domingo, janeiro 27, 2019

Em carta, Jean Wyllys acusa Estado de omissão: “Estava em prisão domiciliar sem ter cometido crime”. Leia a íntegra

 


Veja a íntegra da carta de Jean Wyllys:
"À Executiva do Partido Socialismo e Liberdade – PSol
Queridas companheiras e queridos companheiros,
Dirijo-me hoje a vocês, com dor e profundo pesar no coração, para comunicar-lhes que não tomarei posse no cargo de deputado federal para o qual fui eleito no ano passado.
Comuniquei o fato, no início desta semana, ao presidente do nosso partido, Juliano Medeiros, e também ao líder de nossa bancada, deputado Ivan Valente.
Tenho orgulho de compor as fileiras do PSol, ao lado de todas e todos vocês, na luta incansável por um mundo mais justo, igualitário e livre de preconceitos.
Tenho consciência do legado que estou deixando ao partido e ao Brasil, especialmente no que diz respeito às chamadas “pautas identitárias” (na verdade, as reivindicações de minorias sociais, sexuais e étnicas por cidadania plena e estima social) e de vanguarda, que estão contidas nos projetos que apresentei e nas bandeiras que defendo; conto com vocês para darem continuidade a essa luta no Parlamento.
Não deixo o cargo de maneira irrefletida. Foi decisão pensada, ponderada, porém sofrida, difícil. Mas o fato é que eu cheguei ao meu limite. Minha vida está, há muito tempo, pela metade; quebrada, por conta das ameaças de morte e da pesada difamação que sofro desde o primeiro mandato e que se intensificaram nos últimos três anos, notadamente no ano passado. Por conta delas, deixei de fazer as coisas simples e comuns que qualquer um de vocês pode fazer com tranquilidade. Vivo sob escolta há quase um ano. Praticamente só saía de casa para ir a agendas de trabalho e aeroportos. Afinal, como não se sentir constrangido de ir escoltado à praia ou a uma festa? Preferia não ir, me resignando à solidão doméstica. Aos amigos, costumava dizer que estava em cárcere privado ou prisão domiciliar sem ter cometido nenhum crime.
Todo esse horror também afetou muito a minha família, de quem sou arrimo. As ameaças se estenderam também a meus irmãos, irmãs e à minha mãe. E não posso nem devo mantê-los em situação de risco; da mesma forma, tenho obrigação de preservar minha vida.
Ressalto que até a imprensa mais reacionária reconheceu, no ano passado, que sou a personalidade pública mais vítima de fake news no país. São mentiras e calúnias frequentes e abundantes que objetivam me destruir como homem público e também como ser humano. Mais: mesmo diante da Medida Cautelar que me foi concedida pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da OEA, reconhecendo que estou sob risco iminente de morte, o Estado brasileiro se calou; no recurso, não chegou a dizer sequer que sofro preconceito, e colocaram a palavra homofobia entre aspas, como se a homofobia que mata centenas de LGBTs no Brasil por ano fosse uma invenção minha. Da polícia federal brasileira, para os inúmeros protocolos de denúncias que fiz, recebi o silêncio.
Esta semana, em que tive convicção de que não poderia – para minha saúde física e emocional e de minha família – continuar a viver de maneira precária e pela metade, foi a semana em que notícias começaram a desnudar o planejamento cruel e inaceitável da brutal execução de nossa companheira e minha amiga Marielle Franco. Vejam, companheiras e companheiros, estamos falando de sicários que vivem no Rio de Janeiro, estado onde moro, que assassinaram uma companheira de lutas, e que mantém ligações estreitas com pessoas que se opõem publicamente às minhas bandeiras e até mesmo à própria existência de pessoas LGBT. Exemplo disso foi o aumento, nos últimos meses, do índice de assassinatos de pessoas LGBTs no Brasil.
Portanto, volto a dizer, essa decisão dolorosa e dificílima visa à preservação de minha vida. O Brasil nunca foi terra segura para LGBTs nem para os defensores de direitos humanos, e agora o cenário piorou muito. Quero reencontrar a tranquilidade que está numa vida sem as palavras medo, risco, ameaça, calúnias, insultos, insegurança. Redescobri essa vida no recesso parlamentar, fora do país. E estou certo de preciso disso por mais tempo, para continuar vivo e me fortalecer. Deixar de tomar posse; deixar o Parlamento para não ter que estar sob ameaças de morte e difamação não significa abandonar as minhas convicções nem deixar o lado certo da história. Significa apenas a opção por viver por inteiro para me entregar as essas convicções por inteiro em outro momento e de outra forma.
Diz a canção que cada ser, em si, carrega o dom de ser capaz e ser feliz. Estou indo em busca de um lugar para exercitar esse dom novamente, pois aí, sob esse clima, já não era mais possível.
Agradeço ao Juliano e ao Ivan pelas palavras de apoio e outorgo ao nosso presidente a tarefa de tratar de toda a tramitação burocrática que se fará necessária.
Despeço-me de vocês com meu abraço forte, um salve aos que estão chegando no Legislativo agora e à militância do partido, um beijo nos que conviveram comigo na Câmara, mais um abraço fortíssimo nos meus assessores e assessoras queridas, sem os quais não haveria mandato, esperando que a vida nos coloque juntos novamente um dia. Até um dia!
Jean Wyllys
23 de janeiro de 2019"


