sexta-feira, janeiro 23, 2009

Obama no centro da fogueira de Washington

O presidente dos EUA pode muito, mas não tanto quanto imagina
Nenhuma restrição, seria idiotice criticar um homem-renovação-esperança-audácia, segundo e seguindo as próprias palavras do novo presidente. O clima é diferente, a descontração é total, a satisfação mais do que visível.
Mas desde a tradicional e belíssima festa da posse, os mais diversos grupos se concentraram na tarefa de mostrar ao novo presidente quem tem força e pode usá-la, quem tem prestígio e pode exibi-lo, quem provoca ou difunde fatos, não apenas no campo dos colossais interesses financeiros.
Antes de Obama entrar oficialmente como presidente, no famoso e badalado Salão Oval (às 7 da manhã do dia 21), os meios de comunicação não perderam tempo para estabelecer ou revelar ao próprio presidente os limites dos caminhos por onde transitará sem problemas ou obstáculos. E aqueles que estarão fechados ou reduzidos para qualquer inovação que não aprovem.
Jornais (de todo o país) e televisões (abertas, a cabo ou satélite) deram a maior cobertura à dança de Obama com a simpaticíssima já primeira-dama. Foi da maior beleza e com grande repercussão. O relacionamento Obama-Michelle é realmente admirável, carinhoso, sem exibicionismo, se transformou num exemplo citado no mundo inteiro.
Mas os mesmos meios de divulgação (jornais e televisão) “esqueceram” inteiramente da família “queniana” de Obama. Presentes a todas as solenidades, não ganharam um flash, mesmo por acaso. Não saíram do anonimato, ficaram o tempo inteiro ignorados.
Como isso foi U-N-A-N-I-M-I-D-A-D-E, é evidente que houve combinação, acordo, decisão, que obviamente só podem ter sido acertados previamente. Foi tudo premeditado, determinado, planejado, direto no coração do novo presidente. E a Primeira Emenda? Os meios de comunicação se refugiam nela ou se atiram contra ela, dependendo dos interesses e das intenções.
48 horas depois da posse, Obama anuncia as três primeiras medidas efetivas, naturalmente muitas outras estão em observação, estudo e gestação. Mas essas três divulgadas já afetaram o clima de “confraternização” fraterna entre o Poder e as colossais pressões. Por enquanto embutidas ou escondidas.
Vejamos as 3 decisões.
Redução do Poder dos lobistas.
Congelamento de salários acima de 100 mil anuais. Suspensão da tortura e adiamento dos julgamentos.
Cada uma dessas medidas atingiu um alvo. É apenas o início, mas Obama tem certeza de que pode muito, mas não pode tanto. Só que atingiu certeiramente (será essa a palavra?) o mais importante setor do país, o lobismo.
1 - Não se faz nada nos EUA (leia-se: Washington) sem a participação dos lobistas. Durante muito tempo foram duramente perseguidos, lobismo era crime. Por isso não se reuniam em lugares isolados e sim com bastante gente. Lugar preferido: lobby dos hotéis. (Entradas, sempre com muita gente.) Por isso, quando oficializados, ficaram com a identificação de lobistas.
Poderosos demais, mandam e desmandam. E como o Partido Democrata e o Republicano, estejam ou não no Poder têm grandes interesses estaduais, utilizam os lobistas. Vão reagir, o presidente sentirá logo, no seu próprio partido.
2 - Tudo nos EUA é citado em termos anuais. O presidente ganha 480 mil dólares (por ano, 40 mil por mês), sujeito a imposto de renda. Tendo congelado os salários acima de 100 mil dólares anuais (mais ou menos 8 mil e 300 por mês) atingiu multidões.
Nos EUA, ao contrário do que se pensa, 8 mil e 300 dólares mensais é apenas razoável. A grande vantagem vem da aposentadoria, das horas extras, dos Planos de Saúde.
Exemplo: Policiais fardados de Nova Iorque ganham 82 mil dólares anuais, 6 mil e 500 mensais. Não serão atingidos.
Mas os agentes da CIA, FBI e Pentágono, em cargos iniciais, ganham 112 mil dólares. É lógico que existem centenas de milhares bem acima desse teto. A gritaria será geral. (Só no Pentágono, trabalham 569 mil pessoas, a maior concentração num edifício público e único. (Quantos já estarão hoje, fazendo reclamações contra Obama?)
3 - Mesmo a medida mais esperada (tortura em Guantánamo) veio em pedaços. De uma certa forma é o que pensavam e decidiram os Fundadores da República. Obama deveria ter criado uma comissão s-e-v-e-r-í-s-s-i-m-a para investigar esses crimes de lesa-humanidade. O fato das prisões e torturas terem sido localizadas em Cuba revela a intenção do governo Bush. Tentou enganar até os Fundadores, rasgando a Constituição, mas dizendo: “Nos EUA não há prisão ou tortura”. Falsidade e traição ao país.
Isso apenas 48 horas depois da posse. São assuntos importantes e até necessários, mas estão longe, bem longe das medidas que terá que tomar em setores explosivos.
Se quiser, Obama pode ler (ler, que coisa retrógrada, um presidente lendo) Eisenhower, tido como herói de guerra e presidente por 8 anos: “AGORA EU SEI QUE O MUNDO É DOMINADO PELO COMPLEXO INDUSTRIAL MILITAR”.
PS - Obama não pode fugir de pelo menos experimentar para saber se é verdade.
PS 2 - Isso sem falar nos bancos, indústria automobilística, seguradoras. Três potências, que dominam todos os governos. Se quiser conhecer o Poder de fogo das seguradoras, mande um emissário ao Estado de Conecticut, considerado a CAPITAL MUNDIAL DO SEGURO.
O “futuro” de Ricardo Teixeira
Fonte: Tribuna da Imprensa

