domingo, dezembro 13, 2020

Só há um caminho contra a violência – desarmar e punir com rigor todo criminoso que andar armado


ranking de homicidios |José Antonio Perez

Os bandidos realmente têm muitas armas, inclusive de uso exclusivo das Forças Armadas. Então, vamos tentar incansavelmente desarmá-los. Quanto menos armas , menos homicídios, ponto! Armas somente para policiais e militares (com algumas restrições) e quem for surpreendido (civis) armado deve pegar cana dura, de prisão prolongada.

Contratei um advogado recentemente e ele comentou que tirou porte de caçador e já comprou 30 armas legalmente. Não possui sequer um cofre para guardá-las. Para que o sujeito quer 30 armas? Temos que copiar o que funciona. E onde funciona há  poucas armas em circulação, como em países europeus, no Japão etc.

LIBERAR É ERRO – Os Estados Unidos não servem de exemplo. As armas são liberadas, mas há frequentes matanças, apesar de as leis e os juízes por lá serem implacáveis. É cadeia certa (perpétua) ou cadeira elétrica para quem cometer homicídio doloso.

Aqui no Brasil estamos na contramão da civilidade! As leis e os juízes são permissivos. Resolver as coisas “na bala” é prática do tempo do faroeste! Armar a população significa “jogar a toalha”.

Não existe outra solução. O único caminho viável é desarmar os marginais, com rigor na punição de crimes cometidos por quem usa armas, como no Japão. Não é tarefa fácil mas esse é o caminho para a sociedade viver em paz.

Mises Brasil - Três comentários sobre o desarmamento no BrasilFALTA EQUILÍBRIO – Nem policiais aqui tem equilíbrio para andar armados. É frequente haver notícias de policiais trocando tiros ou sacando armas nas ruas do país por conta de nada ou quase nada. Imaginem o cidadão comum com um revólver na cintura , alcoolizado ou drogado?

Aqui em Brasília dois policiais bêbados trocaram tiro em um bar por conta de um simples esbarrão. Um morreu. Mais armas é igual a mais violência. Uma equação simples e facilmente comprovada pelos fatos.

https://www.correio24horas.com.br/amp/nid/policial-civil-mata-pm-a-tiros-em-boate-no-df-video-mostra-ambos-sacando-arma/

Serviços da Abin integram a série de recursos públicos malversados pela família Bolsonaro


TRIBUNA DA INTERNET | Defesa de Flávio Bolsonaro tenta de novo paralisar a  investigação da 'rachadinha'Deu na Folha

A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) produziu relatórios para ajudar a defender o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no suposto esquema de “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, segundo reportagem desta sexta-feira (11) pela revista Época.

Em um dos documentos, segundo a revista, a Abin deixou claro o objetivo: “Defender FB no caso Alerj demonstrando a nulidade processual resultante de acessos imotivados aos dados fiscais de FB”. FB é Flávio Bolsonaro, e Alerj, Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Advogados de Flávio querem provar que o caso das “rachadinhas” foi iniciado por causa de ações ilegais da Receita Federal. A Abin emitiu os relatórios para ajudar os advogados a comprovarem isso.

O filho do presidente é investigado sob suspeita dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e liderado uma organização criminosa. O Ministério Público do Rio suspeita que ele recolhia o salário de parte de seus antigos funcionários na Assembleia para benefício pessoal.

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OUTROS CASOS DE USO INDEVIDO DE RECURSOS PÚBLICOS

Relembre outros casos em que o clã Bolsonaro cruzou o limite entre público e privado, além do enriquecimento ilícito pelas rachadinhas e funcionários fantasmas de gabinetes parlamentares. No caso mais recente, o filho mais novo, Renan Bolsonaro teve serviços feitos de graça por uma fornecedora do governo.

Confira, a seguir, exemplos das práticas abusivas pela família do presidente da República.

Uso de helicóptero

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), o Zero Três, usou o helicóptero da Presidência para transportar convidados de seu casamento com a psicóloga gaúcha Heloísa Wolf, em maio do ano passado.