Sergipe está na lista dos estados com barragens que apresentam problemas estruturais Levantamento foi realizado pela Agência Nacional de Águas (ANA).

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Levantamento foi realizado pela Agência Nacional de Águas (ANA).

A maleabilidade moral de Renan - O Antagonista "No rol de infortúnios que podem se abater sobre o Brasil, a volta de Renan Calheiros à presidência do Senado figura entre as opções mais nefastas"...

 
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"No rol de infortúnios que podem se abater sobre o Brasil, a volta de Renan Calheiros à presidência do Senado figura entre as opções mais nefastas"...

Homem é linchado e morre após realizar assaltos na Praia de Atalaia Um homem foi linchado e morreu na tarde deste sábado, 26, depois de cometer diversos assaltos na faixa de areia Praia de Atalaia.A informação repassada por uma fonte à equipe de reportagem do Portal Infonet é de que o homem e um comparsa roubaram div


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Um homem foi linchado e morreu na tarde deste sábado, 26, depois de cometer diversos assaltos na faixa de areia Praia de Atalaia.A informação repassada por uma fonte à equipe de reportagem do Portal Infonet é de que o homem e um comparsa roubaram div

"Fux e Barroso eram meus colegas e rompi com eles": Afrânio Silva Jardim, o último rebelde no direito. Por Larissa Bernardes No direito, a importância do jurista de cabelos e barbas longas e grisalhas, com tatuagens no braço, pode ser dimensionada pela obra “Tributo a Afrânio Silva Jardim” (editora Lumen Juris). “O legado de Afrânio Silva Jardim não se esgota em seu pensamento jurídico, mas complementa com seu...

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Folhapress

Sábado, 26 de Janeiro de 2019 - 17:00


por Folhapress
Sobe para 34 o número de mortos de tragédia em Brumadinho
Foto: Reprodução / Globo
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais anunciou na tarde deste sábado (26) que o número de mortos devido ao rompimento da barragem em Brumadinho subiu para 34. A última atualização era de 11 mortes.

Também foi divulgado que há 81 pessoas desabrigadas e que 23 sobreviventes foram levados a hospitais.

De acordo com as Forças Integradas de Segurança de Minas Gerais, há 166 funcionários da Vale e 130 funcionários terceirizados desaparecidos. Até o momento foram encontradas 176 pessoas com vida.

Mais cedo, a Vale divulgou lista com mais de 400 desaparecidos.

A médica Marcelle Porto Cangussu continua sendo a única vítima que já teve o corpo reconhecido. Ela estava trabalhando no momento em que a barragem se rompeu.

Segundo Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) e a e a Associação Mineira de Medicina do Trabalho (AMIMT), Marcelle obteve seu título de especialista em Medicina do Trabalho em 2015 e se dedicava à carreira na Vale.

A TRAGÉDIA

Uma barragem da mineradora Vale se rompeu e ao menos outra transbordou nesta sexta-feira (25) em Brumadinho, cidade da Grande Belo Horizonte, liberando cerca de 13 milhões de m³ de rejeitos da produção de minério de ferro no rio Paraopeba, que passa pela região.

Os rejeitos atingiram um refeitório e um prédio administrativo da empresa, que ficaram soterrados pela lama. Eles ficam no interior do complexo da mina Córrego do Feijão, na zona rural de Brumadinho. A barragem B1, que se rompeu, é uma estrutura de porte médio para contenção de rejeitos e estava há três anos em processo de desativação.
Bahia Notícias

União reconhece situação de emergência em cinco municípios baianos


União reconhece situação de emergência em cinco municípios baianos
Ilhéus é um dos municípios listados | Foto: Divulgação
O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) publicou, no Diário Oficial da União da última quinta-feira (24), o reconhecimento federal de situação de emergência de 23 municípios em oito estados. Fazem parte da lista cinco municípios baianos.

