sexta-feira, março 22, 2019

Juiz testa os limites do STF sobre crimes a serem encaminhados à Justiça Eleitoral


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Decisão de Bretas ocorre num momento crítico da Lava Jato
Vera MagalhãesEstadão
A prisão de Michel Temer, dois de seus ex-ministros e o amigo João Batista Lima Filho, o notório Coronel Lima, ocorre num dos momentos mais críticos para a Operação Lava Jato em seus cinco anos de existência. À parte a consistência ou não das revelações do dono da Engevix, José Antunes Sobrinho, o fato é que elas são conhecidas pelo menos desde outubro do ano passado, quando sua delação premiada foi homologada.
Já estava no horizonte da política e dos meios judiciais que Temer poderia ser preso. O próprio emedebista tinha essa preocupação no radar: despachava diariamente com assessores e advogados no escritório que mantém há muitos anos no Itaim, em São Paulo. Evitava entrevistas, dedicava horas a esmiuçar os vários inquéritos e a tentar rebatê-los juridicamente.
MUITOS INQUÉRITOS – Mas o caso Engevix não estava entre suas principais preocupações. Antes dele figuravam o chamado inquérito dos portos, a delação dos executivos da J&F – que ensejou a primeira denúncia contra ele, ainda em 2017 – e a acusação de recebimento de recursos da Odebrecht, negociados
A prisão preventiva coincide com um momento de intensa disputa de poder entre várias instituições e entre agentes públicos e políticos. Estão no tabuleiro as iniciativas do Supremo Tribunal Federal para ao mesmo tempo conter o “lavajatismo” e reagir a críticas, ataques e investigações contra a corte e seus integrantes; a necessidade de a própria Lava Jato reagir a sucessivos reveses que atingem a força-tarefa; as agruras do ex-juiz e ex-símbolo da Lava Jato Sérgio Moro se adaptar à sua nova condição de ministro e, portanto, ator da política; a dificuldade do governo de articular uma base de apoio no Congresso e votar a reforma da Previdência, e a maneira como o Congresso e, por conseguinte, a classe política tentam se recuperar do processo no qual foram dizimados pela Lava Jato e perderam força de negociação com o governo.
DISPUTA DE PODER – Todos esses episódios, de forma combinada ou específica, contribuem ou sofrem as consequências da escalada quase diária dessa disputa institucional por poder e prerrogativas, da qual a prisão do segundo ex-presidente em um ano é um dos capítulos mais dramáticos.
Ao ordenar as prisões, o juiz Marcelo Bretas, que tem sido muito vocal nas manifestações políticas nas redes sociais e se notabilizou graças à Lava Jato e na esteira da popularidade alcançada por Moro, testa a extensão de decisão do STF da semana passada, de que crimes relacionados a outros eleitorais devem ser julgados pela Justiça Eleitoral. Na delação, o dono da Engevix diz ter repassado R$ 1 milhão para a empresa do coronel Lima como fachada para esconder uma contribuição ao PMDB – que reverteria em benefícios em contratos já existentes para Angra 3 e concessões aeroportuárias.
RECURSOS AO STF – Se fosse levada ao pé da letra, a ponto de representar o “fim da Lava Jato”, como preconizaram procuradores que atuam na operação, a delação e as investigações dela decorrentes poderiam ir para a Justiça Eleitoral. Bretas decidiu ignorando essa interpretação. A defesa dos presos já se movimenta para contestar as prisões tendo a decisão do STF como parâmetro. E caberá à corte, mais uma vez, dirimir a controvérsia.
Uma análise imediata das prisões de Temer permitiria tirar a conclusão de que elas são uma boa notícia para Bolsonaro, por atingirem um grupo político que foi apeado do poder com sua eleição e por vir num momento em que sua popularidade cai. Será? O tumulto político atingindo o sogro do presidente da Câmara – Moreira Franco, preso nesta quinta, é casado com a sogra de Rodrigo Maia – e um partido que detém 30 votos coloca em xeque a já conturbada negociação da reforma da Previdência. Mais: se já era latente o conflito entre os políticos e Moro antes dessa nova investida da Lava Jato, agora as condições para que o ministro da Justiça tenha êxito em sua negociação para a aprovação do pacote anticrime se deterioram ainda mais.
STF & CONGRESSO – A prisão de Temer e dos demais aliados deve acentuar um movimento que já vinha ocorrendo: uma união tácita entre STF e Congresso para tentar conter o que ministros chamam de “perenização” da Lava Jato. É entendimento comum a políticos e ministros da corte que a Lava Jato deixou de ser uma operação – algo circunscrito a um objeto definido – e uma força-tarefa (por definição algo provisório) há muito tempo. Em cinco anos, a Lava Jato foi de uma ação contra doleiros de Brasília ao petrolão e, de lá, ao infinito e além. A ponto de hoje ter tentáculos em setores como elétrico e de transportes (em vários modais), atingir múltiplos partidos e se espraiar para governos dos Estados.
O discurso de que deve haver um fim da Lava Jato, cinco anos depois, já não é apenas entoado nos bastidores: ele começa a ser expressado publicamente. Resta saber nessa equação como vai se portar Bolsonaro, eleito em parte como consequência da “lavajatização” da política e tendo em seu ministério o símbolo máximo da operação, mas ao mesmo tempo premido pela necessidade de destravar a economia, tarefa para a qual precisa contar com o Congresso.

