sábado, maio 08, 2010

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Renovado, Fiat Uno mantém bom preço

o mantém bom preço

Divulgação
Novo Uno chega com modernas linhas  arredondadas


Novo Uno tem visual moderno, quatro versões e motores 1.0 e 1.4

Após realizar 760 entrevistas com o que define como "formadores de opinião", três anos de trabalho na prancheta e na engenharia, no Brasil e na Itália, e um total de investimentos de R$ 600 milhões, a Fiat oferecerá a partir da próxima semana, na rede de concessionárias, o Novo Uno.

O "quadrado" do antigo modelo, lançado em 1983, ganhou curvas e ficou mais moderno, com cara de carro-conceito, o que deverá gerar impacto visual nas ruas.
Fonte: Agora

"Tirem o cavalo da chuva. Não vou sair", diz Tuma Jr

Reportagem indicou suposto favorecimento a comerciante chinês. Tuma Jr. se diz amigo de suposto chefe de máfia, mas nega denúncias

G1/Globo.com

O secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, disse nesta sexta-feira (7), em entrevista exclusiva ao G1, que não vai deixar o cargo devido a sua ligação com o suposto chefe da máfia chinesa de São Paulo, Li Kwok Kwen, conhecido como Paulo Li. "Tirem o cavalo da chuva. Não vou sair", afirmou.

Reportagem publicada na quarta-feira (5) pelo jornal "Estado de S.Paulo" revelou gravações telefônicas e e-mails entre Tuma Júnior e Paulo Li interceptados pela Polícia Federal durante investigação sobre contrabando. Paulo Li foi denunciado pelo Ministério Público Federal no fim do ano passado por formação de quadrilha e descaminho (contrabando). Ele está preso.

O secretário admitiu ter amizade com Li, mas negou envolvimento com irregularidades. “É lógico que ele é meu amigo. Agora, que vantagem ele tem de ser meu amigo se ele está preso? Nenhuma. Não tem nada no Código Penal que diga que ter amigo é crime. O que não pode é acobertar atividade ilícita de qualquer um. E isso eu nunca fiz”, afirmou. Tuma Júnior disse conhecer Paulo Li há 20 anos e revelou ter ficado “abismado com as denúncias” envolvendo o amigo.

“Esse negócio de falsificar celular, confesso que fiquei muito chateado. Abismado. Não vou dizer que é mentira. Porque se está nos autos deve ser verdade. Agora, é uma coisa que eu jamais desconfiei. Não acredito que ele fizesse até. Porque conheço o cara há 20 anos. E eu não posso negar, nem que isso deponha contra mim, porque eu sou policial e eu tinha pelo menos que ter desconfiado. Se não desconfiei, é porque ele não fazia ou fazia muito recentemente. Porque não dá para andar com um cara que é bandido e não saber. Isso eu nunca desmenti”, afirmou.

Ao ser preso em setembro de 2009 na operação Wei Jin, da Polícia Federal, Paulo Li teria telefonado para Romeu Tuma Júnior na frente dos agentes que cumpriam o mandado. Dias após a prisão, Tuma Júnior teria ligado para a Superintendência da PF em São Paulo, onde corria a investigação, e pediu para ser ouvido. O depoimento teria ocorrido em um sábado e o secretário teria alegado que não sabia de atividades ilegais de Li.

Sobre a ligação que recebeu de Li no dia em que foi preso pela Polícia Federal, Tuma Júnior contou que estava em um hotel no Rio de Janeiro junto com o então ministro da Justiça, Tarso Genro, e com o diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa.

“Estou no hotel dormindo. Seis da manhã toca o meu telefone. O Paulinho [Paulo Li]: ‘Doutor Romeu, onde você está? Tem gente batendo na minha porta e tão falando que são da Polícia Federal e eu não sei o que eu faço’. Aí eu disse: ‘Confirma se é. Vê se tem mandado, vê a carteira. Você deve alguma coisa?’ Ele me disse que não. E eu disse: ‘Então abre a porta’”, relatou Tuma Júnior.

Segundo o secretário, “imediatamente” ele chamou Tarso Genro e o diretor da PF para conversar sobre a presença de agentes federais na casa do amigo. “Conversei com o ministro e falei com o diretor e disse: ‘Tem policiais na casa de um cara que é do meu relacionamento. Quero deixar claro: se o cara cometeu irregularidade, não quero saber. Agora, cuidado. Não façam exploração política. Ele tem foto com o presidente, tem foto com o ministro, tem foto comigo porque ele é um cara de ‘colônia’ [chinesa em São Paulo]. Agora eu preciso saber o que é porque ele está sendo ameaçado. Esse cara estava ameaçado de morte.”

