerca de 5 mil trabalhadores.

O BNDES tem dois contratos de financiamento direto de investimentos da Ford ativos, no valor de R$ 335 milhões, firmados em 2014 e em 2017. Há ainda outros R$ 54,2 milhões contratados em operações indiretas, intermediadas por outros bancos.

EXPLICAÇÕES – Ainda na segunda-feira, quando foi anunciado o fim da produção da Ford no país, a instituição de fomento informou que pediria explicações à montadora relacionadas às contrapartidas dos investimentos financiados.

O BNDES diz que aguarda respostas da montadora para “avaliar os impactos da decisão da companhia sobre os financiamentos diretos ainda em curso”.

Segundo o banco, as operações visavam ao desenvolvimento de novos produtos da companha no Brasil, para fortalecimento da engenharia nacional.

MANUTENÇÃO DO EMPREGO – “Esses contratos dispõem de cláusulas-padrão que visam à manutenção do emprego durante a implementação do projeto, que já ocorreu. Os financiamentos já passaram da metade do prazo total, estando com pagamentos em dia”, informou o banco estatal.

De acordo com levantamento feito pelo GLOBO, somente as 20 maiores operações do BNDES com a Ford somaram cerca de R$ 3,5 bilhões em linhas de financiamento desde 2002. Os projetos tinham foco em exportação, desenvolvimento de veículo e apoio a projetos sociais na comunidade.

Segundo o BNDES, entre as operações diretas feitas com a Ford, ainda há duas operações ativas. Por isso, o banco já procurou a empresa para pedir esclarecimentos.

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