O TRE do Pará cassou o mandato do vereador João Maria Alves da Silva, de Santa Izabel do Pará, por infidelidade partidária. Alves da Silva foi eleito pelo PSL em 2004 e alegou perseguição política para deixar a legenda e se filiar ao PSC. A ação de perda de mandato foi apresentada pelo PSL de Santa Izabel com base nas regras do TSE, de que estão sujeitos à perda de mandato os políticos que trocaram de legenda depois em cargos proporcionais e majoritários Segundo o PSL, a desfiliação do vereador foi sem justa causa
Fonte: JB Online
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Reajuste de militares não entra na cota de sacrifício
Fernando Exman BRASÍLIA
Apesar da pressão para que corte despesas devido ao rombo de R$ 40 bilhões por ano em suas contas causado pela extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o governo retomou ontem as negociações sobre o reajuste da remuneração dos militares. O recomeço foi marcado por reunião entre os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e do Planejamento, Paulo Bernardo. Ambos não concederam entrevistas ao fim do encontro.
O aumento dos soldos, aposentadorias e pensões e o reaparelhamento das Forças Armadas são as principais demandas dos militares. Os ministros decidiram que manterão o diálogo sobre o tema, mas só tomarão uma decisão em relação aos dois pleitos quando a revisão do Orçamento deste ano for concluída. O governo espera ter como definir o reajuste dos militares a partir da segunda quinzena do mês que vem. Com o fim da CPMF, governo terá de cortar cerca de R$ 20 bilhões de gastos.
Atualmente, a folha de pagamento das Forças Armadas soma R$ 33 bilhões por ano, incluindo aposentados, pensionistas e civis que integram Exército, Marinha e Aeronáutica. Estão em atividade 342.409 militares. Os aposentados e pensionistas somam 682.992 e 563.150, respectivamente. Aposentados e ativos têm a mesma remuneração.
O maior salário líquido das Forças Armadas é de R$ 8 mil, enquanto o menor é de R$ 207. Quando Jobim tomou posse, o ex-ministro Waldir Pires havia chegado a um acordo com os militares para reajustar os soldos de 27,62% a 37,04%. Os adicionais maiores seriam para os ofícios de início de carreira. Se essa proposta saísse do papel, o impacto no Orçamento deste ano seria de R$ 5,9 bilhões. No ano que vem, o custo totalizaria R$ 8,3 bilhões.
Quando assumiu, Jobim não se comprometeu a manter tal negociação. No fim de outubro, em audiência pública na Câmara, no entanto, reconheceu a necessidade de aumentar a remuneração dos subordinados.
Diferentemente do que ocorreu no caso dos militares, o governo suspendeu as negociações de reajustes salariais mantidas com os servidores públicos civis no fim do ano passado. Para pressionar o Executivo a retomar as conversações e cumprir acordos firmados, os funcionários públicos ameaçam realizar greves.
Fonte: JB Online
Apesar da pressão para que corte despesas devido ao rombo de R$ 40 bilhões por ano em suas contas causado pela extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o governo retomou ontem as negociações sobre o reajuste da remuneração dos militares. O recomeço foi marcado por reunião entre os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e do Planejamento, Paulo Bernardo. Ambos não concederam entrevistas ao fim do encontro.
O aumento dos soldos, aposentadorias e pensões e o reaparelhamento das Forças Armadas são as principais demandas dos militares. Os ministros decidiram que manterão o diálogo sobre o tema, mas só tomarão uma decisão em relação aos dois pleitos quando a revisão do Orçamento deste ano for concluída. O governo espera ter como definir o reajuste dos militares a partir da segunda quinzena do mês que vem. Com o fim da CPMF, governo terá de cortar cerca de R$ 20 bilhões de gastos.
Atualmente, a folha de pagamento das Forças Armadas soma R$ 33 bilhões por ano, incluindo aposentados, pensionistas e civis que integram Exército, Marinha e Aeronáutica. Estão em atividade 342.409 militares. Os aposentados e pensionistas somam 682.992 e 563.150, respectivamente. Aposentados e ativos têm a mesma remuneração.
O maior salário líquido das Forças Armadas é de R$ 8 mil, enquanto o menor é de R$ 207. Quando Jobim tomou posse, o ex-ministro Waldir Pires havia chegado a um acordo com os militares para reajustar os soldos de 27,62% a 37,04%. Os adicionais maiores seriam para os ofícios de início de carreira. Se essa proposta saísse do papel, o impacto no Orçamento deste ano seria de R$ 5,9 bilhões. No ano que vem, o custo totalizaria R$ 8,3 bilhões.
Quando assumiu, Jobim não se comprometeu a manter tal negociação. No fim de outubro, em audiência pública na Câmara, no entanto, reconheceu a necessidade de aumentar a remuneração dos subordinados.
Diferentemente do que ocorreu no caso dos militares, o governo suspendeu as negociações de reajustes salariais mantidas com os servidores públicos civis no fim do ano passado. Para pressionar o Executivo a retomar as conversações e cumprir acordos firmados, os funcionários públicos ameaçam realizar greves.
Fonte: JB Online
Ações do DEM dividem o Supremo
Luiz Orlando Carneiro BRASÍLIA
A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Ellen Gracie, descartou a possibilidade de o Supremo conceder liminares que o DEM venha a pedir nas duas ações de constitucionalidade contra o decreto presidencial que aumentou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a medida provisória que aumentou a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Como a maioria dos ministros está de recesso, alguns evitam comentar o teor das ações pois a conhecem superficialmente pelo que tem sido publicado a respeito. O julgamento, de acordo com um dos integrantes do STF, é de resultado imprevisível.
- Não há prognóstico seguro sobre a posição majoritária do tribunal. As ações da oposição estão bem fundamentadas pelo que pude ver até agora. Além disso, o Supremo não tem uma jurisprudência fechada sobre as questões suscitadas - disse um ministro ouvido pelo Jornal do Brasil.
Prazo
Gracie deu ainda dez dias de prazo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestar sobre o decreto. A ministra amparou sua decisão na "inegável relevância da matéria". Com isso, as ações deverão ser apreciadas pelo plenário numa das primeiras sessões do próximo mês.
Além da solicitação de explicações da presidência, foram pedidos os pareceres da Advogacia-Geral da União e da Procuradoria Geral da República. Ou seja, os prazos esgotam-se exatamente, quando recomeçam os trabalhos do Supremo.
Nas razões da ação relativa ao IOF, o DEM destaca o "desvirtuamento" do IOF para fins arrecadatórios, o que "implica claro desvio de finalidade".
Fonte: JB Online
A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Ellen Gracie, descartou a possibilidade de o Supremo conceder liminares que o DEM venha a pedir nas duas ações de constitucionalidade contra o decreto presidencial que aumentou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a medida provisória que aumentou a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Como a maioria dos ministros está de recesso, alguns evitam comentar o teor das ações pois a conhecem superficialmente pelo que tem sido publicado a respeito. O julgamento, de acordo com um dos integrantes do STF, é de resultado imprevisível.
- Não há prognóstico seguro sobre a posição majoritária do tribunal. As ações da oposição estão bem fundamentadas pelo que pude ver até agora. Além disso, o Supremo não tem uma jurisprudência fechada sobre as questões suscitadas - disse um ministro ouvido pelo Jornal do Brasil.
Prazo
Gracie deu ainda dez dias de prazo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestar sobre o decreto. A ministra amparou sua decisão na "inegável relevância da matéria". Com isso, as ações deverão ser apreciadas pelo plenário numa das primeiras sessões do próximo mês.
Além da solicitação de explicações da presidência, foram pedidos os pareceres da Advogacia-Geral da União e da Procuradoria Geral da República. Ou seja, os prazos esgotam-se exatamente, quando recomeçam os trabalhos do Supremo.
Nas razões da ação relativa ao IOF, o DEM destaca o "desvirtuamento" do IOF para fins arrecadatórios, o que "implica claro desvio de finalidade".
Fonte: JB Online
HISTÓRICO DO MAL
A febre amarela chegou ao Brasil no século 17, trazida por via marítima em embarcações vindas das Antilhas. A primeira epidemia ocorreu em Pernambuco, em 1685, e foi tema de um dos três primeiros livros de medicina escritos no Brasil.
Em 1686 a febre amarela irrompeu sob forma epidêmica na Bahia, causando muitas vítimas.
No século 18 não há registro de epidemias de febre amarela no Brasil. A doença ressurge no século 19. Oswaldo Cruz ganhou fama ao vencer a febre amarela, que em 1902 matara 984 pessoas no Rio de Janeiro e transformava a cidade num porto maldito.
Apesar de ter também combatido a varíola e a peste bubônica, o médico foi ferozmente atacado por causa de suas campanhas sanitárias.
A vacinação obrigatória contra a varíola, proposta por ele, provocou indignação no Rio em 1904, conhecida como Revolta da Vacina.
Os fatos deram razão a Oswaldo Cruz e graças à sua obstinação, a vacinação tornou-se prática corriqueira no Brasil.
A transmissão da doença pela transmitida pelo Aedes aegypt em centros urbanos brasileiros não ocorria desde o ano de 1942.
Fonte: JB Online
Em 1686 a febre amarela irrompeu sob forma epidêmica na Bahia, causando muitas vítimas.
No século 18 não há registro de epidemias de febre amarela no Brasil. A doença ressurge no século 19. Oswaldo Cruz ganhou fama ao vencer a febre amarela, que em 1902 matara 984 pessoas no Rio de Janeiro e transformava a cidade num porto maldito.
Apesar de ter também combatido a varíola e a peste bubônica, o médico foi ferozmente atacado por causa de suas campanhas sanitárias.
A vacinação obrigatória contra a varíola, proposta por ele, provocou indignação no Rio em 1904, conhecida como Revolta da Vacina.
Os fatos deram razão a Oswaldo Cruz e graças à sua obstinação, a vacinação tornou-se prática corriqueira no Brasil.
A transmissão da doença pela transmitida pelo Aedes aegypt em centros urbanos brasileiros não ocorria desde o ano de 1942.
Fonte: JB Online
Fiocruz sugere vacinação em massa
Todos os brasileiros não imunizados devem se vacinar contra a febre amarela por medida de precaução, sobretudo aqueles expostos a regiões de risco. A recomendação foi dada ontem pelo especialista da Fiocruz, José Cerbino, em referência à suspeita atual de casos em áreas urbanas, evento que não ocorria desde 1942. O Ministério da Saúde emitiu ontem uma nota ontem orientando estrangeiros em visita ao país a também se protegerem. Em vários Estados, as campanhas de vacinação estão intensificadas.
- A suspeita de casos de febre amarela é um alerta à população e às autoridades. Ainda não sabemos o que acontecerá nos próximos meses, mas se os casos suspeitos forem confirmados já podemos falar em ameaça de epidemia - diz Juvêncio Furtado, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia. - Tem de vacinar e isolar áreas, enquanto aguardamos os resultados para saber se o problema é restrito a alguns Estados.
O Ministério da Saúde recomendou ontem em nota a vacinação contra a febre amarela para todos os viajantes internacionais, acima de seis meses de idade, que se dirigem aos Estados em risco, com antecedência mínima de dez dias da viagem. Desde 2004, a vacina contra febre amarela voltou a fazer parte da cartilha obrigatória para crianças. Quem visitará as regiões Norte e Centro-Oeste, Maranhão, Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Espírito Santo deve conferir se está imune.
- Risco de epidemia há, mas não há motivo para pânico. É bom aproveitar essa situação para sensibilizar as pessoas para a necessidade da vacinação. A proteção está disponível gratuitamente nos postos de saúde - lembra Cerbino.
A vacina da febre amarela é 99% eficaz e a produção do produto será dobrada devido ao quadro atual. Gestantes, menores de seis anos, pessoas com o sistema imunológico comprometido por doença (neoplasia ou infecção pelo HIV) ou pelo uso de drogas imunossupressoras, radioterapia e pessoas com história de reação anafilática a ovo de galinha e derivados não devem se imunizar. A vacina demora 10 dias para fazer efeito.
Marcelo Simão Ferreira, infectologista da sociedade, acredita que o aumento do número de casos se deve à maior circulação de mosquitos no período de chuvas:
- Temos que investir mais no combate ao Aedes Aegypti para não deixar que o mal se espalhe.
Já Furtado defende que os casos urbanos podem ter ocorrido devido aos assentamentos em florestas:
- Quando você invade a mata, traz o mosquito para dentro de casa - explica. - A presença de pessoas doentes em comunidades onde não havia o mal pode ser outra causa.
A melhoria no sistema de vigilância também possibilitou melhor registro dos possíveis casos urbanos. Eventos, antes não detectados, agora são monitorados. A epizootia, episódio da doença nos macacos, passou a ser acompanhada em 1999.