Tuma Júnior disse ser uma rotina do seu cargo receber ligações de líderes de comunidades estrangeiras interessados em processos de visto de permanência no país. “Na minha função atendo a todos os estrangeiros. Então, todos os líderes de colônia que me procuram eu vou atender. Não é o Paulo Li. O líder da ‘colônia’ boliviana também é atendido todo dia aqui.”

Mercadorias apreendidas

Tuma Júnior também negou as denúncias sobre a suposta atuação para liberar mercadorias apreendidas de outro chinês, Fang Ze, apontado pela PF como contrabandista, segundo reportagem publicada nesta sexta pelo jornal “Estado de S. Paulo”. Ze integraria a máfia chinesa em São Paulo.

Tuma Júnior reclamou da suposta publicação “incompleta” dos áudios interceptados pela Polícia Federal e afirmou que não estava atuando para liberar mercadorias, mas para investigar uma suposta tentativa de extorsão. “Não tem mercadoria nenhuma. Eram livros fiscais de um amigo meu que foram na firma dele para fazer fiscalização, e o fiscal levou os livros e ficou achacando o cara”, relatou.

O secretário disse que o suposto funcionário teria pedido R$ 30 mil para liberar os livros e que ele só agiu no caso para não “prevaricar”. “Qual é a minha obrigação para não prevaricar? Ir lá e avisar o chefe do cara. Agora, o que é que sai [publicado no jornal] é que era mercadoria. Não era mercadoria, era livro fiscal. Era só divulgar a escuta inteira”, declarou.

‘Interesse eleitoral’

Ele atacou as reportagens publicadas sobre o caso e disse que as denúncias têm “interesse eleitoral”. Tuma Júnior afirmou que vai “processar quem o calunia” porque “se sente injustiçado”. “Não vou entrar com ação para impedir divulgação. Prefiro ser injustiçado a ver a imprensa calada. Me sinto injustiçado. Já tenho advogado, vou procurar meus direitos e vou processar aqueles que me caluniam. Não tenha a menor dúvida”, afirmou.

“Me amargura ver que pessoas irresponsáveis estão colocando no jornal coisas que estão arquivadas. Eu fui averiguado e fui investigado. Não fui indiciado, não fui denunciado e não fui processado. O delegado chegou à conclusão de que não cometi crime. O promotor concluiu que não tinha elementos para me denunciar porque eu não cometi crime. O juiz mandou arquivar isso”, argumentou. “Eu to me defendendo do quê, se a Justiça, a polícia e o Ministério Público falaram: ‘Esse cara não deve’?”. Estou respondendo a um inquérito do [jornal] ‘Estado de S. Paulo’, que tem objetivo político, antirrepublicano, inconfessável”, declarou.

Procurado pelo G1 o jornal “Estado de S. Paulo” informou que não iria comentar as declarações de Tuma Júnior.

Amizade antiga

Tuma Júnior disse que a amizade com o suposto chefe da máfia chinesa começou na PF e foi prolongada em razão de Li ser líder da comunidade de estrangeiros. “Ele foi professor de caratê da Polícia Federal. Quando eu cheguei, ele já ‘tava’ lá. Era um cara simples. Ele era líder da ‘colônia’. Presidente da associação, professor de caratê, tem uma academia. Ele dava aula nessa academia. Sempre tive amor e apreço e muita ligação pela ‘colônia’”, relatou o secretário.

A ligação com a comunidade estrangeira fez com que Li desempenhasse papel importante na campanha de Tuma Júnior a deputado estadual de São Paulo. “Por ser líder da ‘colônia’, ajudou muito na campanha. Sempre teve muito contato por conta disso. Quando fui eleito deputado estadual, coloquei na Assembleia como assessor parlamentar. Trabalhou quatro anos comigo, compareceu todos os dias. Tive votação expressiva na ‘colônia’ chinesa. Tinha um compromisso com a ‘colônia’”, afirmou.

Novas conversas

Tuma Júnior disse que espera ainda o vazamento de novas conversas dele, gravadas pela PF. Entre as interceptações telefônicas que ainda não surgiram, Tuma relatou a conversa que teve com a filha e com a mulher para intermediar a aprovação do futuro genro no concurso público para vagas de escrivão da Polícia Civil de São Paulo.

O caso também foi alvo de reportagem do jornal “Estado de S. Paulo”, que mostrou o secretário supostamente pressionando o órgão pela aprovação do futuro genro.

Negando o suposto tráfico de influência, o secretário nacional de Justiça disse que estava em viagem oficial no exterior quando recebeu a ligação da filha pedindo que o pai escrevesse uma carta de recomendações para o genro, o que faria parte de uma das fases do concurso para entrar na polícia.

Fonte: Gazeta do Povo

Como 2 e 2 são 5

dora kramer


Os desacertos locais se refletem no plano nacional. Marcado para 15 de maio, o grande ato de sagração da aliança com o anúncio de Michel Temer como candidato a vice foi transferido para 12 de junho


O caso de Minas Gerais é típico: o acordo de candidatura única para o governo do estado já foi anunciado umas três vezes, adiado outras tantas, e quanto mais o PT e o PMDB se reúnem para acertar os termos da aliança mais confusas parecem as relações entre os dois partidos.