Nomeação para embaixada

O presidente Jair Bolsonaro anunciou, em julho do ano passado, que nomearia Eduardo para ocupar a embaixada brasileira em Washington. Ele recuou após a repercussão contrária.

Uso de redes sociais

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), o Zero Dois, admitiu que usa as redes sociais da conta oficial do pai, publicando declarações a atribuindo-as ao presidente.

Gabinete do Ódio

Contratação de assessores que trabalham no Gabinete do Ódio, liderado por Carlos Bolsonaro para plantar fake news contra  adversários do presidente.

Verbas para blogueiros

Distribuição de verbas públicas para patrocinar blogueiros e youtubers que prestam serviços ao Gabinete do Ódio.

Programa Pátria Voluntária

O governo desviou, neste ano, a finalidade de R$ 7,5 milhões doados especificamente para a compra de testes rápidos da Covid-19 e repassou a verba ao programa Pátria Voluntária, liderado pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Rachadinhas

Bolsonaro se reuniu com advogados do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), o Zero Um, no dia 25 de agosto, no Palácio do Planalto, para discutir estratégias sobre as investigações em torno do seu filho. O encontro não teve registro na agenda oficial

Serviços de produtora

​A cobertura com fotos e vídeos da festa de inauguração de uma empresa de Jair Renan Bolsonaro, o Zero Quatro, foi realizada gratuitamente por uma produtora de conteúdo digital e comunicação corporativa que presta serviços ao governo federal. Somente neste ano, a empresa, a Astronauta Filmes, recebeu R$ 1,4 milhão do governo Bolsonaro.

Esse caso, revelado pela Folha, foi o mais recente entre uma série de outros em que a família Bolsonaro cruza o limite entre o público e o privado.

Uso da Abin em caso das “rachadinhas” complicará plano de Bolsonaro de nomear novamente Ramagem para PF


Episódio traz à tona a intimidade entre Ramagem e a família Bolsonaro

Bela Megale
O Globo

Integrantes da Polícia Federal avaliam que a produção de relatórios da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para orientar a defesa de Flávio Bolsonaro no caso Queiroz dificulta muito qualquer movimento de Bolsonaro para nomear novamente Alexandre Ramagem para o comando do órgão.

Ramagem é o atual chefe da Abin e chegou a se reunir com as advogadas do senador no gabinete de Bolsonaro, em agosto, para discutir o caso. Nesta sexta-feira, dia 11, o colunista Guilherme Amado, da Revista Época, revelou que a Abin produziu ao menos dois relatórios para orientar Flávio Bolsonaro e sua defesa sobre como deveriam agir para obter os documentos que permitissem embasar um pedido de anulação do caso das “rachadinhas”.

PROXIMIDADE – Para integrantes da Polícia Federal, o episódio traz à tona novamente a relação íntima entre Ramagem e a família Bolsonaro, motivo que fez a nomeação do delegado ser suspensa pelo Supremo Tribunal Federal em abril. A avaliação de integrantes do órgão é que a atuação da Abin como uma espécie de “assessoria jurídica” do filho de Bolsonaro inviabiliza uma nova nomeação de Ramagem.

Eles acreditam que ele não teria condições de exercer o cargo de chefe do órgão sem despertar a desconfiança de que estaria atuando para atender aos interesses do governo. Para membros da PF, ter um delegado com esse histórico de intimidade com a família Bolsonaro colocaria em xeque a atuação da corporação, que é responsável por investigar o governo e seus aliados.

Há algumas semanas, a troca do comando da PF voltou a ser ventilada nos bastidores do órgão e também do Palácio do Planalto. A ideia era que a substituição do atual diretor-geral da PF, Rolando de Souza, por Ramagem acontecesse após a conclusão do inquérito que envolve o ex-ministro Sergio Moro e Jair Bolsonaro sobre interferência na corporação. Hoje, a avaliação dentro da PF é que não há clima algum para a mudança e que qualquer movimento nesse sentido pode mergulhar a PF em uma nova crise.