A febre amarela na grande maioria dos casos tem evolução boa, para cura, mas pode se tornar grave. O ciclo silvestre da doença nunca deixou de existir, e, segundo Cerbino, por uma questão ecologia não é objetivo do governo erradicá-lo totalmente.
Em humanos, foram registrados 349 casos e 161 óbitos por febre amarela silvestre de 1996 a 2007. No ano passado, foram seis casos e cinco óbitos, um aumento em relação a 2006, quando houve dois casos e duas mortes. Cerbino pondera que apenas um caso de contágio de macacos em área urbana, porém, já é alerta para prevenir a epidemia da doença.
- O primata também é uma vitima da doença. É um sinal de que há circulação do virus na região e que o homem pode ser infectado. O mosquito pode pegar o vírus no macaco doente e passar para o homem - explica Ferreira.
Fonte: JB Online
- A suspeita de casos de febre amarela é um alerta à população e às autoridades. Ainda não sabemos o que acontecerá nos próximos meses, mas se os casos suspeitos forem confirmados já podemos falar em ameaça de epidemia - diz Juvêncio Furtado, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia. - Tem de vacinar e isolar áreas, enquanto aguardamos os resultados para saber se o problema é restrito a alguns Estados.
O Ministério da Saúde recomendou ontem em nota a vacinação contra a febre amarela para todos os viajantes internacionais, acima de seis meses de idade, que se dirigem aos Estados em risco, com antecedência mínima de dez dias da viagem. Desde 2004, a vacina contra febre amarela voltou a fazer parte da cartilha obrigatória para crianças. Quem visitará as regiões Norte e Centro-Oeste, Maranhão, Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Espírito Santo deve conferir se está imune.
- Risco de epidemia há, mas não há motivo para pânico. É bom aproveitar essa situação para sensibilizar as pessoas para a necessidade da vacinação. A proteção está disponível gratuitamente nos postos de saúde - lembra Cerbino.
A vacina da febre amarela é 99% eficaz e a produção do produto será dobrada devido ao quadro atual. Gestantes, menores de seis anos, pessoas com o sistema imunológico comprometido por doença (neoplasia ou infecção pelo HIV) ou pelo uso de drogas imunossupressoras, radioterapia e pessoas com história de reação anafilática a ovo de galinha e derivados não devem se imunizar. A vacina demora 10 dias para fazer efeito.
Marcelo Simão Ferreira, infectologista da sociedade, acredita que o aumento do número de casos se deve à maior circulação de mosquitos no período de chuvas:
- Temos que investir mais no combate ao Aedes Aegypti para não deixar que o mal se espalhe.
Já Furtado defende que os casos urbanos podem ter ocorrido devido aos assentamentos em florestas:
- Quando você invade a mata, traz o mosquito para dentro de casa - explica. - A presença de pessoas doentes em comunidades onde não havia o mal pode ser outra causa.
A melhoria no sistema de vigilância também possibilitou melhor registro dos possíveis casos urbanos. Eventos, antes não detectados, agora são monitorados. A epizootia, episódio da doença nos macacos, passou a ser acompanhada em 1999.
A febre amarela na grande maioria dos casos tem evolução boa, para cura, mas pode se tornar grave. O ciclo silvestre da doença nunca deixou de existir, e, segundo Cerbino, por uma questão ecologia não é objetivo do governo erradicá-lo totalmente.
Em humanos, foram registrados 349 casos e 161 óbitos por febre amarela silvestre de 1996 a 2007. No ano passado, foram seis casos e cinco óbitos, um aumento em relação a 2006, quando houve dois casos e duas mortes. Cerbino pondera que apenas um caso de contágio de macacos em área urbana, porém, já é alerta para prevenir a epidemia da doença.
- O primata também é uma vitima da doença. É um sinal de que há circulação do virus na região e que o homem pode ser infectado. O mosquito pode pegar o vírus no macaco doente e passar para o homem - explica Ferreira.
Fonte: JB Online
Febre amarela faz vítima em Brasília
Priscila Machado Lais Lis Brasília
Morreu ontem, às 13h45, Graco Carvalho Abubakir, de 38 anos. Servidor do Ministério do Turismo e morador do Lago Norte, Abubakir era um dos pacientes internados com suspeita de febre amarela. Estava internado há quatro dias em estado grave no Hospital Santa Luzia. Ele passou o Ano-Novo na cidade goiana de Pirenopólis (a 145 km de Brasília), e não estava imunizado contra a doença.
Segundo o médico do hospital, Henrique Marconi, o paciente chegou ao hospital com dificuldades respiratórias leves e disfunção digestiva. Os sintomas começaram a aparecer no último dia 2. Marconi explicou que mesmo que a data de apresentação dos sintomas indique que a possivel contaminação tenha sido na cidade goiana, Abubakir morava no Lago Norte, próximo a matas e onde foram encontrados macacos mortos com suspeita de estarem contaminados.
Apesar dos sintomas apresentados coincidirem com os efeitos da febre amarela, a causa da morte só será confirmada com os resultados dos exames de sorologia e da necrópsia.
- O resultado da sorologia deverá sair sexta-feira e poderá confirmar a causa da morte. Mas se for negativo será preciso o resultado da necrópsia para se ter 100% de certeza - explicou Marconi.
Apesar da dúvida com relação a causa da morte, o governador José Roberto Arruda disse ontem que todos os indícios levam a crer que se trata de um caso da doença. Apesar disso, Arruda tranqüilizou a população e disse que não há um surto de febre amarela no Distrito Federal.
- A situação é tranqüila, não há sinal de epidemia nem no Distrito Federal nem em Goiás. Mesmo assim, recomendamos que todos tomem a vacina o mais rápido possível, principalmente quem costuma viajar para a área rural - disse o governador.
Existem outras duas suspeitas de febre amarela no DF. Uma moradora de Planaltina, que continua internada no hospital de Sobradinho, e outro de São Sebastião, que morreu no domingo. A Secretaria de Saúde informou que nesses dois casos a suspeita foi quase descartada. Goiás também está em alerta. Na noite de sexta-feira o trabalhador rural João Batista Gonçalves, de 31 anos, morreu em Goiânia com suspeita de febre amarela. O laudo oficial com a causa da morte deve sair até o fim da semana.
Nos próximos dias, o GDF fará uma ação conjunta com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para realizar a vacinação na BR 040 e 060, as principais entradas no DF. Além disso, 100 soldados do Exército atuarão no combate ao mosquito aedes aegypti na área urbana. O mosquito, agente transmissor da dengue, também é vetor do vírus da febre amarela urbana.
Fonte: JB Online
Morreu ontem, às 13h45, Graco Carvalho Abubakir, de 38 anos. Servidor do Ministério do Turismo e morador do Lago Norte, Abubakir era um dos pacientes internados com suspeita de febre amarela. Estava internado há quatro dias em estado grave no Hospital Santa Luzia. Ele passou o Ano-Novo na cidade goiana de Pirenopólis (a 145 km de Brasília), e não estava imunizado contra a doença.
Segundo o médico do hospital, Henrique Marconi, o paciente chegou ao hospital com dificuldades respiratórias leves e disfunção digestiva. Os sintomas começaram a aparecer no último dia 2. Marconi explicou que mesmo que a data de apresentação dos sintomas indique que a possivel contaminação tenha sido na cidade goiana, Abubakir morava no Lago Norte, próximo a matas e onde foram encontrados macacos mortos com suspeita de estarem contaminados.
Apesar dos sintomas apresentados coincidirem com os efeitos da febre amarela, a causa da morte só será confirmada com os resultados dos exames de sorologia e da necrópsia.
- O resultado da sorologia deverá sair sexta-feira e poderá confirmar a causa da morte. Mas se for negativo será preciso o resultado da necrópsia para se ter 100% de certeza - explicou Marconi.
Apesar da dúvida com relação a causa da morte, o governador José Roberto Arruda disse ontem que todos os indícios levam a crer que se trata de um caso da doença. Apesar disso, Arruda tranqüilizou a população e disse que não há um surto de febre amarela no Distrito Federal.
- A situação é tranqüila, não há sinal de epidemia nem no Distrito Federal nem em Goiás. Mesmo assim, recomendamos que todos tomem a vacina o mais rápido possível, principalmente quem costuma viajar para a área rural - disse o governador.
Existem outras duas suspeitas de febre amarela no DF. Uma moradora de Planaltina, que continua internada no hospital de Sobradinho, e outro de São Sebastião, que morreu no domingo. A Secretaria de Saúde informou que nesses dois casos a suspeita foi quase descartada. Goiás também está em alerta. Na noite de sexta-feira o trabalhador rural João Batista Gonçalves, de 31 anos, morreu em Goiânia com suspeita de febre amarela. O laudo oficial com a causa da morte deve sair até o fim da semana.
Nos próximos dias, o GDF fará uma ação conjunta com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para realizar a vacinação na BR 040 e 060, as principais entradas no DF. Além disso, 100 soldados do Exército atuarão no combate ao mosquito aedes aegypti na área urbana. O mosquito, agente transmissor da dengue, também é vetor do vírus da febre amarela urbana.
Fonte: JB Online
As urgências do ano eleitoral
Os governantes passam, as práticas permanecem. Quando precisam do Congresso, distribuem mimos. Quando acham que estão com tudo e não estão prosas, esnobam. Agora passam, novamente, pela primeira fase. O recesso se esvai em boa hora. O presidente Lula e seus fiéis intendentes, os ministros Guido Mantega e Paulo Bernardo, abriram o ano com o pacote de maldades aproveitando o deserto de políticos em que Brasília se transforma nos janeiros sem convocação extraordinária. E desencaram os aumentos do Imposto sobre Operações Financeiras e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Deixaram para recolher o dobro em reais para depois, com os cortes no Orçamento da União.
No meio tempo, para dar uma amenizada nos ânimos dos governistas de ocasião e dos já tradicionais, Lula aproveita para retomar a conversa em torno da nomeação de cargos para o primeiro, segundo e terceiro escalões federais. Um ministro, que de tanto tempo como interino esqueceu que teria de passar o cargo adiante, já pode ir esvaziando o gabinete: o de Minas e Energia. O senador cabelo- pintado-de-acaju Edison Lobão já está prontinho para assumir o posto, bem apadrinhado por José Sarney. Não importa, no caso, se a ministra Dilma Rousseff, ciumenta de seu espaço no setor, está desgostosa da escolha. Em tempos de votações difíceis, melhor apaziguar os parceiros nos corredores verde e azul do Congresso.
Há ainda ministros bem empossados que podem se aventurar nos palanques municipais deste ano. Um deles: Patrus Ananias, o comandantes-em-chefe dos programas sociais, Bolsa Família na dianteira. E postos menos cotados. Mas com estes, o presidente Lula se dispensa de gastar moleira. Estão a cargo da trinca Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência), Paulo Bernardo (Planejamento) e José Múcio Monteiro (Relações Institucionais). Ontem, sentaram para bater o martelo em torno das regras para nomeações em vagas comissionadas, e teoricamente mais bem remuneradas, de degraus mais baixos da pirâmide federal.
As indicações estão paradas há no mínimo uma dezena de meses. O mapa dos tais cargos é herança do antecessor de Múcio, o mineiro Walfrido Mares Guia, que perdeu o poder flagrado que foi no mensalão tucano do eventual candidato a prefeito de Belo Horizonte, Eduardo Azeredo. A burocracia, em alguns casos, e a iniqüidade dos padrinhos, em outro, atrasaram a execução da tarefa.
Referem-se a mesas estrategicamente espalhadas pelos Estados. Essenciais numa disputa em que estará em jogo o poder político municipal. Nada prioritárias quando se observa que estão vagas há tanto tempo e nenhum serviço deixou de ser executado ou ficou pior por conta da vacância.