Da penúltima vez que representantes do PT nacional anunciaram que o martelo em Minas estava batido, o ato oficial de apoio ao candidato do PMDB, Hélio Costa, para governador foi marcado para o dia 9 de maio.

O PT pedira ao PMDB uma semana de prazo depois da realização das prévias (dia 2) alegando a necessidade de se organizar internamente. Todas as garantias de que as prévias eram para escolher o candidato a senador, nada a ver com candidatura própria.

Pois Fernando Pimentel venceu as prévias, o dia 9 de maio sumiu do calendário e da última vez que o assunto foi tratado em público, agora já por representantes nacionais do PT e do PMDB, o ato oficial de apoio a Hélio Costa ficou adiado para 6 de junho.

Explicação? É necessário mais um prazo para apaziguar a militância cuja expectativa é a de ter candidatura própria e não apoiar um candidato do PMDB.

Mas não estava tudo certo? Palavras não foram empenhadas? Os militantes que votaram nas prévias não foram avisados de que escolhiam o candidato a senador na chapa única? O presidente da República não havia acenado com a hipótese de intervenção no diretório regional caso não se cumprisse o prometido?

De qualquer modo ainda há prazo, embora não deixe de ser esquisito que as direções de dois partidos em via de fechar uma aliança para disputar a Pre­­­sidência da República não explicitem com clareza os critérios que conduzem os procedimentos dos acordos regionais nem sigam um calendário por elas previsto.

Os desacertos locais se refletem no plano nacional. Marcado para 15 de maio, o grande ato de sagração da aliança com o anúncio de Michel Temer como candidato a vice foi transferido para 12 de junho.

Explicação? Genérica: necessidade de aparar arestas em vários estados do país.

Nenhuma novidade em se tratando de dois partidos cujas bases em determinadas regiões são de origens e práticas inteiramente diferentes, animosas entre si.

O PMDB que numa fase anterior explicitava as divergências, agora está mais cuidadoso. Evita manifestações que possam ser interpretadas como ameaças de rompimento da aliança nacional. Inclusive porque, nessa altura, não teria discurso nem motivo para tal.

Nunca mais se teve notícia do programa de governo que o PMDB pretendia apresentar a Dilma Rousseff até 8 de maio. Hoje, portanto. O prazo acabou e ninguém se sentiu no dever de dar uma satisfação.

O mais provável, a despeito dos descompassos, é que no fim tudo acabe saindo como previsto. É diferente de dar certo do ponto de vista do funcionamento harmonioso da aliança.

Mas conviria ao PT e ao PMDB perceberem que da forma como agem dão a nítida impressão de que as coisas entre eles parecem tão certas como 2 mais 2 são 5.

Base

O índice de 7,7% de reajuste para as aposentadorias acima de um salário mínimo aprovado pela Câmara, deve mesmo ser mantido pelo Senado.

Já o fator previdenciário – o cálculo que adia a aposentadoria à medida que aumenta a expectativa de vida – tem boa chance de ser retomado pelo Senado.

A Câmara fez terra arrasada na Previdência. O Senado recuperaria o ponto mais arrasador para as contas, embora o menos desgastante para o presidente Lula vetar, mas deixaria para ele o ônus do veto do reajuste.

E a isso ainda se dá o nome de base parlamentar aliada.

Equipe

Quando diz que pretende, se eleito presidente, convidar o PT e o PV para fazer parte do governo, no que se refere aos verdes o tucano Jose Serra tem em mente o nome do médico sanitarista Eduardo Jorge, ex-petista e hoje no PV, para o Ministério do Meio Ambiente. Ele é coordenador da campanha de Marina Silva e foi secretário municipal do Meio Ambiente de São Paulo.

Fonte: Gazeta do Povo

Políticos contestam relação de Fichas Sujas

Evandro Matos

Sobre matéria publicada na edição desta ontem na Tribuna da Bahia, que apresentou os nomes dos parlamentares baianos incluídos na lista de “Ficha Suja” no site da ONG Transparência Brasil, o deputado federal e presidente estadual do PP, Mário Negromonte negou as acusações e fez questão de esclarecer os motivos que levaram o seu nome a estar inserido na referida lista.

Demonstrando irritação com o episódio, ele afirmou que nada tem a ver com o Caso das Ambulâncias, que aconteceu há quatro anos. “À época, um deputado do PP conversava com um dos diretores da empresa que fornecia as ambulâncias. No meio da conversa, que foi gravada pelo Ministério Público de Mato Grosso, o deputado citou o meu nome, dizendo que eu tinha sido eleito líder do partido”, explicou, ao afirmar que “pegaram a relação das pessoas que foram denunciadas e não acompanharam o processo”.