De acordo com nota do ministério, os desastres naturais registrados na Bahia foram chuvas intensas em Ilhéus, enxurradas em Jequié e Jucuruçu, erosão costeira/marinha em Mucuri e estiagem em Remanso. Com a medida, os municípios podem solicitar ajuda emergencial e recursos da União.

A portaria inclui também sete cidades do Rio Grande do Sul atingidas pelas fortes chuvas que causaram danos físicos e econômicos na região, principalmente, com a dificuldade de escoamento de produções agrícolas. A população de quatro municípios de Minas Gerais e um município do Ceará sofrem com o longo período de estiagem. Já a seca severa afetou um município também do Ceará e dois de Sergipe. Enquadrado em outros tipos de desastres naturais, foram reconhecidos Manaus (AM) por incêndios em aglomerados residenciais e Tejupá (SP) por colapso de edificações.

Para receber auxílio da Defesa Civil Nacional, estados e municípios precisam obter o reconhecimento federal de situação de emergência ou calamidade pública. As medidas da União são complementares à atuação dos governos municipais e estaduais, e podem ser solicitadas sempre que necessário - inclusive em situações recorrentes, como é o caso dos desastres naturais ocasionados pelo extenso período de seca e chuvas intensas.
Bahia Notícias

Todas as políticas sociais desde o governo FHC estão voltadas para fomentar a miséria