Desembargador que vai analisar o habeas de Temer comparou propina a gorjeta


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Considerado “garantista”, Athié pode soltar Temer
Julia AffonsoEstadão
Em 2017, durante uma sessão da 1.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2), o desembargador Ivan Athié comparou pagamentos de propinas a alvos da Operação Lava Jato com meras gorjetas. Athié vai analisar o habeas corpus do ex-presidente Michel Temer (MDB), preso nesta quinta-feira, 21.
A informação sobre o pensamento do magistrado foi divulgada em 25 de fevereiro daquele ano pelo jornal O Globo. “Nós temos que começar a rever essas investigações. Agora, tudo é propina. Será que não é hora de admitirmos que parte desse dinheiro foi apenas uma gratificação, uma gorjeta? A palavra propina vem do espanhol. Significa gorjeta. Será que não passou de uma gratificação dada a um servidor que nos serviu bem, como se paga a um garçom que nos atendeu bem? Essas investigações estão criminalizando a vida”, disse o desembargador na ocasião.
RONDÔNIA E ACRE – Ivan Athié foi procurador da República entre 1981 e 1984, quando passou no concurso para juiz federal. Foi diretor do Foro das Seções Judiciárias de Rondônia e do Acre. Em 31 de outubro de 2000 passou a compor o quadro de membros do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, onde atualmente integra a 1ª Turma.
Naquela sessão, Ivan Athié votou pela revogação da prisão do almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, então acusado por recebimento de propina sobre a construção da usina de Angra 3. As obras são pivô também da prisão de Michel Temer.
A ação que prendeu o ex-presidente, o ex-ministro Moreira Franco, o coronel reformado da Polícia Militar João Baptista Lima Filho, ‘Coronel Lima’, e outros seis investigados é decorrente da Operação Radioatividade, que mirou o esquema de cartel, corrupção ativa e passiva, lavagem de capitais e fraudes à licitação na construção da usina nuclear de Angra 3.
ORCRIM DE TEMER – A nova investigação apura pagamentos ilícitos feitos por determinação do empreiteiro José Antunes Sobrinho, ligado à Engevix, para ‘o grupo criminoso liderado por Michel Temer, bem como de possíveis desvios de recursos da Eletronuclear para empresas indicadas pelo referido grupo’.
A Lava Jato identificou um ‘sofisticado esquema criminoso para pagamento de propina na contratação das empresas Argeplan, AF Consult Ltd e Engevix para a execução do contrato de projeto de engenharia eletromecânico 01, da usina nuclear de Angra 3’.
O Ministério Público Federal afirmou que a Argeplan, do Coronel Lima, ‘participou do consórcio da AF Consult LTD, vencedor da licitação para a obra da Usina Nuclear de Angra 3, apenas para repassar valores a Michel Temer’.
SUBCONTRATAÇÃO – Segundo a Procuradoria, a AF Consult do Brasil e a Argeplan não tinham pessoal e expertise suficientes para a realização dos serviços, e, por isso, houve a subcontratação da Engevix. No curso do contrato, conforme a investigação, coronel Lima solicitou ao sócio da empresa Engevix o pagamento de propina, em benefício de Michel Temer.
A Lava Jato destaca que a propina foi paga no final de 2014 com transferências totalizando R$ 1,91 milhão da empresa da Alumi Publicidades para a empresa PDA Projeto e Direção Arquitetônica, controlada pelo coronel Lima.
Para justificar as transferências de valores foram simulados contratos de prestação de serviços da empresa PDA para a empresa Alumi. O empresário que pagou a propina afirma ter prestado contas de tal pagamento para o coronel Lima e para Moreira Franco.
SEM CAPACIDADE – As investigações apontaram que os pagamentos feitos à empresa AF Consult do Brasil ensejaram o desvio de R$ 10,859 milhões, ‘tendo em vista que a referida empresa não possuía capacidade técnica, nem pessoal para a prestação dos serviços para os quais foi contratada’.
De acordo com a Lava Jato, o esquema ‘praticou diversos crimes envolvendo variados órgãos públicos e empresas estatais, tendo sido prometido, pago ou desviado para o grupo mais de R$ 1,8 bilhão.
A investigação aponta que diversas pessoas físicas e jurídicas usadas de maneira interposta na rede de lavagem de ativos de Michel Temer continuam recebendo e movimentando valores ilícitos, além de permanecerem ocultando valores, inclusive no exterior.
ATOS EM VIGÊNCIA – Os procuradores afirmam que ‘quase todos os atos comprados por meio de propina continuam em vigência e muitos dos valores prometidos como propina seguem pendentes de pagamento ao longo dos próximos anos’.
Segundo a força-tarefa, as apurações também indicaram uma espécie de braço da organização, especializado em atos de contra-inteligência, a fim de dificultar as investigações, tais como o monitoramento das investigações e dos investigadores, a combinação de versões entre os investigados e, inclusive, seus subordinados, e a produção de documentos forjados para despistar o estado atual das investigações.
O Ministério Público Federal requereu a prisão preventiva de alguns dos investigados, pois, todos esses fatos somados apontam para a existência de uma organização criminosa em plena operação, envolvida em atos concretos de clara gravidade.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Bem, agora vamos saber se o desembargador Ivan Athié julgará com base nos autos ou em convicções abstratas de “gorjetas” recebidas por quem ganha mais de R$ 30 mil mensais e mora em imóvel público, tem cartão corporativo e todas as demais cobertas, inclusive de babá para o filho, tudo isso pago pelo “contribuinte”, que às vezes pode ser chamado de “povo”, porque há pessoas que se confundem com o verdadeiro sentido das palavras(C.N.)