Para tentar provar a própria inocência, o líder progressista foi mais incisivo, afirmando que foi inocentando tanto pela própria Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou o escândalo das sanguessugas na Câmara, quanto pelo Ministério Público e a Procuradoria Geral da República. “Tenho documentos da CPI dizendo que não existia nada contra o meu nome. Eles investigaram tudo e não encontraram nada. Não respondo a nenhum processo no Supremo e a Procuradoria Geral da República e o Ministério Público mandaram arquivar tudo por falta de provas”, enfatizou.

Pedindo para que fossem restabelecidas a sua boa fé e inocência, Negromonte disse ainda que é a favor do projeto Ficha Limpa que está tramitando na Câmara dos Deputados, tanto que votou favorável à sua aprovação nesta semana. “Não tenho nada a temer e vou exigir que retirem o meu nome dessa relação (web). Votei pela aprovação do Projeto Ficha Limpa e vou continuar apoiando”, completou o líder do PP, ao afirmar ainda que sua vida estava “muito mais limpa do que a de muita gente por aí afora”.

Josias Gomes também reage

O ex-deputado federal Josias Gomes (PT) também reagiu e desqualificou o levantamento do site Transparência Brasil. Seu nome é citado na lista por ter sido investigado pela CPI do Mensalão, em 2005, com acusação de ter sacado duas vezes R$50 mil no Banco Rural de Brasília sem justificar a origem do dinheiro. Ontem, Gomes entrou em contato com a Tribuna da Bahia explicando que não existe nada contra o seu nome e “nenhum processo tramitando na Justiça”.

“O levantamento do site Transparência Brasil está equivocado. Não tem nenhum processo contra mim, seja do Mensalão, na Justiça da Bahia, em Brasília ou em qualquer Tribunal”, frisou Gomes. De fato, na relação dos 40 nomes indiciados pelo então Procurador-Geral da República, Antônio Fernandes de Souza, não consta o nome do ex-deputado baiano. Ele ameaçou renunciar ao cargo, mas acabou desistindo. Em maio de 2006, julgado no Plenário da Câmara dos Deputados das acusações por quebra de decoro parlamentar, a maioria (228) votou pela sua cassação, conforme recomendação do Conselho de Ética, mas os votos foram insuficientes - seriam necessários 257.

Foram citados ainda na lista os ex-deputados federais Coriolano Sales (PSDB), Guilherme Menezes (PT), Reginaldo Germano (PP) e Zelinda Novaes (PFL), além do ex-senador Rodolfo Tourinho (PFL). A matéria revelou ainda que na votação dos destaques da proposta que proíbe a candidatura de políticos condenados pela Justiça na Câmara, na última quarta-feira, 43 deputados votaram a favor de mudanças que inviabilizariam o Projeto Ficha Limpa, entre eles, os baianos José Rocha (PR), Marcelo Guimarães Filho (PMDB), Mauricio Trindade (PR) e Raimundo Veloso (PMDB). Nenhum deles foi localizado para falar sobre o assunto.

Fonte: Tribuna da Bahia

Líder do tráfico morto em confronto

tatiana ribeiro

Três homens morreram em confronto com a polícia, na tarde de ontem, na Rua Simões Filho, bairro da Boca do Rio. Dentre eles, está o líder do tráfico de drogas, Leandro Floquet Miranda, 24 anos. Além dele, ainda foram mortos, o sobrinho dele, José Carlos Miranda de Santana, conhecido como "Zé Baiano", 19 anos, e Mateus Ramos Damasceno, conhecido como "Pinga", 21 anos. De acordo com informações do delegado Nilton Tormes, titular da 14ª Delegacia, um outro indivíduo ainda está foragido.

Durante a ação da polícia, foi preso Elivan Souza Paranhos de Oliveira, 24 anos, acusado também de participar da quadrilha de Floquet. Durante a operação, foram apreendidos dois revólveres calibre 38, uma espingarda calibre 38, e meio quilo de maconha. As investigações contaram com a participação de policiais da 7ª e 14ª Delegacia, policiais da Rondesp e do Departamento de Tóxicos e Entorpecentes.

De acordo com testemunhas que não quiseram se identificar, por volta das 13 horas de anteontem, três policiais almoçavam em um restaurante do bairro, quando três homens passaram num pálio azul escuro, de placa JXB 7525. Os policiais saíram do restaurante em perseguição. “Os acusados chegaram a fugir.

Dois deles entraram em um salão de beleza e um foi executado dentro de uma padaria. Houve tumulto e confusão. As pessoas não sabiam do que se tratavam e entraram em pânico", descreveu o morador. Segundo o delegado Cleando Pimenta, do Departamento de Tóxicos e Entorpecentes, no mês passado a polícia intensificou as investigações na região do Calabar e do Alto das Pombas, devido ao elevado número de ocorrências de homicídios e tráfico de drogas no local.