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Aleluia estuda os efeitos da internet na sociedade
José Nêumanne
O jornalista baiano-carioca Hildeberto Aleluia, que atualmente se dedica em tempo integral a ler e escrever sobre o fenômeno da cibernética, que abalou o mercado e, em especial, as empresas de comunicação, diz que no último quarto de século os políticos brasileiros nos têm governado “com a cabeça e os olhos voltados para trás”, porque eles não perceberam a mudança. Segundo Aleluia, “todas as políticas sociais desde o governo FHC estão voltadas para fomentar a miséria.”
E dá um exemplo trágico: “Tanto o governo federal quanto os estaduais e os municipais incentivaram e incentivam a natalidade, achando estar apoiando os mais pobres. Estavam e estão criando miseráveis. O bebê de hoje é o arrimo da família pobre”. Para ele, “por formação e conveniências políticas, eles se esqueceram de criar uma nação jovem, preparada e desenvolvida. Aparelharam o principal instrumento para isso: as escolas e a universidade. Enquanto o mundo civilizado está medindo seu PIB em bytes, nossos governos trabalharam pensando na década de 1950, buscando soluções para uma infraestrutura tanto política quanto industrial que não existe mais.”
O senhor costuma dizer e escrever que “a revolução na internet não para nem vai parar tão cedo”. Se nos últimos 20 anos avançamos, e avançamos muito, como o senhor prevê que serão os próximos dois anos?Os próximos dois anos serão de crescimento exponencial. Muito pouca coisa será como antes na internet. A vida vai se tornar mais prática. Haverá aplicativos para todas as áreas do nosso conhecimento. Sem contar a internet das coisas. Na área médica, em que a internet avançou pouco até aqui, teremos aplicativos inimagináveis para o corpo humano. Enfim, veremos uma nova revolução. Isso vai implicar também governos cada vez mais preparados para controlar e intervir na internet e, mais ainda, estaremos cada vez mais expostos a esse controle. Não há como ter privacidade na rede.
O que precisamos fazer no Brasil para nos atualizarmos, superando os decênios de atrasos da desgraça que nos têm imposto todos os desgovernos que nos arrastam para o precipício? Temos ou teremos infraestrutura e inteligência política para acompanhar esse avanço na velocidade exigida?Essa pergunta exige uma resposta múltipla. Desgraçadamente, os nossos governos dos últimos 25 anos governaram com os olhos e a cabeça voltados para trás. Por formação e conveniências políticas, eles se esqueceram de criar uma nação jovem, preparada e desenvolvida. Aparelharam o principal instrumento para isso: as escolas e a universidade. Enquanto o mundo civilizado está medindo seu PIB em bytes, nossos governos trabalharam pensando na década de 1950, buscando soluções para uma infraestrutura tanto política quanto industrial que não existe mais. Eles não perceberam as mudanças. Nossos economistas pensaram com a cabeça para o mundo de pós-guerra.
E o que resultou foi trágico…Os grupos econômicos ganharam muito dinheiro, concentraram o conhecimento e a renda, e o que poderia ser um imenso mercado consumidor se tornou numa legião de pobreza. Só como exemplo, cito a nossa política de incentivo à natalidade. Tanto o governo federal quanto os estaduais e os municipais incentivaram e incentivam a natalidade, achando estar apoiando os mais pobres. Estavam e estão criando miseráveis. O bebê de hoje é o arrimo da família pobre. Temos taxa de natalidade no topo da pirâmide social brasileira comparadas à da Noruega. Na base da pirâmide social temos taxa de natalidade comparável à da Etiópia e do Burúndi. Nossas meninas pobres são mães com 13, 15 anos de idade. Essa mesma menina vai ser avó com 30 anos e aos 45 anos, bisavó. Seus filhos já nascem condenados, não terão a menor chance no novo mundo. Até o nascimento os governos dão tudo, depois que nascem são esquecidos. O resultado disso são nossos centros urbanos: caóticos, desordenados e inabitáveis. O topo da pirâmide fica fora desse horror. Mas é aqui que eles vão viver. Todas as políticas sociais desde o governo FHC estão voltadas para fomentar a miséria.
Hoje temos 12,5 milhões de desempregados e, certamente, esta revolução tecnológica em nada nos ajudará a enfrentar essa tragédia social e econômica, que atinge já agora dimensões ciclópicas. Que esforços poderão ser feitos pelo Estado e pela sociedade para enfrentar esse quadro trágico, neste panorama terrível em que políticos, burocratas de alto coturno e nossa elite econômica só olham para o próprio barrigão, privilegiando suas castas e deixando o cidadão e contribuinte ao deus-dará?Na minha opinião, não existe no globo terrestre nenhum modelo econômico, em nenhum país, que seja capaz de absorver 13 milhões de pessoas desqualificadas para a nova economia. Para ser motorista de ônibus e de caminhão, nos dias de hoje, é necessário ter uma qualificação, uma formação técnica exemplar. Até o caixa de supermercado está desaparecendo. Será substituído pelas novas tecnologias. Não é só o desemprego que estimula a informalidade. A falta de formação adequada, também. Acredito que só haveria uma forma de minimizar esse sofrimento: um gigantesco e arrojado programa de infraestrutura. A construção de infraestrutura é uma grande absorvedora de mão de obra desqualificada. Isso amenizaria o problema por uma década. Mas aí você vai à raiz dos problemas brasileiros e encontra um Estado falido e com ojeriza à democratização do capital nos investimentos. Todo investimento do Estado é viciado em concentração, em cartéis, em monopólios, até mesmo incentivados pela política de leilões em bolsa. Porque o cidadão não pode investir sua poupança de R$ 2 mil num programa de privatização? Isso não interessa aos políticos, eles preferem o modelo chinês, cubano, venezuelano. Há um sopro de renovação ocasionado pelas eleições passadas, mas o grosso do Congresso Nacional está se lixando.
O senhor pode se orgulhar de ter enxergado antes de muita gente metida a sebo a dimensão real e potencial do capitão e deputado federal Jair Bolsonaro na espetacular conquista da Presidência da República, pelo voto direto do cidadão que não suporta mais ter de arcar com os prejuízos econômicos e éticos da política antiga. A seu ver, na Presidência da República, ele se imporá aos preconceitos de uma oposição vil e rasteira ou poderá cair na tentação dos vícios da velha política, amém?Os riscos existem. As barreiras interpostas ao novo governo são imensuráveis. Os grupos de interesses são diversos, estratificados e não quantificados. Isso se dá em função do improviso do governo. Agora é que o governo vai se assenhorear da situação. Isso levará um tempo. A vitória chegou de repente e entrou na sala sem bater à porta. Quanto mais rápido o governo identificar e se mobilizar diante dessas barreiras, mais chances de triunfo terá. Normalmente os grupos políticos se aglutinam em torno de um candidato bem antes das eleições. Isso proporciona ao candidato a possibilidade de se estruturar para governar em caso de vitória. Não foi o que aconteceu com Bolsonaro. Ele marchou sozinho.
A campanha foi impressionante.
Por onde andou acenava para os diversos grupos clamando por apoio e companhia. Poucos acreditavam. E ele venceu sob condições inacreditáveis. Sofreu atentado, campanhas difamatórias, e não tinha dinheiro nem mídia convencional. Observe que no dia do atentado havia uma multidão o seguindo e ele estava sozinho. Sozinho como fez em toda a sua campanha. A partir da vitória é que vem a estruturação. Vamos levar um tempo para poder aferir. Ele tem de se impor à esquerda em todos os segmentos. Mas não se iludam. Ele chegou sozinho em termos de grupos políticos. A massa, mais da metade dos eleitores, está com ele. Outro fenômeno a ser analisado e levado em consideração pelo governo foi a perda dos 10 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno das eleições. Num pequeno prazo de 20 dias, 10 milhões de votos se foram diante da atuação maciça da esquerda. Esse fato não pode ser desprezado.
Que papel será desempenhado neste futuro próximo pela esquerda e pelos partidos tradicionais, derrotados fragorosamente na última eleição e relegados por sua própria decisão a uma resistência histérica e estéril?A esquerda não morreu, nem morrerá, mas será minoria nos próximos anos. Permanecerá viva e atuante. Precisamos esperar para ver como será o comportamento do Congresso Nacional. A partir da atuação dos congressistas poderemos firmar um argumento. A esquerda tem a pauta nacional e está incrustada em todos os segmentos da sociedade brasileira. O único segmento social em que a esquerda não atua é o dos negócios, do agro à padaria da esquina. Eles não sabem como se meter numa área em que a livre-iniciativa, a vontade pessoal e o riscos são os ingredientes principais. O resto, toda a pauta é da esquerda. Vai do meio ambiente,  passando por presidiários, ensino, artes e cultura, música e cinema, feminismo, sexualidade e outras tantas. O novo governo impôs sua promessa de dominar essas pautas com novos projetos, com novas abordagens e novos sonhos. Assim venceu nas urnas. A esquerda vocifera pela mídia. Ela domina os canais da velha mídia. Vai fazer muito barulho, sem, porém, ter mais o apoio da sociedade como tinha outrora. É nessa lacuna que o governo deve entrar e se consolidar.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como a entrevista de Aleluia ao Blog do Nêumanne é muito extensa, vamos publicar a segunda parte amanhã, e o assunto é a derrocada da mídia. (C.N.)