A pressa, portanto, é fisiológica. De ambos os lados. Do governo, porque quer conter a insatisfação com o aumento dos impostos, com o futuro contingenciamento das emendas parlamentares, e com outras aparadas no Orçamento. Dos parlamentares, porque precisam instalar cabos eleitorais em postos-chaves Brasil afora. E, mais, porque terão de subir nas tamancas para manter as emendas individuais no Orçamento. É apenas o primeiro passo, o mais fácil, até porque o Planalto não tem poder para tirá-las de lá, uma prerrogativa da Comissão Mista. Depois, deputados e senadores terão de conseguir que o governo libere os reais. Missão quase impossível. Chance perto de zero
Sabem disso, embora finjam que não acreditam. Estão amotinados, mas nem tanto. Há sempre a esperança de abiscoitar alguns trocados. Especialmente aqueles deputados - são quase 150 - que vão entrar em campanha. Do lado do governo, a intenção é segurar sim, até porque, na hora do vamos ver, as pendências orçamentárias valem bem mais em votos do que custam aos cofres públicos. Como se observa, as férias parlamentares estão dando o que falar. Não há sessão, mas todos estão de plantão. No Congresso e no governo. A confusão levou até o presidente a rever a agenda de prioridades. Transferiu para fevereiro as férias que tiraria em janeiro. Difícil que descanse. No próximo mês (lógico, depois do carnaval, que ninguém é de ferro), os números do Orçamento da União, com cortes e subcortes, serão analisados a lupa por deputados e senadores. Que vão contabilizar as perdas e ganhos de janeiro e de anos anteriores. Lula terá de ficar a postos. Para evitar, in loco, um desastre político em ano eleitoral. E com a caneta pronta para assinar as nomeações. E, quem sabe, distribuir um dinheirinho antes para garantir o sossego depois.
Fonte: JB Online
No meio tempo, para dar uma amenizada nos ânimos dos governistas de ocasião e dos já tradicionais, Lula aproveita para retomar a conversa em torno da nomeação de cargos para o primeiro, segundo e terceiro escalões federais. Um ministro, que de tanto tempo como interino esqueceu que teria de passar o cargo adiante, já pode ir esvaziando o gabinete: o de Minas e Energia. O senador cabelo- pintado-de-acaju Edison Lobão já está prontinho para assumir o posto, bem apadrinhado por José Sarney. Não importa, no caso, se a ministra Dilma Rousseff, ciumenta de seu espaço no setor, está desgostosa da escolha. Em tempos de votações difíceis, melhor apaziguar os parceiros nos corredores verde e azul do Congresso.
Há ainda ministros bem empossados que podem se aventurar nos palanques municipais deste ano. Um deles: Patrus Ananias, o comandantes-em-chefe dos programas sociais, Bolsa Família na dianteira. E postos menos cotados. Mas com estes, o presidente Lula se dispensa de gastar moleira. Estão a cargo da trinca Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência), Paulo Bernardo (Planejamento) e José Múcio Monteiro (Relações Institucionais). Ontem, sentaram para bater o martelo em torno das regras para nomeações em vagas comissionadas, e teoricamente mais bem remuneradas, de degraus mais baixos da pirâmide federal.
As indicações estão paradas há no mínimo uma dezena de meses. O mapa dos tais cargos é herança do antecessor de Múcio, o mineiro Walfrido Mares Guia, que perdeu o poder flagrado que foi no mensalão tucano do eventual candidato a prefeito de Belo Horizonte, Eduardo Azeredo. A burocracia, em alguns casos, e a iniqüidade dos padrinhos, em outro, atrasaram a execução da tarefa.
Referem-se a mesas estrategicamente espalhadas pelos Estados. Essenciais numa disputa em que estará em jogo o poder político municipal. Nada prioritárias quando se observa que estão vagas há tanto tempo e nenhum serviço deixou de ser executado ou ficou pior por conta da vacância.
A pressa, portanto, é fisiológica. De ambos os lados. Do governo, porque quer conter a insatisfação com o aumento dos impostos, com o futuro contingenciamento das emendas parlamentares, e com outras aparadas no Orçamento. Dos parlamentares, porque precisam instalar cabos eleitorais em postos-chaves Brasil afora. E, mais, porque terão de subir nas tamancas para manter as emendas individuais no Orçamento. É apenas o primeiro passo, o mais fácil, até porque o Planalto não tem poder para tirá-las de lá, uma prerrogativa da Comissão Mista. Depois, deputados e senadores terão de conseguir que o governo libere os reais. Missão quase impossível. Chance perto de zero
Sabem disso, embora finjam que não acreditam. Estão amotinados, mas nem tanto. Há sempre a esperança de abiscoitar alguns trocados. Especialmente aqueles deputados - são quase 150 - que vão entrar em campanha. Do lado do governo, a intenção é segurar sim, até porque, na hora do vamos ver, as pendências orçamentárias valem bem mais em votos do que custam aos cofres públicos. Como se observa, as férias parlamentares estão dando o que falar. Não há sessão, mas todos estão de plantão. No Congresso e no governo. A confusão levou até o presidente a rever a agenda de prioridades. Transferiu para fevereiro as férias que tiraria em janeiro. Difícil que descanse. No próximo mês (lógico, depois do carnaval, que ninguém é de ferro), os números do Orçamento da União, com cortes e subcortes, serão analisados a lupa por deputados e senadores. Que vão contabilizar as perdas e ganhos de janeiro e de anos anteriores. Lula terá de ficar a postos. Para evitar, in loco, um desastre político em ano eleitoral. E com a caneta pronta para assinar as nomeações. E, quem sabe, distribuir um dinheirinho antes para garantir o sossego depois.
Fonte: JB Online
Diálogo (e revolta) comigo mesmo
Por: Helio Fernandes
Roubaram Portinari e Picasso, o Brasil é roubado há 500 anos
Diante do clamor pela perda de um Picasso e um Portinari, (roubados) do maior e mais surpreendente museu do Brasil, resolvi fazer entrevista com perguntas e respostas, sobre roubos inacreditavelmente mais importantes, mas que não tiveram a menor repercussão. A polícia não foi chamada, lógico, ela é propriedade dos ladrões.
PERGUNTA - O senhor chorou ou sentiu a perda desses quadros famosos? RESPOSTA - Muito, mas passou logo, quando me lembrei dos roubos da nossa riqueza que já completaram 500 anos. Os ladrões se reproduzem geneticamente em outros ladrões, politicamente todos são herdeiros, favorecidos e beneficiários desses roubos.
P - Você poderia dizer nesses 500 anos qual foi o maior roubo, sem contar o Picasso e o Portinari? R - Puxa, isso é impossível. À medida que a tecnologia vai avançando e se criam e recriam mais riquezas, vamos empobrecendo miseravelmente. Mas acho que além dos roubos materiais levaram também nossa identidade, dignidade, responsabilidade, credibilidade, seriedade, passamos a desacreditar em nós mesmos.
P - Você costuma jogar a culpa de tudo em cima das multinacionais? É isso? R - Monteiro Lobato disse tudo, muito antes de mim, foi preso várias vezes, teve que ir morar nos EUA, não queria viver em cárcere estatal, em presídio construído e controlado por bancos estrangeiros. Frase genial, dele, há mais de 100 anos: "Quando Deus fez o mundo, decidiu. Na América do Sul, todos os países terão petróleo. Menos o Brasil". E desenhou um mapa, com todos os vizinhos do Brasil encharcados de petróleo, menos nós. Foi preso antes de acabar a frase e o desenho.?
P - Mas não é possível localizar quando todos esses roubos começaram?R - Facílimo. Tudo começou com a "descoberta", continuou até hoje. No Brasil desses 507 anos inúteis, o único fato (ou personagem) novo continua sendo Pedro Álvares Cabral. Que criou até o Pero Vaz Caminha, evidente pseudônimo, para enviar a carta famosa, retumbando ao mundo a maior façanha de Portugal.
P - Mas não é o Brasil que enche (palavra usada no sentido popular) o País, considerando a fuga de Dom João VI como o fim do Brasil colônia?R - Somos roubados e nos arrojamos aos pés dos ladrões. 1808 não tem a menor importância, o Brasil era colônia, continuou colônia, não deixaremos de ser colônia. Fazem um foguetório maior do que o da Avenida Atlântica para festejar Dom João VI. Só que na orla são apenas 2 milhões, Dom João VI roubou tudo, que relativamente é maior do que qualquer coisa.
P - Mas não houve progresso algum? O Brasil é tido como potência por causa da riqueza geral, do território e da população? R - É verdade, mas as riquezas vão todas para fora. O território, como não pode ser transportado, é explorado aqui mesmo. Não esqueçam a Amazônia e suas 100 mil ONGs. E a população é esquartejada aqui mesmo, trabalha para os exploradores, desprezo maior pela escravidão do trabalho e a remuneração ou salário só mesmo na China.
P - Mas o Brasil não conquistou a Independência, implantou a República, destruiu a escravidão? R - Tudo farsa, fraude, mistificação colossal e tricentenária. Todos os países do mundo ocidental, nos últimos 250 anos, enfrentaram os mesmos problemas, República, Independência, Abolição da escravatura. (Não necessariamente na mesma ordem). Só que no Brasil nada foi autêntico. A Independência aconteceu porque Portugal achou que não havia mais nada a explorar, a Inglaterra, que dominava o mundo, só queria saber quem ia pagar suas 175 mil libras. Portugal e Inglaterra decidiram que o Brasil pagaria, começou aí a "DÍVIDA EXTERNA". Cujo pagamento só foi interrompido em 1896 por Prudente de Moraes. Mas logo a seguir, a partir de Campos Salles, retomamos os pagamentos, até hoje o povo brasileiro paga para trabalhar e ser roubado.
P - O que você quer dizer com isso? R - Que o Brasil é o Picasso e o Portinari de si mesmo, pinta, coloca numa sala especial e passa a ser o ladrão das próprias riquezas. P - O senhor não poderia citar exemplos? R - Centenas. Mas para terminar por hoje, por hoje, o Brasil que é o Templo mundial do minério, não enriquece com eles. Há 50 anos, por acaso, "descobrimos" Carajás, o maior patrimônio e a maior concentração de minério de ferro do mundo. Com isso, enriquecemos algumas famílias e empobrecemos todo o povo.
PS - No intervalo dos tumultos diários, irei continuando com estes "diálogos". Eu sei que é interminável, tudo pertence a estrangeiros, multinacionais, globalizantes. Mas irei mostrando quem são os "proprietários" da nossa independência-República. Com nomes e sobrenomes das empresas.
Wagner Montes
Seu aparecimento como líder das pesquisas para prefeito complicou tudo. Estava difícil, agora ninguém entende.
Com boa vontade e excesso de otimismo, pode se considerar que a situação econômica do País é boa. Ou melhor: é normal, existe até clima para otimismo, mas vazio e monótono. Acho até que monótono é a palavra certa. Mas a análise política é desastrosa. É evidente que, como tenho dito, no parlamentarismo as coisas se complicam, é preciso compor, conversar, coordenar com partidos da base, meia base, meia oposição e até oposição.
Mas na articulação política só existem amadores, num setor que exige acima de tudo profissionalismo. Levaram meses perdendo tempo e espaço com a questão Renan. Depois, colocaram um Garibaldi-Garibaldi no lugar dele, fracasso.
E vão trocando de coordenadores, com essa palavra sendo usada cheia de "paetês e missangas", todos são índios no assunto. Não quero centralizar ou elogiar: mas o próprio Lula devia ser o coordenador.
No Rio capital, o primeiro partido a tentar resolver sua posição será o PSDB. No dia 17, na Associação Comercial, perante mais de 300 militantes, haverá um debate interno: Otavio Correia-Luiz Paulo Rocha.
Como revelei há mais de 3 meses, se não houver entendimento, o assunto irá para a executiva nacional, que ratificará o nome do candidato.
No PMDB, surpreendentemente, cresce o nome de Eduardo Paes. Como tenho alertado, os governadores têm muita força na escolha, é o caso de Cabral. Mas e Picciani e Mateus, contra Paes no momento?
César Maia, impopularíssimo, e Anthony Mateus (sem o menor interesse) fizeram acordo de lançarem candidato juntos. Mas não passam de Solange Amaral, sem qualquer chance, voto ou penetração.
Surgiu o candidatíssimo Wagner Montes, primeiro na pesquisa, baseado nos 112 mil votos para deputado estadual. Incógnita.
Na série do Globo Repórter, foi feito um programa-vídeo com o título "Cai a máscara do futebol brasileiro". Contrariava interesses da Organização, alguém importante viu, foi vetado.
Apesar de não ter sido exibido, causou enorme confusão na Globo. Um funcionário vazou, e o vídeo já visto, interessante.
Curiosidade: o repórter que vazou o programa trabalha hoje na Rede TV. Tudo devidamente abafado. O público iria gostar como gostei.
Carlos Lessa, economista de participação constante, é um personagem interessantíssimo. Presidiu o BNDES, descobriu fatos "enterrados", que o presidente Lula não quis "desenterrar". Devia.
Multimilionaríssimo, e sem ligar para dinheiro, compra prédios (ou tem muitos de herança) simplesmente para restaurá-los e recuperá-los. Candidato a prefeito, não quer ser vice de ninguém, muitos convites.
Tenho dito aqui: Edson Lobão receberá o Ministério de Minas e Energia limpinho. Sarney trabalha para que fique com várias empresas.
Não custa lembrar. Quando João Figueiredo assumiu, seu maior amigo era o coronel Cesar Calls. Queria fazê-lo ministro.