Legendas cobram “dízimo partidário” de filiados com cargos comissionados

Publicado em 13 de dezembro de 2020 por Tribuna da Internet

Charge do Dalcio (Arquivo do Google)

Paula Reverbel e Pedro Venceslau
Estadão

Ao menos dez partidos políticos brasileiros cobram porcentagem do salário dos seus filiados que ocupam cargos comissionados na administração pública. Previsto no estatuto de PT, MDB, PSOL, Republicanos, PDT, Patriota, Pros, PRTB, PV e PCB, o “dízimo partidário” chega até a 15% do rendimento mensal de servidores de livre nomeação e exoneração, em geral destinados a posições de direção, chefia ou assessoria.

As siglas defendem a prática, alegando que é uma forma de promover a participação dos filiados no financiamento dos partidos. Os repasses são legais e passam por órgãos de controle. Por outro lado, a doação compulsória é criticada por incentivar o aparelhamento da máquina pública, promovendo a entrada em todas as esferas de governo de filiados que nem sempre estão capacitados para as funções públicas.

PROIBIÇÃO – Em 2008, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegou a proibir funcionário comissionado a doar para partido. Em seu voto, o ministro Arnaldo Versiani argumentou que os filiados se sentiriam coagidos a contribuir com partidos, pois, como estão em cargos comissionados, podem ser demitidos a qualquer momento. Uma alteração feita pelo Congresso na Lei dos Partidos Políticos em 2017, porém, passou a permitir explicitamente que as legendas recebam dinheiro de pessoas que ocupam cargos comissionados, desde que pertençam à sigla.

No PDT, a taxa varia entre 10% a 15%. Filiados ao PT e ao Republicanos que ocupam cargos comissionados devem passar 5% do salário às siglas. No MDB, é cobrado 3% dos salários. No PSOL, a taxa é de até 2%. O Patriota estabelece em estatuto a contribuição de porcentagem dos nomeados, mas não chega a citar um porcentual. Nos demais partidos, a taxa varia de 5% a 10%.

DOAÇÕES – No caso do PDT, do Republicanos e do Patriota – que fizeram atualizações recentes em seus estatutos –, o TSE barrou ou pediu adequação dos trechos sobre as doações. Além de versar sobre a contribuição obrigatória de filiados que ocupam cargos comissionados, esses pontos também tratam da doação obrigatória de políticos eleitos, prática que não consta em lei. Toda atualização do estatuto de um partido precisa ser avalizada pelo tribunal.

Além dos dez partidos que cobram o “dízimo partidário” dos seus filiados, outros oito – PTB, DEM, PCdoB, PSB, DC e PSL, Cidadania e UP – não chegam a atrelar uma porcentagem a cargos comissionados em seus estatutos, mas abrem margem para que isso seja abordado em outros regulamentos internos.

PMN, PSC, PP, PCO, PL, PSD e Solidariedade se limitam a falar que é dever dos filiados contribuir financeiramente com o partido, mas sem avisar que outras regras internas vão definir como isso acontecerá. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira, revogou, em 2018, artigos que falavam sobre contribuições específicas. Versões anteriores chegaram a citar 3% dos salários dos filiados.

OBRIGATORIEDADE – O Novo prevê doação de R$ 28,23 por mês para cada integrante. Os estatutos do PSDB, do Avante, da Rede Sustentabilidade e do PMB só preveem doações de quem foi eleito. Já os estatutos do Podemos, do PTC e do PSTU não deixam claro se as contribuições são obrigatórias e se valem para todos os comissionados.

A questão das doações obrigatórias de funcionários que podem ser contratados e demitidos do poder público livremente chegou a ser judicializada outras vezes nas últimas duas décadas. Em março de 2017, o plenário do TSE barrou uma regra do PMN que previa doação obrigatória de filiados com cargos públicos.