Rodrigo Maia já discutiu com Gilmar Mendes como soltar Temer e Moreira Franco

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Charge do Kleber Sales (Estadão)
Deu no Correio Braziliense(Estadão Conteúdo)
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, estavam juntos na residência oficial da Câmara dos Deputados no momento em que o ex-presidente Michel Temer (MDB) e o ex-ministro Moreira Franco (MDB), sogro de Maia, foram presos na manhã desta quinta-feira, dia 21.
O ministro saiu da casa de Maia às 10h40m. O encontro entre os dois não estava previsto na agenda do presidente da Câmara nem na de Gilmar Mendes. Temer recebeu voz de prisão em São Paulo por investigadores da Operação Lava Jato, quando saía de sua residência logo no início da manhã, na Rua Bennet, no Jardim Universidade, zona oeste da capital paulista – antes de Mendes sair da casa de Maia.
MOREIRA PRESO – Já quando Moreira foi preso, o ministro já havia deixado a residência oficial. Moreira Franco estava em uma via expressa do Rio logo após chegar ao aeroporto do Galeão quando foi abordado pela Polícia Federal. Ele estava em Brasília, onde ontem participou de uma reunião do MDB.
A ordem das prisões é do juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, que já foi alvo de críticas de Gilmar Mendes. Na decisão em que autorizou a prisão do ex-presidente, Bretas argumenta que o caso não tem relação com a operação Calicute, braço da Lava Jato no Rio que prendeu o ex-governador Sérgio Cabral, e sustenta não ver relação dos fatos com crimes eleitorais.
 O RECURSO – Os dois argumentos, caso considerados pelas cortes superiores, podem evitar que recursos apresentados pelo ex-presidente sejam analisados por Mendes ou que a investigação seja direcionada pela Justiça Eleitoral. Mendes é o relator no STF de todos os casos conexos com a Calicute. “Apenas para evitar confusões a respeito da competência para eventual impugnação desta decisão, repito que estes autos guardam relação de conexão e continência com a ação penal derivada da denominada operação Radioatividade e seus vários desdobramentos”, afirma Bretas.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Em tradução simultânea, trata-se de uma reunião nada republicana, fora de agenda e em sigilo. Mas em sociedade tudo se sabe, dizia Ibrahim Sued. E como ficaria muito acintoso recorrer direto ao Supremo, a defesa de Temer decidiu tentar primeiro o Tribunal Regional Federal, onde o relator é um desembargador Ivan Athié, que costuma fazer críticas à Lava Jato e já comparou propinas a “gorjetas”, vejam a que ponto chegamos. Quanto à defesa de Moreira, vai apenas a reboque. Depois a gente volta ao assunto. (C.N.)