Chamou-o, comunicou: "Você vai ser ministro de Minas e Energia, mas não pode nomear nem o chefe de Gabinete". Ditadura e democracia, iguais. A culpa é do parlamentarismo implacável.
Os casamentos do presidente Sarkozy têm sido tão rápidos, que ele casa em fevereiro, mas já com advogado contratado para o divórcio. Pode ser até que não precise. Mas não é a praxe.
Com a primeira, ficou pouco tempo, até conhecer a bela Cecilia. Casou com ela em dois turnos. (Separaram, voltaram, separaram). Agora foi fulminante e surpreendente. Por que casar logo?
Quando pararam para o almoço, os amestrados do rádio e televisão retumbavam: "A Bovespa opera em fortíssima alta". Essa "fortíssima" não passava de 1,50 e depois 1,60%, "perfumaria".
A essa hora os negócios haviam passado pouco de 1 bilhão, o "entusiasmo" era falso. O dólar caía para 1,75%, menos 0,60%.
Fechou pouco acima de 3 reais, nenhum problema. Aprenderam com Paul Getty, que fez fortuna na Bolsa e dizia: "Eu ganho na alta e na baixa. O importante é não deixar de jogar".
Tenho feito revelações seguidas a respeito do enriquecimento ilícito de César Maia. A partir do ICM "fiscalizado" por fiscais da sua confiança, depois pelo famoso p-r-o-p-i-n-o-d-u-t-o.
Todo ano o prefeito manda para a Câmara Municipal um projeto para ser votado às pressas. No projeto do final de 2007, o vereador Wilson Leite Passos, votando, chamou a atenção para esse aspecto.
Disse textualmente: "Há algo estranho, porque o prefeito é useiro e vezeiro, ao final de todas as legislaturas envia mensagem eivada de suspeição. Grandes interesses financeiros".
Aí Wilson Leite Passos passou a transcrever: "O jornalista Helio Fernandes tem feito denúncias da mais alta gravidade a respeito de irregularidades e ações criminosas praticadas pelo prefeito".
E sempre deixando bem claro que as denúncias são deste repórter, continuou: "Há várias semanas o jornalista vem publicando artigos sucessivos, devemos tomar providências sobre essas falcatruas do governo municipal. Estou atento".
Perfeito, Leite Passos. Tenho dado nomes, datas, enriquecimento.
XXX
O presidente do Flamengo, Marcio Braga, está distribuindo aos conselheiros um "papelucho" tão ridículo que provoca enormes gargalhadas. Colocou como título "só o amor constrói para a eternidade", frase de Getulio Vargas. Mas é tudo tão primário, tão mal escrito e sem significado ou significação, que ninguém tem dúvida: foi escrito pelo próprio tabelião que jamais trabalhou na vida.
XXX
Nomeado conselheiro do Fundo Real Grandeza, um funcionário chamado Enio Silveira Junior não quis publicar seu nome ontem. Sabia que o bravo Editor (dos grandes resistentes da ditadura) tinha dois filhos, mas fiquei em dúvida. Confirmando, posso informar: esse é um homônimo, pode até ser uma revelação como conselheiro da Real Grandeza.
XXX
Carlos Heitor Cony, tomando como base a operação de anistia da Itália, diz "a anistia brasileira (lei 10559, 2001) tem que ser cumprida". É evidente que foi aprovada, promulgada e publicada para ser cumprida. Mas essa ANISTIA É SÓ para os que foram C-A-S-S-A-D-O-S. Portanto, podem até defendê-la, mas sem direitos.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Roubaram Portinari e Picasso, o Brasil é roubado há 500 anos
Diante do clamor pela perda de um Picasso e um Portinari, (roubados) do maior e mais surpreendente museu do Brasil, resolvi fazer entrevista com perguntas e respostas, sobre roubos inacreditavelmente mais importantes, mas que não tiveram a menor repercussão. A polícia não foi chamada, lógico, ela é propriedade dos ladrões.
PERGUNTA - O senhor chorou ou sentiu a perda desses quadros famosos? RESPOSTA - Muito, mas passou logo, quando me lembrei dos roubos da nossa riqueza que já completaram 500 anos. Os ladrões se reproduzem geneticamente em outros ladrões, politicamente todos são herdeiros, favorecidos e beneficiários desses roubos.
P - Você poderia dizer nesses 500 anos qual foi o maior roubo, sem contar o Picasso e o Portinari? R - Puxa, isso é impossível. À medida que a tecnologia vai avançando e se criam e recriam mais riquezas, vamos empobrecendo miseravelmente. Mas acho que além dos roubos materiais levaram também nossa identidade, dignidade, responsabilidade, credibilidade, seriedade, passamos a desacreditar em nós mesmos.
P - Você costuma jogar a culpa de tudo em cima das multinacionais? É isso? R - Monteiro Lobato disse tudo, muito antes de mim, foi preso várias vezes, teve que ir morar nos EUA, não queria viver em cárcere estatal, em presídio construído e controlado por bancos estrangeiros. Frase genial, dele, há mais de 100 anos: "Quando Deus fez o mundo, decidiu. Na América do Sul, todos os países terão petróleo. Menos o Brasil". E desenhou um mapa, com todos os vizinhos do Brasil encharcados de petróleo, menos nós. Foi preso antes de acabar a frase e o desenho.?
P - Mas não é possível localizar quando todos esses roubos começaram?R - Facílimo. Tudo começou com a "descoberta", continuou até hoje. No Brasil desses 507 anos inúteis, o único fato (ou personagem) novo continua sendo Pedro Álvares Cabral. Que criou até o Pero Vaz Caminha, evidente pseudônimo, para enviar a carta famosa, retumbando ao mundo a maior façanha de Portugal.
P - Mas não é o Brasil que enche (palavra usada no sentido popular) o País, considerando a fuga de Dom João VI como o fim do Brasil colônia?R - Somos roubados e nos arrojamos aos pés dos ladrões. 1808 não tem a menor importância, o Brasil era colônia, continuou colônia, não deixaremos de ser colônia. Fazem um foguetório maior do que o da Avenida Atlântica para festejar Dom João VI. Só que na orla são apenas 2 milhões, Dom João VI roubou tudo, que relativamente é maior do que qualquer coisa.
P - Mas não houve progresso algum? O Brasil é tido como potência por causa da riqueza geral, do território e da população? R - É verdade, mas as riquezas vão todas para fora. O território, como não pode ser transportado, é explorado aqui mesmo. Não esqueçam a Amazônia e suas 100 mil ONGs. E a população é esquartejada aqui mesmo, trabalha para os exploradores, desprezo maior pela escravidão do trabalho e a remuneração ou salário só mesmo na China.
P - Mas o Brasil não conquistou a Independência, implantou a República, destruiu a escravidão? R - Tudo farsa, fraude, mistificação colossal e tricentenária. Todos os países do mundo ocidental, nos últimos 250 anos, enfrentaram os mesmos problemas, República, Independência, Abolição da escravatura. (Não necessariamente na mesma ordem). Só que no Brasil nada foi autêntico. A Independência aconteceu porque Portugal achou que não havia mais nada a explorar, a Inglaterra, que dominava o mundo, só queria saber quem ia pagar suas 175 mil libras. Portugal e Inglaterra decidiram que o Brasil pagaria, começou aí a "DÍVIDA EXTERNA". Cujo pagamento só foi interrompido em 1896 por Prudente de Moraes. Mas logo a seguir, a partir de Campos Salles, retomamos os pagamentos, até hoje o povo brasileiro paga para trabalhar e ser roubado.
P - O que você quer dizer com isso? R - Que o Brasil é o Picasso e o Portinari de si mesmo, pinta, coloca numa sala especial e passa a ser o ladrão das próprias riquezas. P - O senhor não poderia citar exemplos? R - Centenas. Mas para terminar por hoje, por hoje, o Brasil que é o Templo mundial do minério, não enriquece com eles. Há 50 anos, por acaso, "descobrimos" Carajás, o maior patrimônio e a maior concentração de minério de ferro do mundo. Com isso, enriquecemos algumas famílias e empobrecemos todo o povo.
PS - No intervalo dos tumultos diários, irei continuando com estes "diálogos". Eu sei que é interminável, tudo pertence a estrangeiros, multinacionais, globalizantes. Mas irei mostrando quem são os "proprietários" da nossa independência-República. Com nomes e sobrenomes das empresas.
Wagner Montes
Seu aparecimento como líder das pesquisas para prefeito complicou tudo. Estava difícil, agora ninguém entende.
Com boa vontade e excesso de otimismo, pode se considerar que a situação econômica do País é boa. Ou melhor: é normal, existe até clima para otimismo, mas vazio e monótono. Acho até que monótono é a palavra certa. Mas a análise política é desastrosa. É evidente que, como tenho dito, no parlamentarismo as coisas se complicam, é preciso compor, conversar, coordenar com partidos da base, meia base, meia oposição e até oposição.
Mas na articulação política só existem amadores, num setor que exige acima de tudo profissionalismo. Levaram meses perdendo tempo e espaço com a questão Renan. Depois, colocaram um Garibaldi-Garibaldi no lugar dele, fracasso.
E vão trocando de coordenadores, com essa palavra sendo usada cheia de "paetês e missangas", todos são índios no assunto. Não quero centralizar ou elogiar: mas o próprio Lula devia ser o coordenador.
No Rio capital, o primeiro partido a tentar resolver sua posição será o PSDB. No dia 17, na Associação Comercial, perante mais de 300 militantes, haverá um debate interno: Otavio Correia-Luiz Paulo Rocha.
Como revelei há mais de 3 meses, se não houver entendimento, o assunto irá para a executiva nacional, que ratificará o nome do candidato.
No PMDB, surpreendentemente, cresce o nome de Eduardo Paes. Como tenho alertado, os governadores têm muita força na escolha, é o caso de Cabral. Mas e Picciani e Mateus, contra Paes no momento?
César Maia, impopularíssimo, e Anthony Mateus (sem o menor interesse) fizeram acordo de lançarem candidato juntos. Mas não passam de Solange Amaral, sem qualquer chance, voto ou penetração.
Surgiu o candidatíssimo Wagner Montes, primeiro na pesquisa, baseado nos 112 mil votos para deputado estadual. Incógnita.
Na série do Globo Repórter, foi feito um programa-vídeo com o título "Cai a máscara do futebol brasileiro". Contrariava interesses da Organização, alguém importante viu, foi vetado.
Apesar de não ter sido exibido, causou enorme confusão na Globo. Um funcionário vazou, e o vídeo já visto, interessante.
Curiosidade: o repórter que vazou o programa trabalha hoje na Rede TV. Tudo devidamente abafado. O público iria gostar como gostei.
Carlos Lessa, economista de participação constante, é um personagem interessantíssimo. Presidiu o BNDES, descobriu fatos "enterrados", que o presidente Lula não quis "desenterrar". Devia.
Multimilionaríssimo, e sem ligar para dinheiro, compra prédios (ou tem muitos de herança) simplesmente para restaurá-los e recuperá-los. Candidato a prefeito, não quer ser vice de ninguém, muitos convites.
Tenho dito aqui: Edson Lobão receberá o Ministério de Minas e Energia limpinho. Sarney trabalha para que fique com várias empresas.
Não custa lembrar. Quando João Figueiredo assumiu, seu maior amigo era o coronel Cesar Calls. Queria fazê-lo ministro.
Chamou-o, comunicou: "Você vai ser ministro de Minas e Energia, mas não pode nomear nem o chefe de Gabinete". Ditadura e democracia, iguais. A culpa é do parlamentarismo implacável.
Os casamentos do presidente Sarkozy têm sido tão rápidos, que ele casa em fevereiro, mas já com advogado contratado para o divórcio. Pode ser até que não precise. Mas não é a praxe.
Com a primeira, ficou pouco tempo, até conhecer a bela Cecilia. Casou com ela em dois turnos. (Separaram, voltaram, separaram). Agora foi fulminante e surpreendente. Por que casar logo?
Quando pararam para o almoço, os amestrados do rádio e televisão retumbavam: "A Bovespa opera em fortíssima alta". Essa "fortíssima" não passava de 1,50 e depois 1,60%, "perfumaria".
A essa hora os negócios haviam passado pouco de 1 bilhão, o "entusiasmo" era falso. O dólar caía para 1,75%, menos 0,60%.
Fechou pouco acima de 3 reais, nenhum problema. Aprenderam com Paul Getty, que fez fortuna na Bolsa e dizia: "Eu ganho na alta e na baixa. O importante é não deixar de jogar".
