domingo, novembro 10, 2019

Gilmar diz que Congresso não pode mudar a decisão do STF sobre 2ª instância


Gilmar diz que emendas não podem ‘subverter Constituição’
Alessandra Monnerat
Estadão
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes voltou a defender a prisão após esgotamento de todos os recursos na Justiça em uma publicação no Twitter neste sábado, dia 9. O magistrado escreveu que “a presunção de inocência não pode ser esvaziada pela legislação”.
Gilmar afirmou ainda que o processo de julgamento pode ser dinamizado, mas que “as mudanças devem efetivar a Constituição Federal; não subvertê-la”.

PRESSÃO – Após julgamento do STF, que decidiu derrubar a possibilidade de prender condenados em segunda instância, parlamentares passaram a pressionar no Congresso a votação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que garanta ao acusado responder em liberdade até o fim da tramitação de um processo na Justiça. Há duas propostas em discussão, simultaneamente, na Câmara e no Senado.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, também se manifestou no Twitter a favor de uma medida desse tipo pelo Congresso. “A decisão do STF deve ser respeitada, mas pode ser alterada, como o próprio ministro (Dias) Toffoli (presidente do Supremo) reconheceu, pelo Congresso”, escreveu ele neste sábado.
AUTONOMIA – Em seu voto decisivo a favor da prisão após trânsito em julgado, Toffoli afirmou que o Congresso tem autonomia para mudar o entendimento que autoriza a execução de pena após condenação em segundo grau.
Na sexta-feira, dia 8, parlamentares do grupo Muda Senado afirmaram que vão pedir que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, analise a PEC sobre prisão em segunda instância direto no Plenário. A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Simone Tebet, disse que pretende colocar a proposta em discussão.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Gilmar Mendes é um farsante. Em seu livro “Curso de Direito Constitucional, defende a prisão após a segunda instância. Em 2016, votou a favor, no julgamento da liminar da ADC 43. Agora, na decisão do mérito, votou contra a prisão em segunda instância. Ou seja, sua convicção jurídica é movediça, ninguém pode confiar nela. (C.N.)

Lula sobre Guedes: “Duvido que o demolidor de sonhos durma com a consciência tranquila”

Ex-presidente chama Moro de "canalha", ataca a Rede Globo e faz escalar polarização. Inelegível, petista se lança numa precoce campanha por 2022, enquanto apoiadores da direita protestam em São Paulo
BRASIL.ELPAIS.COM
Ex-presidente chama Moro de "canalha", ataca Globo como o presidente e faz escalar polarização. Inelegível, petista se lança numa precoce campanha por 2022

Fotojornalista registra a reação de Bolsonaro à libertação de Lula

A fotojornalista Gabriela Biló registrou o momento em que Bolsonaro recebeu a notícia da libertação de Lula. Impagável:

Com base na decisão do Supremo, Cabral e Cunha também têm direito à liberdade

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Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)
Jorge Béja
Por mais inaceitável e reprovável que seja, até o ex-governador Sérgio Cabral tem direito de ser solto após a decisão oportunista do STF. São muitas as ações penais e inquéritos contra Cabral. A soma das penas decorrentes das condenações já proferidas é altíssima. Se e quando tornarem definitivas, Cabral vai precisar nascer umas quatro ou cinco vezes para poder cumpri-las na sua inteireza.
Acontece que nenhuma condenação se tornou definitiva. Nenhuma transitou em julgado. E o ex-deputado Eduardo Cunha está na mesma situação jurídica, em prolongada prisão preventiva.
PREVENTIVA ETERNA? – Quanto às prisões preventivas, estas deixam de existir se as ações penais nas quais foram decretadas já tenham recebido sentença. Toda sentença coloca fim ao processo. Toda sentença — penal e cível — extingue a ação que a sentença julgou e as medidas cautelares nela decretadas em seu curso caem. E não repristinam (ressuscitam) mais.
No tocante às prisões preventivas já decretadas em ações ainda não julgadas, tais prisões não podem se eternizar. Não duram e nem se projetam até que sobrevenha sentença final. Prisão preventiva se justifica naquelas hipóteses do artigo 312 do Código de Processo Penal. São situações (garantia de ordem publica e econômica, da conveniência da lei penal e para assegurar sua aplicação) que precisam ser contemporâneas à decretação da preventiva.
TEM DIREITO – Parece que não é mais o caso do ex-governador que decidiu contar toda a verdade ao juiz, dr. Marcelo Bretas, numa espécie de delação premiada. Ou no sentido da colaboração com a Justiça.
Não será surpresa se Cabral vier a ser solto em decorrência do liberalismo de ocasião do STF. É verdade que a população não aceitará. Mas deve-se explicar o raciocínio jurídico e sua adequação, fria e dura, à realidade, pois não há prisão preventiva eterna.