Tarso Genro entre Cacciola e Cesare Battisti

Por: Pedro do Coutto
O governo italiano está protestando contra o ato do ministro Tarso Genro que, inclusive contrariando posição anterior do Itamaraty, decidiu conceder asilo político a Cesare Battisti, cuja extradição foi pedida por Roma. Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália (lá não existe pena de morte), tem contra si a acusação de quatro homicídios quando integrava o movimento terrorista Proletários Armados Pelo Comunismo. Dificilmente alguém acusado e condenado por quatro assassinatos é inocente.
Ele próprio não se considera assim. Tanto quer primeiro fugiu para a França, depois para o Brasil. Ficou oculto em nosso País até ser preso pela Polícia do Rio de Janeiro há quatro anos. Battisti não se defendeu das acusações, nem na França, nem aqui, procurando a sombra, ingressando num plano que não o tornasse visível. Escolheu o caminho da fuga. Mas não é cidadão brasileiro e não tentou naturalizar-se.
Agora, vejam os leitores o contraste: o ministro da Justiça, que concedeu asilo e liberdade a Battisti, é o mesmo que viajou para o Principado de Mônaco para agir no sentido da extradição do cidadão italiano Salvatore Cacciola, condenado por crime financeiro no Brasil.
Cacciola não podia ser extraditado, pois nasceu na Itália. Mas a viagem de lazer a Mônaco, o levou a cruzar a fronteira da proteção e da liberdade. Foi preso. Seu nome estava na lista da Interpol como um criminoso foragido da Justiça brasileira. Condenado em nosso País, recorria da sentença em liberdade face ao habeas-corpus que recebeu do ministro Marco Aurélio Melo.
Aproveitou-se disso, embarcou no Tom Jobim e desceu em Roma.
Uma excelente reportagem de Vera Gonçalves de Araujo, “O Globo”, de 15 janeiro, focaliza amplamente todo o tema, as contradições de Tarso Genro, o equívoco do governo brasileiro, a reação internacional. Só não fez a comparação com o episódio Cacciola.
Mas registrou a diferença de procedimento usada em relação a Battisti e o colocado em prática quanto aos pugilistas cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, que abandonaram, no Brasil, a delegação de Havana no final dos Jogos Pan-americanos.
Tentaram e não obtiveram asilo político. Foram entregues ao regime agora chefiado por Raul Castro. Mas esta é outra questão.
O essencial no caso Battisti é que, sobretudo, o ministro Tarso Genro, de acordo com texto publicado por “O Globo”, sustentou que Battisti não teve o direito de defesa.
Como? Para fazer tal afirmação, o titular da Justiça teria que ter lido na íntegra os vários processos movidos pelo governo italiano contra Battisti ao longo de trinta anos. Não é aceitável acreditar-se não ter encontrado ele o direito de defesa e os meios legais e jurídicos de fazê-lo. Preferiu escapar da Justiça, assim como praticou Salvatore Cacciola.
Mas entre ambos existem diferenças enormes. A mais visível: Cacciola é um italiano condenado e preso no Brasil. Battisti é um italiano condenado e passa a ser livre pela concessão de asilo, em nosso País.
Fonte: Tribuna da Imprensa

Bloqueados US$ 2 bi em contas do Opportunity no exterior

BRASÍLIA - O Ministério da Justiça anunciou ontem o bloqueio de mais de US$ 2 bilhões (R$ 4,5 bilhões) - o maior da história do País - em contas bancárias no exterior rastreadas pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal, por suspeita de origem ilícita. Desse montante, cerca de U$ 500 milhões (R$ 1,2 bilhão) resultam do acordo de cooperação com o governo dos Estados Unidos. O restante foi retido em vários países, entre os quais a Inglaterra e paraísos fiscais do Caribe
A fortuna está registrada em nome de investidores do Grupo Opportunitty, do banqueiro Daniel Dantas, preso em julho na operação, sob a acusação de comandar um suposto esquema de corrupção, desvio de recursos públicos, tráfico de influência, evasão de divisas, crimes financeiros e lavagem de dinheiro. O grupo afirmou, por meio da assessoria, que desconhece o valor e a titularidade das contas bloqueadas. Informou ainda que só no momento oportuno avaliará se vai adotar medidas judiciais para resguardar os interesses dos seus investidores.
O secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, recusou-se a dar os nomes dos titulares das contas por força de compromisso com os governos que colaboraram com o bloqueio e também para não atrapalhar investigações subsequentes.
Tuma disse também que agora começa a segunda fase da investigação, que consiste em definir o tipo de ilícito por trás de cada conta bloqueada, para repatriação do dinheiro. "Se o dinheiro teve origem em corrupção, a repatriação será de 100%, mas se deriva de outros crimes, parte ficará no país de destino e o Brasil receberá entre 40% e 60%", explicou.
Tuma rebateu a informação do Ministério Público paulista de que o valor bloqueado seria bem inferior (cerca de R$ 1,7 bilhão). "A autoridade central com atribuição para cumprir acordos internacionais de repatriação, contabilizar e bloquear valores desviados do País somos nós", disse o secretário, referindo-se ao Departamento Nacional de Recuperação de Ativos (DRCI), subordinado a ele.
Ele informou que o valor levantado pelo MP tanto pode estar incluído nos US$ 2 bilhões, como ser outros valores bloqueados e que vai se inteirar com o órgão a respeito. Confirmou, todavia, que o montante do dinheiro bloqueado tem origem na Operação Satiagraha, iniciada pelo delegado Protógenes Queiroz e entregue atualmente a uma força tarefa da PF.
Segundo apurou a PF, parte dos recursos públicos desviados supostamente pelo esquema de Dantas era remetida para o exterior ilegalmente, com auxílio de um grupo de doleiros ligados ao dono do Opportunity. A Satiagraha desmontou o esquema a partir de dados obtidos em outro inquérito, o do mensalão, que investigou um esquema de mesada paga a parlamentares da base aliada no primeiro mandato do governo Lula.
O advogado do banqueiro, Nélio Machado, negou todas as acusações e afirmou que até agora não existe nenhuma acusação comprovada contra Dantas. "O que existe é uma verdadeira devassa que já se estende por alguns anos na qual se busca, a qualquer preço, imputar crimes inexistentes", afirmou.
Durante as investigações, o delegado Protógenes contou com massiva e clandestina colaboração de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Arapongas e agentes da PF chegaram a monitorar ilegalmente o advogado de Dantas. Os desvios da operação e a participação dos arapongas provocaram a demissão do delegado Paulo Lacerda da Abin.
Fonte: Tribuna da Imprensa