Durante a ação, foi preso Elivan, que é acusado pela polícia de ser armeiro da quadrilha. “Ele serviu para o exército prestando serviço em tal função. No decorrer das investigações, a polícia tomou conhecimento que Leandro Floquet estaria circulando na região na Boca do Rio. Marcamos campana lá e conseguimos pegá-lo com seus comparsas.”, explicou o delegado.

Articulação para o crime envolvia membros da família

Leandro Floquet é acusado de ser o mentor da chacina do Alto das Pombas que resultou na morte de quatro pessoas em abril de 2008. Ele ainda respondia pelos crimes de formação de quadrilha, em 2006, pela 14ª Delegacia, e por porte de arma na região da 6ª Delegacia.

Ainda segundo policiais, o sobrinho de Floquet, "Zé Baiano", seria o braço direito dele na sucessão da liderança do tráfico de drogas na região do Alto das Pombas, na Federação. “Ele responde por vários homicídios nessa região apesar dele só ter passagem por porte ilegal de armas”, ressaltou o chefe do Serviço de Investigação da 7ª Delegacia do Rio Vermelho, Paulo Portela.

Ainda de acordo com informações da polícia, quase toda a família de Floquet teria envolvimento com o tráfico de drogas. A tia dele, e mãe do acusado de tráfico “Zé Baiano”, conhecida como Simone, está presa desde 2009 pela prática do mesmo crime e foi condenada a três anos e seis meses. (TR)
Fonte: Tribuna da Bahia

Sem novidade, mas oportuno

Carlos Chagas

Ponto para José Serra ao admitir o óbvio, ou seja, que se eleito convidará o PT, o PV e outros adversários de hoje para a formação de um governo voltado para as necessidades nacionais. Não anunciou nada de novo. Poderá até não dar consequência à intenção, ou ser rejeitado. Diversos presidentes da República concretizaram essa integração, de Getúlio Vargas a Juscelino Kubitschek e até Itamar Franco. Outros nem tentaram, como Jânio Quadros, Fernando Collor e Fernando Henrique.

O singular na fala de José Serra foi haver saído na frente. Em alguns setores do PSDB houve reação. Afinal, pode ter sido precipitação tornar público o propósito de somar, quando a campanha parece encaminhar-se para a divisão plebiscitária. Ainda mais na presença de Dilma Rousseff, no auditório da Associação Mineira de Municípios.

No Congresso, porém, a disposição do candidato tucano pegou bem. Serviu para desarmar espíritos mais radicais, além de haver contrariado o presidente Lula, para quem as eleições precisam assemelhar-se a uma final de campeonato de futebol, com as torcidas cada vez mais acirradas e agressivas.

Sente-se que depois de reconhecer-se candidato, Serra vem surpreendendo com atitudes e conceitos peculiares. Espera-se a réplica de Dilma na próxima reunião dos candidatos, dia 25, na Confederação Nacional da Indústria, em Brasília. Como em Belo Horizonte, quinta-feira, não será um debate entre os pretendentes ao palácio do Planalto. Eles continuarão respondendo isoladamente as questões postas pelo plenário, sem questionamentos ou indagações entre eles, coisa que apenas acontecerá a partir de agosto, quando começarem os debates nas principais redes de televisão. Mesmo assim, fica impossível que se ignorem.

O governo acabou?

Conhecido por sua agressividade, o deputado Paulo Bornhausen afirmou, na tribuna da Câmara, que o cafezinho já começa a ser servido frio no gabinete do presidente Lula. Acrescentou com humor que, no Congresso, há algum tempo a bebida vem gelada, mas aproveitou para concluir que o atual governo parece não ter mais nada a fazer, exceção de participar da campanha sucessória.

As oposições pretendem desenvolver a tese do parlamentar pelo DEM, de que o governo Lula acabou. Pode não ser verdade, mas a crítica pega feito sarampo. Depois do PAC II, que não saiu da casca, ficou um vazio razoável na administração federal. Falta às contínuas exortações do presidente Lula sobre o Brasil ser outro, algo de concreto, palpável, para anunciar. Sequer uma nova iniciativa no campo social.

De volta à planície

Declarou o Lula que deixar a presidência da República não irá tirá-lo da vida pública. Pretende viajar pelo país, ajudando os companheiros. Deveria atentar para o exemplo do antecessor. Não parece fácil a ex-presidentes manter-se no palco, mesmo nas laterais. Fernando Henrique que o diga. Aceita até fazer palestras em jardins da infância, mas sua influência política caiu a olhos vistos. Caso Dilma Rousseff seja eleita, Lula precisará guardar silêncio para não prejudicá-la. Qualquer opinião que expresse poderá ser tida como crítica. Na hipótese da vitória de Serra, seus horizontes se ampliarão, mas seria bom verificar o fato de que as atuais intervenções do sociólogo despertam cada vez menos as atenções gerais.