Tenho feito revelações seguidas a respeito do enriquecimento ilícito de César Maia. A partir do ICM "fiscalizado" por fiscais da sua confiança, depois pelo famoso p-r-o-p-i-n-o-d-u-t-o.
Todo ano o prefeito manda para a Câmara Municipal um projeto para ser votado às pressas. No projeto do final de 2007, o vereador Wilson Leite Passos, votando, chamou a atenção para esse aspecto.
Disse textualmente: "Há algo estranho, porque o prefeito é useiro e vezeiro, ao final de todas as legislaturas envia mensagem eivada de suspeição. Grandes interesses financeiros".
Aí Wilson Leite Passos passou a transcrever: "O jornalista Helio Fernandes tem feito denúncias da mais alta gravidade a respeito de irregularidades e ações criminosas praticadas pelo prefeito".
E sempre deixando bem claro que as denúncias são deste repórter, continuou: "Há várias semanas o jornalista vem publicando artigos sucessivos, devemos tomar providências sobre essas falcatruas do governo municipal. Estou atento".
Perfeito, Leite Passos. Tenho dado nomes, datas, enriquecimento.
XXX
O presidente do Flamengo, Marcio Braga, está distribuindo aos conselheiros um "papelucho" tão ridículo que provoca enormes gargalhadas. Colocou como título "só o amor constrói para a eternidade", frase de Getulio Vargas. Mas é tudo tão primário, tão mal escrito e sem significado ou significação, que ninguém tem dúvida: foi escrito pelo próprio tabelião que jamais trabalhou na vida.
XXX
Nomeado conselheiro do Fundo Real Grandeza, um funcionário chamado Enio Silveira Junior não quis publicar seu nome ontem. Sabia que o bravo Editor (dos grandes resistentes da ditadura) tinha dois filhos, mas fiquei em dúvida. Confirmando, posso informar: esse é um homônimo, pode até ser uma revelação como conselheiro da Real Grandeza.
XXX
Carlos Heitor Cony, tomando como base a operação de anistia da Itália, diz "a anistia brasileira (lei 10559, 2001) tem que ser cumprida". É evidente que foi aprovada, promulgada e publicada para ser cumprida. Mas essa ANISTIA É SÓ para os que foram C-A-S-S-A-D-O-S. Portanto, podem até defendê-la, mas sem direitos.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Moda antiga e atual
BRASÍLIA - Registre-se que a moda não é de hoje. Houve tempo, no Rio, em que a prefeitura obrigou todos os ônibus a esticarem até o teto os canos de escapamento, sob o pretexto de que seriam mandados para a estratosfera, sem atingir os narizes cariocas, aqueles quilômetros cúbicos da fumaça diabólica de óleo diesel. Fizeram mais: os veículos de transporte coletivo, da noite para o dia, deveriam levar na cabine do motorista singular maquininha capaz de registrar em discos de papel a ultrapassagem da velocidade permitida.
Da mudança também obrigatória das placas dos automóveis particulares, nem se fala. De dois em dois anos alteravam-se números, letras, formato e cor, levando os proprietários a comprar as novas, assim como as maquininhas e os canos de escapamento, mas só em estabelecimentos autorizados.
Comentava-se com malícia fazer tudo parte da festa promovida por certas autoridades encarregadas do trânsito, coincidentemente aquelas que determinavam as novas regras e, sem qualquer prova material, participavam de empresas produtoras das inovações. Em São Paulo e outras capitais, sempre foi a mesma coisa.
Pois não é que a moda continua? Anuncia-se um novo tipo de placas a ser trocadas em todos os carros de passeio: menores, com novas firulas. Da mesma forma, estão mudando as placas das motocicletas. De tabela, alteraram características dos capacetes dos pilotos de moto.
Centenas de milhares de cidadãos vão botar a mão no bolso para enfrentar essas inovações, caso contrário pagarão multas de valor bem superior aos gastos com equipamentos.
Serão apenas inventores desocupados esses responsáveis pelas sucessivas e ininterruptas alterações? Seria bom pesquisar, porque, somando tudo, as despesas chegarão a centenas de milhões. Aumentará o faturamento apenas dos poucos empresários habilitados a produzir placas e capacetes de acordo com as minuciosas especificações dos tecnocratas?
Abolição do carona
Sergio Porto, o genial Stanislaw Ponte Preta, referia-se ao período de governos militares como o FEBEAPÁ - Festival de Besteiras que Assola o País. Vem agora outro Sérgio, o Cabral, para não deixar o homônimo mentir.
Não dá para entender a mais recente iniciativa do governador do Rio de Janeiro, de proibir o transporte do carona nas motocicletas que transitarem pelo estado, sob o pretexto de conter assaltos. Afinal, para ele, quando usam motocicletas os assaltantes viajam sempre em dois...
Se for por aí, breve Sérgio Cabral proibirá as costureiras de utilizarem tesouras, porque tesouras, afinal, são instrumentos pontiagudos e servem para enfiar na barriga dos outros. Que tal interditar os postos de venda de gasolina e óleo diesel, porque esses combustíveis tornaram-se responsáveis por boa parte da poluição no planeta? Os exemplos se multiplicam, quando se trata de propostas hilariantes...
O FHC do PT
Merece uma condecoração o dirigente petista que, apesar de envolto pelo anonimato, concluiu depois de ler a entrevista de José Dirceu à revista "Piauí": "É o Fernando Henrique do PT..."
São parecidíssimos, os dois. Não se conformam por haver perdido o destaque na mídia e nos respectivos partidos. Pior ainda, sofrem o diabo por se encontrarem fora do poder. O que falam deixou de constituir-se em palavra de ordem para a humanidade. Seus comentários assemelham-se ao canto das cotovias, para não cometer a indelicadeza de lembrar o zurrar de seus homônimos.
Imaginam-se, ambos, o centro do universo. Esbanjam empáfia e vaidade, sem perceber que passaram e, em especial, que não voltarão. Deveriam aproveitar o tempo para reler Dante, em especial quando relata o ingresso dos pecadores no portal do inferno, onde se lê: "Deixai aqui toda a esperança, vós que entrais..."
Satisfação secreta
De público, não se ouvirá um só comentário, desde o mais importante dos embaixadores até o mais humilde terceiro-secretário do Itamaraty, mas mesmo sem celebrar a comunidade está em festa. Os fatos se encarregaram de desagravar a casa do Barão, depois que Marco Aurélio Garcia, chapéu panamá nas mãos, embarcou para representar o governo brasileiro na lambança da entrega de reféns pelas Farc. Porque se havia uma situação em que diplomatas experientes deveriam ter sido convocados, foi essa passada no interior da floresta colombiana.
O assessor internacional do presidente Lula foi despachado em avião da Força Aérea para unir-se a Hugo Chávez, Néstor Kirchner e mais um monte de representantes internacionais, até da Cruz Vermelha. Perdeu as comemorações da passagem do Ano Novo, mas valeria à pena se a imprensa do mundo inteiro registrasse sua imagem ao lado de gente tão importante, reivindicando para o Brasil razoável parcela de mérito na libertação de inocentes barbarizados pelo bando de traficantes fardados de soldados.
Como era tudo uma encenação promovida por bandidos, e como ninguém dos governos legalmente constituídos percebeu antes, o resultado teria sido cômico se não fosse trágico. Voltaram todos aos países de origem, sem os reféns. Ignora-se apenas se o chapéu panamá foi usado na selva onde o sol não chega...
Fonte: Tribuna da Imprensa
Da mudança também obrigatória das placas dos automóveis particulares, nem se fala. De dois em dois anos alteravam-se números, letras, formato e cor, levando os proprietários a comprar as novas, assim como as maquininhas e os canos de escapamento, mas só em estabelecimentos autorizados.
Comentava-se com malícia fazer tudo parte da festa promovida por certas autoridades encarregadas do trânsito, coincidentemente aquelas que determinavam as novas regras e, sem qualquer prova material, participavam de empresas produtoras das inovações. Em São Paulo e outras capitais, sempre foi a mesma coisa.
Pois não é que a moda continua? Anuncia-se um novo tipo de placas a ser trocadas em todos os carros de passeio: menores, com novas firulas. Da mesma forma, estão mudando as placas das motocicletas. De tabela, alteraram características dos capacetes dos pilotos de moto.
Centenas de milhares de cidadãos vão botar a mão no bolso para enfrentar essas inovações, caso contrário pagarão multas de valor bem superior aos gastos com equipamentos.
Serão apenas inventores desocupados esses responsáveis pelas sucessivas e ininterruptas alterações? Seria bom pesquisar, porque, somando tudo, as despesas chegarão a centenas de milhões. Aumentará o faturamento apenas dos poucos empresários habilitados a produzir placas e capacetes de acordo com as minuciosas especificações dos tecnocratas?
Abolição do carona
Sergio Porto, o genial Stanislaw Ponte Preta, referia-se ao período de governos militares como o FEBEAPÁ - Festival de Besteiras que Assola o País. Vem agora outro Sérgio, o Cabral, para não deixar o homônimo mentir.
Não dá para entender a mais recente iniciativa do governador do Rio de Janeiro, de proibir o transporte do carona nas motocicletas que transitarem pelo estado, sob o pretexto de conter assaltos. Afinal, para ele, quando usam motocicletas os assaltantes viajam sempre em dois...
Se for por aí, breve Sérgio Cabral proibirá as costureiras de utilizarem tesouras, porque tesouras, afinal, são instrumentos pontiagudos e servem para enfiar na barriga dos outros. Que tal interditar os postos de venda de gasolina e óleo diesel, porque esses combustíveis tornaram-se responsáveis por boa parte da poluição no planeta? Os exemplos se multiplicam, quando se trata de propostas hilariantes...
O FHC do PT
Merece uma condecoração o dirigente petista que, apesar de envolto pelo anonimato, concluiu depois de ler a entrevista de José Dirceu à revista "Piauí": "É o Fernando Henrique do PT..."
São parecidíssimos, os dois. Não se conformam por haver perdido o destaque na mídia e nos respectivos partidos. Pior ainda, sofrem o diabo por se encontrarem fora do poder. O que falam deixou de constituir-se em palavra de ordem para a humanidade. Seus comentários assemelham-se ao canto das cotovias, para não cometer a indelicadeza de lembrar o zurrar de seus homônimos.
Imaginam-se, ambos, o centro do universo. Esbanjam empáfia e vaidade, sem perceber que passaram e, em especial, que não voltarão. Deveriam aproveitar o tempo para reler Dante, em especial quando relata o ingresso dos pecadores no portal do inferno, onde se lê: "Deixai aqui toda a esperança, vós que entrais..."
Satisfação secreta
De público, não se ouvirá um só comentário, desde o mais importante dos embaixadores até o mais humilde terceiro-secretário do Itamaraty, mas mesmo sem celebrar a comunidade está em festa. Os fatos se encarregaram de desagravar a casa do Barão, depois que Marco Aurélio Garcia, chapéu panamá nas mãos, embarcou para representar o governo brasileiro na lambança da entrega de reféns pelas Farc. Porque se havia uma situação em que diplomatas experientes deveriam ter sido convocados, foi essa passada no interior da floresta colombiana.
O assessor internacional do presidente Lula foi despachado em avião da Força Aérea para unir-se a Hugo Chávez, Néstor Kirchner e mais um monte de representantes internacionais, até da Cruz Vermelha. Perdeu as comemorações da passagem do Ano Novo, mas valeria à pena se a imprensa do mundo inteiro registrasse sua imagem ao lado de gente tão importante, reivindicando para o Brasil razoável parcela de mérito na libertação de inocentes barbarizados pelo bando de traficantes fardados de soldados.
Como era tudo uma encenação promovida por bandidos, e como ninguém dos governos legalmente constituídos percebeu antes, o resultado teria sido cômico se não fosse trágico. Voltaram todos aos países de origem, sem os reféns. Ignora-se apenas se o chapéu panamá foi usado na selva onde o sol não chega...
Fonte: Tribuna da Imprensa
Lula dá sinal verde para partilha de cargos
BRASÍLIA - Na tentativa de conter a rebelião de deputados e senadores, inconformados com o anúncio de que o governo cortará emendas parlamentares de bancada, o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, começou ontem a fazer a radiografia dos cargos federais que serão distribuídos entre os partidos da base aliada. Para apressar o loteamento, Múcio iniciou uma operação pente-fino na Esplanada: foi em dois gabinetes de ministros para verificar onde é possível promover trocas sem abrir nova crise com os partidos.
"Cargo é como uma xícara no meio de um monte de louça: se você tira a xícara pode cair tudo", comparou o ministro, ao lembrar que está mexendo num vespeiro. "São demandas reprimidas há dez meses, por questões burocráticas ou desentendimentos nos ministérios".