Mais um nome do PMDB renuncia à Câmara

Tribuna da Bahia Notícias-----------------------
Depois de ter surpreendido com a renúncia do cargo uma semana após ter assumido a presidência da Câmara Municipal, o vereador Alfredo Mangueira (PMDB) parece mesmo ter feito escola na Casa. Depois da renúncia veio a polêmica: ter ou não ter nova eleição: eis a questão. Mesmo sem definição e com opiniões divididas, alguns partidos apostaram na chance de assumir a vaga e começaram a se articular. O PMDB, dividido entre si, declarou que não abriria mão do cargo por entender que a vaga era do partido e lançou Pedro Godinho como nome para concorrer ao cargo. Este, por sua vez, fez o que todo mundo menos esperava e ontem, alegando falta de apoio, abriu mão de sua candidatura. A bola da vez peemedebista agora é o vereador Alan Sanches. E mais uma vez fica difícil prever qual desfecho terá essa novela. Paulo Magalhães Júnior, que assumiu interinamente e mesmo sob a alegação de “não ter apego ao cargo”, tenta de todas as maneiras assumir a vaga definitivamente. Ontem ele admitiu não levar a plenário a decisão sobre a realização de uma nova eleição para a presidência da Casa. “O parecer é conclusivo e defende a minha permanência dentro da legalidade jurídica. Estou buscando entendimento com os vereadores e acho que há uma adesão muito grande à minha permanência. Vamos definir junto a todos os vereadores da Casa qual o melhor caminho”, declarou otimista. O presidente interino também falou sobre a desistência de Godinho. “Foi um movimento de muita habilidade do PMDB convencer Alan, que até então era contra uma nova eleição e agora é candidatíssimo”, ironizou. O vereador lembra que, caso a decisão seja por sua permanência no cargo, também se abrirá uma vaga na mesa diretora para abrigar a oposição. Magalhães Júnior disse ainda que vem conversando sobre esta possibilidade com os oposicionistas e negou pretender ir para um bate-chapa contra Alan Sanches. O presidente do Democratas em Salvador, Gerson Gabrielli, disse ontem que o parecer jurídico da Procuradoria da Câmara Municipal e a desistência do vereador Pedro Godinho (PMDB) em disputar o comando da Casa fortalecem a permanência do vereador Paulo Magalhães Jr. (DEM) no cargo sem a necessidade de uma nova eleição. “Esta é a única solução para o consenso na base do prefeito João Henrique Carneiro (PMDB), para que não haja desentendimentos políticos sobre uma questão que, do ponto de vista jurídico, já está pacificada”, acrescentou o democrata. Segundo ele, os trabalhos legislativos estão prestes a começar e existe uma agenda emergen-cial da cidade na Câmara Municipal. “Paulo Magalhães Júnior tem experiência legislativa para conduzir a Casa e o Democratas é um partido aliado do prefeito. De modo que a solução natural, em função dos últimos acontecimentos, até para pacificar a Câmara, é a permanência de Paulo Magalhães Júnior”, acrescentou Gabrielli.(Por Carolina Parada )
Partido nega acordo com o DEM
O presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima, disse que Paulo Magalhães Jr. (DEM) não terá condição política de se manter no cargo, caso decida não submeter ao plenário decisão sobre a realização de eleições à presidência da Casa. “Um recuo neste sentido diminui qualquer chance de sobrevivência do vereador Paulo Magalhães Jr. no comando da Câmara, chances essas que já estão próximas de zero”, disse Lúcio, acrescentando que a desistência de Pedro Godinho (PMDB) em concorrer ao cargo não passou nem de longe por qualquer acordo entre o partido e o DEM. “O que sabemos, por intermédio da bancada do PMDB, é que a Casa não aceita ser impedida de discutir se deve ou não ter eleição para presidente”, disse. Ontem à tarde, o partido fechou um acordo com os oposicionistas PT e PCdoB para lutar pela realização da eleição à Mesa Diretora. Já o vereador Alan Sanches, agora candidato oficial do PMDB à vaga, elogiou a atitude de Pedro Godinho de desistir da candidatura à presidência da Câmara Municipal. “Fomos pegos de surpresa. Foi uma atitude magnânima, de desprendimento, em favor de uma composição mais unânime, pois já que faço parte da mesa e se abrirá uma vaga para que a própria oposição possa ingressar“, destacou. Sanches garantiu que numa reunião ontem, nenhum se opôs à sua candidatura, acrescentando que contou, inclusive, com o apoio de Sandoval Guimarães, que também tinha interesse na disputa. (Por Carolina Parada )
Disputa na UPB fica apenas entre Luiz Caetano e Maia
Depois da decisão dos prefeitos João Gualberto (Mata de São João) e Ricardo Johnson Machado Grey (Santo Amaro da Purificação) entrarem na Justiça contra a decisão da União dos Municípios da Bahia (UPB), que concedeu direito a voto na eleição da entidade aos ex-prefeitos, ontem foi a vez de Itamar Rios (DEM), prefeito de Capim Grosso, anunciar a desistência de sua candidatura. Itamar protestava contra uma norma antiga do estatuto, que exige dos candidatos a apresentação de uma lista com pelo menos 10% do colégio eleitoral para registro de suas chapas. A meteórica tentativa de Itamar Rios se tornar candidato de União dos Municípios da Bahia foi desastrosa. Além de não contar com uma base de sustentação que pudesse sequer registrar a sua chapa, o democrata saiu atirando para todos os lados, mostrando que não exercia as condições necessárias para assumir o comando da entidade. Além de não pertencer a um município com forte influência política, a sua entrada no processo foi tardia, dificultando as suas ações. Curiosamente, a sua tentativa de candidatura nasceu após o silêncio de Izaque Pinheiro, também do Democratas. Restam na disputa apenas os candidatos Luiz Caetano (PT), prefeito de Camaçari, e Roberto Maia (PMDB), prefeito de Bom Jesus da Lapa. Contrariando os discursos dos próprios candidatos, dos partidos e do governo, a disputa acontece de forma partidária, embora a maioria dos personagens só apareça no jogo dos bastidores. Agora, com a polarização entre dois prefeitos filiados ao PT e ao PMDB, ambos da base governista, reforça mais ainda esta tese. “O ideal seria que as discussões partidárias não afetassem o processo eleitoral”, pondera o atual presidente da UPB, Orlando Santiago, que diz ter dialogado o tempo inteiro para encontrar um candidato de consenso. Ontem o presidente da UPB disse que vai aguardar o resultado do julgamento da ação impetrada pelos prefeitos João Gualberto e Ricardo Grey para poder se posicionar. Mas ele disse estar tranquilo e que não vai tentar derrubar a liminar. “Estamos tranquilos. Está tudo na ordem. Qualquer que seja o desdobramento nós vamos acatar”, comentou Orlando Santiago. Hoje acontece uma reunião regional da Amavale em Caetité, órgão que tem vinculação com a UPB. Além de Orlando Santiago, o candidato Roberto Maia, que passou os últimos dias em Salvador, também estará presente. Ontem também o líder do PT na Assembleia Legislativa, Paulo Rangel, negou através de sua assessoria que o seu partido não vai disputar a eleição da UPB. Na informação o líder petista corrige que, com a participação dos ex-gestores, o partido sairá da disputa. Reforça ainda que o PT trabalhará pelo esvaziamento da eleição.(Por Evandro Matos)
Partido lança Leur para a Mesa da AL e mantém veto ao nome de Nilo
Os efeitos da crise financeira mundial fizeram o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, antecipar duas medidas de socorro ao setor produtivo do Nordeste. Ele aprovou ontem pela manhã a renegociação das dívidas dos fruticultores do Vale do São Francisco e a manutenção em 2009 dos mesmos limites de crédito de antes da crise para empresas exportadoras financiadas pelo FNE, o fundo de empréstimos para o Nordeste gerido pelo Ministério da Integração. Estas iniciativas estavam previstas para a segunda quinzena de março, quando ocorre a reunião do conselho deliberativo da Sudene, órgão ligado à pasta da Integração Nacional. Mas “em função da crise que reduziu o consumo de frutos e de outros produtos de exportação do Nordeste foi preciso antecipar as medidas”, explicou o ministro Geddel afirmando que agiu “em coerência com os objetivos do FNE e do governo do presidente Lula de manutenção da competitividade externa das empresas brasileiras”. Com a assinatura ministerial, os fruticultores do Vale do São Francisco conseguiram a renegociação das parcelas vencidas a partir de setembro de 2008 e vincendas em 2009, pagando apenas 2% do saldo devedor em atraso. Além disso, poderão tomar novos empréstimos para as safras seguintes. Já as empresas exportadoras, integrantes do Nexport (Programa Nordeste Exportação) poderão contrair empréstimos do FNE até o limite de R$ 40 milhões, nas mesmas condições do ano passado. O ministro Geddel, no entanto, ressalva que “tão logo o mercado financeiro internacional volte à normalidade, nova avaliação será feita”. As duas resoluções serão submetidas à aprovação ad referendum (aceitação posterior) do Conselho Deliberativo da Sudene, composto por todos os segmentos de interesse do setor, do governo aos trabalhadores.
Fonte: Tribuna da Bahia