Número de deputados que querem modificar a reforma já assusta o governo


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Reforma é necessária, mas precisa de alterações, afirma Paulo Paim
Mariana HaubertEstadão
Deputados e senadores de oposição e de partidos de centro lançaram nesta quarta-feira a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social. O grupo é contrário à proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo Bolsonaro ao Congresso, mas, de acordo com coordenadores da bancada, ela deverá apresentar uma proposta de alteração das regras para aposentadoria que possa ser discutida como uma alternativa ao que o governo propôs.
“A reforma, como está, não interessa a ninguém a não ser ao mercado financeiro. […] O povo brasileiro não quer essa reforma porque o que está sendo proposto para a capitalização é o fim da previdência. Ataca inclusive a seguridade. Queremos fortalecer a Constituição que defende um pacto social”, afirmou o senador Paulo Paim (PT-RS), um dos coordenadores da frente.
DESMONTE – Para o senador, o texto enviado pelo governo “desmonta o projeto social” construído ao longo dos últimos anos no Brasil. “Ninguém fez um desmonte como esse”, disse.
O lançamento da frente parlamentar foi realizado na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira e contou com 171 assinaturas de deputados e de 27 senadores. A composição da frente, no entanto, ainda não está totalmente definida porque quem quiser aderir ainda poderá fazê-lo.
A bancada deverá formalizar um substitutivo que será apresentado na fase em que a reforma for discutida pela comissão especial. A ideia do grupo é contribuir com a discussão e não apenas criticar a proposta governista.
“A gente não quer só ser do contra. Sabemos que é importante discutir a Previdência, mas de outra forma. Precisamos de uma alternativa a essa proposta que é tão maléfica para a base da nossa sociedade”, afirmou o líder do PDT na Câmara, André Figueiredo (CE). O partido fechou questão contra a proposta de Bolsonaro.
Segundo Paim, integrantes da frente viajarão por Estados nas próximas semanas para discutir a reforma da Previdência com lideranças locais.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– O governo precisa de 308 votos. A oposição já tem 171 deputados contrários. Portanto, para alterar a proposta, ficam faltando ser conquistados pela oposição apenas 35 dos mais de 100 deputados que se dizem indecisos. Em tradução simultânea, pode-se dizer que a reforma da Previdência, em sua versão original, já subiu no telhado, antes mesmo da auditora Maria Lucia Fattorelli fazer sua ansiada palestra elucidativa na Câmara. Vamos aguardar. (C.N.)