No primeiro dia do mapeamento dos cargos nos estados, Múcio se reuniu com os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci. Depois, saiu do Palácio do Planalto e foi até o Ministério da Agricultura, onde conversou com Reinhold Stephanes.
No fim da tarde, após atender a uma penca de deputados, se dirigiu ao Ministério da Justiça para um tête-à-tête com Tarso Genro e hoje tem encontros marcados com Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e Marina Silva (Meio Ambiente).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu aval para a partilha após ser informado por auxiliares que deputados e senadores da base aliada ameaçam se juntar à oposição e rejeitar a Medida Provisória (MP) que elevou a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), de 9% para 15%, além de não votar o Orçamento-Geral da União.
O pacote tributário anunciado pelo governo no primeiro dia útil deste ano também aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O DEM tenta derrubar os dois impostos no Supremo Tribunal Federal (STF).
"Temos de aproveitar o recesso parlamentar para resolver pendências", argumentou Múcio. "Não podemos permitir que os aliados ressentidos se juntem à oposição insatisfeita". Articulador político do Planalto, o ministro reiterou que o governo terá de cortar R$ 20 bilhões de despesas para compensar a perda da receita da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), estimada em R$ 40 bilhões.
Múcio disse que o governo trabalha para que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não encolha, mas a tesourada nos investimentos é uma possibilidade. "Estamos estudando formas menos doloridas de recuperar os recursos e é por isso que vamos ver, na lista das emendas, onde pode haver cortes", comentou.
Quarenta horas antes da reunião dos articuladores políticos do governo com os líderes dos partidos da base aliada, marcada para hoje, deputados foram em romaria ao gabinete de Múcio. Com pastas nas mãos, queriam respostas para suas demandas sobre cargos nos estados.
A lista das queixas começa no Ministério das Minas e Energia e em estatais a ele subordinados e atinge várias repartições nas áreas de transportes, saúde e abastecimento. "Quando o PT participa do governo é coalizão. Quando outros partidos participam é fisiologismo", reclamou o deputado Tadeu Filipelli (PMDB-DF), ao deixar o gabinete de Múcio.
"O que a gente espera é que, enfim, as promessas sejam cumpridas, mas, nesse governo, só Deus sabe o que vai acontecer", emendou o líder do PR na Câmara, Luciano Castro (RR). O deputado contou que o partido reivindica duas unidades do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit): uma em Santa Catarina e outra na Paraíba.
O PR também quer "solução rápida" para o caso do ex-governador do Ceará Lúcio Alcântara. "Ao Lúcio foi prometido um cargo na Eletrobrás e já faz tempo. É preciso resolver isso", cobrou. O PR pleiteia, ainda, o comando da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Para o deputado Mário Negromonte (BA), líder do PP na Câmara, o governo precisa dar mais "atenção" à sua base.
"Nós apoiamos o presidente Lula e chegou o momento de o governo nos atender", afirmou Negromonte. O PP reivindica a direção da Anvisa, a Secretaria Nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades, além de postos na Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) e na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Fonte: Tribuna da Imprensa
"Cargo é como uma xícara no meio de um monte de louça: se você tira a xícara pode cair tudo", comparou o ministro, ao lembrar que está mexendo num vespeiro. "São demandas reprimidas há dez meses, por questões burocráticas ou desentendimentos nos ministérios".
No primeiro dia do mapeamento dos cargos nos estados, Múcio se reuniu com os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci. Depois, saiu do Palácio do Planalto e foi até o Ministério da Agricultura, onde conversou com Reinhold Stephanes.
No fim da tarde, após atender a uma penca de deputados, se dirigiu ao Ministério da Justiça para um tête-à-tête com Tarso Genro e hoje tem encontros marcados com Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e Marina Silva (Meio Ambiente).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu aval para a partilha após ser informado por auxiliares que deputados e senadores da base aliada ameaçam se juntar à oposição e rejeitar a Medida Provisória (MP) que elevou a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), de 9% para 15%, além de não votar o Orçamento-Geral da União.
O pacote tributário anunciado pelo governo no primeiro dia útil deste ano também aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O DEM tenta derrubar os dois impostos no Supremo Tribunal Federal (STF).
"Temos de aproveitar o recesso parlamentar para resolver pendências", argumentou Múcio. "Não podemos permitir que os aliados ressentidos se juntem à oposição insatisfeita". Articulador político do Planalto, o ministro reiterou que o governo terá de cortar R$ 20 bilhões de despesas para compensar a perda da receita da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), estimada em R$ 40 bilhões.
Múcio disse que o governo trabalha para que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não encolha, mas a tesourada nos investimentos é uma possibilidade. "Estamos estudando formas menos doloridas de recuperar os recursos e é por isso que vamos ver, na lista das emendas, onde pode haver cortes", comentou.
Quarenta horas antes da reunião dos articuladores políticos do governo com os líderes dos partidos da base aliada, marcada para hoje, deputados foram em romaria ao gabinete de Múcio. Com pastas nas mãos, queriam respostas para suas demandas sobre cargos nos estados.
A lista das queixas começa no Ministério das Minas e Energia e em estatais a ele subordinados e atinge várias repartições nas áreas de transportes, saúde e abastecimento. "Quando o PT participa do governo é coalizão. Quando outros partidos participam é fisiologismo", reclamou o deputado Tadeu Filipelli (PMDB-DF), ao deixar o gabinete de Múcio.
"O que a gente espera é que, enfim, as promessas sejam cumpridas, mas, nesse governo, só Deus sabe o que vai acontecer", emendou o líder do PR na Câmara, Luciano Castro (RR). O deputado contou que o partido reivindica duas unidades do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit): uma em Santa Catarina e outra na Paraíba.
O PR também quer "solução rápida" para o caso do ex-governador do Ceará Lúcio Alcântara. "Ao Lúcio foi prometido um cargo na Eletrobrás e já faz tempo. É preciso resolver isso", cobrou. O PR pleiteia, ainda, o comando da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Para o deputado Mário Negromonte (BA), líder do PP na Câmara, o governo precisa dar mais "atenção" à sua base.
"Nós apoiamos o presidente Lula e chegou o momento de o governo nos atender", afirmou Negromonte. O PP reivindica a direção da Anvisa, a Secretaria Nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades, além de postos na Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) e na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Fonte: Tribuna da Imprensa
Polícia recupera as duas obras furtadas do Masp
SÃO PAULO - A Polícia Civil recuperou ontem, em São Paulo, as duas telas que tinham sido roubadas no dia 20 de dezembro do ano passado do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Uma delas é do espanhol Pablo Picasso (Retrato de Suzanne Bloch) e outra, do brasileiro Cândido Portinari (O Lavrador de Café). Ambas estão avaliadas em cerca de US$ 55 milhões (R$ 99 milhões).
Dois homens estão detidos - um deles foi preso há dez dias na Zona Leste da Capital. A prisão foi feita por policiais do Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic) de São Paulo.
O delegado Mauricio Soares Guimarães, assistente da diretoria do Deic, disse que chamou alguns dos responsáveis pelo museu para avaliar na delegacia se as obras estão intactas. Um dos bandidos chegou ao Deic, na Zona Norte, às 21h de ontem sob forte escolta policial.
Na noite do roubo, os bandidos usaram um macaco hidráulico, um pé-de-cabra e uma marreta. Em seguida, os ladrões subiram dois lances de escada e usaram a marreta para quebrar o vidro que fechava o salão do acervo permanente. A ação durou 3 minutos, das 5h09 às 5h12. As imagens do circuito interno mostram que os vigias chegam ao 1º andar dois minutos depois.
O edifício do Masp pertence à Prefeitura e foi cedido em comodato por 40 anos - que vence em 11 de novembro. "A secretaria quer sentar no board de direção do Masp. Portanto, haverá necessariamente negociação. Não é muito equilibrado isso de só mandar dinheiro, emprestar o prédio e não ter participação nesse processo", disse ontem o secretário-adjunto de Cultura de São Paulo, José Roberto Sadek.
A secretaria destina anualmente cerca de R$ 1,5 milhão ao museu, por causa de uma legislação de 1967. A instituição, por sua vez, não é obrigada a apresentar plano de trabalho para utilização dos recursos, o que já levou a administração até a cogitar de não repassar a subvenção anual, revela o secretário.
Agora se estudam contrapartidas. "Funciona assim por causa de um estatuto antigo, arcaico. A lei obriga a dar verba, mas não a prestar contas. A sociedade, nesses últimos 60 anos, se modernizou, mas o museu continua entrincheirado em um estatuto obsoleto. Então, a negociação dessa nova relação passa necessariamente pela mudança na forma de administrar", disse Sadek.
A renovação ou não da concessão do prédio da Avenida Paulista para o Masp será uma decisão da Secretaria de Negócios Jurídicos hoje a cargo de Ricardo Dias Leme. A Secretaria de Cultura encabeça o processo de negociação, que começou em novembro.
Sadek crê que a direção do Masp deverá mostrar receptividade maior à proposta de abertura de gestão. "A propriedade é privada mas o patrimônio é público. É óbvio que tem de haver participação pública nessa gestão. Todo mundo quer uma solução negociada e já há uma compreensão da sociedade, como um todo, que a hora da mudança é agora."
Fonte: Tribuna da Imprensa
Dois homens estão detidos - um deles foi preso há dez dias na Zona Leste da Capital. A prisão foi feita por policiais do Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic) de São Paulo.
O delegado Mauricio Soares Guimarães, assistente da diretoria do Deic, disse que chamou alguns dos responsáveis pelo museu para avaliar na delegacia se as obras estão intactas. Um dos bandidos chegou ao Deic, na Zona Norte, às 21h de ontem sob forte escolta policial.
Na noite do roubo, os bandidos usaram um macaco hidráulico, um pé-de-cabra e uma marreta. Em seguida, os ladrões subiram dois lances de escada e usaram a marreta para quebrar o vidro que fechava o salão do acervo permanente. A ação durou 3 minutos, das 5h09 às 5h12. As imagens do circuito interno mostram que os vigias chegam ao 1º andar dois minutos depois.
O edifício do Masp pertence à Prefeitura e foi cedido em comodato por 40 anos - que vence em 11 de novembro. "A secretaria quer sentar no board de direção do Masp. Portanto, haverá necessariamente negociação. Não é muito equilibrado isso de só mandar dinheiro, emprestar o prédio e não ter participação nesse processo", disse ontem o secretário-adjunto de Cultura de São Paulo, José Roberto Sadek.
A secretaria destina anualmente cerca de R$ 1,5 milhão ao museu, por causa de uma legislação de 1967. A instituição, por sua vez, não é obrigada a apresentar plano de trabalho para utilização dos recursos, o que já levou a administração até a cogitar de não repassar a subvenção anual, revela o secretário.
Agora se estudam contrapartidas. "Funciona assim por causa de um estatuto antigo, arcaico. A lei obriga a dar verba, mas não a prestar contas. A sociedade, nesses últimos 60 anos, se modernizou, mas o museu continua entrincheirado em um estatuto obsoleto. Então, a negociação dessa nova relação passa necessariamente pela mudança na forma de administrar", disse Sadek.
A renovação ou não da concessão do prédio da Avenida Paulista para o Masp será uma decisão da Secretaria de Negócios Jurídicos hoje a cargo de Ricardo Dias Leme. A Secretaria de Cultura encabeça o processo de negociação, que começou em novembro.
Sadek crê que a direção do Masp deverá mostrar receptividade maior à proposta de abertura de gestão. "A propriedade é privada mas o patrimônio é público. É óbvio que tem de haver participação pública nessa gestão. Todo mundo quer uma solução negociada e já há uma compreensão da sociedade, como um todo, que a hora da mudança é agora."
Fonte: Tribuna da Imprensa
INSS autoriza reabertura de consignados
BRASÍLIA - O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) autorizou ontem a reabertura do processo de concessão de crédito consignado (com desconto em folha) aos aposentados e pensionistas. Os empréstimos estavam suspensos desde o dia 2 de janeiro para que a Dataprev, estatal responsável pela folha de pagamentos da Previdência, adequasse o sistema às novas regras. A resolução com as normas foi publicada ontem no "Diário Oficial da União".
A assessoria do Ministério da Previdência determinou aos bancos o cancelamento e reavaliação, à luz das novas regras, de qualquer operação que tenha sido realizada entre os dias 2 e 7 de janeiro. A partir de agora, o prazo máximo de pagamento de um empréstimo consignado passa de 36 para 60 meses e fica estabelecido o limite máximo de 20% do valor do benefício que pode ser comprometido com as parcelas mensais de pagamento do crédito na modalidade tradicional (na qual o dinheiro é creditado em conta bancária) e de 10% para operações consignadas por meio do cartão de crédito. O teto de juros que podem ser cobrados no crédito tradicional é 2,64% ao mês e no cartão é 3,70% ao mês.