Em ponto morto

Imobilizaram-se as articulações para o PT compor-se com seus aliados, em diversos estados. O PMDB recusa-se a ceder espaço nas eleições de governador, o Partido Socialista joga sua sobrevivência em outros, enquanto o PP e o PTB fingem-se de desentendidos, sem avançar um milímetro sequer nos entendimentos para favorecer a candidatura de Dilma Rousseff. Tentam valorizar-se os aliados, pelo menos enquanto a candidata se mantém atrás de José Serra, nas pesquisas. Estamos naquela fase em que tudo pode acontecer, desde nova corrida adesista até o distanciamento ainda maior.

Fonte: Tribuna da Imprenas

Fernando Sarney é indiciado pela PF por evasão de divisas

O empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP), foi indiciado nesta sexta-feira (7) pela Polícia Federal pelo crime de evasão de divisas.Ele prestou depoimento, em São Luís, e não respondeu a nenhuma pergunta.

No ano passado, Fernando Sarney foi indiciado em três inquéritos por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, falsidade ideológica e gestão irregular de instituição financeira. A defesa do empresário nega todas as acusações.

A Polícia Federal investiga uma suposta operação simulada de comércio exterior que envolve o empresário, conforme divulgou o jornal “Folha de S.Paulo”, no dia 26 de março. A suposta operação tinha como objetivo a remessa ilegal de recursos para fora do país.

De acordo com a reportagem, a investigação é um desdobramento da operação Faktor (ex-Boi Barrica), da Polícia Federal, que apura a existência de contas do empresário em outros países.

O suposto esquema irregular de envio de recursos ao exterior simulava uma operação de comércio exterior com empresas brasileiras e chinesas de fachada. Uma empresa brasileira simulava a compra de produtos chineses. O contrato era registrado no Banco Central para o envio de dólares para a conta da empresa exportadora na China, mas a mercadoria nunca era enviada ao Brasil.

A reportagem disse ainda que policiais de São Paulo e fiscais já haviam identificado, no ano passado, um grupo de 40 empresas que poderiam usar do mesmo artifício para remeter dinheiro ilegalmente para o exterior, num total que pode ter sido superior a US$ 800 milhões entre 2005 e 2008. As informações são do G1.

Fonte: Correio da Bahia

Deputados pegam verba pública e fazem campanha

Aguirre Peixoto l A TARDE

No ano em que vão concorrer à reeleição, os deputados estaduais baianos gastaram quase a metade da verba indenizatória com a divulgação de suas atividades (jornais, boletins ou outras publicações). Essa verba, criada para auxiliar o parlamentar no exercício do mandato, está sendo revertida, na maioria dos casos, para propaganda eleitoral antecipada, na avaliação da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE).

A PRE iniciou na última semana uma análise do conteúdo dos boletins informativos produzidos pelos deputados estaduais neste ano e em 2009, já tendo identificado indícios de propaganda antecipada em boletins de pelo menos oito deputados, em avaliação adiantada com exclusividade para A TARDE.

O procurador eleitoral, Sidney Madruga, avaliou que a maioria dos jornais parlamentares denota algum tipo de autopromoção dos deputados, o que é entendido como propaganda antecipada. “Geralmente eles apresentam textos e expressões que promovem a figura política”, afirmou.

Segundo ele, esses documentos deveriam ser essencialmente informativos, dizendo somente os atos realizados pelos deputados, sem adjetivos ou elogios. Ainda que não peçam votos, são entendidos como propaganda antecipada, raciocínio seguido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ao condenar alguns deputados ao pagamento de multas.

Até agora, foram processados Ferreira Otomar (PMDB), Javier Alfaya (PCdoB), Joélcio Martins (PMDB) e Zé Neto (PT), porque veicularam outdoors com suas fotos e mensagens à população. “Essas ações não são tomadas para informar o eleitor, mas sim como uma forma de propaganda. Não podemos raciocinar com ingenuidade”, avaliou Madruga.

Leia reportagem completa na edição impressa do Jornal A Tarde deste sábado

Servidores do TRE entram em greve por tempo indeterminado

Paula Pitta | A TARDE On Line

Os servidores do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deflagraram greve, a partir desta sexta-feira, 7, por tempo indeterminado. A partir de segunda, 10, toda Justiça Federal para com a adesão dos funcionários do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Com a greve, serão mantidos apenas os serviços de emergência, como emissão de habeas corpus e liminar de saúde.

Eles querem a aprovação do PCS 6613/09, que prevê o plano de Cargos e Salários da categoria e reprovação do PLP 549/09, que determina o congelamento das despesas com pessoal. "Se o PLP 549/09 for aprovado, não teremos concurso público nos próximos dez anos. A administração pública vai parar", explica Rogério Fagundes, coordenador do sindicato. Ele diz que os dois projetos serão votados no próximo dia 12 no Congresso Nacional.