É bom lembrar que funcionários públicos e os militares não têm direito ao FGTS


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Charge do Arievaldo (Arquivo Google)
Pedro do Coutto
Sei que o fato político do dia decorre da prisão do ex-presidente Michel Temer e do ex-ministro Moreira Franco. Mas eu já tinha arquitetado matéria a partir do título acima e, portanto, focalizarei a decisão do juiz Marcelo Bretas um pouco ao final do texto que se relaciona com o projeto de reforma da Previdência Social.    
Os quatro grandes jornais – O Globo, Valor, Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo – destacaram a diferença de tratamento entre os civis e militares. Esse fato causou reações negativas quanto a tramitação da PEC, primeiro na Câmara Federal e a seguir no Senado, hipótese condicionada à aprovação pela Câmara dos Deputados. Se a matéria for rejeitada na sua primeira passagem pelo Congresso Nacional, o projeto do governo não chegará ao Senado. Seu destino será o arquivamento.
DIFERENÇAS – Pessoalmente não sei porque os funcionários públicos e também os militares não colocaram essa face do problema, no caso do FGTS. Essa face será revelada quando das aposentadorias no caso dos civis, e no caso da reforma dos militares.
No Globo a reportagem sobre o tema Previdência está assinada por Geralda Doca, Manuel Ventura, Eduardo Preciani e Marcelo Correia.
Relativamente aos militares, o governo Bolsonaro recuou e, ao lado de ampliação de idade para a reforma os integrantes das Forças Armadas vão receber o valor de 8 soldos quando passarem para a reforma. No momento recebem 4 remunerações no momento em que deixam o serviço ativo. Esse pagamento ocorrerá apenas uma vez.
RESISTÊNCIAS -O impasse em torno da reforma da Previdência ampliou-se no dia de ontem com os jornais publicando as resistências que começam a se consolidar colocando em dúvida não só a dificuldade de aprovação, mas sobretudo a sombra da rejeição. Confirmada a expectativa de rejeição, o governo sofrerá uma derrota política de larga dimensão.
Os jornais destacaram também ontem, com base em levantamento feito pelo O Estado de São Paulo que na matéria o governo somente conta com 180 votos. Muito longe da aprovação que depende de 308 adesões.
OUTROS ASSUNTOS – Ontem também saiu publicada pesquisa do Ibope sobre o governo.
Comento amanhã. Pretendo comentar também o reflexo político das prisões de Michel Temer e Moreira Franco. Surpresa? Nem tanto. O processo estava caminhando na sombra do Judiciário. De repente, chegou à conclusão.

Desta vez, Gilmar Mendes não conseguirá soltar nem mesmo o grande amigo Temer


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Charge do Cláudio Aleixo (Arquivo Google)
Ana Luiza Albuquerque e Catia SeabraFolha
O procurador José Augusto Vagos afirmou que os alvos da operação desta quinta-feira (21) forjaram documentos e destruíram provas para dificultar as investigações. Segundo o procurador, tudo que era produzido na Argeplan era destruído em seguida. A empresa é do coronel João Baptista Lima, amigo do ex-presidente Michel Temer. Ambos foram presos preventivamente nesta quinta.
Além disso, segundo a investigação, agentes da Polícia Federal estavam sendo monitorados. De acordo com Vagos, foram apreendidos papeis com dados pessoais dos investigadores. E funcionários da empresa combinaram uma versão para justificar as atividades ilícitas.
DUAS DENÚNCIAS – A força-tarefa, informou o procurador, pretende ajuizar duas denúncias na semana que vem. Ele disse que há três razões para os pedidos de prisão preventiva de Michel Temer, Moreira Franco e aliados: garantia da ordem pública, garantia da aplicação da lei penal e conveniência da instrução criminal.
Vagos argumentou que não faria sentido prender nomes como Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima e Rocha Loures, com o objetivo de minar a organização criminosa, sem atingir o líder, Temer. Ele também justificou as prisões pela necessidade de descobrir onde estão os valores ocultados e ressarcir os cofres públicos.
Vagos ressaltou, ainda, que o grupo promoveu obstrução de Justiça no caso que envolveu a J&F e Michel Temer. “Se foram capazes de fazer aquilo naquele momento obviamente continuam capazes até hoje.”
PROPINAS EM DIA – O Ministério Público defende a tese de que os pagamentos da propina estão sendo realizados até hoje, e que os acordos preveem sua continuidade nos próximos anos. Por isso, as prisões seriam fundamentais para estancar nova ocultação de valores.
Segundo o MPF, o destino completo do R$ 1,8 bilhão pago ou prometido em propina à organização criminosa ainda não foi esclarecido.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Em tradução simultânea, pode-se garantir que, desta vez, Gilmar Mendes não vai ter coragem de soltar seus grandes amigos. A solução para os réus é imitar Paulo Maluf e Jorge Picciani é ficar doentes de imediato, com a mulher do Coronel Lima tentou hoje ao ser presa. Aliás, o Coronel Lima é mestre nisso e ganhou prisão domiciliar desse jeito. Uma boa dica é começar a usar fraldas geriátricas(C.N.)

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