Pensando bem, Brasília parece ter sido construída para se tornar o túmulo do Brasil…


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Charge do Sinovaldo (Jornal VS)
Celso Serra
O editor Carlos Newton, quando afirma na “Tribuna da Internet” que “o capitalismo à brasileira criou uma nomenclatura absurda, com o Supremo a reconhecer direitos adquiridos e os três Poderes a criar penduricalhos salariais, como cartão corporativo, auxílios para moradia, alimentação, educação, creche, transporte, é um nunca-acabar”, eu me pergunto: existiam esses “penduricalhos” quando a capital federal era no Rio de Janeiro? Seria muito interessante que se fizesse um estudo comparado…
Digo isso pois sou do tempo em que ministros do Supremo Tribunal Federal caminhavam com toda a segurança pela Avenida Rio Branco, aqui no Rio de Janeiro, sem guarda-costas. Hoje, nem em aeroportos podem ficar juntos com os cidadãos, por que são hostilizados e ridicularizados.
ERRO DE JK – Juscelino Kubitschek, tardiamente, reconheceu o erro que tinha cometido ao dizer “Estou com uma sensação de que Brasília não é mais minha. Não é como uma filha que se casa. É diferente. É pior.”
Pior do que “uma filha que se casa”? Só se essa filha tiver se prostituído. Não há outro entendimento. E o ícone Ulysses Guimarães afirmava que, em Brasília, “a cada legislatura piora a qualidade dos membro do Congresso Nacional”.
O pior é que a população brasileira não tem essa impressão apenas do Congresso Nacional. Pelo que tenho lido, em volume assustador, a opinião pública faz o mesmo juízo com relação aos membros do Supremo Tribunal Federal que garantem a impunidade de ladrões do dinheiro público. Brasília, ao que parece, foi construída para ser o túmulo do Brasil.
BOLSONARO – Parece que o brasileiro votou na pessoa que prometeu fazer uma faxina completa na gigantesca corrupção implantada por Lula, Dilma, Dirceu e demais comparsas no Brasil. Estamos aguardando.
Porém, se o faxineiro eleito não possui condições de realizar a faxina de modo abrangente e impessoal, que renuncie ao mandato e seu vice assuma e cumpra o que foi prometido ao povo brasileiro. É uma solução rápida e constitucional.

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