Justiça proíbe terceiro mandato de conselheiros tutelares em Itamaraju

Redação CORREIO
O juiz Rodrigo Quadros de Carvalho determinou que fosse suspensa a lei municipal de Itamaraju (a 751 km de Salvador) que permitia o terceiro mandato de conselheiros tutelares, segundo divulgado pelo Ministério Público Estadual nesta quinta-feira (22). Com a medida, os atuais conselheiros Moseilton Gonçalves Santos, Lília Maria Oliveira dos Santos, Lucimária Marinho Cancela Alves, Natanael Ramos dos Santos e Elisângela Pereira dos Santos não poderão mais exercer as suas funções.
Segundo o MP, os cinco acionados tiveram o primeiro mandato de 1º de janeiro de 2003 até 31 de dezembro de 2005, e o segundo de 1º de janeiro de 2006 até 31 de dezembro de 2008. “Acontece que, já no início de 2008, os conselheiros procuraram o MP com a pretensão de continuarem no cargo, sob o argumento de não terem assinado o livro de ata do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente no segundo mandato,” disse Paulo Eduardo Sampaio Figueiredo, promotor de justiça responsável pela ação aceita pelo juiz.
De acordo com Fiqueiredo, foram feitas ligações anônimas ao MP denunciando que o então prefeito municipal e candidato à reeleição Dilson Batista Santiago teria feito um acordo com os conselheiros tutelares para continuarem nos cargos em troca de apoio na última campanha política.
Depois de reeleito, Santiago, por intermédio da Lei Municipal 750/2008, prorrogou o mandato dos conselheiros tutelares por mais noventa dias, segundo o promotor.
A decisão judicial desta quinta (22) determina a realização de novas eleições para conselheiros tutelares no próximo dia 17 de fevereiro.
Fonte: Correio da Bahia

quinta-feira, janeiro 22, 2009

0 44º e 1º

O título é porque o 44º Presidente dos Estados Unidos da América do Norte é o seu 1º. Presidente negro.

Em dois momentos no PAN, eu já me manifestei sobre Barak Obama, “Coisa Impensada” e “Barak Obama”, edições de 01.11.2008 e 07.11.2008, respectivamente, voltando agora ao tema depois de sua posse, ocorrida na última terça-feira, 20.01.2009.

Impressionam a candidatura, vitória e posse de Obama pela sua formação étnica multirracial, filho de negro africano e de mãe branca, um afro-americano, num país que até décadas atrás punia com prisão e até morte, em alguns Estados, o casamento entre pessoas brancas e negras.

Barak Obama é um homem fantástico pela sua condição e história. Nas primárias do Partido Democrata competiu com nada mais nada menos com Hilary Clinton, senadora por Nova Iorque e esposa do ex-Presidente Bill Clinton que governou os Estados Unidos por 08 anos e saiu com a maior média de aprovação popular. Na campanha presidencial além do seu carisma e valores pessoais, competiu com candidato identificado com Bush, o Presidente que saiu da Presidência com o menor índice da aprovação popular dentre todos. Um achado.

Barak Obama é carismático, eloqüente e tem um discurso liberal, típico do Partido Democrata.

Condenou a manutenção da prisão de Guantanamo em Cuba e já definiu o prazo de 01 ano para sua extinção, as prisões clandestinas em diversas partes do mundo e a tortura como técnica de investigação, como no Iraque. Contrariamente a Bush que tudo justificativa no interesse da América e combate ao terrorismo, repetidamente, Obama trata dos ideários republicanos e dos fundadores da República Norte-americana. Tem como carro chefe a figura de Lincoln, responsável pela integração norte-sul nos pós Guerra da Secessão.

Obama tem a enfrentar em curtíssimo prazo a grave crise econômico-americana que atingiu o mundo inteiro e já são 11 milhões de norte-americanos desempregados, o isolacionismo do Governo Bush que declinou do dialogo para o uso da força, o conflito palestino-judeu, a Guerra do Afeganistão que será mantida e atritos com vários países, como com a Rússia, pela militarização do espaço (Guerra nas Estrelas), Síria (que apóia os radicais palestinos) e o Irã. A crise do Oriente Médio é dor de cabeça permanente. Israel há poucos dias fez uso excessivo da força e cria embaraços para a criação do Estado Palestino.

O formidável na eleição de Obama é a capacidade de renovação da sociedade norte-americana e põe em prática o slogan de ser um país de oportunidade para todos, somando ao fato de ser o país da Declaração dos Direitos.

Por outro lado, Obama, pelos seus ideários e por ser um negro na Presidência não deixará de ser um Presidente da maior potência econômica e militar que o mundo já conheceu. Terá que defender os interesses norte-americanos e jamais deixará de ser um refém do establishment. Vamos torcer para que não venha sucumbir aos falcões. Como Obama detém uma popularidade que o legitima a tomada de posições, nos aspectos econômicos e sociais deverá de grande valia para a sociedade global.

O grande desafio é debelar a crise econômica. Todas as nações estão estatizando os prejuízos com a liberação de recursos de suas reservas para salvar as empresas, como acontece em relação aos bancos e montadoras. O Presidente Lula foi muito feliz quando disse que foram os americanos os responsáveis pelo “Cassino das Bolsas”. De uma hora para outra todas as empresas entraram de cabeça e pés na especulação financeira deixando os investimentos estáveis da economia real. Deu no que deu.
Não sabemos qual será a política de Obama para a América Latina, especialmente os países do Caribe, mais aproximados. Os Estados Unidos tem visto a América Latina como seu quintal, sem maiores preocupações, sob que pese o discurso Chavista e o nacionalismo de Evo Morales. Os Estados Unidos é o maior importador de produtos brasileiros e o Brasil sempre foi um forte parceiro e ninguém pode desprezar o mercado americano. Os atritos são os incentivos agrícolas aos produtores americanos.

Voltando ao tema, não podemos deixar de expressar a admiração pela vitória de Obama e ascensão social dos negros na sociedade norte-americana. Bem que Luther King no seu discurso mais famoso disse que “eu tenho um sonho”. É uma pena que não tenha sobrevivido para saborear a sua própria construção.

NOTA. No meu último artigo embora me desculpando, deixei de nomear o nome do filho do Dep. Mário Negromonte, provável candidato a Dep. Estadual. É Júnior. UPB. Na eleição da UPB – União dos Municípios da Bahia, para manipular resultados, pretende-se o voto dos ex-prefeitos. O PT ameaça desligar todos os Municípios sob sua administração da entidade. Dois equívocos.

FRASE DA COLUNA. Rousseau (1978: 107): “Quando alguém disser dos negócios do Estado: Que me importa? – pode-se estar certo de que o Estado está perdido”.