O INSS afirmou que o objetivo das medidas não é ampliar e nem restringir o crédito aos aposentados, mas estimular o uso do cartão de crédito nesta modalidade. As mudanças então foram feitas para atender pedidos das entidades representativas dos aposentados e pensionistas que consideram o cartão mais seguro e protegido contra fraudes. Além disso, querem poder emitir cartões corporativos de suas entidades em parceria com bancos.
A avaliação de alguns especialistas em crédito é que as medidas poderão estimular o endividamento porque os aposentados poderão fazer tomar crédito na forma tradicional, até o limite de 20% da renda mensal, e complementar os 10% restantes no cartão.
Para o professor do Ibmec, Ricardo de Almeida, a extensão do prazo máximo para 60 meses deverá impedir os segurados de fazer algo muito comum até agora, que era a renovação dos créditos, muitas vezes antes do encerramento. "É preciso esperar para ver os efeitos, mas muitos deverão recorrer a esse mix", comentou.
Fonte: Tribuna da Imprensa
A assessoria do Ministério da Previdência determinou aos bancos o cancelamento e reavaliação, à luz das novas regras, de qualquer operação que tenha sido realizada entre os dias 2 e 7 de janeiro. A partir de agora, o prazo máximo de pagamento de um empréstimo consignado passa de 36 para 60 meses e fica estabelecido o limite máximo de 20% do valor do benefício que pode ser comprometido com as parcelas mensais de pagamento do crédito na modalidade tradicional (na qual o dinheiro é creditado em conta bancária) e de 10% para operações consignadas por meio do cartão de crédito. O teto de juros que podem ser cobrados no crédito tradicional é 2,64% ao mês e no cartão é 3,70% ao mês.
O INSS afirmou que o objetivo das medidas não é ampliar e nem restringir o crédito aos aposentados, mas estimular o uso do cartão de crédito nesta modalidade. As mudanças então foram feitas para atender pedidos das entidades representativas dos aposentados e pensionistas que consideram o cartão mais seguro e protegido contra fraudes. Além disso, querem poder emitir cartões corporativos de suas entidades em parceria com bancos.
A avaliação de alguns especialistas em crédito é que as medidas poderão estimular o endividamento porque os aposentados poderão fazer tomar crédito na forma tradicional, até o limite de 20% da renda mensal, e complementar os 10% restantes no cartão.
Para o professor do Ibmec, Ricardo de Almeida, a extensão do prazo máximo para 60 meses deverá impedir os segurados de fazer algo muito comum até agora, que era a renovação dos créditos, muitas vezes antes do encerramento. "É preciso esperar para ver os efeitos, mas muitos deverão recorrer a esse mix", comentou.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Polícia acha fortaleza do tráfico na Mangueira
A três semanas do início do Carnaval, cerca de 280 policiais civis subiram ontem o Morro da Mangueira, na Zona Norte do Rio, e localizaram uma fortificação de concreto e ferro com oito "janelas" para atiradores, 35 metros de comprimento, três de altura e um palmo de profundidade, na curva do Elvis, no alto na favela. Também foi descoberto um campo, na Vila Miséria, conhecido como "microondas", onde havia dedos e outras partes de corpos carbonizados.
Os policiais desceram a escadaria do morro com aproximadamente uma tonelada de maconha e doze presos, dos quais quatro em flagrante. Foram apreendidos ainda um fuzil, uma pistola, uma granada, munição, dez motos roubadas e pequena quantidade de crack e de cocaína. Pelo menos um acusado foi baleado. Segundo a polícia, houve confronto e ele conseguiu fugir.
"Passagem secreta"
A operação foi realizada para cumprir sete mandados de prisão expedidos pela Justiça contra acusados de liderar o tráfico no morro, entre eles Francisco Paulo Testas Monteiro, o Tuchinha, um dos compositores do samba da Mangueira - ele assina como Francisco do Pagode.
Nenhum dos mandados foi cumprido até o fim da tarde de ontem, o que levantou a suspeita de a operação, iniciada por volta das 6 horas, ter vazado. Tuchinha ficou preso por 17 anos e estava em liberdade condicional desde 2006.
O chefe de operações da 17ª DP, Marco Antônio Carvalho, afirmou que escutas autorizadas pela Justiça mostraram o "poder de comando" de Tuchinha na quadrilha. "Ele fala sobre armas e movimentação de dinheiro". Segundo o policial, o tráfico movimenta R$ 1 milhão por semana na favela.
Durante a operação, policiais descobriram uma "passagem secreta" para a quadra da escola de samba, que supostamente seria usada para facilitar o acesso e a fuga de traficantes. "Eu prefiro mil vezes quebrar a logística do que pegar um líder. Não que o líder não seja interessante. Mas, se eu tirei uma tonelada de maconha, ele vai ter que correr atrás para arrumar. Agora, se eu prendo o líder hoje (ontem), às 13 horas já terá outro cara lá vendendo. Vamos continuar indo em cima", declarou o secretário da Segurança, José Mariano Beltrame.
Apesar de policiais terem divulgado durante a operação que três pistolas haviam sido apreendidas, apenas uma foi apresentada na 17ª DP, de onde partiu a investigação, iniciada há seis meses. "A gente vai ter que apurar para saber disso direito", disse o delegado Marcio Caldas, titular da 17ª DP e responsável pelo inquérito.
"Sou viciado. Eu nunca vi isso (a maconha apreendida) na minha vida e ainda tenho que apanhar", disse um dos presos, Jorge Francisco da Silva, de 55 anos. "Meu cliente está limpo, é trabalhador. Isso acaba com a vida do cara", disse Ésio Lopes, advogado de outro preso, Gilberto Ferreira dos Santos, de 28 anos, o Gil. Segundo a polícia, ele foi preso com um fuzil.
Policiais destruíram parcialmente a fortaleza construída por criminosos com o veículo blindado conhecido como Caveirão. "Daqui eles (os traficantes) ficavam em uma posição muito privilegiada. A polícia sabia da existência do bunker e estava preparada. Vamos derrubar e deixá-los mais vulneráveis", disse o delegado.
Ônibus
Criminosos atearam fogo a um ônibus da linha 472 (Leme-Triagem). Segundo passageiros e comerciantes, dez homens, alguns armados, pararam o veículo, lotado de passageiros, entraram pelas duas portas e ordenaram que todos descessem. "Um deles colocou uma pistola no meu rosto e disse: "pára ou eu largo o dedo". Mandou que eu deixasse o ônibus atravessado na pista. Alguns tinham garrafas cheias de gasolina", contou o motorista.
"Havia crianças e idosos. Todos desceram rápido e não sei como ninguém ficou ferido", disse o aposentado Antônio Gomes, de 82 anos. A PM chegou apenas quando os bandidos já haviam abandonado o local.
Apontado como um dos chefes do tráfico na Mangueira, Alexander Mendes da Silva, o Polegar, que sairia anteontem da prisão, beneficiado pela Visita Periódica ao Lar (VPL), também foi citado no inquérito da 17ª DP e teve mandado de prisão temporária expedido. Mesmo preso, ele daria ordens a Tuchinha. A Mangueira informou que quando participou da disputa do samba-enredo, Tuchinha estava em liberdade.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Os policiais desceram a escadaria do morro com aproximadamente uma tonelada de maconha e doze presos, dos quais quatro em flagrante. Foram apreendidos ainda um fuzil, uma pistola, uma granada, munição, dez motos roubadas e pequena quantidade de crack e de cocaína. Pelo menos um acusado foi baleado. Segundo a polícia, houve confronto e ele conseguiu fugir.
"Passagem secreta"
A operação foi realizada para cumprir sete mandados de prisão expedidos pela Justiça contra acusados de liderar o tráfico no morro, entre eles Francisco Paulo Testas Monteiro, o Tuchinha, um dos compositores do samba da Mangueira - ele assina como Francisco do Pagode.
Nenhum dos mandados foi cumprido até o fim da tarde de ontem, o que levantou a suspeita de a operação, iniciada por volta das 6 horas, ter vazado. Tuchinha ficou preso por 17 anos e estava em liberdade condicional desde 2006.
O chefe de operações da 17ª DP, Marco Antônio Carvalho, afirmou que escutas autorizadas pela Justiça mostraram o "poder de comando" de Tuchinha na quadrilha. "Ele fala sobre armas e movimentação de dinheiro". Segundo o policial, o tráfico movimenta R$ 1 milhão por semana na favela.
Durante a operação, policiais descobriram uma "passagem secreta" para a quadra da escola de samba, que supostamente seria usada para facilitar o acesso e a fuga de traficantes. "Eu prefiro mil vezes quebrar a logística do que pegar um líder. Não que o líder não seja interessante. Mas, se eu tirei uma tonelada de maconha, ele vai ter que correr atrás para arrumar. Agora, se eu prendo o líder hoje (ontem), às 13 horas já terá outro cara lá vendendo. Vamos continuar indo em cima", declarou o secretário da Segurança, José Mariano Beltrame.
Apesar de policiais terem divulgado durante a operação que três pistolas haviam sido apreendidas, apenas uma foi apresentada na 17ª DP, de onde partiu a investigação, iniciada há seis meses. "A gente vai ter que apurar para saber disso direito", disse o delegado Marcio Caldas, titular da 17ª DP e responsável pelo inquérito.
"Sou viciado. Eu nunca vi isso (a maconha apreendida) na minha vida e ainda tenho que apanhar", disse um dos presos, Jorge Francisco da Silva, de 55 anos. "Meu cliente está limpo, é trabalhador. Isso acaba com a vida do cara", disse Ésio Lopes, advogado de outro preso, Gilberto Ferreira dos Santos, de 28 anos, o Gil. Segundo a polícia, ele foi preso com um fuzil.
Policiais destruíram parcialmente a fortaleza construída por criminosos com o veículo blindado conhecido como Caveirão. "Daqui eles (os traficantes) ficavam em uma posição muito privilegiada. A polícia sabia da existência do bunker e estava preparada. Vamos derrubar e deixá-los mais vulneráveis", disse o delegado.
Ônibus
Criminosos atearam fogo a um ônibus da linha 472 (Leme-Triagem). Segundo passageiros e comerciantes, dez homens, alguns armados, pararam o veículo, lotado de passageiros, entraram pelas duas portas e ordenaram que todos descessem. "Um deles colocou uma pistola no meu rosto e disse: "pára ou eu largo o dedo". Mandou que eu deixasse o ônibus atravessado na pista. Alguns tinham garrafas cheias de gasolina", contou o motorista.
"Havia crianças e idosos. Todos desceram rápido e não sei como ninguém ficou ferido", disse o aposentado Antônio Gomes, de 82 anos. A PM chegou apenas quando os bandidos já haviam abandonado o local.
Apontado como um dos chefes do tráfico na Mangueira, Alexander Mendes da Silva, o Polegar, que sairia anteontem da prisão, beneficiado pela Visita Periódica ao Lar (VPL), também foi citado no inquérito da 17ª DP e teve mandado de prisão temporária expedido. Mesmo preso, ele daria ordens a Tuchinha. A Mangueira informou que quando participou da disputa do samba-enredo, Tuchinha estava em liberdade.
Fonte: Tribuna da Imprensa
terça-feira, janeiro 08, 2008
Esperteza ou ignorância?
Carlos Chagas
BRASÍLIA - Todo mês de agosto o governo encaminha ao Congresso a proposta de orçamento para o ano seguinte. Presume-se um trabalho minucioso, detalhado e próximo da realidade, nas colunas de receita e despesa. Cabe a deputados e senadores analisar e até emendar o texto até o final do ano, com direito a prorrogação nos primeiros meses do ano seguinte.
Pois todo mundo comeu mosca ou, no reverso da medalha, malandragens foram praticadas pelo governo, sem que ninguém se desse conta, no Congresso e fora dele. Porque as emendas constitucionais que criaram a CPMF e depois a prorrogaram foram de uma clareza olímpica: o imposto sobre o cheque, em sua versão final, terminaria a 31 de dezembro de 2007.
Como, então, os tais 40 bilhões de arrecadação prevista para 2008 foram incluídos como previsão no orçamento, em agosto, pelo Ministério do Planejamento? No ano agora iniciado a CPMF não poderia mais existir, a menos que fosse prorrogada, como não foi. A tecnocracia confiou demais no Legislativo, dando a prorrogação como certa, mas cometeu um crime.
Incluiu o que não poderia, em seus cálculos, pois, pela letra da lei, estaria extinta no último dia do ano a faculdade de cobrar percentuais sobre os cheques.