Os servidores do TRE fazem assembleia nesta sexta, às 10 horas, na sede do órgão, para informar a categoria sobre o andamento da paralisação. Na Bahia, há cerca de cinco mil servidores da Justiça Federal.

Serventuários da Justiça entram em greve por tempo indeterminado

Luciano da Matta/Agência A TARDE
Na  assembleia, foi discutida a situação da categoria que está na iminência  de ter perdas salariais

Amélia Vieira

Em uma conturbada assembleia no salão do 2º Tribunal de Júri do Fórum Ruy Barbosa, os serventuários da Justiça baiana votaram nesta sexta-feira, 7, pela paralisação das atividades por tempo indeterminado. A greve é uma reação ao Decreto Judiciário nº 152 do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), que determina cortes nos benefícios dos servidores, como medida de adequação à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Houve consenso dos trabalhadores em relação à paralisação, votada nos primeiros minutos da assembleia. Também ficou decidida que será feita nova assembleia na próxima sexta, 14.

A assembleia foi conduzida pelos Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado (Sinpojud) e Sindicato dos Servidores dos Serviços Auxiliares do Poder Judiciário (Sintaj). Após deflagrar a greve, houve tentativa de votar a minuta do anteprojeto de lei a ser encaminhado ao TJ-BA.

Sem cópias da proposta para distribuir entre os presentes e tentando colocar para apreciação numa leitura rápida, os sindicatos despertaram a fúria dos servidores, que se manifestaram com vaias e gritos.

O jeito foi abrir o microfone para pronunciamentos. Apesar das poucas vozes dissonantes, o clamor era contra os adicionais que confluem para a existência de um clã de servidores do Poder Judiciário que recebem supersalários. Como já foi denunciado por A TARDE, existem casos de vencimentos que chegam a R$ 52 mil.

Pouco depois do meio-dia, após muita discussão, que por pouco não chegou às vias de fato, ficou acordada a formação de uma comissão. Servidores de base e dos sindicatos integraram o grupo que tem como meta a revisão da minuta do anteprojeto.

Leia reportagem completa na edição impressa do Jornal A Tarde deste sábado,

Parecer do CNJ condena supersalários do TJ-BA

Claudionor Junior/Agência A TARDE
Telma  Britto, presidente do TJ:  “Eu não tenho o decreto como definitivo. Mas é  um grande passo”


Flávio Costa e Valmar Hupsel Filho l A TARDE

A Secretaria de Controle Interno do Conselho Nacional de Justiça (SCI-CNJ) emitiu parecer pelo fim do “adicional de função” pago pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) a 2.346 servidores judiciários. Considerado ilegal por violar a Constituição, a gratificação consome R$ 5,3 milhões mensais da folha salarial da corte baiana – 8,44% do total.

A recomendação do conselho, unidade de controle e auditoria do CNJ, ainda precisa ser acatada pelo conselheiro José Adônis Callou de Araújo; relator do processo no SCI sobre irregularidades na folha do Tribunal de Justiça. Ele deu cinco dias, contados a partir de quinta-feira, 6, para a defesa da presidente do TJ-BA, desembargadora Telma Britto.

Diretores, chefes, supervisores e assessores de desembargadores exercem cargos de confiança no Tribunal, e recebem ilegalmente o benefício, o qual eleva seus rendimentos em até 150% da remuneração-base.

Todos os 116 servidores que recebem os maiores adicionais estão lotados na Comarca de Salvador, fato que para a auditoria do CNJ sugere que “há privilégios na concessão de tal adicional ou, no mínimo, existe certa preferência para contemplar tão-somente os servidores da capital do Estado”.

Leia reportagem completa na edição impressa do Jornal A Tarde deste sábado,

sexta-feira, maio 07, 2010

Dormir pouco pode levar à morte prematura, diz estudo

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(arquivo)

Cientistas afirmam que um sono saudável não deve ter menos que seis ou mais que nove horas


Pesquisadores italianos e britânicos afirmaram que pessoas que dormem menos de seis horas por noite poderão ter uma morte prematura.

De acordo com um estudo feito pelos cientistas da Universidde de Warwick em colaboração com a Universidade de Medicina Federico 2º em Nápoles, Itália, pessoas que regularmente dormem menos que seis horas por noite tem chances 12% maiores de morrer em um período de 25 anos do que as pessoas que dormem o período ideal, de seis a oito horas.

O estudo, publicado na revista especializada Sleep, analisou os padrões de sono e mortalidade de 1,3 milhão de pessoas compilados em 16 pesquisas anteriores da Grã-Bretanha, Estados Unidos, países da Europa e da Ásia. Estas pessoas foram acompanhadas durante 25 anos - mais de 100 mil mortes foram registradas entre elas.