Paulo Afonso, 23 de janeiro de 2009.

Fernando Montalvão.
Advogado.

Ex-gestores terão de devolver R$ 355 mil

Núbia Lôbo
Vinte e dois agentes públicos de Minaçu - entre ex-prefeito, dois vices e 19 secretários - terão de devolver aos cofres da prefeitura o valor total de R$ 355 mil que foram pagos em 13º salários nos anos de 2001 a 2007. Somente o ex-prefeito Joaquim da Silva Pires (PSB), que ficou conhecido como o prefeito mais bem pago do País, com salário de R$ 24,5 mil, recebeu R$ 120.219 em 13º salários.
A decisão é da juíza da comarca, Dayana Moreira Guimarães, que determinou também a indisponibilidade dos bens dos acusados. Inicialmente, a Justiça tentará bloquear o valor recebido em 13º salários nas contas bancárias dos ex-gestores. Se não for possível, cartórios de registros de imóveis e o Detran-Goiás serão oficiados para informarem acerca da existência de algum bem que possa servir de garantia de ressarcimento dos cofres públicos.
Em 2008, a remuneração extra foi cancelada a pedido do promotor de justiça Augusto Reis Bittencourt, responsável também pelo pedido de devolução do que foi pago anteriormente. O vice-prefeito do primeiro mandato de Joaquim, Admilson Campos, terá de ressarcir a prefeitura em R$ 26.052. Já Antônio Oliveira, vice de Joaquim no segundo mandato, deverá devolver R$ 34.057. O valor que ex-secretários receberam em 13º salários variam de acordo com a permanência de cada um no governo de Joaquim.
Fonte: O Popular (GO)

Delegado é preso por tráfico de drogas

Da Redação
O delegado Marcelo Teixeira Lima, da 3ª Delegacia de Patrimônio do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), responsável pela equipe que recuperou os quadros de Pablo Picasso e Cândido Portinari furtados do Masp em 2007, foi preso sob suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, sequestro e formação de quadrilha.
Segundo o promotor Cássio Conserino, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o delegado e cinco de seus investigadores são suspeitos de extorquir R$ 50 mil do traficante Paulo César Ferreira de Souza, o Pulina, para não prendê-lo e também por não apresentar à perícia todo o entorpecente que foi apreendido com o acusado em uma casa em Peruíbe, litoral sul de São Paulo, em outubro.
A Justiça já havia decretado uma primeira leva de prisões temporárias relacionadas ao caso em 9 de janeiro. O investigador José Antônio Leite Lopes foi preso - os investigadores Sérgio José da Silva e Sílvio Alexandre Barros, em férias, não foram encontrados.
Na ocasião, a Justiça não concedeu a prisão do delegado. A Promotoria, porém, fez um novo pedido, e, segundo Conserino, a Justiça o reconsiderou. Outras duas prisões de investigadores foram concedidas, mas, só um deles foi encontrado.
De acordo com Conserino, no dia 1º de outubro de 2008 uma equipe do Deic prendeu o traficante em sua casa em Peruíbe e desenterraram do quintal pelo menos 12 barris de cocaína, maconha e crack. O criminoso já era investigado em um grampo de outro departamento da polícia paulista.
De acordo com a Promotoria, os policiais do Deic, então, o levaram para São Paulo e exigiram o pagamento de R$ 200 mil em troca de sua liberdade. O suspeito foi liberado para pedir dinheiro emprestado para comparsas e deixou R$ 50 mil à beira da rodovia dos Imigrantes.
Os policiais, diz o promotor, não entregaram à perícia toda a droga que encontraram com o traficante - só um dos 12 barris desenterrados. No dia 21 de dezembro, Souza foi preso em Praia Grande pela PM, data em que relatou a extorsão. Conserino diz ter um documento assinado pelo delegado ordenando a prisão do traficante em Peruíbe. Segundo o promotor, ele não tinha competência para fazer esse tipo de operação e tinha conhecimento do esquema de extorsão.
Fonte: Jornal do Commercio (PE)

Não se chama Mandrake nem faz mágicas

Por: Carlos Chagas
BRASÍLIA - O novo presidente dos Estados Unidos chama-se Barack Obama, jamais Mandrake. Não fará mágicas. É preciso olhar de longe a posse do quadragésimo-quarto presidente americano. Para começar, registrando que ele não mudou de nome, apesar de o antecessor, George W. Bush, haver mudado para Dr. Silvana, aquele cientista louco, arqui-inimigo da Humanidade.
Não se podem esperar milagres de Obama. Não serão encerradas da noite para o dia as guerras externas dos Estados Unidos, no Afeganistão e no Iraque. Muito menos será celebrada a paz no Oriente Médio. A América Latina continuará não sendo prioridade para o governo de Washington e nem as relações com Cuba serão normalizadas por um passe de mágica. A base militar de Guantánamo vai demorar a ser desativada, ainda que as torturas lá praticadas se interrompam. A recessão econômica permanecerá e poderá até mesmo aumentar, bem como custará a criação dos prometidos quatro milhões de empregos. O Protocolo de Kioto não será assinado.
Apesar disso, não deve ser pessimista a visão do mundo sobre os Estados Unidos. O novo presidente representa, acima de tudo, a vontade de enfrentar cada uma dessas questões. Trata-se de um bom começo, ainda que monumentais obstáculos se levantem diante de todas elas. Estará Obama disposto a bater de frente com a máquina? Nem pensar. Não teria sido eleito, antes, e não governaria, agora, nessa disposição.
Daqui de baixo da linha do Equador, resta-nos desejar que ele seja feliz em seus propósitos de mudanças, mas sem contarmos com milagres. Melhor será que nos apoiemos em nossas próprias forças.
Enfim, uma resposta à altura
Demorou, mas as lideranças sindicais acordaram, tanto faz se pressionadas por suas bases ou, mesmo, contra a vontade. Por um dia os operários do ABC paulista paralisaram suas atividades na maioria das fábricas da região. Em ordem, como precisa ser passeatas, saiu de uma montadora para outra, demonstrando às empresas que nem só de capital elas podem viver. O trabalho representa fator fundamental em qualquer equação econômica.
Foi um alerta. Um aviso de que se permanecer o processo de demissões em massa, o prejuízo acabará dividido, atingindo tanto o trabalho quanto o capital. Não se fala em greve geral, por enquanto, esperando-se que os empresários abandonem a postura unilateral de receber ajuda do governo e continuar demitindo. Apesar disso, as greves gerais acontecem de quando em quando. A maior delas, no final dos anos setenta, liderada pelo Lula, desarmou o próprio regime ditatorial então vigente.
O MST anuncia novas invasões
Começou em Sarandi, no Rio Grande do Sul, mais um encontro anual do Movimento dos Sem Terra. Desta vez, celebrando 25 anos de sua criação. Mais de dez mil manifestantes debaterão a questão agrária por uma semana. Demonstrarão inconformidade diante da política de reforma agrária do governo e, como tem acontecido, transformarão retórica em ação. Traduzindo: vem por aí nova temporada de invasões de propriedades rurais, esperando-se que apenas as improdutivas. Isso, porém, ninguém pode garantir, tendo em vista experiências anteriores.
Para o presidente Lula, um novo ciclo de violência no campo seria o que de pior poderia acontecer, já que o operariado urbano se agita em luta contra as demissões em massa praticadas pelas empresas com dificuldades econômicas.
Já se disse que o MST, em termos políticos, constitui um dos fatores mais importantes acontecido nas últimas décadas. Difere dos movimentos operários liderados pela CUT por dispor de acentuado sentido ideológico. Melhor faria o governo se agilizasse ou até revolucionasse sua política de reforma agrária, única forma de garantir a paz no campo. Transformar camponeses sem terra em proprietários rurais ainda parece a melhor solução.
Espera-se a reação de Aécio Neves
A pergunta que se fazia ontem no mundo político era de que maneira Aécio Neves reagirá à cooptação de Geraldo Alckmin por José Serra. Foi um golpe de mestre do governador paulista convidar para secretário de Desenvolvimento o adversário que ajudou a derrotar na disputa pela prefeitura de São Paulo.
Alckmin parecia comprometido com a candidatura do governador mineiro no âmbito do PSDB e até se propunha a percorrer o País na companhia dele, defendendo a realização de prévias junto às bases tucanas. Agora, Aécio certamente perde a colaboração e até a simpatia do ex-candidato à presidência da República, que se dirá “serrista desde criancinha”. De Belo Horizonte, espera-se a réplica, podendo até mesmo significar o reatamento do namoro do governador com o PMDB. Caso ele se manifeste em favor das candidaturas de Michel Temer, na Câmara, e de José Sarney, no Senado, alguma coisa estará sinalizando.
Fonte: Tribuna da Imprensa