É mentira, então, essa história de que o governo precisa compensar a perda de 40 bilhões, porque eles não poderiam estar previstos. Se era para cortar ou para criar novos impostos, como agora se faz, então que tivessem criado e cortado na proposta inicial de agosto. Fizeram pouco caso da inteligência nacional, tentaram dar um golpe ou nem se aperceberam da extinção da CPMF? Ignorância ou esperteza? Tanto faz, mas é assim que as coisas funcionam.
Lições de Magalhães Pinto
Nos idos de 1963 desenvolvia-se a pleno vapor a antecipação da sucessão presidencial. Fosse pela fraqueza do governo João Goulart, fosse por estar o País dividido de alto a baixo, só se pensava e agia em função das eleições de 1965. Juscelino encontrava-se em campanha, para voltar ao Palácio do Planalto. Do lado da oposição, Carlos Lacerda, governador da Guanabara, investia fundo na publicidade e na propaganda de suas obras, que não eram poucas. Ademar de Barros, em São Paulo, não perdia as esperanças.
Em Minas, também candidatíssimo, Magalhães Pinto era alertado para o fato de estar ficando para trás, porque Lacerda, em especial, ocupava todos os espaços da mídia, sem falar que João Goulart pensava em reeleição, para compensar o período do parlamentarismo que lhe tirou poderes.
Foi quando o País se viu sacudido por intensa onda publicitária vinda de Belo Horizonte. "Minas trabalhou em silêncio" - era o slogan que de repente se ouvia em todos os microfones e se assistia em todas as telinhas, com o respaldo de sucessivos anúncios de página inteira nos jornais do País inteiro.
Magalhães Pinto decidiu recuperar o tempo perdido mostrando ao País o que havia realizado e confrontando, até com vantagem, a campanha do governador carioca. Depois de tudo, era para todos, os generais ocuparam o poder e foram demolindo, uma por uma, as candidaturas civis. Por que se lembram aqueles episódios?
Porque Aécio Neves precisa, rápido, incorporar o espírito matreiro de Magalhães Pinto. Não que deva centralizar seus esforços de pré-candidato à presidência da República em luxuosas e caríssimas campanhas publicitárias. Aquele tempo passou. Torna-se urgente, porém, para irrigar as pretensões do governador mineiro, a descoberta de uma outra palavra de ordem capaz de sintetizar sua candidatura e fazê-lo recuperar o tempo perdido para José Serra.
Fora disso o governador paulista pode considerar-se candidato consagrado pela oposição. Se vai chegar à vitória, ou não, trata-se de capítulo ainda não escrito na novela em curso. Mas se Aécio Neves ainda pretende virar o jogo, 2008 é o ano. Poderia começar enfatizando que raras vezes Minas viveu um período tão pleno de desenvolvimento. O neto do dr. Tancredo recebeu um estado tumultuado e em ebulição, dadas as peculiaridades do antecessor, Itamar Franco.
Hoje, o estado respira tranqüilidade, as estruturas econômicas funcionam bem e o governador pode até dar-se ao luxo de seguidas visitas à praia de Ipanema. Pode estar por perto a transformação desse clima numa espécie de catapulta destinada a inseri-lo na revoada dos tucanos. A hora seria de inserir barulho no silêncio?
Será que param, desta vez?
Reúnem-se hoje dirigentes das diversas associações de funcionários públicos federais, da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público à Associação dos Juízes Federais e ao Fórum da Advocacia Pública. Pretendem decretar o indicativo de greve geral, como reação às ameaças do governo de suspender acordos celebrados no fim do ano passado, de reajustes e até aumento de vencimentos.
O funcionalismo público federal compõe uma colcha de retalhos, a última paralisação geral de que se tem notícia aconteceu no governo Juscelino Kubitschek, na campanha da paridade entre militares e civis. As diversas categorias carecem de um amálgama capaz de fazê-las agir em uníssono, mas, desta vez, emerge um denominador quase comum. Porque as carreiras ditas de estado, por exemplo, vão muito bem, obrigado. Da mesma forma os funcionários do Legislativo e do Judiciário.
O problema, para o governo, é que em média os servidores públicos ganham mal e assistem seus vencimentos perderem, ano após ano, o poder aquisitivo. E se em novembro passado a equipe econômica comprometeu-se por escrito ao reajuste ainda em janeiro, com aceitar o dito pelo não dito, ou o prometido pelo não prometido, tudo porque a CPMF não foi prorrogada?
É bom o presidente Lula tomar cuidado. O pior que poderia acontecer ao seu governo seria uma greve geral bem sucedida, da maioria do funcionalismo público federal.
Fonte: Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA - Todo mês de agosto o governo encaminha ao Congresso a proposta de orçamento para o ano seguinte. Presume-se um trabalho minucioso, detalhado e próximo da realidade, nas colunas de receita e despesa. Cabe a deputados e senadores analisar e até emendar o texto até o final do ano, com direito a prorrogação nos primeiros meses do ano seguinte.
Pois todo mundo comeu mosca ou, no reverso da medalha, malandragens foram praticadas pelo governo, sem que ninguém se desse conta, no Congresso e fora dele. Porque as emendas constitucionais que criaram a CPMF e depois a prorrogaram foram de uma clareza olímpica: o imposto sobre o cheque, em sua versão final, terminaria a 31 de dezembro de 2007.
Como, então, os tais 40 bilhões de arrecadação prevista para 2008 foram incluídos como previsão no orçamento, em agosto, pelo Ministério do Planejamento? No ano agora iniciado a CPMF não poderia mais existir, a menos que fosse prorrogada, como não foi. A tecnocracia confiou demais no Legislativo, dando a prorrogação como certa, mas cometeu um crime.
Incluiu o que não poderia, em seus cálculos, pois, pela letra da lei, estaria extinta no último dia do ano a faculdade de cobrar percentuais sobre os cheques.
É mentira, então, essa história de que o governo precisa compensar a perda de 40 bilhões, porque eles não poderiam estar previstos. Se era para cortar ou para criar novos impostos, como agora se faz, então que tivessem criado e cortado na proposta inicial de agosto. Fizeram pouco caso da inteligência nacional, tentaram dar um golpe ou nem se aperceberam da extinção da CPMF? Ignorância ou esperteza? Tanto faz, mas é assim que as coisas funcionam.
Lições de Magalhães Pinto
Nos idos de 1963 desenvolvia-se a pleno vapor a antecipação da sucessão presidencial. Fosse pela fraqueza do governo João Goulart, fosse por estar o País dividido de alto a baixo, só se pensava e agia em função das eleições de 1965. Juscelino encontrava-se em campanha, para voltar ao Palácio do Planalto. Do lado da oposição, Carlos Lacerda, governador da Guanabara, investia fundo na publicidade e na propaganda de suas obras, que não eram poucas. Ademar de Barros, em São Paulo, não perdia as esperanças.
Em Minas, também candidatíssimo, Magalhães Pinto era alertado para o fato de estar ficando para trás, porque Lacerda, em especial, ocupava todos os espaços da mídia, sem falar que João Goulart pensava em reeleição, para compensar o período do parlamentarismo que lhe tirou poderes.
Foi quando o País se viu sacudido por intensa onda publicitária vinda de Belo Horizonte. "Minas trabalhou em silêncio" - era o slogan que de repente se ouvia em todos os microfones e se assistia em todas as telinhas, com o respaldo de sucessivos anúncios de página inteira nos jornais do País inteiro.
Magalhães Pinto decidiu recuperar o tempo perdido mostrando ao País o que havia realizado e confrontando, até com vantagem, a campanha do governador carioca. Depois de tudo, era para todos, os generais ocuparam o poder e foram demolindo, uma por uma, as candidaturas civis. Por que se lembram aqueles episódios?
Porque Aécio Neves precisa, rápido, incorporar o espírito matreiro de Magalhães Pinto. Não que deva centralizar seus esforços de pré-candidato à presidência da República em luxuosas e caríssimas campanhas publicitárias. Aquele tempo passou. Torna-se urgente, porém, para irrigar as pretensões do governador mineiro, a descoberta de uma outra palavra de ordem capaz de sintetizar sua candidatura e fazê-lo recuperar o tempo perdido para José Serra.
Fora disso o governador paulista pode considerar-se candidato consagrado pela oposição. Se vai chegar à vitória, ou não, trata-se de capítulo ainda não escrito na novela em curso. Mas se Aécio Neves ainda pretende virar o jogo, 2008 é o ano. Poderia começar enfatizando que raras vezes Minas viveu um período tão pleno de desenvolvimento. O neto do dr. Tancredo recebeu um estado tumultuado e em ebulição, dadas as peculiaridades do antecessor, Itamar Franco.
Hoje, o estado respira tranqüilidade, as estruturas econômicas funcionam bem e o governador pode até dar-se ao luxo de seguidas visitas à praia de Ipanema. Pode estar por perto a transformação desse clima numa espécie de catapulta destinada a inseri-lo na revoada dos tucanos. A hora seria de inserir barulho no silêncio?
Será que param, desta vez?
Reúnem-se hoje dirigentes das diversas associações de funcionários públicos federais, da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público à Associação dos Juízes Federais e ao Fórum da Advocacia Pública. Pretendem decretar o indicativo de greve geral, como reação às ameaças do governo de suspender acordos celebrados no fim do ano passado, de reajustes e até aumento de vencimentos.
O funcionalismo público federal compõe uma colcha de retalhos, a última paralisação geral de que se tem notícia aconteceu no governo Juscelino Kubitschek, na campanha da paridade entre militares e civis. As diversas categorias carecem de um amálgama capaz de fazê-las agir em uníssono, mas, desta vez, emerge um denominador quase comum. Porque as carreiras ditas de estado, por exemplo, vão muito bem, obrigado. Da mesma forma os funcionários do Legislativo e do Judiciário.
O problema, para o governo, é que em média os servidores públicos ganham mal e assistem seus vencimentos perderem, ano após ano, o poder aquisitivo. E se em novembro passado a equipe econômica comprometeu-se por escrito ao reajuste ainda em janeiro, com aceitar o dito pelo não dito, ou o prometido pelo não prometido, tudo porque a CPMF não foi prorrogada?
É bom o presidente Lula tomar cuidado. O pior que poderia acontecer ao seu governo seria uma greve geral bem sucedida, da maioria do funcionalismo público federal.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Previsão de chuva forte no sul e oeste do estado
A TARDE On Line
A Bahia é um dos nove estados, além do Distrito Federal, nos quais a defesa civil recebeu alerta de chuva forte para os próximos dias. Entre esta segunda, 7, e quarta-feira, 9, a forte chuva ainda poderá vir acompanhada de descargas elétricas e de rajadas de vento entre 50 e 60 km/hora nas regiões sul e oeste do estado.
A Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, enviou ainda o alerta aos estados de Goiás, Tocantins, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Espírito Santo, Minas Gerais, Maranhão, Piauí e Distrito Federal.
Nessas regiões, recomenda-se orientar a população para evitar áreas de alagamentos e para o risco de deslizamentos de encostas, morros e barreiras. Além disso, evitar trafegar em ruas sujeitas a alagamentos localizados, e também lugares que ofereçam pouca ou nenhuma proteção contra raios e ventos fortes.
Nesta segunda-feira, o alerta de temporais é válido para o centro norte do estado do Rio de Janeiro. Já nesta terça, 8, e quarta-feira, o alerta é válido para o norte fluminense e o centro norte do estado de Goiás.
Não se descarta a ocorrência de uma chuva de granizo no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Os alerta preventivos são baseados em informações do Centro Nacional de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Fonte: A TARDE
A Bahia é um dos nove estados, além do Distrito Federal, nos quais a defesa civil recebeu alerta de chuva forte para os próximos dias. Entre esta segunda, 7, e quarta-feira, 9, a forte chuva ainda poderá vir acompanhada de descargas elétricas e de rajadas de vento entre 50 e 60 km/hora nas regiões sul e oeste do estado.
A Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, enviou ainda o alerta aos estados de Goiás, Tocantins, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Espírito Santo, Minas Gerais, Maranhão, Piauí e Distrito Federal.
Nessas regiões, recomenda-se orientar a população para evitar áreas de alagamentos e para o risco de deslizamentos de encostas, morros e barreiras. Além disso, evitar trafegar em ruas sujeitas a alagamentos localizados, e também lugares que ofereçam pouca ou nenhuma proteção contra raios e ventos fortes.
Nesta segunda-feira, o alerta de temporais é válido para o centro norte do estado do Rio de Janeiro. Já nesta terça, 8, e quarta-feira, o alerta é válido para o norte fluminense e o centro norte do estado de Goiás.
Não se descarta a ocorrência de uma chuva de granizo no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Os alerta preventivos são baseados em informações do Centro Nacional de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Fonte: A TARDE
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