Em setembro daquele ano, a comissão da Câmara dos Deputados responsável por formular proposições relacionadas à reforma política sugeriu um projeto que autoriza explicitamente a prática. O projeto foi aprovado por Câmara e Senado e sancionado pelo então presidente Michel Temer (MDB) no mês seguinte.

“HÁBITO” – “Essa cobrança é um hábito que está introjetado na cultura organizacional dos partidos e que a reforma política legalizou de vez. Na prática, se abocanha mais uma parcela de recursos públicos”, disse o cientista político Vitor Marchetti, professor da Universidade Federal do ABC.

Em nota, o PT afirmou que a cobrança é um “procedimento democrático, totalmente legal e transparente de financiamento partidário”. O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse que o estatuto do partido tem a cláusula desde 1980, quando não existia fundo partidário. O Pros afirmou ser uma forma de pagar dívidas vedadas de serem quitadas com recursos do Fundo Partidário. Levy Fidelix, presidente do PRTB, afirmou que “são contribuições legais para a manutenção do partido”.

José Luiz Penna, presidente do PV, disse que essa forma de arrecadação é de quando não havia financiamento público e que pretende revê-la. O MDB afirmou que apenas congressistas fazem contribuição “de forma voluntária”. Adilson Barroso, presidente do Patriota, disse que pediu a exclusão dos artigos que tratam de doações.

sábado, dezembro 12, 2020

Guedes diz que impacto de R$ 230 milhões/ ano da extinção da tarifa para armas “é muito baixo”


Guedes comparou o impacto ao custo do auxílio emergencial

Manoel Ventura e Marcello Corrêa
O Globo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira, dia 11, que a decisão do governo de zerar o imposto de importação de revólveres e pistolas, anunciada nesta quarta-feira, custará R$ 230 milhões por ano aos cofres públicos. O ministro defendeu a decisão, e comparou esse impacto ao custo do auxílio emergencial, de R$ 50 bilhões por mês.

“O efeito em si, financeiro, é muito baixo. São R$ 230 milhões. Se nós pensarmos, por exemplo, que o auxílio emergencial são R$ 55 bilhões por mês, é uma ilusão achar que a tarifa sobre armas pudesse pagar alguma coisa”, disse Guedes.

BANDEIRA BOLSONARISTA – A extinção da taxa de importação, que era de 20% até então, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e citada pelo presidente Jair Bolsonaro em rede social. A medida atende a uma das principais bandeiras de Bolsonaro, de ampliar o acesso às armas de fogo para a população, e é criticada por especialistas.

Guedes disse que essa redução está de acordo com a política econômica do governo, citando a redução do imposto de importação de arroz. O arroz teve o imposto reduzido porque o preço do produto disparou. “Nós estamos baixando a tarifa em geral. Vamos baixar a tarifa do arroz, vamos baixar a tarifa da arma”, disse.

PARTE DA CAMPANHA – Guedes também comentou que a redução da tarifa faz parte da campanha de Bolsonaro: “A nossa proposta é ir reduzindo as tarifas de importação. Quando houve a necessidade, porque estava subindo o preço do arroz, nós aproveitamos e abaixamos a tarifa do arroz. O presidente tinha uma pauta durante a campanha, e a pauta era justamente obedecer ao plebiscito que foi feito sobre o desarmamento. O povo brasileiro votou. Aí o presidente fala assim: `olha, gostaria que fosse reduzida essa tarifa´”.

O ministro afirmou, porém, que o momento em que a decisão foi tomada pode dar “interpretações infelizes”: “Agora, que o momento se dá com interpretações infelizes, sim. Você fala: “pô, mas na hora que estão precisando de vacina você está facilitando armas”.

Comentário:

A cada dia se confirma a insensibilidade deste governo com relação à situação do povo, atualmente atingindo índices recordes de miséria, pobreza e fome!

Guedes, em defesa do seu chefe, alega que 230 milhões de reais que o país deixará de arrecadar em impostos, ao liberar a importação de armas, “é muito baixo”.