Para o presidente ler e meditar

Por: Helio Fernandes

EM 1945, PRESTES CONDENOU AS GELADEIRAS, 64 ANOS DEPOIS, EDISON LOBÃO QUER RENOVÁ-LAS
Como gosto muito do livro (e do título) de Pablo Neruda, “Confesso que vivi”, é com prazer que uso a memória para ligar fatos e relembrar acontecimentos. Mesmo cometendo a heresia de juntar Edison Lobão com Luiz Carlos Prestes.
O ministro(?) Edison Lobão sugeriu ao presidente Lula: trocar as velhas geladeiras por 10 milhões delas, novinhas, novinhas. Prazo: 4 anos a partir de março deste 2009.
Quatro anos? Mas se demorar muito no ministério, Lobão fica até 2010, e olhe lá. Algum mistério, (nada de ministério) na contagem do prazo e do projeto?
Em 1945, Prestes saiu da prisão, depois de 9 anos. Sendo que 4 deles, terríveis, torturado como ninguém foi. Em 1940, quando o Brasil se aliou à União Soviética, Prestes foi transferido para a Frei Caneca.
Libertado em 1945, Prestes fez duas coisas inacreditáveis.
1 - Pregou o apoio a Vargas, para que ele continuasse no Poder, ratificado pelo povo. Foi estarrecedor.
2 - Prestes culpou e condenou as 150 mil pessoas que se comprimiam no Estádio do Vasco. (Ainda não existia o Maracanã.) Textual e assombroso de Prestes: “Vocês estão mais preocupados com geladeiras do que com idealismo”.
O povo começou a chorar, não sabia o que fazer. Eu estava lá, escrevi sobre a afirmação de Prestes e a reação do povo. Não entenderam nada. Ou compreenderam que “progresso era igual a retrocesso”.
Comentei o fato na revista de maior circulação da época (“O Cruzeiro”) e de todos os tempos. Logo a seguir, meses depois, derrubado Vargas, mesmo com o apoio de Prestes, fui cobrir a Constituinte, eleita em 1945 e que promulgou a Constituição de 1946.
Convivi então com Luiz Carlos Prestes e os 15 deputados do Partido Comunista. A legislação da época permitia que qualquer cidadão se candidatasse a deputado por 7 estados e a senador por 1.
Prestes se elegeu deputado e senador pelo mesmo Distrito Federal. (Vargas também se elegeu por 7 estados e senador pelo Rio Grande do Sul, mas hoje não é isso que interessa.)
Conheci então Jorge Amado, Mariguela, Grabois, um ex-marceneiro que havia construído as poltronas do belo Palácio Tiradentes. E apresentou o projeto criando a Petrobras, só aprovado muito mais tarde, quando os comunistas não estavam mais no Parlamento. (1948.)
PS - Só para terminar: falam muito que "Dona Santinha, mulher do presidente Dutra, pediu a ele a cassação do Partido Comunista e ele fez a vontade dela".
PS 2 - Quanta tolice. Quem cassou o registro do Partido Comunista foi o Superior Tribunal Eleitoral. A votação foi disputadíssima, ficou 2 a 2, eram 5 membros.
PS 3 - Levantaram a sessão, faltava votar o professor Sá filho, altamente independente, não influenciável. Seu voto foi longo, fundamentado e brilhante. O Partido Comunista deixou de existir por 3 a 2.
Um “Obama” branco e cadavérico
Fonte: Tribuna da Imprensa