Na análise, os cientistas concluíram que a morte prematura pode ter ligações com pouco tempo de sono por noite ou sono excessivo, fora da faixa considerada "ideal", entre seis e oito horas.

Mas, enquanto poucas horas de sono podem ter uma ligação direta com problemas de saúde levando a uma morte prematura, o excesso de sono pode ser apenas um sintoma de outros problemas de saúde já estabelecidos, segundo os pesquisadores.

"Dormir de seis a oito horas por noite pode ser mais favorável para a saúde. A duração do sono deve ser encarada como um fator de risco comportamental adicional, ou marcador de risco, influenciado pelo ambiente e possivelmente tratável, por meio de educação e aconselhamento, além de medidas de saúde pública voltadas para uma modificação dos ambientes físico e de trabalho", afirmou o professor Francesco Cappuccio, chefe do Programa de Sono, Saúde e Sociedade da Universidade de Warwick.

Sociedade moderna

Para Cappuccio, existe na sociedade atual uma redução gradual do tempo de sono.

"A sociedade moderna está vivenciando uma redução gradual na quantidade média de sono que as pessoas conseguem ter e este padrão é mais comum entre os que trabalham em período integral, sugerindo que isto ocorre devido a pressões da sociedade para o aumento nas horas de trabalho", afirmou.

"Por outro lado, a deterioração de nossa saúde geralmente é acompanhada por uma extensão de nosso tempo de sono", acrescentou.

No entanto, Cappuccio afirma que são necessários mais estudos para entender exatamente a razão de o sono parecer tão importante para a boa saúde.

Para o professor Jim Horne, do Centro de Pesquisa do Sono de Loughborough, na Grã-Bretanha, outros fatores podem estar envolvidos na morte prematura, e não apenas o sono.

"O sono é apenas uma espécie de indicador para a saúde física e mental. O sono é afetado por muitas doenças e condições, incluindo depressão", disse.

E, segundo Horne, melhorar o sono pode não fazer com que uma pessoa se sinta melhor ou viva mais.

"Mas, dormir menos que cinco horas por noite sugere que algo provavelmente não está certo."

"Cinco horas é insuficiente para a maioria das pessoas e ficar sonolento durante o dia aumenta o risco de um acidente no trânsito ou enquanto a pessoa opera máquinas perigosas", afirmou.

Fonte: BBC Brasil

inancial Times' alerta para 'fanfarronice' em recuperação econômica do Brasil

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Operadores na Bolsa de Valores de São Paulo (arquivo)

FT: 'Piores quedas ocorrem justo quando se está cantando de galo'

Um editorial publicado nesta quarta-feira no jornal britânico Financial Times alerta para uma "fanfarronice latina", em especial do Brasil, em relação à sua própria situação econômica.

Em um artigo intitulado precisamente assim (Latin swagger), o jornal avalia a maré de boas notícias econômicas sobre a região e, em especial, sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, escolhido pela revista americana Time na semana passada como o primeiro de uma lista de personalidades mais influentes do mundo.

Embora reconheça que haja motivos reais para celebrar sua situação econômica, o Financial Times faz uma alerta para o que chama de "complacência" latino-americana, e brasileira em especial, em relação ao seu próprio futuro.

"O maior perigo financeiro que a América Latina enfrenta agora é a complacência, especialmente no Brasil", diz o jornal. "As piores quedas normalmente ocorrem justo quando se está cantando de galo."

A argumentação do jornal é a de que a região contou com uma boa dose de "sorte" na última década.

Primeiro porque, calejados por crises anteriores, os bancos latino-americanos preferiram olhar para o mercado interno e evitar embarcar no risco de se expor aos empréstimos do tipo subprime, que terminaram contaminando as economias mais avançadas.

Além disso, diz o editorial, a demanda por commodities na Ásia puxou as economias latino-americanas mesmo durante a tempestade econômica nos países ricos.

Por fim, argumenta o FT, as baixas taxas de juros americanas, próxima do zero, fizeram a região receber um influxo de recursos em busca de retorno mais alto.

"Qualquer um desses fatores sozinhos seria capaz de sustentar um boom. Mas a América Latina está desfrutando de todos ao mesmo tempo. Como alertou o Fundo Monetário Internacional (FMI), se trata de uma bonança sem precedentes."

Para o FT, os países da região devem procurar olhar para além da bonança e tomar medidas como evitar a apreciação exagerada do câmbio – o jornal menciona especificamente o Brasil e a Colômbia – e investir em obras de longo prazo, como no setor de infraestrutura.

"Ainda assim, pode haver um excesso de capital", avalia o editorial. "O crédito brasileiro tem saltado a uma taxa de 47% e os preços de imóveis no Rio de Janeiro têm subido cerca de 50% ao ano."

Para o diário, esses são "apenas dois sinais de alertas de uma dor-de-cabeça pós-boom que ainda está por vir".

Fonte: BBC Brasil

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