Lula chama Guedes de “destruidor de empregos” e critica agenda econômica de Bolsonaro


Lula explorou brechas reais do governo e da economia
Alexa Salomão
Folha
O recado que saiu do palanque de São Bernardo do Campo (SP) é claro. Lula retoma a cena não apenas para contrapor o PT como alternativa política ao governo de Jair Bolsonaro (PSL), mas principalmente como opositor da agenda econômica —hoje uma espécie de pilar para a pouca estabilidade da gestão bolsonarista.
Lula pôs fim ao que muitos chamam hoje de pensamento único na economia brasileira. Em menos de uma hora, fez mais críticas à política do ministro da Economia, Paulo Guedes, do que todos os economistas brasileiros juntos fizeram publicamente nos 11 meses de sua gestão — e ainda partiu para cima da figura pessoal do ministro.
“DEMOLIDOR” – Chamou Guedes de “demolidor de sonhos”, “destruidor de empregos e de empresas públicas brasileiras” e pinçou do cenário internacional os protestos monumentais no Chile para reforçar que Guedes quer construir no Brasil o modelo que levou pobreza aos aposentados do país sul-americano.
Criticou a proposta de se trocar a carteira de trabalho azul pela verde e amarela, que reduz direitos, e questionou como um presidente que deu um jeito de não trabalhar e se aposentou jovem como militar pôde fazer uma reforma da Previdência que mexeu com os direitos de todos.
BRECHAS – Mas além dessa retórica, a questão é que Lula explorou brechas reais do governo e da economia. Questionou que, apesar de o juro cair, essa queda não chega à população, o que é um fato. Como ele disse, não chega ao cheque especial, ao consumidor, ao crediário das Casas Bahia, símbolo de compra da baixa renda.
Na semana em que o IBGE apontou avanço na pobreza extrema, Lula retomou também o discurso social que sustentou suas falas desde os anos 1980 e fez isso contrapondo realidades. Disse que quase metade da população está ganhando R$ 413 por mês e precisa de serviços e programas sociais, incluindo mais transporte, remédios, emprego.
CLASSE DIRIGENTE – E acusou o  governo de tentar criar uma nova classe dirigente financiada pelos donos do dinheiro. Citou as referências populares de empresas fortes: Ambev, do empresário Jorge Paulo Lemann, os bancos Bradesco e Itaú e a XP, maior corretora do país.
Extraiu recados econômicos até de outras bandeiras do governo. Atacando o discurso recorrente de Bolsonaro de que é preciso combater o aumento da violência armando os cidadãos, Lula resgatou a proposta de que segurança social se constrói com emprego, educação e cultura para os mais jovens —a parcela da população que neste momento mais sofre com a lenta recuperação do emprego.
CARAVANA – E Lula ainda disse que está disposto a voltar a andar pelo país, “porque não é possível que a gente veja cada vez mais os ricos ficando mais ricos e os pobres mais pobres”.
Lá em São Bernardo do Campo, lembrou algo que anda meio esquecido: que não se governa e se faz política pública apenas com falas para eleitores pelo Twitter, funcionários públicos e parlamentares na Esplanada dos Ministérios ou para a Faria Lima. O Brasil é maior.

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