Disputa pela presidência da UPB chega à Justiça

Tribuna da Bahia Notícias-----------------------
A polêmica eleição para a presidência da União dos Municípios da Bahia (UPB), a ser realizada no próximo dia 28, mostra-se cada dia mais complicada. Ontem o prefeito de Mata de São João, João Gualberto (PP), deu entrada numa ação na 8ª Vara da Fazenda Pública contra a decisão da assembleia-geral da UPB realizada no dia 23 de outubro de 2008, que aprovou o direito de voto dos ex-prefeitos que administraram até o dia 31 de dezembro passado. A ação está sendo atribuída ao prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), que é candidato e vinha ameaçando tomar esta decisão. Segundo Roberto Maia (PMDB), prefeito de Bom Jesus da Lapa e principal concorrente de Luiz Caetano na disputa pelo comando da UPB, João Gualberto, além de ter dado um avião para a campanha de Caetano, deve fazer parte da chapa do petista. “O que me assusta é Caetano ter participado da assembléia, saber o que estava acontecendo e só vir recorrer agora”, declarou Roberto Maia. “Depois de sugerir a prorrogação do mandato de Orlando por mais dois anos, agora vem com essa. Caetano está no processo só para dificultar a relação do PT com o PMDB. Ele quer espaço no governo para ser candidato ao Senado. De municipalista ele não tem nada”, queixou-se Maia. O presidente da UPB, Orlando Santiago (DEM), já esperava a decisão. Responsável pela condução do pleito, ontem, ele declarou que, diante da polêmica, existe a possibilidade de a eleição ter os votos de prefeitos e ex-prefeitos em urnas separadas. Sem querer entrar nas discussões dos candidatos, que em sua opinião “muitas vezes têm levado as questões partidárias para dentro da entidade”, Santiago argumenta que segue o que está no estatuto. “A ideia (para ex-prefeito votar) nasceu dos próprios prefeitos. Passamos um ano discutindo. No dia da votação, o assunto foi debatido durante duas horas. Houve a aprovação da maioria que estava presente, conforme manda o estatuto”, defende-se. Santiago lembra ainda que ele próprio foi contra ex-prefeito votar, “mas não poderia deixar de acolher a sugestão dos colegas para não ser taxado de ditador. Então, submeti à assembléia”, informa. Contudo, ele questiona os que resistem à ideia e cita alguns exemplos para provar que não existe nada de anormal. “A Associação dos Magistrados tem juízes aposentados. Por que a UPB não pode ter ex-prefeitos?”, questiona. “E por que esse medo de ex-prefeito”, completa. “Qualquer que seja a situação, eu estou tranquilo. Trabalho pela respeitabilidade da instituição e espero que os colegas também façam isso”, finalizou Santiago, inconformado com a situação.(Por Evandro Matos )
Caetano parte para o confronto
Confirmando a polêmica na disputa pela presidência da UPB, ontem o líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa, Paulo Rangel, anunciou que o seu partido não vai mais disputar a eleição da entidade. Enquanto isso, o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), negou a informação. Caetano negou ter algum envolvimento na ação para impedir o direito de voto dos ex-prefeitos. Embora já tenha anunciado parcialmente a sua chapa, somente no próximo dia 27, data-limite para que os candidatos apresentem registro junto à UPB, ele fará o anúncio de todos os nomes. Confiante, o petista já visitou vários municipios baianos nos últimos trinta dias costurando apoios para a sua candidatura. Caetano esteve em encontros com prefeitos das regiões Sul, no Recôncavo, no Oeste e na região do Sisal. Segundo a sua assessoria, hoje ele estará na região de Santo Antônio de Jesus e depois segue para a Chapada Diamantina. Sem incluir o PMDB na sua chapa, ele não acredita mais no consenso. Ontem Roberto Maia, candidato pelo PMDB, depois de passar vários dias em campanha no interior, almoçou com José Ronaldo de Carvalho, ex-prefeito de Feira de Santana e uma das principais lideranças do Democratas na Bahia. Segundo Maia, para formar a sua chapa vai continuar respeitando os critérios regionais e partidários. “Devemos abranger o maior número de regiões possíveis e ter na nossa chapa prefeitos do PMDB, DEM, PR, PP, PSB e PSDB”, adiantou. O outro candidato na eleição da União dos Municipios da Bahia, Itamar Rios (DEM), prefeito reeleito de Capim Grosso, enfrenta dificuldades dentro do seu próprio partido. Ao protestar contra o estatuto, que exige que os candidatos têm que apresentar uma lista com pelo menos 10% do colégio eleitoral, Rios sente na própria pele a dificuldade para viabilizar a sua candidatura. Contudo, com uma campanha surpreendente, e com vários outdoors espalhados pela BR-324, o prefeito de Capim Grosso dá demonstrações de que não está brincando.(Por Evandro Matos )
Parecer garante democrata no comando da Câmara
Não surpreendeu a ninguém a conclusão do parecer da Procuradoria Jurídica da Câmara Municipal de Salvador (CMS) em relação à Presidência da Casa. Previsto para ser divulgado na sexta-feira, o parecer do procurador chefe Francisco Neto de Borges Reis - encaminhado à Mesa Diretora ontem à tarde, dois dias de antecedência – foi favorável à permanência definitiva do vereador Paulo Magalhães Júnior (DEM), que assume a vaga interinamente desde a renúncia de Alfredo Mangueira, no cargo. “Sr. Presidente, encaminhamos o opinativo solicitado, que tem como tema de estudo a vacância do cargo de presidente desta Casa à luz do Regimento Interno da Câmara Municipal do Salvador e lei Orgânica do Município... Portanto, havendo no Regimento Interno a fixação de cargos da Mesa Diretora, incluindo-se o de Vice-Presidente (um ou mais), torna-se desnecessária qualquer previsão quanto à sucessão, já que são consequências inerentes a esta própria função”, diz o texto. “De mais a mais, se quisesse o Regimento Interno, no caso de morte ou renúncia do Presidente da Câmara, optar por nova eleição, e não simples substituição pelo vice-presidente, consagraria regra expressa nesse sentido. Até porque, como sabido no mundo jurídico, não cabe ao intérprete criar regra de nova eleição não prevista na norma. Dessume-se, pois, que, havendo no Regimento Interno a figura do Vice-Presidente, resta evidenciada a função sucessória de tal cargo, sendo desnecessária a previsão de suas atribuições”, conclui. O texto do parecer acrescenta que, “no caso em análise, resta patente não se poder sequer aventar a existência de lacuna no Regimento Interno da Câmara Municipal do Salvador, a atrair a necessidade de pronunciamento do Plenário, como determina o artigo 228 do Regimento Interno dessa Edilidade, até porque inseparável à figura do vice a sua qualidade de sucessor. Por derradeiro, a questão deve ser enfrentada à luz do princípio da legalidade vigente da Administração Pública, sendo indiscutível que não se pode proceder a uma nova eleição sem a devida e expressa previsão legal no Regimento Interno da Câmara de Vereadores de Salvador nesse sentido”. “Por todas as razões expostas, respondemos à consulta aduzindo que ocorrida a renúncia do Presidente eleito para a Mesa da Câmara Municipal do Salvador, após a sua posse, nos termos regimentais, entendemos que deve ocorrer a sucessão pelo 1º Vice-Presidente, podendo manter-se até o final do mandato para o qual a Mesa Diretora foi eleita por seus pares, salvo na hipótese de destituída através do processo legal previsto no artigo 34 do multicitado Regimento Interno”, concluiu o procurador- geral da Casa.
Partido lança Leur para a Mesa da AL e mantém veto ao nome de Nilo
A bancada do PMDB na Assembleia Legislativa, embora continue preferindo se manter neutra em relação a que candidato apoiar para a polêmica eleição da presidência de Assembleia Legislativa, em reunião ontem, decidiu que a preocupação a partir de agora será em trabalhar para manter a posição que ocupa na Mesa Diretora - de primeiro secretário, hoje ocupada pelo deputado Luciano Simões. Para substituí-lo o partido teria escolhido ninguém menos que o líder da legenda na Casa, deputado Leur Lomanto Jr, que deve sair de forma avulsa, sem participar da chapa de Marcelo ou de Elmar. Dessa forma, eles garantem a manutenção de seus espaços e, por tabela, não se desgastam com o governo do estado. De acordo com Leur, o PMDB continua preferindo não anunciar posição com relação à sucessão no momento, pois nutre ainda a expectativa de o governo lançar um candidato de consenso. “Mas, independentemente disso, é certo que o partido não marchará com a candidatura de Marcelo Nilo”, reiterou. Quanto ao não remanejamento de Simões, o líder explicou que: “Luciano deixará o posto, porque o partido é contrário à reeleição, mas o disputaremos por considerar que, pela proporcionalidade, o partido não pode ficar fora da mesa”, disse o líder, acrescentando que a liderança do partido na Assembleia será redefinida em fevereiro, posteriormente à eleição para a Mesa Diretora. Enquanto isso, é certo que a legenda encontra-se totalmente dividida no que diz respeito a que postulante à vaga de presidente votar. Há que os defenda a candidatura de Elmar Nascimento (PR), a exemplo de Arthur Maia, há aqueles que ainda dizem apostar que o governo possa apoiar outro nome que não seja o de Marcelo Nilo (PSDB), conforme foi declarado pelo Líder do partido Leur Lomanto Jr. e há os que querem que a bancada seja liberada para se abster, como Virgínia Hagge. O governador Jaques Wagner, por sua vez, já deixou claro que considera Elmar como oposição e reiterou seu apoio a Nilo. “Não tem como ficar de fora deste processo, pois tratam-se de poderes (Legislativo e Executivo) que se complementam. E pensando por esse lado, não tenho como apoiar Elmar, que a meu ver é um candidato de oposição". (Por Fernanda Chagas)
Fonte: Tribuna da Bahia