Essa quantia “pequena”, na ótica do guru da economia de Bolsonaro, daria para atender 64 mil pessoas recebendo 300,00 reais por mês durante um ano!

No entanto, torna-se muito mais importante atender às castas, elites e sistema econômico, quanto às suas “proteções” físicas e patrimoniais, como se não tivessem suas residências como fortalezas, seguranças pessoais, polícias civil e militar à disposição.
Precisam de armas importadas e, quanto mais baratas, melhor!

Por essas e outras, que Bolsonaro será comparado pela História, ali adiante, como não só o pior presidente que tivemos, mas o maior erro que um povo poderia ter cometido ao elegê-lo.

O atual Exterminador do nosso Futuro quando deixar a presidência, se quiser, evidentemente, pois uma eleição não será suficiente para derrotá-lo, entregará uma nação destruída política, social e economicamente.
Haverá um trabalho tão grandioso para nos erguer, que precisaremos de muitas décadas para atingirmos os níveis de hoje, de 2020, o ano que iniciou a desintegração do Brasil!



https://www.infomoney.com.br/colunistas/um-brasil/brasil-passou-da-total-irresponsabilidade-fiscal-para-uma-obsessao-pelo-orcamento-equilibrado-diz-andre-lara-resende/

PSB contesta no Supremo ato de Bolsonaro que zerou alíquota de importação de armas


PSB afirma que a resolução representa um verdadeiro retrocesso

Fernanda Vivas e Márcio Falcão
G1 / TV Globo

O PSB acionou o Supremo Tribunal Federal (STF)nesta sexta-feira, dia 11, para suspender a decisão do governo federal que zerou a alíquota de importação de revólveres e pistolas. A resolução da Câmara de Comércio Exterior (Camex) que contém a medida foi publicada no “Diário Oficial da União” (DOU) desta quarta-feira, dia 9.

A mudança na alíquota está prevista para entrar em vigor no dia 1º de janeiro. A decisão zera a taxa de importação de pistolas e revólveres e, na prática, facilita o acesso a armas ao país. A medida não inclui alguns tipos de armamento, como espingardas e carabinas, que continuam submetidas à alíquota de 20%.

RETROCESSO – Ao STF, o PSB afirma que a resolução representa um verdadeiro retrocesso na proteção de direitos fundamentais, principalmente sobre proteção à vida e à segurança dos cidadãos. Para o partido, o texto também viola expressamente a Constituição, desrespeitando o direito à segurança pública, o direito fundamental à vida e à dignidade da pessoa humana.

“Assim, cumpre a este Supremo Tribunal suprimir os efeitos nefastos e irreversíveis da Resolução aprovada pela Câmara de Comércio Exterior, por consequência invalidando todos os possíveis procedimentos e/ou processos que tenham por fundamento a inconstitucional disciplina questionada na presente ADPF”, diz o partido.

A resolução da Camex se junta a outras adotadas desde o início do governo de Jair Bolsonaro no sentido de flexibilizar as regras de armamento. O presidente é declaradamente favorável a armar a população.

PORTARIAS – A mais recente medida de flexibilização foi a revogação pelo Exército, em abril, de portarias de rastreamento. Especialistas avaliaram que a mudança pode facilitar o desvio de armas para as mãos de criminosos. Dados do Exército mostram que neste ano já foram registradas 155 mil novas armas, 60% a mais do que os registros de todo o ano passado.Há algumas semanas, a troca do comando da PF voltou a ser ventilada nos bastidores do órgão e também do Palácio do Planalto.

A ideia era que a substituição do atual diretor-geral da PF, Rolando de Souza, por Ramagem acontecesse após a conclusão do inquérito que envolve o ex-ministro Sergio Moro e Jair Bolsonaro sobre interferência na corporação. Hoje, a avaliação dentro da PF é que não há clima algum para a mudança e que qualquer movimento nesse sentido pode mergulhar a PF em uma nova crise.

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