Pré-Caju começará nesta quinta com grande nomes da música baiana

Redação CORREIO
Começará nesta quinta-feira (22), o Pré-Cajú, um dos maiores carnavais fora de época do Brasil. A festa será animada por grandes nomes da música baiana, bandas de forró e funk carioca, com o DJ Malboro.
Chiclete com Banana, Asa de Águia, Ivete Sangalo, Margareth Menezes, Jammil e Uma Noites, Armandinho e banda Dodô e Osmar, Banda Eva, Luiz Caldas, Trem de Pouso, Harmonia do Samba, Pagodart, Aviões do Forró são algumas das bandas que se apresentaram no Pré-Caju, que termina no dia 25 de janeiro.
Fonte: Correio da Bahia

Dirceu: candidatura Sarney enfraquece PT e ajuda Lula

Agencia EstadoEm comentário à indicação do ex-presidente e senador José Sarney (PMDB-AP) como candidato à presidência do Senado, o deputado federal cassado José Dirceu (PT-SP) afirmou hoje em seu blog que a escolha do peemedebista, que disputa com o petista Tião Viana (PT-AC), "fortalece o grupo peemedebista, que apoiaria em 2010 a candidatura presidencial de Dilma Roussef e a aliança com o presidente Lula". Dirceu frisa, no entanto, que o PT sairá enfraquecido dessa disputa, uma vez que o partido tem cada vez menos espaço na administração de Lula.Para Dirceu, a indicação de Sarney não enfrentará barreiras por parte do Executivo, consolidando-se como fato consumado. "Não que o PT, legitimamente - e até porque há precedentes - não possa concorrer com Sarney, mas porque falta apoio, começando pelo governo, que dá sinais claros que não quer uma disputa no Senado e que prefere o ex-presidente à disputa, até porque esse tem dado mais do que provas de fidelidade ao governo". Ainda segundo Dirceu, o presidente Lula sairá ganhando com a disputa ao assegurar o PMDB como aliado de Dilma em 2010. O ex-ministro sugere que o PT seja menos dependente do governo. "Nos últimos três anos, pela necessidade de compor uma maioria segura na Câmara e no Senado, o governo cedeu espaços na máquina federal para os partidos da base aliada, em prejuízo da participação do PT". Segundo ele, o PT deve impor a sua força frente a Lula. "Fica claro que o partido tem que cuidar de si mesmo, eleger em 2010 - e sempre - uma bancada para a Câmara e para o Senado que imponha sua força e não dependa exclusivamente da força do governo".
Fonte: A Tarde

Prefeitos vão à Justiça contra a UPB

Valmar Hupsel filho, do A TARDE
Um mandado de segurança impetrado pelos prefeitos João Gualberto (PP), de Mata de São João, e Ricardo Grey (PSC), de Santo Amaro, na 8ª Vara da Fazenda é o novo capítulo no imbróglio que envolve a disputa para a presidência da União dos Municípios da Bahia (UPB). Os prefeitos querem anular a decisão que dá direito a voto a ex-prefeitos na eleição marcada para o dia 28.Até a próxima sexta-feira, a prefeita de São Sebastião, Tânia Portugal (PCdoB), também deverá ingressar com peça jurídica semelhante e com mesmo teor, segundo sua assessoria jurídica.
Desfiliação – No final da tarde, o deputado Paulo Rangel, líder do PT na Assembleia Legislativa, colocou lenha na fogueira ao declarar em plenário que, caso os ex-prefeitos permaneçam com direito a voto, o PT e seus aliados iriam se desfiliar da UPB. “Não há espaço”, resumiu o deputado petista.As declarações de Rangel foram prontamente rebatidas pelo prefeito de Bom Jesus da Lapa, Roberto Maia (PMDB), que é candidato à presidência da UPB. “Paulo Rangel não é prefeito e, portanto, não tem autoridade para entrar nesta discussão que é restrita aos prefeitos”, disse. Ele reafirma que o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), também candidato a presidente da UPB, estava na reunião que decidiu pela participação de ex-prefeitos na votação para UPB “e não emitiu qualquer opinião”, disse. Caetano afirmou que outros prefeitos pretendem entrar na Justiça para pedir a anulação da decisão. Reunião – Para o prefeito de Santo Amaro, Ricardo Grey, a decisão que garantiu a participação de ex-prefeitos na votação para a presidência da entidade não tem legitimidade, por ter sido feita de forma “obscura” e contar com menos de 40 prefeitos, em um universo de 417 municípios baianos.“Naquele momento, o estatuto da UPB foi rasgado, dando poder a prefeitos que encerraram o mandato em 2008”, disse. Ele conta que participou da reunião e, na ocasião, pediu a palavra, que lhe foi negada sob o argumento de que ele ainda não tinha tomado posse. “A UPB é uma união dos municípios e não de prefeitos e ex-prefeitos. Este casuísmo é um desrespeito à população dos municípios”, comentou João Gualberto, prefeito de Mata de São João.
Fonte: A Tarde

Filho de Sarney é alvo de inquérito da PF no MA

Agencia EstadoO empresário Fernando Sarney, filho do senador José Sarney (PMDB-AP) e administrador dos negócios da família no Maranhão, será intimado a depor no inquérito em que é suspeito de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e remessa ilegal de divisas para o exterior. O inquérito da Polícia Federal (PF) nasceu de outra investigação, aberta em 2006, para apurar suposto uso de caixa 2 na campanha de Roseana Sarney (PMDB) ao governo do Estado. Também filha do senador, Roseana foi derrotada no pleito.O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, que defende a família Sarney, disse que o empresário aguarda ?com tranquilidade? a intimação para provar sua inocência. ?Tudo não passa de armação política? de adversários locais, sustenta. O advogado reclamou da demora no andamento do processo, o que acaba deixando a família Sarney exposta a ataques políticos. Almeida Castro passou recentemente a causa para o advogado Eduardo Ferrão, que não quis comentar o caso. O Ministério Público (MP) e a PF, todavia, alegam que a demora no andamento do inquérito decorre da negativa da Justiça ao pedido de prisão do empresário, o que dificultou a coleta de provas. O inquérito corre em segredo de Justiça. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
Fonte: A Tarde

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